Fifty Shades Of Feeling
10 Janta com Grey - Final
Notas iniciais
Anastásia pensava em como ele estava iludido pensando que ela não consegui tirar os olhos dele no ano passado? Tinha sido o contrário! E durante o baile ela não estava carregada de energia sexual, mas sim de fúria! Como agora. Anastásia sentava-se atordoada e sem fala enquanto ele devorava sua sobremesa, depois elegantemente limpou a boca com o guardanapo antes de pousar seu olhar arrogante sobre ela mais uma vez.
–Sou um amante excelente... -Foi seu próximo comentário surpreendente. -Uma mulher com sua experiência, vai apreciara minha habilidade. -Anastásia viu que discutir com este homem era inútil.
–Vejo que modéstia não é uma de suas virtudes Sr. Grey. -ela disparou.
–Conheço meus talentos bem como minhas deficiências. Tenho talento com negócios e mulheres. Mas com as mulheres acima de tudo.
–É mesmo? Interessante. Diga-me uma coisa então, já teve uma mulher que não correspondeu ao seu talento sexual?
–Não... -Anastásia rolou os olhos. O homem não só era iludido, mas também egomaníaco.
–Já lhe ocorreu que algumas de suas “amigas” podem ter fingido por causa do que ela poderia futuramente chaga de você? -Ele deu um sorriso travesso.
–Mas claro. E tenho certeza de que algumas delas o fazem no começo. Mas, no final, são todas sinceras em seu prazer e satisfação na minha cama, mesmo aquelas que eram tímidas e inibidas no começo.
–Então está dizendo que tem uma taxa de sucesso de cem por cento, com as mulheres que tem em sua cama?
–Teve uma mulher que conheci que preferiu vira lésbica a ter que se deitar com outro homem novamente, ele tinha sofrido agressões verbais e físicas nas mãos dele. Mas um caso de violência doméstica. Eu fui o ultimo homem com que ela tentou senti prazer na cama, mas não foi 100%.
–Sei... Disse ela secamente. -Então o que fez?
–Eu conseguir a fazer gozar, ela mesmo me disse que há muito tempo não gozava com um homem... mas o que fizemos foi algo muito seco sabe... uma coisa muito carnal. Mas ao final de tudo nenhuma delas teve do que reclama eram muito bem comidas e sempre queriam continuar como o caso, mas nenhuma delas me interessava. -Anastásia sabia que isto nunca aconteceria com ela. Mesmo se ele tivesse quinhentos dias em vez de cinco.
De maneira perversa, ia ser interessante ver o que ele faria quando ela reagisse à sua suposta especialidade. Se ela conseguisse ir além do fator orgulho, então ir para a cama com o Grey se tornaria um ato de vingança ainda maior que o seu. Como ele se sentiria, o amante extraordinário, quando não conseguisse excitá-la, quem dirá satisfazê-la?
–Não vou menti, eu adoro uma boa foda de sexo duro e selvagem, mas também desejo experimenta fazer amor com você, Anastásia.
–O que quer que seja... —Se ele queria desempenhar o papel de amante romântico, então quem era ela para impedir? Na verdade, estava tendo a imensa satisfação de comprazer-se com esta sua fantasia. Pelo menos ele não iria querer que ela fizesse vulgaridades na cama. Não que ela o fizesse, seja como for. Mesmo que o dinheiro que ele estivesse pagando pra ela não eram suficientes para que participasse na cama de qualquer coisa que não fosse sexo normal. Ia deixar isto bem claro em algum ponto antes do final da noite.
–Deve concordar que sua oferta foi exagerada. —Ela prosseguiu. -Provavelmente poderia ter-me tido por alguns milhões a menos.
–Não queria que pensasse que eu a considerava barata... Quis oferecer uma quantia que julgava à altura.
–Ora, não me tome por idiota, Sr. Grey... -Ela reagiu, de maneira alguma iludida com suas palavras lisonjeiras. Perguntava-se quantas mulheres tinham se derretido com esta baboseira.
