Fim Dos Tempos

43 Capítulo 43 - Pedido


Notas iniciais
Capítulo novo,
espero que gostem.

Pov – Daryl

Nick estava ansioso para contar sobre a aula, passamos um bom tempo o ouvindo, depois é Megan quem quer contar sobre seu dia, então finalmente eles decidem descer antes para o jantar por que queriam procurar Michonne para perguntar algo sobre o cavalo e deixo por que realmente quero ficar sozinho com Katie e saber o que ela está me escondendo.

–Vai me contar? Pergunto ela morde o lábio, não a condeno eu já tinha feito isso e era muito bom.

–Amor! Ela me diz e eu sabia que não iria gostar, aquele era um truque antigo dela, um olharzinho inocente, que me deixava completamente em suas mãos – Eu e Megan conversamos hoje, ela aproveitou que ficamos sozinhas um pouquinho e...

–Vai pequena, diz de uma vez! Eu peço agoniado, que segredo minha ratinha tinha revelado para a mãe.

–Calma! Ela me diz e senta no meu colo, me abraça e me beija e descubro que era muito grave – Ela me disse, na verdade me pediu para poder andar com o Carl segurando a mão dele, nada de mais só isso, poderem passear pelo pátio sozinhos.

–Diz para mim que disse não! Eu peço sabendo que era inútil.

–Ela fez aquele olhar, como podia dizer não, você também não diria, e depois não tem nada de beijo ela me disse.

–Beijo! Gemo – Ela falou sobre isso?

–Falamos um pouco! Eu conto – Ela me disse que só quer segurar na mão e conversar sem medo de você brigar, quem sabe eles pudessem sentar juntos na hora da refeição, nada demais.

–E sobre essa história de beijo! Volto no mesmo assunto.

–Ela e o Carl decidiram que beijo só quando crescerem mais! Ela diz sabendo que eu estava mais irritado que nunca.

–Quer dizer que falam sobre isso?

–Amor, isso é bom, não é, melhor falar que fazer! No caso deles era mesmo, suspiro – Eu disse a ela que não devia fazer nada que não quisesse só para agradar o Carl e ela me respondeu que ele mesmo falou isso para ela, o que mostra que é um bom menino.

–Ela vai me pedir isso? Eu pergunto e Katie me beija de leve, faz um carinho no meu rosto.

–Ele vai! Ela conta – Foi o acordo, ela me pede e ele pede para você!

–E tenho de deixar? Pergunto de mal humor, minha pequena tendo uma grande dificuldade de ficar séria.

–Não posso obriga-lo, mas acho que se não deixar vai magoar Megan e cedo ou tarde eles vão acabar fazendo isso sem sua autorização!

–Ou seja tenho de deixar! Reclamo – Está certo, mas ele vai ter de me ouvir e vou preparar uma lista de exigências e revogo a decisão na primeira falha!

–Sim senhor! Ela me beija feliz e acabo me acalmando por que aqueles três faziam isso comigo, ela nota que relaxei e nosso beijo fica mais intenso, me lembro de como me despedi dela pela manhã e em como sei que a deixei, mordo mais uma vez seu lábio.

–Aquilo não foi justo sabia? Ela me diz com a voz rouca e então eu a puxo para nosso colchão, sentia sua falta, voltamos a nos beijar – Amor, não devemos brincar com fogo! Ela diz os olhos cintilando pelo desejo – Ao menos não aqui!

–Você tem razão, sabe que agora a torre vai ter de esperar, não sabe? Eu a lembro sem muito entusiasmo.

–Sabe que ainda tomamos banho sozinhos e de porta trancada não sabe? Ela me responde com aquele olhar sensual, ergo uma sobrancelha.

–Acho que está na hora do banho, não acha? Ela ri.

–Sim, mas primeiro são os pequenos! Ela faz bico e eu a beijo.

–Esses ratinhos estão dominando o mundo! Eu resmungo, ela sabia que não era sério.

–Ao menos o nosso!

Nossas respirações já tinham voltado ao normal, e então nos levantamos, ela separa roupas para os pequenos, penso que agora que sua mão estava boa teríamos de sair mais uma vez em busca de suprimentos, precisava resolver logo aquele problema com Bruce e Lola.

Minha pequena separa roupas para ela e para as crianças depois para mim, não posso evitar um sorriso, ela gostava de cuidar das minhas coisas e eu não me importava por que nunca tinha tido isso, era bom vê-la ali, fazendo coisas de garotas, assim como era bom vê-la atirando facas, selvagem, Bruce tinha dito e eu poderia ter lhe dado um belo soco, mas fui forte e fingi não me importar.

–Vamos! Ela me puxa – Já peguei tudo que precisamos, pare de ficar me paquerando! Ela brinca quando me puxa para descermos.

