Fim Dos Tempos

62 Capítulo 62 - Confirmação


Notas iniciais
Olá pessoas lindas!!
Postei mais um, com presentinho para quem quer Rick e Beth.
Espero que gostem e comentem!!!

Pov – Katie

Faço tudo mecanicamente pela manhã, cuidar da bagunça, dar o café aos pequenos, visitar o Carl, tudo com a cabeça longe, entre o medo e a esperança, sem saber como lidar com a situação.

Claro que Daryl sabia que algo estava errado, mas ele estava sendo compreensivo e me deixando espaço, não perguntava mais, apenas se mostrava carinhoso e gentil, não sei como se tornou esse homem, não com sua história e a convivência com o troglodita do Merle, mas Daryl era sensível, e isso só me deixava culpada, estávamos indo bem e eu me meto nessa encrenca, não meu bebê não era uma encrenca – Pare com isso Katie! Digo alto e olho em volta, não tinha ninguém por perto, respiro aliviada.

–Vem comigo! Me assusto quando Maggie aparece do nada me puxando pela mão silenciosa e cheia de pressa – Shiu! Ela me diz com um dedo nos lábios me pedindo silencio enquanto me puxava.

–Onde vamos? Sussurro enquanto a seguia.

–Espionar Beth! Ela me diz baixinho – Nem faça essa cara é por uma boa causa! Ela diz e então paramos em um corredor próximo a dispensa.

Olho para onde Maggie olhava, com um sorriso no rosto, estávamos ridiculamente escondidas, me sinto uma criança brincando de esconde-esconde, vejo Beth parada e Rick diante dela, os dois se olhando.

–Maggie isso não é legal! Reclamo constrangida, mas curiosa.

–É sim! Ela sussurra – Foi assim que vi seu primeiro beijo com o Daryl! Ela ri e fico boquiaberta.

–Obrigado Beth, por tudo que tem feito por mim, cuidando da Judith e me ajudando com o Carl! Rick diz e ficamos em silencio ouvindo, Beth estava corada, mas seus olhos estavam pregados nos dele – Tenho pensado muito... em tudo! Rick diz e torço por um beijo – Vi você conversando mais cedo com o Jimmy, não me senti à vontade com isso.

–Ele é um amigo, nada além disso! Ela se explica, acho fofo e Maggie faz uma cara engraçada prendo o riso.

–Tenho muitas responsabilidades aqui e você tem sido meu conforto, talvez pudéssemos passar mais tempo juntos, não sei o que acha disso, o Carl me alertou para o quanto estou sendo cego sobre você... eu não sei, talvez ele esteja imaginando coisas...

–Que gente difícil, por que não se beijam logo! Maggie comenta e eu muito interessada mando ela calar a boca com um gesto ela ri de mim.

–Não! Beth diz corada – Ele não está enganado! Ela confessa e comemoramos em silencio, estávamos de mãos dadas.

–Talvez eu deva falar com o Hershel e saber se ele aprova antes de...

–Não! Ela o corta muito rápido, mais rápido do que gostaria eu percebo por que ela desvia o olhar confusa – Meu pai, ele... acho que isso não diz respeito a ele e prefiro que por enquanto as coisas não se espalhem.

Rick se aproxima dela, aperto a mão de Maggie torcendo, ele passa os cabelos de Beth por trás de sua orelha, ela toca sua mão e os dois ficam se olhando, então Rick beija Beth, eu e Maggie temos de tampar a boca para não sermos ouvidas, um beijo longo, ela passa os braços por seu ombro e o puxa mais para si.

–Espertinha! Maggie ria e peço silencio de novo, faço sinal para nos afastarmos ela se nega.

–Vamos com calma então! Ele diz quando se afastam — Não precisamos dizer a ninguém por enquanto, vamos ver como as coisas acontecem.

–Prefiro assim! Ela sorri para ele, estava tão feliz os olhos brilhavam eles voltam a se beijar e arrasto Maggie para longe.

–Que chata! Ela reclama – Agora que as coisas começaram a esquentar! Maggie brinca – Vamos espera-la aqui, quero detalhes.

–Para de ser fofoqueira, que detalhes quer, viu tudo! Eu brinco.

–Mas me arrastou de lá então quero saber o que está acontecendo agora.

