Fim Dos Tempos

27 Capítulo 27 - Mamãe


Notas iniciais
Mais um capítulo!

Pov – Daryl

Estávamos nos olhando chocados com as palavras de minha pequena, canibais! Eu penso em quanto mais teríamos de suportar, quando e onde seria seguro, se algum dia seria.

Estava angustiado a espera dela, eu já tinha mobilizado todo grupo, não acreditei quando tive de deixa-la, meu coração quase parou de bater quando a ouvi me ameaçar, eu sabia que ela estava certa, mas não esperava por aquela postura, minha pequena era forte e decidida, me impressionava e agora vê-la ali, entregue ao desespero era assustador, era óbvio que qualquer um que tivesse presenciado uma cena como a que ela descrevera entraria em choque, e agora tínhamos duas crianças, pequenas e dependentes, duas crianças que amávamos com tudo que tínhamos, e que não sabíamos como proteger.

−Vamos até eles, não podemos deixar que voltem aqui! Glenn olhava em volta à procura de uma falha.

−Uma caçada na floresta? Rick pergunta – Acha que temos pessoas preparadas para isso?

−Ficar e esperar? Eu digo tenso, deixar meus filhos e minha mulher à mercê do perigo estava completamente fora dos meus planos – Posso rastreá-los!

−Certo! Rick concorda, Katie saí do meu colo e se senta, tentando encontrar auto controle ela respira fundo e seca as lágrimas.

−Sei onde estão, meia hora de caminhada, ainda devem estar lá! Ela diz e sinto que tinha a intenção de nos acompanhar.

−Você não vai! Eu a aviso.

−Sim, eu vou, não podemos perder tempo, eles podem voltar, nem mesmo imagino como entraram aqui.

−Katie está certa! Maggie concorda – Precisamos dela, somos fortes, estamos treinados e armados.

−E deixamos o grupo sem proteção? Eu rebato – Megan e Nick...

−Vão ficar trancados no nosso bloco de celas! Katie anuncia, não sabemos por onde entraram é o mais seguro.

−Somos muitos, armamos os membros de Woodbury, afinal agora essa é uma ameaça que vai além do governador.

Rick comenta e por fim me sinto vencido, o melhor era seguir com um grupo forte e acabar com aquilo de uma vez.

Reunimos todos, Rick acha que o mais seguro era dizer a verdade, mesmo que isso os assustasse, assim estariam prontos para o que quer que pudesse acontecer.

−Laureen foi sequestrada, um grupo furou nosso cerco e de alguma maneira entrou aqui e levou uma criança, ela foi morta e devorada, não por zumbis!

Um burburinho se forma nossa a volta, Megan e Nick correm para mim, eu os envolvo pensando se algum dia voltariam a dormir.

−São selvagens, é isso que o mundo se tornou, sempre achei que algo assim poderia acontecer, caçar comida é tarefa para poucos! Ele dizia sem esconder a dor – Vamos atrás desses monstros, só o que podemos garantir é que não pouparemos esforços.

−Todos? Kellen pergunta.

−Todos que quiserem ajudar, temos hordas lá fora, chegar até eles pode não ser fácil.

−E os outros, os que ficarem? Uma mulher pergunta com uma criança no colo.

−Vão ficar trancados, Carl, Hershel e Beth ficarão com vocês, armados a nossa espera.

−Nós vamos! Dois rapazes se levantam, tinham vinte poucos anos e pela aparência deviam ser irmãos.

−Já fui militar, também posso ajudar! Um rapaz de provavelmente a minha idade que nunca tinha notado se ergue.

Tyresse, Michonne, Sasha e todo nosso grupo estava pronto, agora tínhamos mais três ajudantes, pessoas que não conhecíamos, mas que algum dia tinham de fazer algo, ninguém passava por aquele apocalipse impune.

Seguimos para a cela onde nossas armas ficavam trancadas, noto Katie quieta, fico com medo do quanto ela podia ter sido afetada, se estava em condições de fazer o que era preciso, decido ficar ao lado dela.

Armas são distribuídas, e vejo Beth colocar a bravinha em seu berço improvisado e se armar.

Katie estava com os pequenos, ela se abaixa até eles, força um sorriso, sempre me impressionava com sua força interior.