Os pequenos correm para nossos braços, e seguimos com eles para o chuveiro, tudo como sempre, primeiro Megan com Katie de guarda depois Nick comigo de guarda por que a mamãe era menina, mas agora eu não ficava mais confuso e assustado, gostava de ficar ali com ele, brincando e o fazendo rir, supervisionando seu banho e mandando ele lavar as orelhas.

–Agora vão ficar com a Beth certo, logo estamos com vocês! Eu aviso – Mas eu disse com a Beth, nada de Bruce e Lola ouviram?

–Sim papai! Nick responde com ar enfadonho acabo rindo por que ele era muito mais solto que Megan e totalmente capaz de demonstrar se estava irritado – Nada de Bruce, nada de Lola e nada de Carl! Megan baixa a cabeça na mesma hora e Katie ri com vontade.

–Não ratinho, nada de Bruce e Lola, o papai não falou sobre o Carl! Katie responde e eles caminham para fora Nick correndo e Megan caminhando mais atrás – Enfim sós! Minha pequena brinca quando tranco a porta.

–Enfim! Concordo.

–Agora vamos falar sobre hoje de manhã! Ela me diz me puxando para ela.

–O que tem hoje de manhã? Finjo não entender.

–Não se lembra? Ela sorri.

–Algo como isso? Eu pergunto e mais uma vez mordo seu lábio inferior depois a beijo.

–Isso mesmo! Ela me diz com olhos brilhantes – E aquilo que me disse no ouvido...

–É você, e só você! Repito e então ela cola seu corpo ao meu, eu a envolvo como queria ter feito pela manhã, e estávamos queimando, mais uma vez, nunca precisávamos de muito na verdade, às vezes apenas um olhar, uma palavra e incendiávamos.

Desejo minha pequena como nunca achei que poderia desejar uma mulher, quero ela por inteiro, e é sempre assim que ela se entrega a mim, e eu faço o mesmo, me dou por inteiro, ali não temos medo, vergonha ou traumas, quando estamos juntos somos uma coisa só, e por isso sempre é perfeito, não importa onde ou como, e dessa vez não é diferente.

Quando chegamos de volta ao refeitório me sento com ela na escada, não quero me misturar hoje, quero ficar ali sentado com ela, apenas sentindo seu cheiro de flores, ouvindo meus pequenos falando sem parar, não quero saber de apocalipse nem de Lola e Bruce, não quero penar em nada, só quero por alguns minutos esquecer tudo.

Ela me compreende e ficamos apenas sentados, mastigando a comida despreocupados, Nick se dividia entre comer e correr pelas mesas, falando com um e com outro nos fazendo rir, Megan também estava dividida entre comer e prestar atenção no que Carl estava fazendo, ele não era diferente, eu tinha de admitir que era bom que ela estivesse construindo sua história e que ele estaria com ela, passar por tudo aquilo sozinho era difícil, dolorido e cedo ou tarde acho que quem estava sozinho acabava desistindo, e eu queria que fossem fortes, que lutassem e que nenhum dos três desistisse.

Me sinto pronto para a futura conversa com Carl, não tinha mudado de ideia sobre coisa alguma, ainda teriam regras e eu ainda estava disposto a revogar minha decisão se as regras fossem infringidas, mas estava disposto a superar todo aquele cuidado e dar uma chance a eles, penso na vida miserável que sabia que minha ratinha tinha tido desde sempre, tão ruim que ela sequer podia nos contar e que Nick fingia nunca ter existido, e decido que ela merecia ser feliz e que não seria eu a destruir isso.

–Estou pronto para o tal pedido! Digo para minha pequena, ela me olha e me beija de leve.

–Sempre fazendo a coisa certa! Ela se recosta em meu ombro assim como eu esquecida dos problemas.

Era nossa noite de ronda e depois do jantar vamos render Michonne e Jimmy, eles entram para jantar, as crianças nos acompanham, Hershel se senta do lado de fora com Beth e a Bravinha que dormia tranquila e muito enrolada nos braços de Beth, logo o restante de nossa família se reuni, tão nostálgicos quanto eu, logo estavam todos conversando, eu e Katie ouvindo enquanto observávamos a noite naquela vigia metódica e cansativa, Maggie e Glenn abraçados brincavam com Nick e Megan estava apenas sentada, Carl me olha de longe, talvez decidindo quando seria a hora certa, não agora, eu penso, ele nunca faria isso diante de todos.

Somos rendidos quando amanhecia, as vigias estavam durando mais tempo por conta de termos de nos dividir para cuidar dos visitantes indesejados, Megan e Nick tinham subido com Hershel, e quando nos deitamos dormiam tranquilos, com Nick segurando os cabelos da irmã, eu sorrio e dormimos quase instantaneamente.

