Filho Da Magia
5 A Escola
Nesta noite era o tal jantar do meu pai. Para ele isso era muito importante, pois ele convidaria seus melhores amigos: os Espíritos dos Elementos. Desde que cheguei ontem, ele e minha mãe não para de ficarem emocionados toda vez que me vê, mas eu seria hipócrita se dissesse que não sinto o mesmo. Isso é uma grande etapa da minha vida- uma das maiores, que acredito eu, existe-, morava na Terra, vivia como um zé ninguém, era depressivo, agora estou em um mundo completamente mágico, e meus pais são reis e eu consequentemente sou um príncipe. Isso sim é uma grande etapa. Mas confesso que estou amando.
- Então o que está achando de Verucian, Dylan?- ouvi a voz da minha avó entrando no quarto.
- Se tivesse simplesmente uma palavra para definir aqui, seria: Mágico.- demos curtas risadas.- Mas de qualquer jeito estou amando, aqui é espetacular.
- Que bom que está gostando, mas você sabe que você vai para a escola, certo?
- Escola!?- exclamei.
- Claro, você precisa treinar seus poderes, já conversei com seu pai e sua mãe, e eles concordaram, e também arranjamos uma vaga para Ethan.
- Ah...- disse, estava até que mais aliviado, pois Ethan iria comigo, e isso já me deixava mais confortável.
- Já vou indo querido, vou deixar você descansar, e se preparar.- ele já ia saindo quando falei:
- Espere vó!
- Sim querido, o que quer?
- Me responde uma pergunta?
- Claro!- ela esboçou um sorriso.
- Por que a senhora ficou espantada quando disse que senti alguma coisa diferente com Ethan?
- Ah meu filho não se preocupe!- ela deu um riso.- Deixa eu te explicar, bruxos sentem uma conexão mágica com outro de sua espécie, mas também sentimos a conexão com outras criaturas mágicas, mas com bruxos é mais forte, e quando você me disse que sentiu essa conexão com Ethan, fiquei assustada, pois é muito raro um bruxo na Terra, mas é possível.
- Ah sim, entendo.
- Só isso?
- Sim, muito obrigado.
Com isso ela se foi. Ainda era de tarde, então resolvi dar uma passeada pelo castelo e pelo jardim. O sol de Verucian era o mesmo do da Terra, o clima também. Aqui segundo minha vó, também nevava, fazia calor, o clima era o mesmo.
O castelo era enorme, e tinha uma decoração simplesmente magnífica, por quase ele todo, tinha um carpete vermelho, que decorava facilmente com o dourado, e as parede brancas. Chegava a dar medo de andar pelo castelo, com medo de sujá- lo.
Já era a noite, e o jantar se aproximava, infelizmente Ethan não poderia ir, porque o jantar era só para a "realeza"- patético- mas mesmo assim não me pronunciei.
Já estava no quarto me arrumando, a roupa dessa vez era diferente, tive que vestir uma calça um pouco justa, botas longas, e camisa branca de mangas compridas, e um tipo de terno que era muito preto e ele nas mangas era justo, e era meio fechado na parte de cima e ia se abrindo na parte de baixo, poderia até dizer que estava elegante.
Penteei meus cabelos, e já estava pronto. Ouvi uma batida na porta.
- Está pronto querido?- ouvi a voz de minha avó.
- Sim.
- Me siga então.
Fiz o que ordenara, estávamos andando pelo castelo, provavelmente indo para a mesa de jantar, mas minhas ideias mudaram quando passamos pela mesa e seguimos em frente.
- Não vamos para a mesa de jantar vó?
- Sim, mas não para aquela, aquela é a mesa da família, estamos indo para a mesa de convidados.
Murmurei um "ah" e seguimos em frente. Quando chegamos, avistei meu pai e minha mãe, que veio logo dizendo:
- Ah meu filho! Está lindo!
- Obrigado, a senhora também.- e de fato ela estava linda. Ela estava vestindo um longo vestido branco, com alguns detalhes dourados e prateados.
- Ai está você meu filho!- meu pai veio me cumprimentando. Ele estava quase vestido igual a mim, com exceção de uma capa branca, foi nesse momento que me toquei que meus pais não usavam coroas.
