Fim Dos Tempos
37 Capítulo 37 - Modo descanso
Notas iniciais
Obrigada pelos elogios e comentários.
Pov – Katie
Acordo quando já era dia, abro meus olhos lentamente com medo da dor, fico feliz ao perceber que a cabeça não doía estava apenas pesada, pisco em meio ao silêncio, não estava nos braços de Daryl como de costume, talvez por que mal podia me mexer.
Olho para o lado e ele estava ali, apoiado no cotovelo me olhando profundamente, os ratinhos dormiam ainda.
−Bom dia minha pequena! Ele sorria – Como se sente?
−Viva e feliz! Eu digo e ergo a mão para tocar seu rosto, agora mais relaxado, ele beija meus dedos – Amo você! Ele faz que sim com a cabeça.
−Também amo você e quase me matou de susto, nunca senti tanto medo!
−Sinto muito! Eu digo com os olhos marejados, tinha guardado tantas lágrimas, tanta dor, deixo que elas me dominem e ele me abraça carinhoso e protetor, me acalmando – Emma foi tão forte, eu sinto tanto que ela não tenha conseguido!
−Eu sei, e sei que deve ter sido difícil para você ter de acabar com a dor de Emma, é mais triste quando é alguém que conhecemos antes, mas eu te amo por ser tão forte, por nunca desistir.
−Você é minha força, voltar para você... Eu te amo tanto, nem sei como é possível!
−Pequena somos uma coisa só! Ele diz tocando meu rosto – Agora só o que precisa é descansar e se recuperar, as crianças precisam de você e ser o melhor pai do mundo meio que me torna o pior, porque eles não me obedecem! Ele ri e eu olho para os dois em sono profundo.
−Mas te amam, e no fim é isso que conta! Volto minha atenção para ele – Mãos dadas?
−Ela estava desesperada e eu também, foi uma emergência! Ele se defende – Mas não gosto disso, simplesmente não gosto! A expressão contrariada que eu amava loucamente.
−Foi assustador, pensei que tinha morrido! Eu conto mudando de assunto — Estava confusa, meio acordada, meio dormindo, achei que nunca mais veria você.
−Você não desiste, eu não desisto! Ele me beija – O que está doendo agora?
−A mão um pouco, a cabeça está só pesada e a perna. Quantos pontos eu tomei na perna? Eu olho para mão e me mexo olhando para perna com um pequeno curativo.
−Seis pontos! Ele me beija – Mas não foi muito, pensaram em tudo, o torniquete ajudou.
−Como será que o Jimmy está, ele e Emma eram tão amigos! Eu suspiro enquanto segurava sua mão brincando com seus dedos.
−Sei do mundo lá fora tanto quanto você! Ele repete minha frase de quando ele estivera na minha situação, eu sorrio e o puxo para um beijo.
−E Sasha? Me lembro só então que ela também estava ferida.
−Bem, não foi nada, pegou no ombro, já está de pé.
−Quero descer, tomar um banho ver a luz do dia! Eu digo feliz.
−Quem decide isso é o Hershel! Ele me diz e me beija, Megan se mexe e se senta assustada, então me vê e sorri aliviada.
−Mamãe! Ela passa pelo irmão e me abraça – Fiquei com medo! Ela chora – O papai disse que você ficaria bem, mas eu tive medo.
−Passou ratinha, estou aqui! Ela me beija e depois se senta sorrindo e secando as lágrimas.
−Posso acordar o Nick? Ela pede – Todo dia ele acorda a gente! Faço que sim e ela cutuca o irmão, aperta seu nariz ele resmunga e abre os olhos sonolento.
−Mamãe a Megan me machucou! Ele reclama e me abraça eu adoro aquilo.
−Que ratinho manhoso! Eu acaricio seus cabelos, meio penteando com os dedos, coisa de mãe eu penso – Ainda está com sono?
−Não, quero ficar com você, já sarou?
−Já! Eu digo e vejo o olhar reprovador de Daryl.
−Nem pensar! Ele reclama – Cuidem da mamãe vou chamar o Hershel, antes que ela fuja dessa cama! Daryl caminha para a porta – Por enquanto está no modo descanso! E some rindo de mim.
Hershel me deixa tomar banho, mas depois tinha de voltar para cama, ao menos até amanhã, faço cara feia, ele ri de mim, depois nos deixa, Daryl me põe de pé e descubro que nem que eu quisesse não iria muito longe, fico tonta e a perna dói.
