Mais semanas se passaram, e eu continuava o mesmo, exceto por Ethan ser meu colega. Íamos para casa todo dia juntos, e ás vezes íamos para a escola juntos também. Ele conversa comigo ás vezes, e de certo modo eu gostava.

- Vó, vou para o quintal, tá bom?- falei com minha vó que estava na cozinha.

- Pode ir meu bem.- ela deu um leve sorriso para mim.

Desde aquele dia que vi ela falando sozinha, ela estava estranha, parecia 24 horas preocupada, ela estava tensa, mas não quis conversar com ela sobre isso, e nem sobre o dia que vi ela conversando sozinha. Ainda.

Fui para o quintal, ele era bem bonito e me fazia relaxar, fiquei na sua parte cimentada. Fui á um quartinho pequeno que tinha no quintal, aonde eu e minha vó guardávamos coisas desnecessárias, e coisas de limpezas. Entrei no quartinho e peguei meu lançador de bolas, nunca joguei esportes frequentemente, como uma rotina, mas eu gostava de praticar, apesar do meu físico não demonstrar isso. Para falar a verdade, eu não era magrelo, mas também não era musculoso, meu físico era normal.

Arrastei o lançador até no quintal, e recostei ele na parede. E liguei ele.

Ele jogou uma bola. E eu peguei, raramente deixava uma bola cair, desde que me entendo por gente, tenho bons reflexos. Fiquei lá no quintal, durante um bom tempo agarrando as bolas, quando uma voz me surpreendeu:

- Você é bom nisso!- era Ethan, ele estava vindo ao meu encontro, mas minha cara de "o que é isso?" estava muito óbvia, então ele acrescentou- Sua vó me deixou entrar.

- Ah sim. Então...?- estimulei ele a falar.

- Ah sim! Já ia me esquecendo, estava vindo aqui para ver se você gostaria de fazer alguma coisa, mas chego aqui e vejo você fazendo isso! Cara, você não deixou nenhuma bola cair!

- Há quanto tempo você está aí?

- Tempo suficiente para perceber que você deveria fazer o teste para o time de futebol, nós estamos precisando de pessoas para fazer isso.

- Futebol!? Eu!?- perguntei incrédulo.- Você está de brincadeira, certo?

- Não mesmo, cara se dê uma chance.- nessa hora eu parei, ele falara que nem minha vó.

- Você falou que nem minha vó agora.- comentei com ele.

- É... certo...- ele ficou corado.- Dylan, sua vó em contou sobre você.- ele falou tão rápido que demorei a processar aquelas palavras.

- Contou o que?- desliguei o lançador.

- Você sabe, sobre sua fobia e tal.

Senti uma raiva e ódio crescendo dentro de mim. Como minha vó poderia sair contando dos meus problemas assim, para os outros?

- Cala a boca!- gritei com Ethan.- Você não sabe de nada! Nem sei como tive coragem de pensar que poderíamos ser amigos! Sai daqui! Agora!

- Cara, por favor...- seu rosto estava tão triste, mas isso não fez eu sentir remorso.

- Cala a sua boca! Saia daqui!- berrei muito alto.

- O que está acontecendo aqui?- ouvi minha vó chegando.

- Isso tudo é culpa da senhora!- falei entre choros.

Logo percebi que vovó tinha entendido o que estava acontecendo.

- Meu filho, me desculpe, mas eu não sabia que...

Deixei ela falando sozinha, corri pro meu quarto e fiquei lá chorando. Chorei durante alguns minutos, quando me lembrei dela. Fui na minha cômoda e achei uma pequena faca que eu escondia, e comecei a me cortar freneticamente. Cortei meus pulsos, e meus braços inteiros, a dor me corroía por dentro, meu sangue quente escorria pelo meu corpo, e eu amava essa sensação, era como se tudo que eu estivesse sentido naquele momento, estivesse indo embora com meu sangue. Fiquei lá chorando, até que dormi.

