Fim Dos Tempos
94 A escolha certa
Notas iniciais
Pov Katie
Daryl está realmente atrasado, em outros tempos eu já estaria caçando ele, mas aqui estou à sua espera num misto de medo e esperança, ficar isolada de tudo está me matando, saber que meus filhos estão lá fora sem mim, que Maggie está sozinha cuidando de tudo, que Hershel está se arriscando e que eu simplesmente estou imóvel me deixa doente.
Isso sem levar em conta onde Daryl está, no quanto eu poderia ajudar se estivesse com ele, nas ruas onde sempre estive.
−Carl! Eu grito por ele da porta, sei que ele anda de um lado para outro do corredor tão angustiado quanto eu, se sentindo tão inútil quanto eu.
−Aqui Katie, está tudo bem ai dentro?
−Sim, seu pai já voltou? Pergunto encostada na porta.
−Não e as coisas lá fora estão difíceis, dei uma olhada, juntaram muitos, Maggie está sozinha, queria ajudar, mas sabe que meu pai...
−Sei Carl, tudo vai ficar bem, continue seu trabalho! Eu o incentivo.
−Katie a Megan, acha que ela vai ficar bem? Tenho medo, eu sinto... Sinto falta dela.
Meu coração se aperta, eu também sinto falta dela, e sei o quanto está sendo difícil para os dois, desde que começaram a namorar não se desgrudam, eu fico em silencio uns minutos, tão insegura quanto ele.
−Ela sente sua falta Carl, tenho certeza, e logo isso tudo vai acabar, não vamos perder a fé.
−Eu sei, vou me manter aqui, cuidando de tudo.
−Ótimo, faça isso.
Me afasto da porta e sigo até meu mini ratinho que dormia tranquilo, Judith estava sentada no colchão, mordia um brinquedo, os dentinhos começando a nascer, Beth olhava para o nada enquanto Mary distraia Amy com um livro infantil e não posso deixar de pensar em Nick e sua mania de ler para os doentes, na vontade que ele deveria estar de correr para o bloco de celas e ler para Glenn e os outros, perturbando todos com suas intermináveis e repetitivas histórias infantis.
Meu coração dói, meus olhos se enchem de lágrimas e Matt acorda, me olha com aqueles brilhantes olhos azuis, eu o pego no colo, amamento meu filho e tomo minha decisão, ficar aqui não pode garantir sua vida, é lá fora que posso protege-lo, depois de alimentar e trocar meu filho com todo cuidado, eu o envolvo num longo abraço, aspiro seu perfume de bebê, lhe faço mil promessas mudas e o devolvo na cama quando ele volta a dormir.
−Beth!
Minha irmã de coração, a minha pequena Beth e seu sorriso doce, me olha sabendo o que se passava.
−Katie! Ela suplica, agora não tão forte.
−Se eles derrubarem a cerca não vai fazer nenhuma diferença estar gripada ou não, sabe que Maggie não conseguiria conte-los sozinha, Rick ainda não voltou, Daryl... Eu preciso.
−E o Matt?
−Tem você, todo esse seu amor, pode fazer isso por mim não pode?
−Sabe que posso, mas...
−Esse é meu jeito de lutar Beth, não sei viver de outra maneira.
−Se usar a razão...
−Eu nunca usei a razão! Corto suas palavras Passei um ano sozinha na floresta, estava certa que só tinha restado eu, e continuei, não foi a razão que me fez seguir em frente, me deixei amar o Daryl, adotei duas crianças quando tudo está ruindo a nossa volta, quando amar só traz dor, tive um filho, um filho Beth, ele é só um bebê e o que tem a sua volta é apenas morte e dor, mesmo assim escolhi ter esse bebê, não Beth, eu não teria feito nada disso se tivesse usado a razão, eu vou lá fora, tudo vai ficar bem prometo.
−Sabia que não poderia ficar aqui muito tempo.
