Filho Da Magia

6 Surpresas e recompensa


Notas iniciais
Coments são bem- vindos!

Era final de semana, e acordei cedo, por culpa de Sparkles- meu animalzinho mistura de cão, felino e pássaro, com pelos dourados-, lambendo minha cara.

- Para Sparkles...- disse tirando ele de cima de mim, mas de nada adiantara, ele voltava voando.- Tudo bem, tudo bem... já estou acordando.

E de fato acordei, fui para o banheiro e molhei meu rosto, mas outra vez Sparkles veio voando para mim.

- Tá bom, tá bom, está com fome, certo?- ele estava voando ao redor de mim, depois parou em meu ombro, e depositou sua vasilha de comida em minhas mãos.

Ainda era cedo, mas já tinha um sol matinal entrando pelas frestas quarto.

- Acho que vou dar uma caminhada, quer vir?- disse a Sparkles.

Ele ronronou feito um gato em minhas pernas e entendi isso como um sim.

O castelo inteiro ainda dormia, até minha avó, então abri um armário na cozinha, e peguei coisas que eu deduzia que seria comida veruciana.

Fiz uma pequena mochila, e coloquei água e comida, para mim e Sparkles.

- Vamos.- disse colocando a mochila nas minhas costas.

A semana de aulas tinha sido realmente surpreendente, nas aulas de Feitiços, aprendi somente um ataque, e dois de defesas, um da defesa era de ataque de longe, o outro era de perto, mas as aulas que mais me tiraram o fôlego foi de Criaturas, o professor Jones, não levava mais criaturas para a aula, segundo ele, ele primeiramente queria nos ensinar sobre eles, antes de apresentar eles, mas isso não deixou as aulas menos interessantes, ele ensinou sobre os unicórnios, em suas três avaliações: Amigável, Magia e Força, na qual os unicórnios tinham: Amigável: 4, Magia: 5 e Força: 5, ele disse que unicórnios são animais, incrivelmente leias, e sem dúvida poderosos, e que raramente davam recompensas quando ajudados, ele também disse que uma das bases das varinhas mais fortes, eram feitas de chifre de unicórnio.

Eu e Sparkles, andamos em volta do castelo, e depois fomos a floresta. Mas se arrependimento matasse...

Estávamos perdidos, mandei Sparkles voar para cima, para ver se via alguma coisa no horizonte, mas nada. Estávamos longe de casa, e perdidos em uma floresta sinistra.

- Sem pânico, sem pânico, sem pânico...- disse para mim mesmo, andando de um lado para o outro.

Sparkles me olhava freneticamente, com as orelhas abaixadas provavelmente triste.

- Beleza, tenho uma certeza: se ficar parado, não vou sair daqui.

Então comecei a andar sem rumo, pior que estava, não poderia ficar. Lembrei de todas as criaturas que professor Jones, tinha falado, infelizmente também existem criaturas não tão boas, assim como vampiros, lobisomens e outros, mas eles eram quase desprovidos de magia, tinham somente dois pontos, mas em compensação a força deles eram inigualáveis! Tinham 5 de força! E seus habitats, eram próximos a coisas frias, e úmidas, eram orgulhosos e egoístas com outros de que não era de sua espécie, resumindo: me ferrei.

Evitava ao máximo lugares frios e úmidos, mas para todo lugar que eu ia, era assim, então sentei em uma rocha e dei um grande suspiro.

- Vamos comer Sparkles.- Sparkles logo abanou seu rabinho vindo em minha direção.

Abri um pequeno pano que tinha pegado, e coloquei sobre um rocha meio plana, coloquei uma garrafa de suco, e algumas comidas, e comemos. Depois de satisfeitos, guardei tudo.

Olhei para Sparkles, e suas orelhas estavam levantadas e seu corpo eriçado. Sem hesitar, Sparkles saiu voando rápido adentro da floresta, eu sem hesitar o segui. Nunca vi ele daquele jeito, em alguns borrões de sua cara vi que ele estava preocupado, gritava para ele, mas ele me ignorava. Então ele parou em pleno o ar.

- Nunca... mais... faça isso... Sparkles.- disse recuperando o fôlego.

Sparkles caíra no chão de leve, e ele começou a chorar, soltando um ganido e uivando, então me coloquei ao seu lado, e olhei para a frente, e entendi o motivo daquela tristeza: um unicórnio estava gravemente ferido.

Sem hesitar corri até ele, ele estava ofegante, o animal estava caído, mas ainda consciente, cheguei até ele, mas ele logo fez posição para sair correndo mas intervi:

- Não, não! Não vou te machucar! Eu prometo! Só quero ajudar!- disse, mas de nada adiantava.

