Fim Dos Tempos
32 Capítulo 32 - Telhado
Notas iniciais
Pov – Daryl
Estava parado na porta do carro, esperava minha pequena e o resto do grupo para mais uma busca, dessa vez iriamos num grupo maior e era óbvio que eu estava preocupado, aqueles idiotas estragavam tudo, todas as vezes que tínhamos um deles entre nós algo saia errado, decido que não desgrudaria de Katie.
Minha pequena estava tão feliz com o anel que eu me perguntava por que fiquei tão preocupado, podia ter simplesmente entregado o anel, dito que a amava e a queria para sempre, mas não, como um Dixon fiz uma bela confusão, felizmente tudo estava bem, ela caminha de mãos dadas com meus ratinhos e para quando encontra Beth, fico olhando como minha pequena família era perfeita.
Rick se aproxima de mim se encosta no carro ao meu lado, olhando a nossa volta, tínhamos um grande e dependente grupo, me pergunto se haveria em algum lugar um grupo tão grande como o nosso, e no quanto era mais fácil quando era apenas a nossa família, irmãos e irmãs do apocalipse.
−Está preocupado? Ele me pergunta.
−Um pouco, é difícil quando não estamos apenas nós, eles são muito...
−Eu sei, mas chegaram até aqui, temos de dar algum crédito! Ele me diz e dou de ombros – Vou fazer um cercado para os porcos enquanto estão fora, devia seguir com vocês!
−Rick temos inimigos lá fora, se encontrarem esse lugar... Alguém tem de estar aqui e estar pronto! Eu o lembro, entendia que era difícil para ele apenas ficar enquanto saiamos para o perigo, tínhamos passado muito tempo juntos na estrada, dividindo o medo, cuidando uns dos outros, mas agora era diferente, não confiaria a segurança dos meus filhos a ninguém que não fosse parte da família.
−Eu sei, estão seguros comigo! Ele responde lendo meus pensamentos – Tanto quanto Judith ou o Carl!
−Sei disso! Olho para longe, vejo Carl sozinho caminhando perto das cercas.
−Seus garotos tem feito bem a ele! Rick me diz – Carl está distante de todos agora, mesmo nossa família, principalmente de mim! Ele diz e me dou conta que era verdade, quando Carl não estava por perto de Megan estava isolado, olho para Rick – Toda essa guerra com o governador, a morte da mãe, ele simplesmente se isolou.
−Ele vai superar, Carl é forte!
−Eu entendo que se preocupa com Megan, que ela agora é sua responsabilidade e quero dizer que conversei com ele, uma conversa difícil, como todas que tenho com ele, mas acho que pode ficar tranquilo sobre isso, ele nunca faria nada que pudesse afetar você! Rick me diz devagar por que me conhecia o suficiente para saber que aquele era um assunto delicado para mim – Carl o admira, mais do que qualquer outro.
−Ele também admira você, sabe o que fez por todos!
−Podemos ir? Glenn pergunta se aproximando – Vamos em dois carros, mas vou com você, Katie, Maggie e Michonne, eles seguem em outro carro.
−Fechado! Eu concordo por que não tinha a menor intenção de seguir com aqueles idiotas e colocar tudo que me importava a perder.
Katie abraça e beija as crianças depois eles correm para mim, eu os amava, mas demonstrações de afeto diante de todos não era algo fácil para mim, acho que sabiam, por que era sempre deles o primeiro passo, me abraçam e me beijam.
−Volta logo papai! Nick pede.
−Vou voltar! Prometo. Detestava não ter certeza se poderia ou não cumprir minha promessa, mas eu prometia, por que era importante para eles ouvirem.
Minha pequena caminha para mim com aquele andar elegante em suas botas, que ainda me deixavam completamente louco, ela sorri e me beija.
Entramos no carro, nossa família, eu penso e então olho para o outro carro, Sasha e o irmão Tyresse, Bob que tinha desistido da bebida ou ao menos prometido fazê-lo, o garoto que perdera o irmão, Jimmy e uma menina ruiva chamada Emma, eu os olho desejando que ao menos uma vez não fizessem bobagem.