Toc, toc. Ouvi alguém batendo na porta.

- Está bem meu filho?- ouvi minha vó falando, quase chorando através da porta. Eu não estava mais com ódio dela, estava com um grande receio, e dor pelo o que fizera com ela.

- Sim vó.- acordei o mais rápido que pude, peguei uma blusa de manga longa e vesti, não queria que ela visse meu cortes.

- Meu filho me desculpe, eu não quis causar isso, é só que...- abri a porta.

- Não se preocupe vó, eu que devo lhe pedir perdão, agi como uma criança, por favor vó, me perdoe.- meus olhos se encherão de água, a última coisa da vida que queria, era perder minha vó.

- Não meu filho, eu não deveria ter contado.

- Vó por favor.- levantei seu queixo e mirei nos olhos dela.- A senhora não tem culpa de nada, eu que fui um tolo.

- Mas meu filho....

- Vó, por favor, isso não foi culpa da senhora.

Ficamos nos encarando por alguns segundos, e então nos abraçamos. Beijei a cabeça dela e ela beijou meu rosto.

- Você está bem mesmo?- perguntou ela pela segunda vez.

- Estou.

- Você quer que eu te mude de escola?

Aquela pergunta me pegou de jeito, eu não queria mudar de escola, mas como eu ia chegar nela, e ver Ethan e me lembrar de tudo o que fiz? Mas mesmo assim, respondi:

- Não vó, não precisa, eu tenho que falar com Ethan, mas não por agora, vou falar com ele na escola.

- Como quiser.- ela deu um sorriso e me abraçou novamente.- Estou tão orgulhosa de você.

- Obrigado vó, mas não sei por que estou assim, com Ethan é diferente e...

Seu rosto ficou preocupado de novo.

- Algo de errado vó?

- Não meu filho, é porque é muito orgulho, para alguém como eu.

- Ah vó! Não vamos começar a chorar de novo!- fiquei rindo e prendendo o choro.

- Não, não vamos.

Depois dessa conversa fui tomar um banho, e tirar o resto de sangue que tinha ficado em mim, no banheiro sozinho, fiquei pensando em como eu era otário, por que eu me cortei? Na hora parecia bom, mas agora olhando para meus machucados, isso era tão estúpido e otário! Enfim, o que está feito, está feito e infelizmente não posso voltar a trás.

Voltei para o meu quarto, e peguei outra blusa de manga comprida e vesti. Fui para baixo e vi minha vó cozinhando, ficamos conversando e assistindo filmes e séries, durante o final de semana.

Era domingo a noite e minha vó começou a falar:

- Você vai falar com ele amanhã?

- Vou sim vó, não sei com que cara, mas vou.

- Boa sorte meu filho.- ela me deu um beijo na testa e disse.- Vá dormir, já é tarde.

- Vou sim, boa noite.

- Boa noite.

Fui para a cama pensando em como pareceria otário- para variar.- eu pedindo desculpas a Ethan por um ataque que tive. Mas enfim, esse era o certo a se fazer.

O alarme estava tocando freneticamente, e eu comecei a esmurrar o despertador. Fiz a minha mesma rotina, coloquei minhas roupas, minha blusa escolar, e mais uma vez uma blusa longa preta. Desci para a cozinha, e vi minha vó fazendo café com canela, aquele cheiro era realmente muito bom.

Nos sentamos a mesa conversando conversas paralelas, e comemos. Deu a hora deu ir para a escola.

- Boa sorte Dylan.- falou minha vó olhando no fundo dos meus olhos.

- Obrigado vó, vou precisar.

Sai de casa, não estava com a menor pressa de ir para a escola, mas senti que isso era o que deveria fazer e esse era meu objetivo, então tomando fôlego, andei rápido até na escola, não vi Ethan em lugar algum, não vi ele no recreio, nem na quadra, em lugar nenhum! Fiquei com a consciência pesada. Já tinha dado hora de ir para casa, mas eu estava totalmente arrasado. Saí da escola, mas uma voz me chamou a atenção:

- Psiu!- alguém estava me chamando. Olho para os lados e vejo Ethan debaixo de uma árvores, me chamando com as mãos.

