Fim Dos Tempos

53 Capítulo 53 - reviravoltas


Notas iniciais
Oi pessoas!
Postei mais um capitulo!
Me contem o que acharam,depois.

Pov – Katie

Sempre fui silenciosa, mesmo agora andando pela prisão silencio ainda é algo que mantenho. Andar de felino, como Daryl costuma dizer, ouço a conversa de Daryl e Carol muito antes de qualquer um dos dois sonhar com minha presença graças a essa qualidade, sim, o silêncio é uma qualidade num mundo repleto de comedores de carne humana.

Daryl deixa claro que me ama, eu sorrio ao ouvir suas palavras, fico em dúvida se devo entrar e deixar que Carol me veja ou se dou as costas e os deixo tentar resolver aquela situação, não resisto e caminho em direção a eles, Carol me vê primeiro, estava de frente para mim, ela se precipita sobre ele, sei que ele não esperava, sei que quer afastá-la, não duvido de Daryl ou de seu comportamento, mas precisava tomar uma decisão, ficar ali e dar uma boa surra naquela mulher sórdida ou dar lhe as costas e deixar que ele a afaste, se me envolvesse seria definitivo, nunca mais poderia conviver com ela, uma das duas teria de deixar aquele lugar, eu vinha evitando aquele confronto desde sempre e então furiosa com ela e sua audácia dou as costas àquela cena e volto para minha cela.

Meus pequenos estavam lá com Beth, ela me olha percebendo minha tensão.

–Tudo bem? Pergunta preocupada.

–Você tinha razão! Eu respondo fazendo referência a seu aviso – Ela não cansa, não desiste, saí para não fazer uma grande bobagem!

–Não achou o papai? Nick me pergunta e eu respiro fundo buscando meu autocontrolo.

–Ele já vem querido! Respondo me sentando com Beth, Carl me olha e Megan também os dois sentindo que algo não ia bem.

Eu tentava me acalmar, esconder minha tensão, mas era difícil, principalmente por que Daryl estava demorando e algo em mim dizia que a cena de alguns minutos ainda me daria muita dor de cabeça.

–Mamãe eu e o Carl vamos dar uma volta lá em baixo, tudo bem? Megan pede, faço que sim e os dois deixam a cela, Nick cruza os braços de mal humor.

–Agora fiquei sem ninguém para brincar! Reclama.

–E eu! Beth vem em meu socorro – Pensei que podíamos acordar a Judith e brincar um pouco com ela, o que acha?

–Oba! Ele sorri – Posso mamãe?

–Claro ratinho, logo os encontro! Beth se levanta e me abraça.

–Nada de fazer tolices, aposto que o pobre homem não fez nada! Seu olhar me dizia para ser forte e resistir a vontade de dar uns bons tapas na bruxa e fazê-la ver que aquele homem era meu.

–Eu sei que não, meu problema é ela, estou farta! Ela me olha sem saber o que dizer, Nick a puxa e eles somem pelo corredor, fico sozinha, irritada caminhava de um lado para outro, nada de Daryl, onde ele afinal tinha se enfiado.

Quase meia hora depois eu já estava começando a me preocupar então Megan entra na cela, os olhos marejados segurava a mão de Carl e ele parecia um tanto constrangido, meio arrastado por ela.

–Mamãe, não pode ficar brava com o papai! Ela me diz assustada – Não pode, ele ama muito você, não podem brigar nunca!

–Ratinha eu não briguei com o papai! Responde sem entender seu desespero.

–Mamãe eu não sou mais um bebê, sei que tem alguma coisa errada! Ela me abraça – Vá falar com ele, por favor, o papai deve estar muito triste.

–Megan eu... – Olho para ela confusa – Querida do que está falando, estou mesmo muito brava, mas é com a Carol se não é mais um bebê sabe que temos problemas, mas eu e o papai...

–Então tem de dizer isso a ele, o papai está na torre e eu sei que se está sozinho lá é porque brigaram! Ela anuncia e eu apenas fico muda – Quando brigaram você correu para lá se lembra?
Olho para ela que tinha os olhos cheios de lágrimas, depois para Carl que mantinha a cabeça baixa constrangido por se meter num problema que não lhe dizia respeito.

Será que ele me vira deixando o refeitório, seria possível que estivesse achando que eu... Claro que estava, aquele era Daryl Dixon, estava certo que eu nunca mais falaria com ele, que era o pior homem do mundo e que tinha me perdido, eu me sinto abatida, suspiro, coloco os cabelos atrás da orelha, ele nunca entenderia.

–Mamãe! Megan choraminga e eu a abraço.

–Está tudo bem querida, vou buscar o papai, mas não briguei com ele, ainda não! Ameaço.

–Mamãe! Ela me aperta chorando e Carl se empertiga, eu estava fazendo sua namorada chorar era isso que seu olhar me dizia.

