Fim Dos Tempos

85 Capítulo 85 - Voltando para casa


Notas iniciais
Oi gente! Queria ter postado mais cedo, mas só agora foi possível,espero que gostem, sobre as duas irmãs resolvemos no próximo capitulo prometo.
Mia Reedus, sua campanha Jimmydevoltaparacela deu certo!kkk

POV – Daryl

−Fica perto de mim! Eu digo a minha pequena enquanto subíamos as escadas rumo ao segundo andar, o primeiro estava limpo, matamos um zumbi, alguns se transformavam assustadoramente rápido, recolhemos uma boa quantidade de armas e munição, o suficiente para repor tudo que gastamos e se a teoria de Katie estivesse certa não seria nossa última batalha, era bom que estivéssemos prontos para quando a hora chegasse e se um dia ela chegasse.

−Não sei, estou achando isso muito sinistro! Maggie diz quando chegamos ao corredor do segundo andar, a cada sala que abríamos meu coração disparava, é horrível fazer isso com Maggie e Katie, sinto o tempo todo que algo pode acontecer com uma das duas e não suportaria.

Estávamos para abrir a última porta quando algo dentro da sala cai nos deixando atentos, faço sinal para ficarem em silêncio, me posiciono na frente e chuto a porta com força, ela abre com um estrondo, uma metralhadora dispara e conseguimos nos esconder no corredor.

−É melhor se entregar! Eu grito – Sua munição vai acabar muito antes da nossa! Podíamos ficar ali por horas e eu tinha pressa de voltar principalmente depois do barulho infernal que fizemos, devia ter zumbis vindo de todos os lados da cidade.

−Não vou a lugar nenhum! Um homem grita de dentro da sala – Não vão me pegar com vida.

−Podemos te deixar ir, só precisamos conversar! Era uma grande mentira e ele sabia.

−Sem conversa! Ele grita e ri, depois tosse um pouco.

−Está ferido? Maggie pergunta – Temos um médico no grupo!

−Bob! Ele solta uma longa gargalhada – Aquele bêbado estúpido e traidor?

−Ele pode te ajudar! Mais uma rajada de metralhadora dispara fazendo aquele barulho irritante e esburacando as paredes, o homem estava disposto a tudo, eu não faria diferente se estivesse em seu lugar.

−Eu não quero ser ajudado, isso tudo é uma merda e estou feliz que minha hora chegou! Ele grita – Tenham um bom inverno esse será o último! Depois ouvimos um disparo e o mais completo silêncio.

Ficamos paralisados mais um tempo, faço sinal que vou entrar e me posiciono, entro atirando sem parar, acerto um homem, mas era só um corpo inerte, ele se matou.

−Paul! Katie diz quando nos aproximamos, sua ameaça deixa claro que os planos do governador ainda estavam de pé, mas ele agora era muito provavelmente mais uma vez um homem sozinho com dois ou três soldados.

−Vamos! Katie nos chama depois de recolher o restante de armas que havia em torno dele.

Não encontramos mais nada e voltamos a nos reunir com o grupo, estavam todos nos carros a nossa espera, Jimmy estava apagado no banco do carro e detesto ver seu rosto tão machucado, meus ratinhos vão ficar muito preocupados, mas ao menos estamos levando ele de volta, e fico feliz por isso.

−A senhora Stewart foi morta, ela estava tentando pegar o Jimmy, presa a correntes, a velha é uma boca aberta.

Acabo rindo, só minha pequena mesmo, dessa vez íamos eu, ela, Maggie, Glenn e Jimmy e as duas passam toda viagem de volta tagarelando como de costume, estávamos na metade do caminho quando minha pequena se lembra que eu existo.

−Amor pode me explicar por que no meio de uma guerra estava trocando socos com um cara? Me pergunta com aquele delicado e reconhecido tom de crítica que eu amo e tenho de admitir tenho um pouco de medo.

−Você que acertou ele não é? Eu pergunto já sabendo a resposta – Tinha certeza disso, quem mais arriscaria um tiro no meio de uma luta corporal?

−Eu nunca erraria daquela distância! Ela se defende e acredito.

−Só para constar eu estava ganhando! Aviso.

