Fim Dos Tempos

22 Capítulo 22 - Outra saída, mais zumbis


Notas iniciais
Mais um, espero que gostem.

Pov – Daryl

Sou o primeiro a acordar e fico apenas deitado relembrado os acontecimentos do dia anterior, levar o ratinho para o banho e o ajudar tinha sido no mínimo esquisito, não me lembrava de algum dia ter tido alguém para fazer aquilo por mim, não me lembro como era antes de ter idade de fazer sozinho.

Depois tinha tido o momento de desespero da pequena ratinha de olhos azuis, fiquei comovido e assustado, por que acho que de algum jeito já me vi assim, perdido e com medo, sem ninguém para me dizer que não estava sozinho, então fiz o que tinha de fazer, o que era certo, o que queria que alguém tivesse feito por mim, prometi cuidar deles, e faria isso.

Minha pequena como sempre do meu lado, sempre me apoiando ela era de longe a melhor coisa da minha vida, mas estava tão confusa quanto eu quando se tratava dos dois ratinhos, por que tínhamos medo, não estávamos preparados para aquilo, nem mesmo sei se alguém estava.

Depois vi Carl e Megan juntos e não adiantava Katie me dizer que tudo bem, eu não conseguia achar normal, não era ciúme, era só preocupação. O dia estava terminando bem até aquele ataque interno, que eu nem acreditava que tinha acontecido, e se os pequenos estivessem sozinhos, nem saberiam o que fazer, eu precisava treiná-los ou nunca mais teria um minuto de paz, agora teríamos mais enterros, e despedidas, odiava aquela parte.

E o dia tinha começado tão bem com Katie e o seu sonho, ainda achava estranho que ela sonhasse comigo, minha pequena, tão perfeita e especial, meu amor.

Ela ressona e eu a abraço, olho para Nick e o vejo gemer, pobre criança, devia estar com dor, ele quase não reclamava e eu não sabia se era por que era forte ou por que tinha medo de nos incomodar, nós cuidávamos deles, mas estávamos sempre mantendo alguma distância, me sinto culpado, crianças precisavam de abraços e carinho, eu não sabia fazer aquilo, não era bom com gente, a menos que fosse Katie, mesmo assim foi tão difícil, se ela não fosse tão Katie eu nunca teria me deixado aceitar seu amor, agora aqueles dois pequenos nos pediam o mesmo amor e eu não sabia se era bom o bastante, talvez Hershel estivesse errado, talvez eu não merecesse tudo aquilo.

Olho para Katie e ela me olhava, estava acordada e aqueles olhos verdes me fitavam me revirando, nunca poderia esconder nada dela por que minha pequena me enxergava, me conhecia, eu nunca precisava dizer.

−Eu sei que é assustador, eu também tenho medo! Ela me diz e eu afirmo sem dizer nada – Vamos apenas nos deixar livres, sem pensar muito!

−Amo você e preciso de um tempo com você hoje, por isso ache logo uma babá! Eu digo e ela me beija de leve.

−Vou fazer algumas entrevistas! Brinca se espreguiçando – De quem é a torre hoje? Ela pergunta.

−De quem chegar primeiro! Eu respondo decidido e nos levantamos, Megan acorda com nosso barulho e se senta.

−Bom dia! Ela diz com olhos manhosos e penso em como poderia se parecer tanto com Katie sem nem ao menos serem parentes.

−Bom dia! Respondemos juntos e Nick abre os olhos e segura a mão imediatamente – Doendo? Katie pergunta, ele olha para a irmã e depois nega, Katie olha para mim, estava claro que não seria fácil convencê-los que nada nos faria mandá-los embora.

−Vamos descer, trocar esse curativo e começar nosso longo dia! Eu digo e no segundo seguinte estavam os dois de pé.

Depois de nos arrumarmos e tomarmos café, Hershel faz um novo curativo e dessa vez Nick apenas fecha os olhos com força e se esconde no ombro de Katie, Rick convoca uma pequena reunião, nos reunimos na cela de Glenn e Maggie.

Carol olha para as crianças quando entramos, e depois para Katie, com tanta confusão eu tinha me esquecido dela e do modo como andava tratando Katie, esse era outro problema que precisava resolver.

−Não é uma reunião apenas do grupo da prisão? Ela diz e fico sem acreditar no que ouvia.

−Exatamente Carol! Eu digo irritado – Está vendo alguém aqui que não seja da prisão? Até as crianças entendem sua pouca sutileza por que se escondem atrás de mim.

