Fim Dos Tempos
16 Capítulo 16 - Novos membros
Notas iniciais
A terceira temporada chegou ao fim, mas acho que quero continuar, algo como a minha visão sobre o que pode acontecer nesse hiato entre a terceira e a quarta temporada o que acham?
Pov – Katie
Os tiros e estrondos eram muitos, aquilo me assusta profundamente, o Governador tinha vindo com tudo que tinha, mas algo me dizia que seus homens não eram nem de longe preparados como nós, ele tinha perdido muitos nos dois ataques, tínhamos derrubado alguns em Woodybury e Merle outros antes de morrer.
Eu tinha minha arma em mãos, e as facas prontas, a Besta de Daryl estava pronta também. O barulho cessa e nos olhamos, era agora ou nunca, eles entrariam ou ficariam lá fora a nossa espera.
Alguns minutos passam e ouvimos vozes, minutos depois o alarme soa e as luzes começam a falhar, as vozes ficam mais urgentes e próximas depois se transformam em gritos de terror, os zumbis estavam atacando e saímos do nosso esconderijo, em direção ao som, se os zumbis não fossem suficientes precisaríamos ajudar.
Vejo uma confusão de homens e mortos lutando assim que viramos um corredor eles estavam atirando e com isso chamando mais, Daryl solta uma bomba de fumaça e entramos em outra cela, a fumaça os cegaria e assim a luta daria vantagem para os zumbis.
Outra bomba explode vinda do outro lado e sabíamos que era Michonne, fazendo sua parte, pegamos um corredor que nos levaria para fora sem passar por zumbis como tínhamos combinado, eles fugiriam e precisaríamos estar estrategicamente do lado de fora para pegar os que saíssem, corremos pelo escuro, seguindo as marcas feitas na parede, chegamos ao lado de fora e nos escondemos, os primeiros homens saem, apavorados e começamos a atirar, alguns caem outros correm para os carros que eu podia ver estavam próximos ao portão mais uma vez arrebentado.
Atiramos de todos os lados, eu e Daryl, Maggie e Glenn, Rick com Carol, Michonne ficaria lá em baixo, por que para ela não tinha uma saída segura se não pelo mesmo caminho que os intrusos e ela deveria esperar e passar depois fechando tudo e trancando os zumbis lá em baixo para que eles não tomassem mais uma vez toda a prisão.
−Saiam daqui! Ouço a voz de Glenn – Deixem nossa casa!
Alguém empurra o governador para dentro de um carro e eles partem em disparada, fugindo de nossa casa como os ratos que eram, meu coração pulava de alegria e alivio, agora só o que precisávamos era ter certeza que todos estavam bem.
Assim que os carros somem na estrada nos reagrupamos, felizes eu e Maggie nos abraçamos, tínhamos mandado os inimigos para longe, e isso era a primeira vitória, embora soubéssemos que a guerra não havia acabado, Michonne chega e mesmo sem conhece-la bem fico feliz por ela ter conseguido, eu sempre tinha uma ótima impressão sobre ela.
−Vamos ver os outros! Rick diz entrando num carro com Maggie, eu Glenn e Daryl ficamos para arrumar o portão e impedir os zumbis de entrarem, a adrenalina era tanta e o medo de algo ter dado errado lá fora nos impedia de parar.
Fechamos o portão da melhor maneira que foi possível e limpamos o lugar, com Michonne por perto ficava mais fácil, aquela espada dela era um luxo, eu penso quando a vejo derrubar dois zumbis num único movimento, Carol estava sentada tremula e nos olhando, chego a sentir um pouco de pena, poderia seguir até ela e tentar acalmá-la mas sabia que não seria bem recebida.
Não demora muito para os dois carros chegarem e então assim que vejo todos descendo, sãos e salvos, me sinto pronta para correr para os braços de Daryl, ele me aperta forte, eu o beijo colando meu corpo ao dele, quase aliviada, não fosse o fato de saber que nem tudo estava ganho.
−Vamos para lá, ele não vai desistir e pode se reagrupar! Daryl diz e eu concordo.
−Melhor não dar tempo de se prepararem eles não nos esperam! Michonne lembra.
−Vamos! Rick afinal concorda.
