Fim Dos Tempos
54 Capítulo 54 - Bloco A
Notas iniciais
Pov — Daryl
Estou decidido a entregar as alianças a minha pequena, quero que ela entenda que não existe mais nada para mim, não me importo mais de usar um anel, sei que ela vai ficar feliz em me ver de aliança.
Acontece que não sei como fazer isso, queria que fosse especial, que parecesse uma cerimônia, Katie era filha única, vivia numa cidadezinha e tinha estudado numa escola para moças, era claro que para ela casamento devia ser coisa séria e importante.
Eu só não tinha a menor ideia de como fazer isso, Maggie podia me ajudar, me dar uma ideia, mas ela era a pessoa mais intrometida do mundo e muito provavelmente aquilo iria virar um acontecimento, eu não queria isso, nem saberia lidar com algo assim, não gosto de ser o centro das atenções, podia pedir ajuda a Beth, elas se adoravam e Beth sem dúvida era muito mais discreta, o problema é que quase não falo com ela, nossos assuntos são refeições e crianças, não teria coragem de falar sobre algo assim com ela, acho que não falaria sobre algo assim com ninguém além de minha pequena.
Os homens são assim como eu incapazes de me ajudar, Rick, Hershel e Jimmy não seriam de grande ajuda e Glenn se encaixava no mesmo perfil que Maggie, os outros nem sequer entravam na minha lista de amigos ou família, olho em volta do refeitório onde tomávamos café, procurando por alguma inspiração, nada me vem à mente.
–Que foi amor? Minha pequena pergunta sentada ao meu lado, na verdade ela estava quase no meu colo, de certa forma, Carol tinha nos feito bem, agora Katie parecia bastante determinada a marcar seu território e eu estava adorando aquilo.
–Nada pequena! Não olho para ela, mas a envolvo em meus braços, não quero que ela se preocupe – Está pronta para entrar no bloco de celas? Mudo de assunto.
–Sim! Ela me diz e me beija – E você?
–Sempre a postos! Respondo, então escuto a risada de Megan na mesa ao lado, Carl devia ter dito algo muito engraçado, ela nos olha, seus olhos brilhavam, minha pequena ratinha, então uma ideia surge, Megan era uma garota, e eu podia falar com ela sobre as alianças, sem dúvida era alguém com quem podia falar e que com certeza seria capaz de me ajudar.
–Vou prender o cabelo e pegar umas coisas na nossa cela, te vejo lá fora! Minha pequena me beija, não um beijo leve como de costume, um beijo de verdade – Amo você! Ela me deixa e Nick corre atrás dela aquela era a minha chance, talvez não tivesse outra oportunidade de falar com minha ratinha tão cedo.
Me levanto e caminho até a mesa ao lado, os dois param de falar quando me veem, me olham preocupados.
–Oi ratinha! Eu digo suave – Podemos falar um pouquinho, só nós dois?
–Não infringimos nenhuma regra! Carl a defende sem demora.
–Não é sobre vocês! Eu respondo a ele de mal humor – Quando tiver algo a dizer sobre isso não é a minha ratinha que vou chamar para uma conversa particular! Ela se levanta e fica do meu lado com medo de que eu e Carl brigássemos, uma tolice por que na maior parte das vezes ele era uma das pessoas mais próximas que eu tinha.
–Vamos papai! Ela sai na frente em direção ao pátio, eu ainda olho para Carl sério.
–Só quis defender a Megan! Ele me avisa e eu sabia que sim.
–Eu sei disso!
Encontro minha ratinha sentada num dos bancos do lado de fora, ela me olhava ansiosa.
–O que foi papai? Ela pergunta entre curiosa e preocupada.
–Sabe ratinha eu preciso de um conselho de uma garota, pode me ajudar? Ela abre um sorriso tão lindo que decido lhe pedir um conselho todos os dias.
–É sobre a mamãe?
–Sim, quando Carl te deu o colar... eu peguei um anel para a mamãe, mas não foi só isso, peguei um par de alianças, nunca entreguei, estão escondidas com o Carl e...
–Eu sabia! Ela me interrompe muito brava, olho para ela sem entender, será que não tinha sido boa ideia as alianças?
