Ficarei Ao Seu Lado

19 O Parceiro de Igor Gaunt


Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS, PRECISO DE OPINIÕES. É IMPORTANTE!!!!!! "Olha a enrolada se desculpando de novo pela demora em postar", sim, eu mesma, prazer! Vale pedir desculpa (pela milésima vez) pela demora? Eu tenho uma boa explicação e é por isso que preciso da opinião de vocezinhas (os) :3 Entonces, eu demorei a postar, porque tive ideia pra uma fanfic nova – WEEEEEEEEEE todos vibra –, e fui trabalhar essa ideia. Fiz alguns capítulos dessa fanfic e queria saber se vocês querem que eu poste, pois bem: VOCÊS QUEREM? RESPONDAM-ME NOS COMENTÁRIOS, POR FAVOR. A ideia dela é mega diferente do que venho trabalhando em FASL. Ela vai tratar, em uma síntese bem apertada, do seguinte: Kate Beckett é uma assassina russa da KGB, ela trabalha para Vulcan Simmons (sim, tipo o episódio 6x17) e recebeu uma ordem de matar o Castle, que é um escritor de mistérios, assim como na série. "Mas, Mah, você vai matar o Castle?", Nops. Eu não pretendo fazer isso com o nosso menino escritor, fiquem calmas (ou não) haha Resumidamente, é isso. Se gostaram do plot, deixem-me saber e eu já começo a postá-la ;) Quanto ao capítulo de hoje, espero que gostem e se preparem para as fofurices da nossa pequena Sof (yeah, eu estou fazendo uma média para vocês me perdoarem pela demora haha). And, terá um flashback especial (continuação do fb do cap.02) também, faz tempo que não os escrevo, né. Muuuuuuuuito obrigada pelos comentários do capítulo anterior, vocês fazem a minha alegria e são a razão dessa fanfic existir. Sério, obrigada de coração ❤ E já batemos os 300 comentários (uhuuu) OMG, EU FICO SEM PALAVRAS COM VOCÊS *-* — Dedico esse capítulo a Deh (Writer KB) que fez uma recomendação linda – e um passarinho me contou que foi sua primeira recomendação na história de fanfics; fiquei lisonjeada – e me deixou toda boba sorrindo para as paredes ❤ Esse é para você, Deh. — 2N (Giowho), fiz sua cenaaaa. Espero que tenha saído da forma que você imaginou. Esse aqui eu dedico a você também ❤ Enfim, se joguem, meus amores. Espero que vocês ainda não tenham desistido de mim. Enjoy :3 Beta: the love of my life, Jana Costa (Lucy Beckett Castle) ❤❤❤

O detetive irlandês fez um aceno positivo com a cabeça e tirou mais algumas fotos, focando bem o rosto do homem com o qual Igor Gaunt conversava. E, logo em seguida, os dois saíram dali, fazendo o caminho de volta para a delegacia.

Beckett precisava tomar conhecimento daquilo.

*30 minutos antes*

O Audi A3 Sedan preto, já tão conhecido pelos dois que ali residiam, estacionou em frente à cabana de Pettigrew. Gaunt saiu de seu carro com tanta fúria que o barulho ao fechar a porta pode ser ouvido de dentro da casa, e andou a passos apressados até o rol de entrada.

— Parece que a rainha do poder está nervosa hoje. – Vítor comentou em tom de deboche com o primo ao olhar pela janela e ver o advogado.

Josh apenas riu do comentário sem tirar os olhos da televisão, não gostava de perder um detalhe sequer do noticiário do dia, já que esse era seu único meio de saber o que acontecia no mundo fora de seu esconderijo.

— O que acha que o trouxe até aqui? – Vítor voltou a falar.

— Boas notícias não foram, já que ele aparenta estar de TPM. – o médico debochou também, indo na onda do primo – Em poucos segundos saberemos…

E mal ele acabara de pronunciar a frase, Igor abriu a porta adentrando o interior da cabana. Direcionou um olhar gélido a Vítor e foi em direção a Josh, sentando-se na poltrona disposta à frente do médico.

Não disse nada, apenas encarava o homem – que ainda não havia lhe dirigido o olhar – com uma expressão furiosa em sua face. Após alguns segundos naquela situação, no mínimo constrangedora, Josh desligou a TV e encarou o advogado.

— Notou que eu cheguei? – Igor questionou rispidamente.

— O que aconteceu? – Josh ignorou a pergunta irônica e foi direto ao ponto – Nunca te vi tão furioso antes.

— O incompetente do assistente foi preso.

— Que assistente?

— Junior Crouch.

— O cachorrinho de Moody? – o médico questionou sem entender o porquê de a prisão de JR deixar Igor naquele estado.

O advogado não havia falado a ele que sua ajuda no incêndio do 12th fora pelas mãos de JR.

Igor respirou fundo, buscando se acalmar, e tornou a falar. Já não fazia mais diferença esconder aquilo dele, JR fora pego e logo seu rosto estaria estampado por todas as partes como "o mandante do incêndio da 12th DP". Josh descobriria de qualquer forma.