- Cadê os convidados?- perguntei a eles.
- Estão a caminho, aliás já eram para estarem aqui, e Dylan, ele vão trazer os filhos deles.
- Legal.- forcei um sorriso.
Ouvimos o sinal de campainha, e logo deduzi que eram os Espíritos.
Meu pai logo abriu a porta acompanhado, de minha mãe que vinha me puxando por trás. Logo vi os Espíritos, eu realmente achava que eles eram espíritos, mas ele tinham corpos como os nossos.
Logo depois de os Espíritos cumprimentaram meus pais, ele vieram a mim. E meu pai começou a apresentar os quatro:
- Primeiro Dylan, esse é Firey, o Espírito do Fogo, e esse o filho dele Faire.
- Prazer.- disse estendo a mão, Faire me cumprimentou com sua mão, mas logo que ele me tocou, tudo ao meu redor começou a ficar quente, e a fazer calor, mas não era um calor insuportável, era relaxante. Ele tinha cabelos laranja- avermelhado igual ao de seu pai, e seus olhos da mesma cor dos cabelos.
- E este é Aito, o Espírito do Ar, e esse seu filho Airo.
Disse um "prazer" e estendi a mão, e como Faire, quando Airo me tocou, senti uma leve brisa levantando meus cabelos, era muito bom, e seus cabelos eram brancos com toque de cinza, ele não parecia um idoso, era muito lindo seus cabelos, e seus olhos também eram da mesma cor dos seus cabelos.
- Este é Wathy, o Espírito da Água, e esse é seu filho Aguier.
Fiz o mesmo, estendi minha mão e senti seu toque, e logo senti que estava no mar, e que a água levemente batia no meu rosto. Seus cabelos tinham um tom de azul com um leve toque de branco, que fazia parecer que era um azul bem clarinho, seus olhos eram um azul cobalto.
- E por último, mas não menos importante, esse é Grearth o Espírito da Natureza, e esse seu filho Gruith.
Estendi minha mão, e logo senti o cheiro de grama, cheiro de floresta, era realmente um estado muito agradável.
Nos sentamos a mesa, e as famílias dos elementos estavam juntas, com seu marido, esposas e filho. Perguntei a alguns deles se eles tinham mais filhos, e Firey e Grearth, disseram que tinham mais uma filha, mas era muito pequena. Ficamos conversando sobre Verucian e eu sobre a Terra, e como os humanos viviam, eles ficaram surpresos pelo jeito de vida dos humanos. Acabado o jantar Faire me chamou já levantado com os outros filhos dos Elementos. Fui até eles.
- Vamos lá fora.- ele disse.
Assenti e fomos. Era de noite, mas era possível enxergar.
- Vamos fazer nossa brincadeira favorita Dylan.- disse Airo.
- E qual seria essa?- perguntei confuso.
- Alvo.
- Tipo, acertar um alvo?- perguntei parecendo um idiota.
- Sim, mas colocamos alguns obstáculos para deixar mais divertido. Mas como você é iniciante, vamos começar do level 1.
- Certo.
Gruith, conduziu cinco pedras de tamanho mediano, simplesmente com as mãos e colocou nas nossas frentes alguns metros de distância.
- Vamos demonstrar.- disse Airo.
Então ele, parecia que estava segurando um disco invisível entre os dedos, então ele jogou alguma coisa- invisível- na sua pedra, e instantaneamente, ela se partiu em duas.
- C- como, v-ocê f-fez isso!?- estava perplexo, e parecia um idiota gaguejando.
Eles riram.
- Usei o meu elemento para cortar a pedra, a gente decidi o que os elementos devem ou não fazer, então deixei meu vento forte ao ponto dele ficar "afiado" e lancei- o.
- Demais.- exclamei.
- Agora é minha vez.- disse Aguier.
Ele fez o mesmo movimento com os dedos igual o de Airo, mas depois disso, a água que estava em sua mão, se transformara em gelo.
- Gelo?- perguntei.
- Gelo é água congelada Dylan, ou seja, é água.- disse ele ainda concentrado na pedra.
Então com um movimento rápido, ele lançou o disco de gelo na pedra e ela se rachou.
