Notas iniciais
Mas um dia de cobaia. Estava achando que estava respetivo o suficiente e já entenderam o que acontece. Então algo ligeiramente diferente o espera nesse capitulo. -Boa leitura.

No Estado:

Exatas seis horas de sono e a porta da cela de Dukan foi aberta. O traje o forçou a se levantar o acordou e ele observou os dois soldados que o conduziram para a seção sob a responsabilidade de Jess. Nesse lugar, o salão amplo e cheio de outras cobaias em seus desafios, ele ia para mais uma etapa de teste e melhoramento até que estivesse apto a ser transferido para outro nível de prova.

Kan foi levado em uma das áreas limitadas por escudos e colocado sobre um circulo estreito de borracha branca que ficava no meio de um circulo muito maior prateado e rígido. O soldado assistente daquele que tinha a ficha de cobaia em mãos, prendeu em cada pulso de Kan uma corrente de meio-metro de comprimento que tinham na outra ponta esferas pesadas de ferro. Dukan ficou levemente arcado para deixa-las no chão enquanto tentava entender o desafio que estavam lhe propondo.

–Mantenha as esferas suspensas, conte trinta segundos sozinho e pode deixa-las no chão por três segundos, depois é melhor levantar novamente. E será isso por... — o soldado com sua ficha disse e o olhou um relógio. — Pelas duas horas seguintes, pra começar.

O homem o olhou sério e se afastou enquanto o traje se desligou.

Kan não tentou levantar os pesos, apenas quis mexer os pés, mas eles não saíram da posição sobre o circulo branco.

–Ah, você também não pode tirar o pés daí. Isso ajuda você mesmos 351. — o soldado perto do controle daquela área comentou e apertou um botão para que a ultima parte do escudo se fechar.

Um zunido começou a soar envolta de Dukan. O loiro procurou o que podia ser, mas não tinha nada ali e nem no telão que desse alguma explicação para o barulho. A seguir o som pareceu girar em torno dele em uma velocidade cada vez mais rápida. Kan olhou o piso, que era de onde vinha o som, e notou que na parte mais estrema do circulo prateado finos e quase imperceptíveis raios de eletricidade se jogavam para o escudo. Então, como uma onda, a energia correu pelo piso prateado para o centro do circulo, onde ele estava, e atingiu as esferas apoiadas na superfície e fora da borracha branca, elas conduziram um choque até Kan por alguns segundo até que parou. Ele ouviu umas risadinhas do lado de fora dos escudos, onde três soldados o olhavam.

–É sempre assim. As novas cobaias que vem para esse teste esperam para ver o que acontece. — comentou um deles para os outros que concordaram. Então ele se aproximou do controle e girou um botão. – O próximo não vai ser assim, faça o que falei 351.

O som girou em volta de Kan novamente e logo veio a onda. Dukan não queria levar outro choque, ainda mais se no nível anterior seu coração já disparou bastante, então ele levantou as esferas e as sustentou durante os trinta segundos. A onda foi e voltou rapidamente, percorrendo o circulo prateado nesse tempo e depois ela foi para as bordas e sumiu. Kan aproveitou os três segundos de pausa para abaixar o peso, que para ele até era suportável, e a seguir tudo recomeçou.

As horas passam lentamente, mas essa cobaia loira se concentrou no que estava fazendo. Na ultima hora Kan notou que o peso se tornou mais difícil e cansativo de levantar, então mantinha as esferas a uma mínima distancia do piso. Tudo acabou quando a energia sumindo junto com seu ruído em direção ao escudo que mudou de cor avisando o fim do desafio.

O traje foi reativado e Kan foi levado para um segundo teste que envolvia outras cobaias. Era uma sala clara com pelo menos nove ou mais mesas com um par de cadeiras opostas, bem organizadas e distribuídas no espaço. Todas as mesas tinham um vidro espesso e verde na vertical que sumia no teto acima, separando o espaço sobre a mesa pela metade. Kan foi conduzido até uma delas, onde se sentou sem entender o que era aquilo e observou as outras mesas sendo ocupadas por outras cobaias. A mesa ao lado dele foi a primeira a ser totalmente ocupada por um garoto de cabelo raspado e com um curativo avermelhado no pescoço e por uma garota de olhos puxados, cabelos lisos e com uma cicatriz no rosto, que encarou seu parceiro a frente sem humor algum.

–Parece que fomos convocados para uma pequena diversão.

Dukan olhou a sua frente. Seu colega também observava os outros distraidamente e não havia comentado diretamente pra ele. Logo eles se encaram apenas ouvindo o som das cadeiras sendo ocupadas. A cobaia na frente de Kan estreitou os olhos e arcou levemente o rosto na direção do vidro o analisando, depois ele tremeu por causa de um choque do traje e voltou a se sentar quieto.

–177? — Dukan perguntou primeiro sem ter certeza e o garoto assentiu. -O que é isso?

–Um jogo.

–Como assim?

Eles pararam, pois soldados e pessoas de branco, com um símbolo dourado no tórax, vagaram entre as cobaias colocando na cabeça delas arcos com hastes que terminavam pressionando a têmpora ou outras partes da cabeça e fios que conectava o equipamento á pontos do pescoço e na gola do macacão. E logo estalaram em Kan e seu companheiro de jogo.

177 suspirou depois que eles se afastaram e observou Kan.

–É uma disputa entre dois setores. Melhor, entre as cobaias de um contra as do outro jogando um jogo. Nada de mais. Vai ser menos dolorida que as outras coisas. Isso se um dos setores não resolver punir os perdedores. – E a tela entre eles se escureceu. -Vamos começar. Basta pensar para controlar o jogo, 351.

