Filha da Fama

40 Moonshine


Notas iniciais
Último capítulo aqui no Nyah : (
Acho que ele tá trollando agente, pq diabos eles vao excluir a categoria que lhes rendem mais visitas? '-'
Bom, boa leitura! Esse capítulo tá muito legal! http://www.facebook.com/cerejadadepressao?ref=hl

A festa de Natal já estava á todo vapor na casa da minha mãe. Eu conversava de um canto á outro, eles contavam mil historias sobre suas infâncias no Texas. Já podia brincar de Papai Noel se eu colocasse todos os presentes que ganhei dentro de um saco! Eu também fazia minha parte, contando alguns casos sobre minha infância.

Estava conversando com a minha avó quando minha mãe chegou, com sua bolsa na mão.

- Querida, eu tenho que sair e comprar algumas coisas que eu realmente me esqueci de comprar! Você fica bem aqui sozinha? – ela perguntou.

- Claro, vai lá. – respondi, sorrindo. Ela me deu um beijo na testa, se despediu da minha avó e saiu.

Acho que minha mãe demoraria um pouco, por conta das enormes filas de pessoas que como ela, esqueceram de comprar coisas. Será que eu conseguiria me virar aqui, sozinha?

~//~

Beyoncé suspirou. Estava odiando-se por ter mentido para Cherry, mas assim era mais seguro. Não podia correr o risco de alguém saber que estava indo à casa de Bruno para entregar um presente, que ela mesma não admitia que era apenas um pretexto para vê-lo.

Sacudiu a cabeça, livrando-se de devaneios. Tinha garantido que não sentia mais nada por ele, mas não sabia como reagiria se ele investisse contra ela. E confessava que ainda ficava excitada ao se lembrar daquelas mãos quentes lhe tocando, seus beijos ardentes, as estocadas selvagens…

- Controle-se! – ralhou ela consigo mesma.

Chegou á casa dele. Estacionou a BMW preta em um canto escuro perto da calçada e se dirigiu até a propriedade.

- Senhora Beyoncé quer vê-lo. Podemos deixá-la entrar? – perguntou o guarda. Ficou em silencio um momento. – pode entrar senhora.

Andou pelo caminho da entrada até a porta de vidro e não viu Bruno. Onde ele estava? Abriu a porta e entrou, olhando para os lados.

- Estou aqui. – falou ele, dá sala de estar. Beyoncé reprimiu um sorriso e se dirigiu até a aconchegante sala de estar, com enfeites natalinos, uma grande árvore de Natal, com alguns presentes em baixo.

- Er… oi Bruno. – ela cumprimentou, tentando não deixar transparecer seu nervosismo. Ele continuou sentado no sofá e sorriu para ela.

- Oi Bee. Sente-se. – respondeu ele, indicando o lugar ao seu lado. Beyoncé sentou-se ao seu lado, ainda mais nervosa por essa aproximação. Não pode deixar de sentir o perfume viril de Bruno. Uma taça de vinho jazia sobre a mesinha de centro, e ela se sentiu subitamente confortável e aconchegada naquela casa.

- Me dê aqui o seu casaco. – pediu Bruno.

- Ah, não! Eu não pretendo demorar. – falou Beyoncé, retraindo-se. Quanto mais cedo saísse de lá, melhor. – vim aqui te dar um presente.

Uma sombra de surpresa e estranhamento passou pelos olhos de Bruno, mas ele logo abriu um sorriso encantador.

- É mesmo? E o que é? – ele perguntou, curioso como uma criança. Como ele podia ser tão quente e tão adorável?

- Descubra você mesmo, e feliz Nata. – falou ela, entregando o embrulho prateado.

Ao contrário do que Beyoncé esperava, Bruno levantou-se e foi até a árvore, pegando um grande presente dourado.

- Feliz Natal pra você também. – ele disse, sorrindo maroto.

Beyoncé ficou tão feliz, sentiu-se tão especial que num pulo, abraçou Bruno, que quase caiu no chão, se não fosse sua surpreendente força. Sentou-se no sofá, com Beyoncé no colo, ela não se importou com isso.

Bruno abriu seu presente. Era um daqueles rádios antigos, que de antigo só tinha a aparência. Tinha uma entrada USB, e parecia ser potente. Bruno sempre quisera um, mas nunca achava onde comprar.

Beyoncé abriu o seu presente, não fazia idéia do que era. Ficou estática, olhando encantada e surpresa para a antiga caixinha de música. Então ele se lembrava de que ela sempre quis ter outra, desde que a sua quebrara quando era criança, mas nunca achou uma que lhe agradasse.