Saio na frente, seriam duas horas de viagem, a cidade dessa vez parecia ser um pouco maior, precisávamos estar atentos, enquanto dirigia penso na minha moto, sinto falta de sair com ela e dirigir sem destino com minha pequena na garupa quem sabe, mas agora era diferente, hordas por todo lado, dar de cara com uma dessas de moto era muito arriscado, eu tinha de voltar, tinha dois ratinhos sempre à minha espera.
Quando vejo a cidade surgir a alguns quilômetros decido parar e lembrar aqueles idiotas de como era nosso trabalho.
−Sem tiros, tiros são para uma emergência, entramos e saímos juntos e em formação, sempre!
−Se algo der errado, se nos perdermos se os carros se separarem ou alguém ficar para trás, a entrada da cidade é nosso ponto de encontro! Maggie os lembra.
Voltamos para o carro e entro na cidade que estava tão silenciosa quanto todas as outras, dirijo por alguns quarteirões e vejo uma grande loja de departamentos, esse tipo de lugar era nosso preferido, tinha um pouco de tudo e não precisávamos ficar entrando de loja em loja.
Deixamos os carros parados bem na frente, a porta estava fechada, bato de leve no vidro, o suficiente para fazer eco lá dentro e não chamar muita atenção do lado de fora, esperamos uns minutos e uns zumbis aparecem, meia dúzia no máximo.
−Fique perto! Digo a Katie antes de entrarmos, Tyresse chuta a porta e entramos.
As flechas eram a melhor maneira de derrubar zumbis a distância, derrubamos todos e recolhia minhas flechas e as de minha pequena quando um zumbi vira de um corredor, ela atira uma de suas facas e ele cai, escondo um sorriso, eu tinha orgulho dela, minha pequena atiradora de facas.
As coisas estavam tranquilas, eu estava apenas de guarda, assim como Katie, vejo Emma e Jimmy seguirem mais para o fundo na loja.
−Fiquem perto! Aviso e Jimmy faz que sim com a cabeça, a loja era grande, paredes de vidro do chão até o teto, janelas muito altas, seguimos mais para dentro, subimos para o que deveria ser o estoque, abrimos uma grande porta de ferro e encontramos muita coisa útil, coisas para bebês, material de caça, Katie afasta a besta e pega dois sacos de dormir, entrega a Glenn, ele coloca em sua sacola, um zumbi surge em meio as prateleiras e Michonne o derruba.
Descemos por que lá não havia mais nada que nos interessasse, seguimos mais uma vez para frente da loja e então Emma grita, ouço uma sucessão de tiros e corremos todos.
Ela estava nos braços de Jimmy, três zumbis caídos estavam no que parecia os fundos da loja, vejo as portas que davam para a saída provavelmente dos funcionários aberta, zumbis entravam um atrás do outro, Tyresse puxa a garota e eu nem me dou ao trabalho de acertar nenhum, eram muitos, saímos rápido, Glenn me ajuda a travar a porta com barras de ferro.
−Ela abriu, eles avançaram sobre ela, não tive escolha! Jimmy se defendia.
A garota ainda chorava abraçada a Sasha, eles realmente não entendiam nada do que significava ficar em formação.
−Droga! Escuto a Voz de Katie e quando eu e Glenn conseguimos fechar a porta e seguirmos até o grupo a nossa única saída estava repleta de zumbis que forçavam a porta – Maldição! Ela diz, nos reunimos em formação, eu olho para minha pequena, nunca sairíamos dali.
−Estamos cercados! Maggie se junta a Glenn – A porta não aguenta muito!
Emma chorava desesperada, Jimmy segurava sua mão, só conseguia ver uma saída, deixar que entrassem e lutar, nunca os venceríamos, precisava fazer Katie chegar em casa, meus ratinhos não podiam ficar sem ela.
−Se concentre em voltar para eles! Eu peço a ela, penso na torre e em tudo que vivemos, beijo seus lábios de leve – Você não desiste, eu não desisto!
−Vou ficar bem! Ela me garante e fico à sua frente preparado e concentrado, eu não precisava sair, só precisava que Katie saísse.
