Fim Dos Tempos
12 Capítulo 12 - Visita
Notas iniciais
Aqui tem mais um capitulo.
Espero que gostem.
Pov – Katie
Acordo antes do dia amanhecer, estávamos numa cela no andar de cima, os outros estavam dormindo em baixo e Merle preso na entrada, Daryl dormia, enroscado em mim, eu sempre estava em seu peito quando acordava, mas dessa vez era ele que estava sobre mim, a cabeça afundada em meu pescoço, os braços me envolvendo, as pernas tão enroscadas as minhas que mal sabia quem era quem.
Ele tinha razão sobre as celas, era meio claustrofóbico, ou seria se ele não estivesse comigo, mas estava e toco de leve seu cabelo, com a mão que a pouco descansava em suas costas, com a outra eu acariciava seu braço.
Penso no dia terrível que tivemos, em como senti medo quando ele me mandou embora, eu sabia que aquele era o momento de desespero do homem que me amava e que me queria segura, sabia que não o deixaria, mas ainda assim doeu terrivelmente, mais do que achei que poderia doer.
Doía por que eu podia ver toda sua angustia, e tudo que a vida tinha feito a ele, tive medo que ele voltasse a ser quem era, a achar que não merecia e fugir, Merle não tinha ideia do quanto destruíra Daryl, sua autoestima, a visão deturpada que tinha de si mesmo vinha do que Merle queria que ele acreditasse, acho que mesmo Merle dizendo e fazendo o que fazia de algum jeito ele amava o irmão, e eu aprenderia a gostar dele se isso fosse importante para Daryl, faria qualquer coisa para vê-lo feliz.
Felizmente estávamos em casa, junto das pessoas que amávamos, eu devia isso a ele, a meu amor, ele tinha salvo minha vida e me dado uma família para amar.
Daryl se mexe e esfrega o nariz em meu pescoço, sinto um arrepio e depois me derreto quando seus lábios beijam minha pele.
−Bom dia! Ele sussurra.
−Ainda não é dia! Eu respondo baixinho.
−Hum! Ele ainda estava com os olhos fechados e me aperta em seus braços, os lábios traçando círculos de fogo em minha pele – Isso quer dizer que estão todos dormindo? Sua voz estava cheia de malicia e eu rio baixo.
−Sim, todos dormem em suas celas, lá em baixo! Eu friso, com segundas intensões.
−Acho que podíamos testar o quão silenciosos podemos ser! Agora ele se movia e seu corpo já estava sobre o meu, me deixando de pernas tremulas.
−Sempre gosto de suas ideias, você é ótimo estrategista! Brinco e ele toma meus lábios, minhas mãos passeiam por aquele corpo que eu amava e que me deixava ardendo de desejo.
−Quero você, minha pequena, não posso esperar mais! Ele diz em meu ouvido e me rendo completamente. Silenciosos nos despimos, acabo rindo e quase caímos da pequena cama.
−Shiiu! Ele me beija – Não era para ser engraçado, eu acho! Ele diz quando enfim estávamos livres das roupas eu o olho feliz, meu Daryl não conseguia mais ser aquele homem arredio que tinha medo de me tocar, agora o problema era ele tirar as mãos de mim, volto a rir.
−O que foi? Ele pergunta.
−Lembrei que nunca me tocava e agora...
−Nossa como queria fazer isso! Ele diz tocando meu seio, tomando-o em sua mão, me fazendo segurar o gemido de prazer – E isso! Ele diz com a mão espalmada em meu corpo acariciando minha pele, descendo até meu ventre.
−Se me torturar demais não vamos ser assim tão silenciosos! Eu digo com os olhos fixos nele que me sorri e toma meus lábios num longo beijo. Nos entregamos a paixão, dessa vez uma paixão silenciosa e ainda mais cúmplice, tão perfeito quanto das outras vezes e eu entendo que sim, sempre seria arrebatador.
Acordamos com Merle gritando que estava com fome eu olho para Daryl ele balança a cabeça se sentando, depois me olha.
−É eu sei ele é um idiota! Daryl me beija e depois começa a procurar as roupas pelo chão – Adeus manhãs românticas! Ele diz começando a se vestir eu apenas o observo, estava tão relaxada que nem mesmo uma horda de zumbis poderia me perturbar – Te vejo lá em baixo! Ele me beija e desce apressado.
