Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
59 Dias comuns...
Notas iniciais
Na mansão:
Savannah estava quase terminado seu tour pela mansão quando um dos empregados a parou e perguntou qual de dois pratos diferentes ela queria fazer. A ruiva encarou a empregada indignada, ela não ia fazer comida para aquele bando. E então ela compreendeu e disse buscando ser paciente:
–Meu nome é Savannah. Não sou a Destiny. E enquanto ela não aparecer não me chame disso. Esta bem?- a mulher estranhou, mas concordou. — Ótimo. Agora pode ir.
A mulher saiu confusa, só sabia de Faith e Hope que eram gêmeas não de Destiny.
–Como assim Savannah?- perguntou Vinte que até aquele momento a conhecia como Destiny.
–Como assim o quê? É o meu nome.
–Mas você é a Destiny... — disse Brian, que foi convocado por Flecher para seguir o soldado junto com Lucas.
Ela o encarou e respirou fundo.
–Não ouviu o que eu disse garoto? — Os três rapazes continuaram a olha-la desconfiados. Ela revirou os olhos tomou um folego como se aquilo fosse muito tedioso. – Meu nome é Savannah. Até esse momento Eu estou no controle desse corpinho que Destiny insiste em destruir comendo doces e coisas nada saudáveis. Eu sou eu, Destiny é ela. Faço o que quero e a outra faz o que os outros querem. E eu não gosto dela, mesmo dividindo esse lugar com ela. — cutucou a cabeça.
–Certo. — disse Vinte a encarando como se tudo estivesse claro.
–Como assim certo? Isso é muito estranho. Essa garota parece uma louca dizendo isso. – Brian falou encarando com estranheza o soldado e a ruiva.
–Não é muito estranho Brian... Só difícil de aceitar e entender.
–Quem tem parafuso a menos se entendem melhor... — comentou Brian para ninguém, mas dois o ouviram e o encararam. — O que foi?
–O que vocês estão fazendo aqui?- Flecher os encontrou. E então encarou o soldado ainda prisioneiro. – Você não devia vir aqui. Está na hora de você ir.
Vinte concordou sem protestos e seguiu Flecher junto com Lucas e Brian. Savannah ficou, pois não queria ir ao subsolo e depois voltar, mas percebeu uma leve solidão ao ficar sem ninguém por perto.
Como a antiga cela do prisioneiro estava com o vidro quebrado, Flecher guiou os garotos por diversos corredores até que passaram por uma porta que os deixou diante de um corredor longo com carpete no piso e em cada lateral havia oito portas de ferro a cada cinco metros entre elas. Os quatro seguiram pelo corredor até que Flecher escolheu uma porta, moveu a maçaneta e depois forçou a porta que resistiu em ser aberta. O lugar estava escuro até que as luzes começaram a iluminar fazendo um barulho como se há muito tempo não fossem acesas. Era um cômodo parecido com um quarto, só que no subsolo e sem janelas, tinha uma cama grande pronta para se dormir, uma cômoda perto da porta, um armário de ferro no canto mais afastado, uma escrivaninha e até um sofá de dois lugares próximo de uma porta que indicava ser um banheiro.
–O que é isso?- Vinte entrou analisando as coisas, junto com Brian e Lucas que também estranharam um lugar daquele tamanho que eles nunca pensaram que existia.
Flecher procurou algo nas gavetas da cômoda próxima e achou uma chave dourada.
–São aposentos. – respondeu e passou a observar os rapazes investigarem o espaço. — Um lugar para acomodar as pessoas se algo acontecer com a mansão.
–Cara esse lugar é cheio das coisas. -disse Brian olhando o teto que era banco e liso. — Eu não sei mais o que posso imaginar que aqui não tenha... -parou e sem concentrou em pensar em algo -... Tem piscina aqui também?
–Sim. Mas não é bem uma piscina com aquela da mansão. É mais um reservatório grande de agua.
Brian o encarou pasmo:
–Sério?- Flecher concordou sorrindo. — Caramba. Como você consegue se lembrar de tudo que tem aqui? E esses corredores?
–Estou aqui há um tempo. Mas vamos logo. — ele chamou Lucas com um gesto e olhou Vinte. -Amanhã alguém vem te ver.
Os dois garotos seguiram para a porta.
–Espera. Não tem um lanche?- Vinte disse.
Flecher o olhou pensando.
–Brian traz algo depois. -e eles saíram trancando a porta a seguir.
***
No jantar Savannah ainda estava presente e se apresentou pra todo mundo, quando alguns a chamaram de Destiny para passar alguma coisa que estava servido sobre a mesa. A maioria ficou confusa depois que a ruiva se apresentou falando alto, até que Faith explicou o fato de Savannah ser um tipo de personalidade dupla, mas mais forte a ponto de cada uma ser uma e se odiarem por serem opostas.
