Ficarei Ao Seu Lado

18 Horácio Scamander


Notas iniciais
PERDOEM A DEMORA E NÃO DESISTAM DE MIM *lua amarela do whatsapp* Tarda, mas não falha, ein galera hahah desculpem a demora, meu amores. Eu tive uma vibe de bloqueio meio foda, mas superei e aqui está um capítulo ENORME para compensar a demora :3 — Dedico a Deh e Tatá. Obrigada por terem quebrado nosso acordo e postado Tyson antes hahah eu já tava pra morrer de ansiedade (logo comentarei o cap incrível de vocês). — E, claro, dedico a Jana Costa, My Always. Muuuuuuuuuito obrigada mesmo pela mega ajuda no capítulo. Essa guria linda aqui fez duas cenas do capítulo (ambas envolvendo o Ronald, a personalidade dele foi criada por ela). Obrigada, minha linda, já disse antes e direi novamente, a cena de Ron com Mione ficou PERFEITA! Te amo, minha nerdzinha favorita, obrigada de novo ♥ Enfimmmm, espero que vocês gostem desse cap, fiz com muita dedicação e já responderei aos comentários liiiindos de vocês do capítulo anterior. Obrigada por acompanharem a fic e sempre separarem um tempinho pra comentar *-* Bem, chega de falatório. Se joguem, enjoy ;) Beta: Janoca ♥

Kate a encarou, absorvendo as palavras de sua menina. O assistente da juíza? Seria ele o informante de Gaunt?!

Beckett permaneceu alguns segundos em silêncio, agachada próxima à porta de sua sala, de frente para a filha, segurando ambas as mãos da menina. Seus olhos fixos em um ponto qualquer.

"Ele estava aqui, mamãe. Eu o vi observando a sala…".

"Acho que ele me escutou e saiu correndo'.

Aquelas duas frases se repetiam na cabeça da capitã em um eco infinito. JR Crouch esteve ali no dia do incêndio. Só podia ser ele o informante de Igor Gaunt. Mas é claro. Ele era a única pessoa diferente de sua equipe que tinha acesso a todas as informações do caso, além da juíza Moody, e de Hermione com seu namorado. Esses três ela tinha plena certeza de que não passariam qualquer informação ao advogado.

Como não pensei nisso antes... estava tão na cara”, ela dizia para si mesma, ainda absorta em seus pensamentos.

— Mamãe? – a baixa voz de Sofia a tirou seus devaneios – Você está bem?

— Sim, meu amor. – ela respondeu, voltando a focar seus olhos na menina – Sof, eu preciso conversar com seu pai e seus tios sobre isso que você me contou. Importa-se de me esperar um minutinho?

— Não, eu espero.

— Ótimo. Fique na sala de descanso, eu já te encontro lá.

A menina meneou positivamente com a cabeça e Kate, que ainda permanecia agachada na altura dela, se levantou após dar um beijo em sua testa e observá-la seguindo caminho até o cômodo que indicara. Varreu os olhos pelo local procurando por Castle e, ao avistá-lo, fez sinal para ele se aproximar.

— Preciso falar com você. Vamos até minha sala. – ela disse em um tom sério e, após vê-lo assentir, virou-se para os rapazes – Espo! Ryan! Minha sala, agora.

Os dois adentraram o cômodo prontamente, acompanhando Castle e Beckett.

— Algum problema, Kate? – o escritor questionou após ver a esposa fechar a porta e as cortinas da sala.

Ela o olhou significativamente e foi para seu lado, ficando de frente para os outros dois presentes ali.

— Ryan, você me disse que nas filmagens só se pode ver uma pessoa de costas o tempo inteiro, certo? – ela questionou ao detetive, ignorando a pergunta de seu marido.

Kevin acenou positivamente com a cabeça, sem entender o porquê daquela indagação, tal qual os outros dois ali. Kate, ignorando os três pares de olhos duvidosos em cima de si, perdeu-se novamente em seus pensamentos, tentando ligar aquela informação de Ryan com aquilo que a filha lhe havia comunicado.

Era ele, definitivamente. Mas precisaria rever as imagens capturadas pelas câmeras da delegacia no dia do incêndio.

— Quero ver novamente aquelas filmagens. Tenho informações de quem possa ser aquela pessoa. – ela comunicou, aclarando a mente dos três homens.

— Informações? Foi isso que o assistente de Moody veio fazer aqui? – Castle foi o primeiro a questionar.

