Notas iniciais
Oi. Para diferenciar melhor o Lukas inimigo do Lucas combatente, vou sublinhar o Lukas, que é o malvado. -Boa leitura. Foto do carro:http://www.vestati.com.br/wp-content/uploads/2014/08/f1d4ec2f87955fde6daab6beb4ecbc28.jpg

Era três da tarde de um dia qualquer, que se seguia para os combatentes com rotina de estudos e conserto do Totem que os levaria para a nave, quando uma Land Rover preta de boa aparência se opôs ao portão da mansão de Leno. Will, o governante da casa, ouviu o interfone e a voz apenas mandou-o abrir o portão. Estranhando a voz grossa e ameaçadora o homem avisou Flecher através de um comunicador, sem atender ao pedido do desconhecido. Estranhando bastante o fato, o moreno deixou de instalar uma arma consertada e aprimorada no Totem, e seguiu para mansão. Nesse tempo, depois que Will dizer educadamente que não iria permitir que entrassem, o motorista sem paciência do carro preto acelerou contra os portões de aço escurecido pelo tempo. E foi necessária uma ré e uma aceleração mais bruta contra a barreira para ela ceder e deixar a estradinha que levava a mansão livre. A primeira caminhonete de frente amassada seguiu o caminho e uma segunda, e mais brilhante de calota cromada, veio logo trás, invadindo o terreno como se fosse propriedade deles.

Lucas estava em seu quarto quando ouviu o barulho longínquo dos portões de metal cedendo e escancarando, seguiu para a janela e logo notou com espanto os dois carros escuros que se aproximavam da casa. Seus pensamentos logo compreenderam um sentido para aquilo, então ele pegou o celular do fundo do bolso e buscou as mensagens. A lista enorme tinha diversos números, mas sempre assinado com a palavra paPa, todas trazendo informações do pai de Lucas em sua caçada por Lukas, o assassino que perturbava sua família desde sempre e que era suspeito de ter matado a mãe de seus filhos. Mas Lucas não se prendeu as mensagens antigas, foi logo ver o que dizia a mais recente, que ele ignorou quando chegou durante a madrugada.

“L, mova-se. O Alucinado esta cansado do jogo, Alessander já pode estar com problemas. Seja o único de nós vivo. Se esconda e fuja. Não deixe ele conseguir o que quer. -paPa”

Quando os carros pararam na entrada da mansão, ele terminou de ler e voltou à janela para olhar quem era. Do primeiro automóvel dois homens grandes saíram olhando em volta e avaliando a casa e o gramado da frente. Da segunda Land Rover alguém foi expulso dos bancos de traz e jogado no gramado sem cuidado algum, sendo seguido um homem sério, que ficou o olhando cuspir sangue e com dificuldade para se levantar de onde caiu.

Lucas não era tão apegado ao irmão que era fascinado pela historia dos pais deles e do mundo obscuro dos assassinos profissionais, mas era ele que estava nas mãos daqueles desconhecidos de cara feia. E ele não pensou muito, pegou sua espada especial, que deixava sempre no quarto, e desceu as escadas para encontrar aqueles que causaram mal ao seu irmão mais velho e provavelmente ao pai que ele nunca viu, pois estava mais determinado em deter Lukas.

Will, que esperava Flecher no hall de entrada, não conseguiu impedir o garoto de passar por ele e sair pela porta. Quando Lucas enxergou os carros, os dois homens do primeiro o encararam e ele manteve uma expressão fria e sem importância. Logo notou a movimentação no segundo carro, dessa vez a pessoa que saiu era alguém que ele conheceu há anos atrás. Lukas, o maior oponente de seus pais, estava admirando a grande casa através de óculos escuros e com um sorriso largo na face pálida. Diferente dos capangas, e do que se pode imaginar, ele se vestia com uma roupa vermelha escura e cintilante e os sapatos brancos se destacavam, mas combinavam com a camisa de gola aberta extremamente branca. Nada de cores escuras e discretas que um assassino do nível dele podia usar.

–Que lugarzinho bacana esse... — comentou Lukas, ainda sorrindo até ver o garoto no patamar de entrada e sorriu um pouco mais para ele. – Ora, ora. Não é que o meu Luquinha cresceu? E parece que arrumou algo legal para fazer.

O homem olhou mais uma vez as janelas e vitral da mansão com admiração. E quando deu um passo em direção à entrada da casa, Lucas começou a descer os três degraus do patamar, indicando que ia até ele, levando a espada como se não fosse nada demais.

–Ainda se lembra de mim, não? Eu que lhe ensinei a ser um bom garoto, seguir ordens, o treinei para ser melhor que seus pais...

