Fim Dos Tempos

52 Capítulo 52 - Não é o que está pensando!


Notas iniciais
Mais um capitulo, hoje o dia foi longo, achei que não daria tempo de postar, mas ai está, espero que gostem!

Pov – Katie

Três dias haviam se passado desde nossa última saída, pelo visto a horda tinha se desviado de nós e isso deixava todo grupo mais tranquilo, Michonne saia todas as manhãs, mas nem sinal deles.

Eu estava sentada no pátio, assistia Daryl ajudar Michonne a construir um pequeno estábulo para o cavalo, Nick o ajudava muito contente, sem sua companhia eles teriam feito o trabalho na metade do tempo, mas Nick estava muito entusiasmado e Daryl não conseguia carregar uma viga sem sua preciosa ajuda, nem mesmo uma martelada. Se Daryl por um lado era silencioso e introspectivo, Nick não deixava um pensamento passar sem dividi-lo com quem quer que fosse. Era divertido assistir aqueles três ocupados, Michonne e Daryl quietos e Nick tagarelando sem parar, obrigando os dois a responderem e elogiarem cada movimento seu.

Megan passeava pelo pátio de mãos dadas com Carl, fico pensando em como aquilo era triste, nada de shopping ou parques, apenas um pátio de prisão cercado por zumbis famintos rosnando pela carne inocente dos dois adolescentes, mas acho que a essa altura, eles já não os viam mais, estava cada dia mais fácil olhar para eles. Antes estávamos sempre buscando suas histórias, onde tinham sido mordidos, se eram mulheres ou homens, jovens ou velhos, bem vestidos ou maltrapilhos, agora era como se tivessem sido reduzidos a bocas famintas e podres, nosso medo mudara, no começo eu pensava na pessoa morta por trás daquele corpo faminto, agora era apenas sua fome que me assustava.

Beth estava comigo, uma cozinha tinha sido construída do lado de fora, e uma nova divisão de tarefas tinha deixado Beth um pouco mais livre, outras mulheres agora também cozinhavam e limpavam, ela me sorri depois de olhar para Daryl e Nick sorrio de volta.

–São mesmo pai e filho, não é? Eu digo emocionada.

–Sem dúvida! Ela me responde – Daryl se entende com eles de uma maneira inacreditável, nunca convivi muito com ele, acho que ninguém conviveu, ele sempre foi fechado e distante, nunca foi grosseiro e sempre era o primeiro a nos defender e proteger do que quer que fosse, mas conversar, contar sua vida, isso nunca, depois que você chegou é que as coisas começaram a melhorar, eu confesso que cheguei a ter um pouco de medo dele, mas depois você nos fez vê-lo de verdade.

–Na maior parte das vezes é só um menino! Eu comento – Cheio de amor e sem saber o que fazer com ele.

–Você mostrou o que fazer! Ela aperta minha mão – Aquela bronca que deu na Carol a muito tempo atrás serviu para mim também, me fez pensar sobre ele o tanto que já fez por nós, nunca teríamos chegado tão longe sem ele.

Maggie se senta conosco, sorria despreocupada, olha para Daryl e Nick e ri, quando Nick martela o dedo do pai sem querer.

–Crianças! Ela diz – temos tantas aqui, mas as suas são as mais especiais, e Judith é claro, mas ela é um pouco de todo mundo.

Isso era verdade, Judith tinha perdido Lori e com isso ganhado uma legião de mães e pais, ela cresceria insuportável de tão mimada.

–Eles são perfeitos! Eu mostro meu lado coruja e elas riem de mim.

–Às vezes me esqueço que é a mesma garota que andava no colo do Daryl com os pés cheios de bolhas, que subiu no telhado do galpão feito um moleque travesso! Maggie se lembra, eu tinha mudado muito desde aquele tempo, e gostava disso, de ter crescido e assumido meu lugar no mundo, um mundo grosseiro e sem piedade, mas o mundo que eu tinha.

–Todas nós mudamos, você também mudou e a Beth então, era só uma adolescente assustada hoje cuida de todos nós.

