Filhos da Noite

23 Capitulo 23 - Apenas uma Conversa


[Adrienne – Esconderijo dos Caçadores no Brasil]


Cercados por paredes grossas e resistentes sem revestimento por aqui, os tijolos ficavam a vista o que não era um problema, o visual era bonito e condizente com uma estação de trens hoje desativada, transformada em atração turística pelo que Camila havia comentado conosco. Janelas fortes de vidro já completamente esfumaçado, quase insulfilmado pelo tempo, deixando que apenas a fraca luz da lua entrasse. Continuamos a seguir por mais áreas até chegar a um extenso corredor completamente isolado e menor que os locais que passamos anteriormente.


- Então o esconderijo obviamente fica em uma estação de trens hoje desativada? – Era idiota perguntar o obvio, mas, poderia ser apenas um caminho para o subterrâneo como estávamos acostumados a fazer em Londres.


- Foi um plano do nosso fundador. – Camila começou a explicar enquanto a seguíamos. – Construir uma estação falsa escondida bem no meio da verdadeira, o plano era que os caçadores pudessem usar o trem para ir de um lado ao outro do País, mas, infelizmente o governo nunca planejou investir em linhas férreas por aqui. Uma pena, seria bom não precisar dirigir para trabalhos distantes.


- Escondidos a plena vista... – Alexander falou olhando em volta. – Impressionante ninguém ter tropeçado sem querer nisso aqui em tanto tempo.


- Fazemos nossa parte para evitar esse tipo de coisa. – Ela abriu a porta no final do corredor, agora estávamos em um local completamente novo. Uma versão aumentada da garagem da nossa casa onde eu testava e preparava nossos equipamentos, vez ou outra aproveitando para inventar um pouco. Era um enorme galpão, grande o suficiente para funcionar em três níveis, tanta tecnologia cercada por um ambiente externo tão velho, um belo contraste, as estruturas eram todas metálicas com escadas conectando cada área, no solo estavam equipamentos como armas e trajes, poucos consoles e muitas caixas que imaginei estarem cheias de prata ou materiais para os ditos trajes e afins. No segundo nível a área estava dedicada a painéis, lousas, mapas, fotos, era como uma sala forense de análises, claramente captando minha atenção devido a quantidade de informação, algumas pessoas estavam em volta de uma das mesas, mas, dessa distância era impossível entender sobre o que falavam. No nível superior estava o “controle” três setups de computadores que possivelmente foram extremamente caros e com pessoas analisando as telas com atenção, entre elas um projetor que ia passando para um telão na parede imagens e dados, vi algumas fotos de monstros que não conhecia ali, mas, acredito que haveria um tempo para perguntar mais tarde.

Agora meu choque de realidade era devido a quantidade de modernização e avanço na operação dos caçadores daqui, uma região que demorou pra ter sua célula da congregação e agora anos luz dos nossos tuneis e bibliotecas... Eu havia digitalizado e atualizado as coisas que tínhamos em casa e no esconderijo, mas, nada perto disso. Eu claramente teria uma conversa a respeito disso com Alexander quando voltássemos e até Padre Lucas teria de intervir a meu favor para sairmos da idade média e nos adaptarmos ao novo mundo para aumentar a força da congregação de Londres e garantir que mais apoio esteja disponível para os outros caçadores da região também. Isso até ajudaria nossos contatos na polícia.


- Impressionante. – Falei assim que Camila voltou a atenção para nós. – Muito maior e melhor do que eu estava esperando.


- Obrigada. – Ela respondeu sorrindo e se voltou para a os caçadores que ainda estavam ignorando os recém-chegados. – Chefucha! – Disse ela na direção do grupo que finalmente nos encarou, uma mulher negra bem alta e forte com tranças no cabelo deixou o meio do grupo e caminhou até nós. Ela não deveria ser alguns anos mais velha do que Alexander e já era a líder?! – Olá Camila. Belmonts certo? – Ela questionou e confirmamos. – Eu sou Ângela a líder da Congregação.


