Fim Dos Tempos
5 Capítulo 5 - Primeiro beijo
Notas iniciais
Espero que gostem!
Pov – Katie
−Eu matei cinco zumbis! Eu matei cinco zumbis! Ficava repetindo aquilo na minha mente o tempo todo, encolhida no banco da caminhonete, os olhos fixos na estrada enquanto a mente repetia incessantemente a cena na clareira, queria esquecer.
Olho para Daryl que dirigia calado e concentrado na estrada, quando ele iria começar a gritar comigo e me fazer esquecer a loucura que acabara de acontecer?
−Não vai dizer nada? Pergunto ainda sem controlar a tremedeira.
−Aquilo foi... grande! Ele diz sem me olhar.
−Fiz por Beth, se estivesse sozinha teria saído dali tão rápido como uma de suas flechas e eles nem me notariam! Digo querendo me defender, não que achasse errado matar aquelas coisas, apenas não era para mim, tinha me acostumado a fugir e era boa nisso – Pensei em correr, mas tive medo que Beth não conseguisse, que se perdesse na floresta como a garotinha que Carol perdeu. Lori me contou.
−Sophia! Ele diz com os olhos fixos na estrada.
−Tive medo de não conseguir chegar ao galpão antes que você saísse atrás de mim, tantas coisas na cabeça, tão pouco tempo!
Ficamos em silêncio mais algum tempo, cada um com seus pensamentos, suas preocupações.
−Você estava certo sobre entregar as armas! Digo pouco depois, quase que para mim mesma – Eu devia estar com ela para um momento como esse.
−Disse que não sabe atirar, talvez não tivesse conseguido derrubar todos! Ele diz me olhando sério, aquele jeito Daryl Dixon de ser.
−Não para acertá-los! Respondo baixo a voz sumindo, então ele breca sem o menor cuidado, os pneus cantam e se não estivesse com o cinto teria batido a cabeça no painel, me assusto e o encaro, ele desce do carro furioso, bate à porta.
−Nunca mais sequer pense um absurdo desses! Ele grita mais uma vez – O que tem nessa cabeça! Ele me dá as costas seguindo para o acostamento, todos estavam fora dos carros, nos olhando perplexos – Comam alguma coisa! Ele diz para o grupo antes de entrar na floresta, desço do carro tremendo, e sigo até onde ele estava, ninguém tenta me impedir.
Daryl andava de um lado para outro a besta nas costas, dá um soco em uma árvore – Aquilo deve ter doido! Penso me aproximando lentamente.
−Não quero me transformar numa daquelas coisas! Digo a um metro dele, Daryl para de andar e me olha nos olhos, me deixando tonta com tanta verdade e confusão naquele mar azul e nebuloso.
−Se você se transformar em uma daquelas coisas, eu caço você, acabo com seu sofrimento e depois com o meu! Ele diz, estremeço com suas palavras, elas diziam muito sobre ele, sobre nós.
Pisco tentando impedir minhas lágrimas, mas elas rolam grossas, eu amava aquele homem, sabia que existia algo nele que me atraia, me hipnotizava, mas ali diante de seu tormento eu tive certeza, amava Daryl Dixon e aquilo não tinha nada a ver com o apocalipse, eu o amaria em qualquer lugar, em qualquer época.
Nos olhávamos profundamente a respiração acelerada cada um em sua batalha pessoal, perdemos, vencemos, nunca vou saber, ele acaba com a distância entre nós e toma meus lábios, sem aviso, sem licença, colo meu corpo ao dele e me entrego sem reserva, sua língua me invade feroz, não era um beijo delicado, era uma mistura de medo e fúria, o fim de uma tortura. Ele me encosta em uma árvore, puxa minha coxa para encaixar meu corpo ao seu. O apocalipse tinha acabado, não existia mais sobreviventes, mortos que andavam, passado, futuro, apenas aquele momento e eu tinha de mostrar a ele que era sua e sempre seria.
Ele tira sua boca da minha, me sinto vazia, nossas respirações descompassadas, os rostos colados, minhas mãos em seus cabelos, sem forças para me afastar.