Nos olhamos emocionadas, tínhamos construído uma bela família e eu ganhei irmãs, isso era maravilhoso para quem cresceu filha única.

–Katie estou adiando o máximo que posso, mas vamos precisar matar um dos porcos, temos quase nenhuma proteína a dias, as pessoas estão se perguntando até quando eles vão ficar aí apenas engordando sem nenhuma serventia, precisamos deles, quando éramos apenas nós, coelhos e esquilos eram mais que o bastante, mas com esse mundo de gente.

–Eu sei Beth, me sinto culpada, deixei ele se apegar, mas ele está começando a aceitar, tenho mantido ele longe o máximo que posso, quando chegar a hora só me avise e eu o afasto.

–Pode deixar! Ela aperta minha mão – tem mais uma coisa que queria falar! Ela me olha séria, fico tensa e Maggie se arruma na cadeira.

–Vai Beth é fofoca? Abre logo essa boca! Maggie pede.

–Pensei muito sobre isso, achei que devia ficar calada e não me envolver, mas você é como minha irmã, tem a mesma importância que Maggie para mim.

–Pelo amor de deus, desembucha! Maggie diz ansiosa.

–É sobre a Carol, adoro a Carol, somos muito próximas, ela passa muito tempo comigo, no começo eu tentava te defender, mas percebi que o melhor era me calar, fingir que não estou ouvindo, mas a uns dias, se lembra que o Nick foi ver a Bravinha tomar banho?

–Lembro! Respondo.

–O Daryl estava aqui com a Megan e você e o Nick vieram ficar com eles, ela estava aqui fora e quando passei parei para falar com ela e ela me disse que esse conto de fadas estava prestes a acabar, senti um tom de ameaça, como se ela fosse aprontar alguma.

–Ela que experimente! Maggie anuncia.

–Amo o Daryl e ele me ama, não vou deixar ela entre nós!

–Eu sei, mas você é toda ciumenta! Maggie me lembra e eu olho para ela séria – Admita, morre de ciúme dele!

–Não morro nada! Me defendo sem um pingo de determinação nas palavras por que sim eu morria de ciúme dele e normalmente ficava cega e só depois pensava nas bobagens que fazia.

–Apenas não saia por aí acusando ele de nada, espere para ter certeza por que a Carol simplesmente é do tipo que, se não é meu não é de mais ninguém! Maggie me avisa.

Sou inexperiente com essa coisa de relacionamento, amo Daryl e ele é toda experiência que tenho, nunca estive com mais ninguém e fico sempre insegura, mas elas estavam certas, vou ficar de olhos abertos, ela não vai me pegar.

Megan se junta a nós e deixo o assunto morrer, volto a observar meu pequeno martelando o dedo do pai e atrapalhando Michonne, nos fazendo rir como numa comédia de erros.

Ainda demora toda a tarde para o estábulo ficar pronto, adeus tarde romântica na torre, depois Michonne coloca o cavalo para dentro e vejo Daryl e Nick caminharem para nós, Nick tinha um ar orgulhoso, Daryl estava apenas cansado.

–Nossa mamãe eu trabalhei muito você viu?

–Vi, sem você eles nunca teriam conseguido! Eu o incentivo e Daryl ergue uma sobrancelha – Cansados? Eu pergunto.

–Demais! Daryl diz abraçando Megan, ele vinha tomando muito cuidado com ela, sempre demonstrando carinho e a cercando de cuidados, ela estava visivelmente orgulhosa e eu sabia que logo iria querer era se ver livre de todo aquele cuidado, um dia minha ratinha talvez também quisesse fugir para torre, nem queria pensar no choque que seria quando esse dia chegasse, felizmente isso ainda levaria tempo – E você ratinha o que fez, está bem?

–Tudo legal! Ela responde e se abraça a ele – Ficou muito bom, agora o Flame vai ficar mais feliz! Ela diz olhando o belo cavalo caminhando pelo seu novo espaço.

Nos dispersamos, Maggie vai ao encontro de Glenn e Beth segue para seus afazeres, eu caminho para dentro com minha família.

–Agora será a seção banho, primeiro as crianças depois o papai e a mamãe! Daryl diz e eu já sabia de suas segundas intensões.

