Fim Dos Tempos
11 Capítulo 11 - Voltar para casa
Notas iniciais
Pov — Daryl
Minha mente fervilhava quando entrei pela floresta com Katie ao meu lado, Merle seguia um pouco mais a frente acho que ninguém disse nada na primeira hora de caminhada.
Eu só conseguia pensar no que estava obrigando Katie a fazer, em tudo que estava tirando dela, uma família, abrigo, comida, era esse o meu jeito de amar, do tipo que não é capaz de abrir mão, um amor egoísta que só pensa em si mesmo? Ela nem conhecia Merle, e antes do fim do dia ela o odiaria como todos os outros.
−Precisamos caçar! Merle diz parando.
−Não tem nada aqui Merle! Eu me dirijo a ele sem soltar a mão de Katie, ele olha para ela depois para mim e faz aquele ar de desdém, aguento calado – Precisamos de abrigo para passar à noite, vi umas casas mais atrás acho que podemos procurar por comida e abrigo.
−Isso que aprendeu com seu amiguinho, a mendigar? Ele me diz, Katie não esboçava nenhuma reação, parecia determinada a aceitar qualquer coisa.
−Cala a boca, vamos ao menos achar um rancho e pescar! Eu saio na frente com Katie ao meu lado, ela agora só carregava as facas de proteção, tinha deixado as outras em Woodbury salvando minha vida, me lembro do que senti quando o zumbi caiu diante de mim um segundo antes de me morder, uma mistura de sentimentos, orgulho, por saber que minha pequena não desistira de mim, como achei que um dia faria, medo porque eu não tinha nada para protegê-la, e saudade, como se não a visse a meses, mesmo agora enquanto caminhamos sem destino ainda sinto saudade.
Penso na nossa torre, nos momentos vividos lá, no corpo dela colado ao meu, em seus suspiros, me sinto culpado, e mal posso olhar para ela, continuo caminhando, mais uma hora caminhando quando Katie para, seus instintos todos alerta.
−Vamos pelo sul! Ela anuncia – Não é boa ideia seguir por aqui.
Nunca duvidei dos instintos de minha pequena e apenas me viro na direção que ela dissera.
−Agora além de tudo obedece cegamente a uma...
−Cuidado Merle! Eu o previno, não aceitaria uma palavra sobre Katie, ele percebe e se cala, meu irmão não admitiria, mas estava com medo que eu o deixa-se.
Continuamos caminhando e Katie para de novo uma ou duas horas depois, eu já não sabia mais.
−Escute! Ela pede, primeiro penso em zumbis, talvez uma horda e sinto medo por ela, mas o som chega a meus ouvidos e era um bebê.
−Vamos, tem um bebê... – Penso na bravinha, no governador, me sinto um covarde por tê-los abandonado.
−Estão malucos, são apenas animais da florestas, guaxinins fazendo amor gostoso! Empurro Merle cheio de irritação, ele não diria tantas grosserias na frente de minha pequena.
−Fique se prefere, mas cale essa maldita boca! Eu digo e continuamos caminhando em direção ao som.
Uma família na ponte enfrentava uma pequena horda, eu nem penso duas vezes assim como Katie subimos pelo morro, queria muito pedir para ela ficar enquanto os ajudava, mas prefiro mantê-la por perto onde posso protegê-la, eu tinha poucas flechas e assim que chego atiro a primeira, Katie pega um zumbi com sua faca, eu derrubava os zumbis e pegava minhas flechas de volta, o bebê chorava e um zumbi estava próximo da mãe, não pude deixar de pensar em Beth, sim seria ela ali segurando a bravinha, faço o que tenho de fazer rezando para que quando minha família precisasse alguém fizesse o mesmo.
Merle chega no final e atira em um zumbi, mas logo depois segue para o carro, seu único objetivo era pilhar a família.
Sinto vergonha dele, de nós, de quem nós éramos, eu não podia deixar Katie vivendo assim, aponto minha besta na cabeça do meu maldito irmão e exijo que se afaste, ele obedece, depois que a família parte voltamos para floresta eu praticamente arrastava Katie, ele ia atrás de nós dizendo todo tipo de babaquice que aquela boca estupida podia dizer, não queria ouvir, não queria entender, mas era quase impossível.