−Eu vi! Ela me diz – Mas porque estava lutando?

−O cara me desafiou! Mostro toda minha indignação – Disse que não era homem o bastante para vencê-lo numa luta limpa!

As duas riam de mim, minha pequena e Maggie tinham aquele abito, mais ninguém faria algo assim, mas essas duas não tinham o menor respeito pela minha cara de mal.

−O que você faria Glenn? Eu peço ajuda.

−Dava um tiro na cabeça dele! Ele diz e acho que era mesmo isso que faria, Glenn não tinha esse tipo de código masculino que homens como eu aprendemos desde sempre, era um garoto de cidade grande.

−Claro o cara do colete idiota! Eu o provoco feliz por aquele colete ter lhe salvado a vida.

−Não liga Glenn você fica um gato com ele! Maggie brinca e Jimmy se meche no banco de traz geme de dor, ele tinha muito a contar mas precisaria ficar para quando se sentisse melhor.

−Estamos chegando Jimmy! Katie diz tocando seu ombro que parecia o único lugar possível para se tocar sem fazer o garoto se contorcer, olho pelo retrovisor e penso nas palavras de Carol, aquela mulher estúpida e infeliz não sabia nada sobre amizade e respeito, Jimmy era um amigo, mais do que isso, era um irmão mais novo, alguém que respeito e sei que ama minha família.

Adoro ver os muros da prisão se erguerem diante dos meus olhos, entramos com os carros, Carl nos abre o portão, Beth segurava Judith e Hershel carregava Matt, o dia começava a clarear, Megan e Nick estavam ao lado deles, olhando assustados.

Eu desço e sigo para ajudar Jimmy o pobre mal se sustentava de pé, meus filhos correm, eles sempre correm quando chegamos, mas dessa vez somos completamente ignorados, até dói um pouquinho quando correm gritando por Jimmy.

−Que bela recepção! Minha pequena me diz de bico enquanto meus ratinhos abraçavam Jimmy e o pobre gemia de dor, bem feito! Eu acabo rindo, ele não se separa deles.

−Como estão? Ele pergunta – E minha oficina?

−Eu cuidei de tudo, arrumei um pouco, quebrou umas coisinhas mas não tive culpa! Nick se pronuncia enquanto ajudavam ele a andar tornando tudo muito mais longe e difícil.

−Jimmy ele fez a maior bagunça, eu não vou arrumar nada! Megan reclama.

−Vai sim sua preguiçosa! Ele diz com a mão nas costas, depois para um pouco e Mary só então se aproxima, acho que teriam se beijado se fosse possível achar naquele rosto todo arrebentado um lugar em condições, ela o apoia.

−Será que agora eu e o papai merecemos ao menos um beijo? Katie pede com Matt no colo, eles correm para nós, ganhamos beijos rápidos e carinhosos, mas Jimmy era a atração do momento e somos esquecidos.

−Olha bem mini ratinho, acabou essa história de deixar você com o Jimmy! Eu aviso – Daqui a pouco você também vai ficar correndo atrás dele, nada disso! Ele sorri para mim, meu pedacinho de Katie, tomo ele de seus braços e ela faz bico, ganha uma mordida e sabe que é uma promessa.

Hershel atende primeiro Tyresse, ele retira os estilhaços e com muito sacrifício, por que o homem é uma muralha, ajudamos ele a seguir para cama, Sasha cuidaria dele, depois vem Rick, eu o ajudo a chegar até Hershel teria sido mais fácil se Beth tivesse soltado sua mão ao menos um minuto, mas ela estava a seu lado chorando como se fosse um tiro no peito, a bala estava alojada na batata da perna, deve ter sido uma dor infernal retirá-la, mas acho que para poupar Beth ele não dá um grito e depois eu o ajudo a chegar até sua cela, acho uma novidade que eu e minha pequena estejamos inteiros, sempre somos nós os arrebentados quando algo assim acontece, Hershel percebe o mesmo quando ajudo Jimmy a se deitar na nossa pequena enfermaria improvisada.

−Deixei tudo pronto para costurar você e a Katie e olha vocês dois ai, inteirinhos! Ele brinca – Se quiserem posso dar uma examinada, só para ter certeza!