–O que estão fazendo! Glenn para do nosso lado e damos um pulo de susto, estávamos longe mais ainda sussurrávamos, rimos e ele se afasta balançando a cabeça, sabia que Maggie contaria tudo depois.

Beth surge caminhando com um sorriso gigante no rosto, ela nos vê e vem a nosso encontro, uns minutos depois Rick passa, saindo do mesmo lugar e seguindo em direção contraria.

–OI! Ela sorri – O que foi? Pergunta quando percebe nossa cara.

–Você não tem nada para nos contar?

–Acham que sou cega? Ela diz com a mão na cintura – Eu vi vocês! Nos olhamos e ela nos abraça – Foi lindo, perfeito e acho que estou me apaixonando um pouco por ele!

–Que processo lento! Maggie diz rindo – Comigo foi mais prático e direto, eu olhei para o Glenn e disse e ai tá afim?

–Ninguém duvida disso!

–Como ficou? Maggie pergunta a ela.

–Vamos com calma, nos conhecer aos poucos.

–Se conhecer? Eu brinco – Se conhecem a séculos!

–Agora vão me ajudar papai não pode saber por enquanto!

Concordamos rápido e ela volta a nos abraçar, depois se afasta e suspira apaixonada.

–Vou te dar uns preservativos! Maggie avisa – Como fiz com a Katie! Aquilo é como um balde de água fria em mim, eu tinha me esquecido de tudo, elas me olham percebendo minha mudança – Tudo bem?

–Claro! Respondo depressa – Você está certa.

Passamos mais um tempo juntas e depois sigo ao encontro dos meus pequenos, fico assistindo eles brincarem com o coelho no pátio, Carl estava lá fora também entramos para o almoço e Daryl estranha as trocas de olhares entre eu e Maggie.

–O que está acontecendo pequena?

–Rick e Beth se beijaram hoje! Eu sussurro em seu ouvido, ele ergue a sobrancelha e depois sorri – Vimos tudo!

–Puxa! Ele diz – Não esperava por essa! Depois procura Rick com o olhar ele estava com Judith nos braços, nos olha e sorri de volta.

Depois do almoço, Daryl volta para fora para ajudar Jimmy com o futuro gerador, Nick seu ajudante segue com ele muito interessado, leva o bichinho mais uma vez corrigindo o pai que é claro nunca chamaria o coelho de Lily como ele esperava, Megan vai com eles por que Carl precisava dormir um pouco por ordem de Hershel e eu sabia que não podia mais fingir que nada estava acontecendo.

Tínhamos uma boa farmácia, ela ficava em duas prateleiras no quarto de Hershel, ele tinha medo que alguém usasse algum remédio indevidamente, eu sei que lá existem pelo menos uma dúzia de testes de gravides, estávamos acostumados a pegar tudo que víamos quando entravamos numa farmácia, precisava pegar um e fazer o teste.

Meu problema é que ninguém pegava remédios ali sem a previa autorização dele e eu não sabia como pedir, podia entrar lá conversar um pouco e ver uma maneira, ele seria discreto, mas não sabia se estava pronta para colocar aquilo em palavras.

Depois de uns minutos tomando coragem próxima a cela de Hershel eu respiro fundo e entro de uma vez antes de desistir, ele lia sentado numa cadeira, ergue os olhos quando me vê e fecha o livro.

–OI! Eu cumprimento ele sorri desconfiado – Posso? Pergunto apontando a cama, ele faz que sim e me sento.

–Tudo bem? Ele me pergunta.

–Tudo! Respondo desviando o olhar – A Megan, ela... bem ela teve a primeira menstruação.

–Eu achei mesmo que não demoraria, como ela está?

–Bem, conversei com ela expliquei tudo! Eu não o olhava muito, meus olhos seguem para a estante de remédios, procurando pelo teste disfarçadamente – Ela teve um pouco de cólica! Eu conto.

–Isso é normal, quer que dê uma olhadinha nela? Ele se oferece.

–Não eu acho que ela ficaria constrangida, nem sabe que estou te contando, eu dei um remedinho para ela, um que ainda tinha do tempo que... você sabe, aquele sequestro.

–Sei! Hershel me olhava de um modo estranho, talvez por que eu estava me comportando feito uma lunática, mal o olhava.

