Fim Dos Tempos

61 Capítulo 61 - Será?


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem.

Pov – Katie

Acordo muito cedo com um toque leve no ombro me mexo e vejo Megan me olhando assustada. Daryl e Nick dormiam e ela faz sinal para sairmos, eu me afasto de Daryl devagar mais sabia que ele acordaria, sempre acordava.

–Onde vai pequena? Ele me pergunta sonolento.

–Volto num minuto amor está tudo bem! Ele faz que sim e me afasto com Megan ainda vejo Nick se mexer me procurando e como encontra Daryl abraça o pai e os dois continuam dormindo.

Não acho que minha ratinha me acordou assim tão cedo para falar sobre beijos e me preocupo quando descemos até ela se sentir segura o bastante para falar comigo.

–O que foi ratinha? Pergunto carinhosa e preocupada.

–Mamãe, aquela coisa de menina... – Ela baixa o olhar um tanto constrangida – Mamãe acho que aconteceu comigo.

Demoro uns segundos pensando no assunto, do que afinal estamos falando e então entendo.

–Menstruação? Pergunto e ela diz que sim com um movimento de cabeça, o que se diz nessa hora, penso em minha mãe.

Amava minha mãe, mas ela nunca foi muito boa nisso, me fez um discurso sobre fique longe de garotos de agora em diante, não aquilo não era um bom jeito de levar as coisas.

–Espere a mamãe no vestiário! Aviso decidida a pegar roupas, absorventes, e pensar no que dizer – Está tudo bem ratinha!

No caminho me lembro do meu pai, contei a ele porque ele era meu amigo e contava tudo a ele, me lembro que sorriu, disse que aquele era um momento especial, que nada tinha mudado, ainda era só uma menininha para ele, mas que um dia eu construiria um família, teria meus filhos e que isso só era possível graças aquele momento.

Esse era um jeito melhor de levar as coisas eu penso entrando em silencio na cela, não quero explicar ao papai sobre isso assim, sei como ele vai ficar confuso, então pego tudo que preciso e vou encontrar Megan.

Ela toma banho eu a ensino como usar o absorvente e a ajudo, depois saímos e caminhamos para fora, vejo Jimmy e Sasha de guarda aceno e nos sentamos.

–Quer conversar, perguntar alguma coisa? Eu começo.

–Vai ser sempre assim agora?

–Vai acontecer todos os meses querida, mas isso não muda nada, apenas indica que seu corpo está se desenvolvendo, que você está crescendo, isso é bom, natural, não tem que se preocupar.

–Acha que as pessoas vão perceber?

–Porque sempre pensamos nisso? Eu rio, tive o mesmo medo – Não querida, só se contar, mas se percebessem não seria nada demais.

–Sei, estou com um pouquinho de dor! Ela aponta o ventre, explico sobre cólicas, falamos sobre tudo, ciclo menstrual, gravides, ela ouvia atenta perguntando uma coisa ou outra.

–Vou te dar um remedinho e logo vai passar a dor, de resto tudo normal, qualquer coisa é só me chamar.

–Mamãe, o que o papai vai achar disso? Ela me pergunta – Acha que vai pensar que já cresci, não quero crescer assim de uma vez.

–Ele vai achar que continua um bebê! Eu respondo – Nada mudou querida, fique tranquila.

–Conta para ele você, eu tenho vergonha! Ele também eu penso sorrindo.

–Tudo bem, eu conto! Ela me abraça.

–Que medo de não ter você! Ela me diz e me emociono, pensando em como seria se estivessem sozinhos, aquilo nunca saia da minha cabeça.

–E eu então! Respondo sorrindo.

–Mamãe tem outra coisa, o que eu queria falar ontem, mas não encontramos um jeito! Agora sim falaríamos sobre beijos.

–Claro, o que é ratinha! Eu pergunto com o vento do início da manhã me cortando a pele.

–Eu pensei sobre eu e o Carl, tive vontade de beijar ele quando saiu com vocês, fiquei com medo de acontecer alguma coisa com ele, e quando ele voltou ferido e pensei que ele podia morrer eu pensei nisso de novo.

–Você gosta mesmo dele não é? Eu a abraço ela faz que sim com a cabeça – Se quer beijá-lo e se realmente acha que está pronta tudo bem, experimente!

–E o papai? Ela pergunta.

–Ama você, vai fazer um drama e depois continuar amando você! Eu rio e ela me olha pensativa.

–Acha que o Carl já beijou alguém?

–Acho que não, ele... vocês eram pequenos demais para isso quando essa coisa toda começou, mas porquê?

–Não sei como fazer!

–Na hora as coisas acontecem, se gosta dele e ele de você tudo se acerta.

