Fim Dos Tempos
4 Capítulo 4 - Facas voadoras
Notas iniciais
POV – Daryl
Acordo com Katie em meus braços, os cabelos espalhados sobre nós, perfumando o ambiente, a mão direita espalmada em meu peito, eu a enlaçava com um braço, minha mão descansando sobre a dela em meu peito, podia ficar ali para sempre, nunca tinha me sentido assim, tão íntimo de alguém.
Já tinha tido muitas mulheres e acordado com algumas, mas sempre depois de uma bebedeira, quase nunca era capaz sequer de me lembrar seu nome, aquilo era diferente. Katie era diferente, precisava dela como nunca tinha precisado de nada, aquilo me confundia e assustava, não sabia lidar com as batidas aceleradas do meu coração quando ela sorria, nem com o medo que tinha de perdê-la, mesmo sabendo que ela não me pertencia.
Olho para cima e T-dog estava de guarda, deve ter sido um belo espetáculo para ele e para os outros também, sabia que todos os olhares seriam para nós. Cheios de malícia.
Todos estavam se levantando e mesmo querendo ficar ali precisava levantar, afinal era o fim do mundo, não um domingo de sol.
Toco o rosto de Katie tentando ser o mais delicado possível, outra novidade na minha vida, Daryl Dixon tentando ser delicado, Merle rolaria de rir.
−Katie! Digo baixo, ela ressona – Katie, acorde!
−Pensei que hoje era domingo! Ela brinca sem abrir os olhos, a voz rouca.
−Não tem mais domingo pequena, vamos levantar! Ela se espreguiça manhosa e se senta, piscando para se acostumar com a claridade.
−Bom dia! Como podia ser tão linda logo pela manhã?
Katie fica de pé e só então percebo que estava de botas, aquilo era um tormento, porque, diabos, alguém dormia de botas?
−Essas malditas botas estão coladas em você? Pergunto irritado.
−Não, mas estamos no meio de um apocalipse, se tivéssemos que fugir no meio da noite você não ia querer esperar eu calçar os sapatos, ia?
−O primeiro zumbi de tênis que encontrar vou arrancar os pés dele! Digo ficando de pé e só então notando que todos nos olhavam, dou as costas a ela e ao resto do grupo e sigo para o banheiro, sim, tínhamos um pequeno banheiro, apenas uma latrina e uma pia, uma bomba ligada a um poço era usada para fornecer água, não era grande coisa, e já não aguentava mais Glenn comemorando o tal banheiro, mas estava feliz, era um conforto para Katie.
Katie ajudava Lori quando volto, os cabelos ainda bagunçados o rosto corado, aquele lugar estava fazendo bem a todos, o fogo ainda estava aceso, nos sentíamos seguros ali e a fumaça se espalhava antes de seguir para as grandes janelas, quase não dava para notar.
Todos se reúnem para o café da manhã, não fazíamos isso desde os dias na fazenda, Katie se junta ao grupo trazendo biscoitos, tínhamos café e leite, um banquete, penso me sentando.
−Já disse que te amo Katie! T-dog diz e o fuzilo com o olhar, é simplesmente impossível evitar.
Ela fica corada e sorri tímida, então se senta a meu lado sem saber o que responder.
−É sério, você é tipo um presente dos céus! Ele continua, me tirando do sério.
−Bobagem, quem matou os zumbis foram vocês! Ela responde, ela precisava ficar assim toda sorridente? Eu coloco o copo no chão e mastigo o biscoito irritado.
−Vou caçar! Digo grosseiro – Precisamos economizar o que temos!
−Posso...
Ela me olha e eu sabia que me pediria para ir comigo.
−Não! Eu a corto seguindo para a porta depois de apanhar minha besta.
−Vou até o rio depois do café! Ela me diz quando eu abria a porta.
−Atreva-se! Ameaço antes de fechar a porta, evito encará-la, tinha medo daquele olhar inocente que me fazia amolecer e dar a ela qualquer coisa que me pedisse.
