Notas iniciais
Uuuuh, as coisas estão começando a aconteceer! hehe. O que eu falei sobre o capitulo? Que se alguém comentasse eu ia postar o próximo ainda hoje? Uhuum, ta ai! :) Boa Leitura!!

Entramos no Hermes, esse é o nosso carro, ele é antigo mas da conta do trabalho e o nome dele também é de um deus grego, na boa, eu não sei porquê o meu pai não vai no cartório e muda logo o nome dele para o de um deus grego também.

Chegamos na escola bem a tempo, o sinal tinha acabado de tocar quando entramos. Hoje eu não teria aula com meu pai, só amanhã seria minha primeira aula com ele, o que eu achei bom, porque significa que eu vou ter a chance de tentar me socializar antes que eu seja vista como uma "filhinha do papai", eu não ligo realmente para isso, mas é legal ser aceita. Minha primeira aula será de biologia, não que faça alguma diferença para mim, eu não consigo ler nada no maldito livro mesmo, a única coisa que eu posso fazer é tentar prestar atenção no que ele fala e torcer para gravar tudo. Em casa meu pai me ajuda com os livros, mas aqui eu não tenho muita escolha.

Como eu cheguei em cima da hora, todos me viram entrar, rostos que eu nunca vi na vida, eu não poderia estar mais desconfortável, e para completar o ar condicionado está quebrado, e dois velhos ventiladores de teto se esforçam para conseguir fazer o ar pesado ventilar sem sucesso. Depois da aula de biologia, foi a vez da de francês, essa nem prestar atenção dava, porque a professora dava a aula falando em francês, e como eu não conseguia ver a tradução no livro, eu não consegui entender nada. Depois de quarenta intermináveis minutos, veio o intervalo.

Fui uma das primeiras pessoas a sair da sala, aproveitei e me sentei logo numa mesa vazia, mais no canto do refeitório para que ninguém notasse a minha presença. Abri a embalagem onde eu tinha deixado meu sanduiche de manteiga e presunto que preparei antes de sair de casa, furei o buraquinho da caixinha de suco com o canudo, e quando eu ia dar uma mordida no meu sanduiche:

– Oi novata — virei para trás para olhar quem tinha me cumprimentado, era um menino da minha sala, eu tinha visto ele hoje ao entrar na sala, ele era mais alto do que eu, ou será impressão minha porque eu tô sentada? Esquece a altura Athena, olha esses olhos, e o cabelo encaracolado (eu adoro cachos), e.. ATHENA, foco! — Então... não sabia que a novata não tinha voz, a propósito, meu rosto fica aqui — e apontou. Que convencido!
Me recompus e olhei bem nos olhos dele, também, como não olhar.. O QUE EU FALEI SOBRE FOCO!?

– Novata? É assim que você chama as calouras? — Ele pareceu ficar surpreso com o meu tom de voz, mas se recompôs tão rapidamente que quase não deu para perceber, quase. (Athena 1 x Fulano Gato 0)

– Fazer o que? Eu tenho estilo próprio. — Nossaaa, sério? Essa é a melhor resposta que ele tem? Perdeu mais um ponto comigo — Mas você não me disse seu nome.

– Parece que seu estilo próprio é do século passado, mas okay né. Você não me disse seu nome, porque eu te diria o meu? — eumisteriosa...sqn

– Você não me perguntou o meu nome — que boca mioDios.. Atheena! Esse cara tá me paquerando? Eu acho que esse cara tá me paquerando.. Xeente

– Porque não me importa o seu nome — eudificil...sqn

– Você é sempre assim irritadinha com as pessoas? — Ele me chamou de irritadinha?

– E você é sempre assim tão impertinente com as pessoas? — Huum (tá, eu sei que essa não foi boa)

– ... Olha, eu acho que começamos com o pé esquerdo — o olhei desconfiada, as pessoas não costumam ser tão simpáticas comigo, ainda mais quando eu sou grossa com elas.. ele esperou pra ver se eu ia dar outro fora nele, não o fiz — Meu nome é Arthour.

– Não vai me perguntar o meu? — disse eu.