— Não exatamente, mas sua vinda até aqui foi o que me fez obter essa informação. – Kate disse, deixando os outros ainda mais confusos – Sofia o reconheceu. Crouch estava aqui no dia do incêndio, ficou parado em frente à sala observando-a em chamas.

A informação os pegou de surpresa, assim como a Kate quando a menina lhe contou o que havia visto. Nenhum deles esperava por algo do tipo.

— Vou pedir a Tory as imagens agora mesmo. – Ryan se prontificou e saiu da sala apressadamente.

— Kate, no vídeo não tem como comprovar que era Junior Crouch, e a única pista que temos é a palavra de uma criança que sofreu um trauma. – Esposito disse devagar, tomando cuidado com as palavras.

Sabia como Beckett ficava quando não podia comprovar algo que todos tinham conhecimento de ser a verdade. Ele não duvidava da palavra de Sofia, mas sabia que não seria fácil convencer a promotoria, e muito menos a juíza Moody, daquilo.

— Eu sei, Espo, mas isso é tudo o que temos agora.

— Capitã, tudo pronto. – Ryan voltou informando e interrompendo algo que Castle iria dizer.

Os quatro seguiram para a sala onde Tory já os aguardava. Assim que a adentraram, a técnica iniciou o vídeo.

As imagens mostravam Sofia correndo até a sala com um sorriso travesso em seu rosto e, antes de adentrá-la, olhou para os lados como se checasse se alguém a via. Segundos depois apareceu um vulto entrando rapidamente na mesma sala e, pouco tempo depois, saiu de lá. Era um homem de estatura mediana, usava um uniforme de oficial e um cap grande demais para sua cabeça – provavelmente com a intenção de esconder-se –, posicionando-se sempre de costas para a câmera, como se soubesse o ponto exato que ela pegava.

Era Junior Crouch, mas como iriam provar isso? Seu rosto não aparecia em momento algum e tampouco qualquer parte de seu corpo que comprovasse ser ele ali.

Apenas quando a fumaça se espalhou foi que o homem saiu do local. Às pressas.

— Só pode ser ele, mas como provaremos... – ela disse mais para si mesma do que para qualquer um ali.

— Tem um jeito, Kate. – Castle falou, chamando sua atenção – A altura bate com a de Crouch e a forma como ele se movimenta, você só precisa de alguém que o conheça bem a ponto de captar esses detalhes.

— Ele é assistente pessoal de Rita Moody... – ela completou a linha de raciocínio do marido.

— E o caso está todo nas mãos dela... – Castle continuou.

— Ela o reconhecerá. – os dois disseram juntos. A sincronia de sempre se fazendo presente.

Os outros três apenas observavam a interação do casal.

"Eles ensaiam isso", Esposito disse baixo no ouvido de Ryan, recebendo um "sem dúvidas", seguido de um riso leve, como resposta.

#

Após deixar ordens a Ryan de continuar coletando informações, e pedir a Castle para voltar com Sofia para o loft, Kate seguiu para o fórum junto com Esposito. Não perderia um minuto a mais, precisava comunicar tudo a Moody e convencê-la de que Junior Crouch estava metido até os cabelos com Igor Gaunt.

A capitã entrou apressadamente no enorme prédio, levando consigo uma cópia das imagens de segurança do 12th, tendo seus passos acompanhados por seu detetive latino. Torcia para que tudo desse certo dessa vez. Já estava cansada de sempre sair perdendo.

Após ser comunicada pela secretária de que estava liberada para entrar, Kate se virou para Esposito e pediu que a aguardasse do lado de fora. Queria ter uma conversa particular com a magistrada.

Ao entrar na sala, respirou aliviada, Crouch não estava ali. Não queria levantar qualquer suspeita ao exigir que a conversa fosse particular, afinal, ela sempre o aceitara presente na sala.

— Boa tarde, capitã, que prazer em revê-lá. Vejo que já está bem recuperada do susto de semanas atrás. – Moody a recebeu no seu habitual tom de gentileza.

A necessidade de um contato constante entre ambas fizera nascer uma amizade ali, ainda que não tão íntima.

— Doutora Moody. – a morena saudou, aproximando-se para segurar a mão que lhe era oferecida – Sim, estou ótima.

— Sente-se. Em que posso ajudá-la?

— O assunto que tenho para tratar é um tanto delicado.

