Notas iniciais
Bom, já estava com essa história há meses no pc e não sabia o que fazer com ela. Agora, como podem ver, resolvi postar. A animação Justice League Doom me inspirou a fazê-la. Agora, só posso desejar-lhes boa leitura.

O recinto era vasto. Era iluminado somente pela luz vinda de fora, da cidade que ainda se encontrava acordada. Além do som urbano de todo dia, era possível ouvir as notas sendo delicadamente reproduzidas na sinfonia de Ludwig Van Beethoven, que acompanhavam um monólogo paralelo a tudo isso.

Preciso saber... Como?

A voz estava carregada de puro ódio e desespero. Questionava-se, mas, para aquela voz, nada era respondido. Era a mesma voz que preenchia o vazio deixado pela melodia e o som da rua.

Eu preciso saber como acabar de uma vez por todas...

Você precisa usar as peças certas, meu caro.

Foi inesperado. A outra voz que surgiu não era aguardada, mas pareceu ser uma velha conhecida. Restava, então, à primeira que ecoava sozinha no recinto, questionar o que era necessário para ser feito.

O que sugere?

Erramos muito, por durante muito tempo, ao tentar acabar com cada um deles separadamente, ou com todos de uma vez só. Porque não tínhamos um foco.

A primeira voz se permitiu levantar um tom de deboche:

Não tínhamos foco? É você mesmo que está me dizendo isso?

Acredite, seu foco não é merda alguma perto do que eu imagino que seja o foco principal... A base que segura aquela grande estrutura justiceira.

As sombras daquelas vozes, gesticulando a todo o momento, pareciam dançar conforme suas tonalidades quase musicais.

Você ainda não disse o que fazer...

O que DEVEMOS fazer. — O tom de advertência chegou para acabar com a diversão de suas sombras. — Oras, eu conheço muito bem um deles, pois creio que, mesmo do avesso, esse se pareça comigo... Sei o quanto ele pode ser sistemático e... Paranoico.

Desembucha.

Soava sem paciência. Já não tinha tempo a perder com baboseiras que aquela voz intrusa derramava por cima da sinfonia e calmaria do lugar. Pelos entretons, era presumível notar a travessura se escondendo por trás da figura assustadora que era apresentada. Aquela segunda voz era tão levada e maléfica quanto caótica.

Mas as palavras foram ditas ordenadamente, para que o outro pudesse compreender de imediato o que estava sendo passado. Não era só um plano maquiavélico de acabar com a Liga da Justiça. Era um tanto maior, que abalaria as estruturas da Torre de Vigilância por dentro.

Notas finais
Espero que tenham gostado da narrativa desse prólogo. Desde já agradeço, pessoal.