Juntamos nossas armas eu evito o olhar de Daryl com medo de ele me pedir para ficar, nem tinha usado minhas facas e não penso muito nos homens que derrubei, prefiro me lembrar dos nossos que felizmente estavam de pé.
−Vamos ficar! Glenn nos comunica – Não sabemos para onde ele foi e ele pode voltar, alguém tem que estar aqui, para lutar.
−Só nós quatro! Daryl diz – Por mim tudo bem! Ele diz puxando minha mão para moto – Vem pequena, sei que não vai ficar nem se eu implorar! Ele me diz puxando minha mão.
Vejo Rick caminhar até Carl e os observo com medo, nunca tinha visto o pequeno tão revoltado, Hershel já havia contado que ele derrubara um menino que estava se rendendo e eu ainda precisava decidir se ele estava certo ou errado sobre isso, por que assim como ele eu tinha muito medo do que sobreviventes podiam fazer, mas ao mesmo tempo eu tinha medo do que poderíamos nos tornar se simplesmente decidíssemos que nossa vida valia mais que a dos outro em qualquer situação.
Aquela era uma questão filosófica que eu deixaria para algum momento de paz se algum dia tivéssemos um, abraço Daryl e ele aspira meu perfume.
−Amo tanto você minha pequena, por favor, não faça tolices lá e fique perto! Ele me diz.
−Como se eu fosse capaz de ficar longe! Brinco e o beijo de leve, então vemos um Rick preocupado caminhar para o carro, aceno para Beth subindo na moto eles fecham o portão e partimos.
Adorava a liberdade de estar com Daryl naquela moto, mesmo quando caminhávamos para uma guerra eu ainda sentia como se estivéssemos apenas seguindo a estrada sem destino, livres e despreocupados, acho que com ele era do mesmo jeito, a estrada estava vazia e silenciosa, eu sabia que ele estava atento a alguma emboscada por que se o governador fosse esperto nos esperaria na estrada, mas acho que ele não era, sua vingança o deixava cego para tudo e isso era uma vantagem que ele nem desconfiava que nos dava.
Daryl diminui quando avista os carros que acabavam de sair da prisão parados na estrada e os corpos e zumbis se misturando naquela cena grotesca que de alguma maneira conhecíamos e nos acostumávamos cada vez mais.
Paramos apreensivos e confusos, armados e preparados, atiro minhas facas em dois zumbis que se alimentavam antes mesmo de eles nos notarem, Michonne pega mais dois que se levantam e Daryl derruba mais um, então ficamos olhando aquela cena tentando buscar uma resposta para o que tinha acontecido, seria possível eles terem sido atacados na estrada?
Um barulho na janela de um carro quase consegue o que nenhum zumbi ainda tinha conseguido, me matar, eu me viro num susto desses que a gente tem quando assistimos um filme de terror, me viro com uma das facas na mão e Daryl abre a porta do carro todos apontando nossas armas, uma mulher desse de mãos para o alto rendida e assustada.
−O que aconteceu aqui? Rick não baixa a arma, fico com pena da mulher, já tive aquelas mesmas armas apontadas para mim, mas estava esgotada demais para sentir medo.
−O governador ficou louco quando ninguém quis voltar para continuar o ataque, ele atirou em todos, matou todo mundo! Ela estava tremendo apavorada, olhamos em volta chocados com o que vimos.
−Ele voltou para Woodybury? Daryl pergunta.
−Eu não sei, pelo que vejo só ficaram dois homens com ele deve ter se escondido, fugido, nem mesmo se deu ao trabalho de recolher as armas que carregávamos.
−E Andrea, veio com vocês, ficou em Woodybury? Rick finalmente baixa a arma.
−Ela deixou Woodybury e foi ao encontro de vocês, muito antes de virmos.
Nos olhamos sabendo que ela só podia ter sido capturada pelo governador e que podia muito bem estar no mesmo lugar onde Maggie, Glenn e Daryl já haviam estado.
Recolhemos as armas que estavam em volta dos mortos, não deixaríamos ali para serem usadas contra nós em algum momento.
−Vamos logo, talvez ainda de tempo de salvá-la! Rick diz e leva a mulher com ele no carro, eu e Daryl voltamos para a moto.