Pov – Katie
Era o pior plano que podia pensar, se os zumbis não me matassem Daryl me mataria, mas eu não tinha escolha, sabia que quando a porta arrebentasse e aqueles zumbis entrassem ele se atiraria a eles apenas para me manter viva, eu não poderia voltar para casa sem ele, dizer aos meus bebês que ele... nem conseguia pensar nisso, então fiz o que tinha de fazer e que mais ninguém ali seria capaz de fazer por que eu era a única preparada para isso.
Prometi que ficaria bem, ele se virou prestando atenção na porta e esperando, os zumbis estavam todos concentrados na porta, podia ver pelas grandes janelas de vidro a rua limpa, talvez um ou dois que caminhavam em direção a porta, nada que minhas facas não dessem jeito, sem fazer barulho saí devagar de traz dele, subi as escadas até o estoque que eu sabia estava limpo e corri até a janela lateral, abri e olhei para baixo, estava limpo, os zumbis se concentravam nas duas portas, olho para o prédio de três andares na esquina, meio quarteirão, fácil de subir, janelas de grades, uma calha, então estaria no telhado.
Antes disso precisava atrair os zumbis par mim, enquanto subia eles poderiam sair e pegar os carros, depois afastá-los de lá e eu correria até nosso ponto de encontro, não haveria muitos errantes, os zumbis pareciam todos ali.
Passo para o outro lado e desço de uma vez, chego ao solo e caminho alguns passos em silencio, olho para dentro da loja, eles teriam de entender meu plano já que não tive tempo nem coragem de explicar, me afasto o suficiente para ser vista sem ser pega.
−Ei, Aqui! Eu grito o mais alto que posso – Venham. Aqui! Olho para dentro da loja e Daryl estava pálido, acho que dessa vez ele não me perdoaria – Aqui!
Os zumbis finalmente me notam, dezenas de pares de olhos mortos me olham, pior que isso, bocas famintas, começam a caminhar em minha direção, lentos e desesperados.
−Que ideia estúpida! Eu digo a mim mesma caminhando lentamente, vejo os zumbis que caminhavam na direção contraria, apenas dois, derrubo um com uma faca o outro não chegaria até mim – Vamos seus mortos de fome! Grito mais uma vez e então chego ao meu destino, começo minha escalada, paro no meio do caminho com medo de que eles desistissem de mim, mas agora eles estavam focados demais, e a porta estava praticamente limpa.
Agora era com eles penso me concentrando em subir no telhado, e torcendo para que tivessem entendido meu plano, ainda consigo ver todos nos carros quando chego no telhado e Daryl começa a buzinar feito louco, os zumbis se viram, alguns começam a surgir da rua lateral provavelmente vindos dos fundos da loja.
Tyresse que dirigia o outro carro faz o mesmo que Daryl e eles começam a se aproximar, fico assistindo na segurança do telhado os zumbis seguirem o carro que se afastava lentamente.
Ainda bem que Glenn tinha me contado como saíram de Atlanta, me afasto um pouco e caminho pelo telhado olhando em volta a melhor maneira de chegar até eles, a rua lateral parecia tranquila, não seria muito difícil descer, depois era só correr, três quarteirões se não me engano e estaria no nosso ponto de encontro.
Ainda sigo mais uma vez para o outro lado e vejo que agora eles já estavam a dois quarteirões de mim, na direção contraria, estavam de carro e agora era só dirigir por uma rua lateral qualquer e quem sabe até me encontrar pelo caminho.
Começo minha escalada muito devagar, normalmente descia pelo mesmo lugar que havia subido e por isso era sempre mais fácil, nunca tive medo de altura, mas aquilo era diferente, precisava chegar lá em baixo sem qualquer arranhão, para poder correr para casa, para Daryl.
Fico meio enroscada no meio do caminho, mas encontro um lugar para me apoiar e por fim estava em solo firme.
Olho em volta, nada de zumbis, a buzina tinha cessado, mas me dou conta que todos os zumbis da cidade tinham ouvido, deviam estar a caminho, fico atenta, caminho pelo meio da rua, para não ser surpreendida, me assusto quando zumbis alvoroçados batiam numa vidraça pelo lado de dentro, penso que ficariam ali para sempre, aquilo era assustador, continuo meu caminho, meu coração nunca esteve tão acelerado, ouço o ronco de motores em alguma rua lateral, eles estavam voltando, apresso meu passo, dois zumbis caminhavam assim como eu pelo meio da rua, não podia mudar meu caminho se demorasse muito a chegar Daryl viria me buscar e poderíamos nos perder um do outro.
