Filho Da Magia
4 Bem- Vindo
Vovó- minha linda e atraente vó (ugh?)- , estava no jardim, preparando alguma coisa em um frasco pequeno.
- O que é isso vó?- disse a palavra "vó" com certa hesitação.
- Primeiramente Dylan, não fique hesitante em relação a mim, sou sua vó, aquela sua vó antiga que cuidou de você, simplesmente me tornei eu mesma, mas eu sou eu, e isso nunca vai mudar.- ela falava arrumando as coisas, senti meu rosto corar.- Em segundo, isso é uma poção para voltarmos para Verucian, e terceiro, aonde está Ethan?
- Anh... ele ainda não chegou, vou lá na porta ver se está a caminho, ele está esperando uma oportunidade de sair de casa.
- Certo, faça o que achar melhor, mas não demore.
- Não demorarei.
Entrei em casa pela porta de vidro do fundo, e atravessei a casa e fui a porta. Nada. Nada de sinal de Ethan, fiquei lá esperando alguns minutos e nada, decepcionado ia entrando em casa, quando uma voz me alcançou.
- Dylan! Espere! Estou indo.- era Ethan vindo desajeitadamente para minha casa.- Demorei muito?
- Não, vovó está fazendo a tal poção ainda.
- Beleza, mas é melhor nos apressarmos.
Fomos para o quintal, e de certa forma aquilo tudo que estava acontecendo, era de uma maneira tão natural, Ethan não estava perguntando coisas freneticamente, e eu estava somente indo na "onda".
- Prontos?
- Sim.- respondemos eu e Ethan ao mesmo tempo.
- Venham ao meu lado, um de cada lado.
Fizemos o que ela mandou. Ela pegou o frasco que estava "produzindo", abriu- o e despejou- o numa terra no jardim. Quando o líquido misterioso entrou em contato com o solo, uma luz violeta e branca se formou, e logo elas se formaram em algo meio circular, mas deformado.
- Segurem em minhas mãos.- disse minha vó encarando o portal.
Fizemos o que ordenara. Demos um passo no portal e algo me sugou, mas mesmo assim continuei segurando a mão de minha vó tão apertado que nem sei da onde tirei tanta força. Fechei meus olhos e fiquei apertando minha mão na mão de minha vó.
- Anh... querido, pode me largar e abrir os olhos.- disse ela me afagando nas costas.
Abri meus olhos e uau! Verucian era lindo e com certeza mágico! Havia aves estranhas voando em bandos no céu, e estávamos em uma cidade- ou algo do tipo.- mas tudo era tão lindo e delicado! Era tudo realmente e sinceramente mágico. Olhei para Ethan e me surpreendi.
- Ethan! Seu rosto!- exclamei apontando para Ethan.
- O que? Já sei que estou feio e machucado não precisa ficar jogando na cara.- disse ele fechando a cara para mim.
- Não..não é isso! Seus machucados de foram!
Ele passou os dedos em seu rosto, e deu um lardo sorriso.
- E nem dói mais!- disse ele apertando seu rosto.- Novinho em folha. Espera aí...
Ele veio em minha direção e puxou as mangas da minha blusa comprida para cima, e sussurrou:
- Seus machucados também!
Demos um sorriso um ao outro e fomos ao encontro de minha vó.
- Isso é normal acontecer com bruxos, somos praticamente imortais.
- Praticamente?- perguntei fazendo cara de medo.
- Bem, não morremos de velhice e nem de doenças não mágicas se assim posso dizer. Claro que sentimos dor e ficamos doentes, mas nenhum bruxo até hoje morreu de causas naturais.
- Mas como morremos?-perguntou Ethan.
- Somente sendo atacado por um bruxo.
Ficamos meios tensos.
- Mas deixem isso de lado! Quero lhes mostrar esse fabuloso mundo! E também quero revê- lo, nunca fiquei tão longe de Verucian por tanto tempo! Ah... e Dylan, você irá conhecer seus pais.
- Pais?- fiquei congelado, eu sabia que isso iria acontecer, mas já tinha esquecido sobre tal coisa.
- Claro! Imagino que estão ansiosos para te ver depois de 17 anos!
- Ah... claro.- disse sem muita animação. Eu estava querendo ver meus pais e conhecê- los, mas algo estava me afugentando por dentro, devia ser minha "fobia", mas agora isso era uma nova vida, em um novo lugar então agora era de ser novo também.
- Aonde será que está aquele bendito motorista?- resmungou minha vó.
- Motorista? Para que? É só a senhora fazer alguma mágica e nos teleportar para algum lugar.
- Ah meu filho... tão ingênuo! Mágica não é simplesmente fazer tudo o que se deseja, mas de qualquer jeito, minha mágica está fraca e teleportar nós três não seria nada fácil.
- Me desculpe, eu não sabia.
- Não se desculpe filho, logo você vai aprender tudinho na...- ela foi interrompida por vários bater de asas.- Ah! Nossa carona chegou.