Era isso que éramos, dois idiotas, egoístas, eu nunca fui um criminoso drogado como meu irmão, mas não era melhor que ele, Merle era meu espelho, passei boa parte da minha vida tendo só ele, se Katie ficasse ela logo seria como nós, não podia fazer isso com ela, os irmãos Dixons não prestavam e ela merecia mais, mesmo no fim do mundo, mesmo num mundo cheio de maldade, ainda assim minha pequena merecia uma chance, e conosco ela nunca teria essa chance, não era mais uma questão de para onde iriamos, mas sim de quem nos tornaríamos.
Eu não podia mais e então paro, tento me convencer que estava fazendo o certo, solto a mão de Katie, começo a andar de um lado para outro, segurando a angustia, com medo de como seria depois que fizesse o que tinha de fazer, ela precisaria caminhar mais um dia e estaria com Rick de volta a prisão, eu sabia que o caminho seria perigoso mas não tinha dúvidas que ela conseguiria.
−Daryl! Ela diz com aquela voz suave, mas assustada, minha pequena, meu amor, ela tinha tentado, eu sempre a amaria por isso, mas não podia mais, eu era um idiota e desde o começo eu sabia que colocaria tudo a perder – Daryl nós...
−Volte para eles Katie! Eu quase grito – Não tenho nada para oferecer a você!
Ela me olha sem acreditar no que ouvia, seus olhos imediatamente se enchem de lágrimas, ela deixa as mãos caírem ao lado do corpo, me olha perplexa.
−Não! Ela diz apenas.
−Vai estar mais segura com Rick, volte para prisão Katie, eu... eu não posso levar você comigo, não posso mais ver seus pés feridos de tanto caminhar...
−Eu não me importo! Ela estava assustada, meu coração dói, eram os mesmos olhos assustados, como na primeira vez que a vi, quando me apaixonei por ela.
−Mas eu me importo, olhe para mim, Katie, olhe para nós! Aponto Merle – É isso que quer se tornar? Grito, esquecido dos zumbis.
−Eu não posso deixá-lo! Ela me diz com o rosto coberto de lágrimas – Foi por isso que me ensinou a lutar para se ver livre de mim? Ela pergunta sem desviar os olhos do meu.
−Até que enfim meu irmãozinho faz a coisa certa, ela só iria nos atrasar! Merle comenta rindo, ele não podia ser um cara descente ao menos uma vez na porcaria daquela vida.
−Não! Digo rápido – Foi para manter você viva, e ainda quero isso! Ela se abaixa era como se eu estivesse lhe causando uma dor física, ela baixa a cabeça, as mãos no estômago.
−Não posso voltar, eu não sei mais, fizemos uma promessa! Ela tentava me convencer – Você é minha vida...
−E você a minha! Eu grito, minha angustia embargando minha voz, me sinto perdido, sozinho, fraco – Por isso preciso fazer o que é certo, volte para Beth, Rick volte e viva!
Katie estava no chão tremia, e se curvava, e eu me dou conta que sou um monstro, meu coração enfraquece, só queria tomá-la nos braços, só queria mais uma chance.
−Uou! Merle ria – Que cena irmãozinho!
−Por que me salvou! Ela grita encolhida – Por que não me deixou, eu estava pronta, teria ido de braços abertos de encontro a morte, não teria doido.
Aquilo era demais para mim, eu tinha salvo Katie, e agora ela me culpava por isso, eu tinha lhe dado esperanças.
−Por que não me deixou para trás como ele fez na floresta! Ela aponta Merle e minha mente viaja para o passado, então era Merle. Merle e seus amiguinhos.
−Achei que não se lembrava! Merle ri – Quando te vi fiquei surpreso!
Eu voo para cima dele, era demais para mim, Merle tinha deixado Katie para morrer, não eu não queria ser como ele, não podia, ele não esperava por minha reação e cai depois do primeiro soco, eu lhe dou mais um.