–Calma! Afasto minha ratinha de mim e olho para ela forçando um sorriso – Está tudo bem, sabe que amo o papai, vou buscá-lo e tudo vai ficar bem.

–Promete! Ela tremia – Não quero que ele sofra, por favor!

–E eu? Reclamo com a mão na cintura – Ninguém liga para mim?

–Eu te amo, mas sabe que ele não fica sem você, o papai está sempre grudado em você, se está longe fica te olhando, ele quase morreu quando você... e você também, ficou até doente da outra vez, vai mamãe.

–Vamos, não podem ficar sozinhos aqui ou aí sim o papai morrer! Eles me seguem para fora, desço as escadas e quando atravessava o refeitório Carol me olha, tinha um olhar vitorioso, eu daria minha resposta, ela que me aguardasse, assim que trouxesse o cabeça dura e coração mole do meu marido de volta.

Atravesso o pátio controlando minha raiva, quando afinal ele lutaria por mim, quando entenderia que eu não o deixaria nunca!

Abro a porta e subo a escada de dois em dois degraus, assim que entro na torre eu o vejo estava de pé olhando a paisagem, ele não se vira, primeiro por que sabia que era eu, segundo por que não queria me encarar, aquilo era uma loucura, ele nunca se sentiria seguro, confiante, queria que ele... eu não queria nada! Admito, amo Daryl exatamente como ele é, sorrio, mas ele não vê, assim como não vê minha revolta se dissolver em amor.

–Sei o que veio me dizer! Ele me diz sem se virar.

–Sabe? Eu pergunto com a voz suave, não quero magoar Daryl, não quero que sinta culpa.

–Sim, veio me dizer que confiou em mim e que estraguei tudo! Ele responde com a voz estrangulada – Avisei a muito tempo que um dia faria isso, nunca vai acreditar em mim, me pediu tantas vezes, não queria que desce espaço para ela, fui o idiota de sempre e agora...

–Esse dia está longo né? Eu comento, ele estranha tanto meu comentário descabido que se vira para me encarar.

–O que disse? Me pergunta perplexo.

–O dia... – Eu sorrio tranquila – está longo não acha, ainda nem almoçamos...

–Pequena eu... o que... – Ele me corta sem no entanto conseguir dizer realmente nada.

–Vamos lá! Me aproximo dele parando bem diante de seus assustados olhos de menino perdido – Mais uma vez, quem sabe você decora! Ele pisca sem saber o que eu estava fazendo – Você é minha escolha, não a falta de uma, eu amo você!

–Você... eu... a Carol...

–Você, eu e aquela bruxa na mesma frase não faz sentido! Dou mais um passo em sua direção.

–Viu? Ele me pergunta.

–Vi a Carol tentando te agarrar só porque eu estava passando, mas o que importa não é o que vi, e sim o que ouvi, antes disso, sou silenciosa meu amor, ouvi você dizer a ela que me ama, ouvi todas as vezes que me disse isso, mas acho que não está me ouvindo, acabo de dizer que te amo e ainda não me tomou nos braços.

Ele sorri, gosto tanto quando ele sorri, aquele sorriso honesto, que ele não consegue esconder, que o domina sem aviso, é tão raro e bonito, meu coração dança.

–É minha pequena, eu te amo! Ele me beija, um longo beijo, ardente, apaixonado, investigando cada parte de mim, me deixando arfante, zonza, o puxo mais para perto, colo meu corpo ao seu esqueço porque estávamos ali, Carol não existia mais, nada existia mais e Daryl me carrega para o colchão, volta a me beijar assim que cobre meu corpo com o seu.

–Quero você! Eu peço sem aguentar e ele me despe cada parte do meu corpo que ficava desnuda era presenteada com um beijo, uma caricia, ele estava decido a me deixar louca, quando estou nua, e só então, ele tira as próprias roupas, sem tirar os olhos de mim, depois fica me olhando, eu o puxo impaciente, ele ri e volta a me beijar.

–Não posso perder você! Ele diz em meu ouvido a voz rouca pelo desejo, eu gemo e ele sem resistir invade meu corpo e então mais uma vez somos um só.

–Sou sua! Eu conto, nos movemos – Daryl! Adoro dizer seu nome, adoro o que isso provoca nele, Daryl morde meu lábio, e depois me beija deixamos a paixão guiar nossos movimentos, e mais uma vez visito o paraíso, depois ficamos imóveis, aproveitando aquele doce êxtase, mudos, apenas nos olhando, demora para nos afastarmos, ele se deita, mas me puxa para si, encosto minha cabeça em seu peito depois beijo seu queixo, seu pescoço e me enrosco nele.

–Minha pequena! Ele sussurra – Só minha!

–E um pouco dos ratinhos! Eu brinco, ele me puxa para mais perto.