Olhei para o céu, e não poderia acreditar no que estava vendo! Uma carruagem alada, sendo puxados por cinco pegasus de cor aproximada a dourado. Aquilo era magnífico!
- Cara! Olhe!- exclamou Ethan.
Mal podíamos acreditar no que estávamos vendo.
- Entrem rapazes.- disse minha vó com um sorriso, provavelmente pela nossa cara de espanto.- não vão entrar se ficarem parados!
Cambaleando entramos na carruagem, e ouvimos um estalo- provavelmente por causa do motorista.-, e depois a carruagem decolou, era uma sensação entranha, mas prazerosa.
- Sirvam- se rapazes.- disse minha vó, tirando a tampa de uma bandeja fechado circular prateada.
A comida que estava lá era entranha, eram tipo rolinhos verdes com algum pó branco em volta fazendo de cobertura.
Ficamos — eu e Ethan.- Com cara de bobos, então vovó disse:
- Podem comer, são escandalosamente gostosos! São comidas de origem veruciana.- vovó pegou um daqueles rolinhos e comeu.- Viu só? Deliciosos!
Ethan e eu pegamos um. Realmente o gosto era tudo o que minha vó falara. Sua mordida era macia e prazerosa, e dentro tinha um recheio que na hora da mordida se espalhava pela boca, não consegui identificar o gosto para comparar com alguma comida humana.
- Gostaram?
Assentimos, pegando mais outros. Ficamos viajando durante algumas horas e Ethan e eu, ficamos vendo a cidade lá de cima da carruagem. A cidade era linda, tinha lugares feitos de mármores, e tinha um pracinha com algumas árvores cor de verde esmeralda, e uma fonte com água cristalina.
- Chegamos.- minha vó deu um longo sorriso.
Descemos da carruagem- infelizmente- e ficamos em frente ao um enorme palácio, olhei em volta para ver se tinha alguma civilização, mas nada, só tinha um longo jardim, e uma floresta do lado com uma trilha feita. Parei de perceber ao redor quando vi o palácio. Era o palácio! Na verdade era mais parecido com um castelo, era todo branco e parecia que nunca se sujara.
- Bem- vindos ao palácio dos reis de Verucian.- minha vó disse com um sorriso afetuoso no rosto.
Silenciosamente entramos no castelo, e uau! Tinha em partes um carpete vermelho, e bem na frente da porta tinha uma escada bastante larga de mármore.
Logo ouvimos passos e sem pensar duas vezes, logo saquei que era eles, meus pais.
- Ah mamãe! Quanto tempo!- cumprimentou uma linda mulher jovial, com longos cabelos negros (iguais ao meus), e encaracolados nas pontas. Logo sua visão foi virada para mim.
Percebi que seus olhos cor de mel eram iguais ao mesmos, mas instantaneamente quando ela me viu, seus olhos se encheram d' água.
- Meu filho!- ela disse aquilo com tanta emoção em meios ao soluços de choros. Ela veio até a mim e me abraçou. Ela era macia e inspirava benevolência.- Quanto tempo! Senti tanta saudade sua! Tive vontade de sair daqui e ir para aquele mundo, só para te ver! Meu filho! Meu filho está aqui! Comigo! Eu te amo tanto, meu filho!- ela ainda continuava a me abraçar e eu fiquei sem reação, mas parece que ela não se importou. Enxugando as lágrimas ela me largou.
Ela ficou me encarando. Ficamos todos em silêncio durante um tempo. Então me sentindo corar disse:
- Anh... oi?- COM CERTEZA parecia um otário, como eu diria a minha mãe que não me vê a dezessete anos um simples "oi"?
Mas para minha surpresa ela riu.
- Oi.- respondeu ela parecendo uma adolescente, mas felizmente agora estava calma.- Me desculpe por essa choradeira descontrolada, isso foi rude de minha parte, me chamo Isabelle, filho.
- Anh... me chamo Dylan, mãe.- disse a palavra com certa relutância, mas Isabelle começou a chorar novamente
- Me desculpe outra vez.- disse ela olhando para mim.
Então sem me controlar fui até ela e lhe levantei o rosto e disse:
- Não se desculpe, compreendo sua felicidade, mesmo sem a conhecer eu já te amo.- nunca dissera aquilo para ninguém.
Seu rosto novamente se encheu de lágrimas e ficou vermelho, então eu a abracei. Ficamos abraçados durante um tempo, quando nos começamos a nos soltar.
Ela se virou para Ethan:
- E quem seria esse formidável jovem?
- Me chamo Ethan, rainha Isabelle, vim com Dylan e Elizabeth.
- Ah, então você deve ser amigo de meu filho, e como amigo dele, você também é meu filho.- ela deu um longo abraço em Ethan, e de relance vi que ele estava segurando as emoções, logo imaginei que era por causa que sua mãe, na maior parte de sua vida nunca fora uma mãe para se orgulhar.
- Obrigado rainha.
Ela lhe deu um longo sorriso.
- Onde está Robert, filha?- minha vó de pronunciava agora.