−Não! Ela diz e Rick suspira.

−Acho que temos problemas demais lá fora Carol, não precisamos de mais nenhum aqui!

−O que vamos fazer? Hershel pergunta, suprimindo a pequena crise – Eles não estão preparados.

−Armá-los eu acho e treiná-los! Rick diz.

−Armá-los? Nem imagino o que teria sido ontem se estivessem armados! Katie comenta – Concordo em treiná-los, mas me assusta imaginar que todos eles tenham armas, só confio em Tyresse e Sasha, talvez Kellen.

Todos concordamos com ela por que realmente isso acabaria por nos matar a todos.

−Certo, então vamos treiná-los e só armá-los conforme nos sentirmos seguros! Rick diz – Agora que tipo de treinamento, levá-los as cercas para matar zumbis, incluindo as crianças?

−Acho que sim, pelo menos os maiores! Maggie diz – Mostrar a prisão, ensinar rotas de fuga e um plano caso sejamos atacados, para onde devem ir o que fazer se um zumbi aparecer.

−Certo! Glenn concorda – mas quem vai fazer isso?

−Katie pode tentar ensinar como atirar facas, eu posso ensinar a se defenderem, e vocês ensinam a atirar, quem sabe toda tarde? Maggie propõe.

−Concordo! Minha pequena diz – Pela manhã temos que continuar nossas buscas, acho que Tyresse e Sasha podem nos ajudar quando tirarem o dedo do gatilho, é claro.

−Temos mais um problema! Eu lembro – Nick, Megan, Beth e a Bravinha, não podemos confiar em deixá-los sozinhos − Olho para Beth, me desculpando – Acho que é capaz Beth, mas está sempre com um bebê nos braços, precisa de proteção.

−Eu cuido deles! Carl anuncia e eu penso que não era das melhores ideias, mas era um começo.

−Não vamos mais sair todos, precisamos de mais de um aqui, quem ficar ajuda na proteção! Rick diz – Agora vamos fazer o enterro deles e depois passar nossas decisões.

−Acho que podemos ficar mais hoje, pensei em terminarmos de uma vez a proteção aqui, depois podemos nos afastar sem tanta preocupação! Glenn diz e concordamos.

O velho hipócrita faz as solenidades no enterro dos homens de Woodybury, fico impressionado com a cara de pau de alguns que choravam como se tivessem feito alguma coisa para ajudar em vez de correrem feito covardes.

Só depois que todos seguimos para o trabalho me sinto tranquilo, Katie estava com Michonne e Maggie pegando zumbis pela grade para colocarmos as estacas atrás do portão seria uma ótima maneira de impedir que entrassem quando nós abríssemos o portão e depois era só limpar a sujeira de vez em quando.

No fim da manhã tínhamos um portão “eletrônico” como Glenn o chamava, era um sistema bem precário puxado por cordas, mas Glenn fazia a sonoplastia cada vez que abríamos.

Tyresse se mostrava cada vez mais prestativo e confiável e mesmo depois do pequeno impasse na noite anterior estávamos nos entendendo bem, Sasha também era uma pessoa confiável e sentíamos que cada vez mais eles se aproximavam.

As aulas começam depois do almoço, com Maggie ensinando como se defenderem de zumbis próximos, decidimos dividi-los em dois grupos, um de adultos e outro de crianças, Katie prepara alvos improvisados com a ajuda de Sasha, enquanto Maggie ensinava os adultos ela ensinava as crianças com Nick a seu lado e Megan muito atenciosa tentando aprender, eu assistia de longe um pouco preocupado quando Hershel se aproxima parando ao meu lado.

Conversa de adulto, penso quando ele fica em silêncio acompanhando meu olhar.

−Eu não sabia que estava recebendo minha família quando abri as portas da minha fazenda para vocês! Ele me diz do nada – Nem que estava retirando uma bala do peito de um neto quando cuidei do Carl! Eu o olho prestando atenção, as vezes ele me lembrava um daqueles mestres ninja dos filmes, sempre rodeando para chegar onde queria, tenho vontade de dizer isso a ele, porém apenas o escuto – Acho que você também não sabia que estava salvando sua mulher quando tirou Katie daquela cabana.

−Não, acho que não! Concordo com ele.

−Talvez eles sejam a família que nem mesmo o apocalipse conseguiu tirar de você, não tenha medo de ser um pai.