Repetimos o caminho que já havíamos feito e paramos dessa vez muito mais perto, descemos e nos reunimos.
−Ficaram muitos homens? Daryl pergunta deixando claro pelo tom que era melhor ela dizer a verdade.
−Tyresse e a irmã Sasha, eles se recusaram a lutar e ficaram cuidando de tudo, o resto são apenas indefesos, velhos, crianças, ninguém que realmente ofereça risco.
−Eu falei deles para vocês! Rick nos olha — As pessoas que se abrigaram na prisão enquanto estávamos aqui em busca de Maggie e Glenn.
Nós dois nos olhamos, no tempo em que ficamos na floresta com Merle, assentimos e então decidimos que se fosse preciso eles cairiam, Andrea era uma amiga querida do grupo, ainda que tivesse passado algum tempo do lado errado o governador era o tipo que ludibriava as pessoas com muita facilidade.
−Vamos! Daryl pega minha mão e seguimos os quatro e a mulher em silencio até próximo ao portão, eles nos percebem e começam a atirar e essa era a diferença entre nós e os homens de Woodybury, nós nunca errávamos.
Nos abaixamos atrás de um carro e ficamos em silencio até que a mulher se anuncia e eles param de atirar, Rick também se rende e vejo a raiva nos olhos de Daryl e Michonne, eles eram péssimos no quesito diplomacia e quase sinto vontade de rir. Daryl me coloca atrás dele e eu aceito, por que sabia que de outra forma ele nunca baixaria a arma
−Por que está com eles? Tyresse pergunta.
−O governador ficou louco, atirou em todo mundo, eles me salvaram.
Depois de um minuto o portão se abre e os dois irmãos saem, eram duas figuras agradáveis, negros e fortes, sinto um olhar honesto, eles nos olhavam desconfiados.
−É o governador matou todo mundo! Ele diz meio que simplesmente concordando que aquilo era muito possível.
−Achamos que nossa amiga Andrea está aqui, ela fugiu para nos encontrar mas nunca chegou lá, ele deve ter prendido ela aqui.
−Ele fazia isso? Eles perguntam confusos.
−Isso e muito mais! Daryl diz agora mais relaxado e saindo da minha frente, os irmãos nos dão passagem e entramos sem baixar a guarda.
Era muito estranho entrar naquele lugar, eu não podia me esquecer do medo que um dia senti caminhando por aquelas ruas e olho a arena de longe com o coração apertado, sabia que o lugar também trazia lembranças vivas de Merle para Daryl e eu me aproximo mais dele que me olha sem soltar a besta seguimos direto para onde sabíamos que ele mantinha seus reféns e suas torturas, era estranho que soubéssemos mais daquele lugar que seus moradores.
A porta estava fechada e uma possa de sangue jorrava pelo fresta no chão, sinto medo e tristeza pelo que sentiriam os amigos de Andrea se ela estivesse morta.
−Vai abrir ou não? Michonne pergunta impaciente ante a demora de Rick e eu a entendo, eram amigas tinham se protegido durante todo inverno.
Rick abre e a primeira coisa que vemos é um corpo no chão, um zumbi pelo tipo de ferimento na cabeça, e os pés de Andrea, entramos todos e Rick e Michonne se abaixam diante dela, eu me recosto em Daryl assim que ela mostra a mordida, meu coração dói e ele passa a mão por meu ombro, me acolhendo como sempre fazia.
−Como eles estão? Ela pergunta com a voz fraca – Carl, Judith.
−Nós, nosso grupo! Rick diz deixando claro que ela era parte dele – Estamos todos bem! Ela sorri, eu me recosto em Daryl sem conseguir impedir minhas lágrimas.
−Que bom que os encontrou! Ela diz a michonne que concorda chorando como eu nunca achei que a veria chorar – Não dá mais para viver nesse mundo sozinho! Ela deixava suas lagrimas rolarem.
−Eu nunca pude! Daryl admite me apertando em seus braços, e eu sabia que mesmo não se sentindo aceito no grupo por muito tempo ele nunca pode se afastar, me recosto em seu peito e ela faz o pedido mais corajoso que já vi alguém fazer.