Paro quando estava a alguns metros e atiro com a besta, eles caem e continuo meu caminho, ainda pelo meio da rua, prestando atenção em cada cruzamento, no segundo vejo um grupo grande caminhando, estavam ainda muito distantes só continuo.
Detestava ouvir meus passos, detestava estar sozinha, nunca mais queria estar sozinha tinha tido um ano disso e não podia mais, sinto meu rosto molhado pelas lágrimas, me dou conta que Daryl ficaria furioso, que nunca me perdoaria, apresso meu passo, ele me deu uma aliança, me ama e não vai me deixar por que tive uma ideia estupida, estupida mais funcionou, ou estava funcionando, afinal agora faltava pouco, apenas mais um quarteirão, eu já podia ver a estrada a minha frente e a placa da cidade, convidando as pessoas a visita-la.
−Bem vindo porcaria nenhuma! Digo em voz alta e então vejo os carros, todos os meus amigos e Daryl que caminhava para mim, quase corro para seus braços, só não faço isso por que estava com medo de como seria recebida.
−Vou ficar bem? Ele grita – Vou ficar bem? Ele repete, estava quase preferindo voltar para o telhado e me esconder dele também – Está maluca!
Ele para diante de mim e eu queria mesmo ficar firme e não chorar, mas as lágrimas escorriam pelo meu rosto.
−Aquilo foi a coisa mais estúpida que já vi alguém fazer! Ele grita – E a sua sorte é que deu certo! Ele me abraça e desabo a chorar e soluçar e não tinha nada a ver com os zumbis meu único medo era ele não me perdoar – Me deixou maluco! Ele diz mais calmo – Amo você, não brinque comigo, não posso perdê-la.
−Não tinha outro jeito! Eu me defendo por entre minhas lágrimas – Nunca sairíamos de lá! Eu me aperto a ele tremendo ele beija meus cabelos, e depois meus lábios.
−Vamos, temos que sair daqui! Ele me puxa, caminhamos abraçados até nosso grupo.
Maggie me abraça e depois Glenn e as pessoas me agradeciam e só queria ficar abraçada a Daryl e nunca mais sair dos seus braços.
−Gosto mais de fazendas! Eu brinco e rimos, menos Daryl ele ainda não estava com humor para isso.
−Conseguimos muitas coisas! Tyresse lembra – Mas está muito difícil, eles agora só andam em bandos.
−Sim, alguma coisa está mudando.
Eu decido que o melhor era me sentar um pouco e entro no carro.
−Sua noiva é muito corajosa! Emma diz a Daryl.
−Noiva? Ele pergunta sem entender – Era minha mulher agora é minha noiva, quando fui rebaixado? Eu rio de dentro do carro Maggie me olha e depois olha para Daryl parado a seu lado.
−Você deu a ela um anel, e a pediu em casamento, pela tradição são noivos, o que achou que o anel significava?
−Achei que significava, fique longe ela é minha! Ele diz e eu rio ainda mais.
−Bom pode significar isso também! Maggie caminha para mim e se senta no banco da frente, Michonne do meu lado no banco de traz e Daryl se posiciona do meu outro lado, me envolve num abraço, Glenn pega o volante e espera todos estarem prontos para partir.
−Noivos? Ele reclama eu me recosto em seu peito — Toda aquela dificuldade e agora isso?
−Corte o dedo de um zumbi e dê uma aliança! Glenn diz triunfal.
−Esse carro é insuportável sabia? Michonne se pronuncia – Se aqueles idiotas não fossem incrivelmente atrapalhados eu juro que preferiria seguir com eles!
−Não diga isso, você é minha babá oficial! Eu brinco – Maggie foi demitida no primeiro dia.
−Eu me demiti! Ela declara.
Rimos juntos e subitamente ficamos em silencio, mais uma vez as coisas tinham saído do controle, e não era totalmente culpa dos novos membros, fizemos barulho, isso era um fato, mas em outros tempos teríamos atraído meia dúzia de errantes, não uma horda como aquela.