–O que foi? Ela tinha os braços cruzados no peito a expressão fechada.
–Sabia que vocês tinham um segredo, perguntei a ele um milhão de vezes e ele disse que eu estava ficando maluca!
–Ratinha então é isso, era um segredo meu, ele não podia contar seria traição! Lá estava eu, um pai dedicado que nunca tinha engolido aquele namoro tentando concertar as coisas para o garoto.
–Eu não iria contar nada, ele não confiou em mim, estou triste com ele! Ela me diz e suspiro, garotas!
–Ratinha...
–E se ele mentiu sobre outras coisas? Ela nem estava mais me ouvindo.
–Ratinha, preste atenção, nada de culpar o Carl, se ele contasse é que seria um grande traidor e uma pessoa em quem não se pode confiar, está errada sobre isso e se brigar com ele por minha causa sua mãe me mata e eu estou sob observação, não posso me meter em encrencas com ela! Apelo para o lado emocional de minha ratinha, ela me olha pensativa tomando uma decisão.
–Certo, vou deixar isso como está! Nem reconheço minha menininha, fico chocado.
–Podemos continuar antes que a mamãe volte! Peço impaciente.
–Desculpe! Ela me abraça e volta a sorrir – Não sabe como fazer para entregar para ela?
–Exato, quero que seja especial, como uma cerimônia.
–Podemos enfeitar o refeitório quem sabe, e fazer uma cerimônia reunir a família e entrega a ela.
–Nunca, na frente de todos, não ratinha, de jeito nenhum, ideia péssima, nada feito! Era justamente tudo aquilo que estava querendo evitar.
–Tem razão papai, me desculpe, eu sinto muito, foi uma ideia ruim, você não combina com algo assim... – Ela fica pensativa, olhava em volta e depois de um ou dois minutos abre um largo sorriso – Eu já sei!
–Diga! Estava impaciente, quase arrependido.
–Vai ser na torre, vamos enganar a mamãe, vou deixar ela bem linda, um dia de garotas, depois no fim da tarde você sobe na torre e nos espera, eu levo o Nick e a mamãe, então entrega as alianças para ela, sei que é um lugar especial para os dois, e se eu e o Nick estivermos presentes vai parecer uma cerimônia, e será um casamento, os quatro, como deve ser.
–Parece um bom plano! Eu penso – Mas vão ficar lá você e seu irmão?
–Papai, já vimos você dizer que ama a mamãe um montão de vezes e beijando ela também, não precisa ficar tímido com a gente, e não é justo não vermos vocês se casando! Ela faz bico eu aperto seu nariz, ela no fundo tinha razão, eles tinham de estar presentes.
–Feito! Eu concordo por fim – Mas quando?
–Amanhã, se tudo correr bem hoje? Ela diz e me lembro que tínhamos que entrar para limpar um bloco de celas.
–Ótimo, amanhã!
–Tem que ficar bonito também, vou separar uma roupa para você, precisa usar o colete, mamãe ama quando você o usa!
–Ratinha eu não sei... essa coisa todo, talvez eu apenas...
–Tarde demais papai, não devia ter me contado, agora não pode mais fugir! Ela sorri para mim e eu sabia que faria o que quer que ela me pedisse.
–Certo, agora volte para o Carl antes que sua mãe se dê conta do que estamos aprontando!
–Está bem, não esqueça vai usar o colete!
Faço que sim e ela corre de volta para o refeitório, depois Rick e Tyresse se aproximam, Maggie e Glenn chegam logo depois.
Então minha pequena surge e começa a caminhar para nós, adoro seu andar, fico paralisado, olhando para ela como se nada mais existisse e então quando ela se aproxima escuto a risada de Maggie.
–Hipnotizou o Daryl! Ela diz a Katie que pisca para mim e se senta do meu lado.
–E então, como vai ser? Glenn pergunta.
–Vamos todos, os fortes! Rick diz – Katie e Daryl, Glenn e Maggie! Ele ia apontando para nós – Eu, Tyresse, Sasha.
–Eu vou! Jimmy anuncia se juntando a nós.
–Ótimo, Jimmy, Michonne e Bob, ele quer vir e tem mais um ou dois homens que vem conosco.
–Não é muita gente? Michonne pergunta.