−Posso fazer eu mesma? Ela pede a Rick, Michonne protesta, mas ela ignora, acho que de algum jeito era o certo – Agora, antes que não possa mais! Era dolorido assistir aquilo, fico tão assustada de um dia me ver ali diante do meu amor morrendo aos poucos – Eu sei como funciona a trava! Ela diz e eu entendo que aquilo era algo entre ela e Rick por que mesmo chorando ele entrega a arma a ela que nos olha com um misto de tristeza e resignação.
−Não vou a lugar nenhum! Michonne diz e eu me sinto frágil, era tão difícil não se colocar sempre naquela situação, aquilo era tão possível e real, dolorido, Daryl me puxa para fora e Rick nos segue fechando a porta e deixando as duas juntas naquele momento.
Escondo meu rosto no peito de Daryl, queria tanto estar na torre, em seus braços com ele me dizendo que me amava, naquela noite eu tive tantas esperanças, ele me aperta e então o tiro ecoa e sabíamos que mais um membro do grupo tinha caído, não, não podíamos ter tudo como um dia eu achei, aquele pensamento me deprime por que sempre sabíamos que um de nós estava perto do fim.
Daryl me aperta no peito forte o suficiente para de algum jeito me dar esperança, esperamos Michonne sair para decidir o que fazer, agora ela era por direito um membro do grupo e de novo éramos uma democracia.
Assim que ela sai nos afastamos em silencio, ninguém tinha nada a dizer, nenhuma frase de consolo, nada mudava as coisas que os que sobreviveram ao fim do mundo tinham de viver, e isso só me dava a real dimensão do valor de Daryl na minha vida.
−Ele não está aqui e o melhor é voltarmos para casa, acho que ele não pode mais nos oferecer risco, está fraco e desarmado! Rick diz e concordamos com ele.
−Vamos, temos muito trabalho nos esperando! Daryl diz me abraçando e estávamos realmente felizes por simplesmente poder voltar, mesmo com toda dor que vivemos, olhamos para Michonne.
−Sabe que é dos nossos não é? Eu pergunto e ela olha para Daryl, acho que de algum modo ela tinha medo que depois de hoje da morte de Merle, de ela ter voltado sozinha enquanto ele seguira para atacar o governador algo pudesse ter ficado entre eles.
−Você não tem culpa! Daryl responde todas as perguntas mudas dela.
Michonne era silenciosa e apenas balança a cabeça concordando.
−Vamos! Rick diz quando estávamos parados inacreditavelmente no meio da rua principal ou a única eu não sabia bem, de Woodybury – Eles devem estar preocupados, já é noite.
−E nós? Tyresse pergunta chamando nossa atenção para a presença deles pela primeira vez desde que vimos Andrea – E as pessoas indefesas que ficaram aqui, crianças que agora não tem mais pais, eu e minha irmão não podemos defende-los sozinhos, nunca poderemos manter esse lugar.
Nós nos olhamos pela primeira vez sem saber o que fazer, éramos sempre um grupo tão fechado, nos acostumamos tanto a sermos nós apenas, poucos, mais confiáveis, era tão difícil para alguém ganhar um lugar e de repente nos pediam para aceitar tantos.
−Não podem nos deixar aqui, não podem deixar crianças para trás! Sasha diz nos despertando.
−Onde estão essa pessoas? Daryl pergunta sinalizando que havia uma chance, fico feliz, não seria algo fácil para mim dar as costas para crianças.
Seguimos com eles até o grupo que estava reunido num cômodo em uma das casas.
Haviam algumas crianças, de vários tamanhos, dois ou três idosos, e jovens também que eu não sabia por que não tinham sido levados para a batalha.
Nos reunimos em um canto, eu, Daryl, Rick e Michonne, para exercer mais uma vez a tal da democracia.
−E então? Rick pergunta.
−Acho que não temos escolha! Eu me pronuncio logo para tentar convencê-los – Não podemos deixar crianças para trás e depois seria o mesmo que matá-los.
−Katie tem razão! Daryl continua – Lá é mais seguro, e depois vamos ver o que acontece.
−Michonne? Rick pergunta ela nos olha e olha para o grupo reunido Tyresse e Sasha pareciam estar explicando para eles o que estava acontecendo.
