Fim Da Justiça
2 Fique calmo e chame o...
Notas iniciais
O alarme da agência do Banco Central de Gotham, BCG, soou às 2hs da madrugada. Os policiais de prontidão se encontravam a caminho da agência que estava sendo assaltada. Porém, a situação era precária para os policiais. Eles eram preparados para prender infratores, mas sabiam que, em Gotham, nada era tão simples e os tempos eram outros. Sabiam que não se tratava mais de um simples roubo ao banco, e sim, que vilões super-poderosos assaltavam àquele banco.
Lidar com maníacos, psicopatas e assassinos todos os dias já não era fácil, mas super-vilões? Era outra coisa. E ultimamente, as sucessões de roubos liderados por essas "criaturas poderosas" vinham crescendo tão rápido quanto os números de policiais mortos nas tentativas de intervir os crimes.
Mas havia quem estava preparado para isso.
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Em seu veículo, o vigilante Homem-Morcego cortava as ruas da tão corrupta cidade para chegar ao centro financeiro de Gotham. Havia sincronizado a frequência de rádio da polícia e soubera no mesmo momento o que se sucedia no BCG.
Estacionou-o próximo ao local e, furtivamente, entrou na agência. A entrada estava parcialmente destruída, observou.
Primeiramente, o herói foi até a sala de controle para trancar as portas, usando o sistema de segurança muito sofisticado – mesmo que as portas tenham sido arrombadas, haviam instaladas em seus batentes grandes travas de metal que, após ativadas, posicionavam as portas corretamente. Logo em seguida, desciam três camadas de grades grossas feitas de aço carbono, que tinham como função impossibilitar o acesso de qualquer um.
Verificando as imagens de algumas câmeras que os assaltantes deixaram intactas, Batman pôde ver quem eles eram e onde se encontravam, exatamente. E para a sua surpresa, a gangue em questão era das mais inusitadas. Ali se encontravam Metallo, Capitão Frio e Tweedledee e Tweedledum juntamente com o Chapeleiro Louco. Batman continuou a observar uma cena que era transmitida pela câmera frontal.
Metallo terminava de abrir o grande cofre; Tweedledee e Tweedledum estavam supostamente discutindo, um após o outro, alguma coisa com o Capitão Frio que parecia bem irritado com a dupla. Enquanto Chapeleiro Louco só observava tudo, calado. Quando Metallo conseguiu destruir a porta, Batman resolveu agir.
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— Pronto. Cofre aberto. Agora podem parar de discutir vocês três? – Metallo se pronunciou.
— Esses caras estão me tirando do sério! Mas, diz aí, acha que vai dar certo? – questionou Capitão Frio que deixara de lado a dupla de gordos para observar o Chapeleiro Louco, que sinalizou brevemente com um aceno positivo com a cabeça. Neste momento, a dupla de irmãos gêmeos simultaneamente olharam para cima, pareciam sentir a presença do herói no recinto, oculto nas sombras. E pronunciaram:
— Ele já... – disse um.
— Aqui está! – e o outro concluiu.
— Ótimo – sussurrou Metallo, que saltou na direção que a dupla de gordos apontava.
Batman ainda procurava entender o que levou Metallo e Capitão Frio a se juntarem ao Chapeleiro. Mas parou no instante seguinte quando se tornou alvo de Metallo. Batman saltou para longe, finalmente se revelando, para desviar dos primeiros golpes do ciborgue. Chapeleiro foi em direção ao cofre aberto a passos largos e tornou a olhar para a luta que se iniciara, dizendo:
— Batman nunca se atrasa para a hora do chá! – falou tão baixo que Capitão Frio, que estava a seu lado, pensou que estivesse rezando.
Chapeleiro retirou de seu paletó um espelho e, em seguida, entrou no cofre. Capitão Frio o acompanhou, sendo seguido pelos irmãos gêmeos.
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Metallo não queria poupar esforços. Queria, há tempos, retalhar aquele maldito morcego que, anteriormente, havia ajudado o Superman a derrotá-lo. Aquela era a hora da vingança. Mas, apesar de não possuir poderes sobre-humanos, Batman costumava cansar seus adversários de grande porte. Aproveitou a pouca iluminação do local, jogou algumas bombas de fumaça e resolveu atacá-lo de surpresa, com uma espécie de borracha explosiva, a qual deixou rapidamente grudada na redoma protetora, no peito, onde estava a fonte de alimentação do inimigo. Metallo era um dos mais conhecidos inimigos do Superman, justamente por usar como fonte vital a kryptonita, material que pode matar o Homem de Aço.
Enquanto se afastava do ciborgue, Batman olhou de relance para o cofre, para ter certeza que o restante da "gangue" não havia saído de lá, pois ainda queria entender tudo aquilo e avaliava qual deles abriria o bico mais rápido. Já Metallo, inutilmente, tentava retirar aquela gosma em seu peito, usando praticamente toda a sua força. A tal borracha grudenta não demorou muito para explodir. Com o impacto, deu alguns passos para trás, observou o seu peito, avaliando o estrago.
— Acho que não deu muito certo, Morcego. Acho que precisa de muito mais do que brinquedinhos e massinhas explosivas. Quem sabe, poderia chamar seu amigo kryptoniano... Ah! Claro que não, ele morreria se me visse, não é mesmo? – Se vangloriava pelo fracasso de seu oponente ao tentar retirar a pedra brilhantemente verde de seu peito. Porém, a redoma se encontrava bastante danificada. Para o morcego, era suficiente.
