Fim Dos Tempos

8 Capítulo 8 - Encontro


Notas iniciais
Hoje é só romance, acho que a Katie merece.

Pov – Daryl

Ficamos olhando a bravinha terminar de mamar, todos apenas assistindo, juntando seus cacos, T-dog estava morto, Lori também, Carol parecia se sentir culpada, T tinha morrido para salvá-la, Beth e o pai estavam abraçados e Glenn e Maggie se sentam na escada abatidos, os dois presidiários estavam ali, acho que tinham provado sua lealdade, e desde que ficassem longe de Katie, por mim podiam ficar, Rick estava nos corredores escuros da prisão, Glenn tinha tentado buscá-lo mas ele não tivera uma reação muito melhor que a minha, eu o entendia, se não tivesse encontrado minha pequena eu ainda estaria lá.

Entrego o bebê a Beth, cada um segue para sua cela, todos esgotados, sigo com minha pequena para nosso canto, me sento no colchão e ela se senta no meu colo, eu a abraço sentindo seu cheiro de flores, aspiro profundamente, ela toca meu rosto me fazendo carinho.

−Amanhã vamos recomeçar, limpar a prisão mais uma vez! Eu sabia que se demorássemos acabaríamos nos rendendo – Fiquei orgulhoso de você hoje, foi uma guerreira.

−Como podia ser diferente, só pensava em você, sabia que estava atrás de mim, eu não podia parar, eu amo você!

Por que era tão fácil para ela dizer aquelas palavras enquanto eu tinha tanta dificuldade, elas travavam na minha garganta, e desciam de volta me deixando angustiado, eu a beijo se não podia dizer, podia mostrar, talvez ela entendesse.

Katie corresponde ao meu beijo enfiando os dedos por meus cabelos, sua respiração acelera mas eu a afasto, não queria que fosse ali, com medo de alguém aparecer e nos ver, ela merecia um momento especial.

−Você me deixa louco! Digo e ela sorri satisfeita.

−Mesmo? Ela pergunta e eu pisco para ela.

−Completamente! Ela me beija suave como uma flor – Mas ainda não tivemos nem mesmo um encontro e sou um homem de respeito! Ela ri e massageia meus ombros, aquilo era bom eu sentia cada músculo do corpo, fecho meus olhos aproveitando aquele momento.

−Deite-se vou fazer uma massagem! Ela diz me olhando e me lembro de quem sou, das marcas do passado cravadas nas costas, não queria que ela as visse, não queria que soubesse que eu não merecia tanto amor como ela estava disposta a me dar.

−Não! É tudo que consigo dizer, ela volta a tocar meu rosto acaricia-lo os olhos fixos nos meus, cheios de amor.

−Eu às vi, Daryl! Ela me diz surpreendendo-me – Já te vi trocar a camisa algumas vezes, às vezes se esquece delas! Ela continua sempre me fazendo carinho me olhando nos olhos e me deixando paralisado – Sinto muito, queria ter podido estar lá, para cuidar de você quando coisas assim aconteciam.

−Ninguém estava! Eu conto.

−Mas agora eu estou e posso cuidar de você como cuida de mim! Ela fazia tudo parecer tão fácil e bom, ela tinha visto as marcas, mesmo assim ainda me amava, e me queria a seu lado.

Ela puxa minha camisa para cima e eu não ofereço resistência, não era errado aceitar o que ela me oferecia, deixo que tire minha blusa, ela ainda me olhava quando deixa meu colo e aponta o colchão com os olhos, apenas obedeço.

Afundo meu rosto no travesseiro, confuso demais para qualquer reação, Katie se senta sobre mim, e toca minhas cicatrizes com seus dedos delicados, acaricia uma a uma lentamente, não me sinto excitado, não era sexo, era muito mais que isso, ela beija minhas costas e começa a massageá-las, sinto cada nó de minhas costas, representando a angustia que sentira, o medo de perde-la e a força com que golpeara cada um daqueles zumbis que me separavam da minha pequena.