−Vamos voltar! Ela diz – Preciso que fiquem perto do Carl e que o obedeçam, mas só o Carl entenderam?

Eles balançam a cabeça concordando e Carl se coloca a meu lado eu olho para ele que me encara determinado.

−Trago seu pai de volta! Digo para ele.

−Será uma boa troca! Ele diz com a pistola na mão – Cuido dos seus filhos! Afirmo com a cabeça.

Katie me olha assustada quando eu a envolvo num abraço carinhoso, ela se recosta em meu peito, suspira.

−Vamos voltar! Eu prometo – Eles ficarão bem.

−Desculpe! Ela me diz chorando – Por ter te ameaçado na floresta, por não poder ficar como você gostaria.

−A culpa é minha, quem me mandou arrumar uma pequena cheia de coragem já disse isso! Eu tento acalma-la por que sua angustia era evidente – Só prometa ficar por perto e se concentrar.

Ela afirma e saímos depois de um aceno de despedida, aquilo era algo assustador para mim, confiar minhas crianças a outros.

Era um grupo grande e caminhar pela floresta em silencio com um grupo como aquele era quase impossível, ainda mais com pessoas que nada conheciam da floresta e seus perigos.

Eu caminhava mais a frente com minha pequena, Michonne e Rick ao nosso lado, minha pequena para depois de algum tempo.

Nos reunimos a sua volta, ela aponta um ponto mais à frente.

−Depois do barranco, se nos ouvirem está tudo acabado eles podem fugir e então chegar a prisão, precisamos nos dividir eu acho, dar a volta não é tão difícil, eles estarão atentos a zumbis, mas não esperam por sobreviventes, pareciam bem tranquilos quanto a isso.

−Eu sigo pelo outro lado, Michonne e vocês dois vem comigo! Rick diz apontando os garotos – O resto fica do lado de cá, pegamos eles desprevenidos, fiquem esperando nosso ataque.

Esperamos que se afastem e seguimos em direção ao local, Katie não me olhava, não olhava para ninguém, estava cada vez mais preocupado com seu comportamento.

Nos posicionamos todos, vejo ao longe pela mira da arma Rick e o grupo chegar do outro lado, olho para os homens logo abaixo de mim, e para os restos da menina ainda expostos, penso no que Katie passara sozinha ali, mais uma vez sozinha.

Ela tinha razão sobre eles serem selvagens, era essa a impressão que nos davam, sujos e maltrapilhos, era possível ouvir a conversa.

−Voltamos amanhã! O homem de pé em guarda anuncia – Aquele furo na cerca é quase imperceptível, entramos ao anoitecer, saímos antes do dia amanhecer.

−Isso não vai durar muito, vão perceber! Outro responde chutando uma pedra.

−Toda hora alguém desaparece nesse mundo, não vão caçar desaparecidos, tudo que querem e dormir e comer em segurança, como todo mundo.

−Nos comeriam se fosse o contrário! Ele ria – Já morremos mesmo, esse é o inferno que diferença faz!

Então um dos jovens que acompanhava Rick simplesmente rola o barranco chamando atenção do grupo e uma sucessão de tiros e correria nos envolve, o garoto é alvejado, quando chega ao solo perto dos homens já estava morto, eles atiravam para todos os lados e acerto um e vejo que Rick pega o outro, Katie atira sua faca e um homem cai atingido, uma rajada de tiros passa a um milímetro de nós e Maggie toma um tiro, Glenn a segura e se afasta com ela, Tyresse e Michonne saltam em meio a eles derrubando os que restavam.

−Maggie! Katie estava a seu lado, Glenn a segurava.

−Está tudo bem gente! Ela se senta irritada – Foi de raspão só um arranhão!

Ficamos aliviados mas o choro do rapaz pelo irmão nos trás de volta para realidade, era tarde para o garoto e precisávamos sair dali, antes que todos os zumbis da floresta chegassem atraídos pelos tiros.

Rick ajuda o menino junto com Sasha, eu olho para Katie que chorava assustada, a abraço.

−Tudo culpa minha! Ela soluça – Trouxe vocês aqui! Ela diz olhando para Maggie e para o choro convulsivo do rapaz – Tinha minhas facas, já peguei muitos zumbis, devia ter tentado, podia ter pego os cinco, ou morrido tentando mas fui covarde, fugi e agora perdemos mais um dos nossos e Maggie quase morre.

