Fim Dos Tempos
46 Capítulo 46 - Lutando
Notas iniciais
Pov – Katie
O grito de Lola desperta Bruce, ele pisa no freio enquanto girava o volante à direita, os pneus cantam patinando na estrada, o carro atravessa o acostamento, numa descida desgovernada em meio a floresta.
Os galhos das árvores batendo nos vidros do carro criando sombras e sons assustadores o carro trepidando por sobre o cascalho, tudo em câmera lenta, uma batida na lateral desgoverna ainda mais o carro, mas diminui sua velocidade, então uma árvore frondosa se insinua diante de nós cada vez mais próxima, ouço os gritos de Lola o choro convulsivo de Nick, Bruce tentando controlar o carro e um estrondo devastador, sou empurrada para frente e depois de volta com o impacto da batida.
Minha visão embaça por alguns segundos, pisco e passo a mão pelo rosto, meu pescoço doía, me volto para Nick ele parecia bem, um fio de sangue escorria por sua testa, apenas um corte, a buzina disparada ecoando pela floresta, como um sino delicado avisando aos zumbis que o almoço estava servido, Lola estava apagada, talvez morta com metade do corpo sobre o capo do carro, vidros estilhaçados cobrindo todos nós, Bruce estava encostado no banco.
Eu o olho e vejo o motivo da buzina ensandecida, metade do volante estava enfiado no abdômen de Bruce, ele abre a boca e uma bola de sangue grosso e leitoso escorre, me apavoro, a horda de zumbis devia estar a caminho atraída pelo som constante e monótono, além disso todo zumbi num raio de quilômetros devia estar agora caminhando para nós.
–Vamos Nick! Eu o chamo desprendendo-o do cinto com mãos trêmulas – Está tudo bem, temos de ir! Eu dizia com a voz esganiçada.
–Não mamãe! Ele chora – Tenho medo!
–Vamos para casa filho! Eu digo e depois me solto, pego ele no colo e o empurro com cuidado para frente – Saia Nick pelo capo, vamos! Passo ele pelos dois moribundos, ele chorava mais me obedece e o vejo descer pelo capo, olho para Lola a arma ainda em sua mão, começo a passar também, paro e retiro a arma de sua mão sem resistência, ouço um gemido baixo e uma lufada de ar ser puxada para seus pulmões, continuo a sair, agora com metade do corpo para fora e as pernas ainda dentro do mustang.
Então ouço o grito de Nick se sobrepondo ao som estridente da buzina e sinto dedos firmes segurando minha perna, puxo a perna tentando me livrar enquanto me viro buscando entender o que se passava, Lola me segurava, os olhos mortos lembrando cacos de vidro e a boca ávida mordendo o ar em busca de minha carne, tento me soltar, ela grunhia desesperada, em sua fome mórbida, chuto o ar com a perna livre e então me lembro da pistola na mão, atiro e vejo a cabeça oca explodir em um show grotesco de massa cinzenta e sangue escuro.
Saio do carro o mais rápido que posso, aperto a mão de Nick, não há tempo, preciso me afastar, eu o puxo me afastando o mais rápido que posso, preciso chegar a estrada, Daryl veria as marcas da derrapagem, ouviria o som alucinante da buzina e viria a nosso encontro.
–Vamos filho, não se afaste está bem! Peço enquanto ando o mais rápido que aquelas pernas pequenas e sensíveis do meu bebê podiam aguentar, se o pegasse no colo ficaria com as mãos ocupadas sem chance de me defender.
–Estou com medo mamãe! Ele chora, ainda gelado ainda tremendo.
–Eu sei querido, eu sei! Digo olhando em volta, tentando ouvir algo além da buzina infernal – Fique perto, aconteça o que acontecer fique por perto, o papai está vindo! Eu sabia que logo zumbis surgiriam de todos os lados que uma pistola e minha faca nunca seriam suficientes, mas eu não desistiria.