−Ratinha arruma as coisas da mamãe eu vou levar ela para um banho! Ele diz me pegando no colo – Bolhas nos pés! Me lembra num sussurro – Adorava elas! Ele ri e eu o beijo.
−Eu também! Confesso.
Descemos e as crianças ficam na cozinha com Beth que sorri para mim, eu pisco para ela, cúmplice de sua paixão.
Entramos no vestiário, ele me coloca de pé, me sinto tímida, estava toda machucada com manchas roxas pelo corpo, devia estar horrível.
−Acho que talvez seja melhor a Beth me ajudar! Falo baixo sem olhar para ele, os braços cruzados no peito a mão enfaixada latejando.
−Posso saber por que iria preferir a Beth? Ele me pergunta, mas acho que já sabia a resposta, fico corada.
−Estou horrível! Eu confesso por que nunca mentíamos um para o outro – Cheia de manchas, vai me achar...
−Linda como todos os dias! Ele me diz – Já vi todas elas, uma a uma, queria ter certeza de como estava – Ele se aproxima e me envolve – Amo você pequena, não tem nada a ver com sua aparência, embora devo confessar que suas curvas me deixam sempre maluco! Ele beija meu pescoço – Mas meu amor não tem nada a ver com isso, e essas marcas vão sumir, se não se importa com as minhas, porque me importaria com as suas?
Eu me encosto nele, ele me abraça escondo meu rosto, não me sentia frágil assim desde minha adolescência, Daryl acaricia meus cabelos me faz encará-lo e me beija.
−Parece que no fim ganhou uma esposa dependente, seu homem das cavernas, ao menos por uns dias!
−Eu sei que vai durar muito pouco! Ele me afasta e me ajuda a me despir, depois faz o mesmo e segue comigo para o chuveiro, eu tinha manchas enormes por todo corpo, meu rosto ainda estava ardendo e devia estar marcado mas me recusava a olhar.
Daryl lava meus cabelos cuidadoso, aquilo era bom, depois me seca e me veste, acho que não precisava tanto, mas agora eu já estava gostando.
−Vou deixar os cabelos para sua ratinha pentear, ela vai adorar! Ele me beija e eu espero enquanto ele se seca e se veste, não consigo desgrudar os olhos daquele corpo, ele ri e fico corada.
−Eu sei, férias da torre! Digo resignada, sem resistir ele me beija – Não tem ideia de como me recupero rápido! Eu brinco.
−Estou torcendo para isso! Eu queria tentar andar, mas ele me pega no colo e me leva até o refeitório, me põe numa cadeira ao lado das crianças, Carl já estava com eles, vejo Sasha, ela me sorri e acena, devolvo o cumprimento, Jimmy se aproxima de mim, meu coração fica pesado, ele tinha os olhos vermelhos.
−Fico feliz que está aqui! Ele me diz – Beth me disse como aconteceu, sinto muito!
−Eu também! Respondo e ele se afasta.
Comer é uma dificuldade depois do nó na garganta que Jimmy me deixara, então com muito esforço engulo tudo e seguimos para o quarto, Megan escova meus cabelos demoradamente, depois me beija.
−Está bem mamãe? Ela pergunta.
−Ótima, agora quero que pegue seu irmão e vá brincar lá fora, vou dormir um pouco.
−Certo! Ela me beija, Nick faz o mesmo e fico com Daryl apenas.
−Beth quer falar com você! Daryl me avisa – Está bem, posso chamá-la?
−Pode! Eu o puxo e beijo seus lábios – Mas é assunto de menina! Aviso ele ergue uma sobrancelha – Aquilo que me disse...
−Sim, ela está apaixonada! Eu não escondia nada dele, e sabia que ele simplesmente não diria, por que além de mim ele não se abria com ninguém.
−Puxa! Ele suspira – Vou chamá-la.
−Amor, acha que ela tem chance? Ele me olha por um tempo.
−Não faço ideia pequena, ela devia se abrir com a Maggie, assim o Rick ficava sabendo e ela tinha uma resposta! Ele ri e me deixa, era verdade, Maggie e Glenn eram bons nisso.
−OI! Beth entra estávamos sozinhas e ela me abraça e desatamos a chorar, um choro de alivio e cumplicidade, pelos momentos vividos juntas, o medo e a perda de Emma.