Os nós começavam a se desfazer, suas mãos eram abeis e delicadas, eu continuava mudo e imóvel, apenas aceitando seus cuidados, depois de um tempo os nós se desfazem assim como minha angustia, minha pequena continua ali carinhosa, preocupada, então ela se deita a meu lado eu a puxo para meus braços, não queria dizer nada, não era bom com palavras, ela me beija de leve sorrindo, me dizendo sem palavras que tudo estava bem, fico olhando para ela tão linda com seus olhos verdes que nada mais tinham de assustados e solitários, não sei quanto tempo ficamos assim silenciosos e nos olhando, deixando o sono tomar seu espaço e nos levar para longe.

Acordo com a bravinha entre nós, só então me lembro que agora tínhamos um bebê, Katie brincava com ela e me sorri.

−Beth foi se arrumar e preparar a mamadeira, eu acabo de trocar fraldas! Ela diz mais orgulhosa do que quando matou zumbis.

− Muitos talentos! Brinco beijando seus lábios e a cabeça do bebê – Vou começar o trabalho, voltamos ao início, o pátio está repleto de corpos e precisamos olhar os corredores, limpar um pouco esse lugar.

−Assim que Beth chegar vou ajuda-los! Ela me diz e eu concordo, não eu não deixaria ela entrar lá de novo, mas tínhamos muito o que fazer lá fora também.

Deixo as duas achando a cena encantadora demais, sigo para o trabalho, seria mais um dia longo, mas meu corpo estava como novo, podia facilmente me acostumar com aquilo.

Almoçamos todos juntos, Rick enfim aparece, mal olha para filha pergunta sobre as coisas e se enfia de novo lá dentro, eu sei que devia estar preocupado com o fato que tínhamos gasto muita munição, que precisávamos de leite, mais do que comida, que Hershel ainda não estava bem e que nunca estaria e que tínhamos perdido um dos braços mais fortes do grupo, mas só conseguia pensar em Katie, e no nosso encontro, eu precisava dizer a ela as palavras e decido que não demoraria mais nem um dia.

Glenn e Maggie sairiam na manhã seguinte em busca de formula para o bebê, eu ficaria para cuidar das coisas, sem Rick eu e Glenn tínhamos de cuidar de tudo, uma hora ele se daria conta que tinha Carl e o bebê e voltaria para o grupo.

Cada um sai para seu trabalho, beijo Katie e sigo atrás de Glenn, tinha um assunto com ele, estava detestando a ideia de ter de falar com ele sobre isso, mas era uma emergência, Glenn estava no pátio, olhando as cercas procurando alguma falha.

Paro do seu lado meio sem graça, olho para torre de vigia e depois para ele que parecia aguardar até eu estar pronto para falar.

−Eu vou... Glenn preciso da torre hoje à noite, podem dormir nas celas?

−Sem problemas! Ele diz surpreso e escondendo o riso, penso no que eu estava me tornando e não consigo me arrepender.

−Certo! Digo balançando a cabeça, tinha de continuar – Você tem... você sabe, proteção? Glenn ergue as sobrancelhas, eu sabia que ele estava lutando com sua risada e não o olho.

−Na verdade, Katie... Katie tem.

Eu o olho, entre surpreso e furioso, como ele sabia disso e por que ela tinha algo assim?

−Mas acho que não precisa se preocupar por que ela está tomando remédio! Ele diz e eu fico paralisado, ele aproveita para continuar rápido – Maggie me disse, nunca falei sobre isso com Katie, a Maggie bom você sabe, ela é... Bom ficou preocupada e chamou Katie para uma conversa, ela cuidou disso.

−Tomando remédio e com proteção na bolsa e eu sou pelo visto o único que não sabia disso!

−Somos uma família, as notícias se espalham...

−Sei como é! Me afasto sabendo que antes do fim do dia todo grupo saberia o que estava acontecendo, Glenn era um cara legal, mas incapaz de guardar um segredo.

Encontro Katie no meio da tarde, ela estava juntando suprimentos com Beth para fazer o jantar, eu a chamo e ela se afasta um pouco de Beth.