–Você não se preocupa com o que eu penso ou como me sinto —ela prosseguiu. —A razão para a sua oferta foi que sabia que era uma quantia que eu não podia recusar. O ponto principal é este, não é? Não queria que dissesse não a você novamente. -Ele deu um sorriso friamente enigmático.
–Você está absolutamente correta, Anastásia... Este foi o ponto principal. Não podia arriscar que isto acontecesse. Não uma segunda vez.
–O que nos traz de volta ao meu problema principal com Você é um homem mimado e arrogante que nunca recebeu um não com a devida freqüência. -Ele lançou-lhe um olhar duro novamente.
–Pense o que quiser... Só esteja na minha suíte de hotel na hora amanhã. Agora era sua vez de bater pé para marcar sua posição.
–Antes de dar minha palavra final neste acordo -Disse ela, lacônica. -Quero que fique entendido que não participarei de qualquer atividade que considere obscena ou pervertida. -Ele ficou pensando sobre o que ela disse por alguns segundos, tempo durante o qual ela nunca se sentira mais desconfortável.
–Como não sei o que considera obsceno ou desconfortável, devo concordar que está inteiramente livre para dizer não a qualquer coisa que não a deixe confortável, ou que saiba que não apreciará. -Ela riu. Não conseguiu se controlar.
–Neste caso, Grey, deve se preparar para uma semana muito longa, muito chata e muito frustrante. -Seus olhos revelaram surpresa e assombro.
–Está dizendo que não aprecia fazer sexo? -Por uma fração de segundo, Anastásia ficou preocupada de ter arruinado suas chances de assegurar aquela linda quantia para sua fundação. Mas então se lembrou do ponto principal, e sabia que ele não conseguiria resistir à idéia de possuí-la.
–Infelizmente é verdade. Não aprecio sexo. Não por falta de tentativa, devo acrescentar. Tive muitos amantes ao longo dos anos. Todos em vão. Claro que um homem com sua habilidade excepcional... -Ela continuou, um pouco perversa. -Poderia ter mais sucesso. Esperarei ansiosamente pelo momento na verdade... -Do mesmo modo que ela esperava o momento do dentista dar-lhe uma injeção. Ele olhou fixamente para ela avaliando-a.
–Está zombando de mim... -Disse ele.
–Pense o que quiser. -Mais uma vez, os olhos dele esquadrinharam o seu rosto.
–É o ato de amor em si que você não aprecia, ou tudo o que leva a ele também? Opõem-se a que beijasse seus seios ou outras partes do seu corpo? -Anastásia aspirou bruscamente quando aquelas imagens repentinamente inundaram sua mente. Ela olhou fixamente sua boca e esperou a repugnância passar. Em vez disso, um calor insidioso percorreu-lhe o corpo ao pensar em sua boca dura e de aparência cruel passeando pelo seu corpo nu, sugando seus mamilos, beijando e explorando cada centímetro de sua intimidade. Seus músculos do estômago se retesaram e uma tensão como nunca experimentara tomou conta de seu interior. Seu rosto se incendiou e seu coração começou a bater alucinadamente.
–Pela sua reação e seu silêncio vejo que não faz objeção às preliminares... -Disse ele. — Então prometerei uma coisa. Não terei uma relação de fato até estar seguro de que apreciará. É justo? -Mais do que justo, ela pensou aturdida, e fez que sim com a cabeça. Era impossível falar tendo a língua agarrada ao céu da boca, e os lábios e a garganta tão secos quanto o deserto.
—Bom... —disse ele. -Agora coma.
