Pryor estava calado, distante a viagem toda ele esteve pensando, já era quase noite e o sol estava se pondo, ele tinha a sensação de que poderia pegar fogo, ele ficava assim sempre que se sentia perdido, era como se virar fogo fosse o único jeito de resolver as coisas. Eles tinham se separado em dois grupos, o dele era, ele, Liana, Eran, Valq e Faur.

– Temos que passar pelo bosque rápido, ou vamos ser devorados. – Liana olhava nervosa para os lados.

– Como assim? – Pryor tinha certeza que os outros já sabiam do que ela falava, pois estavam inquietos.

– Esse bosque é território de uma alcateia e eles não são muito amigáveis com invasores. – Valq acabou de explicar e avançou a toda velocidade.

Eles a seguiram, sempre olhando para os lados nervosos, apesar de Pryor não saber que tipo de lobo era que vivia naquele lugar, mais tinha certeza de que não queria encontrar com eles, dava para ver que não eram normais pelo estado deles, todos estavam extremamente tensos, até Faur que parecia o tipo de pessoa que sempre estava calma e no controle de tudo.

Ele deve ter notado o que passava pela mente de Pryor, pois respondeu. – Ninguém que já tenha visto um Lucure fica calmo sabendo que pode ser atacado por um a qualquer momento.

Pryor ia perguntar o porquê mais não teve tempo nem precisou, no momento em que ele ia fazer a pergunta um lobo enorme saltou das sombras, a única diferença entre ele e um lobo normal era gritante ele tinha duas cabeças, as bocas cheias de dentes afiados e com baba pingando, os dentes eram tão grandes que não permitiam a boca ficar fechada.

Só o olhar da fera fez com que ele tremesse de tanto medo, aquela sensação era absurda ele só via um Lucure a sua frente mais estava morrendo de medo.

– Não se preocupe por estar com medo, o preocupante seria se você não sentisse medo olhando para uma fera como essa. – Eran estava claramente tentando relaxar não só a Pryor mais a todos, o que obvio que não funcionou.

– Liana acha que consegue falar com ele? – Pela voz de Valq deu para notar que ela já sabia qual era a resposta, e não ficou surpresa quando Liana respondeu.

– Infelizmente não, mesmo que conseguisse toca-lo não tem como negociar com um Lucure.

– Então como vamos agir Valq?

– Não tenho ideia, se tiver alguma e espero que tenha Eran diga agora.

– Não sei tentar contornar ele, nos dividindo em duplas.

– Somos cinco, isso significaria que um iria ficar sozinho, não. E além do mais ele não esta sozinho, devem ter outros por perto, prontos para avançar ao menor sinal.

– Liana esse é o líder deles certo? – Pryor se ajeitou em cima de seu cavalo.

– Provavelmente, Por quê?

– Diga para meu cavalo fazer apenas o que eu disser. – O cavalo relinchou furioso com a forma que Pryor tinha dito aquilo.

– Ele disse que se você fizer o que ele esta achando ele te pisoteia até a morte, e para nunca mais chama-lo de “meu cavalo, eu tenho nome e é Ato, não que alguém tão inteligente como você possa gravar meu nome”. Qual seu plano?

– Ele realmente disse isso?

– Na verdade não, só estou melhorando um pouco, e tem coisas que me recuso a traduzir.

– Está bem, não chamo mais essa é a única forma de sairmos vivos daqui. – Ele deu um tapinha de leve no pescoço do cavalo, e disse – Se sabe meu plano então vamos logo.

Eles avançaram depois de Ato ter relinchado como se dissesse “Esse imbecil ainda vai matar nos dois, nunca devia ter aceitado ajuda-los”. Pryor sacudia sua espada, então fez sinal para que Ato desse meia volta, e pulo no galho de arvore mais próximo que conseguiu antes do cavalo voltar.

Ele estava a quase cem metros do Lucure, então foi indo de galho em galho até estar a cinquenta metros, e olhou para trás, todos estava perplexos com quão corajoso ou idiota ele era.

– Ótimo devo estar indo direto para minha morte. – ele falou baixo para si próprio, mais também se lembrou de que não poderia mais voltar, mesmo se quisesse.

A fera o estudava com interesse, pelo jeito até ele estava confuso o que era bom para Pryor. Só olhando para o Lucure e vendo o quanto ele estava perplexo que ele conseguiu entender que se algo desse minimamente errado ele estava morto, Aquela era definitivamente uma aposta arriscada já que estava apostando a vida.