Depois nos acalmamos, ela respira fundo e se senta diante de mim, eu estava no nosso colchão no chão, encostada na parede com alguns travesseiros nas costas me sentindo uma velha doente e inútil, ela ri depois de uns minutos.
−Ninguém nesse lugar chora tanto quanto a gente! Constata e eu concordo – Katie, o que eu disse, sobre impressionar...
−Ele, eu sei! Era bom não dizer nomes, aquelas paredes tinham ouvidos – Acho que conseguiu, não deve se culpar, foi forte, valente.
−Agora a ideia me parece uma tolice! Ela confessa – As ruas, acho que não são para mim, e se ele tiver que gostar de mim tem de ser como sou.
−As ruas não são para nenhum de nós Beth, mas concordo que não precisa mudar para agradar ninguém, apenas para você, nada mais.
−Já sabia não é? Ela me pergunta corada.
−Desconfiava, mas tem certeza, pode ser só uma carência.
−Não sei, pode ser, de qualquer modo ele nunca me veria como nada além de uma menina!
−Beth pare de pensar sempre o pior, de desistir sempre! Ralho com ela – Olhe até onde fomos, o que já vencemos, se o quer lute por ele, se não, erga a cabeça e continue!
−Como soube que era o Daryl?
−Eu o achei tão perfeito quando arrombou aquela porta, mas estava meio alucinada, depois acordei na caminhonete, olhei para ele e sabia que não poderia ficar longe!
−Assim, do nada?
−Foi! Eu rio – Amor à primeira vista, nunca mais ficamos longe, dormi em seus braços desde o primeiro dia, sentimos necessidade um do outro, acho que não tem nada a ver com essa vida, acho que o amo desde antes dela.
−Ele ficou... Nossa Katie senti tanta pena, ele ficou maluco desesperado, abraçado a você, é tão estranho, ele parece que é duas pessoas, tão fechado e distante de todos, tão dependente de você, e você dele.
−É bom. Se sente assim? Eu pergunto.
−Não Katie, mas ninguém se sente! Ela ri de mim – Me sinto meio fora do lugar, meio boba perto dele, com vontade de ficar e de fugir, sem encontrar o que dizer, nunca fiquei assim também.
−Gosta de se sentir assim? Eu pergunto.
−Gosto! Ela confessa.
−Nesse caso aproveite! Eu a abraço – Se tudo der errado nos abraçamos e choramos juntas, como de costume! Rimos longamente, as duas mais relaxadas – Beth preciso que me faça um favor! Eu peço e minha expressão muda por que agora o assunto era sério – Pode chamar a Michonne aqui antes que o Daryl volte?
−Claro! Ela se levanta – Agora mesmo!
Michonne entra sorrindo, ela quase nunca sorria e eu gosto de vê-la assim.
−Eu disse para ele que era esperta e sortuda! Ela se senta no beliche.
−Sabe que ele vai voltar lá, não é? Pergunto tensa.
−Sei! Ela diz – Se vai me pedir para acompanhá-lo saiba que estou pronta desde que você abriu os olhos.
−Obrigada! Eu digo realmente agradecida, Michonne era forte e ficava tranquila sabendo que ela estaria com ele, nunca o impediria de voltar lá, ele só estava esperando eu me sentir melhor, eu não queria, mas sabia que ele iria de qualquer maneira – Eu sei que não posso impedi-lo de voltar lá, mas... – Recomeço a seção lágrimas, ela fica sem graça, meio versão feminina Daryl Dixon, tento me controlar – Desculpe o descontrole, apenas obrigada! Ela assente e deixa minha cela.
Daryl entra uns minutos depois, se deita do meu lado e eu me recosto em seu peito, suspiro e fecho os olhos enquanto ele fazia um carinho leve em minhas costas.
−Vai tomar cuidado quando voltar lá não é? Eu peço assustada, ele se afasta um pouco e me olha.
−Como sabe? Me pergunta.
−Somos um só, eu sei que vai voltar lá! Digo secando uma lágrima teimosa – Que se te pedir, talvez não vá, mas que se fizer isso vai passar o resto da vida se culpando, remoendo o fato de não ter feito isso e que um dia isso pode de algum jeito afetar nosso amor.
−Mulheres! Ele ri – Ou Katie apenas! Me beija os cabelos – Preciso pequena, sinto preocupá-la, mas sim eu vou voltar lá, por mim, por nós, pela nossa família.
−Michonne vai com você! Eu aviso.
−Pediu a ela? Ele me pergunta preocupado.