Nos abraçamos longamente, dou um beijo em Judith e outro em Matt, que ressona tranquilo, seco minhas lágrimas e caminho para porta com Beth ao meu lado.
−Vamos ficar bem, todos nós vamos!
Eu encaro o trinco, sei que é a coisa certa a fazer e que Daryl faria o mesmo, ele está voltando, mas até que chegue preciso cuidar de tudo, giro a maçaneta sem olhar para trás e deixo o isolamento.
Carl me olha perplexo, depois sorri, sabe que não tenho escolha.
−Pode ir, cuido de tudo aqui! Ele me diz muito decidido.
Eu começo caminhando, mas depois corro, quero abraçar meus filhos.
Ouço o grito de Nick vindo da torre assim que apareço do lado de fora e uns minutos depois estavam os dois em meus braços, Jimmy me olhava sério.
−Sabe que precisei.
−Como estão todos? Ele pergunta.
−Está tudo bem.
−Mamãe eu já posso ver meu irmão?
−Ainda não ratinho, mas logo, agora me digam como estão?
−Bem, O Jimmy está cuidando bem da gente, mas queremos ficar com você, e o papai.
−Eu sei ratinho, ele vai chegar logo, prometo.
−Mamãe o Carl está bem? Megan me pergunta abatida.
−Sim, está sentindo muito sua falta, mas está muito bem.
Olho Maggie nas cercas e percebo que são muitos, mais do que qualquer outra vez, me assusta pensar.
Eu abraço forte meus pequenos, beijo os dois.
−Preciso que voltem para torre, é só mais um pouco, as coisas estão se acertando o papai deve chegar logo.
−Mamãe posso ver a Lily? Meu pequeno tem os olhos tristes, meu coração se aperta, mas acho que ainda é cedo, primeiro temos que ter certeza sobre como estão as coisas.
−Ainda não filho, mamãe vai ajudar a Maggie e depois vamos ficar um pouco juntos, o papai está muito perto de chegar.
Eu realmente sinto isso, pode parecer loucura, mas de algum jeito sinto Daryl perto e não vejo a hora de estar em seus braços e ouvir a bela bronca que vou tomar, sorrio e meus filhos me olham.
−Está com cara de pensando no papai! Nick me diz e só posso sorrir ainda mais.
−Tenho essa cara é?
−Tem! Eu os envolvo mais uma vez, sinto o cheiro deles, adoro esse cheiro, cada um tem o seu, poderia reconhece-los de olhos fechados só pelo cheiro, depois olho para Jimmy.
−Desculpe Jimmy, não quero te preocupar, mas não tive escolha.
−Posso ajudar também.
−Me ajuda mantendo os dois felizes, por favor.
Ele me abraça, Jimmy na maior parte das vezes me lembra um menino, ele se afasta pega a mão dos pequenos e corre com eles de volta.
Quando me aproximo de Maggie com uma barra de ferro ela para um instante, sorri, nos olhamos as duas com os olhos marejados, mas então aquelas bocas frenéticas e incansáveis chacoalham as grades e começamos o trabalho, eles estavam sempre nos lembrando que não havia tempo para contemplar.
Vamos derrubando um por um, mas parece tempo perdido, eles parecem brotar, Maggie está descabelada, cansada, e abatida.
−Vai Maggie, vai ver o Glenn pelo vidro, falar com seu pai, eu fico aqui!
−Eu tinha certeza que aquela passiva Katie não duraria muito! Ela diz soltando o ferro no chão e depois de sorrir corre para ver Glenn.
Eu apenas continuo no repetitivo trabalho de derrubar zumbis, minha mente se afasta dali, segue para Daryl e sua viagem de volta, rezo para que esteja bem, mesmo que não acredite que Deus vá me ouvir eu rezo, sei que ele está angustiado, que quer estar aqui, que vai fazer qualquer coisa para chegar.
Aquilo parece cada vez mais inútil e depois de uns minutos Maggie volta chorando, meu coração bate descompassado.