Vejo a sombra de um zumbi caminhando por entre as árvores, distante o bastante para eu não precisar derrubá-lo e continuo a caminhar, subindo com Nick em direção a estrada, a horda que avistamos já devia estar agora próxima do carro eu precisava me afastar, então os vejo, meia dúzia deles, caminhando em nossa direção, Nick chorava apertando minha mão, eu não sabia quantas balas tinha ainda, mas decido testar me afasto mudando um pouco de direção, tentando apenas fugir como nos velhos tempos de solidão, no tempo em que podia apenas correr, me esconder, quem sabe subir em uma árvore e esperar, mas agora era diferente, agora tinha meu pequeno e indefeso ratinho, precisava levá-lo de volta, precisava manter meu bebê vivo, Daryl estava a caminho eu sabia.
–Você não desiste eu não desisto! Digo em voz alta para não me esquecer, para nunca sucumbir.
Dois zumbis surgem diante de mim, próximos demais e eu atiro, derrubo o primeiro e depois o segundo que cai a meio metro de Nick.
Ninguém caçava melhor que Daryl, ele estava a caminho, mais perto do que eu podia imaginar, eu sabia e o tiro o traria até mim, repetia isso internamente tentando buscar forças e coragem, então mais zumbis surgem, de quase todos os lados me cercando, Nick se abraça a mim, grita desesperado, atiro em outro que avançava sobre nós e ele cai miro no próximo e uma flecha atravessa seu crânio derrubando o morto-vivo diante de mim, mais um cai e outro, um tiro e a espada de Michonne corta duas cabeças diante de meus olhos, vejo ele, meu amor, ele não me olha concentrado em derrubar tudo que se movesse, sou cercada pela minha família, Daryl, Michonne, Rick, Maggie e Glenn.
A velha formação que nos mantinha seguros e vivos. Coloco Nick entre nós, e pego a faca e a pistola, vejo as mãos delicadas de meu pequeno segurando firme a camisa de Daryl, zumbis caindo de todos os lados, enquanto caminhávamos em direção a estrada.
Eles agora estavam perto demais e a besta dá lugar a um machado, Daryl golpeando zumbis, tiros das armas de todos ecoando pela floresta, Nick escorrega e cai me viro para apanhá-lo um zumbi avança sobre nós e Daryl o golpeia seu sangue espirrando sobre mim enquanto coloco meu pequeno de pé, os olhos perdidos e assustados de Nick rasgando meu coração.
Chegamos a estrada, e vejo zumbis saindo da floresta dos dois lados, perdidos entre o som atordoado da buzina e os baques surdos de machados e facas, avisto os carros a alguns metros, limpo de zumbis.
Ainda em formação corremos para eles, entro com Nick no colo no banco de trás de um deles, Rick pega o volante Daryl do meu lado, os outros caminham para o carro de trás e quando todos estão seguros Rick dá a partida, faz a volta e segue pela estrada atrás do carro de Glenn.
Meu coração ainda batia alucinado quando sinto o braço de Daryl me envolvendo e Nick sendo puxado para seu colo.
–Os dois estão mortos! Eu declaro mesmo sabendo que eles já deviam saber disso.
–Está tudo bem pequena, estamos voltando para casa! Ele me diz quando me escondo junto com Nick em seu peito – Calma! Ele nos aperta, Nick tremia descontrolado e penso que nunca mais seria o mesmo garotinho alegre e despreocupado.
–Estão bem, se machucaram? Ele pergunta e me afasto imediatamente, precisava olhar Nick e ter certeza de que ele estava bem, eu o afasto do pai o mais delicada que posso.
–Está bem ratinho? Pergunto enquanto examino seu corpo, apenas alguns arranhões pelas pernas e braços – Dói alguma coisa? Ele parecia em choque, não respondia, apenas tremia e chorava, a testa não sangrava mais e era possível ver um pequeno corte feito provavelmente por um estilhaço do vidro.
