Fim Da Justiça
5 Que os ataques comecem - Parte 1
Notas iniciais
Caçador de Marte notificara um chamado de ajuda vinda do porta-aviões da Marinha, o USS Nimitz, localizado perto do Alasca. Por ser veterano da Marinha, John Stewart ficou encarregado de saber o que acontecia por lá. J'ohn J'onzz, de repente, teve uma sensação ruim sobre aquela solicitação. Tinha algo errado, só ainda não sabia o que era.
— Isso não está certo...
— Por que essa preocupação toda, J'ohn? – questionou Shayera. — Eu irei junto.
— Será meu apoio? – brincou Stewart.
— Estava louca para fazer alguma coisa. Vamos logo!
— Esperem. Quero que usem isto. De qualquer forma, terei mais facilidade em ajudá-los, caso necessário.
John e Shayera pegaram seus respectivos aparelhos oferecidos pelo marciano que deu uma breve explicação de como funcionava. Em seguida, os dois caminharam em direção a uma espécie de base de um teletransportador. Ao acionar o botão, J'ohn observou seus amigos desaparecerem do local. A sensação ainda lhe incomodava.
Mulher Gavião e Lanterna Verde apareceram próximos ao enorme porta-aviões. Era possível observar uma clara luz amarela saindo da proa. Parecia fogo.
Os tripulantes do navio tentavam ao máximo apagar as chamas que começara a tomar proporções preocupantes.
— Um navio pegando fogo no meio de um oceano, que ironia, não? – notou Shayera.
— Tire o máximo de pessoas que você conseguir. Isso não é fogo de verdade.
— Como assim?
— É amarelo demais... — respondeu John.
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Mestre dos Espelhos acabara de amarrar os policiais ocupantes do trem-bala que faziam a segurança. A carga era notas velhas que seriam levadas para a casa da moeda. Aquilo era só um pretexto. Caminhou para outro vagão, esperaria na cabine de controle a chegada do herói.
Flash entrou pela parte de trás do trem, passando pelos vagões vazios até se deparar com os policiais amarrados. Desfez os nós e as mordaças, rapidamente.
— O desgraçado ainda está aqui dentro! – dizia um policial irritado.
— Vamos atrás dele! – exclamou o policial que parecia ser o líder daquele grupo, sacando sua pistola automática.
— Ei, calma aí, pessoal. Podem deixar que vou cuidar disso... Vocês são os únicos ocupantes desse trem? – Flash se pronunciou.
— Além do intruso cretino, sim.
— Okay. Vou resolver isso o mais rápido possível.
Flash não se deu o trabalho de abrir as portas que separavam os vagões. Utilizou sua habilidade de ultrapassar as paredes por meio de vibração. Parou bruscamente ao ver seu inimigo adiante.
— Chegou numa boa hora, Flash.
— Pra acabar com a sua raça? Sim, Mestre dos Espelhos, nunca chego atrasado. – Flash disparou em direção ao vilão, que desapareceu instantaneamente. — Hm... Holograma. Típico de um covarde – concluiu.
O herói se virou para se certificar de que estava sozinho, mas se deparou com vários Mestres dos Espelhos. Uns agachados, outros de pé, alguns sentados nas caixas de madeiras cheia de notas. Todos pronunciaram ao mesmo tempo:
— Vamos, Flash. Você é capaz de acabar com todos nós?
— Ah... Que se dane.
Flash disparou, novamente, em direção a todos os Mestres dos Espelhos que apareciam em sua frente, até todos esvaecerem. Sabendo que o próximo vagão seria o da cabine de controle, o super-herói se dirigiu à porta, crendo que se depararia com o bandido que sequestrara o trem-bala. Esse, a propósito, concluiu Flash, se parecia mais real que os outros, de certo modo.
Seu arqui-inimigo estava atrás de uma caixa coberta por um pano.
— Entre.
— O que tem nesta caixa? – questionou o herói.
— Está com pressa? Pois bem, é seu amigo morto.
— O que, seu maldito pscicopata!?
— Ouça primeiro o que tenho a dizer, você não vai querer se precipitar. Não desta vez. – O vilão retirou o pano, relevando a vítima que mencionara. Era John Stewart, o Lanterna Verde, desmaiado dentro da caixa de vidro. Mestre dos Espelhos apertou um botão que começou apitar e prosseguiu com o falatório: — E você não pode me culpar por querer ser tão adiantado quanto você... Bom, batizei essa caixa de "caixa de refém". Se você não tirar seu amigo Lanterna dentro da contagem de 60 segundos, já em progresso, a caixa explode, matando seu amigo.