–Gostava mais do banho de meninas e depois de meninos! Nick reclama.

–Era um bom jeito, mas ratinho esse jeito é muito melhor! Daryl ri e eu me abraço a ele.

Depois do banho nos reunimos no refeitório, Nick e Megan como sempre jogando cartas com as crianças, eu e Daryl abraçados apenas assistindo já que no momento nos sentíamos relaxados e tranquilos, estar em seus braços me entregar a ele sempre tinha esse efeito em mim, me deixava por horas meio aérea, nas nuvens, um tanto desatenta, mas acho que qualquer um que experimentasse aquelas emoções ficariam como eu.

–E os dedos, inteiros ou acha que temos que chamar o Hershel? Eu brinco e ele suspira.

–Por sorte ele não é forte o bastante, mas devo confessar que achei que não terminaria o dia com dez dedos nas mãos!

Abraço Daryl e me encosto em seu peito logo o refeitório fica cheio, os dias estavam frios demais e as noites longas, agora poucos ficavam do lado de fora, normalmente apenas quem estava de vigia, no caso de hoje, Tyresse e Sasha.

Dormimos cedo, as crianças cansadas principalmente Nick depois de atrapalhar o trabalho de Daryl e Michonne por todo dia.

Pov – Daryl

Acordo antes de todos, fico olhando Katie dormir nos meus braços, linda e doce, minha pequena, me lembro das alianças guardadas com Carl, se me demorasse muito para tomar coragem, Carl acabaria entregando a Megan, a ideia me assusta, minha ratinha, a cada dia mais adulta, armada e namorando, esse novo mundo era realmente alucinante.

–Bom dia papai! Megan me sorri.

–Bom dia ratinha! Eu sussurro para não acordar Nick e Katie.

Ela se senta ainda com seu ursinho na mão e depois me olha sorrindo, Nick se mexe e no segundo seguinte estava sentado, ainda se desembaraçando dos cabelos de minha pequena que acorda com seu cabelo sendo puxado como todos os dia, ainda assim ela sorri, nosso dia começa, eu penso, por que era só quando minha pequena abria os olhos é que o dia começava para todos nós.

Tomamos chá e comemos um tipo de massa feita pelas mulheres com a farinha e a aveia que tínhamos trazido, não era grande coisa, nada era.

Ficamos mais algum tempo no refeitório e Nick e Megan saem para o pátio com Carl, fico um pouco mais lá dentro observando Katie ajudar Maggie com as louças, Rick saia do nosso bloco de celas carregando a bravinha e Beth o acompanhava, então escuto gritos, vozes abafadas e confusão, lembro que meus pequenos estão lá fora e corro, ainda vejo Rick entregar o bebê e correr comigo.

Katie e Maggie seguem logo atrás, no pátio o que vejo é uma grande confusão com dois homens no centro dela, Carl protegia meus ratinhos que se mantinham atrás dele enquanto ele segurava a pistola na mão indeciso sobre o que fazer.

Os homens trocavam socos e as pessoas em volta gritavam alucinadas e um tanto insanas eu percebo.

–Estava roubando comida! Um deles grita – Não tem vergonha?

–Peguei um pacote de bolacha apenas isso! O outro se defendia, não acredito no motivo da discussão.

–Regras são regras, descumpri-las merece um castigo! O homem corpulento avisa erguendo uma barra de ferro, corro até ele antes que ele desferisse o golpe e o derrubo com um soco, o outro avança sobre mim e Rick o derruba antes que me acerte.

–Mas que merda é essa? Grita Rick os homens se erguem e tentam avançar mais uma vez um contra o outro, separamos, dessa vez Jimmy e Glenn nos ajudam.

–Ladrão, esse canalha é um ladrão! O corpulento esbraveja mais uma vez – Deve morrer!

–Vá para o inferno! O outro grita – Solte-o que eu acabo com esse idiota.

–Ninguém vai acabar com ninguém! Rick grita para ser ouvido em meio à confusão.

–Ele está tirando comida da boca de nossas crianças, isso não está certo! Alguém resmunga no meio da confusão – Precisa ser punido para dar exemplo, algo assim nunca aconteceria em Woodbury.