–Quanto mais gente menos perigo! Tyresse comenta.
Nos olhamos e por fim concordamos, as pessoas estavam tranquilas, afinal nos trancaríamos no bloco de celas o que deixava todo perigo apenas para quem entraria e o restante podia ficar tranquilo, mesmo assim peço aos meus pequenos que se mantenham dentro do refeitório, e que qualquer problema deviam seguir para nossa cela e usar a corrente.
Carl ficaria sozinho de guarda, então usaria a torre por ser mais seguro, os outros ficariam alerta para qualquer eventual problema.
Hershel se aproxima andando lentamente, para entre nós.
–Vão mesmo fazer isso? Ele pergunta sem esconder a preocupação.
–Precisamos de mais espaço! Rick argumenta.
–Acham que ficaremos bem aqui fora?
–Sim, acho que sim, mas o que foi?
–Tem uma senhora adoentada no bloco D, preciso dar uma olhada nela, Carol vai me ajudar.
–Pode ir, tudo bem! Rick avisa e então seguimos para nossa missão, todos em direção ao bloco A, sabíamos que não devia estar muito infectado, afinal a maioria tinha sido assassinada ou pelo menos foi o que pareceu quando limpamos os outros dois blocos, quase todos os presos fechados em celas com tiros na cabeça, meia dúzia vagando pelos blocos.
Olho mais uma vez em direção ao nosso bloco de celas e vejo Katie fazer o mesmo, lembro que minha ratinha estava armada, isso me tranquiliza um pouco.
Chegamos na frente do bloco de celas, paramos todos, olho para o lado e os dois homens que tinham se engalfinhado feito duas velhas gordas, por um pacote de biscoitos estavam conosco, não gosto da ideia, não gosto nada da ideia, olho para Glenn e depois com um movimento quase imperceptível aponto os caras, ele movimenta a cabeça também de leve, depois olhamos para Rick que faz o mesmo.
Eu e Katie estávamos com as bestas e um fuzil cada um, as facas e machados estavam presentes, mas ninguém estava afim de chegar assim tão perto, era um lugar pequeno, e não queríamos surpresas, por isso decidimos usar nosso poder de fogo, ao menos caso fossem muitos, barulho nunca era bom, mas morrer era bem pior.
–O negócio é o seguinte! Rick começa a falar, eu sabia que diria para não saírem da formação e sabia que no minuto que entrássemos era exatamente isso que fariam, então reviro os olhos de má vontade e cheio de pressa, não tenho nenhuma intensão de me demorar naquele lugar – Vamos entrar sempre de costas uns para os outros, assim estamos protegidos e ninguém corre riscos, mantenham a formação, nada de pânico, ficaremos fechados aqui até tudo estar limpo.
A porta de ferro de correr estava pronta para ser aberta, o portão de grade que dava acesso ao pátio estava trancado e então o ideal era entrar e agir.
Fico na frente, eu Michonne e Rick, Katie estava logo atrás de mim, os olhos fixos no portão, tão pronta como eu, Tyresse ergue o machado e ao mesmo tempo puxa a porta, nada se move e esperamos um tempo até nos acostumarmos com a escuridão do lado de dentro, então dou um passo e entramos devagar, assim como o nosso bloco havia um refeitório que estava vazio e depois o bloco de celas trancado e com uma boa quantidade de zumbis presos do lado de dentro, os braços para fora das grades grunhindo famintos, como de costume eles saem da formação, apenas Jimmy se mantém conosco, cada vez minha confiança nele aumentava.
Os mortos estavam ali a quase dois anos, o cheiro era insuportável, cada dia mais o cheiro ficava insuportável.
–Parece que não tiveram tempo de chegar a esse bloco! Minha pequena comenta.
–Com certeza não! Michonne continua, tudo parecia limpo e nos aproximamos das grades depois de nos certificarmos que aquele era o único acesso aberto, o resto parecia bem trancado, nada de entradas para os andares inferiores então seguimos para as grades, e começamos a derrubá-los, demoramos alguns minutos nisso, corpos caindo por cima uns dos outros, uma pilha deles, depois outros tentando se aproximar subindo pelos corpos, perdendo partes dos membros em sua ânsia de nos alcançar.