−Ela é minha mulher! Eu grito antes de acertá-lo mais uma vez, ele me empurra e eu caio, Katie estava encolhida em sua própria dor.
−Não toquei nela! Ele grita me dando um soco – Ela gritava feito uma maluca, eu tirei os caras de cima dela – Queria que a levasse junto, para eles terminarem o serviço depois? Ele diz e eu o acerto mais uma vez com nojo, vergonha – Ela deixou claro que preferia morrer, dei a ela o que ela queria! Ele me dá um soco e me derruba, minha camisa rasga e Merle se afasta ao notar as marcas – Ele, eu não sabia...
−Fez o mesmo com você, eu sei! Grito me levantando.
−Eu não podia ficar, se ficasse eu o mataria!
−Você é um covarde! Eu me afasto e caminho para Katie.
Ela soluçava encolhida eu me ajoelho diante dela, nunca senti tanta dor, tanto medo, ergo seu rosto com as duas mãos obrigando-a a me olhar, ela tinha o rosto coberto de lágrimas.
−Me desculpe pequena, sinto muito! Era a primeira vez que me desculpava assim dizendo todas as palavras ela me abraça esconde o rosto em meu peito e chora sem se conter – Desculpe pequena, vai ficar tudo bem, eu juro.
Ela se apertava a mim com medo, eu não merecia tanto amor, não merecia seus cuidados, a aperto em meu peito jurando nunca mais causar a ela nenhuma dor.
−Vamos! Coloco Katie de pé, ela estava abatida, frágil, eu tinha ferido meu amor e começo a rezar para ser perdoado.
−Onde vai? Merle me pergunta.
−Voltar para casa! Eu respondo sem me preocupar com as escolhas de Merle, já tinha feito as minhas.
−Não posso voltar, quase matei a mulher... espanquei o chinês!
−Ele é coreano! Respondo irritado enquanto ajudava minha pequena a andar, Glenn tinha salvo minha vida muitas vezes, e diferente de Merle, não tinha me abandonado – Estou indo embora, mas você me deixou muito antes, e está sendo um covarde, como sempre!
Sumimos pela floresta, depois de alguns minutos Katie se afasta de mim e me olha furiosa, ela nunca me olhava assim então me soca o peito, fico confuso.
−Nunca mais diga que vai me deixar! Ela grita – Não pode dizer essas coisas! Ela me dá as costas e continua andando na minha frente cheia de fúria, um minuto depois sua faca voa e derruba um zumbi que nem ao menos tinha se anunciado, ela sempre me surpreendia.
Então ela caminhava em direção a ele, eu sabia que queria sua faca de volta, sinto uma urgência por ela, minha pequena estava distante de mim, não queria e não suportaria perde-la, eu a tomo nos braços, ela não oferece resistência a encosto numa arvore e a beijo, como da primeira vez cheio de desejo, fúria, saudade.
Ela cola seu corpo ao meu nos encaixamos perfeitamente, vasculho sua boca cada canto dela, dizendo que a amava que ela me pertencia, ela fazia o mesmo, gemendo suspirando me tocando, me puxando para ela como se nada mais existisse.
Nossas respirações aceleradas eu me afasto, apenas o suficiente para olha-la nos olhos.
−Você ainda é minha mulher? Pergunto com medo de sua resposta, tentando controlar a ansiedade e o desejo.
−Eu não fui embora quando me mandou, fui? Ela pergunta as palavras entrecortadas arfando pelo desejo que sentíamos um pelo outro.
Não ela não tinha ido embora, não tinha arredado o pé do lugar, tinha lutado por mim com a mesma força com que lutara em Woodbery, volto a beija-la, minha mulher, só minha.
−Amo você! Eu digo em seu ouvido, querendo que aquele momento nunca acabasse – Não mereço, mas não me deixe, me mostre como merecer você! Peço assustado.
−Você não é como ele, não deixe que ele te faça acreditar nisso, amo você!