−O plano é esse – Daryl sussurra a voz rouca pelo desejo – Você não desiste, eu não desisto! Concordo com a cabeça sem encontrar minha voz, ele me beija mais uma vez dessa vez lentamente saboreando meus lábios e me deixando zonza depois se afasta um pouco, me olha nos olhos e mais uma vez esconde um sorriso – Precisamos voltar! Faço que sim e sorrio, como podia estar tão feliz no meio daquele inferno?
Ele me solta e me apoio na árvore, nunca mais voltaria a respirar direito penso tentando me acalmar, ele faz um carinho no meu rosto, sempre rápido, sempre com as costas da mão, me beija suavemente e eu me acalmo, começamos a voltar, nunca conseguiria esconder o que acabara de acontecer e fico corada com a ideia que todos notariam, faço cara de séria, olho para minhas roupas e ajeito a blusa constrangida, voltamos ao acostamento e todos comiam reunidos entre a caminhonete e o carro de Glenn, ninguém diz nada quando para ao lado de Maggie e Beth, Daryl se junta a Rick como se nada tivesse acontecido o admiro por isso.
−Brigar é bom, mas fazer as pazes é muito melhor! Maggie diz baixinho me deixando corada e fazendo Beth rir.
−Guardei para você Katie! Beth me entrega minhas facas que eu achava que tinham ficado na floresta na cabeça oca daqueles mortos-vivos.
−Como... –Fico confusa.
−Enquanto Daryl te acalmava eu tomei coragem e as recolhi, depois foi toda aquela correria, limpei para você! Ela diz enquanto eu devolvia minhas facas ao cinto – Como fez aquilo? Beth pergunta e agora todos me olhavam.
Meu olhar vai direto para ele que me olha interessado, respiro fundo, acalmando meu coração, nunca mais poderia olhar para ele sem me lembrar daquele momento.
−Quando meu pai me deu esse cinto achei uma tolice, mas quando fiquei sozinha na floresta percebi que elas eram úteis, não como estão pensando – Sorrio – Eu usava as facas para me distrair, brincar. Não podia dormir se não encontrasse abrigo, então comecei um jogo, atirava as facas nas árvores e depois que elas começaram a ficar presas decidi aumentar o grau de dificuldade, primeiro fazia alvos nas árvores, depois que ficou fácil comecei a treinar atirar todas, uma atrás da outra, meses depois percebi que não errava mais, eram horas e horas nisso.
−Nunca tinha tentado em zumbis? Glenn pergunta.
−Eu me decidi logo no começo que não os enfrentaria, apenas me manteria viva, nunca quis arriscar, mas pegava esquilos e coelhos, menos os brancos, é claro! Digo olhando para Beth, que tinha certeza, seria a única a me entender.
−Salvou Beth! Hershel se aproxima – Nunca serei capaz de agradecer.
−Nunca vai precisar! Digo sorrindo.
Ficamos em silêncio algum tempo, nos dando conta finalmente de onde estávamos e que mais uma vez não tínhamos para onde ir.
−Acho que a festa acabou, vamos pegar o mapa e decidir para onde ir! Rick diz e T-dog abre o mapa no capo do carro, eles olhavam para o mapa e conversavam, eu apenas observava a preocupação de todos, me distraio um minuto me lembrando que também já estivera naquela região, naquela época eu não sabia que caminhava ao encontro do meu amor, sorrio sozinha, ninguém percebe.
−Elas estão se juntando, essa que encontramos é ainda maior que a que invadiu a fazendo! Maggie diz.
−Estão fechando toda essa região! Rick aponta o mapa – Vamos voltar e...
Mais uma vez minha mente se afasta da conversa, me lembro dos dias sozinha naquele lugar, de caminhar horas e parar para descansar e ficar algum tempo olhando de longe os zumbis com roupas de presidiários andando de um lado para outro na prisão. Uma ideia passa por minha cabeça, estávamos perdidos e sem rumo, precisando descansar e nos organizar, podia dar certo.
Me aproximo do mapa e da reunião, Lori e Beth estavam no carro, Carl olhava a estrada de guarda, Carol estava de braços cruzados me encarando cheia do seu ódio por mim, nada apagaria minha alegria, estivera a pouco nos braços de Daryl e não precisava de mais nada.