- Minha vez.- disse Gruith.
Diferente dos outros dois, ele deu um leve piso no chão, e instantaneamente, uma coisa afiada, saiu de debaixo da pedra rachando- a.
- Como?- perguntei incrédulo.
- Conduzi as pedras a se formaram algo afiado e por debaixo da terra, rachei a pedra.
- Minha vez.- disse Faire.
Com um movimento de mãos, uma chama estava flutuando de suas mãos, então ele lançou a pequena bola de fogo na pedra que na mesma hora se desintegrou.
- Isso é possível? Como um fogo desintegra uma rocha como aquela?
- O fogo que eu produzo tem a temperatura tão elevada que nenhum termômetro que existe poderá identificar, mas claro, também posso fazer meu fogo ficar tão frio quanto o gelo.- ele deu um sorriso para Aguier.
- Bem, agora é sua vez.- disse Faire.
- Vez? Minha? Minha vez?- perguntei sem acreditar.
- Claro, por que não?
- Porque eu ainda não sei nada de feitiços, minha escola começa amanhã.
- Ah, pelo amor de Deus, Dylan, todo ser mágico pode controlar sua mágica, é simples, só se concentre na pedra, e imagine uma onda de energia sua destruindo ela.
- Mas eu...
- Sem mas, Dylan.- disse Gruith se aproximando.
- Gente, mas é...
- Tente Dylan.- disse Aguier.
- Vocês não entendem!
- Entendemos que você é mágico, então pode fazer isso.- disse Airo.
Então com aquela força de- acredito eu- meus novo amigos, fiz o que Faire disse. Imaginei eu destruindo a pedra, então lancei o poder, tudo ficou escuro e desmaiei.
Senti uma luz forte vindo na minha cara, então lentamente fui abrindo os olhos.
- Ele está acordando.- ouvi a voz de minha mãe.
- Que bom!- ouvi minha vó.
- Levante-se filho!- ouvi meu pai.
Com certa dor, levantei. Estava no meu quarto, na minha cama, e logo percebi que ainda era noite, e que ainda estava tendo o jantar, mas fiquei com vergonha, quando vi todos os Elementos no meu quarto, com cara de tristes.
- Está bem?- perguntou Ethan, sua voz estava calma, mas ele estava preocupado.
- Sim, só quero me levantar.- minha vó automaticamente veio me ajudar.
- Nos desculpe Dylan, foi tudo culpa nossa, nós não sabíamos e também...- Faire foi despencando um monte de desculpas, mas o interrompi.
- Não se preocupe, estou bem, só estou cansado.
- Descanse então meu filho.- disse meu pai.
- Então já vamos indo Robert.- disse Grearth.
- Ah sim, foi um prazer tê- los aqui.- disse ele apertando as mãos de todos.
Todos se despediram e ficou só eu, minha vó, minha mãe, meu pai e Ethan no quarto.
- O que aconteceu?- perguntei a minha mãe.
- Segundo os meninos, você estava lançando um feitiço, mas caiu e desmaiou.- seu rosto parecia que ia começar a chorar de novo, então percebi que ele já havia chorado muito.
- Ei, ei, não se preocupe, estou bem, está vendo?- tentei consolá- la.
- Sim...- disse ela fungando.
- Alguém sabe por que desmaiei?- perguntei olhando para todos.
Ficou um silêncio incômodo, então minha vó se pronunciou:
- Bem, acho que isso pode ser uma teoria, mas tenho uma ideia do que acontecera: Todos os bruxos que praticam sua primeira magia, obviamente não desmaia, mas no seu caso, você viveu 17 anos na Terra junto com os humanos, então sua magia dentro de você, pode ter sida sobrecarregada.
- Como?- perguntei assustado.- Sobrecarregada?
- Sim, me deixe explicar: Quando um bruxo nasce em Verucian, ou em algum reino mágico, mas mora em algum lugar desprovido de magia, que seria a Terra, e quando o lugar não tem magia suficiente, a sua própria magia, se concentra para te manter bem.
- Oh, mas e a respeito da senhora? A senhora viveu comigo por esse tempo todo! E Ethan? Ele viveu também 17 anos na Terra!