Passo toda manhã envolvido com os trabalhos da prisão, depois do almoço sigo para o pátio enquanto Katie ajudava Maggie e Beth, as crianças estavam com ela e caminho pelas grades em busca de alguma falha como sempre fazíamos, os zumbis mesmo poucos se concentravam todos a minha frente, gemendo e enfiando os dedos enegrecidos pelas grades, me afasto e eles me seguem, então vejo Carl caminhando em minha direção, suspiro buscando equilíbrio, era agora e eu tinha prometido a mim mesmo ser razoável.

–Daryl! Ele para do meu lado de cabeça baixa o chapéu de xerife escondendo seu olhar – Posso falar com você?

–Pode! Respondo a contra gosto.

–A Megan me disse que falou com a Katie, e eu... eu queria, gosto da Megan, ela é minha amiga e...

–Desembucha de uma vez Carl! Perco um pouco a paciência, mas respiro fundo, minha pequena ficaria brava e ela já estava na categoria muito brava, era melhor não arriscar – Ok, estou ouvindo.

–Como ia dizendo eu e Megan somos amigos e eu queria saber se você nos deixaria caminhar por ai um pouco sozinhos, quero pegar na mão dela, sentar perto, não estou pedindo para namorar com ela, não é isso!

–Não é isso? Reclamo – Quer dizer que pretende ficar por ai de mãos dadas com minha ratinha, andando sozinhos, e cheios de segredos, mas ela não é boa o bastante para namorar com ela?

Carl ergue o olhar me encara suspira resignado, depois olha para o chão, chuta uma pedra e volta a me olhar.

–Não tem um jeito certo não é? Ele comenta – Se pedisse para namorar com ela me diria que ela é muito jovem para isso. Nunca vai dizer sim! Ele diz e me dá as costas se afastando.

–Ei! Eu o chamo ele se volta e me encara, tinha força naquele olhar de menino, gostava de ver aquilo – Já desistiu, é assim que gosta dela, pensei que fosse mais determinado!

–Daryl eu gosto da Megan e quero ficar perto dela, mas ela tem medo de magoar você e eu tenho medo de magoar ela, isso é um problema e é você que tem de resolver, não sei o que tenho de dizer, o que quer ouvir, não vou avançar nenhum sinal, não vou desrespeitar você, eu sei que aconteceram coisas ruins com ela...

Ele se cala, volta a encarar o chão, escondo um sorriso de satisfação, aquele era um menino de quem se podia sentir orgulho, e minha ratinha precisava de alguém assim por perto, mas não tão perto.

–Certo! Eu respiro e ele me encara meio surpreso – Mas vamos ter regras.

–Daryl antes das regras, vai ser um namoro?

–Acha que vou deixar andar por ai com ela sem ser o namorado dela? Eu respondo indignado.

–É que... é que... – Ele chuta mais algumas pedras – Podemos falar sobre.... sobre beijos.

–Pelo amor de Deus Carl não era só pegar na mão? Eu esbravejo ele treme um pouco e me olha assustado.

–Escute antes! Ele me pede muito baixo olhando em volta, estávamos sozinhos – É que a Megan acha que se namorarmos, que namorados... tem de dizer a ela que pode namorar mais que não precisa... você sabe, beijar pode esperar.

–Isso! Relaxo um pouco – Eu é que tenho de dizer isso a ela? Sempre seria a favor de diminuir – Ok, Katie faz isso, vamos as regras!

–Certo, vou respeitar suas regras! Ele me garante muito determinado.

–Nunca ficar sozinhos em nenhuma das celas! Eu começo, não tinha pensado muito sobre isso e teria de criar algumas na hora – Nada de ficar até tarde da noite aqui fora, pode comer perto dela e andar de mãos dadas, mas só mãos dadas, sem muitos abraços e essas coisas.

–Entendi, posso buscar ela para descer para jantar lá na sua cela?

–Pode, mas não precisa, afinal moramos juntos!

–Eu sei, mas é que isso é o mais parecido com o que seria se as coisas não fossem como são agora.

–Entendo, às vezes também tento fingir que as coisas são como antes, certo, pode busca-la para jantar, mas ela ainda é mais minha que sua! Ele faz que sim com a cabeça, a verdade é que eu tinha medo de quando ela fosse mais dele do que minha, nunca tive nada e agora que minha pequena tinha me dado tanto não queria abrir mão de nada.

–Obrigado Daryl! Ele diz e se afasta, me sinto um velho, e meio idiota, ele tinha vindo me pedir para andar de mãos dadas com Megan e eu o tinha obrigado a namorar com ela, como podia ser tão estúpido.

–Carl! Eu o chamo e ele se vira para mim sem esconder a preocupação – Se fizer minha ratinha chorar está completamente encrencado! Era um aviso muito sério e ele faz que sim com a cabeça sorri e me deixa com meus pensamentos.