−Não se preocupe, estamos bem! Aviso.

Jimmy tinha duas costelas quebradas no mínimo, como Hershel garantiu, alguns cortes e arranhões e o olho que mal se abria de tão inchado estava possivelmente bem.

−Jimmy precisa descansar e evitar esforço, esse olho está bem ruim, só o que posso fazer é manter limpo e torcer para não ter tido nenhum descolamento de retina, repouso é minha recomendação!

Toda minha família e mais Mary estavam na sala.

−Ele vai se cuidar Hershel, Nick vai ficar de olho para ele não ficar por ai! Katie olha para Nick que sorri muito orgulhoso da tarefa e não posso deixar de sentir pena de Jimmy, agora era a vez dele de ouvir um milhão de vezes as histórias infantis que eu já sabia de cor.

−Vou ficar deitado no meu poleiro, bem quietinho prometo! Jimmy diz.

−Poleiro coisa nenhuma, vai voltar para sua cela e Mary vai cuidar de você lá! Minha pequena determina e Mary sorri muito satisfeita.

−Eu não sei se... Mary eu...

−Cala a boca lesma! Sussurro, mas que garoto burro, Katie estava resolvendo seu maior dilema e o garoto quase estraga tudo, ele fica mudo e trato de ajudá-lo a se levantar.

−Leva ele amor, eu e a Mary vamos desmontando o poleiro e arrumando as coisas dele! Ela sorria muito contente por ter juntado mais um casal, se Maggie e Katie quisessem podiam abrir uma agencia, aproveite o fim do mundo e encontre seu par! As duas eram mesmo umas intrometidas.

Megan segura o irmão com carinho e cuidado, eu ajudo Jimmy a subir de vagar, quando chego lá em cima Katie e Mary tinham arrumado uma cama de casal no chão e ele tosse assustado quando se dá conta.

−Apenas ignore! Digo baixo – Depois quando sarar você só continua aqui! Ele não diz nada, mas sei que gosta da ideia.

−As duas meninas! Ele diz entre um gemido e outro – Elas não chegaram aqui, dei todas as coordenadas, acho que não conseguiram, não sei o que pode ter acontecido tenho medo de estarem perdidas na cidade, ou na estrada!

−Jimmy falamos disso depois, lá elas não estavam por que varremos o lugar! Eu sei que ele deve estar preocupado – Mas se deu as coordenadas não podemos perder as esperanças não é?

−Agora descanse! Katie diz – Mary se precisar de qualquer coisa é só falar, vamos crianças? Ela chama os filhos que detestam a ideia.

−Mas mamãe eu tenho que cuidar do Jimmy, ler para ele, essas coisas!

−Eu sei ratinho e vai fazer tudo isso, mas agora o Jimmy vai dormir e a Mary cuida de tudo.

−Certo! Ele acena para Jimmy e deixa a cela, Megan faz o mesmo depois de me entregar o irmão, vamos finalmente para nossa cela, nem acredito que estamos de volta, todos os nossos, eu sei que deixamos algumas boas pessoas para trás, gente valorosa e preocupada, mas essa era a vida agora, não havia tempo para lamentar os mortos, era preciso agradecer os vivos.

Tomamos banho alimentamos nossos filhos e já era dia claro quando finalmente podemos nos deitar um pouco para descansar, a prisão estava mergulhada no silencio.

−Tive medo pequena, muito medo, detesto que seja assim tão talentosa! Brinco com ela – Me casei com uma mulher forte e independente e isso me assusta! Ela me beija e me sorri.

−Gosta disso! Eu a beijo mais uma vez, meus filhos tinham passado toda noite acordados e dormiam tranquilos a nossa volta – Mas sabe que não sou independente, que preciso de você, sou habilidosa, mas completamente dependente!

−Nesse caso então também não posso dizer que sou um homem independente, por que preciso de você o tempo todo.

−Quando vi você trocando socos... – Ela se aconchega em meus braços, eu a envolvo sentindo seu perfume de flores – Amo você senhor Dixon, não pode sair por ai trocando socos.