−Como ele está?
−Mal! Ela chora enquanto acerta cabeças de zumbis sem nem ao menos se dar conta do que está fazendo, descarregando sua raiva, seu desespero Não o vi e meu pai me disse que está bem apenas descansando o que significa que ele está mal e que não quer me ver.
−Daryl está chegando, vamos todos dar um jeito, não vai ser a primeira vez, e o Hershel?
−Esgotado e cheio de esperanças, como sempre, sabe como ele é.
Sim eu sabia, o homem mais cheio de compaixão que já vi, do tipo que nem mesmo consegue derrubar um zumbi, Hershel não quer abrir mão da esperança, da humanidade, não desiste de ninguém, nem mesmo dos mortos.
O carro de Rick surge e corremos as duas, Maggie abre o portão e sinto que algo deu errado, Carol não está com ele.
−Judith, Carl! Ele pergunta assustado, me olha meio incrédulo.
−Estão bem! Eu garanto muito firme e ele relaxa um pouco.
−Os seus filhos?
−Estão bem, mas Daryl ainda não voltou.
−Cadê a Carol? Maggie pergunta.
−Glenn, Hershel e Sasha?
−Lutando! Ele começa a se afastar, Maggie insiste Rick cadê a Carol? Pergunta aflita e fico com medo de sua resposta, de me importar mais do que ela merecia, de não me importar.
−Carol, matou Karen e David, foi ela, eu não podia trazer ela de volta, logo o Tyreese estará aqui, achei que ela não deveria estar aqui e fiz por mim também. Ela tem um carro, suprimentos, vai dar um jeito.
−A Carol? Eu fico chocada, aquilo era algo inacreditável, a sangue frio, sem pensar duas vezes, como ela pode matar os dois, queimar os corpos, insinuar na reunião que precisávamos descobrir quem fez quando o tempo todo... Fico sem saber o que pensar.
−Vou dizer ao Hershel, mas não deixem mais ninguém saber ainda.
Ficamos nos encarando um pouco tentando digerir aquela situação, e tudo que ela representa, o certo e errado batendo em nossa porta mais uma vez.
−Vocês traria ela de volta? Ele nos questiona, olho para ele e depois para Maggie, penso que se um dos meus filhos tivesse ficado doente ela teria feito o mesmo.
−Não, você fez o certo! Eu respondo convicta.
−Sim, mas eu acho que não conseguiria.
−Conseguiria Maggie, já fez coisas mais difíceis, as duas fizeram, não duvide de si mesma, não podemos mais fazer isso.
Ele nos deixa mais uma vez, segue para falar com Hershel, Maggie grita que precisamos de ajuda com as grades e ele garante voltar, continuamos as duas, precisamos cortar madeira, e prender as cercas.
Hershel sofreria quando soubesse de Carol, ele gostava muito dela e perder Carol e descobrir que ela tinha feito algo assim passando por cima de todos o deixaria arrasado.
Rick vem ao nosso encontro, garante que Hershel está bem, Maggie nos questiona sobre estar lá com Glenn, eu sei que é onde ela quer estar e não posso culpa-la, se Daryl estivesse lá teriam que me matar para me separar dele.
−Acha que não posso ajudar? Ela pergunta enquanto colocávamos mais um tronco de arvore nas cercas, então um zumbi puxa Rick pela perna, ele cai, atiro o machado para Maggie que golpeia o braço do zumbi, tudo num segundo, Rick nos sorri.
−Estou feliz que estão aqui! Ele garante.
Continuamos nosso trabalho, a noite estava chegando e não consigo esquecer que Daryl estava nas ruas, que meus pequenos estavam presos numa torre, guardados por ferozes dragões como nas histórias infantis, que Matt logo estaria com fome, meus olhos voltam a se encher de lágrimas, e então escutamos um tiro, Maggie continua seu trabalho alheia ao som, com medo de se importar.
−Vão! Rick ordena.