O jogo era um tipo de batalha naval, que envolvia mais informações, dados, mensagens subliminares e códigos para se decifrar. Assim poderia conseguir não só o ponto na extensa área em que estavam os equipamentos do inimigo, mas também sua profundidade, altura e localização exata. Isso exigia e trabalhava a boa memoria e a capacidade de analisar as informações que se ia adquirindo. Além disso, havia possibilidade captura: o inimigo podia invadir a nave, submarino ou barco e matar um por um de seus soldados em busca do comandante, que era aquele que representava o jogador/cobaia. Como as peças de um jogo de xadrez, tinham os soldados que lutavam, os soldados de elite com armas especiais ou habilidades e um sargento que estaria próximo do comandante com maior capacidade de defesa se o inimigo chegasse á peça principal.

E Dukan aprendeu de uma maneira não muito legal o que acontece quando se é capturado como comandante, mesmo a jogo estando muito equilibrado na maior parte do tempo. Ele apagou quando a bomba inimiga explodiu de surpresa onde seu personagem estava. Depois abriu os olhos e estava com o rosto sobre a mesa, com uma dor na testa e dando a vitória ao 177. Quando olhou em volta a sala estava completamente vazia e foi subitamente suspenso por soldados, sentindo um enjoo e uma dor de cabeça o incomodando. Lembrou-se de 177 e buscou do outro lado da sala, o garoto estava sendo levado arrastado, como ele, e o olhou com um sorriso fino e cansado antes de apagar de vez e deixar seu peso ser carregado pelos homens de branco.

Pouco depois Dukan foi posto em um lugar quadrado e pequeno de paredes de ferro com muito pouco espaço para se mover. O traje se desativou e Kan percebeu o quanto estava cansado quando a seguir se apoiou nas paredes. E de repente milhares de jatos finos começaram a molha-lo, porem ficaram mais fortes a cada segundo o cutucando. Preocupado ele olhou o piso que, para seu alivio, escoava a agua. Depois de alguns minutos a agua deu lugar á fortes jatos de ar aquecido que o atingiram de vários lados até ficar totalmente seco. Uma limpeza rápida antes de ser entregue á Matiel.

O velho logo notou que apesar de estar de pé sua cobaia estava quase esgotada. E não era divertido quando ela dormia por vontade própria no meio do experimento.

Matiel discutiu com os soldados sobre a demora e reclamando do estado que Kan estava. Os soldados o ouviram e logo deram as costas em silencio e foram embora. A seguir Matiel e seu assistente levaram Kan para a mesa que ele já conhecia. Deitado e sendo preso por correias no pulso, o loiro piscava e pensava em continuar com os olhos fechados durante aquele momento e descansar, mas o velho lhe bateu no rosto para mantê-lo acordado.

Enquanto isso Jess, o comandante, estava em sua sala analisando relatórios e também sobre as informações que podiam retirar de Alec.

Até o momento o jovem combatente e traidor estava sendo preparado para o processo de interrogatório. Claro que o Estado não ia simplesmente confiar no que uma cobaia diz. Então o preparavam, estudando o funcionamento de seu cérebro e comparando os resultados com as de muitas outras cobaias para saber se as áreas estimuladas quando ele diz a verdade são as mesmas. E nessa preparação eles usavam químicas injetadas que demoravam um tempo para começassem a fazer seu efeito de interferir no sistema cerebral, e assim eles garantiam que a o prisioneiro conseguira dar as respostas mais completas para as questões que forem feitas no interrogatório. Porém essa química ainda tinha seus efeitos colaterais.

Jess foi interrompido por um dos soldados que levaram Kan e este relatou as falas e até xingamentos do velho mal humorado. O comandante tinha interesse no velho e na cobaia compartilhada, pois buscava algo para convencer os Guias á entregar Kan totalmente para ele e seus planos.

Notas finais
Então, eu tive que pensar aqui... Sabe pensar em um jogo como esse foi meio legal e trabalhoso, mas aqui dei apenas a lógica. Pois, imagina, seria quase que uma seção de capítulos em partes só pra narrar o jogo. E se não ficou muito claro, sim, eles foram os finalistas. Esse teste meio simples não? Eu achei meio singelo. Sem esforço, mas trabalhoso exigindo resistência e claro concentração para se saber quando é que vinha a pausa. E esse final? É Matiel continua no próximo... hihihi. (Cansei de falar mais sobre o que a seção de Jess faz.) Expliquei em parte o que ouve com Alec, sei que não ficou muito claro o que houve com ele no anterior, quando Kan passou por ele no corredor. ~Rs todos meus parágrafos acima começaram com E. Que observação minha, rs.~ Ah, lembro que gosto de ver os personagens. Então se um dia, por um acaso, acharem alguma imagem/foto, de preferencia pessoa de verdade, podem me mandar o link que eu sou curiosa. Rs é isso, eu até tenho uma pastinha com minhas próprias escolhas, mas vocês não iam querer ver pois eu tenho um péssimo senso de idade vs aparência. Como o Alec,que o dono sumiu, escolhi essa imagem de inspiração: http://1.bp.blogspot.com/_HmtxTVm6GPM/Sjz_VC2Sa_I/AAAAAAAAG8Y/sfiDDsLbgL0/s400/fotos+de+kivan%C3%A7+tatlitug.jpg Nos vemos nos comentários e no próximo. Obrigada por ler!