–Isso tirando ele deles!- gritou o irmão de Lucas, Alessander, sendo segurado por um dos capangas. O rosto já inexpressivo por golpes inimagináveis, o sangue colorindo-o e pingando. –Ele era apenas uma criança e ficou trancad... — e o capanga o jogou no chão bruscamente para que calasse a boca seguindo um leve gesto de Lukas.

Lucas parou de andar olhando o irmão.

–Ele se prende muito ao passado. E também, não foi o melhor irmão do mundo pra você, não é Lucas? Levando-o para os serviços que conseguia, fazendo-o fazer o trabalho sujo... Tsc tsc.- e o homem olhou para Alessander com repulsa e voltou olhar Lucas com um sorriso fino. -Que bom que tive a ótima ideia de trazê-lo aqui, assim você também pode apreciar o fim da inutilidade dele...

Um segundo e Lukas puxou uma pistola negra de sob o terno vermelho e disparou dois tiros em Alessander, depois sorriu achando uma graça naquilo e murmurou:

–Consegui cumprir o acordo. Ele viu irmão e teve uma morte rápida... Joguem-no pra lá! — e os capangas mais afastados se aproximaram para arrastar o corpo de Alessander e joga-lo sobre o gramado verde.

Flecher chegava ao hall quando ouviu o disparo. Já estava precavido pela estranha perturbação, carregando uma pistola escondida dentro de sua jaqueta, e ele seguiu para fora, antes mesmo de Will informar que Lucas estava lá.

Lucas permaneceu no mesmo lugar após a cena da morte do irmão, e só notou que Flecher apareceu quando os homens na frente dele o olharam. Mas preferiu continuar a encarar Lukas.

–O que esta acontecendo?- a pergunta foi para todos e a voz de Flecher soou alta e autoritária suficiente para se mostrar o dono do lugar.

Porém Lucas não lhe deu qualquer sinal de atenção, apenas xingou alguém entre os dentes, e avançou na direção do chefão empunhando a espada. As vozes grossas dos capangas o mandaram parar, mas ele continuou sua corrida determinada, sem ouvi-los. Em uma postura altiva Lukas lançou um olhar para seus homens, que tinham armas de calibres mais grossos, e eles começaram a atirar mirando as pernas ou pé do garoto.

Flecher percebeu o sinal e a tempo puxou a sua arma e mirou nas mãos dos homens que não estavam dando atenção para ele. Fez dois capangas largarem suas armas com um ferimento do tiro na mão, mas o terceiro conseguiu atingir Lucas no braço de raspão o fazendo soltar a espada e logo um segundo disparo atingiu o pé. O garoto tropeçou, escorregar um pouco porque estava correndo, e então se ajoelhou com uma mão sobre o ferimento do braço. Lucas via o brilho dos sapatos brancos a pouca distancia, e então olhou para cima, sério e irritado. Ele estava ajoelhado a poucos metros de Lukas.

Flecher parou de mirar o ultimo capanga para mirar o homem de terno vermelho, preocupado de ele dar um ultimo tiro em Lucas também. Mas o homem não fez nada, apenas olhou o garoto e se aproximou com uma expressão de pesar. Arcando e apoiando uma das mãos no joelho, ele passou um dedo no sangue que cobria a mão de Lucas proveniente do ferimento no braço.

–É uma pena que seja o único com esse sangue. Se não, teria o mesmo destino que o seu irmão agora, só por ter feito isso.

–O que aconteceu com meu pai?- perguntou Lucas, com uma expressão amarga por ter que falar com aquele homem.

–Hm... Bom, digamos que ele preferiu se jogar de um penhasco em vez de colaborar comigo de uma vez. -o homem, ainda arcado na direção dele, mantinha um sorriso no rosto, quase mostrando que gostava de estar contando aquilo. –Uma grande pena mesmo. Ele era único, sabia disso? Diziam que não tinha sentimentos, que era uma verdadeira maquina humana de matar, e tinha o sangue puro para isso. Mas, eu não sei o que aconteceu, um único sentimento brotou nele depois de tanto tempo... e ele abandonou tudo para ficar com sua mamãezinha. Mas o lado bom é que, com a morte dele, restou os filhotinhos mestiços para eu usar. E agora é hora de você ir para casa Lucas.

O menino negou com a cabeça.

–Não faça isso Luquinha. Já ficamos juntos antes, vai ser legal... Ah, está assim por causa de seu irmão? Não fique assim, ele não era como você, onde, eu tenho certeza, que o sangue de seu pai é mais forte. Vamos.

Por mais que a voz daquele homem soasse carismática, ele não era. Lucas sabia o que era o treinamento dele, quais eram os castigos se não o obedecessem, e melhor que isso sabia que tinha algo mais importante para combater, e ele negou de novo. Depois subitamente pegou a arma sob o terno de Lukas, apontou para o joelho dele e atirou. Lukas não teve tempo para reagir ou se afastar, e quando deu o primeiro passo para trás o joelho atingido já não queria mais apoia-lo, jorrando sangue vermelho que se misturava ao tecido da calça e manchava os sapatos antes brancos, e ele caiu sentado.