— É u-uma armadilha – disse Flash, oscilante. Sabia do que Mestre dos Espelhos era capaz de fazer para ludibriá-lo, contudo, não queria correr o risco de ser o responsável pela morte do seu amigo. No momento, não tinha como confirmar se era mesmo o Lanterna.
— Talvez, mas se você estiver errado, ele morre. – Mestre dos Espelhos se afastou da caixa, permitindo que Flash cumprisse o desafio proposto.
Flash não viu outra alternativa e correu em direção a caixa. Avistou um orifício na parte de cima, por onde passara sua mão. Notou, também, que havia uma espécie de um pequeno painel de teclado com senha, no lado de dentro. O velocista escarlate digitou rapidamente todas as combinações possíveis para abrir a tal caixa. Entretanto, o Lanterna Verde que ali estava, desapareceu. Assim como ocorreu com os vários Mestres dos Espelhos que o Flash enfrentara no vagão anterior. Seu amigo nada mais era que um holograma. O herói foi pego de surpresa quando um tipo de pulseira foi injetada e colocada em seu pulso, o que lhe causou muita dor. Flash tirou a mão da caixa e tentou retirar o ornato circular, mas foi impedido pelos dizeres do Mestre dos Espelhos:
— Se eu fosse você, não faria isso. É uma bomba com raio de explosão de 5km. Se tirar, ela explode, matando você e os três policiais que ainda estão no trem. E se ficar parado e a contagem terminar, ela também explode... Mas se você começar a correr, não vai poder desacelerar, porque senão...
— Já entendi! Ela explode! – exclamou o herói.
— Bom, faça o que você quiser. Eu não me importo. Nem estou aqui mesmo – dizia o vilão antes de desaparecer.
Flash, sem muitas alternativas, saiu do vagão e começou a correr para longe do trem.
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Trevor saiu de seu assento e procurou auxiliar as pessoas que jantavam naquele mesmo restaurante, a saírem ilesas pela porta principal. Algumas delas gritavam que se tratava de uma mulher selvagem que causara todo o pânico. O major amaldiçoava a desagradável mulher que interrompeu seu jantar.
Do outro lado, a tal mulher se pronunciou ao avistar Diana:
— Ah, que pena, Mulher-Maravilha... Atrapalhei seu jantar? – era a Mulher-Leopardo.
— O que você quer? – Diana retrucou.
— Tenta adivinhar! – Saltou em direção à Diana.
Todos os golpes foram desferidos em Diana, que bloqueou a maioria graças aos seus braceletes. Mulher-Leopardo deu um mortal para trás, pousou no chão com o típico sorriso cínico. Aguardava o turno da Princesa Amazona.
Sem muito esforço, Diana arrancou a parte mais comprida de seu vestido para ter mais liberdade no combate. Avançou com punhos fechados contra sua inimiga, dando início a luta.
Trevor, talvez, tenha sido o único a perceber que a iluminação do local muito diminuíra, porém, não teve tempo suficiente para saber a origem daquele fenômeno, logo, um manto negro lhe cobriu por inteiro.
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Lanterna tinha em mente quem era o responsável pela "detonação" no porta-aviões. Foi direto ao interior do navio para vasculhar e, consequentemente, impedir o que quer que estivesse acontecendo.
Para a segurança dos tripulantes, a energia do porta-aviões fora desligada, por isso, Stewart teve a necessidade de usar seu anel, criando uma pequena lanterna, para iluminar o caminho.
Enquanto passava por um corredor, John foi surpreendido pelo estouro num dos dutos de gás que percorria por toda a extensão do corredor. Ele criou uma espécie de bolha que o envolvera, lhe protegendo do vapor que saía violentamente do duto rompido. John imaginou duas enormes mãos, que saía da bolha, as fazendo pegar o duto e encaixá-lo corretamente. O vapor parou de vazar e John se desfez da bolha-protetora e das mãos imaginárias, seguindo para o final daquela via. O comprido corredor era estreito, dando acesso à várias portas. Algumas se encontravam abertas.
Era sabido da fraqueza à energia amarela dos Lanternas Verdes, pois, diante de uma luz (mais precisamente tudo que for dessa cor) amarela, o cavaleiro esmeralda estaria vulnerável. O mesmo permaneceria impedido de criar qualquer coisa. E a sua força de vontade seria prejudicada se o indivíduo portasse o anel amarelo, devido a sua fonte de impureza: o medo.