– O feioso por que não tenta me pegar? – Ele conseguiu o que queria, só que mais do que planejou. O Lucure estava furioso e só prestava atenção nele.

Pryor fez sinal com a mão atrás das costas para que a fera não perdesse o foco nele, mandando que os outros fossem na frente, infelizmente eles estavam tão perplexos que não notaram.

– Plano B então. – Pryor subiu o máximo que pode e jogou uma faca no Lucure, que desviou sem nenhum problema, rápido como ele era Pryor não sabia se conseguiria distrai-lo.

A fera disparou na direção de Pryor e começou a subir na arvore, e todos entenderam o plano dele, e começaram a dar a volta, Ele saltou na arvore seguinte poucos segundos antes de ser pego pelas garras do Lucure, a fera teve que descer da arvore para tentar pega-lo, e só então ela deve ter notado que os outros tinham sumido, pois ficou procurando um tempo e então sua atenção voltou-se para Pryor que estava saltando de uma arvore para outra em círculos ao redor dele.

– Tenta me pegar. – Pryor desfiava-o corajosamente.

A fera se aproximou com cautela da arvore onde Pryor estava parado, Pryor saltou no momento que ela subiu na arvore, ele não sabia quanto tempo ainda teria essa sorte, ele tinha que achar um jeito de matar a fera logo ou iria ser devorado.

Ali perto Liana parou, e perguntou se não tinha uma forma de ajuda-lo, ela sabia que ele não teria sorte para sempre e não parava de pensar no que aconteceria caso ele ficasse mal outra vez.

– Não se preocupe Liana, vamos dar um jeito naquele Lucure e salvar Pryor – Valq estava calma, aqueles eram homens com quem ela já era acostumada a trabalhar em coisas perigosas.

– Já o tenho na mira Valq, quando for para atirar avise. – Faur estava sentado em seu cavalo, com arco e flecha prontos, apesar de nem mesmo Liana conseguir ver eles, Faur parecia saber onde cada um estava.

– Tem certeza que consegue?

– Tenho, posso?

– Então atire.

Ele esperou um tempo e então a flecha de Faur foi tão rápido que Liana nem conseguiu ver quando ele disparou, num momento ele estava segurando a flecha posicionada no arco e no outro não tinha nem sinal da flecha, aquela deveria ser uma flecha enfeitiçada.

– E então? – Liana estava nervosa, como ele poderia conseguir acertar o alvo de tão longe? Ela não sabia mais ficou aliviada com a resposta.

– Pryor esta bem.

Pryor não entendeu o que tinha acontecido por com o Lucure, ate que viu Faur voltar trazendo o cavalo dele, Pryor ficou espantado como alguém poderia ter conseguido acertar a fera de tão longe ele não sabia, mais não era algo que preocupava ele no momento. Ele iria deixar para perguntar isso depois.

– Melhor irmos logo antes que outros apareçam. – Faur parou próximo a arvore onde Pryor estava ambos olharam por um tempo para o pobre animal, então Faur pegou um dos caninos e guardou no bolso.

– Onde estão os outros? – Pryor perguntou enquanto subia em seu cavalo.

– Aqui perto, vamos estamos um pouco atrasados.

Eles chegaram onde os outros estavam rápido, todos pareciam surpresos com o fato de ele não ter sido nem se quer arranhado, Liana estava claramente aliviada com isso, eles conseguiram sair de lá pouco depois, viram algumas sombras mais nada aconteceu, nenhum Lucure ou outro animal tentando atacar eles.

Já era noite quando eles saíram, mais tiveram que continuar por mais algum tempo, pois todos concordaram que era melhor evitar dormir em campo aberto, sem nada para se proteger, depois de um mais algum tempo eles conseguiram achar uma cabana entre um rio e outro bosque.

A cabana era pequena, quase não tinha mobília, porem havia muitas estantes com livros e pergaminhos, dos mais variados tipos, tamanhos e aparências, mais tinha lugar para todos, eles dividiram o quarto.

Todos concordaram que era melhor alguém ficar na guarda, para evitar ser pego de surpresa durante a noite, por algum animal selvagem, ou bandido, eles decidiram revessar na guarda, o primeiro foi Eran, em seguida Pryor, Liana, Valq, e Faur, eles trocavam a cada hora, cada um ficou na guarda duas vezes, menos Eran que ficou três, e na terceira vez de Eran o sol nasceu e todos acordaram.