–Acho que agora não tem jeito temos de abrir! Eu aviso.
–Está maluco? O homem que a um dia queria matar o outro agora parecia um tanto apavorado.
–Abre logo isso! Glenn reclama, olha para o homem com certo desdém e Rick abre a porta aproveitando que não podíamos ser alcançados, começamos a atirar com as bestas derrubamos mais alguns e minha pequena atiradora de facas entra em ação liberando um pouco mais nossa passagem, então nos afastamos, ninguém tinha a intenção de pisar naquelas coisas caídas, se um estivesse vivo podia acontecer o que já havia acontecido com Hershel, eles começam a sair, ficamos em formação a espera e logo um dúzia nos cercava, o valentão do outro dia estava no meio do círculo assustado como uma criança.
–Fica bem aí! Rick o avisa com medo de que ele apavorado fizesse uma bobagem começamos nosso ataque e derrubamos os que estavam a nossa volta, então só o que ouvíamos era o som de gemidos vindos de dentro das celas, muitos deviam estar presos.
Empurramos com todo cuidado os corpos que impediam nossa passagem amontoando-os num canto, um trabalho lento que exigia atenção e cuidado, Maggie encontra um vivo e Michonne resolve o problema num segundo. Entramos.
–Vamos começar por cima! Rick grita por sobre o ombro, subimos e repetimos os mesmos gestos.
Cada cela tinha um no máximo dois, e sempre mais alguns corpos devorados, era fácil entender o que havia acontecido, um se transformava e comia o outro companheiro de cela, nem posso imaginar o quanto tinha sido terrível, dois ou três que estavam sozinhos nas celas pareciam tão magros que penso que deveriam ter durado muito, me arrepio só de pensar.
Rick destranca as celas com as chaves que carregava depois que eles estavam mortos e Tyresse e Jimmy começam o processo de confirmar se tinham sido pegos e retira-los das celas, decidimos descer e repetir o processo no andar inferior.
–Zumbis! Zumbis! Ouvimos gritos do lado de fora, avisos e tiros e quando olhamos para baixo zumbis tentavam subir as escadas e celas estavam abertas. Descemos acertando todos de qualquer maneira, ninguém sabia como tinham saído, um dos homens que estavam conosco tinha lhes aberto as portas, Katie e eu nos aproximamos, um dando cobertura para o outro, metralhando zumbis enquanto tentávamos sair em busca das crianças.
–Atenção pequena! Eu peço ao perceber que a ideia de que nossos pequenos estavam em risco a apavorava.
–Vamos! Glenn me chama quando ele e Maggie conseguem abrir uma passagem em meio àquela confusão, ganhamos o pátio, o homem da briga estava sendo devorado por dois zumbis e nenhum de nós para, haviam zumbis caminhando pelo pátio, os zumbis que estavam do lado de fora se aglomerando nas grades e vejo um zumbis entrando no nosso bloco, meus filhos, corremos derrubando tudo com tiros de todos os lados, Michonne cortando cabeças e entramos no nosso bloco o refeitório estava vazio, apenas o zumbi que eu tinha visto caminhava para nossas celas eu atiro.
– As crianças! Beth grita suja de sangue e cercada por três corpos, ela tinha lutado.
Não paramos corremos os dois e vejo um zumbi caído na cela de Beth, noto isso enquanto subia as escadas e quando chego em nossa cela lá estavam meus pequenos trancados.
Megan apontava a arma para as grades, na frente de Nick que apertava Judith encolhido no chão, ela tremia, os olhos fixos na grade.
–Papai! Ela grita ao me ver, abaixa a arma e corre para nos abrir a porta.
Minha pequena se apoia na grade as pernas bambas logo depois vejo Beth, Rick, Carl, se aproximarem correndo Maggie e Glenn chegam em seguida, as mãos de minha ratinha tremiam e ela não conseguia abrir o cadeado.
–Calma ratinha acabou, me dê as chaves eu abro por aqui! Digo com toda calma que encontro, ela me entrega as chaves as mãozinhas geladas, Nick ainda estava sentado no chão encolhido com o bebê no colo.
Judith chorava desconsolada quando entramos na cela e Megan me abraça assustada, Nick olhava de mim para a mãe em desespero.