–O que querem? Eu me irrito – Quem sabe pegamos uns zumbis lá fora e os colocamos aqui, como na arena de vocês, uma luta até a morte por conta de um pacote de bolacha vencida! Aquilo era inacreditável, mas acho que minhas palavras de alguma maneira os fazem calar.

–Chega dessa confusão, se alguém tentar agredir alguém por um motivo infeliz como esse está fora, aqui somos um grupo, uma família, vamos superar essas pequenas coisas! Rick tenta amenizar, as pessoas começam a se afastar e sobram apenas os dois homens, olho em volta e vejo Katie entrando com as crianças, era bom que ficassem longe de toda aquela confusão.

–E então? Rick pergunta e quase me lembro de minha pequena separando os pequenos em suas brigas, chego a achar que Rick os mandaria dar um abraço de desculpas – Como ficamos, querem ficar ou querem partir, a escolha é de vocês.

–Desde que ele não roube mais comida, tudo bem!

–Eu sei que não devia, mas não achei que fosse grande coisa, ninguém disse que não podíamos nos aproximar da dispensa.

–Nesse caso acho que chega de confusão o dia mal começou! Glenn se pronuncia e soltamos os homens que se encaram um pouco e depois se afastam – Inacreditável! Glenn bufa – Quase morri do coração com essa gritaria, achei que estávamos sendo atacados.

–Nem me fale! Reclamo e começo a me afastar também, então ouço alguém me chamar e Bob Stookey caminhava em minha direção, me chama para onde Glenn e Rick estavam e sigo até eles.

–Daryl eu preciso me desculpar, a dias penso em fazer isso! Ele me diz um tanto relutante – Sei que sua família foi a mais atingida pelo meu deslize.

–Ok! Eu respondo despreocupado – Vi Lola inda atrás de você com uma garrafa, podia ter impedido, acho que no fim também deslizei, se quer chamar assim.

–Certo! Ele me oferece a mão eu aperto – Essa confusão de agora...

Bob não olha para ninguém em especial, mas sabíamos que ele queria conversar com os três, de algum modo éramos nós quem cuidávamos para de algum jeito manter a ordem, o que era mais uma novidade em minha vida, Daryl Dixon o cara que mantem a ordem? O velho desordeiro, mestre em se meter em encrenca agora zelando pela ordem, pobre Merle, o pensamento quase me faz sorrir.

–Diga Bob, o que tem ela? Rick pergunta.

–As coisas lá eram resolvidas assim, como eles tentaram fazer, eu sei que vocês tem muitas ressalvas quanto ao Philip, mas era um bom jeito de manter as coisas.

–Não aqui! Glenn se pronuncia, sem esconder o mal humor, defender aquele canalha na frente dele era como pedir um soco.

–Eu sei, eu sei, mas é preciso alguma liderança, e depois os dias frios estão cada vez mais próximos, acho que com todos presos nos dois blocos de cela essas confusões serão cada vez mais frequentes!

–Nisso você ter razão! Eu concordo, seria insuportável ficarmos fechados horas a fio com aquela confusão toda de gente falando e brigando dia e noite – Mas acho que dá para resolver! Concluo.

–Como? Rick pergunta.

–Podemos abrir mais um bloco, quem sabe o bloco A, temos muitos homens e não deve ser muito difícil, ele está quase limpo, já que isolamos os andares de baixo.

–Certo! Glenn concorda – Vamos fazer, por mim tudo bem!

–Posso ajudar, sou bom com armas! Bob avisa.

–Amanhã, começamos pela manhã e assim terminamos tudo antes do fim do dia! Rick anuncia.

–Essas coisas me deixam cansado, quase sinto falta do Afeganistão! Bob brinca.

–É militar? Glenn pergunta, sabíamos muito pouco sobre ele.

–Paramédico do exército dos Estados Unidos da América! Seu tom deixando claro um certo desprezo.

–Hershel devia saber disso! Rick comenta, ele é veterinário e o mais perto que chegamos de um médico.