Encontro todos reunidos e me dou conta que não estava no mesmo espirito do grupo, todos estavam tensos e silenciosos, Beth segurava a Bravinha enquanto a pequena mamava, dou um beijo na cabecinha dela, e me aproximo de Daryl, Merle já não estava mais isolado e comia sentado na escada, Glenn e Maggie estavam distantes do grupo e algo me dizia que as coisas entre eles ainda não iam bem, eu podia entender e torço mentalmente para que tudo entre eles voltasse a ser como antes.
Michonne, agora eu sabia o nome dela, estava sentada, sempre com sua espada nas costas, como Daryl no começo com sua besta, mas agora quando estávamos assim reunidos ele dava a ela alguma folga.
Carol me dirige aquele seu olhar de bom dia que se viesse de outra pessoa me faria voltar correndo para baixo das cobertas, Hershel me sorri.
−Fiquei feliz de tê-los de volta! Ele me diz e eu o abraço, gostava dele e de como estava sempre disposto a cuidar de todos como um velho patriarca, lembrava um pouco meu próprio pai.
−Então o que acham estão mesmo dispostos a ficar e lutar? Rick pergunta do nada no meio do café da manhã, eu olho para Daryl ele caminha até mim e se senta a meu lado, Merle nos olha, não sabia se aprovando ou não, mas algum dia eu descobriria.
−Acho que não temos mais escolha! Daryl responde – vamos juntar o que temos e nos preparar.
−Para começar, vamos montar vigia vinte quatro horas, Carl está lá agora e Maggie pode ir com ele, vamos ficar prontos, não sabemos como ou quando ele pretende nos atacar.
−E de agora em diante, vamos andar armados o tempo todo, não podemos estar desprevenidos, incluindo você Beth.
−Mas e a Judith, tenho medo de andar armada com ela no colo, pensei em fazer um cesto para ela, um lugar onde ela possa ficar...
−Boa ideia! Eu digo – Eu te ajudo!
Rick apenas assente com a cabeça e nos deixa, agora era quase sempre assim, eu sigo com Beth e Carol vem logo depois, ela nunca se cansaria de me hostilizar? Me pergunto quando chegamos no bloco de celas e começamos a juntar as coisas da Bravinha.
− Aposto que ficou choramingando até convencer o Daryl a voltar! Carol me diz e eu balanço a cabeça começando a me irritar.
−Sabe Carol se você o amasse eu poderia respeitar essa sua necessidade de me agredir, se estivesse lutando por um amor seria válido, mas o caso é que tudo que precisa é de um par de calças, Merle está disponível, por que não investe?
Ela me dá as costas e pisco para Beth, ficamos sozinhas numa das celas juntando as coisas da Bravinha, Glenn nos traz uma caixa e sai logo em seguida, decidimos decora-la e escrevo Bravinha do lado de fora, Daryl adoraria aquilo, ele era muito ligado as crianças, era bom vê-lo com Carl, e principalmente com Judith.
−Gosto do nome que o Carl escolheu! Digo para Beth.
−O nome de uma professora, é bonito mesmo! Depois ela para o que estava fazendo e me olha.
−Fiquei brava com Daryl quando não os vi voltando, tive medo de nunca mais nos vermos, meu pai me disse que vocês voltariam.
−Sinto muito Beth por ter preocupado você, mas eu nunca o deixaria, amo o Daryl, somos um só, vou onde ele for! Eu sabia que aquilo não era nenhuma novidade para ela, mas queria deixar claro que se ele tivesse de ir então eu iria junto.
−Se pedisse a ele para não ir com o irmão ele não teria ido.
−Eu sei, acho que tem razão, mas eu não tinha esse direito, minha escolha sempre vai ser ele, mas nunca poderia fazê-lo escolher entre eu e o irmão.
−Como sempre você está certa, mas ficamos fracos sem ele, sem você!
−Nós já decidimos ficar e lutar, não se preocupe mais com isso! Eu abraço minha amiga e Judith resmunga na cama, olhamos para ela sorrindo – Quer dizer que seu pai achava que voltaríamos? Pergunto curiosa.
−Sim ele me disse que Daryl nunca nos abandonaria e que jamais permitiria que você vivesse na estrada se tinham outra escolha.
−Felizmente tudo deu certo!