–É bom? Ela fica corada e eu confusa, não quero fazer propaganda, como se estivesse incentivando porque não sei se é assim que mães fazem, mas acontece que beijar é maravilhoso, ao menos para mim, mas nunca beijei mais ninguém e não sei sempre é assim.

–Querida, acho que sim, quando se gosta mesmo da pessoa, vai ter de descobrir isso, mas só se quiser e quando quiser!

–Certo! Ela me abraça.

–Vamos entrar? Convido – Não é bom esse frio todo para você agora que está com essa dorzinha chata.

–Vamos!

As coisas já estavam movimentadas quando entramos e Daryl caminhava para mim com Nick e sua gaiola, era engraçado ver o destemido Daryl Dixon com uma criança num braço e uma gaiola com um fofíssimo coelho branco no outro.

–Nem esperaram a gente! Nick reclama eu o encho de beijos até ele reclamar e se livrar de mim, depois dou café da manhã a eles, Daryl não pergunta nada, eu sabia que esperava uma oportunidade depois Megan leva o café de Carl, Nick se distrai com Michonne e Daryl me puxa para nossa cela.

–O que aconteceu, onde foram, porque minha ratinha estava toda sem graça e mal me olhou? Ele pergunta tudo de uma vez claramente preocupado.

–Está tudo bem amor! Eu respondo quando nos sentamos no beliche – É que Megan teve a primeira menstruação.

Fico olhando para ele, esperando por sua reação, ele fica mudo e pensativo, me olha e pisca algumas vezes.

–Isso! Ele diz – Ela não é muito novinha, será que isso é normal, melhor falar com o Hershel, eu não sei nada dessa coisa... como ela está?

–Bem, ficou um pouco assustada, mas conversei com ela, não precisamos do Hershel isso é normal, ela tem doze anos.

–Falaram sobre tudo? Ele me pergunta.

–Tudo! Respondo tranquila.

–E agora, tenho de mudar meu jeito com ela? Ele me pergunta – Acha que ela não vai mais querer que eu a trate como... não sei, ela parece só uma menininha, quero que fique assim.

–Como são parecidos! Eu digo – Ela está com muito medo de você pensar que ela não é mais sua menininha, então não mude nada.

–Ótimo! Ele suspira aliviado.

–Se não for muito difícil diga isso a ela, eu sei que talvez não se sinta bem em tratar disso, mas ela é tão insegura.

–Vou pensar, se achar que ela precisa ouvir eu digo! Ele me avisa e sei que vai correndo dizer que ela é sua ratinha e que está tudo bem.

–Amor... – Eu começo, agora vinha a outra parte a que ele fazia um drama e eu teria que me esforçar para ficar séria.

–Já sei! Ele fica tenso – Beijos! Faço que sim.

–Eu disse que se ela se sentir pronta tudo bem, que é normal e que vamos entender.

–Hershel podia ter aproveitado que costurou o peito do Carl e costurado a boca também! Ele diz e rio com gosto.

–Vamos, uma hora vai acontecer, relaxe! Ele dá de ombros e acho que não estava assim tão tenso sobre isso, no fundo ele a queria feliz e sabia que Carl deixava nossa ratinha feliz.

–Se ele fizer ela sofrer está encrencado até o pescoço comigo! Ele ameaça e eu o beijo.

–Certo papai, agora vá ficar com o Nick que vou colocar essa bagunça em ordem, ficaram meia hora sozinhos os dois e olha o que aprontaram! Eu reclamo vendo roupas e brinquedos espalhados.

–Estávamos procurando roupas e nos atrapalhamos um pouco!

–Eu imagino o quanto! Ele me beija e depois desce, fico sozinha recolhendo brinquedos dobrando roupas e então do nada sinto mais uma tontura, preciso me sentar.

Felizmente estava sentada quando sinto um clique no meu cérebro, me lembro da minha conversa com Megan, sobre menstruação, das palavras do meu pai, um dia graças a isso vai construir uma família, meu coração acelera, sinto falta de ar, aquilo não era possível, eu tremo nervosa, não sei o que pensar o que sentir.

Eu tomava o remédio todos os dias, quer dizer, deixei de tomar quando Daryl quase morreu, e depois quando eu quase morri, estava de cama, inconsciente, e mudei os horários uma ou duas vezes, por conta da nossa vida confusa, tensa.

Desde que comecei a tomar o remédio que não menstruo, eu e Maggie escolhemos assim, tomar direto, Hershel nos garantiu que não tinha problema, e a própria bula dizia isso, tanto que vinham vinte e oito comprimidos, mudamos de marcas mais de uma vez, mas isso... droga, como posso ter certeza, fico sentada na cama tentando acalmar meu coração.

Não posso estar gravida, não posso trazer um bebê justo para esse mundo, confuso e perigoso, depois minha vida é uma loucura, estou sempre nas ruas, correndo riscos, não aquilo era só uma viagem da minha cabeça, uma tolice, a conversa com Megan me deixou assim e tonturas não queriam dizer nada, podia ser qualquer coisa, cansaço, pressão, alimentação ruim, não vou pensar nisso, não hoje.