−Não diga tolices, eu nunca a perdoaria se tivesse enfrentado eles sozinha! Eu a envolvo em meus braços.

−Precisamos ir! Rick nos chama e começamos nossa caminhada de volta, alguns zumbis começavam a aparecer, Michonne não lhes dava muito tempo.

Uso minha besta uma vez apenas e logo avistamos a prisão, nem acreditava no quanto aqueles homens estiveram perto, manter zumbis em nossas grades no fim era agora uma questão de segurança.

Os portões se abrem e entramos, Rick grita por Carl e logo avisto pessoas saindo dos blocos de cela, meus pequenos se aproximam.

Katie toca seus rostos de leve e apenas se afasta em direção a nossa cela nos deixando os três sem entender o que se passava, eu esperava que ela corresse para eles e que os apertasse junto a ela como de costume.

−Katie está triste papai? Nick pergunta.

−Sim, ela está muito cansada também mas é só! Tento confortá-los.

Deixo a confusão a minha volta e sigo para nossa cela, preferia ficar sozinho com Katie e descobrir o que ela tinha, mas não podia deixar as crianças sozinhas e eles seguem comigo.

−Katie está triste por causa das mentiras da Carol? Megan me pergunta e eu paro imediatamente.

−Do que está falando? Pergunto me abaixando a sua frente quando já estávamos no refeitório, outros entrevam, mas para mim só existia Megan e Nick parados diante de mim.

−Ela brigou com a Katie hoje, disse que só gostamos de você que chamamos ela de Katie e que ela deixa você fraco, que podemos ficar com você e outra pessoa – Ela baixa os olhos preocupada – Disse que a Katie devia ir embora, ela não vai embora vai?

−Claro que não! Eu aviso, onde Carol queria chegar com isso, seria possível que ela acreditasse que eu simplesmente perderia Katie e correria para ela, mas numa coisa ela tinha razão eles não chamavam Katie de mãe e isso de algum jeito devia atingi-la – Gostam da Katie não é? Pergunto.

−Eu amo a Katie! Nick conta.

−Eu também! Megan continua – Ela é linda!

−Mas não chamam ela de mamãe. Por que?

Eles se olham e depois olham para mim decidindo se deviam contar ou não.

−Podemos? Megan pergunta – Você sempre diz que ela é sua!

−Por isso não a chamam de mamãe? Eu sorrio, mesmo em meio ao caos – Acham que vou ficar bravo?

−Não vai? Nick pergunta.

−Adoraria dividir a Katie com vocês, ela é minha pequena e pode ser a mamãe, vocês gostam de mim e dela, por que ela não pode gostar de vocês e de mim?

−Podemos pedir então? Nick sorri – Ela deixou a gente te chamar de papai, você deixa também?

−Claro que sim! Eu respondo – Acho que ela vai ficar muito feliz, mas já sabem, vai ser uma choradeira.

Seguimos para nossa cela e Katie estava deitada e encolhida, me deito a seu lado e a abraço, ela se esconde em meu peito e chora.

−Eu sou péssima não é? Ela diz – Por minha culpa você quase morreu o Nick perdeu um dedo, o menino morreu hoje e Maggie quase morre também, faço tudo errado!

−Não pode dar ouvidos a Carol! Eu peço.

−Como sabe disso? Ela me pergunta ainda com o rosto escondido – Glenn e Maggie nem estavam lá.

−Reclamamos tanto da língua comprida deles, que ganhamos dois pequenos linguarudos, só para nós! Ela ri por entre as lagrimas, eu relaxo um pouco.

−Não sou boa com eles! Ela me conta.

−Você é perfeita, com eles e comigo, amo você e nada do que aconteceu hoje é culpa sua, como pode se culpar por eu ter levado uma facada? Eu pergunto – Fui descuidado e isso não tem nada a ver com você, nem o acidente com Nick ou a morte do garoto hoje, estamos em meio a uma guerra e se eu ainda não desisti é só por que está comigo.

Ela seca as lágrimas e me olha, aqueles lindos e doces olhos verdes que me faziam perder o ar desde a primeira vez.