Carl entra correndo para avisar que ele e Maggie tinham visto Andrea chegando, ficamos todos sobre saltados, nos organizamos, para sair, era horrível deixar a Bravinha sozinha na cela quando algo assim acontecia, mas agora éramos todos soldados, mesmo Beth, Hershel fica no bloco protegendo o bebê e saímos para ter certeza se ela estava sozinha, ela tinha sido membro do grupo, muito antes de eu chegar, mas agora era amante do governador.
Depois de todo aquele cuidado descobrimos que estava sozinha e Rick a libera para entrar, vejo-a abraçar Carol e noto que Beth e Maggie se mantem distante, algo dera errado naquela época penso, ela pergunta por outros membros, Shane eu não conhecia, mas sabia que o próprio Rick o matara, T-dog, e Lori, o clima fica tenso, Lori ainda era um assunto que doía a todos.
−Sinto muito! Ela diz, estávamos todos reunidos, eu perto de Daryl que estava sentado na mesa, ela fica surpresa com a perna de Hershel, depois me olha, era a única que ela não conhecia.
−Esteve lá, te vi atirando facas para proteger Daryl, quem é você? Ela pergunta, estava apenas curiosa, não sinto retaliação ou algo assim.
−Minha mulher! Daryl responde determinado e percebo o espanto nos olhos dela, sorrio para ele, me lembrando de nossa conversa antes de dormir.
−Puxa! Isso é tudo que ela diz sobre nós.
O assunto segue para o real motivo de sua visita, nunca achei que receberíamos visitas, era quase como nos velhos tempos, cheguei a pensar em lhe servir um café, afasto a ideia quando noto que as coisas ficam tensas e me surpreendo em como ela estava iludida com o governador.
−Quando encontrar esse Filippe diga que vou arrancar o outro olho dele. Diz meu delicado marido.
Ela se dá conta de que não haveria uma trégua, que não iriamos correndo para debaixo das asas do governador, ela e Michonne saem para conversar e o resto continua reunido, mas ninguém diria nada de importante enquanto ela estivesse entre nós.
Pelo modo como ela volta percebemos que a conversa entre as duas não tinha sido fácil ou produtiva, deixo ela com os outros e sigo com Beth para ver o bebê.
Carol dobrava lençóis quando Andrea se aproxima e pede para ver o bebê de Lori, Beth o entrega a Carol, ficamos ouvindo a conversa das duas.
−Dê a ele uma ótima noite de amor e quando ele estiver dormindo, mate-o, acabe com isso! Carol diz e me sinto meio assombrada, podia entender que Carol estava protegendo o grupo que com minha exceção ela amava a todos, mas a ideia era assustadora para mim e me dou conta de que Carol algum dia poderia se tornar uma ameaça, ao menos para mim, ela tinha se tornado fria, ou talvez sempre tivesse sido, mas sinto medo do que ela pudesse tentar caso sentisse que eu era um problema.
Fico em silencio e Beth aperta minha mão, era como se tivesse me entendido.
−Você não está sozinha! Ela me diz e eu sorrio meio sem vontade apenas para acalmá-la.
Desço a escada e vou ao encontro de Daryl, o abraço apertado e ele me beija, Merle continuava sentado na escada e nos olha, depois sai para fora, Glenn precisava de ajuda para buscar um carro para Andrea partir, ela tinha saído fugida de WoodyBury, depois de algum tempo ela caminha para saída e todos seguem com ela, Glenn entra com o carro, Daryl passa o braço por meu ombro e ela sorri para nós, se despede de todos como se fosse a última vez, e entra no carro, Rick lhe entrega uma pistola, e percebo que agora era assim com as visitas, nada de cafezinho, pistolas e munição, esse era o novo jeito no meio de um apocalipse.
Andrea parte e voltamos a nos reunir, no fim tinha sido bom ela nos visitar, nos dera uma ideia de como as coisas estavam indo, o governador preparava um ataque, mas estava treinando e recrutando os moradores da cidade, isso nos daria algum tempo, precisávamos encontrar armas e munição, nos preparar para recebe-lo, fico nos braços de Daryl quando todos se afastam, ele me olha sério, estava preocupado eu podia ver.
−Não vou me esconder! Eu digo séria sabendo que era isso que ele queria que eu fizesse.