— Lembra-se de minha última vinda até aqui? – Josh apenas afirmou com a cabeça – Então, a "ajuda" que tive no incêndio foi ele, o assistente de Moody. Mas Beckett descobriu isso e o pegou.

— Não acho que ele irá te entregar… – disse com desdém.

— Ele é um fraco, Joshua! – Gaunt esbravejou – É só aquela capitãzinha apertá-lo um pouco que ele abrirá o bico e contará tudo.

— E o que você pretende fazer?

— Vou fugir, é claro. – falou como se fosse algo óbvio – Vim aqui apenas para lhe informar que estou largando o seu caso e indo embora do país.

Josh o encarou incrédulo e trocou um olhar com seu primo, que permanecia mudo no canto da sala, apenas observando o diálogo dos dois.

Ele não podia falar sério, podia? Como ele iria fugir dessa forma e abandoná-lo no meio do processo?! Tudo bem que ele estava foragido e Beckett não fazia ideia de onde ele se encontrava, mas isso não duraria para sempre. Ele sabia muito bem o quão astuta e competente a capitã era, e sabia também que logo ela o encontraria.

— Igor, eu ainda preciso de seus serviços. Eu pagarei bem, você sabe disso.

— Dinheiro não me salvará agora, Davidson. E também não salvará você. – ele falou decidido – Se você for um pouco esperto, fugirá também, Dav.

Foi tudo o que ele disse antes de se levantar e seguir porta afora. Vítor deu um olhar significativo ao primo e levantou-se, indo atrás de Gaunt.

— Eu sempre alertei o Dav de que você não era confiável e acabaria o traindo quando ele menos esperasse. – Pettigrew o acusou, chamando sua atenção – Vai fugir e deixá-lo na mão? Que merda de amigo é você?!

— Sou um cara que presa pela própria vida. Você devia fazer o mesmo.

— Está me ameaçando, doutor? – enfatizou o tratamento ironicamente.

— Não vou discutir com você, pequeno Pet. – usou o mesmo tom irônico e virou as costas – Ou você terá o mesmo fim que Junior Crouch.

— Não tenho crimes nas costas como você. Não tenho motivos para temer a prisão.

Gaunt riu em deboche e entrou em seu carro, fechando a porta em seguida. Abriu a janela e colocou a cabeça para fora, dizendo em um tom ameaçador antes de disparar com o carro para longe dali.

— E quem falou que o fim de Junior Crouch é a prisão?

#

Beckett estava em sua sala analisando os e-mails juntados por Rony entre um diálogo de Horácio Scammander e o suposto parceiro de Igor Gaunt. Ronald decidiu ficar na delegacia para ajudá-la na busca de novas informações.

O rapaz digitava freneticamente no notebook sequer prestando atenção ao que acontecia à sua volta e, vez ou outra, Kate lhe lançava um olhar curioso, mas ele não saía da posição em momento algum.

— O que tanto você digita? – ela perguntou após a sétima ou oitava vez em que o encarou.

— Estou tentando encontrar o IP do parceiro de Gaunt a partir dos e-mails que ele trocou com o senhor Scammander. – ele respondeu sem desgrudar os olhos da tela, não prestando muita atenção na capitã.

— E isso será rápido?

— Não. Mas eu consigo, chefinha. – falou de forma divertida, olhando-a pela primeira vez.

Beckett riu da forma que Ronald se dirigiu a ela e já ia responder quando foi interrompida pela chegada de Ryan e Esposito.

— Capitã, encontramos algo que irá te interessar. – Ryan falou, apenas colocando a cabeça para dentro da sala de sua superior.

— Tudo bem. – Kate se levantou e voltou seu olhar ao rapaz – Ronald, quando conseguir encontrar o parceiro, me avise. Sinto que estamos finalmente chegando perto de toda a verdade.

— Seu desejo é uma ordem.

Ela sorriu e saiu ao encontro de seus dois detetives que já estavam sentados à mesa de Esposito, com o computador ligado e algumas fotos expostas na tela. Beckett encarou o rosto do homem na foto e franziu o cenho, não fazia ideia de quem ele poderia ser.

— Quando chegamos à cabana, o carro de Igor Gaunt estava estacionado à frente dela. – Ryan começou a falar, explicando as fotos que haviam tirado – Esperamos até que ele saísse e foi quando este homem surgiu com ele.

— E quem é este homem?

— Ainda não o identificamos. Já comparei com os rostos que temos no sistema, mas não bate com nenhum.

— Vocês acham que esse pode ser o parceiro que Ronald achou? – ela questionou encarando mais de perto a face do rapaz.

— Não sei. Tudo é possível… – Espo comentou.

— Se este for o parceiro, nós iremos encontrá-lo. – Espo tornou a falar – Duvido muito que Igor Gaunt tenha se filiado com um pai de família, ele deve ter algum crime nas costas.

— Tudo bem. Procurem o rosto dele em todos os lugares, quero saber quem é esse homem e o que ele tem a ver com Igor Gaunt o mais rápido possível.