−A cerca é mais importante.
−Você não dá conta sozinho.
Ele nos encara decidido.
−Eu sei.
Corremos as duas, a porta é blindada, Maggie acerta o machado em seu desespero, nem mesmo consegue arranhar a blindagem, prende o machado na tranca, só consegue destruí-lo, ilumino dentro do bloco e só vemos pânico, me lembro do vidro lateral e puxo Maggie, ela atira assim que chegamos ele explode e pulamos para dentro, acerto um zumbi, Maggie outro e assistimos Hershel lutando com um no andar de cima.
−Não, preciso do respirador para o Glenn! Ele grita quando Maggie faz mira, ela atira, numa decisão assustadora, entre o pai e a chance de salvar Glenn.
Eu dou uma rápida busca enquanto ela corre para cima, estava limpo de zumbis.
−Vai Katie! Maggie me grita do andar de cima, sem alternativa deixo o bloco, as cercas precisavam de mim.
Ouvia a sucessão de tiros antes mesmo de me aproximar e corro, quando chego pai e filho derrubavam zumbis, uma centena de zumbis.
Pego minha arma mais pentes e me junto a eles, vamos derrubando todos, enquanto a cada segundo mais invadiam a prisão, meus filhos estão agora presos na torre, Jimmy não pode ajudar, Maggie está lutando para salvar Glenn e Daryl e Michonne estão correndo contra o tempo lá fora.
Somos de novo só sobreviventes, apenas pessoas comuns lutando desesperadamente por mais um dia, não tem futuro, não tem paraíso, é apenas a terra sendo dominada por mortos, e ainda assim posso assistir o espanto de Rick se dando conta que Carl cresceu, que é um guerreiro corajoso, e é exatamente nesses momentos em que nos damos conta do quanto somos frágeis e pequenos diante de tudo que me sinto gigante, eu decido, eu escolho, e escolhia há muito tempo, nos braços do meu amor.
Eu não desisto, você não desiste!
Eles estão todos caídos, abaixo minha arma e olho para torre, meus pequenos devem estar apavorados, assistindo tudo abraçados e desesperados, suspiro e olho de Rick para Carl, eles assim como eu estão esgotados, começamos a vasculhar os corpos encontrar os que ainda se mexiam e pôr um fim a eles, de novo com nossas barras de ferro e isso fica tão sem importância, vasculho na memória buscando a primeira vez que fiz isso, numa clareira na floresta.
E me lembro que era só uma menina que tinha facas voadoras, que ficou em choque e chorou, me perdi dela há muito tempo, às vezes sinto saudades daquela inocência, mas não voltaria para ela, ela não tinha seu pequeno ninho de ratos ainda e não posso abrir mão deles.
−Pai. Tudo ficara bem agora.
Carl diz olhando para fora e lá está ele, meu norte, meu chão, minha melhor parte está de volta, Carl corre para abrir o portão, eu não posso correr, nunca pude, minhas pernas sempre me abandonam nesses momentos, me forço a me aproximar.
O carro para e ele corre para mim, alguém pergunta alguma coisa, não vejo nada, não escuto nada, só ele e seu mar azul e nebuloso.
Ele me abraça, me escondo em seu peito, fico fraca, o gigante de um minuto atrás desmorona e sou só uma garota.
−Pequena! Ele me chama com o rosto escondido em meus cabelos.
−Meu amor! Eu suspiro e me afasto um instante Eles estão bem, todos eles, mas eu tive...
−Eu sei! Ele me diz quando olha em volta, tudo destruído, corpos por todos os lados Sinto muito que tenha que ter feito isso, mas estamos todos juntos agora, vai dar certo, trouxe os remédios, vamos conseguir pequena.
−Eu te amo!
Ouvimos os gritos de papai, papai e sinto seu olhar se desanuviar, ele sorri me soltando e então eles estavam pendurados nele, chorando assustados.
