Fim Dos Tempos
42 Capítulo 42 - Armas, munição e mentiras
Notas iniciais
Pov – Katie
Acordo e antes mesmo de abrir os olhos me lembro da cena de ciúme que fiz, me sinto ridícula, mas no fundo acho que amar alguém tem esses pequenos percalços, afinal Daryl tinha me perdoado e a tal Lola realmente não sabia com quem estava lidando, eu ia mostrar a ela na primeira oportunidade, ela que me aguardasse.
Passamos muitas coisas juntos, superamos muita coisa para chegarmos onde estávamos, não deixaria uma mulher vulgar como aquela atrapalhar minha vida, não deixei Carol ficar entre nós e não seria aquela mulherzinha a fazer isso.
Olho para Daryl que dormia tranquilo, como pude não perceber o quanto a presença daqueles dois mexia com ele, com sua autoestima e aquele medo que ele tinha de não ser aceito, era obvio que ele estava confuso e assustado com a presença deles entre nós, achando que seria comparado a eles, meu confuso e assustado garotinho solitário que de vez em quando dominava o homem forte e decidido.
Aspiro seu perfume, aquele cheiro que só ele tinha e que as vezes eu achava que era o motivo de ficar de pernas bambas ainda hoje só de me abraçar a ele, aquilo nunca ia passar, sempre seria assim, eu sempre seria louco por ele e sempre ficaria tonta em seus braços, mesmo depois de tudo, de estarmos juntos a tanto tempo, mesmo estando ao lado dele o tempo quase todo, ainda sentia saudade e ainda o queria do mesmo jeito que queria antes de ele me tocar, me beijar na floresta, Beth tinha dito que não era assim com ninguém, eu não entendia, mas estava feliz, ele me amava do mesmo jeito e isso era perfeito.
–No que está pensando? Daryl me pergunta, eu o olho, não tinha notado que ele estava acordado.
–Em você! Eu conto – Em nós, em como é bom e me faz feliz!
–Tudo isso, logo assim cedo? Ele beija meus cabelos e me abraça mais.
–Sim! Eu me apoio em seu peito para poder olha-lo, os ratinhos ainda dormindo – E que estou na categoria muito brava! Conto só para ele não esquecer.
–Aquela que te deixa irritada e de olho, mas que não vai me deixar? Ele brinca.
–Essa mesmo! Conto e ele me puxa para me beijar, correspondo por inteiro –Au! Sinto um puxão nos cabelos, Nick as vezes fazia isso quando se mexia, me afasto um pouco de Daryl para meus cabelos ficarem perto dele o suficiente, Daryl ri.
–Qualquer pessoa tiraria os cabelos daí, mas você vai mais perto para ele poder continuar puxando!
–Quero que ele durma mais um pouquinho! Eu conto e puxo Daryl para perto de mim de novo – Está tão bom aqui! Ele me beija carinhoso.
–Está bom mesmo! Ele sussurra voltando a me beijar.
–Já estão namorando? Megan pergunta e nos afastamos, Daryl afunda no travesseiro me olha suspirando eu dou de ombros, quisemos ratinhos, ai estava.
–Bom dia! Eu me viro para ela que esfregava os olhos manhosa – Com preguiça?
–Com sono! Ela responde – O Nick nem acordou ainda deve ser muito cedo!
–Nem tanto! Respondo e beijo meu pequeno que pisca antes de abrir os olhos – Bom dia ratinho!
–Mamãe! Ele me abraça e depois se senta animado, sempre pronto para o dia – Bom dia, estão de bem? Ele nos olha e eu nem sabia que tinham percebido o clima da noite anterior.
–Claro! Respondo e olho para Daryl – Não brigamos.
–Mas você não gosta daquela mulher!
–Não pense nisso está bem, agora vamos descer para o café e depois tenho certeza que você deve ter muitas coisas para fazer.
Ele sempre tinha uma agenda cheia, e a pobre irmã normalmente estava envolvida em todos aqueles planos dele, mas ela parecia não se importar, cuidava do irmão com todo carinho, assim como Carl que sempre estava por perto atendendo as vontades do pequeno ratinho.
Quando estamos todos prontos para descer, Daryl segura minha mão tinha os olhos preocupados.