- Dylan, eu já sou uma bruxa formada, então tenho magia suficiente para viver milênios na Terra, e Ethan, bem, ele nasceu humano, e sua magia foi se desenvolvendo, então ele não sofre tanto, por já ter nascido na Terra, mas você é um caso único. Um veruciano, morando na Terra! Isso nunca aconteceu antes!
- Ah, entendo.
- Você ainda vai querer ir para a escola amanhã filho?- perguntou meu pai.- Se a cada magia que você fazer for desmaiar, não vai trazer benefício a você mesmo, pelo contrário, só vai te prejudicar.- seu rosto estava preocupado.
- Vou querer ir, acho que só se eu treinar, consigo controlar.
- Tem certeza?- minha mãe veio até a mim.
- Tenho. Quero aprender magia, mais que tudo!- dei um sorriso largo.
- Então assim seja.- disse meu pai.
Então ele se despediram e me deixou no quarto meu e de Ethan, então ele que estava calado até então, se pronunciou:
- Tem certeza Dylan?- perguntou ele tão sério.
- Sim, aliás, você quer ir para a escola também?
- Mais que tudo!- ele deu um sorriso.- Então como são os Espíritos dos Elementos?
Contei tudo a ele, sobre aparência, quando toquei eles, sobre o poderes deles, e ele a todo instante ficou impressionado. Então adormecemos.
- Acordem rapazes!- gritou minha vó abrindo o quarto.
Eu e Ethan na mesma hora, nos levantamos.
- O que é?- perguntei completamente despertado.
- Escola.- disse ela séria.- Se arrumem e vão para a cozinha, rápido.
Fizemos o que ela ordenou, então olhamos para nossa cabeceira, e encontramos duas mudas de roupas, que até ontem não estava lá.
Nos vestimos, as vestimentas eram legais, parecia mais com nossas roupas do dia- a- dia em Verucian, calça meio justa, com botas até os joelho, mas as blusas eram de mangas curtas, com um símbolo dourado, ele era meio oval, com pequenos detalhes prateados em volta, e tinha uma letra esculpida lindamente, a letra era um M.
Fiz um penteado legal, e eu e Ethan descemos para a cozinha.
- Café da manhã típico de Verucian.- disse ela sorrindo e nos entregando um prato.
A comida era tipo um bolo, mas era um pouco mais sólido em sua parte de fora, mas por dentro era macio, e tinha um recheio. Era definitivamente delicioso.
Com barriga cheia, fomos para a porta do castelo.
Tinha uma espécie de carruagem, mas tinha rodas, e era mais espaçoso.
Entramos, e nos deparamos com duas pilhas de livros, e com um bilhete dizendo:
Rapazes, me desculpe não ter comentado nada, mas comprei os seus materiais para a escola, uma pilha é de Dylan e a outra de Ethan, tive que comprar sozinha, pois teve muitas coisas ocorrendo durante esses poucos dias aqui, mas felizmente está tudo preparado.
Boa Sorte!
Vovó.
- Beleza, temos que levar livros para lá também.- disse Ethan sarcasticamente.- por que a gente só não aprende a conjurar eles?
- Sei lá, mas é melhor a gente levar eles.- disse.
A carruagem parou. Pegamos uma espécie de "mochila" que estava junto com os livros,e colocamos os livros lá dentro e saímos.
A escola era na floresta, mas ela é muito linda, tinha um jeito antigo, mas conservado. Entramos pela porta de metal, e lembramos do horário que tínhamos trazido, e vimos que a primeira aula era de Feitiços.
Já na sala, as mesas eram para duas pessoas, e pelo o que contei rapidamente, na sala tinha umas vinte pessoas.
Quando entramos, já tinha pessoas juntas em mesas, e eu e Ethan nos apressamos para pegar uma. Logo entraram mais alunos, para minha sorte, parecia que nenhum deles, sabia exatamente quase nada, o que me fez ficar tranquilo, pois não pareceria otário, se fizesse alguma pergunta.