Agora eu o olhava apavorado, como se um clique tivesse sido acionado na minha mente, era isso que eles queriam de mim? Um pai?

−Eu queria muito Maggie, ela foi planejada e esperada, nove longos meses de espera, e eu a amo muito por isso, mas Beth foi diferente, eu não planejei seu nascimento, foi mesmo um susto, mas não a amo menos por isso, assim como não amo menos nenhum de vocês que simplesmente invadiram minha vida.

−Hershel eu...

−Katie é adulta, sabe o que quer e lutou por você, eles são crianças e vão precisar que lute por eles, vocês dois vão ter de lutar.

Sem esperar por resposta ele me deixa, e só confirma minha teoria de mestre ninja, fico sem ação, paralisado, digerindo suas palavras lentamente, entre assustado e em pânico, na verdade apenas em pânico.

Volto minha atenção para Katie, ela atira sua faca no alvo e depois pega outra entregando para a pequena ratinha que tenta imitá-la sem muito sucesso, as duas me olham ao mesmo tempo e sorriem para mim, aceno confuso, olho para Nick sentado e entediado, e volto para meu trabalho, lutar por eles significava aquela coisa de abraços e carinho? Eu não era bom nisso, não podia simplesmente caçar e alimentá-los?

Glenn e Carl carregavam um beliche para fora do bloco e me aproximo sem entender o que se passava.

−O que vão fazer? Pergunto.

−Carl teve uma ideia de transformar o beliche em cama de casal, vou cortar no meio e pregar um do lado do outro! Glenn me conta – Posso ajudar a fazer um para vocês! Ele diz, e eu olho para Carl.

−Anda pensando em cama de casal Carl? Não resisto e ele me olha sério.

−Além de namorado ciumento agora virou pai ciumento? Ele diz e começa a se afastar.

−Não é namorado! Eu digo alto para ele ouvir – É marido! Queria dizer que também não era pai de ninguém, mas eu já não tinha tanta certeza.

Olho para Glenn e ele apesar de não dizer nada parecia concordar com Carl.

−Agora que colocou meu ajudante para correr vai ter que me ajudar! Ele diz e eu apenas pego o beliche e seguimos para mais longe.

Não entendia por que o imbecil tinha tido o trabalho de levar o maldito beliche para fora se depois teria de levar para dentro para montá-lo de qualquer modo a ideia era boa e quando o ratinho melhorasse e pudesse dormir em outra cela com a irmã, de preferência ao lado da minha, eu faria o mesmo.

Eu caminhava para dentro depois de ter ajudado Glenn com a nova cama, já escurecia e minha pequena vem muito sorridente em minha direção.

−Vamos! Ela me puxa pela mão.

−Para onde? Pergunto.

−Para o paraíso! Ela me diz me beijando e me arrastando em direção a torre.

−Mas e os...

−Michonne! Ela conta feliz − Aulas de espada ninja, ou sei lá o que! Ela diz e eu a sigo – Vamos torcer para ela ter muita imaginação e antes que fique bravo, Carl está com eles e Beth também.

−Sabia que ele anda pensando em cama de casal? Eu aviso quando subimos as escadas.

−Sabia, sabemos de tudo aqui! Ela conta – Agora me lembro de um certo marido, não namorado, que me fez uma promessa na floresta.

Bem ela tinha dito as palavras mágicas e me esqueço do resto, entramos na torre e eu a puxo para mim.

−Vou fazê-la esquecer de coelhinhos brancos! Digo em seu ouvido quando minhas mãos mergulham em seus cabelos e eu a beijo.

Katie cola seu corpo ao meu, sinto sua respiração acelerar, me afasto e sorrio, seus olhos brilhavam, eu a puxo para mim mais uma vez, minha mão desce por suas costas e começo a despi-la, ela faz o mesmo comigo, eu a empurrava para o colchão e então caímos, ela ri e me puxa para si, as mãos em meus cabelos, nos beijávamos como se a muito não nos víssemos, minha boca desce para seus seios, saboreando-os, ouço minha pequena gemer, e me sinto em brasa.

−Quero você! Ela diz e eu a penetro, nos movíamos juntos, entregues.

Me movimento colocando-a sobre mim, ela tinha as mãos espalmadas em meu peito, se movia, os olhos fixos nos meus, me dizendo que era minha, quero beija-la e me sento, puxando-a para mim, nos beijamos e de novo fico sobre ela, sentindo sua pele, seu cheiro, as mãos dela sobre a minha pele, me deixando alucinado, fomos atirados para aquele lugar que era só nosso, me deixo cair a seu lado, nossa respiração descompassada, ainda segurava sua mão e olho para ela que sorri.