Kate começou, buscando as melhores palavras. Não sabia como acusar o assistente da mulher à sua frente de uma forma delicada.

Haveria forma delicada de se fazer isso?!

Moody indicou com as mãos para que ela prosseguisse e, assim, Beckett o fez.

— Como você sabe, ainda não tínhamos pistas de quem seria o responsável pelo incêndio em minha delegacia – resolveu ser direta, era melhor acabar logo com isso –, mas agora eu tenho fortes indícios de quem seja o culpado.

— Ótimo. Mas por que esse assunto precisou ser tratado diretamente comigo?

— Você entenderá, doutora. Posso colocar as imagens de segurança para que veja? – a capitã questionou, não queria acusar logo de cara.

Talvez, vendo o vídeo, Moody reconheceria seu assistente sem que ela precisasse dizer nada.

Bem, ao menos era com isso que Kate estava contando.

O vídeo foi iniciado e as mesmas imagens que ela viu no 12th começaram a passar na tela do notebook da magistrada: Sofia se escondendo, um vulto rápido, e JR de costas. Ao notar a ausência de qualquer expressão facial em Rita, Kate interveio.

— Reconhece?

— Parece-me familiar, mas não identifico quem seja... – Moody disse pensativa, analisando a imagem em sua tela.

— Doutora, temos suspeitas de que seja seu assistente, Junior Crouch. – Beckett disse por fim.

A informação dada pela capitã pegou a mais velha de surpresa, que virou seu rosto rapidamente para encará-la ao ouvir o nome de Crouch sendo pronunciado. Trabalhava com ele há um bom tempo, tinha conhecimento de suas ambições, mas o que o levaria a fazer isso?!

— O que te faz pensar que seja ele? – Rita questionou em um tom baixo.

Não duvidava da competência de Kate Beckett em seu trabalho, mas precisava de provas.

— Não é algo exatamente concreto. – a parte difícil chegara, como iria dizer que sua prova era o depoimento de uma criança de pouco menos que cinco anos?!

Bem, já havia chegado até ali, então concluiria sua intenção com aquela visita. Ainda que Moody duvidasse dela.

— Você sabe que Sofia estava na sala de arquivos quando tudo aconteceu, certo? – ao receber um aceno positivo, ela continuou – Ela o viu lá. Observando a sala no momento em que tudo começou.

— Você está se baseando no depoimento pós-traumático de sua filha?

— Doutora... – ela ia argumentar, porém Moody a interrompeu.

— Desculpe-me, capitã Beckett, mas não vejo em que ponto o depoimento de sua filha, que é apenas uma criança, pode ser tido como prova cabal.

— Com todo o respeito, excelência, mas Sofia não inventaria algo assim.

— A discussão aqui não é a veracidade nas palavras da criança, mas sim nos fatos por ela narrados. – Moody permanecia irredutível, porém achou melhor amenizar as palavras para não gerar uma briga desnecessária – Kate, ela sofreu uma experiência traumática muito forte, isso pode ter influenciado na realidade dos fatos para ela.

A capitã respirou fundo, soltando o ar que nem sabia estar segurando. Esse falatório não as levaria a nada, precisaria mudar sua tática de persuasão.

— Tudo bem. Você se importa se eu colocar a gravação novamente? – ela pediu, apelando para sua última cartada, o conhecimento de Rita acerca dos trejeitos do assistente – Assim você analisará os fatos com uma direção e poderá reconhecê-lo.

A magistrada a encarou por alguns segundos, séria. Sabia que Beckett não desistiria tão fácil de convencê-la daquela ideia. E, bem, não custaria nada rever o vídeo. Talvez a capitã tivesse mesmo razão. Talvez.

— Tudo bem, Kate. – ela cedeu e passou o dedo no mouse, reacendendo a tela de seu notebook – Vamos supor, veja bem, supor que seja meu assistente, então eu talvez o reconheça nessas gravações que me trouxe.

As imagens passaram e repassaram. E repassaram. E repassaram. Foram necessárias quatro reprises para Moody dar-se por vencida. O homem realmente lembrava muito seu assistente e admitir isso não faria com que ele fosse preso de imediato. Seria feito todo um procedimento de investigações e coletas de provas realmente concretas.

Sem contar o interrogatório, que era o que Beckett viera requerer, além de sua assinatura no mandado de busca e apreensão.

