Fim Dos Tempos
36 Capítulo 36
Notas iniciais
espero que estejam gostando.
Pov – Daryl
Nunca foi tão difícil me despedir dos ratinhos, talvez a angustia incomum de minha pequena tivesse me afetado um pouco, Beth estar conosco também ajudava, fiquei mais atento e concentrado do que o normal.
A cidade era pequena e estava mais tranquila que qualquer outra que já passamos, me sentia com sorte, entramos em uma farmácia e seguimos mais para dentro da cidade, tudo corria bem, apenas um errante, o posto estava como sempre sem combustível, entro na mercearia, dou um último olhar para minha pequena do outro lado da rua, não gosto de me separar dela, entro com o coração acelerado, estranho aquela sensação, reviramos o lugar, não tinha muita coisa, estava com pressa e já caminhava para saída quando ouço o primeiro tiro, minha pequena, é tudo que consigo pensar.
Saímos com cuidado, vejo Sasha caída, escondida em baixo de um carro, mais tiros, vinham de um pequeno edifício a nossa frente, me abaixo e miro, Rick também, ele derruba o primeiro Homem, Michonne corre um pouco mais à frente, mais um atirador na esquina, eu atiro, ele cai, sabia que Katie devia estar encolhida com as outras duas garotas esperando os tiros cessarem e rezo para ela continuar ali, mais tiros e conseguimos pegar mais um homem, numa janela no mesmo edifício que o primeiro, depois um silencio irritante, nos juntamos atentos, um minuto, nada, eu não queria e não podia esperar mais me levanto faço um sinal para Rick me dar cobertura e atravesso a rua meu coração quase para, nada de katie, ela não podia ter saído de onde estava, olho em volta, agora todos estavam em volta de Sasha, um tiro no ombro esquerdo eu sabia que não era nada, ela ficaria bem, tínhamos um problema maior.
−Rick! Eu grito meio desesperado ele nota por que corre ao meu encontro – Elas não estão aqui! Aviso ele me olha, entre confuso e preocupado.
−Talvez tenha apenas fugido tentando se esconder melhor, em algum lugar em volta.
Eu duvidava que Katie tivesse se afastado de mim em meio a um tiroteio, era muito mais fácil ela levar um tiro tentando me alcançar.
−Não minha pequena! Vejo Michonne se aproximar, claramente concordando comigo.
−Vamos dar uma olhada, Sasha está firme! Ela diz.
Caminhamos alguns metros atentos em volta, com medo de mais uma emboscada e então eu começo minha caminhada pelo vale das sombras, o cinto de minha pequena, suas inseparáveis facas.
−Elas foram levadas! Eu digo entre o pânico e a luz – Ela me deixou um aviso!
−Daryl! Rick começa, mas acho que não podia argumentar – Vamos tentar acha-las, Katie é muito esperta!
−Tyresse pode levar Sasha de volta para prisão! Michonne começa a usar a razão já que eu só tinha o rosto de minha pequena na mente, só queria caminhar, entrar de casa em casa, matar tudo que se mexesse e encontrá-la.
Michonne volta até Tyresse e uns minutos depois vem a nosso encontro.
−Ele vai com Sasha e fica de prontidão, se não mataram as três querem informação, se não resistirem vão contar sobre a prisão.
As palavras de Michonne me enchem de pavor, eu sabia que Katie jamais diria nada, mas tinha medo do que ela teria de passar, se alguém se atrevesse a machuca-la, não olho para nenhum dos dois, não quero ouvir nada, apenas caminho com a besta em punho, depois de um tempo, troco pela arma, queria estar pronto.
Não tínhamos muito tempo antes de escurecer, caminhamos em frente, nada de pistas, nenhum sinal fico tenso, minha pequena na mão de bandidos, lembro do governador e do que fez com Maggie, dos canibais da floresta, no tipo de insanos que aquele mundo tinha criado, precisava ficar firme, achar minha mulher e leva-la de volta para casa, para nossos ratinhos, quando vissem Tyresse voltar, meu coração se aperta, não era hora de pensar neles, concentração, Rick dizia algo, eu não ouvia.
−Daryl! Ele me chama atenção – Vamos nos concentrar nos edifícios, se tem um grupo aqui não estão no comércio, e são muitos por que praticamente limparam a cidade! Ele tinha razão quase não havia zumbis nas ruas.
Estava escurecendo, elas não podiam ter ido muito longe mas o fato é que ainda assim era como encontrar uma agulha num palheiro, nem sinal de homens armados, vigias, barricadas, nada que nos desse um sinal, as horas iam passando e eu começando a me desesperar.