−Eu sei senhora Dixon! Respondo depois de beijar seus lábios – Mas eu estava ganhando, admita!

−Estava! Ela diz – Agora temos que dormir, nosso mini ratinho vai chorar em exatas três horas e vou adorar ouvir isso.

−Cara de pau! Eu brinco – Sou sempre eu que acordo com o choro dele!

−Eu também acordo amor, eu só não voo para ele como você faz! Ela ri de mim, eu detesto deixa-lo chorando, corro no primeiro segundo, detesto que meus ratinhos chorem, por qualquer que seja o motivo, fico sempre fazendo tudo que querem só para evitar isso, e Matt mesmo sendo ainda só um pedacinho de gente já entendeu isso, ele sabe que é só resmungar e o papai vai estar a seu lado.

Olho para minha pequena e ela dormia tranquila, acabo relaxando, tínhamos muito o que pensar, mas não agora, agora todos precisávamos descansar.

Acordamos no meio da tarde, as mulheres fazem um mutirão e comemos todos juntos, os feridos recolhidos em suas celas, depois nos reunimos, na cela de Jimmy, precisamos saber o que ele sabe, se sabe de algo além do que nós conseguimos perceber.

−Eu realmente acreditei que estavam confiando em mim, mas depois que ajudei as duas meninas a fugir, bom estava claro que só podia ter sido eu, falei com elas muitas vezes, mais ninguém fazia isso, mas não tive escolha.

−Porque não teve escolha? Minha pequena pergunta abraçada a mim.

−Você estava certa, ele está vivo, o governador, ele queria ela, só pode ser isso, ouvi uma conversa que levariam ela e matariam a irmã, seria durante a noite e tive que correr, dei minha arma ensinei como deviam fazer e as ajudei a sair sem serem vistas.

−Acha que algum soldado as encontrou?

−Paul estava muito interessado em encontra-las, acho que não estão com nenhum homem dele, só o que posso imaginar é que zumbis as encontraram.

Jimmy está triste, dava para ver que se sente um pouco culpado, Mary aperta sua mão consolando-o.

−Depois de descobrirem que estava sem minha arma me prenderam lá onde Katie me achou, a senhora Stewart tentando me pegar e eu apanhei muito porque eles achavam que sabia onde as meninas estavam escondidas!

−Então o infeliz não colocou as mãos nela! Michonne comenta e concordamos.

−Me deixaram lá e se não tivessem chegado acabaria morto ali, foi um susto! Ele se remexe na cama – Mas tem uma coisa, ouvi quando combinavam de levar a menina para ele, disseram que sairiam depois do jantar e só chegariam pela manhã o que significa que onde quer que ele esteja não é tão perto de nós.

−Sim, parece que sim! Eu respondo desanimado, isso não queria dizer muito – Paul nos disse para aproveitarmos o inverno que seria nosso último!

−Acha que falou a verdade, pode ter sido só uma provocação! Rick contrapõe – Além disso ele perdeu um exército, nesses tempos de hoje ele não pode ter mais muitos homens e nem é tão fácil assim achar sobreviventes que queiram entrar numa batalha como essa com ele!

−Você está certo, acho que devemos nos manter prevenidos, mas nunca desesperados! Hershel comenta.

−Acho que no fundo ele espera que nós o encontremos! Michonne diz andando de um lado para outro e talvez eu faça isso!

−Michonne! Eu peço, com tantos feridos não podemos abrir mão dela agora, e não quero que saia por ai numa missão suicida – Ainda não! Ela concorda com a cabeça.

−Eu sei, mas um dia ainda vou ter minha vingança! Michonne nos deixa, eu sei que ela nunca faria nada que nos colocasse em perigo, já quanto a própria vida eu tinha minhas dúvidas.

A reunião chega ao fim, decidimos retomar nossa rotina, e esquecer que o governador está por ai, ao menos por algum tempo estamos seguros e o inverno estava mesmo próximo, agora precisamos é fazer como sempre, estocar comida, nos proteger e preparar para os longos dias em que mal podíamos sair das celas, além disso os mortos ainda estavam de pé, eles sim nossos verdadeiros inimigos.

Notas finais
Espero que gostem!!!