Saio para a manhã gelada, o vento cortando minha pele, estava furioso, furioso com T-dog e aquela declaração estúpida, furioso com minha pequena, por ser tão perfeita e tão impossível para mim, furioso com a história que ela contara na noite anterior, nunca tinha sentido tanto ódio em toda minha vida, se encontrasse com um deles, eles sim é que iriam implorar por zumbis.
E estava furioso comigo, por não ser capaz de resistir a sua doçura, ela não tinha mais do que dezesseis, pelo menos era o que eu achava, mais de uma vez pensara em perguntar, mas o medo da resposta me fazia recuar.
Avisto um esquilo e preparo a besta, erro miseravelmente e sigo ao encontro da minha flecha com as ridas do esquilo em meus ouvidos. Continuo minha caminhada, entrando mais na floresta.
Sorrio involuntariamente quando o olhar inocente dela invade meus pensamentos, ela nunca seria minha, era delicada enquanto eu não passava de um grosseirão de mãos calejadas, mesmo que um dia ela me quisesse eu seria incapaz de fazê-la feliz, sua pele era suave, fugiria do meu toque quando sentisse a aspereza das minhas mãos, da minha vida.
Encontro outro esquilo e miro determinado, chega de risadas, acerto em cheio e caminho aliviado para apanhá-lo. Pelo menos para isso eu servia.
Ainda que ela me quisesse, ainda que ela não fosse a menina que sei que é, eu sou um Dixon, cedo ou tarde eu faria alguma merda e a perderia.
Continuo caçando, buscando equilíbrio e tranquilidade, não encontro nenhum dos dois, sabia que precisava me afastar, mas não podia, então eu iria apenas ficar com o que tinha, podia ficar como estava, era só ser um pouco mais gentil, protegê-la e mantê-la viva, isso já me parecia um feito, considerando que ela não ajudava muito no quesito segurança em primeiro lugar.
Eu caminho de volta ao galpão, tinha passado a manhã fora e conseguido três esquilos e um coelho, seria um bom jantar, não tinha cruzado com nenhum errante e isso parecia uma coisa boa.
Alguém que estava de guarda deve ter me visto voltando, por que assim que chego à porta, Maggie a abria para mim, meus olhos correm por todo galpão eu a vejo deitada em seu saco de dormir, que ainda estava grudado no meu, ela estava descalça com os pés no colo de Herschel que terminava os curativos, passo direto e silencioso, entrego a caça a Carol que me sorri, então me sento num canto afastado de todos tinha trazido madeira e aproveitaria para preparar mais flechas.
−Tem que descansar esses pés menina! Ouço Herschel reclamar – Sobreviveu um ano sozinha no meio de um apocalipse e vai acabar morta por conta de uma bolha no pé infeccionada?
−Vou me cuidar! Ela responde num fio de voz, Herschel a cobre e se afasta, ela fica deitada e depois de um tempo se vira de costas se encolhendo.
Carol serve o almoço e propositadamente esquece Katie, aquilo começava a me irritar, sirvo um prato com legumes cozidos numa sopa rala, caminho até ela.
−Ei! Eu chamo – Katie! Ela fica muda – Está fingindo que está dormindo? Pergunto me sentando, ela nega com a cabeça – Não está falando comigo? Pergunto escondendo o riso, ela afirma – Posso saber por que não quer falar comigo?
Ela se senta e percebo que havia chorado, me odeio por ser o causador de suas lágrimas.
−Não pode sumir por toda manhã sem me dar notícias e depois chegar como se nada tivesse acontecido! Ela diz brava – Nem se aproximou de mim, estava assustada e com medo.
Olho para ela sem acreditar, aquilo tudo era por que tinha saído para caçar e demorado, ela estava preocupada? Eu fico sem reação, não estava acostumado com isso, ninguém se preocupava comigo, ninguém tinha medo de me perder.
−Se eu tivesse saído sozinha e demorado tanto o que teria feito? Ela me pergunta e eu a olho ainda mudo, pensando a respeito, provavelmente estaria quebrando alguma coisa furioso, mas quais as chances de eu permitir que minha pequena saísse sozinha, e desde quando ela era minha pequena?
-Katie eu... – Fico mudo, só ela me deixava assim – Coma! Estendo o prato ela me olha torto, e aceita o prato, depois sorri, aquele era meu jeito de me desculpar e ela sabia disso.