Depois desse disparo inesperado os capangas voltaram a se mover e Flecher finalmente atirou no punho do ultimo, e mandou-os ficar onde estavam.

Lucas jogou a pistola longe, pois foi sorte ele conseguir usa-la, e ainda ajoelhado buscou o punho de sua espada não muito longe. Lukas olhou a ação dele, ainda se arrastando para trás, então resolveu pegar a segunda arma, mas ela se enroscou no suporte por alguns segundos, o deixando tenso. Quando estava pronto para disparar contra Lucas, a arma foi cortada ao meio pela lamina afiada da espada. A explosão alta da pólvora fez Lukas se deitar completamente no chão, com novos ferimentos e queimadura na mão. Lucas se levantou rapidamente, usando de apoio a espada, e se aproximou mancando do inimigo, pôs a espada diretamente sobre o pescoço de Lukas.

–Espera! Lucas não faz isso! É melhor entrega-los à policia, se não vai ficar difícil explicar! -gritou Flecher.

De fato seria difícil explicar as mortes em seu jardim quando a policia, notificada por Will da invasão de propriedade privada, chegassem.

Aproveitando a distração do moreno os capangas se moveram para fugir com os carros, mas Flecher atingiu um pneu de cada automóvel e gritou estressado para eles não tentassem nada.

Lucas, apesar de tê-lo ouvido, elevou a espada encarando Lukas com fúria. O homem ria baixo da ordem de Flecher e do que Lucas mostrava que ia fazer. Então o garoto subitamente resolveu que não ia seguir o que seu sangue sem sentimentos mandava: matar aquele homem e todos os que estavam ali sob seu comando, e que não faria o que Lukas esperava ansioso que ele fizesse (mata-lo a sangue frio). Tremendo de raiva, Lucas fincou a espada do chão, a partir daquele momento ele ia se desprender desse mundo sangrento e desumano de assassinos e trabalho sujo.

Deitado no chão, Lukas começou a rir alto da ação de Lucas. Irritando mais o garoto que acabou perdendo o controle por um ligeiro momento, e puxou uma mão do homem, o fazendo esticar o braço no chão e passou a lamina no pulso. Enquanto Lukas gritava de dor, Lucas se afastou recolhendo as pistolas do chão, para que os capangas não as recuperassem, e foi em direção á Flecher com a cara fechada.

Logo as viaturas chegaram pela estradinha, alguns policiais foram diretos para os homens e os algemando. Para Lukas foi chamado uma ambulância. E, enquanto a confusão de policiais e carros começava do lado de fora, Lucas entrou indiferente. Flecher foi rodeado por policiais que pediram as armas dos criminosos, e por pouco eles iam levar a arma dele também, se o delgado não aparecesse para confirmar que a arma era da família dele.

Jonas, o delegado, acompanhou Flecher para o escritório para interroga-lo da ocorrência. Flecher não inventou nada demais, dizia que Lucas era um amigo, e narrou o que aconteceu. Lucas também foi chamado, e ele falou a parte dele sem dizer que se envolvia diretamente com o ramo de assassinos, disse apenas que o irmão e o pai estavam envolvidos, o que trouxe o Lukas até a mansão. Flecher convenceu Jonas da inocência de Lucas, pedindo que o deixasse em paz sobre qualquer acusação, e que ele era apenas um garoto de uma família complicado. Mas ele sabia que Lucas tinha a ligação mais profunda com o Estado, seu pai era fruto de experiências hibridas na nave, o homem conseguiu fugir e viver na terra sem ser pego. Apenas ele e Vinte tinham ideia desta historia registrada no Estado, nem mesmo Lucas conhecia a origem do pai.

Notas finais
Desculpas pelo que podia ser diferente nessa historia dele. Rs. Como previ a historia de Lucas em desfecho. Sim, ele é o segundo que Vinte um dia disse que tinha uma ligação com o Estado (O outro é Aaron). Ah, tenho uma nova ideia de interativa! Mas vou me controlar até terminar esta. Já esta registrada em um Word aqui, um resumo geral com as ideias desse novo mundo, uma sinopse mais ou menos, um titulo, as categorias, e tudo mais da historia para ser postada (até um 1º cap), resta bolar uma ficha com as informações que eu acho útil para usar um personagem. E não tem mutantes(ah...) e nem escolas (Ah...), mas também é uma terra diferente. Quem sabe ano que vem descubram.^-^ No próximo capitulo: Dois fatos. A curiosidade da menina Filha da Lua sobre as motivações dos combatentes, e uma descoberta com uma acusação que pode deixar a vida de alguns combatentes difíceis. Obrigada por ler!