Eles lavaram seus rostos, e só então Pryor reparou bem em seus novos companheiros, Valq estava bem diferente do que ele se lembrava, seus cabelos eram muito mais escuros, como uma noite sem estrelas, olhos pretos, pele clara, e não tinha muitas curvas, e tinha uma cicatriz no queixo, com o formato de meia lua que parava pouco antes dos lábios.

Faur era magro, porem seu corpo era definido, ele com certeza fazia muitos exercícios, e era quase tão alto quanto Eran, Faur era moreno com cabelos lisos.

Eran era o tipo de pessoa que você quase não notava, e isso era algo que Pryor achou que era algo bom para alguém que levava a vida nas sombras. Ele tinha cabelo curto e preto, era branco como a neve, os olhos eram castanhos, era inexpressivo, seu olhar era distante, como se sua mente estivesse em outro lugar, ou melhor, em outros lugares e épocas.

Eles acabaram de se arrumar as coisas para partir, quando viram algo inesperado, Minuli e Tobiro estavam vindo ate eles, montados em seus cavalos, e ambos pareciam exaustos, e os ferimentos eram muitos.

Eles correram para socorrer, Minuli desmaiou assim que chegou perto, a julgar pelo estado deles, era uma questão de tempo até que morressem, sem os cuidados necessários, Valq mandou levarem eles para dentro e disse para Faur buscar algumas plantas.

Eles foram colocados na cama, Valq tinha feito o tratamento de primeiros socorros lá fora mesmo, ela tinha conseguido parar o sangramento das feridas mais perigosas, o corte na coxa esquerda de Tobiro, mais os ferimentos ainda eram preocupantes.

Ao longo da manha ela esteve trabalhando em parar os sangramentos, os mais graves, Minuli tinha um par de flechas no dorso e mais uma no ombro direito. Todas envenenadas, mais por sorte ela mesma tinha conseguido amenizar os efeitos do veneno com magia, a roupa estava toda rasgada.

O estado de Tobiro estava pior, seus ferimentos apesar de estarem em menor número eram muito mais graves, e ele ainda estava com febre, o braço esquerdo estava ensopado de sangue, ele tinha um corte que ia do ombro ate pouco antes do cotovelo, Valq estava ficando nervosa, eles dois eram muito habilidosos e quem quer que tivesse deixado os dois assim, era alguém muito bom, provavelmente era muitos.

E era ainda mais preocupante que só eles tivessem sobrevivido, mesmo que naquele estado em que estavam. Ela se perguntava como alguém poderia ter pegado eles de surpresa, Minuli era ótima em achar coisas com magia, e melhor que Valq em conseguir esconder coisas, desde simplesmente objetos pequenos, ate casas inteiras, ninguém nunca tinha sido capaz de pegar ela de surpresa.

– Valq você tem alguma ideia de quem pode ter feito isso com eles? – Eran perguntou, querendo ouvir um não, ele estava com um pressentimento ruim, e tinha medo que ela tivesse com a mesma suspeita que ele.

– Infelizmente acho que ambos temos a mesma suspeita. – Ela tinha sentido um frio correr pela espinha com a pergunta, seus olhos se arregalaram, ela virou-se para Eran e disse. – Faur.

– Como assim? – Eran ficou confuso, então ele entendeu, se eles estivessem certos Faur estava em perigo, ele não teria como se defender.

Pryor e Liana estavam confusos mais acharam melhor não perguntar, eles perguntaram se eles deviam ir atrás dele, Eran saiu correndo e chamou Liana para ir com ele, mais Pryor disse que era melhor deixar Liana lá, ela seria mais útil que ele para ajudar Valq.

Todos concordaram e eles foram correndo, Eran tentou seguir a trilha de Faur, mais era difícil ele era um bom caçador, tanto quanto em esconder seu rastro, e mesmo os melhores tinham problemas para acha-lo.

Flechas voaram na direção deles, parando poucos metros depois, com uma linha presa, Eran reconheceu logo sem duvida era uma das flechas de Faur.

Eles seguiram com cuidado, se escondendo entre as arvores e arbustos, para evitar serem pegos de surpresa, Pryor já havia sacado sua espada, no caminho ele viu um homem com roupas pretas, e quando apontou onde estava o homem, Eran começou a praguejar.

– Maldição, ele já tem mais desses malditos soldados. – Eran estava inquieto.

– Como assim?

– Takuno, o responsável pela morte dos seus amigos, é dele que eu e Valq estávamos desconfiados. – Eran agarrou Pryor pelo ombro, antes que ele fosse atrás do homem. – Duvido que ele esteja junto deles.