−Oi! Eu toco seus cabelos ela sorri – Pensei que quem sabe hoje à noite poderíamos ter um encontro depois do jantar! Digo tudo de uma vez, com medo de desistir no meio do caminho.

−Um encontro, então desistiu da negociação? Ela brica e eu a beijo – Vou adorar! Seus olhos brilhavam muito, eu nem acreditava que era a razão de tanta felicidade.

−Pensei em convidá-la para jantar, mas não consegui nenhuma reserva nos restaurantes da cidade, nem mesmo quando disse que era para Daryl Dixon!

−A cidade anda mesmo lotada! Ela brinca e eu a puxo para um beijo de verdade, colando meu corpo ao dela, Katie sempre correspondia, tão ávida por mim, quanto eu por ela, nos afastamos sem folego, ela estava corada, qualquer um que olhasse para ela saberia que estávamos queimando um pelo outro.

−Te vejo depois pequena, se precisar me chame.

Me afasto rápido com medo de não conseguir esperar até a noite, não quis falar com ela sobre minha conversa com Glenn, aquele era outro assunto que poderia esperar, estava feliz por ela estar se cuidando e principalmente por saber que ela pensa nisso tanto quanto eu, mas não queria ser o último a saber de algo assim.

Passo o resto da tarde enfiado nos corredores escuros da prisão, levo Carl comigo, achava que o garoto estava precisando distrair a mente, ele tinha perdido muito, foi realmente um dia difícil para todos, mas para ele... Talvez apenas Katie soubesse como era matar a própria mãe, já escurecia quando subo, não encontro Katie, ela e Maggie estavam enfiadas em uma cela e nem queria saber o que estavam fazendo, depois de tomar banho e me vestir o mais descente que posso sem parecer que estou tentando fazer isso, sigo para nosso refeitório, os outros estavam lá e Beth entrega o bebê a Heshel para servir o jantar, ela tinha tomado para si a responsabilidade com a criança, Carol se aproxima de mim, fico um pouco incomodado, não queria que Katie me visse perto dela, nada podia dar errado essa noite, finjo não notar quando ela se senta a meu lado num lugar que todos sabiam era de Katie.

−Acho que está na hora de assumir as coisas por aqui Daryl, como eu sempre achei que devia ser, você é o líder e Rick não está em condições de cuidar de nada! Ela me diz baixo.

−Não quero ser líder de nada Carol, como já disse a você, e Rick logo se recupera, não se preocupe.

−Prefere ficar correndo atrás da princesinha? Ela diz desdenhando de Katie – Posso aprender a atirar facas e te ajudar a cuidar das coisas por aqui!

−Carol, acho que precisa descansar um pouco e entender que nunca quis nada com você, não corri aquela floresta atrás de Sophia por você, foi por ela, só por ela! Eu me irrito e me afasto deixando que ela lidasse sozinha com suas magoas.

Fico na escada ao lado de Glenn e então elas entram conversando distraídas, mal noto Maggie, meus olhos seguem direto para minha pequena, ela estava linda sem no entanto estar muito diferente dos outros dias, usava os cabelos soltos, como eu tanto gostava escorrendo pelas costas livres e brilhantes, estava com aquele jeans preto que ficava tão bem nela e a deixava absolutamente sexy com suas curvas perfeitas, a blusa verde faziam seus olhos se destacarem ainda mais, e tinha as botas que eu detestava no começo por que me deixavam meio maluco por ela.

Estávamos perdidos um no outro, esquecidos de todos enquanto ela caminha até mim, ela se senta do meu lado e sinto seu perfume respiro fundo sem que os outros pudessem perceber, Glenn e Maggie nos olham sorrindo, meio que cúmplices do que estava por vir.

−Oi! Ela diz sorridente – Com fome?

−Está mais bonita que todos os outros dias! Eu nem sei por que disse aquilo, era verdade, mas não precisava dizer assim na frente de todos, foi meio que um impulso, ela fica corada e apenas sorri de volta.