–Pensei que nunca mais...

–Sempre pensa! Reclamo – Quero que lute por mim um pouco! Eu peço.

–Eu quero fazer, faço isso desde que arrombei aquela porta, luto por você, de tantas maneiras minha pequena, não vê? Ele me confessa – Quantas vezes me senti apavorado, sem saber o que fazer, com medo de não ser bom, então comecei a tentar, me esforço, deixei de ser o cara fechado, tento ficar mais com as pessoas, deixei nossos ratinhos entrarem aqui – Ele aponta o coração só para eu ficar toda mole – Nunca deixaria não fosse com o único objetivo de lutar por você, para que valesse a pena para você ficar comigo.

–Você me enfeitiça! Era isso, que mulher em qualquer lugar com apocalipse, sem apocalipse resistiria a uma declaração como essa?

–Você nunca para de me surpreender! Ele sorri de novo – Achei que estava na categoria, está tudo acabado entre nós e me sai com essa?

–Sou uma caixinha de surpresas! Brinco – O que significa que é bom o senhor Dixon não arriscar e andar na linha! Eu não resisto a uma boa intimidação, ele me beija – Eu decidi não entrar lá naquela hora apenas para não resolver aquele dilema com a bruxa no mano à mano! Faço uma cara de brava, ele ri, mas depois fico mesmo séria – Estou farta, ela precisa parar, acho que precisamos arrumar um par de calças para ela.

–Pequena, está falando sério?

–Muito! Eu respondo – Vou investigar, falar com a Maggie ela é boa nessa coisa de se intrometer na vida alheia, amor, ela precisa de umas horas na torre! Ele ri despreocupado – Na outra, essa nem pensar!

–Você é quem sabe, só o que posso garantir é que ela nunca mais vai fazer o que fez hoje! Ele me abraça apertado – Vou voltar a andar com a besta nas costas! Ele diz.

–Se fizer isso de novo as coisas vão sair do controle! Digo e ele volta a me beijar, eu queria muito ficar ali, me entregar aquele momento mágico e especial, mas penso em Megan e seu medo, precisava descer com o papai e mostrar que todo estava bem ou minha ratinha nunca mais pararia de chorar.

–Daryl sua linda ratinha está lá em baixo, aos prantos com medo do papai estar triste, ela tem certeza que briguei com você.

–Sério, eu não sabia! Ele fica triste.

–Foi atrás de mim assustada, com medo de termos brigado, eu estava na nossa cela te esperando nem sabia que estava aqui pensando esse monte de tolices.

–Me perdoou, não é? Ele me diz quando eu começava a me afastar.

–Você não precisa ser perdoado de coisa alguma! Eu o beijo de leve e nos preparamos para descer – Mas dá próxima vez eu juro que vou tentar ficar brava com você por pelo menos vinte e quatro horas! Ele me puxa para seus braços – Estou sem nenhuma moral! Eu digo me fingindo de brava – Saio te perdoando logo de cara, nunca fiquei um dia brava com você, chega disso, dá próxima vou ficar de bem só na hora de dormir por que não sei dormir sem você, então senhor Dixon muito cuidado!

–É a coisa mais linda da minha vida! Ele morde meu lábio e me aperta – Esse seu jeitinho bravo me deixa maluco! Faço bico e ele me beija mais uma vez e decido que chorar fazia bem e Megan podia esperar mais um pouquinho.

Descemos um tempo depois, dessa vez não quero andar a seu lado, nem mesmo segurando sua mão como de costume, quero estar em seus braços, quero que aquela bruxa veja que nada pode nos separar, o envolvo pela cintura e passo seu braço sobre meu ombro, ele beija meus cabelos entendendo meu plano, uma vingancinha bem feminina.

Ela estava no pátio, é claro que esperava descaradamente para ver o desenrolar de sua tentativa infeliz de nos separar, eu a encaro quando passamos, ela não consegue esconder a decepção, me sinto um pouco ridícula, principalmente por que ouço o grunhido faminto dos mortos em volta de nossa cerca, e aquilo toma uma proporção infantil, nem Megan era tão infantil assim, dou de ombros, que se dane, posso me dar a esse luxo ao menos uma vez na vida.

Assim que entro no refeitório meus pequenos correm em nossa direção, Megan me abraça e depois o pai, ela olha para ele investigando se ele estava bem.

–Tudo bem papai? Pergunta com olhos preocupados.

–Tudo perfeito ratinha! Ele diz beijando seus cabelos.

–Onde foram, por que não me avisaram? Nick pergunta bravo – Fiquei muito triste!

–Pobre criança! Eu brinco, mas Daryl estava mesmo preocupado, eles faziam o que queriam com ele, logo pega Nick no colo e o abraça.

–Desculpe pequeno, estamos aqui! Ele diz e Nick sorri – O que fez ratinho?