Beckett ordenou e deu as costas aos dois, deixando-os com o trabalho. Já não aguentava mais essa ausência de informações, precisava conversar com alguém que a acalmasse e tranquilizasse sua mente um pouco que fosse.

#

— Oi, Lanie. – Kate saudou, abrindo a porta do necrotério.

Sua melhor amiga era sempre sua opção para acalmar os pensamentos quando Castle não podia fazê-lo, o que era o caso agora.

— Que voz frustrada é essa, amiga? – a ME questionou, deixando o trabalho de lado e se virando para a capitã.

Kate bufou e passou a mão pelos cabelos. Encostou-se a uma das macas vazias dali e impulsionou o corpo para cima, sentando-se no estofado.

— O caso não anda. Estamos parados no mesmo ponto e, quando surge uma pista nova, ela apenas bagunça ainda mais as informações, em vez de aclarar tudo. – a voz da capitã saia quase chorosa, e ela continuou.

"Igor Gaunt tem um cliente que comprou sabe-se lá quantas crianças, mas ele vive na Índia. E agora encontramos um parceiro, porém não fazemos ideia de quem ele possa ser, e Ryan e Espo viram o advogado em uma cabana fora da cidade na companhia de um homem misterioso cujo rosto não bate com ninguém de nosso sistema".

Ela despejou todas as informações de uma vez em cima da morena, sequer parando para respirar ao dizer tudo aquilo.

— Ok, estou vendo que alguém está bastante sobrecarregada – Lanie falou, retirando seu jaleco e estendendo a mão para ajudar Kate a descer da maca – Vamos dar uma volta e esfriar essa cabeça.

— Eu não posso, Lanie.

— Vamos, Kate. Tenho certeza que minha chefe me deixará sair por alguns minutos com você. – comentou com humor, conseguindo arrancar o primeiro sorriso da amiga.

— É, acho que ela deixa sim.

As duas foram para uma cafeteria perto da delegacia, e Kate enviou uma mensagem aos rapazes avisando da sua saída e do serviço que Ronald estava fazendo em sua sala.

— E como andam os últimos ajustes para o casamento? Já é no mês que vem.

— Está tudo praticamente resolvido. Eu nem acredito que já está tão perto. – Lanie comentou com um brilho no olhar.

— E pensar que você e o Javi se recusavam a aceitar esse amor e viviam dizendo que era apenas coisa de momento.

— Falou a senhora decidida… – a legista debochou com um sorriso brincalhão – Foi preciso engravidar de outro e levar um pé na bunda para, enfim, entender que o único homem digno de você é o menino escritor.

— Nem me lembre disso, Lanie. Achei que tinha perdido o Castle para sempre naquele dia.

*flashback: um dia após o descobrimento da gravidez*

A noite fora toda gasta em um pranto incessante. Kate se sentia sozinha, frustrada, abandonada e deprimida. Não tinha vontade de comer e, tampouco, de se levantar daquele sofá onde havia passado toda a noite chorando.

Josh tinha sido um perfeito babaca e Castle, seu parceiro, havia desistido dela. Ela o feriu mais uma vez e não sabia se iria recuperá-lo. "Parabéns, Kate, conseguiu destruir a única coisa pura e bonita que ainda te restava na vida", ela se repreendeu mentalmente e fechou os olhos, sentindo mais lágrimas escorrerem por sua face.

Sentiu um enjoo forte bater em seu estômago e correu para o banheiro, colocando tudo para fora. Sentou-se ao chão do banheiro, encostada na parede, e puxou as pernas para o peito, abraçando-as dobradas.

Ouviu batidas à porta, mas não teve ânimo para atender e tampouco responder. Apenas abaixou a cabeça e voltou a chorar baixinho.

Alguns minutos se passaram e ela sentiu a presença de alguém ali e, antes que pudesse levantar a cabeça para se certificar de quem se tratava, a voz que ela tanto queria ouvir, pronunciou seu nome com pesar.

— Kate... o que faz jogada nesse chão? – o escritor questionou com a voz embargada pelo estado em que havia encontrado a detetive.

Ela o encarou com os olhos ensopados e não conseguiu pronunciar uma palavra sequer, somente deixou que mais lágrimas rolassem por sua face. Castle abaixou-se diante dela e a puxou para seus braços, aconchegando o corpo trêmulo em seu colo.

— Shhh... Não chore, Kate. – ele falava de forma mansa enquanto lhe acariciava os cabelos – Perdoe-me pelas coisas que te falei ontem e pela forma que tratei você. Você não está sozinha, Kate. Eu nunca vou te deixar sozinha.

— Oh, Castle. – ela disse em meio ao choro, ensopando a camisa dele com suas lágrimas. – Desculpe-me por ter machucado você.

— Machucar a mim? Kate, olha seu estado. A única pessoa que deve desculpas aqui sou eu. Você está grávida e eu agi como um idiota, mas isso não se repetirá – ela levantou o rosto para encará-lo e sorriu minimamente ante a preocupação dele.

Rick sorriu de volta e colocou uma mão no queixo dela para fixar seus olhares, e tornou a falar.