Então Sparkles, chegou ao unicórnio, olhou em seus olhos e fez uns barulhinhos que não reconheci, então a criatura se deitou novamente.

- Obrigado Sparkles!- disse coçando de leve sua orelhinha.

Me voltando ao unicórnio, disse:

- Ai meu Deus! C-como isso aconteceu?- nenhuma resposta- Tá bom, preciso ficar calmo.- suspirei.- primeiro preciso de alguma coisa para estampar esse ferimento.- a ferida estava enorme, pelo o que estudei unicórnios eram muito fortes para chegarem a essa situação deprimente, mas não tive tempo de pensar nisso, o sangue dourado que saia dele, escorria aos poucos.- Mas como? Como vou fazer isso?

Sparkles saiu voando a floresta freneticamente rápido e eu fiquei lá parado, acudindo o unicórnio, e dizendo em meio a choros: "Fique bem!" "Não morra, por favor!" aquilo era a coisa mais deprimente que já vira, a criatura estava já fechando os olhos quando Sparkles voltou com alguma coisa em sua boca felina. Eram folhas, logo deduzi que provavelmente Sparkles conhecia a natureza mais do que eu.

Peguei as folhas de sua boca e pressionei contra a ferida, depois que o sangue parou de jorrar um pouco, fiz um curativo breve que aprendi na aula de Criaturas, peguei várias folhas e juntei e coloquei sobre a ferida, mas ainda havia outras, não tão séria quanto a que eu acabara de arrumar, mas também não eram nada bonitas.

- E agora, o que eu faço?- perguntei para mim mesmo, senti o pânico entrar em mim, como se eu estivesse bebendo água.

O unicórnio relinchou para Sparkles, e ele foi até ele, eles ficaram se olhando por um tempo, depois Sparkles se afastou e ficou parado.

- O que é?- perguntei a algum deles, mas de volta recebe o silêncio.

Então fitei Sparkles, ele não parecia estar bem, seu corpo começou a tipo "borbulhar" e ele começou a soltar uma fraca luz dourada, então a sua forma foi ficando diferente ele estava ficando maior, estava literalmente crescendo, suas asas que antes eram menores, ficaram do tamanho de uma asa de pégaso, depois que tudo aquilo passou, olhei Sparkles novamente, ele era o mesmo, mas estava muito mais grande que o normal, ele estava do tamanho de um cavalo, mas continuava com suas características aparentais.

Ele veio até a mim e se ajoelhou, e logo entendi que ele me pediu para eu montá- lo.

Com certa hesitação, montei nele e cochichei em seu ouvido:

- Mas e o unicórnio?- ele deu uma relinchada.... realmente um relinchada de cavalo, e por incrível que pareça, entendi como se fosse um " não se preocupe"- Tenho muito o que saber depois...

Então ele começou a galopar, então lentamente foi pegando voo, depois de alguns minutos estávamos no céu sentindo o vento quente daquela tarde no meu rosto. Mas Sparkles voava ferozmente, e sempre olhando para baixo, então ele pousou.

Desci dele e perguntei:

- E agora?

Ele começou a andar na minha frente, e obviamente o segui, observei que ele estava silencioso, então ele se escondeu atrás de uma pedra, e eu fiz o mesmo, então ele voltou a sua forma original, com a mesma luz e cor daquela "explosão".

- Esse nome faz jus a você.- dei um carinho nele breve.

Olhei para frente e vi uma coisa tão triste, mais triste que o unicórnio ferido, vi um tipo de um "curral" cheio de unicórnio, deitados com alguns machucados sérios, e magros, e tão fracos.

- Ai meu Deus!- levei a mão a boca.- Vamos!

Logo eu e Sparkles fomos ao curral, olhamos para ver se não tinha ninguém, então abri o curral, pensei que todos iriam sair correndo na maior felicidade, mas eles ficaram parados.

- Ei! Vamos logo! Não temos muito tempo! Fugam!- mas mesmo assim nada.

Então Sparkles foi até eles, fez alguns barulhinhos, e então todos saíram do curral, fracamente de devagar, mas pelo menos todos estavam saindo. Estávamos provavelmente caminhando para aonde estava o unicórnio que encontramos, porque estávamos indo na mesma direção que viemos voando.