- Alexander. – Ele se adiantou em cumprimentá-la. – Esses são Adrienne e Archie, meus irmãos. É um prazer e agradecemos por nos receber e conseguir tão rápido mover as coisas para nossa expedição.


- Não é um problema ajudar. Confesso que fiquei surpresa com o plano de vocês e ainda estou descrente de que é possível. – Ela respondeu.


- Certamente será muito difícil, mas, vale o risco se acertarmos o dragão. – Respondi direta. – Temos um plano.


- Não duvido que tenham planejado algo, mesmo aqui para nós a sua família também possui um certo renome e servem de referência para todos. E aproveitando, espero que não se importem de falar um pouco com os caçadores em breve. – Ela apontou o grupo. – Eles podem não estar prestando atenção agora, mas, estavam ansiosos para conhecerem a família que assusta monstros, os mais novos principalmente.


- Quantos caçadores vocês têm aqui atualmente? – Alexander perguntou.


- No momento temos onze caçadores em operação, eu e Camila inclusas, há mais sete jovens ainda em treinamento, devem ter a idade do seu irmão aproximadamente. E temos as equipes de controle, pesquisa e investigação aqui. – Ela apontou o grupo acima. – Por fora, em outras cidades do Brasil os números não são tão diferentes.


- Esse lugar parece o centro nervoso de uma megaoperação. – Respondi olhando mais uma vez todo o espaço.


- Anos de dedicação e negociação. – Ela comentou orgulhosa. – Os caçadores da China e Japão tem os melhores brinquedos para o nosso trabalho, então um pouco de ajuda é sempre bem-vinda. Hora ou outra temos um padre ou consultor sobrenatural por aqui também.


- E o que está ocupando todos eles hoje? – Archie perguntou curioso, encarando o outro grupo. – Se estavam ansiosos pela nossa chegada?


- Muito atento. – Ângela o elogiou. – Nosso consultor sobrenatural voltou hoje também.


- E já notei que os convidados de honra chegaram. – Uma voz grave emergiu do meio daquele grupo, rapidamente os caçadores ao redor se afastaram para liberar a vista. – Faz algum tempo que eu não via um Belmont tão de perto. – Era um homem que deveria ter uns quarenta anos, a pele era bem bronzeada, mas, era como se tivesse perdido parte do brilho, sendo quase uma cor opaca, os cabelos levemente grisalhos bem penteados..., mas, os traços mais importantes estavam fortes, os olhos amarelos brilhantes, as presas que se destacavam e aquele odor magico que só uma espécie possui. O consultor deles era um vampiro e nesse momento tinha um sorriso brincalhão no rosto como se pudesse ver os eventos que aconteceriam nos próximos segundos claramente.


[Archie — Esconderijo dos Caçadores no Brasil]


O movimento de Alexander foi tão rápido que eu mal poderia acompanhar caso não tivesse imaginado a reação dele. Quatro dos caçadores desse grupo estavam segurando-o, posições especificas para que ele não pudesse se mover, o chicote ainda enrolado em sua mão direita, facas próximas do pescoço dele, a posição de cada caçador exata, bloqueando juntas, as pernas e qualquer possível novo movimento. Ângela e Camila estavam bloqueando nosso caminho, como se esperassem nossa reação de atacá-los para ajudar Alexander.


- Não precisa fazer isso garoto. – O vampiro se levantou, ficando a centímetros do meu irmão. – Esse maxilar quadrado e essa cara emburrada entregam sua linhagem... – Ele deu a volta e se sentou novamente. – Mas, essa pressa, esse fogo em matar vampiros... Isso é bem mais rápido em entregar quem são vocês!


- Como é que vocês deixam um vampiro aqui dessa forma? – Alexander perguntou irritado. – Ele está completamente à vontade, vocês são caçadores!


- Ele não é uma ameaça. – Ângela se aproximou dele. – Graças a ele conseguimos nos adiantar contra muitos problemas e principalmente conter inimigos que não se sabe enfrentar.


- Depender de um vampiro?! – Alexander não iria ceder. Eu estava me preparando para apoiá-lo, mas, Adrienne percebeu.


- Nem pense em se mexer! – Ela disse próxima ao meu ouvido. – Isso é problema do Alexander para resolver.


