Filhos da Noite
22 Capitulo 22 - Em Busca
[Katrina – Torre Vermelha]
Uma noite calma, em meses uma noite sem problemas, sem olhar para cada canto pensando em qual seria o advento que iria estragar minha paz. “Eu merecia isso.” Pensei enquanto continuava a caminhar em círculos na minha sala esperando a cafeteira fazer meu café na própria velocidade.
As crianças estavam bem, seguras e alimentadas. Lilian estava de volta a própria casa e não faria mais problemas por algum tempo eu torcia. Apesar da recuperação física dela ser um sucesso, eu não estava certa sobre a sua psique. Adrienne e sua família de caçadores haviam viajado e felizmente eu não sabia para onde e nem o porquê, era ótimo ficar a parte de alguns assuntos e isso daria tempo para a poeira baixar, considerando a vigilância constante que os vampiros estavam até nossa última reunião.
Eu havia conseguido por um breve momento contatar Nefertari com a minha mente, não foi uma conversa, não havia o que conversarmos por agora, ela ainda não nos desejava em sua vida, mesmo com nossas mudanças drásticas de estilo de vida e hábitos nos últimos séculos, era difícil demais para ela se lembrar do quão longe sua família chegou utilizando seu nome como propaganda de massacre.
- Eu teria feito o mesmo se tivessem me tirado você! – Falou minha voz reconfortante.
- Oh meu amor... – Respondi virando-me para olhá-lo e ficar surpresa, ele estava tão opaco, não a mesma versão que sempre conversava comigo em meus momentos mais difíceis. Parecia cansado, seu rosto sempre foi pálido, mas, nunca tanto quanto hoje. – O que há com você? – Questionei abraçando-o. – Não me diga que já está indo.
- Não, eu ainda tenho um pouco de tempo. – Explicou me abraçando com mais força. – Não é simples encontrar o caminho até você meu amor. E eu tenho vindo muito, apenas isso.
- Eu acreditava que era algo que conseguia fazer a hora que quisesse. – Respondi baixo.
- Eu sempre fui bom em criar essa visão para todos a minha volta. – Ele arrumou meu cabelo para trás da orelha antes de tocar minha bochecha. – Principalmente para a minha amada que merecia me ver em meu melhor!
- Definitivamente este mundo jamais verá outro igual a você... – Falei e ele sorriu.
- Temos nosso candidato. – Ele respondeu antes de mudar o tópico. – Nossa filha não demorará a voltar para você. Ela sabe o que todos vocês têm feito.
- Como voc...
- Você não é a melhor em esconder preocupações... E esse pensamento roda sua mente da mesma maneira que esse mundo orbita o nosso sol. – Ele interrompeu com sua bela habilidade de transformar explicações em poesia. – Nossa família estará unida novamente meu amor, completa e ainda maior.
- Como ela pode se tornar completa sem você? Nossos...
- Xiiiii – Ele pediu tocando meus lábios para me impedir de falar. – Acredite em mim meu amor. – Ele continuou. – Não há motivos para suas preocupações crescerem, apenas aproveite os momentos que temos e veja o que nossos herdeiros farão com o tempo que continua a cercar todos vocês.
Eu confiaria nas palavras dele, sempre e nunca haveria motivos para dúvida. Em um encontro breve como este, ele tinha razão, não era hora de pensar em me preocupar com qualquer fator externo, seja ele familiar ou não. Era mais um precioso e rápido momento com meu amor e assim como os anteriores, deveria ser aproveitado.