–Vão descendo, já encontramos vocês! Ele pede e os dois seguem na frente, então ele me olha quando ficamos sozinhos – Amo você, nossa família é tudo que mais amo na vida e quero preservar, todos nós, não só você e meus ratinhos.
–Eu sei que sim! Confesso, nunca duvidei disso, mesmo com ciúme eu sabia o quanto éramos todos importantes para ele.
–Talvez me veja dizer ou fazer algo que não se pareça muito comigo, não duvide do meu amor está bem, mas preciso que eles confiem em mim, temos que saber o que está acontecendo! Ele me pede e aquilo era bem difícil para mim, pensar naquela mulher tocando nele e o chamando de querido.
–Vou me esforçar está bem, mas não fique bravo se minhas facas ganharem vida própria! Ele me abraça.
–Eu vou ficar longe dela, ao menos dessa maneira que te afeta tanto, mas ainda assim talvez precise fingir um pouco.
–Sim senhor Dixon vou me controlar! Respondo de má vontade ele me beija rindo de mim, do meu ciúme adolescente.
–Ótimo senhora Dixon! Ele diz me puxando pela mão, deixamos nossa cela e seguimos ao encontro do restante.
Procuro meus pequenos com o olhar, Nick estava no colo de Glenn, ele adorava aquele coreano, Glenn estava sempre o fazendo rir e correr, Megan estava sentada ao lado de Carl e falavam algo baixo, olho para Daryl e lá estava o papai ciumento de cara amarrada, então avisto os dois, Bruce estava sentado, espaçoso e debochado, o tempo todo me fazendo lembrar Merle, a parte difícil de Merle, e Lola estava de pé, sempre exigindo toda a atenção possível, usava as mesmas calças justas e as botas de salto alto a blusa era com estampa de oncinha o decote tão exagerado como o do dia anterior, as unhas vermelhas e o cabelo preso na parte de cima com aqueles fios vermelho fogo chamando atenção, penso que enquanto todos caçavam comida ela devia caçar tinta para cabelo e com isso estava em grande vantagem, era muito mais fácil achar tinta e esmalte do que comida.
Nos reunimos a Glenn e Maggie, logo Megan vem se sentar conosco, Rick também se aproxima, comemos alguns biscoitos e café amargo.
–Rick, vou tentar distraí-los um pouco, quero que olhe o carro, tenho certeza que tem algo no carro.
–Certo! Rick concorda com Daryl e então Lola se aproxima de nós, me controlo.
–Nem foi nos dar bom dia querido! Ela diz a Daryl, ele fica calado e me olha.
–Foi um zumbi que fez isso com seu cabelo? Nick pergunta a Lola e escuto a risada de Maggie, eu sabia que não tinha sido educado e prometo a mim mesma que se um dia ele fosse grosseiro assim com mais alguém eu o repreenderia, mas de fato eu no momento só queria abraça-lo e dizer, obrigada ratinho, ela olha para ele irritada, penso que pretendia realmente responder à altura, mas com grande esforço suaviza a expressão e sorri, mas não responde.
–Eu e Bruce vamos voltar para a cama, as coisas aqui começam muito cedo! Ela diz – Por que não vem nos fazer companhia? Ela pisca para Daryl num olhar sexy.
–Assim que acabar aqui! Ele responde e ela se afasta, Bruce a aguardava na porta do refeitório e os dois deixam o refeitório.
–Nick eu já disse o quanto é fofo? Maggie pergunta e ele faz que não, ela aperta suas bochechas – Você é muito fofo!
–Obrigado! Ele responde se achando o máximo, rimos todos e depois Daryl se levanta respiro fundo, controlando meu humor, ele percebe, me puxa para ficar de pé, me envolve e morde de leve meu lábio inferior, depois me beija, também de leve.
–É você, só você! Diz no meu ouvido e se afasta sem esperar resposta, hiperventilo, tonta, não me mexo, não podia, ele nunca fazia coisas assim na frente dos outros, principalmente na frente de seus inocentes ratinhos, fico vermelha e me sento procuro os olhos de Maggie, ela era a única com quem poderia dividir algo assim sem ficar constrangida, ela tinha uma sobrancelha erguida.
–Uma palavra! Ela sussurra – Quente! Rimos e Beth se aproxima percebendo o clima entre os adultos.
–Perdi algo? Pergunta.