–Estava com a Judith, mas ela começou a chorar, meninas choram muito desde pequenas! Ele nos conta – Depois vim ficar com a Megan e o Carl, agora ele foi fazer alguma coisa que o pai dele mandou, o que vamos fazer?

–Comer! Beth anuncia se aproximando e piscando para mim – Acabo de preparar uma deliciosa sopa instantânea e repleta de macarrão e ervas aromáticas! Ela ri – Tudo isso regado a muita água!

–Parabéns! Eu brinco.

Depois do almoço sigo com meus pequenos para nossa cela, Carl chega logo depois e eles decidem que dessa vez papai e mamãe deviam jogar também e somos obrigados a jogar com eles, perco todas as partidas, eu não tinha sorte no jogo, viro motivo de piada e não me importo estava completamente feliz.

Ouço o vento soprar furioso na janela, logo nevaria, eu sabia que precisaríamos sair pelo menos mais uma vez antes disso, e que essa saída não demoraria muito.

O banho ficaria difícil para eles agora com o frio insuportável eu morria de medo de que um dia um deles ficasse doente, eles saem do banho ainda tremendo e decido que começaria a fazê-los tomar banho mais cedo, depois eles se sentam no refeitório, tinha sido uma tarde bem tranquilo, completamente diferente da manhã, me sinto grata.

Megan enfia a mão no bolso tremendo de frio, me lembro das luvas que havia encontrado para eles.

–Vou até nossa cela, volto já! Aviso a Daryl e saio muito rápido, assim que pego as luvas meu coração dói, penso em Nick, em sua mão, no que a falta de um dedo faria com ele quando fosse calçar as luvas.

Desato a chorar feito uma tola, acho que apenas por que estava sozinha, se estivesse diante dele me controlaria, queria descer, mas simplesmente não conseguia, então Daryl estava comigo, me abraça apertado sem entender o que estava acontecendo.

–O que foi pequena? Eu busco equilíbrio mas não conseguia me acalmar.

–Vim buscar as luvas para eles! Começo a dizer – E quando peguei eu me dei conta, o Nick, eu... Amor, ele nunca nem fala sobre a mão, como vai ser?

–É isso? Ele me diz e pega a luva da minha mão, olha para ela pensativo – Eu vi uma mulher ontem costurando, podemos cortar o dedo pedir para costurar a luva e entregar a ele, Nick nem vai estranhar, se disser algo, falamos com ele, pequena, eu não quero que ele empurre a sujeira para debaixo do tapete.

–Ok! Respiro fundo controlando minhas lágrimas – Você está certo! Devolvo as luvas para a mala deles. – Então vamos esquecer isso por hoje!

–Ótimo! Ele me beija de leve – Tem certeza que era só isso?

–Sabe como me sinto pelo que aconteceu, me sinto culpada, devíamos estar de olho nele como ficamos agora.

–Pequena preste bem atenção! Ele me senta no beliche – Eu estava de olho, estava lá fora, eles não me largavam se lembra?

–Lembro! Respondo me encostando a ele.

–Vi quando se levantou, vi quando correu, gritei e corri feito um maluco, ele simplesmente seguiu até ela, foi uma tremenda coincidência que aquela coisa tenha caminhado justamente até aqui, mas não havia nada que pudéssemos ter feito, se fosse hoje ele correria do mesmo jeito, Nick não viu um zumbi, viu a mãe.

–Tem razão, não podíamos ter evitado, vou superar isso! Respiro fundo e voltamos para o refeitório.

Só voltamos a ficar sozinhos quando muito mais tarde meus pequenos ratinhos adormecem, estávamos deitados e eu estava em seus braços, ele me beija e me olha e eu sabia que tinha algo a dizer.

–Fala! Eu peço.

–Decidimos limpar o bloco A, precisamos de mais espaço!

–Vou com você! Aviso – Principalmente se aquele povo de Woodbury for, eles nunca ficam em formação, fazem uma bobagem atrás da outra, juntos nos protegemos, e nem está tão cheia assim, vai ser moleza deixamos as crianças aqui dentro com o Hershel e...

–Calma pequena, eu sei que vai, já entendi que sem você eu não vou e na verdade se temos de fazer é melhor fazermos juntos!

–Pensei que tentaria me persuadir, já estava nervosa, as vezes também me surpreende.

–Se não pode vencê-lo...

–Junte-se a ele! Termino a frase e rimos, depois decido que o melhor era dormir, precisava estar bem preparada, para nossa nova ação.

–Boa noite minha surpreendente pequena! Ele brinca e me beija olho para meus pequenos, confirmo se estavam cobertos e aquecidos depois me enrosco em Daryl e me deixo relaxar, tinha sido um dia cheio de reviravoltas, mas no fim estávamos bem.

Notas finais
E então, ruim, bom? comentem!