−Tudo bem lá fora? Pergunta quando me sento a seu lado comendo a sopa mais tranquilo.
−Tudo, nenhum errante! Digo olhando para Rick que percebendo que as coisas estavam mais tranquilas se aproxima.
−Pensei em dar uma olhada nas casas em volta, ter certeza que estamos seguros, já devíamos ter feito isso! Rick me diz sentando com Glenn e Maggie diante de mim.
−Acho que podemos fazer isso agora, temos toda a tarde, mas vamos juntos casa por casa.
−Tentou as casas quando esteve aqui Katie? Glenn pergunta.
−Não, eu fiquei muito assustada com o lugar, era quase noite e depois de ver o galpão saí o mais rápido que pude! Ela diz e não posso evitar um arrepio, Minha pequena sozinha num lugar como aquele no meio da noite.
−Vamos, eu Daryl, Maggie e Glenn! Rick dizia quando Carl se aproxima.
−Também vou! Ele diz decidido.
−Não! Rick responde – Preciso que cuide do galpão junto com T-dog, para o caso de algo dar errado conosco.
Katie se encolhe quando ouve que algo pode dar errado, finjo não notar, a verdade é que não podíamos ficar ali sem saber o que tinha ao lado, nunca me esqueceria do celeiro da fazenda do velho maluco.
−Vou me preparar! Rick se afasta e ela me olha eu sabia que ela estava com medo, queria dizer que tudo ficaria bem, mas não podia mentir, então toco seu rosto de leve, mais uma vez com as costas das mãos, ela sorri.
−Vai tomar cuidado? Ela pergunta.
−Sempre tomo! Respondo – Vou voltar o mais rápido que puder, nem preciso dizer para ficar aqui dentro.
−Herschel não quer que me mexa! Ela reclama – Não encontrou nenhum zumbi de tênis?
Escondo um sorriso e aperto seu nariz, uma menininha assustada de lindos olhos verdes. Me afasto pegando minha besta e uma arma, os outros me esperavam na porta, não olho para ela, não queria levar sua preocupação comigo.
A primeira casa estava completamente vazia, nada de comida, zumbis ou sobreviventes, na segunda a porta estava aberta e encontramos um zumbi no quarto estranhamente dentro de um guarda-roupa o acerto com uma flecha, e desço ao encontro dos outro, havia um porão e Rick hesita em entrar, parecia bem trancado, mas agora eu não estava sozinho e não arriscaria a vida de Katie por medo do que podia haver atrás de uma porta.
−Vamos abrir! Digo determinado, Maggie faz uma careta e se prepara, quando arrombo a porta três zumbis avançam sobre nós, pegamos os três e entramos, o lugar estava podre e vazio, vamos para terceira casa que por sorte também estava vazia, Glenn encontra uma coleção de histórias em quadrinhos, todas sobre zumbis, rimos da ironia, seguimos para última casa, aquela história já durava duas horas, entramos pelos fundos e a sala estava limpa, Rick segue com Maggie para os fundos enquanto eu e Glenn subimos as escadas, o primeiro quarto estava vazio e o segundo trancado.
−Já sei, vamos entrar! Glenn resmunga – Katie não seria louca de vir aqui você sabe, não é? Ele diz e eu o encaro, será que estava assim tão visível minha preocupação com ela? – Vai, chuta logo a droga da porta! Ele diz e eu me afasto tomando folego, chuto com força e quando ela se abre só o que vemos são caixas e mais caixas, abro a primeira e vejo apenas isopor, afundo a mão curioso e pego um objeto, puxo para fora e era um vaso, procuro por mais e encontro outros objetos delicados.
−Alguém se preocupou mesmo em guardar um tesouro? Empurro a caixa e ouço Maggie gritar, corremos os dois e ela lutava na cozinha com um zumbi de pelo menos uns dois metros, Glenn o acerta com o machado ele cai sobre ela que o empurra assustada.
−Odeio isso! Ela reclama se levantando – Jogador de basquete! Rick entra correndo vindo dos fundos e respira aliviado quando vê que tudo estava sob controle, voltamos para o galpão e tomo o cuidado de ir direto ao encontro de Katie, para ela não ficar brava.