A sala já estava cheia, e ficamos esperando o professor, mas nada. Olhamos na mesa á frente que ficava em cima de uma pequena "elevação" no piso, e só tinha um livro no meio. Ficamos esperando, mas nada, mas algo estranho aconteceu. O livro na mesa se abriu sozinho. Então sua folhas começaram, e se mexer freneticamente, até parar em no meio, uma mini furação saia do meio do livro, mas ele não estava bagunçando a sala, estava comente se concentrando no meio do livro, então do meio do furação, começou a sair algo castanho, então aquela coisa castanha foi ficando mais alta, então quando vi, aquilo era cabelo, no mesmo instante deduzi que o professor(a) poderia estar saindo de lá, e minha dedução foi confirmada.
- Olá alunos!- era uma mulher, jovem e linda, mas inspirava poder.- Sou sua professora de Feitiços, Lindsay Connan.
Alguns murmuraram um "olá", então ela continuou:
- Para nos conhecermos melhor, vou pedir para cada um se apresentar.- ela era muito feliz, sempre sorrindo.
A sala foi se apresentando, então chegou na minha vez:
- Eu sou Dylan Thomas e...
- Ah! Não acredito!- disse ela vindo em minha direção.- Você é Dylan Thomas, mesmo?
- Sim, por que?- perguntei meio assustado.
- Por que!?- ela repetiu minha pergunta incrédula.- Porque você é filho do rei e da rainha de Verucian!
A sala começou a murmurar coisas.
- É um prazer tê- lo conosco, Príncipe Dylan.
- Anh... tá obrigado, mas tira essa de príncipe tá? Só me chame de Dylan.
- Ah claro.
Depois que a sala ficou quieta, voltaram as apresentações. Então acabou.
- Agora alunos, vou dar uma pequena introdução a vocês cobre feitiços: vamos começar pela varinha. A varinha é um dos instrumentos mias poderosos de todos os bruxos, mas é você quem faz! Como? Simples, varinhas são feitas com criaturas mágicas, por exemplo, a mais poderosa base da varinha, é um chifre de unicórnio. E como conseguir? É só ajudar os animais na floresta, e eles talvez te recompensarão, mas lembrem- se: Só mexa com animais amigáveis, porque como vocês ainda são só bruxos novatos, não têm as habilidades de um bruxo formado. Vocês vão aprender sobre animais mágicos, nas aulas de Criaturas, e como agora não é essa aula, vamos começar nossa aula de feitiço.
De repente, uma garota levantou a mão:
- Sim Sra. Sparks?- disse a professora.
- Mas como vamos aprender feitços, sem as nossas varinhas?
- Sra. Sparks, as varinhas são essenciais sim, mas não totalmente. Nós podemos fazer feitços com as mãos, mas o feitço teria 95% de dar certo, agora todos vocês devem estar pensando, que só 5% por cento não faz diferença, certo?- alguns fizeram assentiram- mas estão todos errados, nunca substime nenhum valor que possa dar errado ou certo, fica a dica. Mas voltando ao nosso assunto, as varinhas só aumentam o poder de quem a usa, e ela são leias somente ao seu dono, a não ser que o seu dono passe sua varinha de boa vontade para outra pessoa. Venha cá e me deixe demonstrar sra. Sparks.
A garota sem hesitar foi para o lado da professora.
- Minha varinha está na mesa, e ah gente, antes que me esqueça, minha varinha é feita com dentes de tigre de sabre, e por dentro com pelo de Yeti. Ah! Já ia me esquecendo de novo, quando receber material para fazer sua varinha, leve ao nosso alquimista, na parte central de Verucian. Agora voltando ao assunto, como vê sra. Sparks, minha varinha está na mesa, pegue-a.
A garota com certa hesitação, tocou na varinha, mas nada aconteceu, então ela a agarrou por inteira.
- Agora tente um feitço, vou dar para você um feitiço muito fácil, tanto nas palavras, como no movimento das varinhas: diga Lucindi, e faça esse movimento.
Ela fez um movimento, como se estivesse com a varinha, o movimento de fato era fácil a vista, ela rodou sua mão, e a levantou delicadamente.
- Agora tente.
A garota fez a mesma coisa, mas no mesmo instante, a varinha voou de sua mão.
- Viu alunos? Agora vamos tentar de outra maneira.