−Vamos leva-los, e confiar que Sasha e Tyresse sejam fortes o suficiente para o que um grupo grande como esse vai precisar para se manter.
−Eu concordo! Rick diz e chama os irmãos – Se quiserem seguir conosco são bem vindos.
−Obrigado Rick, obrigado a todos! Eu e Daryl nos olhamos e ele passa o braço sobre meu ombro – Vamos levar tudo que temos de comida remédios, e armas.
O grupo deles começa a se reunir e seguimos para o lado de fora, um ônibus escolar e nossos carros seriam suficientes para levar tudo, Daryl e Rick vão buscar o carro e a moto e fico com Michonne, depois de alguns minutos eu pergunto.
−Ele vai voltar não é? Ela me olha – O governador, ele não vai nos esquecer, sinto que ele só está se preparando, armando.
−Acho que sim, e espero por ele, mas se ele não voltar eu o encontro, cedo ou tarde eu o encontro! Ela me diz e eu sinto um arrepio pelo corpo com medo do que viria pela frente.
Daryl volta e eu corro para seus braços ele me aperta e me olha sabendo que eu não estava bem.
−O que foi minha pequena! Ele me pergunta.
−Nunca passa esse medo que tenho de te perder! Eu confesso – Prometa que nunca vai baixar a guarda que sempre vai estar pronto?
−Sempre, por mim e por você, agora vamos ajudar esse monte de criancinhas ou nunca vamos chegar em casa, e quero desesperadamente estar em nossa cela, quarto ou como queira chamar aquele pequeno pedaço de paraíso.
−Paraíso é um bom nome! Eu digo quando caminhamos para ajudar a recolher coisas era uma confusão gigante crianças sem rumo sem família e sem saber o que levar, com medo e perdidas, então começamos a cuidar delas, seguir com elas até suas casas pegar roupas, remédios e mantimentos e depois coloca-las no ônibus, quando por fim conseguimos deixar Woodybery já amanhecia e eu nem podia imaginar como todos estavam na prisão, teria morrido se não tivesse seguido com Daryl, ficamos assistindo o sol nascer enquanto ele dirigia a moto e eu me recostava em suas costas aproveitando aquele pequeno minuto de paz.
No meio do caminho encontramos dois carros batidos fechando a estrada e zumbis, pelo menos dez, eles se alimentavam, um estava preso ao carro capotado, e outro tentava sair pela janela, paramos. Apenas eu Daryl e Michonne nos aproximamos, uso minhas facas e derrubo todos que consigo, depois Daryl usa a besta, pegando mais alguns, os outros caminham para nós, Michonne enfia sua espada no que estava no chão preso ao carro e no outro que estava tentando sair pela janela, eu soltava o freio de mão do carro que ainda estava com as quatro rodas no chão enquanto Daryl derruba outros com seu facão.
Nos reunimos e empurramos o carro tirando ele da estrada, por vicio verificamos os carros buscando coisas úteis, depois seguimos para nos colocar de novo na estrada, olho para o ônibus e noto todos nos observando pelos vidros, pareciam perplexos.
Assim que avisto a prisão meu coração dispara de emoção, os portões são abertos e entramos assistindo ao rosto espantado de todos, Hershel, Maggie, Glenn, Carol e o sorriso doce de Beth que eu sabia seria a primeira a oferecer ajuda aos novos membros, Carl fica afastado, com cara de poucos amigos, algumas daquelas crianças tinham a sua idade e eram apenas crianças enquanto ele, já era um homem, e um homem valoroso e valente, mas que no momento se comportava como uma criança um tanto assustada e perdida, talvez conviver com crianças o ajudasse, se ele desse a elas uma chance o que eu duvidava.
−O que é isso? Carl pergunta impaciente quando as pessoas desciam assustadas.
−Eles vão se juntar a nós! Rick responde e ele se afasta, esperamos que todos entrem e depois entramos sob o olhar incrédulo de todos.
O trabalho nem mesmo tinha começado, crianças e idosos para acomodar e tudo o que tinham trazido com eles, mas eu estava tão feliz por estarmos todos juntos que nem me importava.