−Nunca vai desistir não é? Ela me pergunta – E os pequenos eles amam muito você e eu amo que seja assim, então só fica aqui comigo, eu estou tão assustada!

−Sinto muito que tenha visto o que viu! Eu a abraço e beijo seus lábios, queria tirar dela aquela dor, mas me sinto impotente e apenas a envolvo, os pequenos se juntam a nós se deitando quietinhos, eram tão sensíveis quanto ela.

−Cuida de mim? Ela me pede e eu a aperto era tudo que queria fazer, todo o resto, cada passo e até a capacidade de amar aquelas crianças vinha do amor que sentia por ela e de como ele me transformava a cada dia.

−É minha pequena, eu te amo e claro que vou cuidar de você! Ela se aconchega e acaba adormecendo, ainda era dia, mas me deixo ficar ali, velando seu sono, com meus ratinhos.

Megan pega um livro e lia baixinho para o irmão, os dois deitados ao lado de Katie, esperando que ela acordasse, então ela se mexe, seu sono se agita e antes que eu a acorde ela grita por Megan e se senta assustada.

−Megan! Ela pisca os olhos marejados, depois suspira aliviada e Megan a abraça – Desculpe! Ela pede –Tive um sonho ruim, te assustei?

−Não chora mais Katie! Megan diz abraçando Katie e Nick muito rápido faz o mesmo.

−Podemos pedir agora papai? Nick pergunta e aceno que sim – Katie quer ser nossa mamãe, o papai disse que pode, que não vai ficar triste de dividir você.

Katie olha para ele espantada, depois para Megan e então me olha eu sorria por que sabia que aquele era um momento especial para ela.

−Eu... – Ela os abraça chorando – Querem que eu seja a mamãe? Ela os afasta – Não é por que estou chorando é?

−Você é uma mãe muito boa, mesmo chorona, eu quero ficar com você e o papai, e não quero outra como aquela bruxa falou! Nick diz – A Megan me contou que ela quer que vá embora, então vamos com você e vamos levar o papai!

−Levar o papai é sempre uma boa ideia, mas ninguém vai a lugar nenhum!

Katie me abraça e me beija agora simplesmente sorria como se eu tivesse lhe dado um presente, quando tudo vinha dela.

−Podemos? Megan volta a perguntar e Katie sorri, aquele sorriso que pertencia a poucos.

−Quero muito que me chamem de mamãe, amo vocês seus ratinhos lindos!

−Eles não a chamavam de mãe por que estou sempre dizendo que você é minha! Eu conto e ela me abraça.

−E eu sou, e as feministas do planeta que se danem! Ela ri e eu a beijo – E sou desses dois ratinhos!

−Mamãe podemos descer um pouco e ver o que as pessoas estão fazendo? Nick pede.

−Mamãe depois podemos jogar aquele jogo sem brigar, o Carl falou que joga com a gente! Megan avisa e reviro os olhos.

−É mamãe eu deixo a Megan ganhar! Nick responde inocente e eu preciso me segurar para não rir.

−Mamãe! Megan choraminga. Katie os olhava tonta e eu sabia como era aquela sensação estranha de se tornar do nada o centro da vida deles.

−Vamos descer sim, tomar banho jantar e chamar o Carl para jogar com vocês! Katie me olha, sabendo que eu sempre me preocupava com Megan e não era ciúme, claro que não, era apenas preocupação, afinal eles eram minha responsabilidade, mas eu gosto da ideia, tinha um assunto com Carol e queria os três distraídos.

Passamos para saber de Maggie mas Beth nos informa que ela e Glenn estavam de vigia na torre, eu e minha pequena nos olhamos sabendo que isso só podia significar que ela estava muito bem.

Chego a sentir inveja e acho que Katie também pelo suspiro, eu a puxo para um beijo e então depois do jantar e do banho encontramos Carl com a irmã no colo, o pai estava de vigia, fico sabendo que Tyresse encontrara o furo na segurança e tomaríamos providencia na manhã seguinte.

−Carl, por que não vem com a bravinha para nossa cela um pouco? Minha pequena convida, ele me olha confuso, esperando a permissão, sim eu me lembro de ser chamado de pai ciumento.