- Abaixe o seu chicote por favor. – Ângela insistiu em argumentar com Alexander. – Ele também queria te conhecer, ele tem informações que você precisa.


Adrienne tocou o ombro de Camila, ela não disse nada, mas, foi permitido que passasse, ela falou com Alexander de perto, eu não ouvi, mas, tenho certeza de que foi colocar alguma razão na mente dele, afinal, nós não venceríamos aqui. Mas, é claro que o vampiro não iria facilitar para nós.


- Você está meio traumatizado jovem Alexander. – Provocou ele. – Acredito que nosso príncipe foi bem agressivo com você... – Ele estreitou os olhos, brilhantes por um segundo. – Ainda tem ferimentos da Crepúsculo dos Homens no seu corpo.


- Seu príncipe? – Alexander questionou, em um segundo se irritando de novo. – Então você sabe quem é aquele desgraçado!


- Logico que eu sei! – Ele respondeu com um sorriso presunçoso. – Abaixe esse chicote, acalme-se, sente-se, chame seus irmãos e irei explicar, sua atual situação, a batalha que não tem como vencer... Os inimigos que fez, o que está procurando aqui e o motivo do meu auxílio, algo que está intrigando você e sua família nos últimos minutos.


- E como vamos saber se podemos confiar no que disser? – Perguntei. Não estava disposto a seguir sendo ignorado aqui.


- Não sabem! – O mesmo sorriso presunçoso.


- Isso não inspira nenhuma confiança ou segurança. – Adrienne falou.


- Ângela... – Alexander se virou para ela. – Alguma vez ele mentiu para vocês? – Ela negou. – Alguma vez ele falhou? – Ela negou novamente. Alexander voltou a encarar o vampiro. – Qual o seu nome? Eu deveria conhecer você ou outros deveriam?


- No mundo vampírico sou Lorde Rocha, governante de toda a região da América Latina, um vampiro milenar bem respeitado, membro do conselho vampírico, uma das doze maiores ameaças a sua espécie nesse mundo... – Ele falava num misto de orgulho e tedio, como se apesar de importante, não significasse nada para nós. – Um consultor fixo desta congregação a mais de um século. Um vampiro bem velho e cansado, que já viu o futuro virar história... Um vampiro que já enjoou de ver a própria espécie usar a sua como gado e de ver a sua espécie retalhar tudo que é diferente, incluindo vocês mesmos... Não estou aqui para te matar, nem para trair os meus, mas, para ajudar com o reparo mínimo dos meus erros passados.


Silencio. Cada caçador no recinto estava processando cada palavra, cada construção de frase feita por ele, um inimigo natural da nossa espécie, alguém que nós não deveríamos ouvir, não deveríamos respeitar e nem confiar, mas, ainda sim ele estava ali, sentado como se o lugar fosse dele, disposto a dialogar, disposto a sentar-se conosco e compartilhar seu conhecimento, ciente do que viemos atrás, ciente dos eventos recentes, com muito mais a dizer do que tínhamos para perguntar... Não era uma oferta ruim, muito pelo contrário. Nós tínhamos noção do valor desse encontro e de como seria benéfico para nós três.


- Vamos conversar. – Alexander decidiu pôr fim.


- Ótima decisão garoto! – Respondeu o vampiro.


[Alexander — Esconderijo dos Caçadores no Brasil]


Isso era desconfortável, conversar com um vampiro a essa distância, um inimigo a menos de um metro a frente, meus irmãos comigo e um grupo de caçadores determinados a defender esse monstro de mim, como se ele não fosse perfeitamente capaz de se virar. Eu não precisaria ser um bruxo ou feiticeiro para entender o poder dele, ele era diferente, talvez como aquela vampira alada que enfrentamos..., mas, a missão é maior e precisa ser realizada.

O silencio do ambiente era ensurdecedor, estranho até, não muitos minutos atrás ninguém iria ficar quieto nesse local.


- Vejo que não quer ser o primeiro a falar. – Disse o vampiro, ele gostava de me provocar.


- Você disse que tinha as informações que eu precisava. – Devolvi.