Não conseguia controlar a angustia não podia perder Katie, não podia voltar sem ela, meus filhos, nossa família, penso no desespero de Katie no que poderia estar passando, mal consigo respirar, era como estar de novo nos corredores escuros da prisão.
−Katie vai sair dessa Daryl! Michonne que era sempre calada diz tranquila – Ela é esperta e sortuda!
Quero desesperadamente acreditar nisso, meus olhos queimam, não posso chorar, não posso me entregar, preciso continuar, encontrar minha pequena e matar quem ousou fazer mal a ela.
Meia dúzia de zumbis viram uma rua, continuo seguindo em frente e quando Rick e Michonne notam que não vou me desviar se preparam, derrubamos todos, nada muito difícil, Rick não escondia a tensão, Beth era completamente despreparada para as ruas e se ela estava lá era por que de algum jeito ele tinha permitido, mas se estava se sentindo culpado ou não, naquele momento eu não ligava.
A noite começa a chegar, aumentando minha dor, meu desespero, meus olhos ardendo.
Você não desiste, eu não desisto! Eu repetia para mim mesmo em quanto seguia em frente olhando os prédios matando um zumbi ou outro que se atrevesse a me atrapalhar, com medo de quando me dissessem que era noite que não podíamos mais continuar, meus filhos, minha mulher, não posso descansar.
−Rick, se elas conseguirem fugir vão para nosso ponto de encontro, melhor voltarmos, já escureceu! Michonne diz a frase que não queria ouvir – Daryl...
−Eu sei! Digo parando, passo as mãos pelos cabelos, não quero lágrimas, quero sangue, penso controlando meus olhos, minha dor, ela não vai me deixar – Mas minha pequena não desiste! Eu digo.
−Por isso precisamos voltar! Rick continua – Beth está com ela, Emma também, vão conseguir achar uma maneira, amanhã se elas não chegarem até o ponto de encontro...
−Amanhã é muito tempo! Eu digo, eu peço, eu sofro.
−Vamos! Ele anuncia e eu os sigo, Katie podia estar no ponto de encontro quem sabe me esperando, e correria para mim e seguiríamos para casa a tempo de pôr os pequenos na cama, eles não dormiam sem estarmos por perto, nossos ratinhos.
Mas não havia nada lá, nem sinal de que sequer alguém se aproximara, afastamos um pouco os carros, fico me perguntando por que se existiam mais homens eles não estavam pela cidade nos caçando.
Por que estavam torturando minha mulher em busca de respostas, aquela ideia me faz tremer, não quero mais essa vida, quero o mundo de antes, com gente e vida, com parques de diversão e trabalho, por quanto tempo seriamos fortes, até quando poderíamos suportar.
Rick andava de um lado para outro, olhando fixamente para a entrada da cidade,
Elas tinham de voltar, eu penso, a noite estava alta, meus ratinhos estavam na prisão chorando em desespero, confiavam em mim, acreditavam que encontraria Katie e a levaria para casa, eu não podia decepcioná-los.
Algo surge na rua principal, alguém corria penso na minha pequena, no quanto preciso dela, ficamos prontos, armados e prontos, então enxergo Beth, correndo com uma barra de ferro na mão suja de sangue, não, não aquele não era o sangue de Katie, ela estava sozinha não podia estar, Katie não desiste.
Corremos todos, ela se aproxima ofegantes, tremula e em prantos.
−Katie? Eu pergunto aperto os braços de Beth, quero respostas mas tenho medo delas – Beth! Eu quase grito.
−Emma está morta! Ela diz – Eu e Katie fugimos, ela está ferida na farmácia...
Nada mais me interessa, pego o carro, eles entravam todos quando eu já começava a dar a partida, não correria até lá se minha pequena estava ferida.
Menos de cinco minutos me separavam do meu amor, dirijo feito louco, os faróis desligados para não chamar atenção paro e desço, Rick e Michonne também Beth fica no carro com suas lagrimas, entro sozinho.
Caminho no escuro, então eu a vejo, caída atrás do balcão, pego Katie nos braços, ainda estava viva, minha vida.
Entro no carro com Rick dirigindo, ela sangrava, aperto o torniquete que haviam feito com o cinto seguro o sangramento com minha mão.