— Está bem, capitã Beckett, leve-o à interrogatório. – disse, por fim concordado com a mulher à sua frente – Só te peço que isso não venha a público antes de termos certeza, e que seja discreta.

— Tem minha palavra, Rita.

— Meu assistente logo voltará, se quiser aguardar. – falou, pegando o papel das mãos da detetive e assinando-o – Aqui está o mandado. Faça o que for possível para encontrar a verdade, eu, mais que qualquer um, tenho interesse nisso.

Beckett agradeceu e despediu-se com um aperto de mãos. Esperaria a chegada do assistente fora da sala, na companhia de Esposito, para evitar uma possível cena do rapaz ante sua chefe.

Pouco tempo depois, Junior apareceu e eles o levaram, evitando ao máximo chamar atenção para o que ocorria. Assim como Rita Moody havia pedido. O assistente parecia extremamente nervoso com a situação, mas não se negou a ir na companhia de Javier e Kate.

Havia se metido na maior enrascada de toda a sua vida.

#

*Cambridge, campus de Jornalismo + Nova Iorque, The Bronx*

Como já era de costume, sempre que Hermione conseguia um tempo livre após as aulas, ela e Ronald se falavam pelo Skype. Uma forma de se manterem a par de tudo o que acontecia em ambos os lados e de não esfriarem o relacionamento à distância.

A moça entrou em seu dormitório e jogou os livros em cima da cama, correndo apressada para ligar seu computador e ter suas horinhas diárias com o namorado. Enquanto o aparelho ligava, ela enviou uma mensagem avisando que tinha tempo livre e perguntando se ele podia falar naquele momento, a resposta positiva chegou em segundos e logo depois os dois já se viam pela câmera.

— Ei, linda. – Ronald saudou ao ver o rosto da namorada no outro lado da tela – Como está?

— Oi. – o enorme sorriso apaixonado brotou na face da moça – Estou bem. O que é essa papelada toda que estou vendo?

— Recebi uma ligação hoje mais cedo a mando da capitã Beckett, ela quer que eu ache mais informações sobre aquele caso.

— Imagino que não tem tido sucesso. – ela comentou ao ver a cara de frustração do namorado.

— Acertou em cheio. Já busquei informações por todos os lugares, mas esses caras sabem mesmo como fazer um trabalho bem feito. Não sei mais onde procurar.

Ele queixava-se, mostrando os vários papéis impressos. Nenhuma novidade. Apenas as informações que já haviam coletado e foram destruídas com o incêndio. Por sorte, ele tinha deixado salvo todo o material em seu HD.

— Aceita uma sugestão?

— Mione, se tem algo nesse momento que eu aceito, é uma sugestão. Estou perdido.

Ela riu da carinha de desolado que o rapaz fez. Achava realmente encantador quando ele fazia manha por não conseguir o que queria, ainda mais se era relacionado a algum assunto que ele dominava.

— Lembra-se daquele indiano metido a “eu terei 50 filhos”? – ela perguntou, mudando a voz ao caracterizá-lo, fazendo Ronald rir – Então, talvez se você conseguir hackear o IP dele, consiga acesso às conversas dele com Igor Gaunt ou...

— Ou com um possível parceiro. – ele concluiu o raciocínio da namorada – Uau, você é um gênio, meu amor.

— Sempre o tom de surpresa. – ela comentou divertida, parafraseando o rapaz.

Ronald minimizou a tela do chat de vídeo e passou a teclar rapidamente pelo quadro de letras, Hermione sentia pena das teclas cada vez que ele as tocava. Viu quando o namorado esticou a mão para alcançar a tela touch screen, provavelmente ativando algum recurso de segurança.

— Ron, o que está fazendo? – ela observava admirada, as sobrancelhas dele estavam franzidas e a ponta de sua língua estava presa entre os dentes, indicando sua concentração.

— Eu só preciso de uma rede de satélite aberta... – ele murmurou, não prestando atenção ao que a namorada dizia, mas, mesmo que sem querer, respondendo à pergunta dela – Isso!

Ele gritou alto o bastante para assustá-la, aumentando a intensidade da força exercida sobre o teclado. Hermione pôs a mão no rosto e aceitou o destino das pequenas teclas feitas de polímeros.

— Eu achei o IP dele através da internet via satélite. Todos os IP's ficam registrados em uma "caixa preta" do satélite e eu precisei de um decodificador virtual para poder abri-la, mas essa foi a parte mais fácil. – ele desconectou os fones de ouvido do computador e levou o aparelho para a bancada da cozinha.