−Melhor comermos! Carol fala alto acabando com nosso clima e todos se servem, a comida também estava melhor que os outros dias e todos percebem.

−Isso está muito bom, o que deu em vocês hoje? Hershel pergunta.

−Katie resolveu caprichar! Beth comenta e eu a olho, ela dá de ombros quando todos esperavam uma resposta.

−Parece que anda difícil conseguir reservas no restaurante da cidade! Ela diz e só eu entendo, mas não me atrevo a comentar.

Comemos com o grupo combinando como seria o dia seguinte, nada muito diferente do dia de hoje, apenas Maggie e Glenn nos deixariam para procurar fórmula para o bebê que parece ainda não tinha um nome.

Quando terminamos Katie caminha para ajudar as garotas com a louça, mas como nada era realmente um segredo naquele lugar e discrição não era talento de nenhum deles, Maggie intervêm.

−Deixe tudo comigo e Beth, você tem um encontro! Todos olham para ela, e depois para mim, eu queria ficar bravo, queria ficar sério, mas as coisas estavam mudando rápido para mim, apenas balanço a cabeça e pego Katie pela mão saindo para o pátio com ela.

Assim que nos vemos sozinha ela suspira aliviada, eu rio, e passo meu braço por seu ombro.

−Que tal uma volta pelo jardim! Convido querendo atrasar um pouco as coisas, faze-la relaxar.

−Seria perfeito! Ela diz e caminhamos um pouco em silencio.

−Rick não voltou! Ela diz.

−Deve estar sendo um inferno para ele!

−Ás vezes me sinto culpada por estar tão feliz! Ela confessa – Mas não posso deixar de agradecer, por estarmos bem.

−Não tem nada errado com isso pequena, também já perdeu muito!

−Carl! Ela diz baixinho enquanto caminhávamos – Eu sei como ele se sente, mas ele é ainda um menininho, tenho medo de como isso vai afeta-lo!

−Eu sei disso, quando minha mãe... – Queria tanto me abrir com ela contar quem eu era, deixar que ela decidisse consciente – Ela era alcoólatra, e fumava, um dia sai para brincar com meus amigos, eles tinham bicicletas, eu não, aproveitei que Merle não estava e fui com eles, só podia sair se Merle não estivesse, ouvimos sirenes e eles correram para ver o que estava acontecendo, cheguei depois, as sirenes eram para minha casa, ela tinha se tornado um monte de cinzas.

Eu fico mudo, estávamos parados olhando a noite, estranho como de alguma maneira tínhamos nos acostumado com aquelas coisas a nossa volta, como carros passando, ou apenas desconhecidos, vira-latas.

−Sinto muito por sua mãe! Ela diz me abraçando, eu a aperto em meus braços.

−Sinto pela sua! Digo sem olhar para ela – Ao menos não tive que fazer isso eu mesmo.

−Não era mais ela! Katie diz – E Merle, ele é tudo que restou, não pensa em encontra-lo?

−Nem saberia por onde começar! Eu respondo e ela se vira para mim, ficamos de frente um para o outro.

−Eu iria com você procura-lo se quisesse! Ela me diz do nada e eu fico irritado, seria possível a pessoa não ter o menor senso de auto preservação.

−Estou lutando para mantê-la segura e quer sair atrás de um fantasma! Falo muito bravo, quase gritando, ela me olha e sorri, fico me perguntando se ela nunca ficaria brava com meus ataques.

−Que bravo! Ela brinca e acabo sorrindo.

−Por que nunca se importa quando grito?

−Este é você Daryl, gosto quando se mostra para mim, quando não se reprime, depois seus gritos são sempre pensando em me proteger, gostaria que fosse assim com os sorrisos, que não os guardasse tanto, mas acho que este também é você e eu o amo assim, não quero que mude.

Eu a toco no rosto e a puxo para mim, ela passa os braços sobre meus ombros e nos olhamos um pouco, então nos beijamos, um daqueles beijos que faziam ela ficar corada.