– To com medo de levar outro fora — e fingiu se encolher, até que ele é fofo.
Estendi a mão para ele

– Prazer Arthour, meu nome é Athena.

– Atena? A deusa grega? Aquela do lance da coruja e da sabedoria? — ele sentou do meu lado enquanto falava essa frase. Bom movimento..

– Em homenagem a ela, sim, só que o meu Atena tem um "H" no meio, Athena. — ele me olhou meio estranho

– Porque eu acho que isso é outra pegadinha? — ah, então era isso. Fala sério, não é como se eu tivesse dado um fora nele toda vez que eu abri a boca, a espera.. eu fiz isso. Burra.

– Não é, juro.

– Como eu vou saber que é verdade? — ele me olhou desafiador.

– Bem, eu não tenho minha certidão aqui, então acho que você vai ter que confiar — eu disse, séria, ele esperou um tempo, como se tivesse pensando na proposta, então olhou pra mim e abriu um sorriso sincero muito fofo.

– Está bem, fazer o que? Eu acho que não tenho escolha mesmo. — gostei desse cara.

O resto do dia se passou estranhamente normal, quer dizer, eu não arranjei nenhuma encrenca, to me sentindo a garota mais feliz do mundo (mentira, nem tanto), durante as aulas de vez enquanto eu olhava pro Arthour e todas as vezes ele tava olhando pra mim, na boa, eu não to acostumada com isso, não disse que não é bom, mas é.. diferente. Passei a tarde estudando com meu pai, porque os testes começariam na semana que vem e eu tinha que me preparar.
Depois do jantar, deitei na minha cama, mas não conseguia dormir, tanta coisa aconteceu hoje (na verdade nem foi tanta coisa assim), e nada, nada deu errado, parece bom demais pra ser verdade. Eu não sei quanto tempo essa maré de sorte vai durar, mas e se não for uma maré, ás vezes eu finalmente amadureci, tomei juizo, ás vezes eu não serei expulssa dessa escola.. E adormeci com esse pensamento.

Acordei com um grito, mas não era meu, era do meu pai, fiquei paralisada com o grito, era um grito de dor, um arrepio percorreu minha espinha, recuperei meus movimentos, corri até o quarto dele mas quando eu abri a porta o chão caiu na minha frente, transformando o cômodo num lugar com quatro paredes e um buraco sem fim na frente, eu já não ouvia mais os gritos, de repente as paredes começaram a pegar fogo e eu ouvi uma voz horrível, era como aço raspando em aço, um arrepio percorreu todo o meu corpo quando eu me acalmei o suficiente para entender o que ela estava dizendo:
– ... sei quem você é filha de Atena, eu sei quem você é, sei quem você é, eu vou te achar e vou acabar com tudo o que você ama, destruir, torturar, considere isso uma vingança, é .. vingança.. sua mãe sabe .. ela sabe.. ela é culpada.. você vai sofrer..
A voz ainda estava falando quando eu senti como se uma barreira invisível estivesse me empurrando para o precipício, eu tentei chutar, arranhar, nada acontecia, eu estava por um fio, e então.. cai. E enquanto eu caia a voz ia falando — vai sofrer as consequências filha de Atena, vai sofrer, sofrer. Dor e destruição estão por vir...– Eu já podia ver o chão, era uma luz laranja, um pouco mais perto, é lava, um rio de lava, eu vou morrer, vou ser queimada, vou derreter, uma onda de pavor toma conta de mim, não há nada que eu possa fazer, o chão está mais próximo, mais próximo, muito próximo, o calor já esta me queimando, mais próxima do chão, mais pró...

Acordo com um pulo, começo a chorar, foi um pesadelo, foi só um pesadelo, só um pesadelo..

Notas finais
Será mesmo? Muahahahaha (mentira, eu não sou malvada). Eai? O que acharam? E a Athena falando sozinha? Ficou um suspense pra próxima? Ficou engraçado?? Por favor, comentem!! Aceito criticas (de preferência construtivas né, pfvr) e elogios! :) Obrigada!! AVISO VOU VOLTAR A POSTAR!! ME AGUARDEM!!