Mal me aproximo e ela me abraça forte, envolvo seu corpo, queria isso o dia todo, ela recosta a cabeça em meu peito, suspira aliviada, toco seu cabelo e a afasto o suficiente para olhar para ela.
−Chega por hoje, por favor! Ela pede voltando a me abraçar.
−Foi tranquilo! Digo ajudando-a a se sentar, ela me puxa para perto – Glenn achou quadrinhos de zumbis − tento acalmá-la ela faz uma careta – Verdade! Eu digo a abraçando – O que estava fazendo?
−Olhando para o teto e rezando, não posso fazer nada!
−Vou te ensinar a fazer flechas o que acha?
−Sei fazer! Ela diz me surpreendendo mais uma vez – Tinha um vizinho maluco que tinha uma besta! Então ela me olha corando – Não que ele fosse maluco por que tinha uma besta, ou que todo mundo que tem uma besta seja maluco! Ela dizia atropelando as palavras e não resisto a uma boa risada que chama atenção de todos.
−Já entendi que não me acha maluco! Digo buscando as madeiras e a faca, me sento a seu lado e começamos a trabalhar, dou algumas instruções e a deixo distraída enquanto me limpo e troco de roupa, jantamos cedo, todos cansados pela tensão do dia, mesmo quem ficava, acabava tenso por não saber o que estava acontecendo com quem saia para a batalha, esse era o problema com grupos como o nosso em que a emoção parecia suprimir a razão.
Dormimos cedo, eu com minha pequena em meus braços, esquecido dos problemas, das diferenças, apenas aceitando o que a vida estranhamente me oferecia, mesmo achando que não merecia.
Neva nos três dias seguinte, neve não era novidade naquela época do ano, nunca era nada muito grande ou demorado, ficamos felizes por estarmos abrigados, ninguém sai do galpão, e a convivência estava tranquila, eu evitava Carol e seu olhar furioso, sempre dirigido a Katie, minha pequena dividia o tempo entre mim e Beth.
O quarto dia amanhece sem neve e decido dar uma volta para ter certeza que tudo estava bem, Rick vem comigo, já tinha notado que a cada dia ele e Lori estavam mais distantes, nem podia imaginar como ele se sentia sabendo que ela carregava um filho de outro, andamos pela região e encontramos um zumbi congelado, ele o mata e voltamos uma hora depois congelados pelo vento, depois disso passo a sair toda manhã, nunca saía das redondezas onde podia ouvir se alguma coisa acontecesse no galpão.
Estávamos a duas semanas ali, e tudo começava a se acalmar, eu e Katie nos divertíamos apostando quem era mais rápido em produzir uma flecha seus pés estavam finalmente curados e ela agora ajudava Lori e Beth, Carol fazia questão de ignorar sua existência, melhor assim.
Estávamos tomando café da manhã quando ela sai do banheiro, eu perco o folego quando a vejo, usava uma calça preta justa, uma blusa de frio de gola alta também preta e aquelas botas que a deixavam impossivelmente sexy, estava com seu cinto de facas e os cabelos estavam presos numa longa trança, ela caminha para o grupo com aquele andar de felino que sempre me deixava maluco.
−Se fossem fazer um filme da Tomb Raider adolescente, convidariam você Katie! T-dog diz olhando descaradamente para ela que mais uma vez fica corada − Parece com a Lara Croft! Ele continua, aquele idiota estava pedindo um soco a muito tempo e acabaria conseguindo.
− Num apocalipse ainda podemos considerar um elogio ser confundida com uma adolescente? Ela pergunta se sentando.
Como assim confundida com uma adolescente? Penso olhando para ela que me sorri despreocupada.
−Quantos anos tem? Carl pergunta parecendo decepcionado.
Enfim! Agradeço mentalmente e prendo a respiração com medo da resposta e do que ela mudaria em minha vida.
−Vinte um! Ela diz tomando um gole de café com uma careta, ela detestava café.