–Pensei em pegar mais alguns com você caso ela tenha alguma dor! Eu peço, desistindo completamente de fazer o que tinha ido fazer, não quero falar com ele, não quero falar com ninguém, minhas mãos estavam tremulas, minha voz um pouco incerta.

–É só isso? Ele pergunta e faço que sim sem encara-lo.

Hershel se levanta e caminha até a estante, eu me levanto também, torcendo os dedos desesperada para fugir dali, ele se volta e me entrega o analgésico.

–Aqui, uma gotinhas se ela sentir dor! Ele me olha sério – E esse é para você! Me entrega um teste de gravides e fico pálida e muda, mas pego assim mesmo – Quando tiver certeza venha conversar.

Caio no choro, simplesmente não me controlo, era bom ter alguém para dividir minha angustia e Hershel era o mais próximo de um pai que eu tinha, ele me abraça e consola.

–Está tudo bem Katie, as coisas estão melhores agora! Ele diz abraçado a mim – Não é como no tempo da Lori, não fique em pânico, ainda nem tem certeza.

Eu concordo, mas isso não significa que consiga parar de chorar, depois de muito tempo as lágrimas me deixam e respiro me controlando.

–Obrigada! Eu volto a abraça-lo – Não disse a ninguém ainda.

–Vá logo tirar essa dúvida, depois me procure, sem medo, vamos cuidar de tudo, Daryl ama você!

Faço que sim e guardo o exame no bolso, deixo a cela de Hershel e vou direto fazer o teste.

Esperar o resultado é uma tortura que nunca achei que passaria queria tanto que Daryl estivesse comigo, me abraçando, me protegendo, nunca precisei tanto dele, do seu amor, meu coração bate num ritmo alucinante, tenho medo do que vai acontecer, se der negativo como vou ficar, feliz? Decepcionada? Não sei responder, nunca estive assim antes, jamais pensei nessa possibilidade, eu já sou mãe, tenho meus dois bebês que amo feito louca, e tenho Daryl minha vida está completa, mesmo no meio de um apocalipse minha vida está completa, mas a possibilidade de um bebê muda tudo, por que no fundo eu sei que quero, e sei que tem lugar em meu coração para amá-lo tanto quanto Daryl e meus ratinhos.

Penso em Daryl, em como ele reagiria e pela primeira vez tenho medo, me sinto frágil, não sei se posso mais uma vez lutar por ele, estou fraca e se ele se afastar e fugir assustado eu simplesmente me rendo, meu coração dói, fico tonta, e me sento no chão tomando coragem para olhar o resultado, pego a caixa leio mais uma vez as instruções e depois olho para o exame, pego e fecho os olhos, não sou covarde digo abrindo os olhos e encarando meu futuro.

Meu rosto fica coberto de lágrimas no instante seguinte, estou gravida, eu toco a barriga, sorrindo e chorando ao mesmo tempo, um bebê, meu filho, filho de Daryl, meu pedacinho dele, dentro de mim, aquilo não pode ser ruim, como poderia, quem acharia aquilo errado, eu fico ali pensando em tudo, nas coisas que teria de abrir mão, não encontro nada, só as ruas em companhia de Daryl, ninguém mais me deixaria sair e pensar nele sozinho sem mim seria uma tortura, mas por aquele pedacinho dele valia a pena, tudo valia a pena.

Eu preciso me acostumar com a ideia antes de tomar qualquer atitude, preciso ficar forte para poder dizer a Daryl, e preciso conseguir parar de chorar, esse foi o primeiro sinal eu penso, nunca chorei tanto como nos últimos dias, as tonturas e o enjoo não eram nada perto das lágrimas, e da fragilidade, quero correr para ele, preciso de Daryl, mas estou tão assustada que depois de jogar as provas no lixo com todo cuidado saio e vou caminhando discretamente para torre, preciso de um tempo e de coragem, quem sabe amanhã, ou depois.

Me sento no colchão, onde provavelmente meu bebê foi concebido e sorrio por entre minhas lágrimas, me encolho escondendo o rosto nos joelhos e me entregando mais uma vez ao choro.

Pov – Daryl

–Papai porque a mamãe foi fazer a guarda na torre sozinha? Nick me pergunta e eu paro o que estou fazendo e o olho.