Mas aquela era diferente. Não apenas porque era antiga e refinada, com a bailarina graciosa e esbelta rodando ao som de Silencio – Beethoven, mas sim porque fora dada por Bruno.

- Eu… não sei o que dizer. – ela disse, percebendo que estava no colo dele e nem se dera conta. Também não se dera conta que seus rostos estavam perigosamente perto.

- Acho que nós dois ainda vivemos de passado. – ele disse, pondo uma mecha do cabelo dela para trás. Ela estava deslumbrante em um vestido longo que lhe cobria os pés, vermelho, e um casaco de peles branco.

O beijo começou lento, mas intenso. Beyoncé passou os braços ao redor do pescoço de Bruno e o puxou para mais perto, buscando um contato maior. Ele passou os braços ao redor dela, esticando uma mão até sua nuca, tendo as mesmas pretensões dela.

Separaram-se quando o ar acabou, mas antes que ela fizesse algo, ele desceu aos beijos pelo seu pescoço, deixando um rastro de fogo. Ficava muito difícil racionar ou agir racionalmente, mas algo lhe chamou.

- Bruno… — ela falou, mas pareceu muito mais com um gemido do que com uma fala. – eu não posso, Cherry está sozinha em casa e tem muita gente lá. Bruno parou e lhe olhou, os olhos febris.

- Está bem, mas quando poderemos continuar? – ele perguntou.

- Só ano que vem. – ela respondeu, ela realmente adorava essas piadinhas com o ano novo.

- Ano que vem? Mas é muito tempo. – ele respondeu, entrando na brincadeira.

- É só quando eu vou estar disponível e quando o Jay vai estar fora, e acho que é quando a Jessica e você também. – ela respondeu, maliciosa.

- Está bem, então vou esperar aqui ano que vem. E se não vier, eu vou atrás de você e te possuir onde estivermos. – ele disse, dando-lhe um rápido beijo, mas sufocante.

Eu vou atrás de você e te possuir onde estivermos”. Incrível como essas palavras lhe perseguiriam até o ano que vem. E ela aguardava, para sua surpresa, ansiosa por esse dia.

~//~

- Oi mã… Beatriz.

- Olá querida. Como está?

- Muito bem. Como estão todos?

- Com saudades suas. Você realmente não vai voltar para uma visita?

- Claro que vou, mas não por agora. Ainda estou me acostumando.

- Seu presente está aqui debaixo da árvore, venha pegá-lo.

- Acho melhor dar ele para Catarina, porque não vou poder ir aí.

- Vai dar as costas á todos que te amam e que cuidaram de você?

- Sem esse drama Beatriz, não foi isso que eu disse. Eu não sou esse monstro que você vê.

- Oh querida, desculpe, não foi isso que eu quis dizer. Mas queria tanto que você me chamasse de mãe e que voltasse para cá…

- Não posso te chamar de mãe sendo que você não é e que eu amo minha mãe de verdade, e eu não vou sair correndo daqui só porque você quer. Eu tenho uma família, uma família verdadeira.

- Diga se nós fomos falsos com você!

- Quer uma lista por data, por ordem de ocorrências ou por grau de falsidade? Porque se quiser, vou ter que desligar, não foi para isso que eu liguei.

- Eu sei, não foi para isso que eu atendi. Desculpe.

- Tudo bem. Queria desejar um feliz Natal, e um feliz Ano Novo também.

- Não vai ligar antes do Ano Novo?

- Se eu conseguir tempo, ligarei, mas se não conseguir, já está desejado. Vão passar em Copacabana?

- Sim. E não vai ser a mesma coisa sem você querida. Sinto saudades.

- Eu também, Beatriz. Prometo ir aí assim que puder, ok? Tenho que desligar agora.

- Mais já?

- É que minha mãe saiu e eu tenho que fazer o papel de anfitriã por enquanto. Tentarei ligar novamente. Mande um beijo pra todos aí, tchau.

- Adeus, querida. Amo você.

Notas finais
E aí, sacaram quem era quem nessa conversa?
Como é provavelmente o último capítulo no Nyah, eu quero reviews para fechar em grande estilo. Vamos lá, lembrem-se que nao poderão nunca mais deixar reviews aqui. E quando eu estiver postando lá no Face, eu quero que comentem, senão eu paro e cancelo tudo (U_U)
Bjoo rarah, e Feliz Ano Novo!