— Você sempre me terá ao seu lado, Kate.

Always? – ela perguntou de forma manhosa, fazendo referência àquela palavra que tanto significava para os dois.

Always.

Castle afirmou e ela tornou a deitar a cabeça no peito dele, decidindo que, a partir daquele momento, ela faria de tudo para que eles jamais se separassem.

*flashback off*

Após os vários minutos de folga que Kate – por livre e espontânea pressão – resolveu tirar para sair com Lanie, as duas voltaram para a delegacia.

A capitã mal cruzara a porta quando foi abordada por um Ronald eufórico. O rapaz parecia estar atormentando seus dois detetives, pois, quando ela os encarou, ambos tinham um olhar raivoso voltado para Rony.

— Capitã, que bom que voltou. – ele disse ao se aproximar dela – Eu estava agora mesmo contando aos detetives o que descobri.

— Ele consegue ser pior que o Castle com overdose de açúcar. – ela ouviu um Esposito mal-humorado resmungar e riu, balançando a cabeça.

— Ok. Vamos à minha sala.

Rony assentiu e seguiu na frente. Porém, antes de adentrar a sala, Beckett se virou para Ryan e Esposito, lembrando-se que os havia deixado com a tarefa de descobrir quem era o homem junto com Igor Gaunt.

— Algum avanço na busca do desconhecido?

— Nada ainda, capitã. – Ryan respondeu de forma frustrada e Beckett bufou.

Detestava essa ausência de informações.

— Tudo bem. Continuem procurando. – dito isto, ela entrou na sala e seguiu para o lado de Ronald, que já estava sentado à frente do notebook.

— Direto ao ponto dessa vez, Ronald.

— Ok. – ele falou, virando o computador para ela e mostrando a foto de um homem de jaleco que ela nunca vira antes – Apresento a você o doutor Blásio Zabini. Ele é médico de uma clínica clandestina destinada a executar abortos ilegais, atualmente, vive na Bélgica. Vai desembarcar em Nova Iorque amanhã pela manhã.

— E por que isso nos interessa?

— O doutor Zabini é o nosso "misterioso parceiro". Foi difícil, mas consegui finalmente encontrá-lo. – ele falou com orgulho – E tem mais, capitã. Eu realizei uma pesquisa minuciosa sobre a vida dele. Zabini se formou na mesma faculdade e no mesmo ano do doutor Igor Gaunt, ele era colega de classe do antigo chefe da Mione, Josh Davidson.

Beckett o encarou de forma impressionada e, pela primeira vez no dia, respirou aliviada. Já não aguentava ouvir mais que não tinham novidades no caso e, mesmo que só pudessem confrontar o doutor Blásio Zabini no dia seguinte, já tinham obtido algum avanço.

— O que mais sabemos sobre ele?

— Bom – Rony limpou a garganta e se virou para ela –, eu consegui o perfil todo dele. Zabini é viúvo, a mulher faleceu há oito anos, que foi quando, pelo que pude concluir, ele começou a se envolver nos negócios do doutor Gaunt. Ah, e ele tem uma filha. Sim, a criança é legítima. Caso pense que ele a sequestrou por causa de seus negócios. – ele se adiantou em informar – A menina tem por volta dos 10 anos e tem sérios problemas de saúde, vive sendo internada e passa semanas no hospital.

Ele seguiu passando as informações sem, ao menos, parar para respirar. De fato, ele era pior que Castle tendo overdose de açúcar.

— Acho que não quero saber como você conseguiu todas essas informações, estou certa? – Kate lhe lançou um olhar brincalhão, arqueando as sobrancelhas.

— É... eu acho melhor. – ele respondeu, fazendo uma carinha de culpado.

Assim que o rapaz terminou de passar toda a ficha do médico, o que já colaborou bastante para que Beckett conseguisse entender a relação dele com Igor Gaunt, ele arrumou suas coisas para voltar para casa, sendo acompanhado pela capitã até a saída.

— Eu nem sei como te agradecer por toda a sua ajuda nesse caso. Sua e de Hermione.

— Não há nada o que agradecer, capitã Beckett. – ele falou de forma afetuosa, virando-se para ela – Eu sei bem o que a pequena passou nas mãos do doutor Davidson. Mione sempre me ligava chorando a cada decepção que Sofia tinha com a ausência do pai e a cada vez que ele se irritava e gritava com ela.

Ele contou, deixando Kate com o coração apertado. Sua menina já havia sofrido tanto e ainda era tão nova. Ele, então, continuou.

— Faço isso para trazer justiça a Sofia. E também a minha Hermione. – a voz dele adquiriu um tom de raiva com um misto de amargura – Eu quis matar aquele advogado quando ele feriu a minha namorada, mas ela não permitiu. E agora, finalmente, eu poderei vê-lo pagando por tudo o que fez.

— Ele irá, Ronald. Pode acreditar.

#

O restante do dia se passou sem maiores avanços na busca da identidade de Vítor Pettigrew e Kate deu o expediente por encerrado, já era tarde da noite e ela sabia que não iriam conseguir fazer mais nada naquela hora.