[Alexander – Brasil Aeroporto Internacional de Guarulhos]
Meu primeiro choque quando chegamos a este País, claramente foi térmico, nunca havia estado em um lugar tão quente e percebi pelo movimento a nossa volta que esse calor é claramente costumeiro por aqui. Aeroportos eram ótimos locais para caçadores se misturarem, multidões de pessoas diferentes, movimento constante, uma explosão de informação diante dos seus olhos, barulho em todas as direções. “O cenário ideal para desorientar um sanguessuga.” Pensei enquanto seguíamos. Archie e Adrienne estavam andando a minha frente, havia deixado ele com a responsabilidade de encontrar o caçador que iria nos levar até a sede da congregação por aqui. Eu já havia encontrado a caçadora que seria nossa guia um pouco antes de Archie graças a um pequeno movimento que ela fez com as mãos, claramente ela também tinha sangue magico, isso não é algo comum na Inglaterra, mas, cada País tem suas próprias regras para a caça do sobrenatural, então, não cabe a mim ditar quem pode ou não ser um caçador. Deixei que meu irmãozinho seguisse com a execução da tarefa, nos levando direto para ela um minuto depois.
- É. Vocês têm mesmo cara de gringos. – Ela falou quando nos aproximamos, naturalmente eu assumi a frente quando estávamos próximos. – Eu sou Camila Castro. – Ela estendeu a mão.
- Alexander Belmont. – Respondi cumprimentando-a. – Ela Adrienne e ele o Archie. Obrigado por nos encontrar.
- Magina. – Ela respondeu e ficamos os três confusos, o que ela percebeu e riu antes de explicar. – É um dos nossos equivalentes para “de nada”. Bom, vamos nessa, ainda precisamos colocar suas malas e vocês no carro, temos uma horinha de estrada ainda.
- Vá na frente. – Pedi enquanto a seguíamos.
- Não estão com calor? – Ela perguntou enquanto caminhávamos. Era obvio que ela perceberia o nosso incomodo. – Vocês estão com muita roupa para esse tempo.
- Nós não esperávamos uma mudança tão brusca de temperatura. – Adrienne respondeu.
- Aqui é normalmente quente, então espero que tenham trazido mais do que só trajes de inverno e equipamento para matar monstros. – Ela falava despreocupadamente sobre nosso “ofício secreto” em público.
- Não deveríamos falar sobre isso aqui. – Lembrei-a.
- Relaxa Ale. Na Europa as pessoas são mais sensíveis, acreditam em lendas, ainda mais presos a conceitos antigos e aos contos de fada. Aqui só alguma tiazinha do interior ou alguma história de infância da vó sobre isso. Ninguém, ninguém realmente acredita, a maioria dos brasileiros é bem cético quanto a existência de qualquer coisa que não seja o céu ou o inferno. – Eu agradeci nesse momento por ela estar falando sempre devagar, eu não conseguiria acompanhar o idioma.
- Mas, então eles têm um tanto de compreensão a respeito? – Questionei.
- É mais para aquela compreensão do “Não faça coisas erradas e vá pro céu. Discorde do outro e seja considerado o próprio anticristo.” – Ela enfatizou as aspas com os dedos durante a frase. – As pessoas têm fé e ceticismo quase na mesma medida, o que muda é a situação ser ou não conveniente.
- É muita informação. – Archie comentou.
- Fica de boa lindinho. – Ela parou quando chegamos ao carro. – Vocês estão aqui a trabalho e quando chegarmos lá a chefona vai passar as informações importantes, eu só estou fazendo o primeiro contato. Leve como dicas sobre a população local.
- Nós nem vamos interagir muito com as pessoas eu acho. – Respondi.
- Você não. Mas, não conhece brasileiros, eles vão interagir com você, e cara, você grita “gringo” no seu rosto. – Ela debochou. – Vai fazer sucesso com a mulherada.
- Não vim aqui pra isso.
- Claro que não. Você veio atrás de alguma coisa que nós não matamos e quer um tesouro antigo.
- Você não sabe a história toda? – Questionei confuso.
- Eu sei apenas o que eu preciso saber. As coisas são diferentes por aqui. – Ela explicava de uma forma tão trivial, era difícil saber se realmente era sério ou se estava brincando comigo. – Por exemplo o que mais tem no seu país? Qual é o problema que faz a congregação dormir de olho aberto?