Pela primeira vez, Christian a observou fazer o que pediu, ciente de que algo a havia tirado dos trilhos. Teria ela finalmente admitido que sabia desde o primeiro momento em que a conheceu nas corridas que ele não foi o único afetado? Ou ela ficou inesperadamente excitada ao pensar nele fazendo as coisas que descrevera? Seu rubor sugeria alguma forma de excitação. Combinado com o assombro em seus olhos, ele só poderia concluir que sua reação sexual a ele a havia realmente surpreendido. Mas por que uma mulher tão segura de si e tão bonita assim não apreciaria fazer sexo? Algo deve ter acontecido a ela no passado. Algo que estava bloqueando seu prazer sexual. Alguma experiência pessoal desagradável ou até mesmo traumática. O que havia ocorrido quando Anastásia era jovem para deixá-la assim?
Christian resolveu descobrir. A primeira coisa que faria amanhã de manhã seria ligar para seu detetive particular, Christian que sempre usava e pedir que fizessem uma investigação mais detalhada da vida da mulher sentada à sua frente. Já tinham feito uma rápida verificação de segurança sobre ela esta semana, que não apontou nada com o que se preocupar no que se refere à sua própria segurança pessoal.
Agora Christian diria a eles que fossem mais a fundo, que voltassem ao passado e descobrissem tudo que acontecera com ela desde o nascimento, mas para se concentrarem na sua adolescência. Tinha de haver alguma coisa para fazer uma mulher com sua natureza e aparência sensuais tornar-se frígida. Ele se recusava a acreditar que ela havia nascido assim.
Não que fosse realmente frígida. Como já havia dito a ela, ele sentira sua reação sexual a ele todo o tempo. Estava em seus olhos e em sua expressão corporal, às vezes sutil, às vezes evidente.
Sua visível hostilidade em relação a ele não era racional e totalmente injustificada por qualquer coisa que ele houvesse feito a ela. Tinha de descobrir a razão. Pediria ao detetive Welch que lhe enviasse por e-mail um relatório atualizado todo dia, e exigiria tudo que fosse possível até o fim da semana. Enquanto isso teria de ser paciente, por mais que fosse difícil manter as mãos longe do lindo corpo de Anastásia, ele assim o faria no começo... Mas apenas por um ou dois dias. Sabia que não duraria mais que isso. Christian suspirou com a dura e fria realidade do quanto ter esta mulher lhe custaria. Ela valia a pena?
Quando ela levantou seus olhos incríveis do prato de entrada e os fixou sobre ele mais uma vez, seu corpo saltou de maneira selvagem e ele soube que valia cada centavo para que ele encontrasse a paz, para seu corpo e sua mente. Já estava farto dessa obsessão, ou paixão cega, ou o que quer que fosse de que ele estava sofrendo. Estava indo longe demais.
Nada durante este ano, nenhuma mulher ou atividade, havia sido capaz de afastar esta criatura de seus pensamentos. Seu desejo por ela estava além do desejo. Se o destino não tivesse posto aquele leilão no seu caminho, Christian não sabia o que teria feito. Raptá-la, talvez. Mas o destino jogou-a bem em suas mãos e agora ela era dele. Por cinco dias, cinco dias para seduzi-la à sua vontade, para certificar-se de que, quando o acordo expirasse, ela ainda o desejaria, mesmo sem o seu dinheiro. Cinco dias seriam mais que suficientes. Ele geralmente fazia com que as mulheres se derretessem por ele após uma noite.
–Não deve se preocupar. -Disse-lhe quando ela continuou a olhá-lo com medo nos olhos. —Jamais machucaria você. -Seus olhos cintilaram e ela se endireitou na cadeira, mandando-lhe um olhar que ele teve de admirar. Que coragem ela tinha. Que espírito. Que fogo.
Impossível que fosse verdadeiramente frígida!
–Quem sairia perdendo e você... —disse ela atirando orgulhosamente a cabeça para trás e sacudindo aqueles cabelos esplêndidos. — Porque se me machucar, eu o mato durante a noite.
—Não precisará. —devolveu ele, pesaroso. —Se for tolo o bastante de machucá-la, eu mesmo me matarei.
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