Ele se aperta de novo a Daryl, minhas lágrimas rolavam e me abraço a ele desesperada pelos muros da prisão, a viagem de volta leva mais de uma hora, e quando avisto os grandes portões meu coração se enche de paz.
Nick se recusa a se afastar de Daryl que desce com ele no colo, vejo Megan chorando copiosamente encostada no ombro protetor de Carl, quando nos vê ela corre e me abraça sinto seu perfume suave, e penso no aniversário, no presente que dera a ela, naquela manhã suave e feliz de mil nos atrás beijo seus cabelos não querendo soltá-la nunca mais.
–Estão bem? Ela me pergunta e segue para o irmão escondido no ombro do pai – Nick? Ela chama.
–Ele está bem só um pouco assustado! Daryl avisa e ela volta para meus braços, olho seu pescoço agora com um pequeno curativo.
–O Hershel tratou, não foi nada! Ela conta, Beth corre para nós, e vejo seu rosto marcado, um corte no canto do lábio.
–Beth! Eu a abraço e choramos juntas como de costume.
–Desculpe! Ela dizia entre suas lágrimas – Eu tentei impedi-los de levar os dois, mas estavam armados, sinto muito!
–Eu sei que tentou querida, está tudo bem! Aviso tentando consolar Beth, Rick a separa de mim ajudando ela a entrar em meio a sua crise de culpa, uma culpa que ela não tinha.
Volto para perto de Daryl e caminhamos de mãos dadas para dentro com Nick apertando seu pescoço, os olhos fechados a mandíbula travada como se ainda estivéssemos na floresta.
Quando entramos vejo Jimmy sentado no refeitório, os olhos baixos e assim que nos vê ele se põe de pé e sorri com o olho roxo e marcas no pescoço.
–Desculpem, eles me apagaram! Ele diz sem graça, faço um movimento dizendo que tudo bem, não queria falar, não queria fazer nada, só queria ficar perto de Daryl e meus pequenos, então aproveito todos reunidos e abraço Michonne, Rick, Glenn e Maggie, me demoro mais nesse abraço, somos irmãs, dividimos os perigos, as ruas e os sonhos de amor, agradeço a todos, eu sabia que não era preciso, que assim como eu faria qualquer coisa por eles, eles fariam tudo por mim, mas mesmo assim agradeço, deixo que minhas lágrimas de alivio me dominem, não me importo de chorar, estava em casa e isso era maravilhoso.
Pov – Daryl
Saber que Bob tinha sido apagado por Bruce e Lola havia me deixado em sobressalto, mas nada na vida havia me preparado para ver meus ratinhos sendo arrastados e ameaçados, reféns de um casal de malucos completamente chapados e preparados para qualquer coisa, meu coração parou de bater por um longo segundo, depois o sangue jorrou intenso e senti um choque de adrenalina irradiar por meu corpo me deixando completamente em alerta.
Senti o medo e a angustia de minha pequena. Ninguém ali tinha ideia do que estávamos sentindo, talvez Carl em seu desespero de menino apaixonado, os outros queriam e iriam ajudar, talvez colocar a própria vida em risco, mas nunca teriam a real dimensão do que sentíamos naquele momento, tudo pelo que lutamos entregue em mãos criminosas.
Me ofereci para seguir com eles, teria ido e talvez nem mesmo tivesse tentado me defender, desde que isso garantisse a vida dos meus pequenos, meus ratinhos indefesos, infelizmente eles eram loucos, mas não eram burros e não aceitaram fazer a troca, mas toparam quando Katie se ofereceu, eu sabia que aceitariam, Lola tinha um ódio particular por Katie e ter a vida de minha pequena em suas mãos era para ela como um bônus.
Tive que assistir Katie e Nick serem violentamente atirados para dentro do carro, tive de ficar parado enquanto o carro ganhava distancia para só depois recolher minhas armas e seguir para o primeiro carro parado e com as chaves na ignição, logo vejo minha família se mobilizar, Michonne e Rick no outro carro e Glenn e Maggie comigo, eu sabia que sempre poderia contar com eles.