- Vampiros é claro. – Archie falou rápido. – Tem outras coisas, mas, vampiros são o maior problema e os mais fortes, com mais influência.
- Então, aqui vampiros não são a maioria, na verdade matar vampiros por aqui não é algo diário e eles não aparecem em todos os estados. – Camila começou. – Nosso folclore é bem rico e temos mais criaturas e fantasmas sabe, fantasmas normalmente são tranquilos, mas, se saem da linha precisamos chamar os arcanistas e um padre. E o resto do folclore, bom, lobisomens, monstros, criaturas que não fazem sentido... A gente lida com umas paradas bem diferentes.
- Quero ver como sua chefe vai explicar essas coisas. – Adrienne comentou. Ela estava com a cabeça encostada, provavelmente tentando dormir.
- Vai ser um choque de realidade, já te adianto.
- Não pode ser nada absurdo. – Respondi. – Onde mesmo é a congregação aqui?
- Paranapiacaba.
[Belle – Cobertura do Neftis]
Eu precisava ver Adam, o mais rápido possível, precisava conversar com ele, deixar algumas coisas claras. Confesso que não sabia o que exatamente eu diria a ele, porém, não seria justo continuar com o que tivemos, qualquer que seja o nome que ele quisesse dar. Eu fiquei feliz quando ele me chamou, eu estava decidindo como devia contar que precisávamos conversar, mas, pensar sobre algo e pensar com a intenção de realmente fazer algo... Duas coisas completamente diferentes.
Eu não precisava mais passar por segurança, verificar nomes, só precisava seguir em frente, não havia uma porta do prédio que não estivesse aberta pra mim e logicamente a porta principal seguia a mesma lógica, mas, dessa vez ele não estava ali me esperando no salão, apenas o silencio vazio ali e o cheiro forte de limpeza e magia. Para mim só havia um bilhete no balcão que dizia: “suba.” Direto para o quarto dele, o último lugar em que estivemos juntos.
- Boa noite. – Ele me recebeu sorrindo, ele estava sentado no chão completamente forrado por almofadas e em volta dele uma dezena de livros.
- Olá. – Respondi jogando meus sapatos para o canto, um arrepio rápido passou pelo meu corpo quando senti o chão frio. Sentei-me ao lado dele, não havia nada para beber, então supus que ele não me chamou para algo trivial. – O que está fazendo?
- Estudando... Ou melhor, reforçando o conhecimento. – Ele tocou o topo de uma das pilhas de livros. – Artes magicas esquecidas pelos humanos, conhecimento antigo que irá agregar ao seu poder atual.
- Isso é interessante. – Eu não negaria novas possibilidades de aprendizado. – E temos que conversar também.
- Depois, para te mostrar o que quero, nós precisamos aproveitar a lua no céu. – Ele apontou o lado de fora da janela.
Em segundos uma pequena bola branca, inicialmente feita de uma espécie de fumaça e luz passou pelo vidro, rolando no chão de madeira devagar até parar, chacoalhar um pouco e de repente se transformar em um pequeno ouriço pálido com brilhantes olhos vermelhos, ele caminhou animadamente até Adam, subindo no seu colo, recebendo um pouco de carinho antes de fazer seu caminho até o ombro dele.
- Este é o meu familiar. – Ele coçou o queixo da pequena criatura. – O ouriço albino, um ponto de conexão extra com o arcano e o sobrenatural. – Eu estava levemente surpresa, parte por familiares não eram necessariamente uma coisa além de contos em alguns livros, os humanos abandonaram e esqueceram esse tipo de magia. Parte por ele ter um familiar tão pequeno e “fofo”, não batia com a sua figura.
- Qual o nome dele? – Perguntei também fazendo um carinho com o dedo na testa da pequena criatura.
- Ouriço. – Ele falou rápido, segundos depois sendo julgado pelo meu olhar. – Parecia um nome ótimo quando ele se tornou meu familiar.
- Claro que é... – Debochei.