−Não foi preciso, ela me disse que estava pronta para te acompanhar desde que eu acordei.
−Mas teria pedido? Ele pergunta e faço que sim, ele sorri – Por que ela?
−Por que é uma boa babá! Eu rio e ele me olha torto, não estava bravo de verdade – Amo você, sei que não vai esperar que eu esteja pronta, então leve ela, por favor! Seco outra lágrima, ele me aperta em seus braços.
−Vou ficar bem e voltar, mas preciso ir, por todos nós, se nos encontrarem...
−Então escute – Eu estava pensando sobre tudo, precisava ajuda-lo mesmo não estando presente – O cara é um lunático tipo o governador, são em doze homens, ele me disse e acreditei por que ele não tinha nenhuma intenção de nos deixar vivas por isso não mentiu, ele vai tentar destruir qualquer grupo de sobreviventes, disse que vai construir seu império ali.
−Mais um motivo para ir! Ele me alerta.
−Eu sei! Eu o olho – Daryl acho que eles estão muito armados, ficam no segundo andar do prédio e fiquei pensando sobre isso, a cidade estava mesmo limpa de zumbis, mas não acha estranho não ter sangue ou os corpos dos zumbis?
−O que quer dizer? Ele me pergunta.
−Acho que eles não matam os zumbis, ao menos não todos, acho que é como o celeiro do Hershel, que eles estão guardando a maioria para o caso de um ataque externo maior, como nós fizemos por exemplo.
−Entendo! Ele fica pensativo – Mas acha que os guardariam se é que podemos chamar assim, em baixo, no primeiro andar?
−Não sei, quando chegamos eu não vi muito, fomos arrastadas para cima e trancadas, sei que tem apenas uma entrada pela frente, os fundos é de costas com outro prédio na rua de traz.
−Como fugiram? Ele me pergunta eu me recosto a ele, não gostava de me lembrar, mas precisava avisá-lo de todas as possibilidades.
−Andamos pelo parapeito e seguimos para lateral, eu sabia que teriam seguranças na frente, descemos pelo canto na rua do lado, do primeiro para a calçada saltamos, mas notei que em baixo deve ser diferente, acho que o térreo pode ser só um grande salão depois da entrada, por que a estrutura das janelas é diferente.
−Reparou em tudo isso? Ele me abraça incrédulo.
−Estava atenta, procurando uma saída e com medo de sermos vistas, sim reparei em tudo.
−Vou conversar com Michonne e arrumar um plano! Ele me promete.
−Amor eu já tenho um! Eu digo com voz doce, se ele seguisse meu plano talvez não tivesse que lutar, atirar.
−Podia apostar minha vida nisso! Ele ri e eu o olho séria – Vamos estou esperando, conte me.
−Vão à noite, é mais seguro, a maioria deve estar no prédio, se tiver mesmo zumbis escondidos lá, é só abrir a porteira e trancar todos lá dentro! Eu conto e ele me olha espantado – Eles fazem tudo, você e Michonne podem ser silenciosos, e com a espada e a besta nem vão chamar atenção, nada de tiros.
−Acha que são só homens, nada de mulheres e crianças? Ele me pergunta.
−Disso eu não tenho dúvidas, o homem é maluco, não está nessa para formar uma família, só quer... acho que não sei o que alguém assim pode querer, mas eu sei que são só homens, soldados eu diria.
−E se não tiver zumbis, ou se eles os guardam em outro lugar?
−Nesse caso eu quero que desista, Daryl são doze homens armados no território deles, você e Michonne não dão conta, vamos pensar em outra coisa, apenas volte para mim.
Eu peço assustada e ele não promete, aquilo me atormenta, por que eu sabia que ele não voltaria sem fazer o que achava que devia fazer, o sangue Dixon vivo em suas veias.
−Depois falamos mais sobre isso! Ele pede – Precisa descansar! Eu realmente estava tensa, minha cabeça volta a doer, e fecho meus olhos.
−Vai estar aqui quando eu acordar? Pergunto com medo de ele partir e me deixar dormindo, me agarro a ele.
−Vou estar aqui, olhando para você apenas durma um pouco.
Fecho os olhos e tento relaxar, quanto antes estivesse de pé melhor, se estivesse bem iria com ele.
Tenho um sono confuso, cheio de pesadelos, acordo angustiada e lá estava ele me olhando dormir, as crianças a minha volta conversando baixinho, eu me encolho em seus braços a coragem tinha me abandonado por completo, me sinto pequena e inútil, ele me abraça carinhoso fico silenciosa por que se falasse choraria e não queria chorar, ele não esperaria muito, eu sabia, e isso me machucava.
