Fim De Jogo.

1 Ela não é a mesma garota.


Notas iniciais
Boa leitura !

* * *

- Estamos aqui hoje para desejar um ultimo adeus a Sarah Miller, que tão nova deixou o nosso mundo... Mas devemos pensar que Sarah foi para um lugar bem melhor, e nos conformarmos que talvez fosse a sua hora... Então uma salva de palmas para Sarah Miller Allcons e que descanse em paz. Amém... — Um minuto de silencio foi concedido. Pessoas visivelmente abaladas se encararam por alguns segundos, a dor estava no ar. E todos eram capasses de ver isso. Aquela jovem tão nova, não estava mais ali. Diante daquela multidão, estava uma garotinha miúda, com traços finos e delicados, ela se encontrava mais afastada da multidão, seus olhos pequenos e semicerrados olhava para o caixão da irmã a poucos metros de distancia e a única coisa que consiga era chorar, a tristeza a dominava por completo.

- Senhorita Andy Miller, eu sou o investigados de homicídios Scott. Posso fazer algumas perguntas sobre o assas inato de sua irmã?

- Desculpe-me senhor Scott. Mais não estou com cabeça para isso agora, acabo de perder minha irmã... E por favor, se não se incomoda não gostaria de conversar sobre isso nesse momento.

- Ah, sinto muito por tudo isso Senhorita Andy... Meus pêsames a você e familiares. Mas eu garanto que serão breves perguntas.

Andy não queria ser indelicada. Mais aquele cara estava fazendo com que perdesse completamente a paciência. Ela suspirou, não estava disposta a dizer nada, não naquele momento, nem nunca. Quando abriu os lábios para dizer alguma coisa, foi interrompida.

- Será que o senhor não entendeu? Ela não quer responder as suas perguntas!- Disse uma voz grosa e firme, surgindo atrás do investigado gorducho de lábios finos.

Era Niss, um cara cheio de mistérios, ele era alto e com um corpo atlético, olhos de um tom avelã pela morena clara, e com olhos penetrantes. Aqueles olhos. Andy se advertiu em pensamentos. Ela revirou os olhos evitando olhar para seus olhos, com o olhar direcionado para seu All-star recém-sujo, ela suspirou. Perfeito! Advertiu-se novamente.

- Desculpe, mais só quero fazer o meu trabalho. — disse o investigado com toda a educação possível. Mostrando um olhar sereno e extremamente profissional.

- Então trate de fazer o seu trabalho em outro lugar. – Rosnou Niss. Contraindo sua mandíbula por varias vezes.

Ridículo! Andy revirou os olhos, segurando as lagrimas que estavam prestes a brotar em seus olhos.

- Com licença. — disse os investigados- Quando estiver pronta para falar sobre sua irmã me procure... — e estendeu o cartão. Andy hesitou mais acabou pegando o papel. Evitou olhar nos olhos daquele homem, ela sabia que não saberia disfarçar e aqueles tipos de tiras, sabiam bem como tiraram qualquer tipo de informação.

Após a saída do investigado Andy amassou o papel e jogou no chão.

- Está tudo bem?- perguntou Niss, com um olhar sereno demonstrando-se carinhoso e afetivo.

- Não precisa fingir que se importa. — Disse Andy serrando os olhos – E eu sei me defender sozinha! – Andy cuspiu as palavras com desdém.

Ela deu de costas para ele.

- Andy... – Niss meneou a cabeça.

Ela já estava longe.

* * *

Logo após o enterro, alguns familiares e amigos mais próximos, estavam na casa de Andy, para apoiar seu pai e ate mesmo ela, nesse momento tão difícil.

Mas Andy não foi dar sala para as visitas. Ela estava sofrendo, e por conta disso preferia ficar só.

Andy estava em seu quarto, chorando e se lamentando. Estava deitada em sua cama, olhando diretamente para o teto como se nada mais existisse. Ela se encolheu na cama, puxando o fio solto da sua blusa de algodão.

Sou um monstro! Pensou enquanto apertava os lençóis com força contra a mão frágil e pequena.

Andy evitava olhar para o outro lado do quarto, pois se lembrava da sua irmã e de como a amava.

Isso é por você! Pensou com demonstrando mais corajosa do que realmente estava.

Quem era queria enganar? Estava visivelmente abalada e, no entanto culpada, não tinha forçar para enfrentar tudo aquilo, não sozinha. Ela suspirou.