Agora era só ser forte e aguentar o tranco de os ver juntos, caminho para dentro em direção ao bloco D ainda não tinha visto aquela dupla e precisava tentar descobrir logo alguma coisa e desviar meus pensamentos não era má ideia.

Bruce estava sentado no chão com uma garrafa de conhaque, Lola estava deitada no beliche os dois estavam silenciosos, entediados eu penso quando entro e me encosto na grade da entrada.

–Tédio é o mínimo que se pode dizer sobre a vida por aqui! Finjo desanimo.

–Nem quando estive preso era tão irritante! Bruce conta – Mas não sei se não estou preso agora.

–Eles são uns babacas com medo de tudo! Rio sem vontade – mas podem ir se quiserem!

–E você não pensa em mandar essa merda pro inferno e cair na estrada? Lola me pergunta.

–O tempo todo, mas nesse mundo que estamos ficar sozinho é burrice, ninguém dura muito! Respondo – Quem sabe nós três!

–E a sua família! Bruce ria — A boneca selvagem!

–Casamento de fim do mundo! Digo fingindo despreocupação – Nada que não possa conseguir lá fora!

–Foi esperto, pegou a mais gostosa! Bruce diz e desvio o olhar, mais um comentário desses e eu esqueceria tudo e enfiaria uma flecha naquela cabeça grande e vazia.

–Vão ficar falando de outra na minha frente! Lola reclama – E não precisa ir muito longe para encontrar outra coisa! Ela pisca para mim.

–Pode simplesmente deixar eles, não vão tentar te impedir? Bruce pergunta trocando um olhar com Lola.

–Sou um Dixon só faço o que eu quero, mas nunca quis partir, não sozinho, enquanto isso fico fingindo que estou adorando essa história de família feliz!

–E aquelas crianças, vai simplesmente dar um pé na bunda deles! Bruce pergunta.

–Bruce eu sou Daryl Dixon irmão do Merle se lembra, acha que me importo com aqueles dois, na primeira chance vou embora e eles que achem outro para brincar de papai! Aquilo me dói ao dizer, me sinto mal, detestava agir assim, me sentia como se estivesse profanando a minha família, as pessoas mais importantes que tinha, meu coração era só dor.

Ouço as ridas espalhafatosas da dupla diante de mim, me sento no chão eles ficam calados por um tempo e vemos Bob passar, as mãos tremendo, ele caminha silenciosos e eu imagino o quanto estava difícil para ele tentar largar a bebida.

–O cara tá na pior, acho que vou oferecer um trago! Lola se levanta e pega a garrafa da mão de Bruce, depois caminha para fora da cela em busca de Bob e alguma diversão, eu não tinha dúvidas de que com aquela garrafa ela encontraria os dois.

–O que acha de cair na estrada? Bruce diz e eu o olho pensando por um momento.

–Sem munição ou armas e somente os três, não sei, se ao menos tivesse mais gente lá fora! Eu respondo – Aqui não tem ninguém que nos acompanharia, são um bando de babacas!

–Babacas é um elogio, esses homens não honram o que tem no meio das pernas e essas mulheres, precisam entender onde é o lugar delas.

–Acho que deve ter algum grupo de sobreviventes por ai, gente como nós, nunca encontrou ninguém?

Ele não responde e eu sabia que estava se decidindo se poderia ou não confiar em mim, ficamos em silencio.

–A garota loira, parece bem jeitosinha, adoraria ensinar a ela umas coisinhas.

–Vai arrumar encrenca, e no fim não vai valer o esforço, e uma garotinha tola! Se ele se metesse com qualquer uma delas estava morto.

–Me diga como foi acabar como papai Daryl?

–Isso é uma droga, mas eu queria a garota tive de dar uma de bonzinho! Ele fica de pé e cambaleia meio bêbado, então caminha até o beliche.

–Acho que a Lola se deu bem afinal! Ele se deita – Vou dormir, acho que posso te ajudar nessa história de cair fora, vamos ver quem sabe temos amigos lá fora, quem sabe! Ele então roncava e eu bufo deixando a cela, detestava aquele cheiro de mofo, suor e álcool, mas aquilo era um grande passo, ele estava mordendo a isca, isso era muito bom, não via a hora de pôr um fim àquela história.

Fico contente em poder me livrar deles e sigo ao encontro da minha família, antes peço a Tyresse que ficasse de olho no pobre Bob.

Rick e eu nos encontramos e conto minha conversa com Bruce, decidimos lhe dar um tempo se ele se abrisse comigo podíamos decidir, mas estava claro que não eram apenas os dois, existiam mais e por enquanto não tinham ideia de onde estávamos isso nos deixava seguros, mas eles teriam de ficar, deixá-los ir embora estava fora de questão.

Notas finais
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