Eu sorrio para ela, e a beijo de leve ficamos nos olhando esperando nossas respirações voltarem ao normal, ela toca meu rosto cuidadosa, eu estava machucado, vinha trocando socos com meu irmão a mais de vinte quatro horas.
−Muito ruim? Pergunto escondendo meu sorriso, como medo de não ser o momento certo para sorrir.
−Você não tem ideia de como é perfeito! Ela diz com o seu mais belo sorriso, aquele que ela dizia que era só meu – Temos que ir, antes que nos roubem até o poleiro! Ela estava de volta, minha pequena, minha mulher.
Mesmo sem vontade me afasto dela e vou buscar sua faca, limpo no corpo do zumbi, um homem velho e devolvo para Katie, depois pego sua mão e recomeçamos a caminhar, silenciosos, a floresta estava cheia de zumbis, mas eu deixo que ela nos guie, ela sempre sabia a melhor maneira de evitá-los, anoitece, eu queria parar, mas tinha medo de sermos cercados, passo meu braço por seu corpo, me sentia em paz.
−Sabe que ele está vindo também, não sabe? Ela se referia a Merle e eu faço que sim com a cabeça, ela conhecia tanto a floresta e seus sons, me deixava orgulhoso, nos parecíamos a final, ao menos nisso.
−Eu sei, mas não sei como vai ser quando chegarmos.
−Famílias brigam, se desentendem, irmãos discutem, mas se perdoam, vamos dar um jeito, apenas não desista, podemos ter tudo!
−Podemos ao menos tentar, mas não vou mais deixar nosso grupo, vou fazer o que é certo!
−Sempre faz, embora não acredite!
Continuamos nosso caminho e amanhece, mais algumas horas e estaríamos em casa, Katie estava cansada, mas ela nunca reclamaria, não dormíamos a duas noites, tínhamos lutado de todas as formas possíveis, contra zumbis, contra sobreviventes, contra os que amávamos, contra nossos sentimentos, eu me sentia esgotado e o poleiro me parecia o paraíso.
−Tive tanto medo naquele lugar, pensei que morreríamos sem você saber que eu não tinha desistido.
−Eu te vi se esconder, vi quando Maggie te chamou e você não foi, fiquei furioso, mas não posso negar que também fiquei feliz, decidi que se morresse, ao menos eu saberia que você não tinha me deixado para trás.
−Ninguém deixou Daryl, Rick e Maggie também voltaram e Glenn teria voltado se estivesse em condições.
−Você faz parecer que eu mereço... depois de você eu...
−Merle faz parecer que não merece! Ela me diz se recostando em meu ombro, andávamos devagar – Mas merece e tem de aceitar isso.
Faltava pouco, já podíamos ver a torre e penso que mesmo esgotado adoraria passar umas horas ali com minha pequena.
−Olhe pequena, nossa torre! Eu digo e ela sorri.
−Lar doce lar! Minha pequena sorri com olhos brilhantes e roubo um beijo feliz como sempre me sentia a seu lado.
Então ouvimos os tiros e só consigo pensar no governador, nos olhamos e corremos, Merle aparece no meio da corrida, a prisão estava sendo atacada eu vejo Rick lutando com pelo menos três zumbis, minha flecha pega um e Merle o ajuda com os outros a prisão estava cheia deles, eu não entendia o que estava acontecendo, vejo Glenn salvar Hershel junto com a mulher da espada e os outros no único pátio que parecia limpo.
Rick me olha grato, não dizemos nada um ao outro, era sempre assim entre nós, não precisávamos ficar falando olho para dentro, Axel tinha caído, estava morto, mais uma perda.
Katie me abraça chorando quando vemos tudo tomado, sinto que não haveriam mais dias de paz, apenas guerra e a aperto junto a mim.
Ainda precisávamos passar pelos zumbis para entrar e caminhamos em formação,
Maggie e Glenn com suas armas derrubando os que ofereciam muito risco, Carl nos aguardando no portão, Katie estava protegida por mim e Rick, não confiaria minha pequena a Merle, entramos sem derrubarmos muitos, todos cansados demais para uma batalha, Merle é imediatamente separado do grupo eu não me importo, ele bem que merecia aquilo.