−Tudo isso! Carl reclama e eu paraliso, ela não era uma garotinha, ainda era jovem, bem mais jovem que eu, mas não era uma garotinha, não era como se estivesse cometendo algum crime.
−Praticamente uma velha, não é Carl! Lori brinca.
−Quantos anos achavam que eu tinha? Ela pergunta me olhando e pela primeira vez decido mentir.
−Nunca pensei sobre isso! Digo me levantando – Vou caçar! Eu precisava de um pouco de solidão, precisava pensar a respeito. Saio com minha besta, devia ficar feliz por que agora não precisava fugir dela, podia tentar... – Tentar o que? Digo em voz alta – Ela nunca vai ficar com você! Só então me dou conta de que saber que ela não era assim tão intocável me assustava ainda mais.
Tinha caminhado bastante e estava voltando para casa se é que podíamos chamar aquele galpão abandonado assim, quando noto pegadas de zumbis, uns quatro eu diria, seguiam em direção ao rio, penso em Katie, ela estava no galpão com os outros eles não a deixariam sair sozinha, mas isso não significava que ela não pudesse ter saído com um grupo, apresso meu passo a besta em punho, pronta para o ataque, não tinha ninguém no rio felizmente, mas as pegadas continuavam e eu também continuo então ouço a voz de Katie, que me congela a alma.
−Abaixe quando eu mandar Beth! Ela diz tremula.
Dou mais três paços e as vejo numa clareira de costas uma para outra, cercadas por cinco zumbis que estavam a uns três metros delas, preparo a besta para pegar o primeiro e então assisto a cena mais impressionante que já vira – Agora! Ela manda, Beth se abaixa e ela retira as facas do cinto com a velocidade de um raio, veja as facas voando e derrubando os zumbis um a um em menos de meio minuto.
Ela continua imóvel depois de derrubá-los assim como eu, que piscava tentando entender o que vira, me próximo entre furioso e orgulhoso, ela me vê e desmorona em lágrimas e soluços, Beth se levanta e olha em volta chocada, Katie me abraça.
Eu a aperto em meu peito e respiro aliviado, minha pequena estava bem, nada mais importava.
-Passou pequena! Digo tentando ser gentil, ela faz que sim, mas não conseguia controlar as lágrimas.
-Você é tipo ninja! Beth diz com os olhos arregalados, ela nega com a cabeça, ainda tremendo eu a aperto mais em meu peito.
Ela respira fundo e se afasta secando as lágrimas, mas ainda tremula, eu queria ser delicado, carinhoso, mas então penso no que poderia ter acontecido e fico furioso, mais uma vez.
−O que estão fazendo sozinhas? Grito – Quem foi o imbecil...
−Estávamos com o T-dog, ele... ele saiu na frente, por que a Beth queria se trocar, então fomos cercadas.
−Eu vou matar aquele idiota! Dou um passo em direção ao galpão Katie me segura noto seus olhos assustados e descubro que não tinha nada a ver com o maldito que as tinha deixado para trás.
-Eles estão vindo! Ela diz apertando meu braço, então fico em silêncio, ouço as árvores, ou talvez não fosse o vento – São muitos! Seus olhos estavam marejados.
−Vamos! Pego sua mão e corro com Beth a nossa frente, dois minutos depois estávamos no galpão, queria muito socar aquele idiota, mas parece que Herschel já estava acabando com ele.
−Beth... – Herschel se aproxima da filha que o abraça.
−Uma horda Rick! Digo juntando tudo, as flechas no chão nossos sacos de dormir – Temos alguns minutos!
Ninguém questiona nada, nossos dias de férias tinham chegado ao fim, recolhemos tudo e seguimos para os carros.
−Para caminhonete Katie! Grito abrindo o portão, ela obedece e quando saímos os primeiros zumbis surgiam na clareira, pego a estrada espantado com o que via pelo retrovisor, uma horda como aquela eu nunca tinha encontrado, eles estavam se juntando, por alguma razão que desconhecíamos, os zumbis começavam a se reunir em grupos grandes.
Sinto medo. Até Katie aparecer todo dia parecia um bom dia para morrer, eu não tinha medo, mas agora era diferente, eu lutava por mais um dia, mais um dia com minha pequena.
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