–Mamãe? Eu pergunto confuso, não a vi passar, mas de fato estávamos ali a muito tempo e ela nem sequer deu sinal de vida, Megan me olha tensa – Não brigamos ratinha! Eu aviso para tranquiliza-la, mas na verdade não estou muito certo disso.

Tem algo diferente com minha pequena a dias, primeiro achei que ela estava mais linda e exuberante que nunca, e ela ainda está, mas junto com isso veio uma sucessão de lágrimas, incontroláveis e de uns dois dias para cá ela está assustada, e frágil ela está me escondendo alguma coisa, eu sei que está, mas daí a fugir para torre tornava tudo muito mais grave.

–Jimmy pode dar uma olhada neles para mim? Eu peço preocupado.

–Claro! Ele diz contente, Megan me olha assustada mais uma vez eu beijo seus cabelos e aperto sua bochecha.

–Já desço com a mamãe, prometo!

Caminho para torre um pouco tenso, sem saber o que poderia estar errado e porque ela estava com medo de que eu a deixasse, aquilo era no mínimo uma loucura, eu mal respirava sem ela, como poderia deixa-la?

Subo devagar, com um pouco de medo do que enfrentaria, não me lembro de ter feito nada que pudesse magoá-la, se Carol tivesse algo a ver com isso eu juro que mandaria tudo para o inferno e ela iria se ver comigo.

Quando chego lá em cima ela estava sentada no colchão encolhida, os olhos perdidos e o rosto coberto por lágrimas, como não sei se sou o responsável pelas lágrimas não me aproximo, fico parado olhando para ela, minha linda esposa, a mulher que me amava, minha pequena, não quero ser o motivo da sua tristeza, do seu medo.

–Pequena! Eu chamo e só então ela me percebe, começa a secar o rosto rápido tentando esconder sua dor, estava tão linda, cada dia ficava mais bonita, de um jeito que não sabia explicar.

–OI! Ela diz se levantando, mas se mantém distante e parece assustada.

–Não é melhor me dizer de uma vez o que é para lidarmos com isso? Eu pergunto com cuidado, ainda distante.

–Tenho medo! Ela me diz as lagrimas voltando a rolar – Estou frágil e assustada, e quero que... tenho medo que depois que disser você saia daqui se sentindo culpado e assustado, tenho medo que me deixe e que eu tenha de ir atrás e lutar por você e não sei se consigo por que eu... só quero que caminhe até mim e diga que está feliz.

–Pequena...

–A culpa foi minha! Ela me diz, e só me confundia, como podia caminhar e dizer que estava feliz se ela estava com medo de que eu a deixasse, o que afinal estava acontecendo – Fui descuidada, mas eu quero, eu... Daryl.

Passo a mão pelo cabelo do que estamos falando? Me pergunto confuso.

–Quem sabe podemos pular a parte em que eu fujo e você vaia atrás de mim e ir direto para a parte em que fazemos as pazes e tudo fica perfeito entre nós? Pergunto e ela sorri por entre as lágrimas.

–Eu te amo e eu... – Ela fica me olhando se preparando a frase presa na garganta – Puxa isso é difícil! Ela diz torcendo os dedos e mordendo o lábio, sinto vontade de fazer o mesmo – Daryl eu estou grávida! Ela solta de uma vez e tudo para.

Fico paralisado, olho para minha pequena sem entender o que ela está dizendo, gravida, um bebê, um filho meu, um pedacinho nosso, ali dentro dela crescendo em silencio, mas então penso em Lori e meu coração falha, não consigo sem ela, não sou o Rick, não posso continuar, refazer minha vida e seguir em frente, preciso dela, apenas preciso que fique bem que viva.

Passo a língua pela boca que de repente ficou seca, pisco, as coisas não são como quando Lori teve a bravinha, agora ela tinha um lugar seguro, comida e cuidado, não precisava e não seria igual, claro que não, minha pequena me olhava tão frágil e delicada, por isso estava tão linda, por isso os olhos brilhavam tanto, eu quero, ela disse, ela quer, quer um filho meu, minha mulher, minha vida, ela quer um filho meu.

Não vou fugir, não vou sair assustado e deixar minha pequena, claro que não, como poderia, ela é tudo que tenho, está tudo nela, tudo vem dela, um filho, eu vou ter um filho, mais um, três, é um bom número, Nick vai ficar com ciúme e Megan, ela vai, eu não sei, quero esse filho, é claro que quero, como poderia não querer.