Um bebê, um pedacinho de Daryl dentro de mim, sorrio involuntariamente, enfrentaria qualquer coisa por isso, mas e ele, como seria, o que Daryl diria quando voltasse, sim, por que sei que primeiro fugiria assustado e culpado.

Seco uma lágrima, nem notei que estava chorando, levo minha mão em direção ao ventre, mas paro no meio do caminho – Não seja tola Katie! Digo a mim mesma em voz alta – Não tem nada aí!

Me concentro em terminar o que estou fazendo e seguir ao encontro de Daryl, temos de sair, e não posso ficar pensando nisso, preciso me concentrar nos perigos da rua.

Volto para o refeitório. Uso meu sinto de facas e minha besta nas costas, sinto falta de caçar, a muito tempo não saímos sozinhos e despreocupados, adorava aquilo, estar na floresta, caminhando em busca de um cervo, ou mesmo um esquilo.

Daryl me beija de leve, pega minha mão e me recosto nele, a ideia de um bebê volta a minha mente e a afasto imediatamente, aquilo é uma loucura, fruto do meu amor e provavelmente de algum desejo secreto, toda mulher pensa nisso afinal.

Beijo meus pequenos, Michonne promete cuidar deles e depois seguimos de carro para fora da prisão, Maggie estava animada, falante, logo estamos brincando e esqueço o assunto, nossa meta era seguir até a fazenda e buscar as bateras no caminho parar e pegar as que encontrássemos, nos carros na estrada.

Paramos algumas vezes no caminho recolhemos as baterias, já havíamos recolhido o combustível de quase todos os carros por que passamos, na fazenda tudo parecia do jeito que deixamos, nada nem ninguém esteve por lá, depois de recolher todas as baterias seguimos de volta, mudamos o caminho em busca de mais carros na estrada.

Pegamos uma estrada de terra, pequena que dava acesso a estrada que pretendíamos pegar e que nos levaria a prisão, ela estava fechada por três carros batidos, paramos e ficamos observando um pouco tudo tranquilo, descemos, Jimmy começa o trabalho de desconectar fios e recolher peças dos carros, Daryl e Glenn retiravam gasolina eu e Maggie ficamos de segurança, passamos quase uma hora ali parados, num frio infernal, logo começaria a nevar eu penso.

Depois de recolherem tudo eles começam a retirar os carros do caminho, um zumbi surge da floresta, atiro uma flecha, Daryl me olha de longe, me sorri, tão lindo eu penso, vejo um pequeno grupo de zumbis surgindo de dentro da mata, estavam distantes.

–Vamos logo! Eu peço, não quero enfrenta-los.

–Vamos! Glenn responde quando finalmente o caminho está livre e seguimos para o carro, partimos de volta para casa, só paramos mais uma vez antes de pegar nossa estrada de volta, um zumbi estava preso sob as rodas de um carro capotado, devia estar ali a muito tempo, era uma carcaça velha e sinto uma terrível náusea quando paramos para verificar o carro.

Daryl o acerta, me afasto um pouco enjoada, respirando pela boca e disfarçando o mal estar, depois de vinte minutos seguimos viagem de volta para prisão, minha mente fervilhando mais uma vez.

–Tudo bem pequena? Daryl me pergunta enquanto dirigia, eu estava a seu lado e sorrio para ele, meu melhor sorriso, não quero preocupa-lo com isso, não ainda.

–Tudo amor! Respondo.

–Não sabe mentir! Ele beija meus dedos – Estamos chegando os pequenos estão bem.

–Acho que estão! Respondo apenas para agradá-lo.

Rick nos abre o portão, sinto o alivio de sempre, mas além dele sinto mais algo, um medo inexplicável, de estar presa, de essa ter sido minha última saída, de perder tudo que vinha construindo, de Daryl me culpar, se afastar, minha cabeça trabalhava freneticamente criando todo tipo de dificuldades, desenhando cenários sombrios, repletos de solidão e abandono.

–Ei! Daryl me chama e me dou conta que ainda estava dentro do carro sentada presa ao cinto de segurança – Está se sentindo bem pequena?

–Ótima, estava distraída! Eu desço e Nick corria para nós, a gaiola com o coelho estava no chão próxima a entrada, Megan segue o irmão, seus passos eram mais lentos e incertos.

Nick faz festa, beija o pai e depois me beija, sorri para Jimmy acena para Glenn e Maggie.

–Que bom que chegaram, estava chato aqui, tenho muita saudade! Ele conta e meu coração se aperta um pouco – O que trouxeram? Pergunta já sorridente – Posso ajudar? Ele corre para o carro onde Jimmy retirava suas baterias – Eu carrego o que Jimmy? Ouvimos ele perguntar, nos olhamos sorrindo.