"Eu precisei passar os IP's por um programa que identifica os nomes dos donos dos computadores e, sim, isso foi difícil, foi mais complicado conseguir esse programa do que você imagina".

— Mas... – Hermione ergueu a voz, porém foi interrompida pelo grito de comemoração do rapaz.

— Eu consegui! Todos os emails estão diante de ti, amore mio.

E realmente estavam...

Hermione abria e fechava abas e mais abas na tela do computador, o sorriso não saia de seu rosto. Finalmente. Ela estava pronta para ajudar Kate Beckett mais uma vez. Apenas uma coisa a incomodava.

— Ron, você hackeou meu computador para colocar isso na minha tela...

Ele deu de ombros e fez bico, parecia uma criança inocente, o que a fez rir. Como ele podia estar fazendo algo tão sério em um segundo e no outro ser totalmente adorável?

#

— Senhor Junior Crouch. – Kate disse ao entrar na sala de interrogatório onde JR já aguardava – Sou a capitã Beckett, como já sabe.

O rapaz estava sentado um tanto encolhido na cadeira, as mãos dispostas em cima da mesa, cruzadas. Tinha um olhar amedrontado na face, os olhos ligeiramente arregalados encaravam a mulher.

Kate o analisava enquanto puxava a cadeira para sentar-se em frente a JR. Uma gota de suor escorreu pela testa dele e a capitã deu um sorriso – bem disfarçado – de canto de lábio. Abriu a pasta que Ryan a havia entregue com as evidências que conseguiu coletar na cena do crime após sua ida ao fórum. Estavam em vantagem.

— Você já deve saber o porquê de estar aqui. – a voz saiu baixa, porém firme e penetrante – Podemos fazer isso do jeito mais fácil ou do mais difícil. Fica à sua escolha.

— E-eu não faço ideia do que vocês estão me acusando. – ele disse com a voz trêmula, passando os dedos entre os fios desgrenhados de seu cabelo. Clássico sinal de nervosismo.

Não sabia quais provas tinham contra ele, tomara todo o cuidado do mundo para não deixar rastros. Independente do que fosse, negaria até um fim. Não responderia nada sem a presença de um advogado.

Beckett respirou fundo e fixou seu olhar no rosto do rapaz, estreitando os olhos em uma fina fenda. Ele escolhera o jeito mais difícil, então, ela o faria.

Sabia que ele era culpado, assim como sabia que ele não era "o cabeça". Era apenas mais uma marionete de Igor Gaunt e somente teria essa informação com uma confissão.

— Ótimo. Vejo que optou pelo pior caminho. – caprichou no uso do sarcasmo, folheou algumas folhas na pasta e colocou uma delas em cima da mesa – Reconhece esse objeto?

Kate questionou, apontando para a foto de um isqueiro na cena do crime. Crouch abaixou os olhos e encarou a figura por alguns segundos. Mordeu o lábio trêmulo com uma força maior que a necessária, quase o fazendo sangrar.

O assistente respirou fundo e levantou os olhos para encarar a capitã. Decidido.

— Não.

— Este isqueiro foi encontrado na cena do crime.

— Não é meu! – exclamou com firmeza, não podia fraquejar ou entregaria a si próprio – Está perdendo o seu tempo, capitã Beckett. – disse, cruzando os braços e encontrando forças sabe-se lá de onde para não tremer a voz ao enfrentá-la.

Beckett deixou escapar um riso debochado e ergueu as sobrancelhas encarando-o. Voltou a mexer na papelada e tirou outra folha dali. Repetindo o movimento de segundos atrás, colocou-a em frente ao rapaz e apontou para uma frase específica.

Após a saída de Kate para sua conversa com Moody, Ryan voltou ao local da sala de arquivos, que ainda era mantido isolado e, depois de uma busca minuciosa, encontrou no meio dos escombros um pequeno isqueiro prateado. Rapidamente o levou para análise, a fim de verificar a possível existência de digitais.

E, claro, teve sucesso em sua busca. As digitais do objeto batiam com as de Junior Crouch.

— Suas digitais foram encontradas na cena do crime, senhor Crouch, no isqueiro que você usou para começar o incêndio. – ela disse com firmeza, enfatizando o "você" e o encarando como uma tigresa pronta para dar o bote – Eu ainda estou perdendo o meu tempo?