−Eu sei que não, infelizmente, arrumei uma pequena cheia de coragem!
−Isso foi mesmo! Merle diz se aproximando, fico feliz era um jeito de ele me aprovar, os outros nunca entenderia por que aquilo era importante para mim, nunca entenderiam como eu poderia passar por cima do que ele havia feito comigo no passado, mas de algum modo éramos uma família e eu precisava me entender com ele ou apenas complicaria mais ainda as coisas para Daryl, não queria que ele tivesse de ficar entre nós.
Merle se afasta e eu me recosto em Daryl, olhávamos para o portão apenas pensando em tudo, nossa prisão, nossa casa, num mundo cheio de mortos que caminhavam por que precisávamos lutar com os vivos?
−Eram amigos? Eu pergunto – Você e a Andrea? Ela era bonita e mesmo não a conhecendo e sabendo que estávamos em lados opostos agora, tive ciúme.
−Antes ou depois de ela atirar na minha cabeça? Ele pergunta e saio de seus braços para poder olha-lo.
−O que? Fico brava, se soubesse não teria sido tão delicada com ela.
−Ela me confundido com um zumbi! Ele ri – Estava protegendo o grupo, felizmente ela atira muito mal, ou atirava na época!
−Não é engraçado como ela poderia confundi-lo com um zumbi?
−Eu tinha saído para procurar Sophia, rolei um barranco, dois na verdade, cai em cima de uma de minhas flechas e ela perfurou minha barriga, tive de fazer eu mesmo um torniquete, desmaiei e acordei com um zumbi mordendo meu sapato, matei ele e depois outro e tive de voltar sozinho escalando aquele maldito morro, um inferno, quando cheguei estava irreconhecível e ela atirou, na minha cabeça, pegou de raspão! Ele me mostra a cicatriz na têmpora, sinto um aperto no coração, nem sei como seria se tivesse presenciado algo assim, abraço Daryl e me lembro de beijar a cicatriz da flecha.
−Pensei em fazermos a guarda à noite, assim dormimos por último, agora que passamos no teste do silencio! Ele me diz e eu sinto meu sangue correr mais rápido, aquela febre que ele me causava nunca passaria.
−O homem da estratégia! Brinco quando caminhamos para dentro abraçados, ele segue com Rick fariam uma pequena busca lá em baixo, ter certeza de como as coisas estavam, se valeria a pena tentar limpar se estávamos mesmo seguros lá dentro.
Eu não gostava daquilo, mas era preciso e no fundo tudo ficaria bem, eles não se arriscariam com uma guerra a caminho.
Eu estava caminhando pelo lado de fora pensando em Daryl lá em baixo quando Merle se aproxima, fico tensa, estávamos só eu e ele e tinha medo do que ele me diria.
−Pode salvar sua vida e a do meu irmão se convencê-lo a partir antes que o governador chegue! Ele me diz de uma vez fico olhando para ele um segundo pensando em como fazer aquele homem entender sobre honra, amizade.
−Gente muito honrada caiu por nós, mais do que isso, se atirou ao perigo, meu pai, T-dog, Lori morreu para salvar o filho, talvez não entenda mas não podemos dar as costas a eles.
−Você parece que gosta mesmo dele, e se ele morrer? Merle queria a todo custo manter o irmão vivo e acho isso bonito de um jeito errado, torto eles se amavam.
−Acredite, seria de longe a maior dor da minha vida, eu nem mesmo sei se sobreviveria a isso, mas ainda assim sentiria orgulho dele – Meus olhos se enchem de lágrimas diante de tal pensamento, minha voz embarga – Ele morreria como o homem honrado que é! Digo firme, apesar da dor – Se é para tombar que seja em combate! Deixo Merle parado me olhando e vou ao encontro dos outros, era insuportável esperar por Daryl, mas eles voltam logo.
−Está tudo tomado, não sei se vamos conseguir limpar, ou quanto tempo vai demorar para fazermos isso.
Todos ficam silenciosos absorvendo a informação, depois de um tempo decido me pronunciar, eu tinha uma ideia e podia ajudar, se não concordassem pelo menos era uma luz, um caminho para novos planos.