Olho para Megan em seu choro de desespero abraçada a Carl que tentava inutilmente acalmá-la.
–Vou busca-los ratinha! Eu disse e então olhei para Carl ele faz que sim e eu sabia que cuidaria dela.
Dirijo feito um maluco, desesperado por um sinal, eu sabia a velocidade que um mustang poderia atingir numa estrada como aquela e o quanto Bruce era idiota para simplesmente não se preocupar com riscos
Seguimos em silêncio, os olhos fixos na estrada, então vejo as marcas no chão e zumbis sumindo para dentro da floresta, meu coração acelera, batendo descompassado, descemos atentos e o som estridente e continuo da buzina do mustang nos contando o que afinal estava acontecendo.
Lá estava eu, mais uma vez caçando minha pequena, mais uma vez lutando contra o tempo, entramos na floresta, em direção ao som e sinto falta de ar quando avista uma horda inteira devorando corpos no carro batido na floresta, perco as forças, tenho náuseas, as coisas embaralham diante de mim, minha pequena, as pernas começam a se dobrar e uma mão forte me ampara.
–Daryl! Rick me chama sem ter nada a dizer, ouço o choro de Maggie, está tudo acabado, nada mais faz sentido, eu não tenho nenhuma razão para continuar, posso simplesmente me deixar ficar ali a espera que os distraídos zumbis me vejam e sigam famintos até mim, quero estar com ela, e não me importo que seja assim.
Um tiro ecoa pela floresta, me despertando – Você não desiste, eu não desisto – A frase me atinge me trazendo animo, Katie, sei que é ela, simplesmente sei.
Corremos alucinados em direção ao som, todos nós, vejo Michonne acertar um zumbi que tentava se interpor entre nós e minha vida, e então eu os vejo cercados, e vejo que mesmo assim ela lutava que se mantinha de pé que não desistia, atiro e derrubo o primeiro que vejo o que estava mais perto de tudo que eu tinha e os atacamos com todas as forças, ela nos vê, e a cercamos, meu pequeno ratinho, agora tão assustado não chega a sentir alivio, ainda não sabia que eu nunca o deixaria se ferir, lutamos em formação até o carro e meu alivio quando sinto o carro em movimento era tão intenso que minhas mãos e pés formigavam. Os trago para mim, quero tê-los em meus braços e não quero nunca mais ter de caça-la.
Em casa seguimos juntos para o refeitório, meu pequeno não se afastava de mim, me dando a dimensão do quanto se sentia protegido por mim, do quanto precisava ser forte por ele.
Jimmy estava ferido, Beth também, Hershel caminha para nós, preocupado e feliz, abraça Katie e ela mais uma vez chora, talvez se sentisse um pouco nos braços do pai, sempre seria assim que o veríamos, ele a consola e depois vem até mim, Nick não se afasta de mim, tremia ainda.
–Está em choque! Ele diz – Deem um banho nele, depois dou uma olhada nesses arranhões, vai ficar tudo bem! Ele diz olhando para Nick que não responde.
–Vou cuidar disso! Katie some para nosso bloco de celas, volta pouco depois trazendo roupas e seguimos para o chuveiro, Megan nos acompanha, suada e molhada pelas lágrimas, os olhinhos inchados – Hoje vai ser diferente, banho de meninas e depois banho de meninos! Ela diz fingindo tranquilidade, entra com Megan para o banho e fico com Nick em meus braços.
–Está tudo bem ratinho, estamos em casa! Eu acaricio seu cabelo, ele ainda chorava, os olhos fechados – fale comigo, dói alguma coisa?
–Não! Ele diz e mesmo sendo só uma palavra estrangulada e cheia de dor era o suficiente.
–Ótimo! Eu o aperto, minha roupa suja de sangue e molhada por suas lágrimas, logo depois as duas saem, e entro com Nick, é difícil fazê-lo se soltar de mim.
–Não, não! Ele pede assustado.