Sem hesitar, corri até ele.

- Ethan aonde você estava?- perguntei preocupado.

- Não pudi vir a aula hoje.- respondeu ele, ele estava de capuz.

- Por que?

- Isso não vem ao caso, quero saber de você, você está bem?

- Estou- essa era a hora de pedir desculpas.- E a respeito disso Ethan, me perdoe, eu agi como um otário infantil, por favor me desculpa.

- Perdoo, mas com uma condição?

- Qual?

- Você vai ter que fazer o teste.

- Anh... Ethan, acho que já conversamos sobre isso.

- Não, não conversamos, ah Dylan por favor! Se você não gostar, você poderá sair a qualquer hora.

- Sei não...

- Ah! Você vai sim e pronto!- ele se mexeu tanto que o capuz dele caiu.

- Ai meu Deus! O que é isso Ethan!?- apontei para o rosto dele, tinha um enorme roxo no seu olho esquerdo, e alguns cortes no rosto.

- Isso não é nada.- disse ele colocando o capuz de novo.

- Claro que é! Me fale agora o que é!- estava muito preocupado.

- É só que...- ele hesitou.

- Só que...?- estimulei ele a falar.

- Meu pai me espancou outra vez.

- Seu pai!? Espancou!? Outra vez!?- aquilo estava explodindo na minha cabeça.

- Calma Dylan, eu vou me recuperar.

- Calma nada!- gritei.- Por que ele fez isso? Por que você não foi na polícia?

- Na verdade ele não é meu pai, é meu padrasto, e não fui a polícia, porque ele é da polícia.

- Que droga! Mas e sua mãe?

- Minha mãe!?- ele falou em tom de sarcasmo.- Minha mãe beija os pés dele, ela não se importa comigo, desde que meu pai morreu, e antes que você pergunta por que, ele morreu de acidente de carro.- seu rosto entristeceu.- Desde então, minha mãe ficou lelé da vida, e praticamente, tenho que me virar.

- Lamento muito Ethan.

- Não se preocupe, vou ficar bem. Mas e os seus pais?

- Diz minha vó que eles morreram em um assalto, e desde então ela está comigo, só temos um ao outro.

- Tá bom! Vamos deixar esse papo todo depressivo para lá, e vamos fazer o teste.

- Agora!?- exclamei.

- Sim, os testes são depois da aula.

- Mas agora não posso, e eu não avisei a minha avó, e...- comecei a andar devagar querendo sair de fininho, mas Ethan me interrompeu.

- Tsc, tsc, tsc.- disse ele rindo.

Ele me pegou pelo pulso, e eu relutei, mas fiz uma coisa completamente idiota, a manga da minha blusa se levantou um pouco e ele viu os machucados.

- O que é isso!?- agora era ele que perguntava.

- Nada.

- Nada!? Seu braço inteiro está machucado!- com isso ele puxou a manga da minha blusa mais para cima.- Dylan, não me diga que você se auto- mutila?

Não disse nada, simplesmente assenti. Mas para minha surpresa, Ethan não deu um sermão de " Se auto- mutilar é ruim" e coisas do tipo, ele simplesmente disse:

- Me prometa que nunca mais vai fazer isso, se não quiser fazer isso por mim, faça pela sua vó.- ele estava sério.

Assenti.

- Sua vó sabe disso?

- Não, e por favor não conte a ela.

- Claro que não.

Com isso fomos a quadra fazer meu teste.

- Não fique nervoso.- me aconselhou Ethan.

Assenti.

Fiquei lá na quadra, enquanto os jogadores oficiais do time, me jogavam bolas, um de cada vez e bem devagar. Peguei todas.

- Agora vamos acelerar, pronto Dylan?