- Humm... Você é pragmático jovem Belmont! – Ele respondeu sem esboçar emoção. – Contudo, mesmo tendo respostas, não conheço suas perguntas.


- Agora quer dar uma de Mestre Yoda! – Archie reclamou.


- Archie. – Adrienne o interrompeu. – Calma.


- Ele é só uma criança. Impaciência faz parte dele – O vampiro disse para ela.


- Eu não sou...


- Archie! – Eu o parei agora. – Ele está te provocando. Não tem que cair no jogo!


- Astuto. – O vampiro voltou a olhar para mim. – Onde você enfrentou nosso príncipe?


- Como isso é relevante? – Questionei.


- Estou tentando compreender seu conhecimento rapaz. – Ele explicou. – Eu sei sobre o que fez a Lady Lilith... Sei que nosso príncipe o “matou”, mas, isso claramente era uma mentira, sendo assim quero compreender. Como o encontrou, como lutou contra ele, onde o enfrentou e como sobreviveu!? Ele não é conhecido por sua misericórdia... Principalmente contra sua família. – Ele não tinha nenhuma pressa de me falar sobre o dragão, mas, algo bem claro era que ele estava curioso, e mesmo que eu não fosse admitir, eu queria saber mais sobre esse príncipe dele.


- Eu e outros caçadores subjugamos essa sua Lady Lilithem uma igreja, superioridade numérica, solo sagrado... O de sempre para segurar sua espécie. – Expliquei.


- Mas, aí ele chegou... Um segundo que transformou sua glória em terror.


- Parece bem familiarizado com a forma que ele ataca seus inimigos. – Respondi o último comentário.


- Ele tem uma veia dramática desde pequeno. – Respondeu o vampiro novamente com o sorriso irritante. – Continue.


- Ele congelou os caçadores onde estavam, eu o enfrentei diretamente, e como já sabe eu perdi. O solo sagrado não o enfraqueceu, o golpe do meu chicote curou tão rápido... Ele conseguia usar magia no terreno sacro. Nada nele fazia sentido.


- E como sobreviveu?


- Houve uma interrupção externa. Uma feiticeira nos ajudou.


- Humm... – Ele levou a mão ao queixo, pensativo, ponderando a última informação. – Ele tem um fraco por humanas... Acontece vez ou outra.


- Isso não é relevante! – Respondi.


- Ah... Você gosta dela... – Ele tinha um sorriso satisfeito agora, eu mordi a isca. – Isso te deixa em uma situação complicada jovem caçador.


- Não é importante! – Insisti. – Como ele conseguiu ser tão forte mesmo em solo sagrado? Onde está o dragão que eu tenho que matar pelo último fragmento da ceifadora? Como eu o mato? Seu príncipe como eu...


- Não se preocupe com ele. Caçadores mais experientes, vampiros, exércitos... Muita gente já tentou matá-lo. – Ele me interrompeu. – Você tem problemas aqui antes de pensar em quem sabe um dia lutar com ele de novo.


- E então? – Adrienne ao meu lado resolveu se adiantar. – Explique sobre o motivo de estarmos aqui logo. Precisamos do fragmento!


- Vocês três são muito ansiosos. – Ele a respondeu. – Seu fragmento está seguro. O Dragão de Porto das Pedras não será seu inimigo. O problema de vocês é encontrar o fragmento. – Ele se levantou e foi para o mapa. – Porto das Pedras é uma cidade de Alagoas, mas, o dragão não protege a praia a mais de séculos. É conveniente quando pensam nele como um guardião ali, mas, o dragão está em outro lugar. – Ele apontou outro local no mapa, bem mais ao centro. – Silvânia em Goiás! A serpente gigante que descansa sob a igreja... Quilômetros de catacumbas e criptas sob a igreja, um local onde nenhum humano entra a séculos! Os últimos? Bom eles estavam uma delícia!


