Fim Dos Tempos
31 Capítulo 31 - Porcos e cavalo
Notas iniciais
obrigada a todos que comentam fico muito feliz.
Pov – Katie
Estava nos braços de Daryl, deitada sobre ele, olhava meu anel que brilhava no meu dedo e no meu coração, estive tão angustiada, tive tanto medo, olho para ele que estava de olhos fechados respirando tranquilo.
Quando ele me arrastou para torre eu só tinha uma certeza, Daryl me deixaria mais uma vez, e dessa vez eu tinha muito mais a perder, por que meus ratinhos com certeza prefeririam ficar com ele, eu não os condenava, afinal se eu mesma só queria estar com ele.
Tentei fugir, o lembrei das crianças, querendo adiar, com medo de ouvir, mas ele me arrastou para a nossa torre e pensei que era o pior lugar do mundo para ouvir que ele não me queria mais, apagaria todas as boas lembranças do nosso paraíso, então assim que entramos ele ficou mudo, e aquele andar decidido deu lugar a sua voz insegura.
Acabei o ajudando – Por que não diz de uma vez que está cansado de mim e não me quer mais – Que tolice, ele me olhou e lá estava ele, o velho Daryl, o que se achava inadequado, o grosseirão de mãos calejadas, como ele queria que eu acreditasse, ele começou a falar e se enrolar e só o que eu via era o menino perdido e solitário que eu amava tanto quanto o homem forte e decidido que me protegeria e aos nossos ratinhos com a própria vida se preciso fosse.
Queria tanto que ele entendesse, que enxergasse, eu o amava, sempre amaria, demorou até eu conseguir perceber que tudo aquilo era o jeito Daryl de me pedir para casar com ele. Beijo meu anel e quando o olho ele me olhava, fico corada, já estivemos ali tantas vezes, já confessamos e confirmamos nosso amor tantas vezes, e ainda assim era tudo novo agora, um pedido de casamento oficial com anel e tudo, fico pensando o quanto foi difícil para ele, podia imaginá-lo se sentindo ridículo, tolo, pensando no que Merle diria, com medo de eu dizer não, como se fosse possível, Daryl deu um paço gigante, era claro que nunca teríamos um casamento, que eu não vestiria um vestido de noiva, que um padre nunca nos abençoaria, mas o que importava é que meu Daryl tinha feito isso por mim, e eu o amava ainda mais por isso.
−Por que achou que eu estava deixando você? Ele me pergunta, eu sabia que ele acabaria fazendo essa pergunta, escondo o rosto com as mãos, me sentindo ridícula – Já vi o anel, pode parar de mostrá-lo, quero ver esses lindos olhos verdes!
−Eu tenho ciúme de você! Eu confesso – Fico o tempo todo... Não quero falar! Ainda estava sem coragem de olhá-lo, me deito a seu lado e com carinho ele tira minhas mãos do me rosto me fazendo olhar para ele.
−Agora é você quem está me fazendo lembrar de coelhinhos brancos! Ele me beija.
−É que nós dois, aqui... é que... Não quero falar! Suspiro, estava mais nervosa que ele – Nunca teve mais ninguém, não sei se é bom para você o tempo todo, agora temos menos tempo – Meu rosto queimava – Por causa das crianças e dizem que os homens eles, podem separar amor e sexo, a Carol é toda experiente, não é o único inseguro, eu fico com medo de perder você! Ufa! Falei tudo, nem sei se ele entendeu por que ficou me olhando como se estivesse dizendo uma grande bobagem, mas era como me sentia.
−Você fica mesmo pensando todas essas coisas? Ele estava absolutamente surpreso, eu faço que sim, ele fica me olhando, toca meus cabelos – É sempre perfeito, aqui, ou quando estamos no banho, quando temos de brincar de silencio – Sorrio tímida — E se é perfeito é por que é com você, não falta nada entre nós, e não quero separar nada, não desejo qualquer outra mulher desde que vi você.
−Não?
−Esperei você se sentir pronta, não fui correndo atrás de ninguém fui?
−Não, você me esperou! Começo a me sentir ridícula, mas ainda tinha Carol – E se a Carol tentar te seduzir? Ele ri de mim me fazendo corar ainda mais – Agora é uma boa hora para esconder esse sorriso sabia?