- Sim.

Agora cada um jogava mais rápido sua bolas, mas mesmo assim peguei todas. Com isso, ele foram indo mais rápido e mais rápido, e peguei todas.

- Você é demais!- disse o capitão do time.

- Obrigado.

- Mas agora o último teste, vou te treinar em campo.

- Certo.

Fomos para o campo, eu estava em uma ponta e ele na outra, mas ele gritou:

- Vou jogar! E fica esperto!

Fiz um sinal de positivo, e ele jogou a bola, consegui agarrar ela, mas no mesmo instante, 3 garotos maiores que eu, vieram correndo para mim, sem parar para pensar duas vezes, corri dali e fui até aonde tinha que ir para ganhar, e consegui.

- Parabéns Dylan!- veio o capitão do time correndo para mim.

- Obrigado.- disse ofegando.

Pela primeira vez na vida, não estava com medo e não quis sair correndo, estava feliz.

- Você vai querer entrar para o time Dylan?

Fiquei pensando, olhei para Ethan e ele estava concordando com a cabeça, então disse:

- Sim, aceito, aceito fazer parte do time.

Ouvi "uhus" e "vivas" do time inteiro, pela primeira vez estava sendo desejado em algo.

Corri para Ethan.

- Parabéns cara!- ele estava tão feliz.- Agora somos companheiros de time!

- É parece que sim.- disse com vergonha.

- Vamos logo contar a sua vó! Acredito que ela ficará bem feliz.

- É.

Fomos até na minha casa mas paramos quando ouvimos um barulho.

- O que foi isso?- perguntou Ethan.

- Sei lá! Parecia um rosnado ou algo, deve ser algum cachorro de algum vizinho.

Já estávamos na rua da minha casa, quando ouvimos novamente o barulho.

- É melhor a gente se apressar.- alertou Ethan.

Concordei com a cabeça.

Chegamos na porta da minha casa, quando o rosnado ficou mais grave e mais perto.

Então uma coisa enorme, muito grande, com um par de chifres, e com asas de morcego, apareceu na nossa frente.

- Que bosta é essa!?- perguntou Ethan.

- Sei lá!- exclamei com medo.

O bicho veio em direção a mim, mas eu estava com muito medo, ele estava vindo rápido em minha direção, mas uma luz roxa, bateu nele. Olho para trás e vi minha vó, como alguma coisa fina e grande na mão, parecia um graveto.

- Entrem meninos!- alertou ela.

Então ela fechou a porta e ficou lá fora da casa.

- Vovó! Volte! Ele vai te matar!- fiquei esmurrando a porta, mas somente ouvi o monstro gritando, e vários barulhos que me lembravam mísseis sendo lançados.

A porta se abriu.

- Pronto, ele está morto.

- Ele quem!? O que era aquilo!?- perguntei a minha vó.

- Espere Dylan, irei lhe tirar todas as dúvidas, mas primeiro preciso saber de algo.- ela se virou para Ethan.- Você viu aquela criatura?

- Vi, e acredito que nunca vou esquecer.

Os olhos da minha vó se espantaram.

- Formidável!

- Vovó, acho que agora essa é a hora de contar tudo, não acha?

- Sim, meu filho, por favor os dois se sentem.

Nos sentamos. Vovó contou a história todinha, sobre um mundo que se chama Verucian, e sobre bruxos, duendes, centauros, e sobre aquela besta lá fora que segundo ela se chamava Digro. Mas uma coisa que ela falou fez Ethan e eu parar tudo. Ela disse que éramos bruxos.

- Anh.. vovó, acho que está na hora da senhora ir no médico o que acha?- disse com cara de confuso.

- Ah meu filho, não seja tolo! Bruxos não ficam doente, com doenças humanas, e a falar nisso, não consigo mais obter essa forma.

- Como assim essa forma?- perguntei.