Beth abraça Katie e as duas choram juntas com a bravinha que tinha acordado com os tiros e berrava como louca. Eu a pego no colo e Carl me sorri aliviado, me sinto em casa, me dou conta de que era bem vindo não só por que tinha trazido Katie de volta, mas por que eles sentiam minha falta.
Ficamos todos em silêncio por algum tempo, sem saber que caminho seguir, eu precisava de um banho, de comida, de sono, mas tudo teria de esperar, Rick estava fora de si, doente na alma, Glenn era só ódio, então eu deveria ser a única cabeça pensante e tinha meu irmão que era outro problema.
−Posso limpar o pátio, tomar a torre de volta, de lá dá para pegar eles...
−Temos que guardar munição! Rick diz.
−Já estamos todos mortos, ele vai voltar esse foi só o cartão de visitas essa hora já deve ter patrulhas nos cercando, ele pode nos manter aqui dentro e nos matar de fome.
Merle o conhecia e isso me assustava por que tínhamos lutado muito por aquele lugar, mas eu não fugiria feito um covarde.
−Não temos medo dele! Aviso a Merle.
−Vamos ficar e lutar! Glenn continua.
Rick tenta se afastar, voltar para seu mundo de dor, não conseguia ficar bravo por que acho que só eu entendia o que ele sentia, se tivesse perdido Katie, quando pensei em mandá-la embora...
Hershel o traz de volta a realidade, exigindo sua liderança, ele fica surpreso com seu chamado, então outro problema surge, Maggie não queria Merle no nosso bloco de celas e eu não a culpava, acho que depois do que ela passou, aquilo era o mínimo, mas agora precisávamos de todos não podíamos nos dar ao luxo de dispensar ajuda e ele tinha engolido o orgulho e vindo atrás de mim, Hershel o defende.
−Não subestimem a fidelidade dele com o irmão.
−Daryl está aqui, se seu irmão fez escolhas erradas as escolhas certas de Daryl compensam, temos de dar uma chance! Katie diz e um silencio se forma, Merle ficaria era essa a resposta muda que todos nos davam, agora seria uma luta minha para controla-lo e garantir que ele reconquistasse a confiança do grupo, se é que um dia alguém tinha confiado nele.
−Estamos trancados aqui! Eu digo esgotado – Cansados e preciso de algumas horas, todos precisam, vamos nos recuperar e depois nos preparar, ele vai nos dar um tempo acho que já vimos que é um louco e como tal quer nos deixar em suspense.
Pego minha pequena pela mão e decido que podíamos ficar afinal numa cela, queria ao menos um pouco de privacidade e agora não haveria mais batalhas pela torre no fim ela era dos zumbis.
Nos deitamos abraçados ela respira fundo e eu a beijo longamente, sem pensar em como seria o depois, sinto falta de sua pele desejo fazer amor com ela e sei que ela pensa o mesmo, mas não tínhamos mais um lugar seguro e discreto, eu precisava pensar em algo.
−Sinto sua falta! Ela diz corando eu a beijo de novo.
−Vamos achar uma maneira! Sussurro e ela ri.
−Como podemos pensar nisso quando estamos cercados de inimigos?
−Bem, eu sou meio irresistível, posso entende-la! Brinco e ela ri despreocupada me puxando para mais um beijo – Que sorte você tem de ter um marido assim tão perfeito!
−Sabe o que me deixa mais triste? Ela diz ainda sorrindo – Agora que estamos juntos não sobrou ninguém para eu te apresentar, sabe esse aqui é meu marido Daryl Dixon!
−Iria gostar de fazer isso? Eu pergunto quando ela se aconchega pronta para dormir.
−Muito! Ela fecha os olhos depois de me beijar docemente – O próximo zumbi que encontrar vou fazer as apresentações antes de acertá-lo com minha faca.
−Certo, depois eu roubo os tênis dele! Brinco aspirando seu perfume sorrimos e eu adormeço estava esgotado, não penso em governador, guerra, prisão, Merle, só penso que estávamos juntos e que isso era suficiente.
Fale com o autor