−Pequena! Eu chamo, ela não responde, a aperto em meus braços, Rick já estava fora da cidade, meus olhos estavam grudados nela, eu rezo, sempre soube que Deus era um babaca, que se existia tinha planos obscuros para mim, mas ela era diferente, Katie era tudo que tinha, sem ela tudo era escuridão e silencio, não posso ficar sem ela, não posso seguir sozinho, não consigo.
−Você não desiste, eu não desisto! Digo em seu ouvido, ela não pode me deixar, só então sinto as lágrimas que guardava desde Merle, não, não vou perder Katie – Não pode me deixar! Eu digo para ela – Amo você, Megan precisa da mãe e Nick, não pode nos deixar! Ela estava pálida, e desacordada.
−Ela me fez correr, disse que estava esperando por ela, que queria ver você, ela está lutando Daryl eu sei que está! Beth me diz, mas não era preciso, eu sabia disso, Katie me amava, eu não merecia, mas ela me amava e lutaria por mim, sempre lutaria.
A envolvo em meus braços para ela não se esquecer de que eu estava ali, que precisava dela, e que nunca poderia ficar sem ela.
−O que aconteceu Beth? Rick pergunta.
−Fomos pegas quando pretendíamos atravessar até vocês no meio do tiroteio, nos levaram para um prédio de escritórios, nos prenderam e queriam saber do nosso grupo, quantos e onde, Katie nos fez jurar que não diríamos.
−Aposto que fez! Eu digo sabendo o quanto meu amor era valente, a aperto mais, o sangramento havia cessado.
−Um homem era o líder, um monstro, primeiro atirou Katie numa mesa, ela deve estar muito machucada! Ela chorava enquanto contava sentada no banco de traz ao meu lado – Depois acho que quase quebrou os dedos dela, então nos deixou, não sei quanto tempo dissemos que éramos só nós não contamos nada.
Se eu tinha uma certeza na vida era a de que aquele homem estava morto.
−E Emma? Michonne pergunta.
−Ele voltou, como não falávamos ele foi para cima da Emma ela mandou ele para o inferno e ele a atirou num vidro, o vidro arrebentou ela caiu sangrando, não sei se foi o corte ou a batida, ficou inconsciente, ele disse que nos deixaria com ela que ela morreria e que quando começássemos a gritar ele viria ter suas respostas então cortou a perna da Katie e nos trancou lá com a Emma agonizando! Ela se encolhe tremendo, Katie continuava em meus braços ainda desacordada, eu acaricio seu rosto, não vou perder você meu amor, penso beijando seus lábios.
−O que fizeram? Rick pergunta.
−Katie tinha uma faca na bota, quando Emma virou ela matou ela e saímos pela janela, fugimos, mas estava muito ferida, me pediu para encontrar o Daryl leva-lo até ela, eu não podia ficar com ela, então corri até vocês, mas a deixei acordada, ela vai ficar bem sei que vai.
Quando chegamos à prisão eu sinto todas as minhas esperanças renovarem, ela tinha resistido, tínhamos Hershel e quando ela sentisse seus ratinhos ficaria bem.
Assim que desço com ela nos braços vejo Megan chorando nos braços de Carl, mas aquilo era de longe o menor dos meus problemas, Nick estava no colo de Maggie, eles correm todos, sigo com Katie nos braços as crianças chorando a minha volta.
Hershel a examina, preocupado, olha o corte na perna, depois a mão, e a cabeça onde Beth ia anunciando que algo poderia estar errado.
−Mamãe! Nick a chamava e Megan apenas segurava sua mão assustada e quieta, ela me olha, pedindo socorro, não podia deixar minha menina assim eu a puxo para meus braços.
−Mamãe nunca desiste, ela vai ficar bem! Eu prometo e sabia que Katie me ajudaria a cumprir aquela promessa.
−Vou costurar o corte na perna! Hershel me diz e pega seus materiais dá alguns pontos – Daryl segure ela, preciso colocar os dedos no lugar, vamos aproveitar que está desacordada.
Eu obedeço e quase desejo que a dor de alguma maneira a acorde, eu ouço os dedos voltarem ao lugar num som desesperador ele enfaixa a mão de Katie imobilizando-a.
−Por que ela não acorda? Pergunto olhando para ela, não para ele, seus olhos falavam mais que suas palavras e eu não queria perder minhas esperanças.
−É difícil dizer, pode ser apenas um modo do organismo se proteger, ou pode ser por conta da batida, talvez um inchaço, se for isso ela pode acordar quando desinchar, ou... desculpe Daryl sem um exame não posso responder essa pergunta, apenas vamos deixar que o tempo nos diga o que vai acontecer.