−Vá com eles Carl, eu subo num minuto! Ele faz que sim e Katie pega a bravinha no colo, eu a olho e acaricio seu rosto, ela sorri, sempre sorria, depois beijo minha pequena – Vá na frente, te encontro logo.

Ela concorda, eu sabia que estava curiosa, mas ela não me pergunta nada e agradeço, não queria mentir e não queria contar.

Sigo até a cela de Carol felizmente ela estava sozinha e sorri quando entro sem pedir licença.

−Cansado de brincar de casinha? Ela me pergunta quando me vê.

−Nem perto disso! Eu respondo – Sinto muito que tenha perdido a Sophia, fiz tudo que pude, sabe disso, me comovi mesmo com sua dor! Eu digo querendo fazê-la entender – Agora então que tenho uma família posso imaginar como foi, nem mesmo sei como ainda está de pé! Não gostava de falar sobre mim, só Katie sabia sobre quem eu era e queria que continuasse assim.

−Se Sophia tive voltado nós poderíamos ser uma família! Ela me diz.

−Não Carol, eu nunca teria ficado com você, não é sobre o fim do mundo ou o que quer que pense, não estou com a Katie apenas por que ela é mulher e o mundo está acabando, zumbis não tem nada a ver com isso, se tivesse cruzado com ela na rua eu ainda seria louco por ela, tentar destruí-la não vai me fazer ficar com você, se Katie algum dia lhe der ouvidos e partir eu pego meus filhos e vou atrás dela.

−Não são seus filhos! Ela me diz irritada.

−São muito mais que isso, aceite e deixe minha família em paz, esqueça que eles existem! Eu a olho nos olhos e não encontro mais nada daquela mulher que conheci no começo de tudo, me dou conta de que nenhum de nós era o mesmo, mas eu tinha melhorado, era mais feliz, tinha uma família e um motivo para seguir em frente, por isso era mais forte e não mais fraco como ela queria acreditar, era assim com Rick e os filhos, Hershel e sua família, e Glenn também tinha agora uma família, mas ela tinha se perdido em meio as suas magoas e Katie tinha sido a escolhida para carregar o peso de sua dor.

−Se Merle o visse!

−Ele gostava dela, chegou a me prometer protegê-la! Eu a olho e caminho para saída, não queria mais estar perto dela por que me sentia traindo Katie – Apenas fique longe.

Assim que entro na cela Carl me olha tenso, ele só confirmava minhas suspeitas cada vez que se comportava assim, como ele podia estar apaixonado pela minha ratinha, não eu não queria pensar nisso, me sento com Katie que brincava com a bravinha enquanto Megan, Carl e Nick jogavam um jogo infantil de baralho, Megan ganha e eu sabia que os dois meninos a deixavam ganhar descaradamente, futuros cavalheiros, ela estava contente, aplaude o fim do jogo, Nick olha para Katie e ela pisca.

−Mais uma! Ela diz distribuindo cartas, Carl me olha pedindo mais uma vez autorização.

−Vá em frente! Sou obrigado a dizer diante do olhar mandão de Katie.

−Onde estava? Ela pergunta – Demorou.

−Fui dizer a Carol para deixar minha família em paz, e não quero que aguente calada as insanidades dela.

−Ficou sozinho com ela? Katie me pergunta e a olho surpreso.

−Pequena fui dizer a ela para deixar minha família em paz! Eu rio e ela me olha brava.

−Isso não é engraçado! Ela reclama – Detesto saber que ficou um minuto que seja com ela e aquele olhar... não gosto e não é ciúme!

−Claro que não! Respondo irônico e roubo um beijo.

−Mamãe! Nick se aproxima e sussurra − Posso parar de perder agora?

−Melhor esperar mais umas rodadas! Katie diz rindo.

Ele volta a se sentar e minha pequena se recosta em meu ombro os olhando emocionada.

−Somos mesmo uma família não é?

−Graças a você! Eu a lembro – Minha pequena, e sobre mãos dadas minha resposta ainda é não! Eu aviso, ela me beija.

−Certo papai, nada de mãos dadas, e nem de ficar sozinho com a bruxa! Ela avisa e adoro saber que ela tinha ciúme, mesmo que nunca houvesse razão para isso.

Notas finais
Posto outro amanhã.
Conto com os comentários.