- Enfim. – Ele suspirou e voltou a acariciar o pequeno ouriço. – Meu objetivo era te mostrar os familiares, te apresentar essa família e dar a você a honra de ser a primeira feiticeira em séculos a recuperar uma magia esquecida.
- Espera... Familiares no plural? – Perguntei com foco no início da frase dele.
Uma nova energia entrou pela janela, bem maior que um ouriço, maior que um cão, primeiro uma nuvem espessa e então tomando devagar a forma de um lobo, claramente não parecia tão inofensivo quanto o outro e ao mesmo tempo eu me perguntava por qual motivo mais de uma criatura estava ali e ao mesmo tempo questionando se foi minha dedução que me fez acreditar que havia um limite para os familiares que um ser poderoso como ele poderia ou deveria ter.
- Este é o Akela. – Ele respondeu quando o lobo parou ao seu lado, rígido e sério apesar do carinho que Adam fazia na lateral do seu corpo.
- Akela como no Mogli: O menino lobo? – Questionei o nome claramente inspirado no ancião da alcateia do livro.
- Sim. Eles se apropriaram do nome dele para aquela obra. – Ele respondeu e voltou a olhar para o lobo. – Ele era o familiar do meu pai. Ele veio a mim quando me tornei adulto, eu cuido dele hoje, assim como cuido da Morla. – Ele apontou a tartaruga que vinha caminhando em nossa direção. – Ela era da minha irmã antes... E por que a senhorita não voltou para ela? – Ele questionou segurando a tartaruga a frente do próprio rosto.
- Então você é um pai de pet?! – Brinquei enquanto ele dividia a atenção entre os três.
- Com certeza eles são melhores que muitos humanos. – Ele segurou minha mão e a guiou até o lobo, permitindo que acariciasse o pelo etéreo. – Há muito para se aprender com todas as feras e animais desse mundo.
- Não vou duvidar de você. – Respondi.
- Obrigado. – Ele sorriu. – E então? O que acha de iniciarmos o processo de conexão?
- Adam. Nós precisamos conversar. – Tentei novamente ir ao assunto que precisava.
- Temos tempo para falar, mas, não temos tempo ilimitado para esse ritual. – Ele se levantou e estendeu a mão para mim. – Não vai demorar e você irá encontrar algo que nunca experenciou, além de compreender uma nova forma de magia.
- Tudo bem. – Cedi apesar de saber que estava apenas adiando e tornando mais difícil a conversa que teríamos em breve.
Ele desenhou runas no ar, novamente dobrando a magia sem medo a sua própria vontade enquanto as outras criaturas se posicionavam ao seu redor, devagar a mesma massa de nuvem e luz da qual os outros familiares eram feitos se formou no centro das runas, não tinha forma, não se movia, apenas estava ali.
- Faça uma runa de ligação no seu peito! – Adam ordenou.
Eu segui a orientação, desenhando a runa com os dedos, vendo a magia formar o novo símbolo na minha pele. A runa inicialmente negra foi se transformando, mudando o seu brilho e assumindo a cor prateada, logo a nuvem veio em minha direção, direto para o meu peito e sumindo dentro daquele sinal magico. E então ela voltou para o mesmo espaço que estávamos, não mais a nuvem sem forma de antes.
- É a primeira vez que vejo um desse. – Ele comentou assim que as magias foram desfeitas e apenas os familiares estavam conosco. – Um furão é algo bem único acredito.
- Aposto que disse essa mesma história para toda mulher com um familiar. – Brinquei e percebi meu familiar subir pela minha perna e então torso, no fim parando no meu ombro, acariciando minha bochecha com sua cabeça e patas pequeninas. – Quantos familiares já viu?
- Acho que foram dezesseis. – Ele respondeu se aproximando. – Mas, não há muitos familiares pequenos como os nossos aqui presentes. Normalmente são predadores maiores.
- Talvez seja um padrão vampírico. – Respondi. – Preciso de um nome para ele.