– Mas como espera que eu deixe essa chance passar assim. Entenda estou disposto a morrer se for para vinga-los.

– Se você for agora vai morrer sim, mais não vai conseguir se vingar, talvez não consiga nem mesmo fazer nada contra ele.

Os olhos de Pryor queimavam cheios de ódio, ele queria continuar discutindo, atacar o homem de preto, e ir atrás do tal do Takuno, mais ele sabia que não tinham tempo, Faur, Minuli e Tobiro estavam em perigo, e ele sabia que Eran estava certo.

Eles continuaram seguindo a fina corda quase transparente de Faur, com cuidado, e quando eles acharam Faur estava sangrando, tinha levado uma flechada no ombro. Estava pálido e tremendo, tinha muitas plantas com ele, à bolsa dele estava tão cheia que nem se quer fechava.

– Achei que nunca iam chegar. – Faur estava suando, e conseguiu falar com dificuldade, e deu uma risada bem leve e fraca.

– Fique quieto, vamos levar você, só temos que evitar encontrar com qualquer coisa, Pryor você vai ter que se manter frio, pegue a bolsa dele e vamos. – Eran colocou Faur no ombro.

– Não vou durar tanto tempo, deixa que eu sirvo de distração, e vocês vão.

– Nada disso, ninguém fica para trás. – Eran interrompeu-o e começaram a avançar com cuidado.

Faur estava suando frio, não dava para ter certeza de quanto tempo ele ia aguentar, mas uma coisa era certa se eles não fossem rápidos nem ele, nem Minuli ou Tobiro teriam chance de sobreviver.

No caminho eles foram atacados uma vez, por dois dos homens de preto, Pryor não teve problemas para mata-los, mais ele achou que tinha algo errado com aqueles homens. A forma como se moviam era estranha, eles seguiram sem falar nada, ou dar muita atenção para aquele detalhe.

Quando eles conseguiram chegar à cabana, Pryor finalmente se acalmou vendo que eles não tinham chegado ate lá, eles atravessaram correndo até chegar à cabana, e levaram ele até o quarto, o chão rangendo com os passos de Eran, a madeira era velha e mal aguentava o peso dele, quando eles chegaram no quarto Valq ficou em choque ao ver Faur naquele estado, eles definitivamente estavam sendo caçados, por um momento eles trocaram olhares confirmando as suspeitas, Valq explicou como elas tinham conseguido fazer todo o tratamento de Minuli e Tobiro que estavam agora, fora de perigo e descansando.

Valq explicou para Liana como preparar as folhas para colocar nos ferimentos dos três. Em seguida ela disse para Pryor que conseguisse um lugar para colocar Faur, e começou a fazer os primeiros socorros, ele se contorcia de dor o que dificultava o tratamento de emergência.

– Venham por aqui, já consegui onde colocar ele.

– Só um momento, assim que acabar com os primeiros socorros o levamos. – Valq estava claramente exausta, sua face estava tomada por suor, as mãos tremiam, ela não iria aguentar por muito tempo nesse ritmo.

Ela levou mais algum tempo para deixar que Pryor pegasse Faur para leva-lo, Pryor o carregou com cuidado até um canto da sala, e deitou-o para que Valq pudesse continuar cuidando dele, ela não perdeu tempo, enquanto Liana terminava de preparar as plantas para por em cima dos ferimentos, Pryor e Eran ajudaram-na e ficaram surpresos em como era cansativo o processo, dava para ver as forças dela sendo minadas, os ferimentos de Faur começaram e se fechar, depois de algum tempo ela já tinha conseguido fechar todos.

Faur tinha uma costela quebrada, o pulso deslocado, alguns cortes, e um ferimento da flechada que ele tinha levado alguns ferimentos internos e tinha hemorragia, mais fora isso ele estava bem, quando ela acabou com o tratamento, todos os ferimentos já estavam quase curados, os internos ela fez questão de curar totalmente por garantia já que não teria como ver caso ele tivesse hemorragia outra vez, e poderia ser muito tarde quando notassem.

Liana pós as plantas sobre o corpo quase todo deles, e fez que bebessem um chá, tarefa que foi difícil, especialmente em Tobiro, que se recusava a beber, ela teve que chamar Valq para conseguir faze-lo tomar o chá, com Valq perto ele tomou sem nem tentar resistir.