−Você sempre chega, eu sabia que era agora que chegaria! Nick soluça abraçado a ele, Megan junto.
−Estou aqui, estamos todos bem, sem choro.
−Sentiu saudade de mim? Nick pergunta.
−Sabe ratinho você não tem a mais leve ideia do quanto, e de você também sua ratinha! Ele olha para Jimmy Obrigado! Aperta a mão dele que sorri.
−Que bom que está aqui! Jimmy responde olhando em volta.
Megan e Carl se olhavam de longe, sorriam um para o outro.
−Só mais um pouco! Carl diz a ela que concorda com a cabeça.
−Vou lá falar com a Beth saber do meu mini ratinho! Daryl está ansioso, imagino a angustia que foi ficar fora sem saber como eles estavam.
Eu concordo e seguimos os quatro, Beth merecia saber que agora as coisas estavam se acertando, ao menos era o que eu esperava.
Matt estava bem segundo ela e acabo por me derreter em lágrimas, não posso ficar sem ele eu soluço.
−Se não tivesse ido ajudar teria sido pior pequena, não sofra, fez por ele.
−Eu não consigo evitar, quero abraçar ele, quero ficar inteira de novo, desde que tudo isso começou estou o tempo todo pela metade.
Estamos sentados no pátio, temos muito trabalho, não temos tempo para descansar, aqueles não eram os últimos zumbis do planeta e precisamos levantar a cerca, recolher os corpos e recomeçar, mais uma vez recomeçar.
Jimmy leva as crianças para nosso bloco de celas, os saudáveis estão isolados, e infelizmente não é mais seguro ficarem na torre, uma horda pode aparecer e antes de reerguermos a cerca só os blocos ainda tem alguma segurança.
−Como foi? Eu pergunto a Daryl quando caminhávamos os dois para os portões.
−Um inferno, do começo ao fim, mas nada me impediria de voltar para você.
−Eu sempre soube disso, nunca duvidei, mas é assustador não ter você comigo.
−Sempre me tem com você pequena, não importa a distância eu sempre estou com você.
O dia amanhece, estamos carregando os corpos, não sei quantas vezes mais ainda limparíamos aqueles pátios, se um dia teríamos de simplesmente deixar que os mortos os tomassem de nós e seguir adiante.
−Estamos sempre voltando ao início! Eu digo um tanto abatida.
−Não importa, se estamos juntos então não importa.
Eu o abraço, que se dane todo o resto, quero estar ali e recarregar as forças.
−Só consigo por que você existe.
−Eu sei minha pequena, eu sei! Ele me beija, somos uma coisa só, que importa se apenas um ficar doente, morremos os dois do mesmo jeito, então porque ficarmos longe.
Hershel se aproxima de nós e sorrio, nossa fortaleza, ele está visivelmente esgotado.
−Hershel meu bebê...
−Me dê apenas mais hoje Katie, vamos ver como todos reagem a medicação se tudo ficar bem deixo você voltar para ele.
−O leite?
−Paciência querida, fez uma escolha, e foi a escolha certa, mas precisa aguentar agora.
Concordo apenas com a cabeça depois respiro fundo, preciso ser forte.
−E o Glenn? Eu pergunto preocupada.
−Melhorou durante a noite, já consegue respirar sozinho, Maggie e Bob estão com ele.
Hershel nos tranquiliza.
−Ele é um cara duro na queda! Daryl constata relaxando, somos todos irmãos.
−Ele é! Hershel concorda.
−Você é duro na queda! Era o jeito Daryl de dizer a Hershel o quanto se importava, o quanto gostava dele e o admirava.
Ficamos os dois de novo sozinhos e Daryl me abraça, mais uma noite sem fim, como tantas que passamos, meus ratinhos surgem correndo para nós, eu os envolvo num longo abraço, logo Matt vai estar conosco e tudo vai ficar bem, vamos ficar de novo inteiros, eu sei que vamos, que se dane o apocalipse, nada vai nos destruir.
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