Levo Katie para nossa cela, meus pequenos comigo, eu a coloco na cama, eles se deitam a seu lado e eu a beijo de leve, Nick faz o mesmo e Megan também.
−Papai! Nick começa a chorar, eu não suportava aquilo, não podia apagar minha dor, nem a deles – Quero a mamãe!
−Ela está aqui, não vai nos deixar.
Sinto alguém entrar na cela, não me viro eu sabia que era Carl e naquele momento era bom que ele estivesse ali, para me ajudar com meus pequenos, ele se senta ao lado de Megan e segura sua mão.
−Vou ficar aqui até a Katie acordar! Ele diz e eu afirmo que sim.
Ficamos silenciosos, eu olhando para ela, ouvindo os soluços constantes dos meus ratinhos, sabia que Nick não dormiria sem se enroscar nos cabelos dela e então os tiro de suas costas, ele pega uma mecha cuidadoso, acaricio seus cabelos.
−Mamãe vai acordar ratinho, prometo! Ele faz um movimento afirmando, se enrosca nos cabelos dela e fecha os olhos, mas não dorme, ninguém dorme.
A madrugada dá lugar a manhã. Não como as manhãs na prisão com risos e abraços de bom dia, a manhã nos invade num silêncio mórbido, ninguém se movia, tudo estava em suspenso, e ficaria assim até minha pequena acordar, ouço as pessoas se movimentarem, falarem, como podiam continuar, como se Katie estava ali?
Hershel vem nos ver, Beth estava com ele, ele a examina, não diz nada, eu não pergunto nada, não quero saber.
−Vão com a Beth! Digo aos meus pequenos – Comer e quem sabe tomar um banho! Eles negam com um movimento de cabeça, não me importo, eles nunca me obedeciam, aquilo era com a mamãe, e logo ela estaria conosco, e por agora tudo poderia esperar, Beth ainda estava de pé assistindo aquele impasse – Pode ir Beth! Eu aviso e ficamos mais uma vez sozinhos, Carl ainda segurava a mão de Megan, Nick ainda estava enroscado nos cabelos de Katie e eu ainda olhava para seu rosto lindo e pálido esperando por seus olhos verdes me revirando.
−Você não desiste, eu não desisto! Digo em seu ouvido, acaricio seu rosto, mais pessoas entram, mais pessoas saem, tudo continuava em suspenso.
Pov – Katie
Volto a consciência, não sinto nada, só escuridão e silêncio, como se minha consciência tivesse se dissociado do meu corpo, talvez aquilo fosse morrer, talvez fosse apenas isso, quem sabe meu corpo estivesse por ai em busca de carne humana.
Talvez Beth nunca tivesse chegado, talvez assim como eu ela vagasse pelo vale das sombras, pela escuridão, eu nunca mais veria Daryl e seus olhos azuis, nunca mais sentiria suas mãos. Penso em meu pai, na promessa que um dia fiz a ele, nas noites caminhando sozinha no tempo que rezei para estar ali, mas agora era diferente, agora eu tinha tanto que lamentar, eu era mãe, sim agora tinha dois filhos, filhos que não tinham saído de minhas entranhas, mas da minha alma, nunca mais seus braços delicados me envolvendo, só silencio e escuridão, nem mesmo dor, sim queria tanto sentir ao menos dor, dor era melhor do que nada.
Daryl, sinto seu cheiro, então era isso, no fim eu ainda pertencia a ele, ainda éramos um só e aquele cheiro me acompanharia para sempre, só queria uma chance, mais um olhar, sinto a escuridão me engolindo, me levando para longe, quero Daryl e meus ratinhos, não posso descansar, não posso desistir.
Desperto mais uma vez, dessa vez é diferente, sinto cada centímetro do meu corpo, numa dor que o consumia, a cabeça latejava, a coxa queimava, vasculho na memória, me lembro de tudo, talvez ainda estivesse na farmácia, talvez ele estivesse a caminho, então seu perfume me invade, sinto seus dedos naquela doce tortura passeando por meu rosto, tão delicado quanto sempre fora, delicado como só eu e meus ratinhos sabíamos que ele poderia ser, preciso abrir os olhos, dizer que estou aqui, a dor não era importante, quero chegar em casa e abraçar meus filhos e olhar em seus olhos, sinto um liquido quente escorrer por meu rosto, lagrimas, eu estava viva, não era um zumbi.
−Estou aqui meu amor! Ouço sua voz grave – Você não desiste, eu não desisto! Forço meus olhos a se abrirem, quero ver seu rosto.