A professora Connan, pegou sua varinha e estendeu ela a garota.
- Pegue sra. Sparks.- ele estendeu a varinha a menina.
A menina pegou.
- Agora realize o feitço novamente.
A garota realizou o feitço, e uma luz saiu da ponta da varinha.
- Viu? Quando eu lhe entreguei minha varinha, ela soube que eu que estava te dando, e não que você estava tomando ela de mim. E isso alunos foi um feitiço de luz.
Todos os alunos estavam surpresos, alguns com as bocas abertas.
- Alguns feitços — ela continuou — não precisam de pronuncia, para falar a verdade, a maioria, principalmente os de duelos, que vocês vão aprender somente depois de algumas aulas. Mas todos os feitços precisam de movimentos com a varinha, somente os feitços mais fortes e mais poderosos precisam de pronuncia, mas isso somente quando estiverem acostumados com a magia.
A aula foi se seguindo normalmente, e nada entediante.
Deu o sinal e fomos para o corredor.
- Que aula é agora?- perguntei a Ethan.
- Poções.- disse ele olhando seu horário.
Seguimos o corredor até achar uma porta escrita "Poções", e entramos.
Como na primeira aula, o professor ainda não tinha chegado, só tinha um frasco em cima da mesa. De repente, o frasco caiu no chão e o líquido preto que estava dentro dele, se esparramou no chão, o líquido começou a borbulhar então, ele foi crescendo, tomando a forma de um homem corpulento, aquilo era muito estranho.
Depois de certo tempo, o corpo masuclino, estava visível, o professor era alto, e tinha cabelos cor de fogo, e seus olhos eram azuis.
- Bem- vindos alunos!- disse ele dando um largo sorriso.- Sou Jerry Patterson, e serei seu professor de Poções.
Seus olhos percorreram a sala, e meu coração gelou quando ele me viu.
- Ah! Dylan Thomas! Que honra tê- lo aqui, meu príncipe.- ele deu uma reverência tanto exagerada.
- Olá, mas não me chama de príncipe, por favor.
- Como desejar, alteza.
- Nem alteza.- disse um pouco ríspido.
- Como devo chmá- lo?
- Dylan, só Dylan.- dei um sorriso.
- Oh, está bem, Dylan.
Depois de uma apresentação da classe- novamente- ele comçou a dar sua pequena introdução sobre Poções:
- Para fazer poções, precisam de ingredientes, sejam mágicos ou não. E devem ser seguido corretamente do livro de poções, um movimento a mais ou a menos, e os resultados podem ser imagináveis. Os ingredientes, são disponibilizados por mim, mas também há na floresta com as criaturas mágicas, mas se eu fosse vocês, não me arriscaria ir lá.
A cada mesa tinha dois caldeirões, o professor só ficou falando sobre os ingredientes e tudo a ver com Poções, essa aula, não foi tão animadora quando a primeira, mas foi interessante.
- Aula de Criaturas.- eu e Ethan dissemos ao mesmo tempo, de tanta ansiedade.
Não tivemos dificuldade, para achar a sala.
Quando abrimos a porta da sala, nos surpreendemos, a sala de aula era enorme, parecia o meu quarto no castelo, era muito grande. Então o teto abriu.
Ficamos olhando o céu, e nada, então ouvimos um bater de asas.
Olhamos para o céu na expectativa de achar algo, então vimos. Um pégaso, estava vindo em nossa direção, então ele entrou na sala e foi para um espaço grande a nossa frente.
Um homem desmontou, o maravilhoso pégaso, ele tinha cabelos castanhos, bem cortados, e tinha olhos verdes.
- Pode ir, meu amigo- ele disse ao pégaso, e deu leves tapas no seu longo pescoço, e o pégaso voou para fora da sala.- Olá alunos!- ele se virou para nós- Sou seu professor de Criaturas, o Brandon Jones, mas podem me chamar de Bran.- ele parecia bem simpático.
Nós nos apresentamos, e quando chegou minha vez, já tinha preparado um sermão, para falar que eu não queria ser chamado de príncipe, mas para minha surpresa, ele só deu um sorriso e continuou a falar com a sala.