−E se não limparmos! Digo e todos me olham – Pelo menos até esse governador nos atacar? Era uma chance – Conhecemos a prisão, sabemos que caminho seguir onde é seguro, ele não, esse monte de mortos de fome, pode no fim nos ajudar, diminuir o grupo deles se eles conseguirem invadir, temos uma vantagem, eles acham que limpamos tudo!
Rick e Daryl me olham boquiabertos e fico pensando se tinha dado uma boa ideia ou não, como quando falei sobre a prisão a mil anos atrás.
−Essas ideias brilhantes vem de repente ou você fica horas pensando sobre isso? Glenn me pergunta e eu dou de ombros, normalmente era apenas meu instinto de sobrevivência agindo.
Eles ficam frenéticos no instante seguinte, organizando o ataque e como seria quando o governador chegasse, me canso do assunto Daryl era na verdade o estrategista da relação eu era apenas a dona das ideias, Maggie estava de novo de guarda e sigo até ela.
−Oi! Cumprimento e me sento a seu lado – Tudo bem?
−Se esquecermos o ataque do governador as coisas que passei naquele lugar e o fato do Glenn estar péssimo tudo está perfeito!
−Eu senti que ele estava tenso, cheio de ódio! Digo e ela deixa as lagrimas rolarem.
−Não fui estuprada, como ele parece acreditar, aquele homem imundo me fez tirar a blusa e se encostou em mim, fez aquilo para me humilhar, intimidar, fazia isso enquanto ameaçava Glenn, você faria o mesmo.
−E Daryl reagiria igual ao Glenn! Eu garanto a ela.
−Ele nunca te culparia por isso! Ela defende Daryl e eu sorrio secando suas lágrimas.
−Maggie é isso que pensa, que ele culpa você? Pergunto sem acreditar que ela pudesse ter chegado a uma conclusão estupida como aquela – Glenn se culpa, não aceita que você passou por isso sem que ele pudesse fazer nada, voltamos ao tempo das cavernas, nossos homens tem aquela ideia de que como macho alfa tem de nos proteger, que se não o fazem então não são homens.
Ela me olha como se tudo fizesse sentido e me abraça deixando as lagrimas rolarem livremente.
−Quando me contou sua história fiquei tão chocada, mas agora sei como é, um sentimento de impotência, como se não fossemos nada além de um pedaço de carne, ele se comportou como um zumbi, me senti suja.
−Mas não está e tem de dar ao Glenn um tempo, não pode esperar que ele supere isso sozinho, essa dor não é só sua é dele também.
−Obrigada Katie, ás vezes você é tão madura, me assusta.
−Acho que sou apenas adaptável, o mundo mudou e estou tentando entende-lo, quer que fique de guarda um pouco, para ir falar com o Glenn?
−Não já está anoitecendo e eu sei que você e o Daryl vão fazer a próxima guarda então eu fico mais um pouco, quero aproveitar e pensar.
Eu abraço Maggie e a deixo sozinha.
Estava escuro e usávamos velas e um lampião para clarear a prisão, nos sentamos em volta da luz e Beth começa a cantar, todos se aproximam, as canções da Beth tinham esse efeito sobre nós, nos unia e dava esperança, coragem.
Vejo Daryl e sigo até ele, Rick estava com Judith no colo e vem até nós.
−Estou feliz que tenham voltado! Ele diz e eu sorrio, Daryl passa o braço por meu ombro – Amanhã vou sair e procurar por armas e munição.
−Vou com você! Daryl se prontifica.
−Não quero que fique e cuide de tudo, eu levo a Michonne e o Carl, ele já está pronto.
−Confia nela? Daryl pergunta.
−Vou descobrir, prefiro que fique e cuide do Merle, ele é seu problema, sabe disso.
−Sei, eu cuido de tudo!
Rick se afasta e continuamos abraçados ouvindo a melodia, depois seguimos para nossa guarda, a noite estava quente e silenciosa, só os gemidos e gruídos daqueles monstros diante de nós.
−Vamos conseguir pequena! Ele me diz abraçado a mim.
−Sei que sim! Eu concordo, não eu não tinha ideia se conseguiríamos, mas não desistir já era um bom plano.
−Você não desiste, eu não desisto! Ele me lembra, como se eu pudesse esquecer, nos beijamos longamente e depois nos concentramos no trabalho, esperando nosso momento a sós, para mais uma vez saímos do inferno, caminhar de mãos dadas para o paraíso.
Fale com o autor