−Onde está toda aquela fé que tinha em mim? Ele me beija – Carol pode tentar me seduzir o quanto quiser, eu quero você e nem olho para ela.
−Está me achando muito boba? Mordo o lábio inferior, com um pouco de medo do que ele acharia, não gosto de ser frágil e dependente, acho que ele não me amaria se eu fosse o tempo todo assim, mas as vezes era impossível não ser frágil, eu era completamente dependente do seu amor.
−Estou te achando a coisa mais linda do mundo, é minha pequena! Nos beijamos longamente, mas ele me afasta – Pequena quando disse que a Maggie não é uma boa babá... Eu concordo, melhor descermos.
−Sabe que vou mostrar meu anel para todo mundo, não sabe?
−Por que acha que foi tão difícil? Ele me puxa e ficamos de pé.
A primeira pessoa que encontro é Maggie, eu sorrio largamente e mostro a mão, ela arregala os olhos feliz, me abraça e depois olha para Daryl sorridente.
−Glenn está encrencado! Ela diz – Seu anel é lindo!
−Onde estão meus ratinhos? Pergunto olhando em volta.
−Vocês demoraram, criança cansa, mandei o Carl ficar de olho neles! Ela responde tranquila – Acho que foram para dentro! Eu olho para Daryl, a culpa era dele que não sabia escolher uma boa babá.
−Maggie você é a pior babá do mundo! Ele reclama – Dos dois mundos, o de antes e o de agora! Ele sai na frente, ela faz uma careta e rimos, depois corro atrás dele.
As crianças estavam no refeitório, Beth preparava o jantar com Carol, os pequenos estavam em uma mesa, sentados jogando cartas com Carl enquanto a bravinha dormia no seu bercinho ao lado deles.
−Onde estavam? Que demora! Nick reclama.
−Mamãe, ganhou um anel? Megan pergunta.
−Não é lindo? Eu digo contente e Beth larga tudo e corre até mim – O papai que me deu!
−Veio com um pedido? Beth me pergunta enquanto examinava o anel.
−Sim veio com um pedido! Eu o olho ele balançava a cabeça em negação, meio tímido – E com uma resposta! Eu conto lembrando nossa conversa de mais cedo.
−Eu te disse que estava sendo ridícula! Ela me diz baixinho quando me abraça – Parabéns! Ela ri = Acho que a frase ainda cabe, mesmo hoje em dia.
Não consigo evitar um olhar para Carol, sinto o ódio dela me queimar, ela me olhava cheia de rancor, se afasta de nós e caminha para sua cela, me sinto culpada por Beth perder a ajudante e me ofereço para ajudá-la, a verdade é que estava feliz demais para me deixar atingir por aquele olhar invejoso.
Acho que nunca me senti tão feliz e leve, o resto do dia passou como se estivesse nas nuvens, e pela manhã assim que acordei a primeira coisa que fiz foi olhar para a mão queria ter certeza que não tinha sonhado.
Saímos para mais uma busca logo depois do café e eu ainda sorria feito uma tola, era impossível evitar. Decidimos por visitar algumas fazendas vizinhas, era perto e talvez mais seguro, poderíamos enxergar uma horda a alguns quilômetros.
Michonne estava como sempre silenciosa, Maggie faz questão de mostrar meu anel para Glenn.
−Maggie, arrancar o dedo de um zumbi é uma prova de amor muito maior! Ele se defende e acabamos rindo.
Encontramos a fazenda descrita no mapa que tínhamos, era uma grande fazenda com cercas ainda firmes em quase toda sua volta, podíamos ver um grande casarão se erguer no centro dela, uma casa branca de dois andares, próximo a ela um celeiro também de dois andares.
Nem sinal de zumbis e eu fico contente, seguimos primeiro para casa, Daryl arrebenta a porta e entramos, nada de zumbis ou pessoas no primeiro andar, duas salas muito bem decoradas, uma cozinha ampla e arejada, banheiros, biblioteca meu sonho era ter uma biblioteca em casa, tudo vazio. Subimos em silêncio, por uma assustadora escada de madeira, a casa era cheia de quartos, a cada porta que abríamos meu coração acelerava, por que Daryl estava sempre à frente com a besta, eu vinha logo a trás, segurando a outra besta, era isso ou ficava em casa, então eu obedecia.