Se eu não tivesse sido tão tola.

Andy sentia vontade de descer e ficar com seu pai. Pois agora Andy era tudo que ele tinha, mais era horrível olhar para ele como se nada tivesse acontecido.

Andy por algum motivo tinha uma culpa dentro de si, que mal conseguia explicar para si mesma. Um pequeno suspiro foi dado, ela lembrou-se daquele momento, doloroso. Ela fechou os olhos, tentando afastar aquele pensamente, impossível.

* * *

Andy estava sentada em seu lugar da mesa, como costumava sentar todos os dias, só que nesse dia não havia ninguém perto dela, não tinha ninguém para dividir seu bolo quando não quisesse mais, e nem para xingar por ter pegado seu cereal.

Andy estava transtornada e abalada, não aguentava mais aquele silencio profundo, não conseguia mais esconder que estava com medo.

- Bom dia filha... — disse Joshep seu pai, com olhar abatido porem conseguiu abrir um sorriso forçado.

Por outro lado, Andy não conseguiu abrir a boca para falar, pois sabia que aquele dia nem de longe estava sendo um “bom dia ".

Andy se levantou, com um breve sorriso, beijou o rosto do seu pai.

- Quer que eu te deixe na escola?- perguntou Joshep. Enquanto se servia com café preto.

- Não... — Quando Andy percebeu sua frieza disse- Quero ir andando, você se importa?

- Ah, Sim. Claro que não querida. — Joshep sorriu.

Andy caminhou para porta, pegou seu moletom e a bolsa, jogando-a nos ombros, bateu a porta com força.

Estava um dia frio de outono, Andy esfregou uma mão na outra, sentindo o vento extremamente batendo contra a pele, ela deu um suspiro. Andy caminhou sozinha até metade do caminho, ela olhava tudo em volta e percebia como aquilo fazia lembrar de sua irmã. Andy quis chorar, mas segurou as lagrimas.

- Entra ai... — um carro havia se aproximado e Andy não tinha nem ao menos percebido.

- Não. – Disse ela com desdém, sem conseguir encara-lo, não depois de tudo, não nunca mais.

- Vai Andy... Por favor.

- Não! Será que você não entendeu que acabou?!Minha irmã está morta!- dessa vez Andy o encarou, com um olhar de frieza e reprovação.

- Eu sinto muito. — Niss meneou a cabeça.

- Não! Você não sente e sabe por quê? Por que a minha irmã foi só mais uma na sua listinha, coisa que eu também iria ser se ela não tivesse morrido. Você a matou!

- Não... Eu não a matei e você sabe disso. Eu gostava da sua irmã... — disse ele aproximando o carro para mais perto.

- Não. Você não gostava, e você sabe disso... Então por que ainda está aqui? Você não entende que tudo acabou "fim de jogo" não tem mais o que fazer.

- Na verdade... — disse Niss com um olhar comovido- O jogo não acabou.

- Como assim? – A espinha de Andy se arrepiou, ela o encarou com o olhar de um misto confuso e apavorado. — Você mesmo me disse que...

- Eu sei o que eu disse... – Ele suspirou impaciente. — Mais acontece que alguém quer continuar jogando, e você conhece as regras.

- Mais quem? Não foi você mesmo que disse que todos tinham desistido?

- Eu me enganei. Sinto muito. – Ele lançou mais um olhar intimidador. Andy evitou olhar.

- Eu não quero mais jogar isso... – O coração de Andy se apertou so de pensar nessa possibilidade.

- Você sabe que não pode desistir... A sua irmã desistiu e você viu o que aconteceu com ela.

- Ela não desistiu! – Disse furiosa. – Eu não posso, não novamente, eu não posso entra nesse jogo absurdo.

- Na verdade tenho um jeito da gente vencer, entre aqui que eu vou ti contar. – Niss lançou um olhar caloroso para ela. Que abaixou o olhar, mais permaneceu firme.

- Nem morta!

- por quê?

- Você sabe por que. – Andy suspirou. Estava cheia de tudo aquilo.

Ela continuou firme e continuou sua caminhada, so que agora sem olhar para Niss, o ignorando totalmente.

Niss se irritou, e pisou no acelerador, arrancando com o carro, deixando ela para trás.

Andy suspirou, e uma lagrima caiu.

Tudo de novo, não! Pensou. Sentindo seu corpo estremecer.

Seguiu seu caminho, entrando na escola as presas, como sempre o sinal já havia tocado.