- Como podem notar a sala é grande, mas tenho uma explicação: Vamos ter certos animais em sala de aula, para podermos estudá- los. Vamos avaliar os animais em três categorias: Amigável, Magia, Força e serão notas de um a cinco, assim, acredito eu, que fica mais fácil de entender.
Ele começou a falar sobre o pégaso que ele veio voando, ele disse que aquele pégaso era um amigo dele. E que todos os animais são bem inteligentes.
Deu o sinal. Mas ele disse:
- Na próxima aula, vamos aprender sobre os aniamis perigosos. Tchau!
Parecia que era a última aula do dia, pois todos estavam indo para o portão central, mas fiquei em dúvida, então encontrei a garota da aula de feitços:
- Ei, ei!- chamei ela.
- Sim?
- Já acabou as aulas?
- Sim, como é nosso primeiro semestre na escola, teremos somente o básico, depois começa a vir mais matérias.
- Obrigado...- fiz um tom, como se estivesse perguntando seu nome.
- Sou Bridgit Sparks.
- Eu sou...
- Dylan Thomas.- ela me interrompeu rindo- Sei que você é o príncipe de Verucian.
- Ah...- não sabia o que dizer.
- Tchau então!- disse ela dando um sorriso e indo.
- Tchau.- disse, notei que seus cabelos eram negros e soltando cachos nas pontas, e seus olhos eram cor de mel.
Fomos para a porta da frente, e nos deparamos com a carruagem nos esperando, não sei se me acostumaria com toda essa atenção.
Estávamos voando pelo céu, mas mandei o motorista parar. Eu vi um animal estranho enganchado numa árvore grande. Eu queria pegá- lo, mas não tinha piso, então me pendurei na porta da carruagem, e Ethan estava me auxiliando. Consegui tirar os galhos no animal, e peguei ele.
- Ele está muito mal.- disse Ethan.
- Vamos para o castelo, rápido!- mandei o motorista.
O animal estava muito machucado, de dar dó, ele tinha asas e corpo de cachorro, mas tinha alguns traços felinos, ele era pequeno, e sua asa estava quebrada, e uma pata estava bastante danificada.
- Vovó!- gritei ela.
- O que foi?
- Esse animal está muito machucado! Ajude ele por favor!
Ela pegou o animal na hora, e colocou- o sobre uma mini cama, e pegou algumas ervas, ela bateu as ervas até virar líquido, então ela misturou todas elas, e deu para o animal beber.
Ele grunhiu um pouco.
- Agora deixe ele descansar, e ele vai se curar.
Assenti, fiquei com tanta dó do animal, que fiquei ao lado dele durante o dia inteiro.
Então ele começou a abrir os olho, e seus olhos eram um tom de azul- cinza.
- Isso, acorda, vamos!- estimulei- o.
Minha vó entrou no quarto com um sorriso:
- Ele está bem?
- Sim, mas "ele"?
- Sim, ele é macho Dylan, esse animal é um Felowy, ele são bastante leais e dóceis, e fazem de tudo para proteger e ajudar seu amo.
- Legal.
A noite foi se passando rápido e o Felowy foi se curando. Ele já estava cem por cento bem, graças a minha vó.
- Vamos devolvê- lo a floresta Dylan.- disse ela.
- Está bem.- eu disse, embora estava com um pouco de receio.
Pegamos a carruagem ainda a noite, e fomos para o lugar onde eu achei ele, ele estava já bastante ativo, então eu disse:
- Tchau garotão!- disse deixando ele na árvore.
Mas o Felowy, abaixou sua orelhas, e chegou mais perto de mim.
- Você tem que ir garotão!- disse tirando ele de perto de mim.
Mas mesmo assim ele veio voando para o meu ombro.
- Acho que ele quer ficar com você Dylan- minha vó disse.
- Posso?- perguntei já amando a ideia.
- Claro!
Chegando ao castelo, levei ele ao meu quarto, e minha vó conjurou uma cama, e vasilhinhas para ele.
- Qual vai ser o nome dele?- perguntou Ethan.
- Sparkles.
Então dormi, com Sparkles ao lado da minha cama, e eu só pensava em uma coisa: que dia!
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