Megan se aproxima e me abraça, sorri para o pai e depois olha para o chão, estava ainda envergonhada, me lembro de implorar para minha mãe me deixar faltar na escola quando aquilo aconteceu comigo, era como se eu estivesse com uma placa no peito contando o que tinha acontecido.

–Vem cá ratinha! Daryl se senta com ela em um banco me sento com eles, Nick carregava fios de um lado para outro se sentindo muito útil – Como você está? Ele pergunta e ela dá de ombros.

–Bem! Ela responde sem olhar para ele, então ele a pega no colo e ela o abraça.

–Mamãe me contou, está tudo igual você ainda parece um bebê, ainda cabe no colo, ainda pode dormir no meio, mas não gosto que desvie o olhar, sou eu o papai, não pode fazer isso, não precisa ter vergonha de mim.

–Isso é bom! Ela sorri tomando coragem de olhar para ele.

–Melhorou, mamãe me disse que teve dor.

–Ela me deu um remédio e estou bem, já passou!

–Ótimo, e aquele seu namorado preguiçoso ainda na cama? Ela sorri confirmando – Acho que ele está é se aproveitando da situação só para minha ratinha ficar paparicando ele! Daryl brinca e sei o quanto é difícil para ele brincar sobre isso, eu começo a chorar, não eram apenas lagrimas escorrendo teimosas, eu simplesmente choro, porque percebo que ele é um pai perfeito e por um segundo quero que seja verdade, quero um bebê, eles me olham confusos.

–Eu sei, sou uma chorona como o Nick diz! Os dois me abraçam as lagrimas vão sumindo e depois de uns minutos me acalmo e só então eles se afastam.

–Bom, eu acho que tenho de ajudar aqueles dois, antes que o Nick faça uma lambança! Ele me beija e Megan sai do colo do pai, sigo com ela para dentro, passo na cela e vejo Carl sentado com um livro na mão fico um pouco com os dois e vou procurar Beth, ela estava no refeitório, Rick estava mais uma vez com ela, os dois brincavam com Judith e decido ficar longe do bebê por enquanto, não posso cair no choro de novo.

Não me deixo mais pensar no assunto durante todo o resto do dia, cada vez que a ideia invadia minha mente eu a afastava para longe, jantamos cedo, mais uma vez por conta de Carl, ele vem para o refeitório com a ajuda de Rick, Megan se senta com ele, os dois sorriam enquanto comiam e conversavam, depois ela ainda o acompanha de volta para cela, ficamos no refeitório, Rick e Daryl ouvindo os planos de Jimmy, mais tarde subimos os quatro, coloco Nick e Megan na cama e me deito, me aconchego nos braços de Daryl ele me envolve sabendo que algo estava errado, podia enganar qualquer um menos ele.

Um bebê, um pedaço dele dentro de mim, penso nele com o bebê no colo, dedinhos gordinhos, cheirinho de bebê, Megan ajudando a cuidar dele, Nick tendo uma boa crise de ciúme, que é claro papai resolveria com muito carinho, a ideia era tão doce, mas o mundo não era um lugar doce, ao menos não mais se é que um dia foi.

Penso em Daryl se sentindo culpado, em Lori e aquele momento dolorido por que todos nós passamos, no medo que eu tinha e que sei que ele teria de a história se repetir, penso que ele poderia me culpar, e não estaria longe da verdade, eu só tinha de tomar as pílulas direito, não era grande coisa, como pude deixar acontecer?

E se ele me jogasse isso na cara, me acusasse e simplesmente me deixasse sozinha? Sabia que aquilo era uma insanidade, se fizesse isso não seria ele, não seria o homem por quem me apaixonei, era evidente que ele nunca me deixaria, mas a ideia me assombrava, não conseguia evitar.

–Por que não me diz o que está acontecendo pequena? Ele pede quando nota minhas lágrimas, eu me abraço a ele, escondo meu rosto em seu peito com medo.

–Nunca vai me deixar não é?

–Nunca, que tolice é essa agora? Ele me abraça forte – Está parecendo a Megan e o Papai é claro! Ele me beija e rio por entre as lágrimas, soluço e respiro fundo tentando controlar as lágrimas – Vamos ficar bem, é algo com os ratinhos?

–Não! Respondo.

–Está preocupada com nossas saídas? Ele insiste.

–Não!

–Sou eu, é algo que eu...

–Para de tentar adivinhar! Eu resmungo e ele ri – Amo você, vamos dormir, amanhã é outro dia.

–Eu te amo também! Durmo decidida a acabar de uma vez com essa angustia, não sou covarde, nunca fui, preciso de uma confirmação e teria uma, depois lidaria com a situação.

Notas finais
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