Beth corre até ele e pega Judith no colo, ele então corre para os braços da mãe, ficamos os quatro abraçados enquanto eles choravam e minha pequena também, depois Megan sai de meus braços e abraça Carl acho que o garoto merecia o abraço, estava muito assustado, os olhos vermelhos pelas lágrimas que tentava prender.
–Obrigada Megan, obrigada Nick! Beth diz entre soluços, eles apenas choravam.
Minha ratinha se afasta de Carl e volta para meus braços.
–Matei um zumbi papai! Ela soluça – Atirei nele antes que ele atacasse a bravinha! Tenho que segurar minha pequena que se apoia em mim, fraca só por imaginar a cena, acho que Rick adoraria ter a filha nos braços, mas Beth a apertava ainda mais com as palavras de Megan.
Maggie caminha até Beth retira o bebê de seus braços entrega a Rick que a envolve num abraço conjunto com Carl e Beth se senta no beliche.
–Está tudo limpo! Jimmy entra correndo na cela – O que foi? Ele fica pálido – Beth?
–Estou bem! Ela diz e ele olha para as crianças.
–Estão todos bem! Aviso – E no outro bloco?
–Tudo bem, apenas uma briga, quando os zumbis saíram para o pátio alguém os trancou todos para dentro e Hershel ficou desesperado querendo sair, não deixaram, ele vem vindo, vou ajudar ele.
Só quando Hershel chega e toda nossa família estava reunida nos sentimos de novo seguros.
–Como isso aconteceu? Hershel pergunta.
–Alguém os libertou, deixou que saíssem para fora, não vi nada! Rick comenta nos olhamos todos negando com movimentos lentos, estávamos todos envolvidos demais para pensar em quem podia ter feito isso.
–Carl? Rick o chama — Viu alguma coisa de diferente?
–Desculpe pai, mas estava preocupado com o lado de fora, nunca achei que isso podia acontecer, quando vi já estavam caminhando pelo pátio, gritei e peguei os que pude com a pistola.
–Foi o certo! Glenn o tranquiliza.
–Ouvi os gritos! Beth começa a contar – Estava mexendo nas panelas, Judith estava na minha cela no berço os pequenos estavam aqui, quando me virei vi os zumbis, fecharam minha passagem pensei nas crianças e comecei a chamá-los, então os pequenos desceram, gritei para fugirem, consegui matar três.
–Eu e a Megan descemos correndo quando começou a gritaria, então vimos os zumbis e Beth gritou para voltarmos e levarmos a bravinha corremos de volta, fiz como falou papai, fiquei atrás da minha irmã, então quando a gente estava entrando para pegar ela, tinha um lá, Megan atirou, pegou a bebê e corremos para cá como mandaram, ela me entregou a bravinha e trancou a gente, depois ficamos esperando vocês! Ele parecia calmo, muito mais calmo que a irmã.
–Foram muito bem! Aviso, minha pequena agarrada a eles sem dar sinal de que um dia os soltaria.
Hershel ajuda Beth a se levantar e todos começam a se retirar, agora teríamos de limpar a sujeira e tentar descobrir que porra tinha acontecido, quem foi o maldito traidor que deixou os zumbis saírem.
–Encontro vocês logo! Aviso a Glenn e Maggie que afirmam com a cabeça, ficamos apenas nós quatro e Carl, que segurava a mão de Megan mesmo ela abraçada a mãe.
–Estava tentando chegar aqui! Carl avisa — Mas era um bom número.
–A gente se virou, né Megan! Nick responde – Meu pai e minha mãe sempre chegam, são muito fortes! Katie o aperta nos braços e eu ainda não tinha ouvido a voz dela, ela estava muda desde que toda aquela porra de confusão começou.
–Tudo bem pequena? Pergunto ela nega com a cabeça e se encosta em mim, eu a abraço, Nick e Megan também.
–Mamãe! Nick acaricia seu cabelo – Estamos aqui, não precisa chorar.
Ela tenta sorrir e beija os dois, então os liberta e Megan se senta ao lado de Carl e Nick se aconchega no colo da mãe.
–São muito corajosos! Ela finalmente diz alguma coisa – Acho que puxaram o papai!
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