−Adoro seu perfume, sua pele! Eu digo isso baixo em seu ouvido, ela tinha a respiração acelerada e apenas volta a me beijar, era melhor subirmos para torre antes que alguém viesse cortar nosso clima – Vamos para torre? Eu convido, a decisão era dela, sempre seria, ela afirma com a cabeça, os olhos brilhantes.

Subimos de mãos dadas, uma longa subida que só agora me dou conta, talvez por que nunca tenha sentido tanta pressa em estar lá.

Entramos de mãos dadas, tudo estava arrumado, eu noto o colchão com dois travesseiros, lençóis limpos.

−Glenn e Maggie arrumaram tudo! Ela conta corando.

−Falei com o Glenn hoje! Eu decido que era hora de tratar daquele assunto – Ele me disse que está tomando remédio.

−Se amarrássemos a língua do Glenn e da Maggie dava para dar a volta na prisão! Ela me diz pela primeira vez brava e acabo rindo despreocupado.

– Está tudo bem! Tranquilizo minha pequena – Mas queria que tivesse me contado.

−Eu queria, mas nem sempre sou corajosa! Ela confessa e eu a abraço.

−Sei como é, mas estou tentando, falo coisas para você que nunca quis dizer nem mesmo para mim.

−Vou me esforçar! Ela promete.

−Está tomando as pílulas? Pergunto afinal era bom que sim.

Ela confirma com um movimento de cabeça, tímida como a menininha que eu tanto amava, me aproximo mais dela, e passo minha mão pelos cabelos longos ela me olha nos olhos e a beijo lentamente.

Katie passa o braço por meus ombros e cola seu corpo ao meu, minhas mãos passeiam por suas costas, toco seu rosto aprofundo o beijo, saboreando cada canto daquela boca que me deixava maluco a muito tempo, nossas respirações estavam aceleradas e deixo minhas mãos finalmente livres para seguirem por onde quisessem ela não recua, estava tão envolvida quanto eu, me afasto um pouco e ela estava corada fico olhando para ela enquanto a ajudo a tirar a blusa e depois faço o mesmo com a minha, ela olha para meu peito e se aproxima me tocando de leve, passeando por meu peito me olhando encantada, desce seus dedos até meu abdômen, uma tortura, uma tortura boa como ela dissera, depois ela se afasta e eu olho para ela faço o mesmo, sem tirar o sutiã, seria paciente, eu não tinha pressa, ela não deixava de me olhar.

−Gosto das suas mãos em mim! Ela me diz e talvez nunca fizesse ideia do quanto isso mexia comigo, me aproximo dela e beijo mais uma vez seus lábios, desço para seu pescoço, ouço minha pequena gemer, e aquilo me põe ainda mais fogo.

−Quero você pequena, mas é você que decide! Eu sussurro, ela se agarra a mim, as mãos em meus cabelos depois descendo para minhas costas enquanto eu saboreava sua pele com perfume de flores.

−Também quero, sempre quis! Era tudo que precisava ouvir, ajudo Katie a tirar as roupas não estávamos mais tão pacientes e depois ela me ajuda com as minhas deito-a com toda delicadeza que consigo, não queria assusta-la.

−Minha pequena! Ela geme, meu coração batia descompassado e sabia que não era diferente com ela.

−Daryl! Ela diz meu nome e gosto de ouvir, ali entregues a paixão ele soava diferente, como um pedido eu tomo seus lábios e minhas mãos correm seu corpo, ela geme enquanto seus lábios beijavam meu pescoço, ombro ela me tocava, me queria e isso era como lenha numa fogueira, eu queimava – Quero ser sua! Ela diz e me afasto um pouco para olha-la – Quero que sinta o que estou sentindo, mas não sei como fazer!

−Acha que não sinto, quero você a tanto tempo, tem sido tão difícil resistir! Eu conto e a beijo – Não tem formula, pequena, vamos descobrir juntos! Ela concorda com um movimento de cabeça, eu estava sobre ela, Katie estava pronta e então eu a penetro devagar, ela me olhava nos olhos sem medo a respiração descompassada.