–Eu acho que estão muito melhor com ele, vi tudo que já fez por vocês e podem apostar eu nunca teria feito nem sequer parecido, não depois que essa maldição nos atingiu.

Bob se afasta, um pouco tonto, mas segue firme para o bloco D, olho para os dois diante de mim, não sei bem até onde podemos confiar no bêbado da prisão.

–Acho que devíamos conversar com Jimmy sobre ele! Eu aviso – Jimmy foi quem passou mais tempo lá, pelo menos das pessoas que confiamos, eu não sei se gosto desse cara.

Os dois me olham e descubro que não era o único, Rick afirma que faria isso e eu finalmente me afasto para encontrar minha família e saber se todos estavam bem.

Tudo parecia silencioso e vazio quando passo pelo refeitório vejo apenas Carol, decido seguir em frente, a muito que não me sentia bem em sua companhia e sabia que ficar sozinho com ela ou melhor, com o tal olhar dela deixava minha pequena na categoria furiosa.

–Daryl! Carol me chama e paro de má vontade, não era diplomático e não sabia esconder quando estava descontente.

–Sim! Atendo me virando de má vontade sem dar um passo sequer em sua direção.

–Sua princesinha te proibiu de falar comigo? Ela pergunta, bufo de má vontade.

–Minha pequena, não perderia seu tempo com uma tolice como essa, o que quer Carol?

–Nada apenas saber se está bem, quase não o reconheço mais, mudou muito!

–Mudei mesmo Carol, e gosto de ser como sou agora, é só isso? Sempre me sinto mal em ficar sozinho com ela, como se estivesse enganando Katie e não gosto disso, ela dá uns passos em minha direção, não me movo.

–Vi que agora ela tem um anel, estão noivos! Ela diz com todo sarcasmo que encontra – Pretende mesmo levar essa coisa adiante?

–Eu amo a Katie! Digo bem lentamente para quem sabe fazê-la aceitar, se já havia dito a Katie que a amava não tinha problema nenhum repetir a ela, ao menos tinha esperanças de que ela entendesse e deixasse minha pequena em paz – Ela é a minha escolha, sempre foi e sempre vai ser.

Então Carol muda o olhar, algo a faz mudar de atitude e ela caminha até mim e tenta me envolver, demoro um segundo para entender sua intenção e quando ela tinha os braços sobre meus ombros eu a afasto bruscamente, fico tão furioso que ela quase cai com meu movimento, então ela ri e olha para nosso bloco de celas instintivamente acompanho seu olhar e ainda consigo ver os cabelos de Katie esvoaçando quando ela some pelo corredor provavelmente em direção a nossa cela.

Meu coração quase para de bater, ela nunca entenderia o que tinha acontecido, nunca me perdoaria, olho para Carol com tanto ódio que ela estremece.

–Você não é melhor que nenhuma dessas coisas que estão lá fora, nunca vou perdoá-la! Eu saio deixando uma mulher cheia de ódio e sem coragem de enfrentar minha pequena e sua fúria, sigo para torre, nada que dissesse apagaria o que ela viu, o que achou que viu, meu coração dói de pensar o que estava se passando naquela cabeça.

Perdi tudo, Katie era tudo que tinha e eu sabia que se não a tinha então não tinha nada, como pude ser tão tolo, aquela infeliz tinha planejado tudo, ficou me enrolando até notar Katie se aproximar e então, como pude cair nessa. Estava na torre andando de um lado para outro, angustiado pensando num modo de convencer minha mulher que não era nada daquilo que ela estava pensando, a primeira coisa a fazer era nunca usar essa frase, seria como admitir uma culpa.

Odeio Carol, odeio me sentir assim, não sei ficar sem a minha pequena, simplesmente não sei, somos uma coisa só, sem ela não sou nada, olho para o dia frio e o vento corta minha pele, podia ficar ali para sempre, talvez ficasse, não quero ouvir que está tudo acabado, não aguentaria, não posso ver os olhos de Katie me olhando com qualquer coisa que não seja seu amor, simplesmente não posso.

Notas finais
Já disse que fico muito contente com os comentários?
Já né!
Enfim comentem se possível.