Liana não sabia como, mas Tobiro parecia respeitar muito Valq, a simples presença dela havia sido o suficiente para fazer com que ele tomasse um chá que mesmo inconsciente ele se recusou a tomar. Pryor e Eran foram para o lado de fora, ficar de guarda e pegar um pouco de lenha, pois o dia começou a se tornar frio de repente.

Tudo estava calmo, as coisas finalmente estavam melhorando, eles enfim conseguiram alguma paz, e descanso, mas era bom de mais para durar, Pryor se lembrou de um ditado sobre isso, era algo como “A felicidade nunca é duradoura.”, naquele momento ele teve certeza que esse ditado era verdade.

Ele e Eran estavam voltando para a cabana quando cinco dos homens de preto apareceram, e atacaram eles deviam ter notado que era Eran que se encontrava mais exausto, pois três atacaram ele, os outros dois foram com toda a violência que puderam para cima de Pryor, ele mal teve tempo para sacar sua espada.

Ele teve que recuar os homens eram muito rápidos e não pareciam ter qualquer tipo de estratégia, era como se eles estivessem simplesmente seguindo um instinto ou algum tipo de ordem que mandava eles matarem o tudo que vissem, e isso deu a Pryor uma boa vantagem.

Ele se deixou empurrar até estar de costas para uma arvore, deixou que eles o atacassem com uma estocada, e se desviou deixando que os inimigos ficassem com as armas presas na arvore, ele conseguiu matar um sem problemas, porem o outro teve tempo suficiente para conseguir tirar a espada do tronco da arvore.

Agora era a vez de Pryor atacar, ele deixou que os instintos guiassem seu corpo fazendo intervenções aleatórias que tiveram como resultado em poucos instantes o oponente estava com um corte no peito e um na coxa, e Pryor quase tinha conseguido mata-lo, porem ele demorou muito. E acabou sendo cortado no antebraço, não era profundo, mas ele sabia que tinha que se apressar para poder beber o chá de Valq ou teria sérios problemas.

Eles tinham que resolver aquilo sem chamar ninguém, todos estavam cansados, e nem Liana nem Valq poderiam lutar, e os outros ainda estavam se recuperando.

Um momento depois e eles estavam cercados, quando foi que Eran tinha sido forçado a recuar ate onde ele estava? – Pryor se perguntou.

Eran mal aguentava respirar, Pryor tinha pontos pretos atrapalhando sua visão, e eram tantos que enxergar era quase impossível, ele sacudiu a cabeça na tentativa de que fosse passar, mas de nada adiantou, até que ponto eles poderiam ir, era algo que ele não fazia ideia, mas eles, ou melhor, ele tinha que resolver.

– Eran descanse, eu vou cuidar deles. – Pryor estava tentando dar essa ordem a si mesmo, ele queria resolver tudo ele mesmo, ele tinha a sensação de que ele precisava, e se ele não fosse capaz de matar aqueles homens não teria chance de conseguir sua vingança, uma coisa parecia depender da outra.

– Não, ate parece que vou deixar você lutar sozinho.

– Você carregou Faur até aqui, deve estar exausto, eu consigo resolver isso.

Por mas que Eran quisesse falar que podia continuar, ele não era tolo, não poderia aguentar muito mais tempo, então muito contrariado ele disse – Esta bem, mais só por um tempo, assim que eu estiver bem ajudarei.

– Não se preocupe. – Pryor sorriu, ele não sabia o motivo mais estava muito animado.

Seu corpo se moveu como se não tivesse peso, ele cortou o primeiro dos homens de preto ao meio sem problema, o segundo mal pode bloquear seu ataque, e só então ele notou que o corpo dele parecia estar sendo incendiado bem devagar e por dentro. Ele conhecia a sensação ele se sentiu assim poucas vezes, mas essa era definitivamente a sensação de poder, um poder diferente de todas as formas que ele tinha conhecimento.

Por baixo de sua pele ele podia sentir a sensação se espalhar, ele estava morrendo de calor, não na verdade ele estava quente, saia vapor de seu corpo, ele sentia como se a qualquer momento fosse irromper em chamas, o que não aconteceu, mas o vapor saindo dele foi o suficiente para atordoar todos, ate mesmo ele, que se recuperou logo, e golpeou o homem a sua frente que caiu sem vida.

Em seguida os outros dois investiram contra ele, Pryor bloqueou como se não fosse nada, e desarmou-os com facilidade surpreendente. Então ele parou, não tinha ideia do que fazer.

– Por que estão nos atacando? – Pryor rosnou exigindo resposta inutilmente.

Notas finais
Deixem comentários, sejam honestos. Capitulo novo sempre que possivel.