−Sono difícil! Ele diz eu afirmo com a cabeça – Vamos ficar bem!
Não havia muito naquelas palavras, nenhuma promessa, apenas um consolo, não quero ser consolada, quero uma garantia, mas nem ele nem ninguém estava em posição de me garantir nada, nem mesmo uma nova manhã.
−Mamãe está doendo alguma coisa? Megan se aproxima percebendo minha súbita fraqueza, queria dizer que sim que meu coração doía de medo e dúvida, mas apenas a abraço, eu sabia que estava preocupando Daryl e o deixando com medo por mim, mas não conseguia evitar – Estamos aqui mamãe, está tudo bem! Ela me consola e eu escondo minhas lágrimas.
−Que bom que estão, eu sei que está tudo bem! Nick se junta nós, e também me abraça.
−Já vai sarar mamãe, eu sei, minha mão sarou! Ele diz e eu o aperto, Nick nunca falava da mão, o tempo todo fingia que nada tinha acontecido, sinto que era um grande esforço dizer aquilo para me consolar e só o que consigo é me sentir culpada e fraca.
Ficamos todos ali por horas, até a noite começar a cair lentamente, tenho medo que ele me deixe que escolha justo essa noite para ir, não consigo me acalmar.
−Não vou a lugar nenhum hoje! Ele me diz quando se dá conta de que eu não estava pronta – Ainda não posso deixar você aqui, então fique bem! Ele me olha e depois para as crianças, entendo sua mensagem eu os estava assustando e respiro fundo ao menos hoje ele estaria aqui, e o dia de amanhã não nos pertencia, eu o beijo e tento sorrir.
−Quem quer jantar? Convido.
−Lá em baixo? Megan pergunta.
−Tem algum compromisso? Daryl pergunta interessado, ela fica muda, baixa os olhos, envergonhada e me dou conta que sim, ela tinha um compromisso.
−Não papai, só falei para o Carl esperar a gente para jantar! Ela diz e em seguida conhecendo o caminho de, papai faz tudo que quero, ela segue para seu colo e acho que faria isso para sempre – Podemos? Ela pede depois de um abraço e um carinho no rosto contrariado de Daryl, sua expressão simplesmente suaviza.
−Podemos ratinha! Ele responde escondendo um sorriso, eu era obrigada a concordar ele era o melhor pai do mundo e o pior, e sim eles só faziam o que queriam quando as escolhas dependiam dele.
Ela lhe dá um beijo estralado e se levanta sorrindo.
−Meu pai é lindo e minha mãe também! Ela diz com gestos largos.
−Você quer tudo para você, são meus também! Nick resmunga e corre para Daryl que me olha assustado, depois de tudo era natural que estivessem um pouco carentes, e ele meio bobo com todas aquelas demonstrações de afeto.
−Por isso precisa voltar! Eu digo e ele me olha sério, me beija e depois aperta Nick nos braços.
−Vamos jantar, eu levo a mamãe! Ele fica de pé e me pega no colo.
Quando descemos estavam todos, pelo menos todos que chamávamos de família no refeitório, Carl estava sozinho numa mesa, sem o chapéu de xerife e penteado, eu prendo o riso diante do espanto de Daryl.
−Se isso for um encontro eles estão em apuros! Ele sussurra no meu ouvido.
−É só um jantar em família! Eu tento acalmá-lo, ele me coloca sentada ao lado de Carl, e se senta do outro lado, olha para ele com uma sobrancelha erguida como quem diz, e agora como se sai dessa? Carl olha para mim depois para ele, balança a cabeça em negação e Megan resolve tudo se sentando diante dele onde podiam ficar de frente um para o outro. Nick corria em volta da mesa, alheio aquela pequena confusão.
−Está melhor Katie? Carl me pergunta.
−Muito! Eu respondo tentando ser simpática.
−Guardei sua arma, a besta!
−Obrigada, quando melhorar voltamos a caçar juntos, não é Daryl? Eu digo e ele me sorri.
−Claro que sim! Ele responde irônico.
−OI! Maggie e Glenn se aproximam sentando conosco, e depois de tudo temos um jantar em família, com os possíveis planos de Carl e Megan sendo destruídos pela família mais inconveniente que o apocalipse podia produzir.
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