Chegamos ao que parecia ser o quarto principal, Glenn abre a porta e se posiciona logo atrás, entramos e damos de cara com uma família morta, um homem, uma mulher e dois adolescentes, meninos de uns quinze anos.
−Tiros na cabeça, foram mortos! Daryl diz – Não faz muito tempo!
Deixamos o cômodo e descemos um tanto chocados, eu e Maggie seguimos para cozinha, pegamos potes de doces caseiros, legumes numa bancada, farinha, arroz.
−A fazenda parece que durou muito tempo! Eu comento seguindo com ela ao encontro do resto na sala, olho para aquela bela varanda com cadeiras de balanço e a vista de todo vale e penso que era com um lugar assim que sonhava, podia mesmo ver meus ratinhos correndo pela fazenda enquanto Daryl trabalhava e eu assava tortas, sorrio com a ideia.
−Vamos ao celeiro! Michonne nos chama seguindo na frente, desperto de meus sonhos e sigo o grupo.
Damos a volta em todo ele, estava trancado e silencioso, me lembrava o galpão e acho que eles se lembravam do celeiro de Hershel por que ficamos todos paralisados diante da grande porta, tentando achar uma fresta para enxergar dentro.
As janelas eram altas assim como no galpão e eu noto uma calha firme podia subir até uma janela e ver como estavam as coisas, retiro a besta e caminho para ela.
−Não vai querer brincar de homem aranha agora vai? Daryl resmunga quando eu já firmava o pé no primeiro gancho na altura da minha cintura.
−Prefiro a mulher gato! Brinco subindo com a facilidade de um felino, eu realmente gostava daquela parte, me sentia viva, útil e segura.
−Se cair esta encrencada! Ele diz lá de baixo quando eu já estava na janela, forço um pouco e ela se abre com um rangido assustador, olho para dentro, demorando a me acostumar com a pouca claridade, o lugar parecia limpo de zumbis.
−Porcos! Eu aviso espantada – Um cavalo! Como era possível, eu me perguntava enquanto descia muito rápido, paro diante de Daryl e dou um beijo leve nele, só para acalmá-lo – Parece seguro, tem animais vivos ai dentro, então acho que não tem zumbi.
Cainhamos para porta, Glenn e Daryl a arrombam e entramos, realmente não havia zumbis ali, nem mesmo sobreviventes além dos animais é claro, alguns sacos de milho estavam empilhados em um canto, ração de animais, o cavalo ainda tinha água e comida, os porcos, um casal na minha opinião, também pareciam em perfeito estado.
−Por que mataram a família e não levaram nada? Michonne pergunta e ficamos mudos, por que ninguém tinha aquela resposta.
−Bacon! Glenn brinca apontando a arma para os porcos.
−Abaixa isso! Daryl reclama – A porca está prenha, vamos ter um bom inverno! Ele diz.
−Ok, não sabia, o mais perto que cheguei de um porco foi entregando pizza de bacon! Era impossível não rir.
– Mas e o cavalo? Maggie pergunta.
Olhamos para direção do cavalo e Michonne o acariciava, conversando com ele.
−Fico com ele! Ela anuncia.
−Vai montá-lo? Maggie pergunta.
−Talvez eu seja uma garota do campo, acostumada com isso! Ela diz e me dou conta de que não tinha a menor ideia do passado de Michonne e nem achava que um dia ela nos diria.
Colocar aqueles bichos no carro foi um sacrifício, os levamos no porta malas e tivemos de nos apertar junto com os sacos de suprimentos e ração que encontramos, Michonne sai do celeiro montada no belo cavalo e ficamos olhando com sorrisos de surpresa.
−Tem certeza? Glenn pergunta, quando já estávamos prestes a entrar no carro.
−Nos vemos em casa! Ela dispara com o cavalo e decidimos que tudo bem, afinal Michonne era mesmo esquisita.
−Tem alguma coisa errada não é? Eu pergunto para Daryl enquanto ele dirigia de volta, estávamos todos felizes, mas apreensivos, aquela família tinha sido assassinada e não para ser roubada, ou por zumbis famintos, quem poderia ter feito aquilo e porquê?
−Vamos ficar de olho! Daryl olha para mim e eu suspiro, nunca estávamos mesmo seguros.