- Ele já deve estar chegando, teve que comparecer á uma reunião importante, na verdade já era para ele estar aqui.
Então com um barulho alto, veio um homem, com roupas impecáveis, de cabelos também negros, mas com olhos castanhos, chegando ao nosso encontro.
- Ah meu Deus!- disse ele vindo me abraçar.- Meu filho!- ele ficou me abraçando e senti ele chorar. Aquela cena naturalmente ficaria estranha, com um cara enorme chorando com uma criança no ombro de um jovem adolescente.
Agora ele me largou.
- Ah meu filho, fiquei com tantas saudades! Por favor não pensei que o deixamos por querer, é porque teve uma guerra e...
-Logo cortei ele.
- Não se preocupe, vovó já me contou tudo.
Reparei que nós tínhamos quase o mesmo formato de rosto, e de certo modo nós nos parecíamos.
Então como minha mãe, ele se virou a Ethan.
- E quem é você jovem rapaz?
- Me chamo Ethan, rei, vim com Dylan.- repetiu ele com tanta formalidade.
- Você veio da Terra?
- Sim, recentemente descobri que era um bruxo, então Elizabeth me trouxe.
- Um bruxo da Terra? Bom, isso não é muito comum, mas de qualquer maneira, você é amigo de meu filho, então também é meu filho.- ele disse a mesma coisa que a rinha.- E não precisa ficar me chamando de rei, simplesmente me chame de Robert.
- Muito obrigado... Robert.
Ficamos conversando um pouco sobre Verucian e sobre minha vida na Terra, eles ficaram tristes por eu ter descoberto minha "fobia"- mas não contei que me cortava, não queria espalhar.-, mas prometi a eles que tentaria me concertar aqui. Ele se alegraram.
- Então amanhã, iremos fazer um grande banquete a noite, mostrando que meu filho, herdeiro do meu trono, voltou, e convidarei todos da realeza.- disse ele com orgulho.- Ah Dylan, você irá amar conhecer os Espíritos dos Elementos, eles são tão agradáveis e leal ao povo de Verucian.
- Estarei aguardando ansioso pai.- agora conseguia chama- los de mãe e pai sem hesitar, eles me provaram , mesmo em pouco tempo que eram honesto e legais.
- Bem vocês devem estar cansados, então mandarei que lhe mostrarei seus quartos, irei pedir para deixar Ethan com você Dylan, se não se importar, os outros quartos não estão apropriados ainda, e receio que Ethan terá de dividir o quarto com você.
- Sem problema.- disse.
- Por mim tudo bem.- disse Ethan sorrindo.
Fomos para o nosso quarto que era no segundo andar. Um mordomo nos levou, e vovó foi para outro quarto, dizendo que nos encontraríamos no jantar de hoje.
Uau!- de novo- Nosso quarto era simplesmente muito lindo! Suas cores eram vermelhas e douradas, e era enorme! Havia duas camas do tamanho de camas king- size, com lençóis vermelhos. Entramos mais no quarto e tinha um banheiro com dois boxes, e o banheiro também era enorme, tinha um espelho gigante que cobria a parede inteira dos lados.
Depois de dar uma ronda pelo nosso quarto, fomos para nossas camas e nos deparamos com roupas, que antes não estavam ali quando chegamos.
- Magia?- perguntei rindo para Ethan.
- Magia.- ele me respondeu com o mesmo sorriso.
Fomos tomar banho e tinha uma ducha e uma banheira em cada um dos boxes. Resolvi fica um tempo na banheira para relaxar, e depois tomar uma ducha pesada e bem quente nas costas. Depois de banho tomado, vestimos nossas roupas novas, elas eram- acredito eu- típicas do povo de Verucian, as calças aparentemente eram apertadas, mas eram incrivelmente confortáveis e eram pretas. A blusa era de manga comprida, bem confortável e acredito que seja de um tecido não encontrado na Terra, a blusa caiu como uma luva, ela era branca. E por último peguei minhas botas de cano alto- até o joelho.- e vesti, os números do sapato era o mesmo. Vi Ethan e ele estava com quase a mesa roupa que eu, mas tinha alguns detalhes diferentes, ele penteara seus cabelos loiros, e logo me lembrei que deveria pentear os meus também.
Nos descemos e já estava escuro lá fora, mas o castelo estava sendo iluminado- por alguma coisa que não sei.
- Ah! Ai estão vocês! Estão maravilhosos se me permitem dizer.- disse minha mãe.
- Obrigado, a senhora também está muito elegante.- fiquei corado quando disse isso a ela.
Nos sentamos a mesa, com Ethan ao meu lado, minha mãe do meu lado, meu pai do lado dela e minha vó na minha frente. No banquete só tinha coisas que nunca ouvi falar na vida, e segundo meu pai eram todas de Verucian. A comida estava uma delícia sem explicação. Então voltei para o meu quarto junto com Ethan, conversamos alguma coisa antes de dormir- pelo menos ele.- Eu fiquei pensando em como minha vida mudara.
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