- É, vampiros adoram demonstrar força. – Ele tocou o furão. – Que tal Soren?
- Soren? – Ele apenas devolveu meu olhar de dúvida com outro. Afinal, não era ruim. – Acho que é um bom nome pra ele.
- Ótimo! – Ele comemorou. – Algumas pequenas regras e detalhes. A partir de hoje a ligação entre você e ele é para sempre, nem mesmo o fim dessa vida pode separá-los. Sua magia irá crescer exponencialmente agora que está conectada ao plano etéreo onde Soren vive e ele fará muitas visitas a você, mas, não irá aparecer para aqueles que não dominam a magia ou não conhecem os familiares guardiões.
- Você tem tudo isso por escrito? E mais algumas coisas? Guias são bem úteis. – Ele pegou um dos livros e me deu, rapidamente transportando o objeto para a dimensão de bolso.
- Todas as suas dúvidas que virão estão naquele livro. – Concluiu Adam. – Familiares são muito gentis e próximos, só precisam de carinho e amor.
- Assim como todo pet. – Falei.
- Sim. – Ele olhou melancólico e acariciou o lobo. – Eles não lidam bem com o luto e a separação.
- O que aconteceu com seu pai? – Eu imaginava a resposta, mas, torci por um momento para que estivesse errada.
- O mesmo destino de muitos vampiros que enfrentaram os Belmonts. – Uma ponta de culpa bateu no meu peito ao lembrar o motivo de vir aqui hoje.
- Ele era tão poderoso quanto você? – Perguntei apenas para o desencargo, não havia muitos vampiros mortos nos registros dos caçadores que se igualassem ao Adam.
- Arrisco dizer que ele era até mais poderoso. – Ele olhou para a lua. – Eu não conheci o meu pai pessoalmente. Eu sei quem foi, sei o que representou, sua história, seu legado... Ele foi tão grande e ainda assim foi derrotado. – Ele se sentou. – Eu sou o seu sucessor, o herdeiro... Para os outros vampiros um Príncipe digno de admiração e medo em diferentes proporções. Para os humanos um flagelo, um vingador. Ele se sentou na ponta da cama.
- Quanta melancolia. – Interrompi-o e abracei suas costas, minha cabeça encostada a sua. – Você é o Adam. Um Príncipe vampiro, um homem justo e dono de uma balada, um vampiro que deu a mim a vida que eu já havia aceitado perder, que me ensinou magias esquecidas, compartilhou sobre si... – Eu deveria continuar? – Você não é apenas um herdeiro e sombra de quem seu pai foi. Mesmo que muito dele esteja com você, no fim do dia, você sempre será unicamente você! – Ele se virou, ainda dentro do meu abraço e me posicionando sobre ele, meus braços dando a volta em seu pescoço enquanto ele me encarava com olhos vermelhos hipnóticos que apenas ele poderia possuir. Todos os familiares haviam sumido, somente nós dois estávamos no quarto e o som mais forte ainda era minha respiração.
- Sabe Belle... – Ele tocou meu rosto com sua mão fria, um sorriso singelo estava em seu rosto. – Eu acho que amo você. – Ele me beijou depois de dizer isso, eu queria afastá-lo, dizer a ele que meu coração pertencia a Alexander, era ele quem eu havia escolhido para estar comigo, não poderia seguir com o que quer que estivesse acontecendo aqui. Mas, essas não foram as palavras que saíram da minha boca, na verdade não houve raciocínio no que falei enquanto ainda estávamos juntos, em minha mente eu sabia que eu estava errada, sentimentos não são brinquedos e não é dessa forma que eu desejava terminar essa noite. Mas, minha consciência pareceu desligar apenas para me julgar na manhã seguinte enquanto estivesse sozinha em minha casa, refletindo sobre o que havia feito e sobre a única frase que proferi quando finalmente minha voz resolveu funcionar contra minha mente.
- Eu sou sua...
Fale com o autor