−Acha que o governador está de volta? Maggie pergunta, essa fazenda não está muito longe da prisão.
−Esse governador, outro qualquer, sempre vai haver um maluco, havia antes, por que não haveria agora? Daryl comenta.
Seguimos calados, eu não conseguia parar de pensar na razão de uma família ser assassinada e deixarem tudo para trás, então eu penso que só havia duas coisas que qualquer sobrevivente queria, comida e armas.
−Armas! Eu digo e sinto todos os olhares sobre mim – Claro! A fazenda não sobreviveu tanto tempo sem armar, não encontramos nenhuma, roubaram as armas, apenas isso.
−Queria ser brilhante assim às vezes! Glenn comenta e acabo sorrindo mesmo assustada.
−Faz todo sentido! Daryl comenta.
Eu não queria pensar nisso e decido mudar o rumo dos meus pensamentos, os porcos fazem barulho e sorrio.
−Os ratinhos vão ficar malucos quando virem os porquinhos!
−Meu pai também! Maggie comenta.
Chegamos e Rick nos abre o portão, nossa família reunida sempre a nossa espera com medo de faltar alguém.
−Ah! Não Michonne! Rick fica chocado.
−Ela está bem! Maggie comenta — Já vem vindo! Todos olham para o portão e Michonne surge cavalgando e penso que qualquer que fosse seu passado tinha a ver com cavalos.
Meus pequenos surgem correndo e me abraçam depois ao pai felizes e eu nunca deixaria de agradecer aquela família que o fim do mundo me deu.
Os porcos e o cavalo se tornam a atração de todos por um bom tempo, Rick decide criar um lugar para os porcos, Michonne acha um lugar coberto e seguro para seu cavalo, longe das cercas e penso que o barulho dos animais talvez atraísse mais zumbis que o normal.
Depois de recolhermos tudo entramos, o plano do grupo era seguir no dia seguinte para uma cidade grande, levar mais pessoas, eu achava desnecessário tínhamos tanta comida, agasalho, remédios, não queria arriscar, mas não daria as costas ao grupo.
Meus pequenos caminham do meu lado me contando as novidades do dia, sobre as caras e sorrisos de Judith, brincadeiras novas com outras crianças, estavam tranquilos e fico feliz, mas não conseguia esconder minha preocupação com o que vimos na fazenda.
Se eram novos ou velhos inimigos ainda não sabíamos, mas eram inimigos e tinha muito medo de como seria quando nos encontrássemos, aqui ou em outro lugar qualquer.
Sinto os braços de Daryl me envolverem, ele beija meu pescoço carinhoso.
−Cada coisa a seu tempo, ainda não temos nada concreto, vamos esperar, é tudo que podemos fazer.
−Sim, eu sei! Ele me beija e logo somos interrompidos por Nick que queria atenção.
Daryl o pega no colo, ele era muito apegado à Daryl, se não estava com ele acompanhava os passos de Daryl de longe e eu sabia que cada vez que os deixávamos eles temiam por nós, aquilo era mesmo dolorido, pensar que podíamos não voltar para eles.
−Ainda é cedo papai, vai me ensinar a usar a besta, eu já consigo segurar! Ele pede e Daryl bagunça seu cabelo, ele imediatamente arruma com as mãos – Mamãe que me penteou! Ele reclama.
−Logo vi, estava muito arrumadinho! Daryl ria.
−Estava parecendo um principezinho! Eu digo e os dois me olham fazendo caretas.
−Cuidado! Daryl diz baixinho – Mamãe é um perigo, qualquer hora nos arruma gravatas! Ele ria e eu me aproximo fazendo cocegas em Nick.
−Iam ficar lindos! Megan comenta – Mas eu gosto do papai assim, é o pai mais bonito do mundo! Ela diz e Daryl a puxa para ele.
−Não pense que isso é bom ratinha, mamãe morre de ciúme! Eu o olho fingindo me de ofendida e ele me puxa também acabamos os quatro no grande colchão que era nossa cama conjunta.
−Mas a mamãe também é linda! Megan diz – E você também tem ciúme dela!