Então, liberou os rapazes e foi para casa.

Assim que adentrou o loft, encontrou Rick descendo as escadas, provavelmente voltando do quarto de Sofia.

— Oi, amor. – ele saudou indo até ela e plantando um beijo em seus lábios – Acabei de colocar a princesa para dormir.

— Ela perguntou por mim?

— Sim. Não gostou muito da ideia de não ouvir uma história sua, mas aceitou melhor dessa vez.

— Que bom. – ela disse sorrindo e indo com ele para a cozinha – Eu tentei voltar mais cedo, mas ficamos empacados no caso.

— Sobre o homem misterioso com Igor Gaunt que você me contou pelo telefone?

— Esse mesmo. Não encontramos nada, Cas. É como se o sujeito não existisse.

Kate disse de forma frustrada. Colocou na boca um pedaço da lasanha que Castle havia preparado para o jantar; finalmente ele a ouvira e começou a dar comida de verdade para Sofia no jantar.

— Eu senti sua falta hoje. – ela confessou com a voz baixa.

Castle sorriu de forma apaixonada e aproximou seu corpo do dela, enlaçando-a pela cintura.

— Eu também. – a voz do escritor saiu quase em um sussurro enquanto ele colocava o rosto no pescoço dela e deixava leves beijos no local.

Beckett estremeceu com o contato e deixou a comida de lado, colocando as mãos entre os fios dos cabelos de Rick e puxando-o ainda mais para si. Ele sorriu com a reação imediata do corpo dela e começou a distribuir mais beijos pelo pescoço, subindo até a mandíbula e encontrando os lábios dela, dando início a um beijo apaixonado.

— Acho que devíamos matar essa saudade.

— Concordo totalmente com você, mas, antes, eu quero dar um beijo em Sofia. – Kate disse e se soltou dos braços dele, já indo em direção às escadas – Encontre-me no quarto, escritor. – ela falou por cima do ombro, lançando-lhe um sorriso travesso.

— Pode apostar nisso, capitã. – ele respondeu com um tom cheio de malícia.

Kate subiu as escadas correndo e foi para o quarto da filha, encontrando-a já adormecida.

Aproximou-se da cama e sentou na beirada, inclinou o corpo e plantou um beijo na bochecha da criança, demorando-se um pouco ali para sentir o cheiro suave que Sofia exalava. Beckett sorriu, admirando o rostinho tranquilo dela.

"Parece um anjinho dormindo. Quem vê assim, nem imaginava o pequeno furacão que você é", Beckett deu uma leve risada com o pensamento. Desde que recuperara Sofia, seus dias eram repletos de amor e alegria. Sentia-se completa, mesmo que ainda não tivesse conseguido fazer justiça com o sequestro dela; só o fato de ter sua garotinha em casa e segura, já era motivo suficiente para alegrar-se.

Acariciou os cabelos da filha e sussurrou em seu ouvido: – Tenha bons sonhos, meu amor. Mamãe te ama muito.

Um pequeno sorriso brotou nos lábios de Sofia, parecendo até que, mesmo dormindo, ela sentia a presença da mãe. A capitã deu outro beijo no topo da cabeça da criança e saiu do quarto, deixando a porta levemente aberta para que a luz do corredor iluminasse de leve o ambiente, não permitindo que o cômodo ficasse em um completo breu.

Ao entrar em seu quarto, Kate deu de cara com Castle saindo do banheiro. O escritor ainda tinha o corpo molhado e não usava toalha. Ele a encarou com um sorriso malicioso nos lábios, reparando-a praticamente lhe devorar com os olhos.

Kate bateu o olhar no peito másculo dele, sentindo seu corpo já começar a esquentar. As pequenas gotas de água, com a baixa iluminação do quarto, davam certo brilho na pele dele. Ela deixou um gemido disfarçado escapar de sua garganta ao acompanhar uma gotícula escorrer dos cabelos de Castle e deslizar pelo caminho de seu corpo: primeiro a face, depois o pescoço, o peitoral até chegar à virilha; Beckett mordeu o lábio inferior, deixando evidente o seu desejo pelo marido ao fixar seu olhar naquele ponto.

— Gosta do que vê, capitã Beckett? – Castle perguntou com a voz rouca, já sentindo em seu corpo o efeito do olhar de Kate.

Ela o olhou sem graça por tê-lo encarado daquela forma tão descarada e sentiu as bochechas esquentarem. Castle riu ante a cena e se aproximou lentamente dela, provocando-a ainda mais.

— Depois de tanto tempo juntos, você ainda fica ruborizada... – a voz saiu arrastada de um jeito tão sensual que Kate sentiu seu corpo todo vibrar.

Castle acabou com a distância entre os dois e enlaçou o corpo dela, colando-o ao seu e já metendo a mão por baixo da blusa de Kate, agarrando o seio dela e acariciando-o. Beckett sentiu as pernas fraquejarem, tamanha era sua excitação, e não se importou em segurar um gemido baixo, porém longo. Levantou os braços, indicando que ele deveria tirar sua blusa e Castle prontamente o fez, levando junto o sutiã dela.