−Não, não é um coelhinho branco! Ela me diz e se deita em meu peito – Eu nunca vou me acostumar com isso, em como me deixa arrebatada, viva!

−Faz o mesmo comigo, pequena! Conto como se contasse um segredo, ela me beija, longamente e depois eu fico apenas olhando para ela, admirando sua beleza, seus olhos doces e cheios de amor – Eu te amo! Disse isso tantas vezes, mas de alguma maneira era como se fosse a primeira, talvez as crianças tenham mudado alguma coisa entre nós, nos levado a um outro nível.

Ela tinha lágrimas nos olhos e quando pisca elas escorrem por seu rosto eu as beijo, por que não eram lágrimas de tristeza, eram apenas seus olhos me dizendo que me amava.

−Queria ficar aqui para sempre, mas temos que render Tyresse e Rick na vigia! Ela me diz enquanto se aconchega em meus braços, eu a envolvo, sentindo saudade de um mundo sem mortos-vivos.

−Se não tem outro jeito! Reclamo – Quem sabe amanhã arrumamos um tempinho para nós.

−Podemos arrumar outras babás, quem sabe Hershel e Beth! Ela me beija e me puxa para me levantar – Vamos, temos algumas horas de guarda lá fora.

−Depois desse tempo juntos posso passar a noite toda de pé que nem vou sentir.

Descemos e tomamos nosso lugar na vigia, eu seguro um rifle e Katie se recosta em mim, ficamos quietos observando a noite com sua brisa fria, eu a envolvia em meus braços.

−Poucos zumbis! Eu comento, não tinha nem meia dúzia.

−Muito poucos! Ela concorda.

Maggie e Glenn saem de dentro do bloco de celas de mãos dadas, estavam de folga aquela noite, caminham em direção a torre.

−Estão dormindo na cela da Michonne, ela os mandou pegá-los quando saírem daí! Maggie grita e os dois correm para torre.

−Isso já está ficando constrangedor! Obviamente todos sabiam dessa pequena corrida pela torre.

−Temos sorte, o que vamos fazer! Ela me diz se recostando em meu peito, beijo seus cabelos.

−Acha que estão bem com a Michonne? Eu penso nas crianças, achava Michonne uma figura impressionante, mas imaginá-la cuidando de crianças era no mínimo inusitado, só minha pequena para ter uma ideia como essa.

−Parece que sim, se estão dormindo! Ela me diz e ficamos quietos – Eu os quero! Katie confessa.

−Já os tem! Digo e ela me olha se afastando de mim – E você, também os quer?

−Eu os quero por perto, onde possa vê-los, quero saber que estão bem, e que estão felizes, mas não sei como fazer isso, essa coisa de abraços e carinho, não sei nada sobre isso.

−Como pode achar isso, ninguém nunca me deu tanto, ninguém, nem aqui, nem em qualquer outro lugar é mais feliz do que eu, por que você é perfeito!

−Você me ama! Eu a beijo – Isso torna você completamente parcial!

−Amor! Ela me diz com a voz doce de quem quer algo, se afasta e me olha com aquele olhar inocente, aquele que me fazia lhe dar qualquer coisa – O Carl, ele é um bom menino, não pegue tanto no pé dele – Ela diz segurando minha mão, manhosa – Mesmo que fosse algo além de amizade, o que mais poderia acontecer, além de, sei lá, andarem de mãos dadas?

−Mãos dadas! Eu fico bravo – Se os vejo de mãos dadas corto as mãozinhas dos dois, e ninguém acharia estranho, pelo menos não no meio de um apocalipse zumbi! Katie ria despreocupada, eu sabia que estava sendo irracional, mas eu era sempre assim, afinal isso não era novidade – Mas prometo me controlar, eu sei que ele é um bom menino, que num mundo como esse nosso, amigos são tudo que temos.

−Amo você! Ela diz feliz por ter me convencido, agora só faltava eu controlar meus impulsos, esse seria outro problema.

Sasha e Rick se aproximam no meio da noite, era hora de nos renderem, sairíamos cedo na manhã seguinte e precisávamos descansar, éramos muitos agora, mas ao mesmo tempo continuávamos apenas nós, por que não confiávamos em nenhum dos novos moradores o suficiente para deixá-los sozinhos para o que quer que fosse.

−Vão descansar! Rick diz – Boa noite!