Estavam todos razoavelmente bem, mas uma coisa inesperada aconteceu: um unicórnio caíra no meio da caminhada, de primeira achei que estava morto, mas todos os outros estavam lambendo o caído, e esfregando o focinho nele, então ele levantou cambaleante, estava muito fraco e terrivelmente magro. Então Sparkles, numa cara triste, se transformou em um cavalo normal, mas novamente com suas características próprias.

Ele falou alguma coisa com os unicórnios e todos pararam em um círculo em volta dele. Então Sparkles tocou o seu focinho em cada unicórnio, e em cada unicórnio que ele tocava ia se recuperando, não totalmente, mas bem melhor para andar, então me dei conta que Sparkles estava dando um pouco de sua vida, para cada unicórnio. Quando ele chegou no último, ele voltou a sua forma original, ainda voando, mas muito diferente dele mesmo, então com um barulho audível, ele caiu.

Sem esperar nada, corri até ele no chão, ele estava acordado, peguei- o no colo, e dei um beijo entre seus olhos:

- Você foi muito bom!

Ele lambeu a ponta do meu nariz, e aconchegou seu rosto contra meu peito. Parecia que todos os unicórnios sabiam para onde ir, então simplesmente os segui. Depois de algum tempo, chegamos ao unicórnio que encontrei. Ele se encontrava na mesma posição que antes. Então todos os unicórnios fizeram um círculo em volta dele, então começaram a entoar um som muito lindo, como se fosse um música, então um onda de luz prata, invadiu o círculo, e pequenos fios prateados que se destacavam, estava indo a cada unicórnio, quando tudo acabou, o unicórnio do meio, se levantou, e deu um relincho que foi correspondido por todos os outros. Aquilo foi lindo de se ver.

- Estão todos bem?- perguntei me aproximando.

Eles deram relincho desorganizados, dizendo "sim".

Então o unicórnio caído que encontrei, veio até a mim, no meio de todos e os outros o seguindo- deduzi que ele era o líder. Ele ficou de frente a mim. Sem controlar minha mão, toquei seu pescoço, e lhe dei um grande abraço e murmurei:

- Que bom que estão todos ótimos!

Então nos afastamos, ele fez uma reverência a mim, então ele apontou seu chifre para mim.

- O que...?- minha voz foi se calando, quando entendi o que ele estava fazendo: estava me dando a base da minha varinha.

Ele fez um aceno com a cabeça. Toquei seu chifre, e uma explosão prateada, juntou minha mão ao seu chifre, e depois que acabou, olhei minha mão e lá estava um pedaço de seu chifre.

- Muito obrigado!- e lhe dei um novo abraço.

Então todos galoparam, para um morrinho elevado, mas o líder voltou até a mim. Ele olhou Sparkles, e começou a entoar aquela canção que todos haviam feito, então Sparkles foi acordando de leve, e logo sua asas começaram a mexer, então o unicórnio parou de cantar, e Sparkles estava todo ótimo.

- Mais uma vez obrigado!

Demos mais uma despedida e Sparkles voou em volta do unicórnio, então ele e seu bando, se foram, não sei para onde.

Estava ansioso para chegar em casa e contar a todos o que aconteceu, mas lembrei de outro problema: como iria chegar em casa? Provavelmente estava mais perdido do que peixe procurando água no deserto. Mas uma coisa parou meu blá blá blá mental. Sparkles novamente estava brilhando, e logo descobri que ele estava se transformando em algo, então ele se transformou no animal alado, e montei nele, e voamos até o castelo.

Chegando no castelo, logo fui recebido por toda minha família com cara de preocupados:

- Onde esteve Dylan!?- perguntou minha vó, vindo em minha direção.

Depois de acalmar todos, contei da minha grande aventura, sobre Sparkles, os unicórnios, o curral...

- Nossa! Estou tão orgulhosa de você meu filho!- disse minha mãe me dando um longo e caloroso abraço.

- Uau! Uma varinha de unicórnio!- disse meu pai.

E todos vieram me abraçar e ficamos naquele momento, como uma família de verdade. Depois to abraço, perguntei:

- Mas como mando para o alquimista?

- Não se preocupe, mandarei algum empregado levar.- disse meu pai.

- Pai... se não se importar, eu queria visitar o centro de Verucian, só conheço o castelo e a escola, e agora a floresta, quero ver mais sobre Verucian.

- Como quiser, mas mandarei dois guardas para ir com você. Mas não vá hoje.

- Por que?

- Porque darei uma festa, convocando meus amigos, e sua família.

- Por que?- perguntei novamente.

- Por essa sua grande aventura! Não vejo a hora de contar a todos!