O escritor se afastou minimamente e sorriu de um jeito malicioso ao admirar os seios empinados da esposa. Abocanhou um e levou a mão até o outro, estimulando-os avidamente e sentindo o corpo dela estremecer com o contato. Logo Kate tratou de tirar as próprias calças e, quando se viu livre de suas roupas, tornou a grudar seu corpo ao de Rick.

Ambos deixaram a razão de lado, entregando-se ao desejo sempre vívido entre eles.

Castle deslizou as duas mãos pelas curvas de Beckett, deliciando-se com o corpo definido dela, até parar na parte de trás das coxas, dando um leve impulso para cima fazendo com que Kate enlaçasse sua cintura com as próprias pernas. Voltaram a se beijar com luxúria, fazendo aquela dança tão conhecida por suas línguas.

Kate deixou escapar outro gemido quando sentiu seu corpo ser arremessado na cama e Castle subir em cima dela, distribuindo beijos desde o seu baixo ventre até os lábios, onde aprofundou o contato. O escritor tornou a descer as mãos pelo corpo da esposa e parou em sua intimidade, estimulando-a. Ela remexia o corpo embaixo dele, gemendo cada vez mais à medida que ele a excitava.

— Rick – ela disse quase em desespero –, eu não aguento mais.

— O que você quer, Kate? – ele falou em tom de provocação, colocando um dedo dentro dela.

Beckett arfou em êxtase e disse com a voz entrecortada.

— Preciso... de você... agora.

— Eu não entendi. – Rick provocou de novo, colocando o segundo dedo e movendo-o de forma lenta.

Adorava torturá-la na hora do prazer, apenas para ouvir sua voz de desespero implorando por ele. E sabia que ela também amava isso, apesar de, algumas vezes, receber dela ameaças seguidas de palavras de baixo calão.

— Peça, Kate. – sussurrou no ouvido dela de forma sensual, deixando uma leve mordida em seu lóbulo.

Aquilo foi o suficiente para enlouquecê-la de vez.

— Quero você dentro de mim. AGORA! – ela praticamente gritou a última palavra, o que fez o homem sorrir com satisfação.

Ele tirou lentamente os dedos da fenda quente e quase encharcada de Kate, e a penetrou com ferocidade, arrancando um gemido alto dela.

Beckett o apertou ainda mais contra si e levou ambas as mãos para as costas dele, arranhando-o com prepotência, tendo a certeza de que seu ato deixaria marcas ali. Castle gemeu com o gesto dela e começou a se mover, sendo seguido por sua musa.

Os movimentos e gemidos iam aumentando gradativamente, ambos completamente perdidos no prazer de estar nos braços um do outro. Aquele lugar tão delicioso e aconchegante que até poderia ser considerado um lar.

Chegaram ao ápice juntos, derramando-se consecutivamente; primeiro ela e, depois, ele.

Castle deixou seu corpo desabar por cima do de Beckett, ambos ofegantes, suados e com os corpos quentes. E, após recuperarem o ritmo de suas respirações, o escritor deslizou seu corpo para a cama, puxando Kate para seus braços e aconchegando-a em seu peito.

— Eu amo você, Rick. – ela disse em um sussurro sonolento e deixou um beijo suave no peito dele.

— Eu também te amo, Kate. Muito. – ele respondeu e sentiu o corpo dela relaxar, indicando que havia adormecido.

Rick sorriu e beijou os cabelos de sua esposa, fechando os olhos logo em seguida e também pegando no sono.

#

Castle acordou pela manhã sentindo-se revigorado. Olhou para o lado e ficou alguns instantes admirando Kate dormir tranquilamente, e sorriu ao se lembrar da noite passada. Cada noite de amor que tinha nos braços dela era mais uma prova do quanto seu casamento fora a melhor escolha que ele poderia ter feito na vida.

Nunca havia amado mulher alguma como amava Katherine Beckett-Castle, e sabia que nenhuma outra seria capaz de dar a ele o amor e a dedicação que ela lhe dedicava. Definitivamente, havia encontrado o amor de sua vida.

Plantou um beijo casto nos lábios dela e se levantou com delicadeza, tomando cuidado para não acordá-la. Fez sua higiene matinal, preparou um café e se meteu no escritório; tinha um livro para finalizar e Gina não saía de seu pé.

Pouco tempo depois, Kate acordou e passou a mão pela cama, mas não sentiu o corpo do marido ao seu lado. Bufou frustrada e decidiu se levantar. E, após fazer sua higiene matinal e passar pelo escritório para dar um beijo de bom dia em Castle, foi para a cozinha preparar o desjejum.

Sabia que logo Sofia iria acordar e reclamar de fome.

Dedicou-se a preparar um café da manhã bem caprichado, com tudo o que sua garotinha mais gostava, para tentar se redimir pela falha da noite passada. Detestava chegar do trabalho depois que a criança já havia dormido.

Kate estava tão concentrada em seus afazeres que nem percebeu quando a menina desceu as escadas e passou correndo para dentro do quarto dos pais, retornando quase meia hora depois.