−Boa noite! Respondemos, entrego minha arma para Rick e sigo com Katie para dentro, vamos direto para cela da Michonne, ela estava deitada num colchão no chão, os ratinhos dormiam juntos na cama, assim que nos aproximamos da porta ela pega a espada, eu sorrio, aquela mulher nunca descansava.

−Somos nós! Katie avisa – Viemos pegá-los, como foi? Ela pergunta enquanto eu pego Megan no colo e me afasto para levá-la.

−Eu venho buscá-lo! Aviso por que não queria minha pequena carregando peso.

−Eles dormiram cedo! Michonne avisa – São boas crianças!

−Obrigada! Katie dizia quando me afasto, deixo Megan na cama e volto para buscar Nick, ele abre os olhos quando o pego e segura a mão machucada imediatamente, nos despedimos de Michonne e vamos para nosso canto, assim que o coloco na cama ele se senta.

−Oi! Katie diz e ele nos olha sério.

−Megan achou que não viriam nos buscar! Ele conta e depois segura a mão.

−Está com dor? Pergunto e ele imediatamente olha para a irmã que dormia – pode dizer Nick, está com dor? Eu insisto e ele fica silencioso.

−Megan disse...

−Que não era para você reclamar de dor, por que se não vamos mandá-los embora! Katie adivinha e ele olha para ela espantado.

−Era segredo! Ele conta.

−Não vai embora Nick, nem Megan, mas não pode mentir, quando dói precisa dizer, e quando sente sono, e fome, e frio, precisa dizer por que se não nós não sabemos o que fazer! Katie pede e ele balança a cabeça, seus olhos iam de mim para ela, tentando tomar uma decisão, em quem acreditar, Katie ou Megan?

−Dói! Ele diz apenas e Katie caminha até ele.

−Vamos te dar um remédio que Hershel deixou aqui, está bem, se não melhorar avise! Ela pega o remédio e ele bebe obediente.

−Por que Megan dorme com vocês e eu aqui?

−Para não machucarmos sua mão enquanto dorme.

−Tá! Ele se deita não muito contente e olho para Katie, ela entende meu olhar, estava claro que aqueles dois ratinhos iriam nos fazer de bobos muitas vezes, sorrimos.

−Vem Nick! Eu o chamo e no segundo seguinte ele estava deitado ao lado de Katie, abraço minha pequena e finalmente dormimos.

Saímos cedo na manhã seguinte, todos num carro só, Maggie e Glenn eu e Katie, Michonne ficaria com Rick, deixamos os pequenos de mãos dadas nos olhando, parados ao lado de Beth e Carl, sempre Carl, eu penso quando Rick fecha o portão e nos afastamos com Glenn no volante, seguiríamos pelo mesmo caminho que fizemos da última vez, calculamos uma hora e meia de viagem, sem contar as paradas para recolher combustível de todos os carros que encontramos no caminho, passamos por alguns zumbis, errantes, agora eu ficava feliz quando via algum errante, nos lembrando os velhos tempos.

Mais uma cidade fantasma penso quando Glenn entra na rua principal, ele diminui a velocidade e ficamos observando as lojas, um bar, uma lanchonete, algumas casas e uma mercearia, Glenn para e entramos os dois, Katie e Maggie ficam na porta, o lugar estava revirado, nada de valor, vejo uma porta no fim do corredor e nos preparamos, Glenn abre enquanto eu mirava a besta, um zumbi se aproxima e o acerto, entramos e era apenas um quarto, mas encontramos muitos suprimentos, o homem devia ter se transformado e como na maioria dos casos ficado trancado, tinha duas armas e munição, começamos a recolher tudo, precisamos sair e pegar os sacos que estavam com as garotas para terminar, fico feliz, saímos de lá e entramos no carro, Maggie e Katie riam e não me atrevo a perguntar do que, por que não tinha dúvidas de que elas nos responderiam.

Encontramos uma farmácia, quase toda destruída, mas havia todo tipo de remédio no chão, inclusive algumas caixas de pílulas que Maggie balança para Katie com um sorriso no rosto, não posso deixar de comemorar, internamente é claro, nada comparado ao sorriso aberto das duas.

Quando saímos Glenn estava na porta tirando gasolina de um carro, vamos a pé até o posto de gasolina do outro lado da rua, as bombas estavam vazias como desconfiávamos, mas encontro nos fundos três galões de combustível, e começo a achar que tudo estava bom demais para ser verdade, nenhum zumbi pela rua, só silêncio, Glenn sai da loja de conveniência com muitos pacotes de salgadinho na mão e caminhamos ao encontro das garotas ainda paradas cada uma de um lado da rua de guarda.