–Não! Respondo muito mais rápido do que deveria arrancando risos – Melhor verificarmos logo aquele carro! Digo querendo afastar as atenções sobre mim.
–Tem razão! Rick responde e saímos todos para fora, as crianças ficam com Beth.
Olhamos dentro do carro, não havia nada de mais, batom, uma ou duas peças de roupas e lixo, precisávamos olhar o porta-malas, mas como abrir sem chamar atenção, a chave estava com eles, paramos diante do carro silenciosos e pensativos.
–Querem abrir sem chamar atenção? Jimmy pergunta se aproximando.
–Exato! Rick responde sem desviar os olhos do porta-malas.
–Posso fazer isso! Ele avisa e todos olhamos para ele – Qual é? Ele fica surpreso – Não é o que estão pensando, nunca roubei nada, meu pai era mecânico, aprendi um pouco com ele! Jimmy se defende – Leva um minutinho!
Ele se afasta, volta pouco depois com algumas ferramentas se abaixa e um minuto depois estava aberto, nos aproximamos curiosos.
Realmente aqueles dois nunca estiveram no limite, o carro estava repleto de armas de grosso calibre e Glenn avisa que algumas delas eram de uso militar, além de armas havia muita munição, nos olhamos incrédulos, Tyresse balança a cabeça se sentindo culpado e acho que um pouco idiota por ter caído na conversa deles.
–E então o que vamos fazer? Pergunto a Rick – Não podemos deixar isso assim, numa distração eles podem tentar nos atacar, sei lá, não acho boa ideia deixar isso aqui!
–Nem eu! Rick responde, vamos retirar tudo esconder e fechar o porta-malas, se eles não tiverem a intenção de usar isso contra nós nunca vão saber que tiramos, caso contrário é bom que não encontrem nada.
Sem chamar muito atenção, recolhemos as armas e levamos para onde nossas armas ficavam, enquanto Jimmy fechava de novo o porta-malas, o tempo todo eu pensava em Daryl com eles sozinho, numa cela, no que conversavam e em como aquilo era frustrante para mim, por não poder estar com ele.
Vou ao encontro dos meus pequenos logo depois, Megan estava sentada assistindo Beth dar suas aulas e Nick participativo e curioso, fazia uma pergunta, fico de longe só assistindo, Carl estava de guarda no portão, por isso não estava ali eu penso, minha ratinha me vê e caminha até onde eu estava, nos sentamos no chão, sinto que ela queria conversar e aquela era uma boa hora, estávamos sozinhas e ela me distrairia de ficar pensando onde Daryl estava naquele momento.
–Oi! Eu digo quando ela se senta do meu lado – Tudo bem? Ela faz que sim com a cabeça.
–Mamãe! Megan começa sem me olhar, tinha os olhos fixos nos pés e depois nas mãos – Eu estive pensando, sobre aquela história de esperar ter trinta anos...
–Está mudando de ideia! Continuo para ela tentando ajuda-la.
–Pensei que na verdade, não quero namorar, essa coisa de beijo e tudo, mas gosto de ficar perto do Carl e então pensamos que podíamos... Acha que o papai vai ficar muito bravo se o Carl pedir para ele deixar a gente só andar por ai sozinhos e de mãos dadas, só isso, o que acha?
–Acho que ele vai ter de pedir! Responde me preparando para o tsunami – Quer isso?
–Quero, gosto quando ele segura minha mão e quando conversamos, ele é meu melhor amigo.
–Mas não é namoro? Pergunto sem saber muito bem como agir.
–Pode namorar sem beijar? Ela me faz sorrir – Por que eu disse para o Carl que não quero beijar ele ainda.
–Ele te pediu um beijo? Eu pergunto sem saber o quanto isso era preocupação e o quanto era apenas curiosidade.
–Não agora, mas disse que se o papai deixar quando ficarmos um pouquinho maiores vamos ter de beijar, que os namorados se beijam, eu disse que só quero segurar na mão até fazer treze anos.
–Entendo, é um bom plano! Comento ganhando tempo – Acho que pode ser do seu jeito, não deve fazer nada que não queira, só para o Carl ficar feliz!
–Ele falou isso também! Ela me diz e só confirma minha boa opinião sobre ele – Eu prometi que pedia para você e ele para o papai, ele queria fazer ao contrário, mas eu que não vou falar isso com o papai! Ela sorri e eu também, na verdade nem eu queria falar isso com o papai.