John Stewart estava concentrado, contudo, começou a pensar se Shayera tivera alguma dificuldade em salvar as pessoas. Talvez, ela precisasse de sua ajuda. De repente, uma criança passou correndo, cortando o corredor, de uma porta para outra. John se sobressaiu. Queria ter certeza do que tinha visto e seguiu para a porta a qual o vulto havia entrado. Não encontrara ninguém, a princípio. Adentrou.
O quarto era composto de uma cama e um armário de duas portas. O que lhe fez lembrar da época da Marinha. Concentrou-se e procurou pela figura que passara por ele, debaixo da cama. Nada tinha ali. Resolveu procurar no armário, mas teve novamente a sensação de que não estava sozinho. Alguém de estatura baixa passou, desta vez, pelo corredor. John saiu do quarto e outra vez, não avistara ninguém.
— O que tá acontecendo aqui? – murmurou Stewart.
—--
— Você já foi mais cuidadosa, Diana – dizia Mulher-Leopardo, após ter aproveitado a única oportunidade de ferir a amazona, com suas garras. — Esse mundo te deixou mole.
Diana só notou o ferimento quando a vilã o apontou. O corte era profundo. Seu ombro esquerdo começara a sangrar. A princesa amazona pousou sua mão no corte e o pressionou. Sentiu raiva por sentir dor, principalmente, na frente da sua rival. Mulher-Leopardo se aproximou vagarosamente de Diana e cruzou os braços. Parecia aguardar alguma coisa, novamente.
Mulher-Maravilha começara a não se sentir bem, percebeu que sua visão ficou turva. Tentou focar na mulher parada à sua frente, mas a mesma parecia se multiplicar.
— O que-e... Você... F-fez comigo?
— Acabei com você.
Diana já não se aguentava em pé, porém, não permitiria que sua oponente levasse vantagem. Esfregou os olhos e tentou, mais uma vez, focar na inimiga. Estranhamente, Diana voltara a se sentir bem e não tardou em dar continuidade na luta e ensinar boas maneiras para Mulher-Leopardo.
Trevor chegou a pensar que estava cego. Tentou tatear qualquer coisa que pudesse estar em sua frente, mas só havia o chão como algo sólido. Pegou o celular para iluminar o recinto, contudo, nada era visto além de breu. Chamou por Diana algumas vezes, porém, não obteve resposta. Foi então que compreendeu que não podia mais ouvir nada além da sua própria voz.
Não havia mais gritos, não havia mais a voz de Diana, não havia mais absolutamente nada.
— Puta que pariu! – berrou.
— Tudo o que fizer será inútil.
Ao ouvir que alguém estava perto, Trevor direcionou a luz do celular e avistou um homem muito elegante que usava cartola e vestimentas pretas, bengala e um óculos escuro muito esquisito. Por um momento, Trevor achou engraçado, mas, por instinto, pensou que aquele cara poderia ser o criador daquele breu.
— Que merda é essa, cara? Quem é você!?
— Sou Penumbra. E não gosto do seu palavreado.
Trevor recebeu uma pancada forte na cabeça, vinda por trás, o deixando inconsciente.
Mulher-Leopardo observara sua arqui-inimiga desmaiada no chão, como era esperado. Ponderava que era capaz, sem qualquer artifício, de derrotar a princesa amazona. Mas tinha que concordar, seguindo as instruções que recebera, que tudo ficou mais fácil. Nada melhor que atacar o inimigo quando esse se encontra desprevenido.
Encontrou, sem dificuldades, o comunicador no ouvido de Diana. Guardou-o num saquinho que estava amarrado em sua cintura.
— Péssimos sonhos, Diana.
— Vamos, Mulher-Leopardo. Não temos mais o que fazer aqui – dizia Penumbra, o vilão que a acompanhara.
Mulher-Leopardo, por sua vez, parecia hesitar.
— Sabe o que eu queria fazer?
— O quê? – Penumbra arqueou uma das sobrancelhas.
— Cortar a garganta dela.
— Você já teve oportunidades antes. Agora, se contente por saber que ela irá morrer, de um jeito ou de outro, graças à você, talvez. Mas graças ao mentor.
Penumbra abriu um portal com simples movimentos de mãos. Mulher-Leopardo acionou o seu comunicador, avisou ao receptor que haviam concluído suas partes da missão. Houve entusiasmo do outro lado, antes de finalizar. Só restou aos dois irem em direção ao portal e sumirem dali.
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