−Vamos sair daqui! Katie diz do nada, o rosto pálido corremos para o carro e ele falha, não acreditava naquilo, Glenn dá partida mais uma vez e nada, o motor arranha e desliga.

−Droga! Ele bate as mãos no volante, descemos olhando em volta, Katie me olha.

−Muito perto! Ela diz e Maggie aperta sua mão e pega a arma – Não é suficiente! Ela avisa, um carro parado ao lado chama minha atenção, uma caminhonete grande o suficiente, corro até ela, as chaves estavam no contato e um cadáver descansava ao volante ainda preso ao cinto, eu o empurro e ligo a ignição, funciona, entro e dou ré, pelo retrovisor vejo uma horda de pelo menos cem caminhando, paro e todos começamos uma louca tentativa de levar o máximo que conseguimos, estavam próximos, alguns ainda muito mais à frente, Katie não nos ajudava, tinha as facas em mãos, ela era a mais precisa e sempre fazia a segurança quando algo assim acontecia.

−Vamos! Eu chamo – Pegamos tudo, inclusive o combustível! Katie ainda derruba um que vinha de uma rua lateral e estava a dois metros de Glenn.

Entramos no carro e partimos com algumas mãos ainda se segurando em nosso carro, ficamos mudos por muito tempo, eu dirigia com Katie sentada do meu lado, estávamos na estrada quando o carro começa a falhar e me dou conta de que era falta de combustível, felizmente ainda tínhamos o bastante.

Descemos e começamos o processo de transferia gasolina, então mais uma vez Katie nos chama e deixo Glenn terminando o trabalho para me posicionar, zumbis começam a sair da floresta pelo acostamento, muito perto, Katie atira as facas depois pega a besta assim como eu, Glenn tentava correr o máximo que podia e Maggie o protegia enquanto eu e minha pequena derrubávamos todos que podíamos, estavam próximos demais.

Maggie se junta a nós para derrubá-los eu com o machado, Maggie e Katie com suas facas.

−Glenn! Eu grito e ele vem em nosso socorro por que não éramos o bastante para tudo que nos cercava – Droga! Salvo Maggie de uma mordida.

Katie chuta um zumbi que se aproximava demais e pega mais um, então estávamos livres, alguns se aproximavam de longe o carro estava pronto e entramos todos.

Eu aperto a mão de Katie para acalmá-la e dou a partida, dirijo atento, não queria mais surpresas e então quando vejo a prisão me acalmo, Glenn e Maggie se beijam e eu queria fazer o mesmo, mas só depois de estarmos em casa.

Rick abre o portão e descemos do carro cobertos de sangue e cansados.

−O que foi isso? Ele pergunta.

−Enfrentamos uma horda na estrada, o carro quebrou, pegamos esse e no meio do caminho acabou o combustível! Eu conto puxando Katie para meus braços, ela se aperta a mim.

−A boa notícia é que encontramos muita coisa! Maggie avisa — Vamos nos limpar.

Ela se afasta com Glenn e eu caminho com minha pequena para dentro, então Megan e Nick saiam do bloco, Beth os acompanhava e eles correm em nossa direção, aquilo era estranhamente bom.

−Quem machucou vocês? Nick pergunta já chorando – Vão virar zumbi?

−Estamos bem! Katie toca seus cabelos e sorri para Megan, estávamos sujos demais para qualquer outra reação — Vamos tomar banho, está tudo bem! Ela sorri.

−Daryl! Megan me olha tensa – Esse sangue...

−Não é nosso ratinha, são dos zumbis, se lembra que não temos medo? Eu toco sua trança, ela afirma e evidentemente eles nos seguem para dentro, entramos na cela e os dois ficam na porta nos olhando preocupados.

−Podemos ficar aqui esperando? Nick pede.

−Sim, é só um banho, depois acho que podemos passar toda tarde juntos, o que acham? Katie tinha aquele olhar doce que antes era só meu, mas que agora eu gostava de dividir com eles.

−Certo! Megan concorda e seguimos para o chuveiro felizes por tudo ter acabado bem, eu simplesmente detestava ver Katie lutando, mas confiava nela, minha delicada mulher era uma máquina de derrubar zumbis.

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Notas finais
adorando os comentários, continuem.