−De onde tirou isso? Ele ria e eu o belisco, ele me beija – Sim ratinha eu tenho ciúme da mamãe, por que ela é linda e esse mundo anda uma confusão, vai que algum idiota tenta nos roubar ela! Ele me olhava e eu sorrio ainda boba.
−Então vou ter de mostrar isso! Eu mostro a mão com a aliança – E dizer que meu coração já está ocupado, só sinto que não tenha uma também! Eu digo e os olhos dele brilham.
−Queria que eu tivesse uma? Ele me pergunta.
−Está tudo bem, eu sei que odiaria usar algo assim, fico feliz de ter me dado um anel! Era verdade que eu adoraria ver Daryl Dixon com uma aliança no dedo para o mundo todo saber que ele era meu, mesmo que o mundo todo agora não fosse muita coisa, mas estava feliz e não pediria mais nada a ele, ele tinha me dado muito mais do que sonhei em ter.
Os homens de minha vida seguem para fora, aulas de besta, como Nick chamava, fico com Megan arrumando nossa cela, ela agora tinha a mania de vez por outra tocar o colar para ter certeza de que ele estava lá e cada vez que fazia isso Daryl não resistia a uma careta.
−Mamãe, acha que o papai não gosta do Carl? Eu paraliso com a pergunta, nessas horas morria de medo de dizer a coisa errada, decido que o melhor era nunca mentir.
−O papai gosta muito do Carl, mesmo, eles são amigos, estão juntos desde que tudo começou.
−Mas ele não gosta que eu seja amiga dele!
−Não ratinha, está enganada, é bom termos amigos, principalmente agora e o papai sabe disso – Eu paro tudo e me sento com ela – O papai ama muito você, e ele também tem um pouquinho de ciúme de você.
−Eu acho que o Carl é um menino muito legal! Ela comenta e eu sabia que estava me rodeando, tinha mais alguma coisa a dizer – Ele é bonito também! Ela fica corada.
−Acho ele lindo! Eu digo sorrindo.
−Mas eu sou só amiga dele, só vou namorar com ele quando tiver trinta, como o papai falou! Ela me diz e acabo concordando que Megan era mesmo uma menininha ainda, confusa entre ser criança e crescer.
−Acho uma boa ideia, mas precisa me prometer que se mudar de ideia vai falar comigo primeiro.
−Vai ficar brava comigo? Ela pergunta.
−Nunca!
Ela me abraça e no fim fico aliviada, ela confiava em mim, isso era bom, agora eu precisava convencer Daryl que cedo ou tarde ele teria de aceitar mãos dadas por que era óbvio que nenhum dos dois esperaria até os trinta, ficaria feliz se esperassem até os treze.
Nos reunimos para discutir os planos do dia seguinte e contar sobre o que vimos na fazenda, Beth se aproxima e vejo Rick erguer a sobrancelha confuso, Beth nunca participava dessas conversas, mas ela fica firme entre nós e eu pisco orgulhosa, ela sorri.
Depois de tudo decidido, e todos avisados sobre possíveis inimigos seguimos para nossos afazeres, ficaríamos na primeira guarda da noite, isso era ruim por que as crianças acabavam tendo de nos esperar ou ficar com alguém, se recusavam a ficar sozinhos na cela o que só deixava claro que dormiriam conosco até os trinta, eu sabia que nunca teria coragem de mandá-los para outro lugar, muito menos Daryl.
Hershel é a babá da vez, ele segue com eles para nossa cela e quando somos rendidos por Maggie e Glenn corremos ao encontro dos ratinhos.
−Dormindo como anjinhos! Hershel brinca – São crianças muito especiais! Ele nos diz – Não é à toa que escolheram vocês a dedo!
−Isso foi mesmo! Eu concordo, um dia ainda perguntaria por que nós – Obrigada!
Ele se levanta e caminha em direção a saída.
−São os braços fortes do grupo, os pilares, tudo gira em torno de vocês, de vocês e de Rick! Ele diz quando saia.
−Ele parece o mestre dos magos! Eu digo quando ficamos sozinhos e Daryl ri.
−Sempre penso nele como algo assim!
−Vamos dormir meu amor, amanhã temos de sair de novo! Eu me deito com ele a meu lado, nos enroscamos como de costume – Amo você!
−Eu também te amo! Ele me diz e decido me lembrar disso quando fosse ter uma crise de insegurança.
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