As palavras da mulher o atingiram como lâminas afiadas, rasgando qualquer estabilidade emocional que ele havia encontrado dentro de si para enfrentá-la. Estava perdido, definitivamente. Não tomara todos os cuidados, esquecera-se do isqueiro.

"Droga, como eu vou sair dessa agora?!", ele pensava consigo mesmo, mas nenhuma solução lhe ocorria. Era seu fim.

Vendo que ele permaneceria em silêncio, ela prosseguiu.

"Eu não tenho dúvidas de que tenha sido você. A pergunta é: quantos anos da sua vida você vai sacrificar por alguém que te jogaria no fogo na primeira oportunidade?", ela falava sem desgrudar os olhos dele. Sabia que já havia ganhado essa. Agora era só dar a cartada final para obrigá-lo a confessar tudo.

— Está pronto para o acordo? – Beckett perguntou por fim, um brilho vívido de determinação presente em seus olhos.

Crouch abaixou a cabeça, todas as palavras ditas pela capitã repetindo-se em sua mente. Sabia que não teria escapatória, e que ela estava certa. Igor Gaunt não se sacrificaria por ele, nunca. E ele não faria o mesmo.

Tornou a levantar a cabeça e encarou a capitã, pronunciando uma única e determinada palavra: sim!

Ele narrou detalhadamente como o plano fora arquitetado e quem lhe deu as ordens de iniciar o incêndio, que, como Beckett já sabia, havia sido o advogado. Após a sua narrativa, Junior assinou o termo de confissão e foi levado pelos oficiais para uma das celas do 12th até que viessem buscá-lo. Conseguiu um bom acordo e teve a pena diminuída pela metade em troca da confissão e de depor em um futuro processo que seria aberto contra Igor Gaunt.

#

O dia havia sido bem cheio e tudo o que Beckett desejava era voltar para casa, para seu marido e sua filha. A cabeça latejava e as imagens do incêndio repetiam-se em sua mente sem parar. Precisava colocar essa angústia para fora ou enlouqueceria, e só havia uma pessoa em quem ela confiava o bastante para expor suas fraquezas: Richard Castle.

Arrumou suas coisas e avisou aos rapazes que o dia estava terminado para ela. Despediu-se e seguiu para o elevador, pegou seu celular na bolsa e discou o número de Rita Moody. Precisaria dizer a ela o que ocorrera com seu assistente e que, infelizmente, ele não era quem ela pensava ser.

A chamada foi atendida no segundo toque e Kate contou em detalhes – enquanto dirigia para casa – a confissão de Junior Crouch. Rita ouviu tudo atentamente e agradeceu a atenção da capitã em informá-la, e pediu que não hesitasse em tomar toda e qualquer medida que fosse necessária. Em seguida, despediram-se.

O trânsito estava tranquilo e em pouco tempo Beckett já abria a porta do loft. Estranhou o silêncio ao entrar, desde que Sofia voltara para sua vida, aquela casa já não ficava mais tão silenciosa.

Largou suas coisas em cima do sofá e seguiu para o escritório, talvez seus dois amores estivessem por lá. Porém, antes de adentrá-lo, avistou Castle na cozinha preparando o jantar.

— Ei, amor. – saudou, fazendo-se presente.

— Oi. – Castle respondeu com seu mais belo sorriso e se aproximou dela para plantar um beijo casto em seus lábios – Como foi seu dia?

— Cheio. Minha cabeça está pesando.

— Más notícias?

Ele voltou para o fogão, segurando a colher e voltando a mexer o molho avermelhado que borbulhava na panela.

— O que está preparando? – Kate perguntou ao sentar-se de frente para ele, e roubou alguns caroços de milho que estavam em uma pequena tigela de metal em cima da bancada.

— Sofia pediu pizza para o jantar.

— E você, claro, veio fazer as vontades dela. – sorriu para ele, achando graça de sua total incapacidade de dizer “não” à menina – Por falar nisso, onde está aquela pestinha?

— No quarto brincando e esperando o jantar ficar pronto.

— Ah. – falou distraída, agora pegando uma azeitona e a levando à boca.

— Se continuar desse jeito, teremos pizza de molho. – Castle falou divertido, ainda de costas, apenas virando o rosto para olhá-la rapidamente.

Ela sorriu com uma carinha de culpada. Adorável.