— Se a sua intenção era chamar a atenção dele, errou por muito de cidade, John Corben. – A fumaça começava a se dissipar. Batman tinha em mãos o seu gancho. Não tardou em mirar e dispará-lo em Metallo. O alvo outra vez era o peito. O gancho ficou preso na redoma, num encaixe perfeito. Sua finalidade, desde o início, era retirar a kryptonita do peito de Metallo, para que o mesmo não desse mais trabalho. Contudo, o ciborgue estava mais esperto e foi mais habilidoso, pois, no mesmo tempo em que recebeu o gancho, segurou a corda que estava acoplada na garra, puxando-a com toda a sua força.
— De forma alguma, morcego! – Batman foi, involuntariamente, arremessado em direção ao Metallo. Ele tentou usar o inimigo robótico para se impulsionar para trás e se desvincilhar de qualquer golpe que receberia. Mas, foi então que, o herói foi surpreendido com a rapidez do ciborgue, que não só desviou do chute, deixando o Batman passar direito e cair de pé, ficando de costas para Metallo, que virou com o punho esquerdo fechado direcionado às costelas do morcego. — A intenção era você!
Após o golpe, Batman caiu violentamente no chão. Metallo se preparava para a seqüência de socos que daria no morcego, quando uma outra luz verde invadiu o recinto.
— Não acho que isso seja prudente – dizia John Stewart, o novo Lanterna Verde do setor 2814, flutuando acima deles.
Metallo permaneceu como uma estátua de punho fechado, enquanto olhava para o Lanterna. Estava tão entretido na luta que só o reparou ali quando o mesmo se pronunciou. Batman, aproveitando a distração de seu oponente, arrancou a redoma do peito do ciborgue. Metallo não teve tempo sequer de falar e qualquer sinal de que ainda estaria "ativo", desaparecera. A carcaça de metal foi empurrada pelo soturno herói até cair no chão e a pedra fora entregue ao Lanterna, que teve que se esforçar um pouco para não deixá-la cair.
— Eu estava falando com você, Batman – John dizia enquanto se aproximava.
— Não preciso de ajuda. – Batman se limitou a olhar em direção ao cofre.
— Não foi isso que ouvi. Mas por que usou o sistema de travamento do banco? Achou mesmo que poderia me impedir de entrar aqui? – A resposta do outro foi o silêncio. — A propósito, a polícia toda está lá fora, só esperando o meu sinal de que está tudo bem para que eles prendam o meliante. – Apontava para o corpo sem "vida" de Metallo, enquanto segurava a pedra verde dentro da redoma como se fosse uma bola de futebol. — E se quer saber, não acho prudente você agir sozinho. Não neste caso. Custa pedir ajuda?
— Tempo. — Batman dera a conversa como encerrada.
Lanterna sabia que seria perda de tempo prolongar aquela breve discussão, portanto, só se deu ao trabalho de seguir com os olhos o outro herói. Batman se encontrava em frente ao cofre aberto por Metallo, franziu o cenho quando não viu Chapeleiro Louco, Capitão Frio e os irmãos Tweedledee e Tweedledum lá dentro. O que quer que tinha sido guardado naquela forte caixa de metal, sumiu junto com os mentores daquele assalto. Caminhou para dentro do cofre e analisou a espessura, até que encontrou um pequeno espelho no fundo do móvel.
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Os policiais de Gotham retiravam o ciborgue do local e afastavam alguns repórteres que queriam transmitir ao vivo, a notícia. Não tão longe dali, Batman e o Lanterna Verde observavam, na beirada de um prédio próximo ao banco, àquela muvuca.
— Ok... Você quer que eu comece a perguntar ou você vai dizer o que tá pensando? – John iniciou a conversa.
— Você já começou perguntando.
— Pois é... Então, cara, 'cê tá bem? Levou um golpe feio. – Não houve resposta do outro, então, John continuou. — Isso não foi um simples assalto?
— Não.
John Stewart aguardou a continuação do que seria a explicação, o que não aconteceu. Chegou a pensar que o Homem-Morcego gostava daquela situação, a qual ele enxergava tudo o que ocorria, dentro e fora da caixa, que os outros mal conseguiam ver. Mas, acostumado com a monossilábica conversa, tentou por si só juntar os fatos que sabia.
— Tá. Metallo se juntou com Capitão Frio e Chapeleiro Louco. Levaram todo o dinheiro... E sumiram, deixando um espelho e Metallo pra trás. O lance do espelho não faz muito sentido, a não ser que tenha mais alguém envolvido.
— Preciso trabalhar.
— O quê?
— Vou investigar. Qualquer novidade que seja interessante para vocês, avisarei.
Batman não deu tempo ao Lanterna pronunciar qualquer palavra. Desapareceu instantes depois, em meio ao breu. O soturno herói sempre preferiu fazer tudo sozinho, parecia constantemente querer evidenciar que era capaz, mesmo sem poderes algum, de resolver qualquer problema. Já na concepção de Stewart, Batman não precisava provar coisa alguma.
De repente, John pensou em Shayera. Foi o suficiente para levantar voo e deixar somente um fino rastro verde cortando o céu.
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