Eu derrubei a cadeira quando me levantei, no instinto de novo, o chicote estava longe, mas, a estaca na mão esquerda firme. Adrienne ao meu lado, pronta e Archie nas minhas costas, eu sabia que ele estava entre mim e os outros caçadores, provavelmente com uma faca na mão. Nós não venceríamos aqui. Mas, eu já sabia que não iriamos lutar, eu apenas reagi a frase dele, mas, era de se esperar que ele estivesse alimentado, mas, não que ele estivesse junto do dragão.


- Parem. – Pedi aos meus irmãos. – Eu reagi mal. Baixem as armas. – Ambos relaxaram, os caçadores também. Eu não desejava ser hostil com eles, mas, estava ficando complicado. – Se você estava lá. Você é um aliado desse dragão então?


- Garoto... – Ele tinha um tom de deboche, quase como se eu fosse uma criança questionando a cor do céu. – Eu sou o dragão! O seu pequeno mundinho e matança de vampiros fracos escalou para algo novo quando viu Lilith e se tornou conhecido pelos “grandes” da nossa espécie! – Agora eu entendia o olhar dele, com certeza eu não estava escondendo minha surpresa.


- Como assim você? – Archie questionou agora. – Como é que...


- Tem muito mais que não sabem criança! – Ele respondeu Archie e se levantou. – Viagem até a igreja, entrem sob o altar. La dentro ainda devem ter algumas surpresas, armadilhas, tesouros, uma ou outra criatura irritante presa... Vocês fazem a limpeza e pegam o fragmento, mas, estão entrando por conta e risco. Não me responsabilizo por suas mortes, sejam todos ou não!


- Tão encorajador... – Adrienne ironizou.


- Quando podemos ir? – Questionei para Ângela.


- Podem ir com Camila amanhã, depois de se prepararem bem. Ela poderá seguir com vocês. – Ela apontou para mim e Adrienne.


- E quanto a mim? – Archie não iria gostar da sugestão dela, eu já imaginava o que ela estava pensando.


- Você vai ficar aqui, tem outras atividades nas quais sua energia será mais necessária! – Ângela explicou.


- Alexander? – Ele mudou o foco. – É mentira certo? Eu vou com vocês dois! – Archie não seria compreensivo.


- Ângela está certa. – Comecei. – Se o pior acontecer, o mundo ainda precisará de um Belmont. Um que irá voltar até aquela cripta com mais caçadores, mais preparado e vai recuperar tudo! O fragmento e meu chicote.


- Mas, você sabe que eu consigo.


- Não é essa a questão. – Adrienne interveio. – Alguém precisa restar irmãozinho. Você é mais jovem, tem mais a fornecer do que nós! Não é uma escolha por experiencia. Estamos garantindo o futuro em caso de emergência.


- Mas... – Ele estava cabisbaixo, derrotado. Ele entendia, mas, não queria aceitar.


- Relaxe garoto. – Ângela tocou o ombro dele. – Você não vai com eles, mas, eles não vão voltar em um dia. Enquanto estiver sob a minha supervisão... – Ela apontou o grupo de caçadores jovens dela. – Vai caçar com eles!


O olhar dele se iluminou um segundo, aqui ele iria testar o que aprendeu, o que foi treinado para fazer e com gente da idade dele. Aqui a rede é jovem, ele vai ter experiencias novas, coisas impossíveis em Londres.


- Esse é um belo momento. – O vampiro voltou a estragar tudo. – Eu já me vou. Quando estiverem de volta ou descobrirem que eles morreram, entrem em contato comigo! Eu virei e teremos uma nova conversa. Sejamos nós. – Ele apontou entre ele e eu. – Ou você garoto! – Ele apontou Archie. Em seguida sumindo, como uma nuvem de vapor no ar.


- Esse truque é novo. – Adrienne comentou.


- Acho que os nossos vampiros não ficam velhos o suficiente para aprender esse truque. – Expliquei.


Um vampiro auxiliando caçadores eu não esperava, muito menos um vampiro que se considera poderoso o suficiente para se chamar de dragão. Um vampiro certamente muito mais velho do que a maioria, mais poderoso e cansado... Eu precisava terminar essa missão e retornar. As coisas vão mudar em Londres quando eu voltar e quando a ceifadora fizer o favor de me ajudar a eliminar esse príncipe!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.