— Mamãe – a voz rouca e melodiosa de sua filha lhe chamou a atenção –, eu estou bonita?

Sofia perguntou depois que Kate se virou para ela. A capitã não se aguentou quando bateu os olhos na filha e disparou a rir, fazendo nascer um biquinho contrariado nos lábios da criança.

— Sof, o que você fez em seu rosto? – ela conseguiu, enfim, perguntar.

— Eu só queria ficar linda como você, mamãe. – Sofia respondeu manhosa e se aproximou da mãe, estendendo os braços para que ela a segurasse no colo.

E Kate o fez.

A menina havia invadido o closet dos pais e mexido nas maquiagens de Beckett. Tinha os olhos borrados de sombra azul e um batom vermelho vivo nos lábios, que se espalhou por boa parte da bochecha da criança, sem contar o blush que ela havia passado, deixando o rosto numa mistura de azul com vermelho e roxo, nas partes em que a sombra se fundiu com o blush.

— Você já é linda, meu amor. Não precisa de maquiagem.

— Eu não passei direito, mamãe?

Kate sorriu com a inocência da menina e procurou usar palavras que não ferissem os sentimentos dela.

— Você só borrou um pouquinho seu rosto, mas deixa que eu ajeito isso para você. – Kate respondeu já seguindo em direção ao banheiro.

Sentou Sofia na pia e ligou a torneira, umedeceu um pano e o passou no rosto da criança, retirando a maquiagem com delicadeza. No meio do processo, Kate bateu os olhos no pescoço da menina e notou que ela havia colocado um colar, o reconhecendo de imediato.

Sentiu seu coração se apertar minimamente com as lembranças que aquela peça trazia. Já havia resolvido o caso do assassinato da mãe, mas isso não a trouxe de volta. De fato, trazer justiça para Johanna Beckett havia sido crucial na vida da capitã, mas a ausência da mãe era uma ferida incapaz de se cicatrizar.

Sofia notou o olhar dolorido da mãe e passou a mão por seu rosto.

— Mamãe, você está bem?

— Sim, amor. – a voz saiu embargada e ela limpou a garganta, voltando seu olhar para a filha – Esse colar que você está usando é da minha mãe, sabia? – ela comentou, tentando soar de maneira descontraída.

— Então eu tenho outra avó além da vovó Martha? Como ela se chama? Quando vamos nos conhecer? – Sofia disparou perguntas com entusiasmo e Kate sentiu os olhos lacrimejarem.

O que ela mais gostaria na vida é que sua mãe conhecesse a neta e se encantasse por ela como todos os demais. Tinha certeza que Johanna ficaria orgulhosa e imensamente feliz, porém aquilo jamais iria acontecer.

Beckett respirou profundamente e buscou uma forma mais amena de contar a verdade à filha. Não poderia mentir, mas também não sabia como contar algo tão horrível para uma criança daquela idade. Só torcia para que ela não quisesse saber de detalhes.

— A minha mãe, sua avó Johanna, faleceu há muito tempo, Sof.

— Ah. – a criança soltou um murmúrio triste e tornou a perguntar – Ela estava doente?

"Droga, e agora?", Kate pensou e mordeu os lábios nervosamente, procurando as melhores palavras para explicar a situação. Não queria inventar nada.

— Não, meu bem. Ela foi tirada de nossas vidas por uma pessoa igual as que a mamãe prende quando vai trabalhar.

— E se essa pessoa ficar brava com você e te fizer mal, mamãe? – Sofia perguntou alarmada.

Beckett achou adorável aquela preocupação, ainda que soubesse que a situação era totalmente possível. Mas logo tratou de acalmar sua menina.

— Isso não vai acontecer, ele nunca mais sairá da prisão onde está e não voltará a ferir mais ninguém. Não se preocupe, meu amor. – ela respondeu carinhosamente e roçou o nariz no da menina, que sorriu em resposta.

Depois de limpar o rosto dela, as duas voltaram para a cozinha. Já havia passado da hora de alimentar o "monstrinho que mora" no estômago de Sofia – como ela mesma costumava dizer – e não parava de fazer barulho.

As duas se sentaram à mesa e a pequena começou a devorar o café da manhã. Kate só sabia sorrir para ela, e se pegou perguntando o que havia acontecido para Sofia mexer em suas coisas. Ela nunca havia feito algo do tipo, pelo menos não que ela soubesse.

— Por que você decidiu passar maquiagem hoje, Sof?

— É que eu preciso ficar muito linda para a aula de hoje, mamãe.

— E tem algum motivo especial para isso?

— É que... – Beckett notou que ela relutava em dizer e apertou a mão da criança, tentando passar segurança.

E funcionou. Sofia a encarou com as bochechas levemente coradas e disse baixinho, como se contasse um enorme segredo. O que, para ela, realmente era.

— É que eu tenho um namorado. Ele se chama Arthur e é da mesma sala que eu.

A capitã, mais uma vez naquela manhã, não se aguentou e caiu na gargalhada, deixando Sofia novamente zangada.