- Como quiser, mas quero me deitar um pouco, meus músculos estão moídos!

- Vá se deitar querido.- disse minha mãe, mandarei comida e bebida na hora que você acordar.

Assenti. Ainda era de tarde, mas mesmo assim tomei um banho longo e demorado, e fui dormir, e Sparkles também, ah... Sparkles...

Depois que acordei, já era de tardinha, e como minha mãe dissera, lá estava a comida e bebida, e reparei que também tinha comida na vasilha de Sparkles,

Me vesti, e desci.

Já estavam todos arrumados, inclusive Ethan, ele estava com uma roupa quase igual a minha.

Mais tarde foram chegando todos os Elementos acompanhados de suas famílias.

Depois do longo discurso do meu pai, sobre meu dia, jantamos e fomos para fora, junto com os filhos dos Elementos e Ethan.

Depois das apresentações de Ethan ao filhos, jogamos papo fora.

- Então é verdade? Você já conseguiu uma varinha na sua primeira semana de aula? E você encontrou unicórnios?- as perguntas não paravam de sair da boca de Faire o filho do Fogo, e seus cabelos estavam mais laranjas do que nunca.

- Calma ai Faire- disse Airoo filho do Ar.

Recontei a história do meu ponto de vista, e eles ficaram chocados.

- Isso não é bom.- disse Gruitho filho da Natureza.

- Como?- perguntei.

- Unicórnios feridos, presos, sendo vistos... nada bom.- ele disse, mas ele viu minha cara de interrogação.- Dylan, unicórnios são umas das criaturas mais fortes e poderosas que existe, eles não são machucados facilmente, alguma coisa muito poderosa deve ter atacado eles.

- Vampiros? Lobisomens?- perguntei já temendo.

- De jeito nenhum!- agora Aguier filho da Água se intrometia.- Vampiros ou lobisomens, são seres sujos e imundos, eles nunca conseguiriam ficar na mesma presença de um unicórnio, eles são muito puros.

- E não se esqueça do fato, de que eles estavam presos em um curral, provavelmente encantado por um bruxo.- disse Airo.

- Por que você acha isso?- perguntei.

- Simples, somente um poder muito forte para fazer um unicórnio ficar fraco, e não ter quebrado aquele curral em mil pedacinhos.

- É verdade.- disse agora pensando nisso.

- Mas deixando as notícias ruins de lado, vamos as boas! Acho que Sparkles o Felowy, adquiriu uma habilidade rara.- disse Faire.

- Habilidade rara?- perguntei.

- Sim, a Transfiguração. Ele pode usá- la, para se adaptar ao ambiente, para lutas ou defesas.- explicou Gruith.

- Ah...- disse.

- Ah...?- me imitou Airo.- o seu felowy, é raro! Ele desenvolveu uma habilidade, e fora que eles são raros!

- Desculpe, é que eu não sei o que dizer sobre isso tudo.- disse corando.

- Não se preocupe. Vamos jogar?- disse Airo, agora seus cabelos, se agitavam com uma brisa que ninguém sentia, provavelmente de excitação pelo jogo criado por eles.

Explicamos o jogo a Ethan rapidamente, subi até no meu quarto para deixar um casaco de frio, que obviamente não precisaria, mas hesitei. Ouvi meu pai conversando com os Elementos:

-... isso não pode estar acontecendo! Ele não pode estar voltando!- disse meu pai.

- Mas quem te garante que seja ele?- perguntou Wathy.

- Claro que é ele! Quem poderia machucar um unicórnio?- a voz do meu pai estava tensa e em pânico.- Nós não podemos entrar em outra guerra!

- Claro que não, ele deve estar fraco desde a última, e deve estar se recuperando, se for para agir tem que ser agora, antes que ele se renove.- disse Aito.

- Certo, mandarei guardas procurarem em minhas propriedades.- disse meu pai.- Seria de grande alívio, se você fizessem o mesmo.

Eles murmuram "certo" "ok".

Então ouvi passos se aproximando, e sai correndo da onde estava, fiquei pensando sobre o que eles estavam falando. Mas me lembrei da galera me esperando lá embaixo, então me apressei.

- Demorou por que?- perguntou Ethan.

- Passei na cozinha, para um copo d'água, então vamos jogar?

Eles sorriram, e ficamos jogando a noite inteira até todos irem embora, aquilo era ótimo para distrair, e já conseguia controlar bem meus poderes, somente liberando a carga mágica que precisava, mas uma pergunta não saía da minha cabeça: O que está havendo?

Notas finais
Obrigado por ler! Comente! ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.