Depois, como o combinado Brian ia entregar algo para Vinte comer, mas ele se lembrou de que todos os outros estavam em seus quartos ou na mansão e o subsolo estaria vazio e assustador apenas com luzes fracas acesas. Então ele perguntou para Diana, que estava ajudando a guardar as louças limpas na cozinha junto com irmã Katrina, se ela queria ir com ele. Depois de pensar um pouco ela aceitou, e logo Katrina se ofereceu para ir junto.
O elevador abriu e tudo estava silencioso, o corredor que eles seguiram estava escurecido, apenas com a leve iluminação de pequenas luzes alaranjadas e fracas, como a de velas, no topo das paredes. Diana mandou a irmã ficar por perto, se não ela não iria procura-la. Embora se sua irmã realmente desaparecesse naquele lugar, ela faria de tudo para encontra-la. E os três seguiram juntos para onde o prisioneiro estava.
Minutos depois Vinte estava sobre a cama saboreando o prato e observando os três acomodados apertadamente no sofá, que esperavam para levar os utensílios de volta.
–Sua irmã também é bonita Diana. Deve ser de família. — ele disse olhando as meninas.
Katrina sorriu ainda o analisando sem qualquer constrangimento, diferente de Diana. E Brian estranhou o comentário, mas depois de um longo momento de silencio ele resolveu falar:
–Vinte?
–Eu. -respondeu o chamado ainda olhando o prato distraído.
–Você disse que sabia sobre nos? – o soldado o olhou concordando e viu que as meninas também se interessaram pelo assunto. — Sabe algo de mim?
O soldado deixou o prato vazio de lado e pensou um pouco, depois negou. Brian ficou um pouco decepcionado.
–E pode dizer dos outros?
Vinte sorriu pela curiosidade de Diana e fez alguns minutos de silencio.
–Não vou dizer tudo tão fácil... ou agora. Mas você Diana, foi a única garota que eu vi lá, as outras não tem um registro no Estado. Embora a Savannah, ou Destiny, poderiam chamar a atenção do Estado se eles soubessem...
–Serio? E os garotos? –disse Katrina curiosa.
–Eles têm os segredos mais interessantes... -O soldado se levantou e entregou os utensílios para Diana. – Agora eu vou ver se tomo um banho ou coisa assim. E obrigado. –e ele seguiu para o banheiro os deixando sozinhos.
***
Na manhã seguinte, Marlene arrumava suas coisas, pois tinha combinado de ir ver a mãe no trabalho para saber como estavam. O ferimento em seu ombro ainda estava se curando, mas a bandagem era imperceptível sob a blusa grossa para o frio que usava e não teria que dar explicações. Ela saiu da mansão com sua mochila e caminhou pela a rustica estrada até o portão da mansão, ia pegar um transporte publico que passava em uma rua não muito longe para ir até o shopping. Mas, depois de sair da mansão, enquanto ela andava em paz pela rua um carro sedan parou ao lado dela. Ela estranhou e continuo a andar até que ouviu seu nome e observou quem era.
–Lene?Eu não te vi saindo. Quer uma carona? -Era Yan com um dos carros da garagem de Flecher.
Então o animo da garota de pegar um ônibus sumiu imediatamente com a palavra carona e ela aceitou. Marlene não precisou falar muita coisa para Yan explicar que pegou o carro emprestado para ir ver a mãe dele e levar algumas coisas. Ele disse que não ia demorar muito então ia pra lá primeiro depois a levaria para onde ela quisesse.
Alguns minutos depois o sedan virou em uma esquina de um bairro distante do centro, entrando em uma rua sem saída. Yan parou o carro na frente de uma casa cercada de grade e de grama aparada.
–Você vai ter que ficar aqui. — ele pegou uma mochila no banco de trás depois de desligar o carro. -E não se preocupe se acontecer alguma coisa estranha. — sorriu para ela, mas tinha um pouco de desanimo escapando em sua expressão.
Depois ele saiu do carro e passou pelo portão entre aberto seguindo pela lateral da casa até os fundos. Alguns minutos se passaram e Lene apenas esperou. Então um som estranho veio de dentro da casa, um homem começou a falar alto e provavelmente tinha quebrado alguma coisa. A seguir Yan é jogado pela porta da frente sem a mochila, mas não reage para voltar. E enquanto ele voltava para o carro, sem se virar para trás, o homem falava algo dele ter roubado o carro e outras coisas que o rebaixava. Assim que entrou no automóvel Yan não olhou diretamente para a menina, mas enquanto ligava o carro e dava ré pediu para ela ignorar o que ouvia. Saíram da rua sem saída e seguiram alguns metros em meio a um transito leve.
–Aonde você vai mesmo?- Yan disse depois de um tempo e olhou Marlene por um momento antes de voltar a dar atenção aos outros carros.
–Shopping. Mas você esta bem Yan?
–Estou sim. – e ela continuou o olhando. –E-e eu tenho mesmo que pegar algumas coisas para o Clark no shopping, vai ser bom pra me distrair.
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