Em algum momento nenhum lugar seria seguro, ao menos nenhum lugar que conhecíamos, essa era uma verdade terrível que todos sabíamos.
−Por que pegou aqueles dois sacos de dormir? Daryl me pergunta um pouco depois.
−Se um dia não for mais seguro... – Minha voz embarga – Se um dia tivermos de deixar nossa casa e voltar para estrada, são para nossos ratinhos.
Ele assente, sabia que aquilo também doía nele, mas nem sempre era possível viver no mundo encantado dos coelhinhos brancos.
Controlo minhas lágrimas e ficamos quietos, olhando a estrada.
−Cheguei a conclusão que a família Dixon adora um telhado! Ele me diz e eu faço bico, ele nunca mais esqueceria aquilo – Quando vi você no meio da rua, e depois no telhado, quando tive de entrar no carro e seguir...
−Estou aqui agora, e foi uma ideia razoável!
−Aquilo foi tudo menos razoável! Ele diz e eu fecho os olhos e me deixo ficar ali em seus braços calada a cabeça em seu peito apenas sentindo o subir e descer da sua respiração compassada.
Avistar a prisão era sempre um alivio infinito, Rick abre o portão e quando estacionamos vejo meus pequenos apoiados em um cercadinho que parecia ser o chiqueiro improvisado dos novos moradores da prisão.
Eles sorriam e imediatamente correm para nós, nunca senti tanta falta deles, e tanta vontade de nunca mais ter de sair daquela pequena ilha perdida que era nosso refúgio.
−Mamãe! Megan me beija e depois corre para Daryl Nick estava abraçado a ele e depois corre para mim, eu beijo aquelas bochechas rosadas que me deixavam com vontade de morde-lo e o aperto a mim sentindo seu cheiro.
−Foi tudo bem? Ele pergunta.
−Tudo ótimo! Respondo e saio puxando eles para dentro por que Glenn começaria a contar tudo que havia acontecido e não queria preocupa-los, Daryl me segue com Megan apertando sua mão.
Ainda ouço Glenn começar o relato passo por Beth que carregava a bravinha e paramos para beijá-la.
−Correu tudo bem? Beth pergunta.
−Tudo! Respondo e ela entende que não diria nada diante das crianças.
−Voltaram todos? Ela se assusta.
−Felizmente! Eu digo e continuamos nosso caminho, as crianças como sempre ficavam tão ansiosos que desembestavam a contar cada detalhe do dia e isso me deixava feliz por que afastava os momentos de tensão que vivíamos lá fora.
−Rick nos deixou ajudá-lo com a casa dos porcos, o Carl, eu e o Nick, queria dar nome a eles, mas o Carl falou que não era boa ideia.
−Realmente não é ratinha! Daryl diz – Não se apegue muito a eles, sabe por que estão aqui, não sabe?
−Carl me disse que era para nos alimentar e que não tinha problema comer eles, que era uma coisa de cadeia alimentar, estudei isso na escola, mas o Nick ainda não, ele ficou meio triste.
−Queria brincar com eles, vamos comer o cavalo também? Nick pergunta.
−Não o cavalo é da Michonne, acho que podem dar nome a ele, só não sei o que ela vai achar disso.
Eu olho para Daryl ele estava sentado com nossos pequenos no colo na pequena beliche que não usávamos por que os dois se recusavam a dormir longe e dormíamos todos em dois colchões no chão, eles estavam tão perfeitos, quem poderia me condenar por ter arriscado, eu sempre arriscaria, sempre faria qualquer coisa só para tê-los ali, juntos, seguros e felizes.
Me sinto cansada, era começo de tarde e tudo que queria era ficar ali, olhando para eles, me deito e os três correm para mim.
−Posso ler uma história para vocês? Megan pede.
−Sim, uma bem linda! Eu peço.
−De preferência sem lobo mal! Daryl diz me fazendo rir – Coelhinhos brancos pequena, é disso que precisamos! Eu concordo e me enrosco nele, Megan se senta e Nick esconde o rosto em meus cabelos, ele adorava aquilo e eu também.
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