−Estive pensando – Eles me olham quando são interrompidos – É que já passei por essa região a um tempo, na verdade acho que a muito tempo e podíamos tentar a prisão, tem vários pátios, todos separados por cercas firmes, arame farpado, essas coisas de prisão, na época achei engraçado que aquele bando de zumbis estivessem no lugar mais seguro do mundo, mas podemos tentar limpar um dos pátios, o primeiro quem sabe – Eles me olhavam fixamente e eu não sabia se estavam me achando louca ou esperta – Passar uns dias, até decidirmos que caminho seguir.
−Uma prisão? Daryl e Rick se olham – Onde fica? Rick me olha e depois olha para o mapa, paro diante do mapa e começo a girar o dedo sobre ele confusa, me lembro da professora de geografia e das broncas que ela me dava por ser incapaz de ao menos achar minha casa no mapa da minha rua, desisto do mapa e meu dedo aponta a estrada.
−Fica logo ali! Digo por fim, Glenn e Maggie riam, os ignoro – Não me dou bem com mapas, mas se andarmos uns minutinhos dá para vê-la de onde eu vi, uma velha linha de trem, tem um rio do lado, mesmo que não gostem da ideia podemos pelo menos pegar água lá antes de seguirmos viagem.
Todos me olhavam, começo a me sentir idiota e meu rosto fica vermelho, baixo o olhar e volto a encarar o grupo.
−Foi só uma ideia! Me defendo.
−Vamos dar uma olhada! Rick diz – Logo vai escurecer, vamos eu, você e o Daryl! Ele iria de qualquer maneira, acho que todos sabiam – O resto fica de guarda, não hesitem em partir caso algo dê errado.
Caminho entre os dois que estavam silenciosos, eu fico em silêncio também, chegamos ao lugar ainda no meio da tarde.
−Aqui! Digo apontando a prisão que se erguia imponente diante de nós, os olhos de Rick brilham ele olha para Daryl que parecia estar concordando.
−Parece perfeito! Rick diz e me olha sorrindo – Devo concordar com T-dog, você é um presente dos céus.
Fico muda, não sabia como agradecer e olho para Daryl que pisca e se aproxima de mim me puxando para seu lado, parecia querer dizer que sim, eu era dele, voltamos o mais rápido possível para o grupo.
Rick os reúne mais uma vez e abre o mapa procurando o caminho para chegar a prisão, ele encontra rápido mostra para Daryl que era quem normalmente ia na frente do comboio, Daryl concorda então Rick encara a todos.
−Vamos até lá, podemos limpar um pátio juntos, será seguro, mas temos de ser rápidos, precisamos terminar a tempo de passar a noite lá, não é mais seguro passar a noite na estrada muito menos na floresta.
Ninguém faz qualquer objeção e voltamos para os carros, Daryl como sempre espera que todos estivessem acomodados para partir.
−Quer dizer que não caça coelhinhos brancos! Ele brinca e fico feliz por saber que ele estava mais calmo.
−Nunca brancos! Declaro rindo – São muito fofinhos!
−E saborosos! Ele ri do meu bico.
−Não seja mal! Peço fingindo tristeza.
−Ficou mesmo olhando aqueles zumbis na prisão? Ele pergunta.
−Você sempre teve para onde voltar Daryl! Digo subitamente triste – Mesmo que ficasse fora caçando tinha um objetivo, gente que te esperava – Olho para estrada me lembrando daqueles dias − Eu não, era só solidão e silêncio, às vezes eu meio que enlouquecia.
−É forte Katie, a mais forte que conheço! Ele diz – Hoje na floresta... Você é como uma força da natureza! Eu fico emocionada, quero tocá-lo, mas desisto, estávamos na estrada caminhando mais uma vez para o perigo e o queria concentrado, além disso não sabia o que aquele beijo tinha representado para ele não queria agir como se fosse sua namorada, não queria pressioná-lo.
Chegamos ao local e descemos todos dos carros, Daryl me olha firme, eu já sabia o que aquilo significava – Não faça tolices! – Devolvo o olhar prometendo mentalmente que não faria nenhuma tolice para não irritá-lo, se bem que uma explosão como a de mais cedo seria bem agradável, afasto a ideia quando percebo que estávamos a alguns metros de vários zumbis.