–E quando vai ser isso? Pergunto.
–Primeiro você tem de deixar, depois vem o papai, se você não deixar nem vamos pedir para ele por que vai ser um problemão e eu não quero que ele fique bravo! Ela diz e depois me olha com aqueles lindos olhos de Daryl e meu coração derrete – Você deixa?
–Ratinha se você quer mesmo isso e se me prometer que vai me contar quando quiser que seja mais do que andar de mãos dadas eu deixo! Ela me abraça apertado.
–Amo você mamãe! Me diz apertando meu pescoço – É a melhor mãe do mundo!
–E você é a melhor filha do mundo! Eu realmente pensava que sim, que era uma menina linda e que eu podia confiar, beijo seu nariz e ela se encosta em mim, ficamos quietas esperando a aula de Beth acabar na cela em frente.
Nick corre para mim assim que Beth os dispensa e saímos para fora, o dia estava bem frio, mas ainda assim eu não queria ficar lá dentro, Carl estava ainda de guarda e quando Megan o vê ela me olha.
–Posso ir dizer a ele? Me pede e faço que sim ela corre até ele fala muito rápido ele sorri, depois fica sério e ela se afasta, a cara feliz eu sabia era por que eu tinha deixado, a cara seria era por que agora ele teria de achar um jeito de pedir a Daryl, pobre garoto, penso e então ela volta correndo e Daryl se aproxima, me envolve pela cintura e me beija, quero fazer um milhão de perguntas, mas fico calada, não queria pressioná-lo.
–Olharam? Ele me pergunta.
–Muita arma e muita munição! Respondo demonstrando minha preocupação – O que acha?
–Que no mínimo pretendiam roubar o grupo, talvez não esperassem por tantos e nem por tanta segurança, mas de fato eu não sei se são só eles, e se tiverem mais, talvez um grupo, ainda não falaram nada sobre partir, não confiam em mim, não ainda! Ele me conta.
–Guardamos tudo junto com as nossas armas, se forem mexer no carro vão saber! Eu digo a ele.
–Mas vão fingir que não sabem de nada, estão de olho, em tudo, no que fazemos como nos protegemos, quem entra quem sai, quantos somos!
–Onde estão agora?
–Com a Sasha, Lola está ensinando coisa de maquiagem a ela, e Bruce está tentando se dar bem! Ele me diz – Isso é bom, assim Sasha e Tyresse aprendem a não trazer estranhos! Ele estava bravo e penso que acabaria sobrando para o pobre Carl.
–Bruce e Lola volumosa, são mesmo irmãos? Eu pergunto ignorando a risada dele.
–Claro que não, ela se dividia entre ele e meu irmão, eles pareciam não se importar muito! Fico um pouco chocada, ele nota.
–Tinha uma mulher perto da minha casa que cuidava de crianças sem lar, fazia isso por que o governo ajudava, eles meio que cresceram por lá, por isso essa história de que são irmãos, mas a verdade são comparsas isso sim!
Almoçamos todos juntos, depois imploro a Hershel para tirar aquela faixa da mão, ele concorda somente quando juro não sentir mais nada, Daryl a tira e fico feliz por poder mexer meus dedos.
–Dói? Ele me pergunta.
–Não, nem um pouco, acha que vou conseguir atirar facas? Pergunto tensa, ele me beija de leve e sorri.
–Aposto que sim, mas por que não vai treinar um pouco com as crianças, assim testa sua mão e seria bom que aqueles dois soubessem que mesmo as nossas crianças são treinadas.
–Certo! Sorrio – O que vai fazer? Eu não queria que ele fosse se fechar com aqueles dois mais uma vez.
–Assistir minha pequena atiradora de facas dar seu show! Ele me beija e assim que se afasta vejo o olhar de Lola sobre nós.
–Vamos! Eu o puxo pela mão passo por ela com ar superior, ela desvia o olhar e seguimos para fora, as crianças se reúnem e pouco depois vejo Bruce e Lola se sentarem com Daryl.