Se sentiu dor não demonstrou, tudo que via em seus olhos era paixão, a mesma paixão que me queimava, era hora de dizer a ela, eu estava imóvel dentro dela esperando que se acostumasse.

−Eu amo você! Digo aquelas palavras que tanto quis dizer e me sinto livre, completo, aquela era a única verdade que existia em minha vida, Katie, ela estava ali diante de mim me entregando sua alma, vejo uma lagrima escorrer por seus olhos e sabia ela queria ouvir – Sim pequena, eu amo você e sempre vou amar!

−Eu amo você e sempre vou amar! Ela diz e então eu começo a me movimentar dentro dela, ela fecha os olhos entregue ao momento sentindo meus movimentos e logo começa a me acompanhar, tínhamos nascido para estar ali, meu corpo só existia para o dela, como obras de arte criadas separado mas feitas para se encaixarem, fomos lentamente nos movendo enlouquecendo um ao outro, sem nunca deixarmos de nos olhar, nada mais existia, éramos um só.

Só me entrego ao prazer quando percebo que ela viria comigo e chegamos ao paraíso de mãos dadas. Nenhum dos dois se mexe ou se afasta, ela estava linda como nunca estivera e era minha, agora sim ela era minha pequena, meu amor.

Me deito a seu lado e a puxo para meus braços, ela fica me olhando o tempo todo, sorria para mim feliz, me sinto completo, tive medo de não ser capaz de dar a ela um momento especial, mas Katie estava feliz.

-Pode dizer de novo, só mais uma vez! Ela pede.

−Dizer o que? Eu provoco.

−Que você me ama! Ela faz cara de brava.

−Onde ouviu isso? Eu provoco e ela finge um ar ofendido, depois se aproxima.

−Saíram daqui! Ela me beija de leve.

−Amo você pequena! Confesso ela me olha encantada, custo a acreditar que aquele olhar era para mim, e sinto medo de que um dia eles deixassem de me pertencer, a aperto em meus braços, querendo parar o tempo.

Ficamos quietos por um tempo, eu repassava os momentos que vivemos com medo de esquecer, ela tinha a respiração tranquila e fazia um carinho leve em meu peito.

−É sempre assim? Ela fala um pouco mais tarde – Arrebatador?

−Foi assim que se sentiu, arrebatada?

−Foi! Ela me olha.

−Comigo nunca foi, essa foi a única vez, vamos ter de descobrir juntos se vai ser sempre assim.

−Podemos começar agora? Ela me diz corando, achava aquilo tão encantador, tão Katie.

−Agora, depois... – Eu me aproximo de seus lábios lentamente – Mais tarde, sempre...

Tomo seus lábios e no mesmo instante começamos a queimar.

Estava claro quando acordo com minha pequena em meus braços, ela parecia tranquila e beijo seus lábios, ela abre os olhos e pisca se acostumando com a luz, geme manhosa como todas as manhãs.

−Bom dia! Ela me abraça, estávamos nus cobertos apenas por um lençol, ela parecia a vontade.

−Pronta para todos aqueles olhares lá em baixo? Pergunto.

−Sim, estou tão feliz, não me importo com nada, depois você é meu... nós somos... Sei lá, não me importo com nada.

Eu me mexo ficando sobre ela, olho para ela e sabia que estava com cara de idiota por que era assim que ela me deixava e eu simplesmente não ligava para isso.

−Podemos dar nome a isso Katie, se for importante para você, namorados, noivos, mas para mim, você é minha mulher, minha vida, escolha o que quiser! Digo e ela me olha sem acreditar no que ouvia.

−Gosto de ser sua mulher! Ela diz emocionada, como se não esperasse por isso – É isso que quero ser sua mulher!

Ainda era cedo, o mundo tinha acabado e qualquer coisa que estivesse acontecendo lá em baixo podia esperar, eu a beijo e esquecemos do mundo lá fora mais uma vez.

Notas finais
Pronto, espero que tenham gostado!