Eu sempre ficava impressionada em como eles já não fugiam assustados quando encontravam aquelas coisas, a meia dúzia de zumbis do nosso lado da cerca é derrubada sem dificuldades, eles abrem a cerca com uma ferramenta e depois que passamos Daryl e Glenn passam um fio de aço que alguém tinha, corremos por um corredor de cercas e paramos diante de um portão, do outro lado um carro capotado escondia um pouco o pátio, era um lugar amplo e seria seguro se conseguíssemos limpá-lo, o problema era um portão a direita que dava para outro pátio também cheio de zumbis, estava aberto e precisava ser fechado.
−Sou rápido, eu vou! Glenn se oferece corajoso, Maggie reclama.
−Não! Rick nega – Eu vou, vocês vão chamar os zumbis e matá-los pelas cercas, temos essas torres, Carl e Herschel atiram bem e ficam nessa, Daryl fica na outra com...
−Katie! Daryl diz e Rick concorda com a cabeça.
Lori se aproxima de mim e me entrega duas facas boas que não sei de onde vinha.
−Dizem que você é boa! Entendo o pedido e me sinto responsável por Rick, mais uma vez a ideia tinha sido minha. T-dog me entrega sua pistola que eu pego sem muito entusiasmo.
−Todos prontos? Rick pergunta e cada um segue para seu posto, subo até o alto da torre atrás de Daryl que tomava cuidado para não encontrar um zumbi no caminho.
Olho para cena que se desenrolava em baixo, Glenn, Maggie, Beth, T-dog e Carol, faziam barulho nas cercas chamando os zumbis que iam sendo derrubados, Cal e Hershel tinham suas armas apontadas, assim como Daryl que estava com a besta pronta e mirando.
Lori abriria o portão e fecharia Rick sozinho com um monte de zumbis famintos, aponto a pistola assim que ele entra e percebo que muito provavelmente mataria Rick antes que ele desse três passos.
−Droga! Reclamo enquanto enfio a arma na cintura e vejo Daryl derrubar um zumbi, então pego minhas facas, eu tinha oito e derrubaria oito zumbis assim que se aproximassem de Rick decido me concentrando, os zumbis o notam e abandonam a cerca seguindo para ele, sem pensar começo a atirar minhas facas, ouvia os tiros que também derrubavam alguns e ele estava quase na cerca quando um se aproxima dele perigosamente, Carl erra o tiro e Daryl armava a besta, minha faca voa e o zumbi cai, Rick fecha o portão e se tranca em outra torre.
−Mandando bem garota do circo! Daryl diz quando todos os zumbis estavam mortos – Eu sorrio e sem resistir o abraço aliviada.
−Se tivesse se oferecido para fechar o portão elas estariam todas em volta de você, te prendendo na cerca! Brinco fazendo-o rir da ideia.
Uma hora depois estávamos carregando nossas coisas para dentro do pátio. Eu estava feliz por tudo ter dado certo.
Os homens juntam os corpos num canto e todos pareciam comemorar, ajudo Beth e Maggie a arrumar madeira para uma fogueira, ainda estava frio, mas já não era insuportável e dormir ao relento não seria novidade para nenhum de nós.
Para mim que dormiria nos braços de Daryl não fazia a menor diferença, penso sorrindo.
−Você não consegue não é? Beth pergunta parando a meu lado, eu a olho sem entender – Parar de sorrir! Ela diz – Está a tarde toda assim, meio boba, se entenderam? Percebo Carol próxima, e decido que já era hora de ela entender.
−Estamos a caminho! Digo rindo abertamente.
Maggie me chama e eu me afasto grata por sair de perto daquele olhar rancoroso, estava começando a ficar claro para mim que o problema de Carol não era somente a minha existência, mas a minha existência ao lado de Daryl.
Caminho até Maggie, ela me esperava ao lado de minha mochila e se senta discreta faço o mesmo sem saber o que se passava, sabia que algum segredo seria revelado, tamanha sua formalidade.
−Katie, acho que você e Daryl estão juntos, ou quase isso! Ela me diz baixinho fico sem saber onde ela queria chegar e continuo calada – Olhe para Lori, não podemos ter mais nenhuma gravida aqui!