Megan é a primeira a tentar, ela já conseguia acertar o alvo, mas desde que estivesse atenta e parada, o que não ajudaria muito no caso de uma emergência, além dela apenas um menino conseguia acertar o alvo, era mais forte apesar de menor e a faca voava mais precisa, os outros eram ainda pequenos demais, aquilo não passava de uma brincadeira de crianças que viviam em meio a um apocalipse, nada de vídeo game, agora tudo era real, sonharam tanto com o 3D e a realidade virtual que ai estava ela, bem diante de nós, era só olhar para nossas cercas.
Então eu me preparo, uso primeiro a mão direita, perfeita e ágil como sempre, minhas seis facas voam e acertam todos os alvos em questão de segundos, Nick aplaude pisco para meu ratinho indiscreto, me lembro de sua pergunta pela manhã e sorrio.
Recolho minhas facas e paro de novo no centro de nossa pequena arena, testo minha mão, pego uma das facas e finjo pesa-la giro ela entre os dedos, testando minha agilidade, depois miro e atiro, mais atenciosa do que normalmente precisaria estar, ela voa como de costume e finca no alvo, suspiro aliviada, vou buscá-la e caminho lenta de volta, então as divido entre as duas mãos três para cada lado, como sempre fiz e atiro, meio minuto e lá estavam elas, todas perfeitas, como sempre estiveram ainda era tão precisa quanto antes.
Olho em volta, todos me assistiam, Maggie e Glenn gritam incentivos, aceno para eles feliz, busco os olhos de Daryl e vejo admiração, eu te amo, penso comigo, Lola estava chocada, me olhava fixamente e eu percebo sua inveja misturada a sua preocupação, vejo ela e Bruce trocarem um longo e significativo olhar. Eles que se metam comigo! Decido.
As crianças se dispersam e sigo até onde Daryl estava.
–Boneca você é boa nisso! Bruce me diz, eu não lhe dou atenção me sentando com Daryl, ele aperta minha mão, pisca discreto.
–Atira bem assim também? Lola pergunta.
–Melhor do que você se maquia, pode apostar! Respondo sem muita paciência, quem tinha de fingir era Daryl, não eu.
–Boneca você é selvagem! Bruce ria largamente irritando Lola – Que pena que o pequeno Dixon chegou antes!
–O tal casamento de fim de mundo? Lola comenta me olhando cínica.
–Esse mesmo! Eu digo fingindo não me importar com seu comentário – É mais divertido que irmãos de fim de mundo! Deixo os três antes que minha mão voasse até aquele rosto pesado de blush.
Antes de meia dúzia de passos Daryl estava caminhando do meu lado, ele pega minha mão, eu olho para ele e sorrio queria que ele visse que estava bem, ao menos entre nós tudo estava bem.
Nos reunimos na cela de Michonne, aproveitando que Jimmy e Tyresse estavam agora lá fora distraindo os dois.
–Descobriu algo Daryl? Rick pergunta.
–Não muito, apenas que estão mentindo sobre praticamente tudo, mas dei a entender que não estou muito contente aqui, quem sabe confiam em mim, talvez se acharem que posso ficar do lado deles.
–Se resolverem mexer no carro? Glenn pergunta.
–Não acho que farão uma cena, vão fingir que não notaram nada, até darem o bote, a questão é sozinhos ou com outro grupo?
–Vamos ter de descobrir isso antes de tomar uma atitude, se forem só os dois, podemos simplesmente manda-los em bora, mas se tiver um grupo maior... – Rick fica calado, todos ficamos, depois Daryl me olha e aperta minha mão.
–Me deem mais uns dois dias, vamos ver como se comportam, quero tentar convencê-los de que podemos roubar o grupo e sair daqui.
–Eu concordo! Hershel estava evitando que tivéssemos que tomar uma atitude mais dramática e a verdade é que nenhum de nós queria isso, matar sobreviventes não estava nos nossos planos.
Mas ser morto por eles também não.
Sigo com Daryl e os ratinhos para nossa cela, estava num dilema, contava a ele ou não minha conversa com Megan, queria deixa-lo preparado, ao mesmo tempo achava que de surpresa seria mais fácil para Carl, assim ele não teria uma desculpa pronta.
Era muito difícil lidar com aquilo, mas o fato é que assim que ficássemos sozinhos ele iria me perguntar o que estava acontecendo por que me conhecia e eu sabia que não mentiria, então ou Carl era muito rápido ou talvez ele ouvisse um não antes mesmo de fazer um pedido.
Notas finais
Me contem o que acharam.
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