— Não ria, mamãe. Eu estou falando sério! – Sofia disse com a voz indignada e o biquinho voltou a nascer em seus lábios.

— Desculpa, meu amor. – ela pediu, ainda rindo, e tornou a falar – Seu pai daria um chilique se ouvisse isso.

— Eu vou dar chilique pelo quê? – ao ouvir aquela voz grave que ela conhecia bem, Sofia quase pulou da cadeira.

Virou seu rosto para Castle e lhe ofereceu seu maior sorriso inocente, sabendo que ele se derretia quando ela o fazia.

— Papaizinho! Que bom que você veio comer com a gente. – ela disse se jogando nos braços dele e o enchendo de beijos.

Kate riu da cena e revirou os olhos. Aquela menina sabia mesmo enrolar Castle.

— Você pode colocar o filme da Princesa Leia para a gente ver depois de comer?

— Agora mesmo, princesa. – Castle disse sorrindo e já se animando por poder relaxar um pouco a cabeça vendo um bom filme ao lado da filha e da esposa.

Deu um beijo rápido nos lábios de Kate e seguiu para a sala.

— Sua pilantrinha. – Kate comentou rindo para a filha – Você sabe muito bem que o tem nas mãos e faz uso disso.

Sofia riu de volta e voltou a cochichar com a mãe.

— Não conta para o papai, mamãe. Ele vai pegar a sua arma para assustar o Arthur.

— Seu pai não faria algo assim, meu amor.

— Mamãe! – ela exclamou levantando as sobrancelhas de um jeito totalmente "Kate Beckett" e colocou as duas mãozinhas na cintura.

— Tem razão... ele totalmente faria algo assim. – ela comentou olhando na direção da sala de TV e vendo o marido andar de volta para o lado das duas – Seu segredo está seguro comigo. – Kate afirmou em um sussurro e piscou para a filha.

Castle se sentou junto delas, anunciando que o filme já fora colocado, e os três terminaram de fazer o desjejum juntos.

#

Yo, Becks.— Esposito saudou do outro lado da linha – Recebemos um aviso de que o doutor Blásio Zabini desembarcará dentro de 30 minutos.

— Vá com Ryan detê-lo e levem-no para a delegacia, e façam o interrogatório. Eu chegarei com Castle depois que deixarmos Sofia na escola.

Kate avisou, andando pelo quarto e catando seus pertences para colocar dentro da bolsa.

Você é quem manda, capitã.

— E, Espo?

Sim.

— Apertem-no o máximo que conseguirem, mas façam esse homem falar.

Não se preocupe. Vamos arrancar a verdade do doutorzinho macabro.

Desligaram a chamada e ela correu para a sala. Castle e Sofia já a aguardavam para saírem de casa juntos.

Enquanto isso, não muito longe da cidade, Vítor remexia no cofre secreto que tinha na cabana à procura dos documentos deixados ali há poucos anos. Depois da visita do antigo advogado de Josh, o homem havia decidido que não deixaria aquilo de lado, mesmo com os incessantes pedidos do primo para fazê-lo.

Nunca simpatizara com Igor Gaunt, o considerava um covarde pelo que fazia com as crianças que sequestrava. Não que tivesse informações aprofundadas a respeito do tema, mas sabia o suficiente para detestar aquele homem. Ele sempre metia Josh nas piores enrascadas e depois o abandonava como se nada tivesse acontecido.

"Não deixarei passar em branco desta vez, doutor Gaunt", ele pensou segurando em mãos as pastas pardas deixadas por Igor e, também, as pastas cor de carmim que Josh deixara ali.

— O que está fazendo com isso, Pet? – Josh perguntou ao se aproximar do primo.

— Irei ao 12th entregar esses documentos para a capitã Beckett.

— Você não pode fazer isso. Está louco?

— Não, Dav. Você é quem está louco. Não vê o buraco em que se meteu? – falou com firmeza.

Aquela situação já se alastrara por tempo demais.

— E o que vai fazer... entregar tudo isso nas mãos da polícia?

— Exatamente.

— Igor Gaunt não brinca em serviço, Vítor. – Josh alertou com a voz alterada – Se você entregar essas pastas a Beckett, colocará nossas vidas em risco.

— Nossas vidas já estão em risco, Dav. Ou você pensa que Gaunt se sacrificará por você?! O cara largou você com as mãos abandando ontem mesmo.

O médico ficou calado, apenas encarando o primo e absorvendo aquelas palavras. Sabia que ele tinha razão.

— Eu vou ao 12th agora mesmo. Pense bem no que fará de sua vida.

Foi tudo o que o homem disse antes de virar as costas e sair porta afora. Não iria mais perder tempo. Daria um fim de uma vez por todas no império de horror de Igor Gaunt.

Notas finais
E então? Comentemmmm, por favor? :3 AH, E VOCÊS LERAM AS NOTAS INICIAS? PRECISO QUE ME RESPONDAM, OK? ;) Até a próxima. E, se serve de consolo, eu já estou planejando o próximo capítulo, juro que não voltarei a demorar assim