Ela achou que sairia daqui e a deixaria sozinha, quer que caminhe até ela e é isso que vou fazer, é sempre isso que vou fazer. Eu caminho até onde Katie está, paralisada e confusa, ela chora quando a abraço.

–Estou aqui pequena, não vou a lugar nenhum, não precisa ter medo! A envolvo em meus braços, ela se aperta a mim e chora.

–Não está bravo comigo? Ela pergunta por entre seus soluços.

–Claro que não, como poderia? Eu faço ela me encarar – Não chore meu amor, amo você é minha pequena.

–Eu sinto muito, acho que não me cuidei direito, mas eu quero esse bebê, é meu bebê e quero muito ele! Ela dizia às pressas, assustada.

–Acho que estávamos juntos quando fizemos ele, então pode dividir um pouco dessa culpa comigo! Eu sorrio tentando acalmá-la, sei que em algum momento vou ficar maluco, mas não pode ser agora. Agora eu preciso que ela entenda que também o quero que vamos estar juntos sempre.

–Pensei tantas coisas! Ela me conta ainda tremendo.

–Quero esse bebê pequena, claro que quero, quero por que é meu filho, mas quero mais ainda por que é seu, vai dar tudo certo!

Ela volta a chorar, mas acho que dessa vez não está mais tão assustada, eu a abraço e deixo que se acalme, aos poucos as lágrimas somem e ela respira mais calma.

–Melhor? Pergunto fazendo um carinho em seu rosto – Já posso beijar você e dizer que a amo? Ela sorri e faz que sim – Eu amo você! Beijo minha pequena, um beijo longo e doce, diferente dos outros, depois me afasto, ela vai ter um bebê, preciso me controlar, ser cuidadoso, agora ela precisa de carinho e atenção.

–O que vamos fazer? Ela me pergunta.

–Vamos descer, por que está muito frio aqui e não pode ficar doente, acalmar Megan que pensa que brigamos, por que nunca podemos subir aqui sem o outro que ela fica assustada, e depois vai se deitar um pouquinho por que não pode ficar nervosa e cansada e vou chamar o Hershel para ver você e saber como vai ser o que temos que fazer e depois vamos esperar, não é assim, temos de esperar, nove meses.

–Como pode ser assim, tão perfeito?

–Eu sei que sou perfeito! Eu brinco – Você até que não é assim tão mal! Ela me beija rindo – Vamos.

–Não quero contar para os ratinhos ainda, estou com medo de ficarem com ciúme.

–Se prefere esperar tudo bem, esperamos, mas eles vão ficar com ciúme, eles tem ciúme da bravinha!

Só então me dou conta do que significava ter um bebê, ao me lembrar da bravinha, uma coisinha pequena, cheirosa de dedinhos gordinhos, e totalmente frágil e indefeso, não posso pensar nisso agora, não posso entrar em pânico, minha pequena precisa de cuidados, o pânico vai ter de esperar.

Eu a ajudo a descer, depois caminhamos até onde as crianças estavam Nick vem a nosso encontro, Megan nos olha de longe, sondando o ambiente.

–Que semana! Eu digo e ela se encosta em mim, Nick corre para ela e ela quase o pega no colo, mas eu a impeço – Não senhora eu carrego ele, não pode carregar peso.

–Está doente mamãe? Ele pergunta já no meu colo.

–Não querido.

–Estava chorando de novo? Acabamos rindo e Megan nos encontra.

–Estou bem ratinha, não brigamos nem nada, só fui lá pensar um pouquinho estamos muito bem! Ela concorda e entramos Jimmy já tinha parado o trabalho por que precisava da luz do dia.

Levamos as crianças para cima, e eu obrigo minha pequena a se deitar um pouco as coisas seriam diferentes agora, ela tinha de descansar, nada de guarda do portão ou saídas, de agora em diante seria repouso e cuidado, meu filho estava ali dentro e enquanto estava ali, cuidar dele significava cuidar dela então seria do meu jeito, mas eu diria isso depois.

Notas finais
E Então, o que acharam, papai Daryl é possessivo e preocupado, o que será que os ratinhos vão achar disso?