−Maggie nós não...
−Se não rolou vai rolar, cedo ou tarde, sei disso por que eu e Glenn, bom essa é a única coisa boa nessa merda toda! Ela me entrega duas caixas de contraceptivos e algum preservativos – Falei com meu pai, ele disse para você começar a tomar hoje mesmo, não importa se já tenha rolado ou não, é bom garantir, e deve esperar pelo menos uma semana para garantir o efeito antes disso – Ela me olhava sorrindo da minha cara de apavorada – Preservativo querida! Ela aperta minha mão – Nunca sabemos quando vamos ter uma chance, então deixe-as sempre a mão.
−Não acredito que falou sobre isso com seu pai! Digo completamente constrangida – Nunca mais vou olhar para ele sem enrubescer.
Ela nota Glenn se aproximando e eu rapidamente guardo tudo na mala rezando para ela ter sido discreta pelo menos com ele.
−Entregou para ela? Ele pergunta e eu desejo que um daqueles zumbis se levantasse e caminhasse até mim, estava completamente vermelha.
−Pelo amor de Deus, todo mundo sabe disso? Pergunto baixo e Glenn coça a cabeça.
−Acho que Daryl não! Ele diz baixinho – Afinal quem teria coragem de falar algo assim com ele! Meu coração dispara quando penso numa conversa como essa, eu nunca tinha estado tão próxima de alguém e não sabia como lidar com isso e agora depois da indiscrição do casal diante de mim, parecia que não teria muito com quem falar sobre o assunto.
−Vamos mudar de assunto e circular, já está todo mundo atento a nossa cena! Peço muito séria Maggie solta uma longa gargalhada.
−Isso vindo de alguém que protagonizou a maior cena desde o início do apocalipse, brecadas cinematográficas, portas batendo, gritos e beijos atrás de uma árvore! Ela fazia gestos dramáticos me deixando completamente humilhada, acabo rindo.
−Vocês não perdem nada! Reclamo me levantando.
−O mundo acabou Katie, não tem mais cinema! Maggie caminha para longe e Glenn a segue, fico parada e procuro Daryl ele me olhava do outro lado do pátio e rezo para que ele se esquecesse de me perguntar sobre aquele momento.
Anoitece e nos reunimos numa fogueira, Daryl estava em cima do carro, de guarda, Rick andava pela cerca e eu estava ao lado de Beth, vejo Carol pegar comida e se afastar seguindo até onde Daryl estava não podia negar que era desconfortável vê-la próxima a ele, mas eu não os impediria, confiava nele, e poucos minutos depois ele desce, não parecia muito contente.
Me levanto esperando por ele, Beth atende ao pedido do pai e começa a cantar quando ele para a meu lado com aquele sorriso escondido.
− Oi garota do circo! Ele brinca me enlaçando e fazendo meu coração dançar.
−Prefiro quando me chama de pequena! Eu digo me recostando em seu peito e sentindo seu coração.
−Também prefiro! Ele diz e sem aviso me beija levemente fico surpresa, nunca esperaria que ele fizesse isso diante de todos, a música envolve a todos e Rick também se reúne ao grupo.
−Melhor dormirmos, amanhã teremos um dia importante!
Rick fala sobre tomar o presidio, do mundo de coisas que poderia haver lá, eu fico assustada, dessa vez Daryl estaria na linha de frente e isso me deixava em pânico ele me aperta em seus braços.
−Precisamos disso pequena, tudo vai dar certo! Ele me acalma – Vamos dormir!
Ele me puxa pela mão para longe do grupo e arrumamos tudo, me deito em seus braços feliz por estar ali e Daryl acalma meu coração com um longo beijo, diferente do primeiro, dessa vez seu beijo era gentil e mesmo assim tão intenso quanto o outro, nunca me acostumaria, minhas pernas estavam tremulas e agradeço por estarmos deitados.
−Vamos dormir minha pequena atiradora de facas! Ele me beija mais uma vez e depois fecha os olhos, eu realmente queria fazer o mesmo mas não conseguia parar de olhar para aquele rosto perfeito que eu tanto amava – Pare de me olhar e durma! Ele manda como de costume, suspiro. Como ele sabia? Me rendo ao cansaço e adormeço.
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