Sem responder nada, vovó tirou de sua bolsa que estava perto do sofá, um pequeno frasco, com um líquido transparente, depois ela pegou aquele graveto que vi- e que segundo ela, era sua varinha.- ela encostou sua varinha no frasco e o líquido ganhou outra cor, era a cor de um vermelho sangue.

- Que isso!?- perguntou Ethan assustado.

Mais uma vez, vovó não respondeu nada, ela simplesmente bebeu, aquele líquido e instantaneamente, sua pele começou a se ondular, era agoniante de ser ver.

- Vovó! Ai meu Deus! Que isso!?- gritei, estava super preocupado com ela.

Depois de alguns segundos, a minha vó, não era minha vó, era uma mulher de aproximadamente uns 30 anos, seus cabelos não eram mais brancos, e sim pretos igual aos meus, e sua pequena corcunda desapareceu. E ali na minha frente, estava uma linda mulher, que tinha até curvas.

- Quem é você!?- gritei para a mulher á minha frente.- O que fez com minha avó?

- Calme Dylan, sou eu, sua vó Elizabeth.

- Mentira!

- Claro que sou eu!- seu tom de voz era igual o da minha voz, então reconheci que era realmente ela.

- Como isso é possível?

- Já disse que somos bruxos, apesar de Ethan ser um caso diferente.

- Como assim?- ele perguntou.

- São extremamente raros, bruxos que são da Terra, pois o povo daqui não acredita em magia, somente no possível e óbvio, acredito que em éons, somente aproximadamente 100 bruxos terráqueos foram encontrados, agora a grande parte dos bruxos são de Verucian.

- Então eu estou aqui, por que meus pais estavam em uma guerra, e eles queria me proteger?

- Isso.

- Mas estou preocupada sobre sua magia, nenhum bruxo novato esteve na Terra ou em algo parecido, por isso temos que ir o mais rápido para Verucian. E você também, mas claro, se desejar.

- Não sei, vou querer pensar.

- Como quiser. Mas agora não sei por que aquele Digro estava aqui. Vou ter que descobrir em Verucian.

- Mas como vamos voltar a...?- esqueci o nome do tal mundo.

- Verucian.

- Isso, como vamos voltar para Verucian?

- Isso é muito fácil, com poções, e temos que voltar rápido, para você não perder as aulas dos bruxos.- ela se virou para Ethan.- Filho, preciso saber se você vai querer ir ainda esta noite, não quero lhe apressar, mas temos que ir rápido.

- Vó, mas por que eu fiquei sabendo disso agora?

- Não queria te apressar a saber disso, estava querendo fazer você terminar a escola dos humanos, para depois lhe contar sobre Verucian, mas esse idiota do Digro estragou tudo.

- Certo.- disse, para mim aquilo estava acontecendo muito rápido, mas eu não tinha nada a perder, e minha vó estaria comigo, e eu conheceria meus pais, e de acordo com a história da minha vó, sou um príncipe. Mas eu também queria que Ethan fosse comigo.

Depois de conversar mais um pouco sobre Verucian, magia, bruxos, etc. Ethan teve que ir embora.

-Vou com você.- disse a ele.

Ele assentiu. Falei com a minha vó que iria com Ethan até a casa dele e ela deixou.

Nunca tinha entrado na casa de Ethan, mas era uma casa normal, ele me levou até o seu quarto, seus pais ainda não estavam em casa.

- Então, você vai querer ir?

- Não sei, por um lado quero, mas não quero deixar minha vida que construí aqui.

- Ethan que vida? Eu sei que você é o popular da escola e tal, mas a sua vida social, não é uma das melhores, e não estou dizendo isso por egoísmo, mas acho que isso é a verdade.

- E é, minha mãe já nem se lembra de mim mais, e seu idiota marido me espanca sempre que pode.

- Então, você vai querer ir?- repeti a mesma pergunta.

- Sim. Eu vou ir com você e sua vó.

Dei um largo sorriso, poxa meu melhor amigo ia comigo! Finalmente estava feliz.