–Calma, não vou te deixar aqui, precisa limpar esses machucados, é só um banho, eu te ajudo está bem? Eu sabia que a água estava gelada e que os cortes iriam arder, mas também sabia que era preciso e que isso de algum jeito talvez o despertasse, eu tiro sua roupa e o coloco no chuveiro, ele treme, e então eu mesmo lhe dou banho, nunca tinha feito nada assim e mesmo assim me sinto completamente à vontade, era meu ratinho eu o lavo e depois seco Nick com cuidado, procurando por seus ferimentos, nada grave apenas arranhões, depois o visto com cuidado.
–Quer ficar com a mamãe enquanto tomo banho? Eu pergunto a ele com o tom mais tranquilo que encontro, ele faz que sim com a cabeça e o levo pela mão até o lado de fora onde Katie e Megan nos aguardavam, assim que as vê Nick corre para os braços de minha pequena que o aperta enquanto eu sigo para o chuveiro, depois de uns minutos os encontro no mesmo lugar e Nick volta para meus braços, vamos ao encontro de Hershel, ele nos senta e examina Katie, ela tinha um pequeno inchaço na testa.
–Acho que bati no acidente, não é nada estou bem! Ela avisa e Hershel concorda com um movimento de cabeça.
–Agora vamos ver esse pequeno! Ele examina Nick, braços pernas e o rosto, nenhum machucado grave, pega um chumaço de algodão e encharca com iodo, depois limpa a testa de Nick e seu pequeno corte de menos de um centímetro – Está ótimo, agora é só descansar um pouco e tudo vai ficar bem! Eu olho para ele querendo ter certeza de que dizia a verdade, ele me sorri – Ele está apenas assustado, vai passar, crianças se recuperam rápido.
–Precisa comer! Digo a Nick, era fim de tarde e ninguém tinha comido nada desde o café, ele se nega, mas fica em meus braços enquanto todos comiam silenciosos, cansados da luta e do estresse, mastigo qualquer coisa, mais para tentar convencê-lo a comer, ele fazia que não esfregando o nariz no meu peito e acho aquilo encantador.
Talvez eu realmente fosse só o irmão bonzinho de Merle, talvez fossemos mesmo completamente diferentes, olho para todos, Megan abraçada a mãe esquecida de Carl que estava sentado ao lado do pai, nessa hora só queriam mesmo ser protegidos, eu penso, Beth estava também perto de Rick com nossa bravinha no colo, ninando-a meio no automático, Michonne com sua inseparável espada comia com os olhos perdidos, Glenn e Maggie abraçados apenas se olhando, Hershel conversava com Carol, um dia tínhamos sido muito próximos, mas hoje mal nos falávamos, ela me olha e depois desvia o olhar, Tyresse e Sasha estavam ali, Jimmy também, Bob, penso onde estaria e se estava bem, não consigo sentir raiva dele, apenas um pouco de pena, por sua fraqueza, seu completo descontrole de quem não tem mais nada a perder.
Suspiro, a noite começando a cair, não penso em quem ficaria de guarda, só quero ficar com Nick e nem acho que ele me deixaria ir a qualquer lugar, eu nem tinha me acostumado a ser importante para Katie e agora descubro o quanto sou importante para eles.
–Vamos dormir? Eu o convido ele apenas movimenta a cabeça concordando.
–Eu e Sasha fazemos a guarda! Tyresse avisa, me levanto e sigo até ele, estendo a mão e ele aperta.
–Não estou culpando vocês, está tudo bem e no fim o problema foi resolvido.
Chega de nos sentirmos culpados pelo que quer que seja, estamos vivos, mais uma vez vencemos, temos mais um dia, e isso me conforta, eu ainda os tenho, isso é tudo que me importa, ao menos hoje.
Ele afirma e sigo com minha família para nossa cela, Megan e seu último olhar, Katie segurando meu braço e Nick apertado a mim como se nada mais existisse e talvez nada mais exista.
Notas finais
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