−Vamos! Daryl me puxa pela mão e subimos para nossa cela, nosso pequeno pedaço de paraíso – Que tal um banho? Ele me pergunta, tínhamos os vestiários e eu o olho feliz pela ideia, a água àquela hora da manhã estaria congelante, mas eu não me importava, pegamos roupas na mochila que provavelmente Beth tinha colocado de novo em nossa cela e seguimos discretamente, felizmente os vestiários tinham portas que podíamos fechar e ficar um pouco a sós.
−Estamos em casa! Eu o olho sorrindo quando nos vemos diante um do outro fechados no vestiário.
−Felizmente! Ele me diz, eu não conseguia tirar os olhos dele enquanto nos despíamos sem qualquer constrangimento, Daryl caminha para o chuveiro e o abre com aquele olhar cheio de desejo que me deixava sempre com as pernas bambas e o coração aos saltos.
Vou a seu encontro e assim que a água gelada me encontra fico arrepiada, mas somente até sua boca cobrir a minha então mais uma vez eu queimava e adorava isso.
Primeiro tomamos banho, brincando com a água e com o frio, lavo meus cabelos sob o olhar intenso dele então ele me puxa para seus braços e me beija longamente, me aperto a ele sentindo sua ereção e ele me ergue nos braços me encostando no azulejo, nem me dou conta se estava gelado ou não, eu o queria e sem aviso ele me penetra fecho os olhos aproveitando aquela sensação de prazer que só seu corpo podia me oferecer, nos movíamos juntos lentamente, desejando prolongar o máximo aquele momento que nem mesmo achávamos que teríamos.
−Como eu quis isso! Ele me diz e eu o aperto a mim, ele beija meus seios, suga-os, me alucinando, me tirando da terra, gemo em seus braços, e enterro minhas mãos em seus cabelos.
−Daryl! Eu pronuncio seu nome como se fosse a única palavra que conhecia e ele geme, aquilo era perfeito, quando tudo fica urgente demais nos entregamos, saímos do nosso corpo como sempre acontecia e viajamos para o paraíso, depois ele afunda o rosto entre meus seios eu tinha minhas mãos em seus cabelos e ficamos imóveis por um tempo, aproveitando nosso momento, depois ele me coloca no chão com gentileza, minhas pernas estavam fracas e me apoio nele fazendo-o rir.
−Você me deixa fraca, com as pernas bambas! Eu brinco e ele me beija, saímos da água e ele pega a toalha e começa a me secar, acho aquilo sexy e minha respiração volta a acelerar, meu sangue a pulsar frenético.
−Tão perfeita! Ele me diz me tomando mais uma vez em seus braços, ainda não estávamos satisfeitos, queríamos mais e quando me dou conta estávamos no chão, nos perdendo um no outro, mais uma vez.
−Vai ser uma loucura de agora em diante! Ele me diz pouco depois.
−Vamos dar um jeito, sempre damos! Eu o abraço – Mas meu amor, não podemos ficar aqui para sempre, eles devem ter notado que sumimos.
−Todo mundo sabe o que estamos fazendo! Ele diz e eu coro ante a ideia, ele me beija e me põe de pé – Vamos, vai acabar doente!
Nos vestimos e depois de um beijo longo ele me puxa para longe dali antes que fosse tarde demais.
Estávamos no nosso refeitório e eu olho para todas aquelas pessoas sem saber se daríamos conta de cuidar de todos, se eram confiáveis ou mesmo preparados para a dureza que seria viver ali.
Me sento na escada junto com Daryl que parecia ter o olhar perdido, sigo seu olhar e vejo duas crianças abraçadas, um menino e uma menina, pela aparência pareciam ser irmãos, choravam se consolando, a menina devia ter no máximo doze, ou treze, o menino era menor, oito ou nove, sinto pena, como consolar duas crianças perdidas?
−É injusto! Ele diz me olhando – Nada disso precisava ter acontecido.
−Agora já aconteceu e vamos resolver, e faremos isso juntos!
−Já disse que te amo? Ele me pergunta.
−Vagamente! Eu brinco e ele me aperta o nariz – Vamos ver a bravinha, estou com uma saudade dela.
Deixamos mais uma vez a confusão de lado, Hershel, Beth, e Carol podiam dar um jeito em tudo. Nosso trabalho era lá fora enfrentando as ruas.
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