Primeiro é só um vulto embaçado pelas lágrimas pisco para focalizar a visão, então encontro aquele mar azul e nebuloso, cheio de dor e medo, ele estava ali, fico olhando para ele, tentando buscar forças, encontro minha voz, preciso dizer, ele já sabe, mas ainda assim preciso dizer.
−Amo você! Sussurro num fio de voz esganiçada e rouca, o mar revolto da lugar aquele oceano azul sem fim, de águas tranquilas e pacificas, ele me beija levemente, apenas um suave toque, só para dizer que sim eu estava viva.
−Minha pequena! Ele diz sorrindo, o sorriso do galpão, o primeiro sorriso.
Quero me mexer, mas não tem nenhuma parte do meu corpo que responda sem me fazer gemer de dor então decido ficar imóvel.
−Ratinhos? Eu peço.
−Aqui mamãe! Ouço aquela voz suave, meu bebê, me viro lentamente, Nick estava enroscado nos meus cabelos, os olhos brilhavam entre as lágrimas, depois vejo Megan sentada, ela chorava e apertava a mão de Carl, me dou conta que as coisas estava mesmo confusas, mãos dadas na frente do papai?
−Amo vocês! Eu digo, movo minha cabeça de volta para Daryl, devagar suportando a dor, eu adoro a dor, ela me diz que venci a escuridão que nada pode me afastar de Daryl – Pode me beijar de novo, só para eu ter certeza? Ele sorri e me beija, dessa vez mais longamente, suspiro.
−Hershel deve estar vindo fique quietinha, mais uma vez tínhamos segurança na porta! Ele avisa, eu sabia que sim, que assim como eu, ele não poderia fazer o que era preciso.
−Beth? Pergunto preocupada.
−Está bem! Ele diz sem se afastar de mim – O que está sentindo?
−Uma felicidade sem fim! Garanto, mesmo sabendo que não era essa a pergunta.
Uma multidão invade o quarto, nossa família, Beth chorava de pé ao meu lado, sorrio para ela, minha amiga.
−Obrigada! Eu digo – Foi tão corajosa, estou orgulhosa! Eu pisco para ela, porque vejo que Rick estava ali e queria que ele soubesse – Nunca teria conseguido sem sua coragem.
−Nunca estaria aqui se não fosse você! Ela me diz sorrindo.
−Agora que todos já viram Katie melhor deixarem ela descansar! Hershel diz e depois de carinhosas despedidas todos vão deixando a cela, meus ratinhos ainda estavam ali, Carl ainda segurava a mão de Megan e Daryl ainda me olhava como se nada mais existisse.
−Recomendo descanso! Hershel me diz — Vou dar um analgésico, precisa dormir e comer, pode se sentar e talvez sinta algum enjoo, é normal, por conta da batida e da fraqueza!
−Obrigada! Eu digo quando ele caminha para saída.
−Mais uma vez salvou minha filha, acho que ainda estou te devendo! Ele diz nos deixando, Beth volta com uma sopa, Daryl me senta e sinto tudo girar.
−Ainda é noite?
−De novo é noite! Daryl me avisa – Dormiu vinte e quatro horas! Ele começa a me dar comida, eu como sem fome só para agradá-lo, poucas colheradas ele não insiste.
Me sinto melhor, e olho para meus ratinhos.
−Agora que tal um abraço? Eles me abraçam delicados, com medo de me machucar e penso que devia estar péssima.
−Melhor mamãe? Nick pergunta os olhos cansados e vermelhos.
−Muito, alguém dormiu, comeu? Eles olham para o pai.
−Não, eu mandei, mas eles nunca me obedecem! Ele se defende.
−Quem manda querer ser o melhor pai do mundo! Eu brinco, minha cabeça latejando – Quero deitar de novo! Daryl me ajuda.
−Vai passar pequena! Ele diz carinhoso.
−Eu sei, não me importo realmente! Sorrio – Agora quero os três no banho, depois jantar e então dormir!
−Certo mamãe! Os pequenos respondem obedientes e vejo Daryl lhes fazer uma careta.
−Beth vem ficar com você! Ele avisa, faço que sim e minha cabeça parece querer explodir – Antes de ir espero que saibam que tudo voltou ao normal! Ele diz olhando para as mãos dadas de Carl e Megan, eles se afastam.
−Coelhinhos brancos! Eu digo fechando os olhos, muito cansada, depois adormeço, logo estariam todos ali, a minha volta, como sempre fora, minha pequena e perfeita família.
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