— Então – Kate disse para chamar sua atenção, voltando ao assunto anterior –, não são más notícias. Consegui a confissão de Junior Crouch acerca do incêndio e também consegui fazer com que ele entregasse Gaunt.

Beckett o informou orgulhosa de si mesma. Castle soltou um sonoro “uau” e apagou o fogo, trocando a panela de posição. Depois, virou-se para a esposa, indicando que ela tinha sua inteira atenção.

E ela prosseguiu. Aproveitaria que estavam a sós para desabafar com ele sobre as imagens que não deixavam sua mente.

— Mas – respirou fundo antes de, enfim, abrir-se para o escritor –, o que me incomoda são as lembranças que a resolução desse caso me trouxe. Eu fico vendo as imagens do incêndio, Cas. Elas ficam passando em minha cabeça de novo e de novo.

"Vejo Sofia desesperada no meio daquela sala. O teto quase desabando sobre nós. Os pensamentos que tive naquele dia se repetem. Eu tive tanto medo de perdê-la, Rick. Achei que ficaria sem nossa filha outra vez, e para sempre".

Kate falava sem ao menos respirar, jogando toda a sua angústia em cima do marido, na esperança de livrar-se daquele nó que se formava em sua garganta. Castle sentiu o coração se apertar ao ouvir tudo aquilo. Entendia perfeitamente o que a esposa sentiu. Ele se aproximou ainda mais dela e passou o polegar em sua bochecha, limpando uma lágrima solitária que resolveu escorrer por sua face.

Sofia, que ainda permanecia em seu quarto, ouviu a voz da mãe vindo da cozinha e se apressou em ir encontrá-la. Desceu as escadas na ponta dos pés, a fim de não se deixar ser notada. Queria pegar a mãe de surpresa.

Porém, ao chegar ao final da escada, deu-se conta de que o assunto tratado pelos pais era sério e que sua mãe estava com a voz embargada, quase chorando.

— Eu quase a perdi por negligência, novamente, Cas. – ela disse, deixando que mais algumas lágrimas escorressem.

— Kate, não me diga que ainda carrega aquela culpa do...

— Do acidente? – ela o interrompeu – Sim, eu ainda acho que fui a responsável pelo nascimento prematuro de Sofia e por tê-la perdido naquele dia. Ainda acho que se eu tivesse ficado no 12th como você pediu, Sofia teria ficado conosco desde sempre.

— Mamãe? – a voz da menina a interrompeu.

Kate olhou sobressaltada para a garotinha parada próxima a eles. Os olhos arregalados devido ao que acabara de ouvir. De que acidente ela estava falando?!

— Sof, pensei que estava em seu quarto...

— Você sofreu um acidente quando eu nasci? – ela questionou com a voz fraca, ignorando o comentário da mãe.

A capitã mantinha seu olhar fixo na menina, hesitava em respondê-la. Não sabia que tipo de reação poderia esperar dela ao saber que, por sua culpa, havia nascido antes do tempo e quase morrera.

Percebendo a aflição da esposa, Castle resolveu intervir.

— Sof, venha até aqui. – esticou o braço para a menina, chamando-a com um movimento de mão.

Sofia o atendeu e se aproximou, permitindo que ele a colocasse sentada em seu colo, de frente para a mãe. Notando o nervosismo dela, a garotinha lhe ofereceu um sorriso tímido e colocou suas pequenas mãos por cima das de Kate. Acalmando-a quase que de imediato.

— Respondendo à sua pergunta, – Castle resolveu falar – sim, pequena, a sua mãe sofreu um acidente de carro no dia em que você nasceu.

— E isso fez o papai Josh me levar embora? Ele achou que você tinha feito de propósito, mamãe?

— Não exatamente, meu amor. – Kate respondeu, enfim tomando coragem de conversar com Sofia sobre aquele terrível dia.

— Então por que você disse que se tivesse feito o que o papai queria, eu teria ficado com vocês sempre?

— Porque se a mamãe tivesse ficado na delegacia, o acidente não teria acontecido. – ela disse, tentando se fazer entender.

— Você também acha isso, papai? – ela levantou o rosto para olhar nos olhos de Castle, que respondeu apenas balançando a cabeça de forma negativa – Então, se eu não tivesse nascido, o papai Josh não teria me levado.

A menina afirmou, soltando mais uma de suas pérolas. Como ela conseguia pensar dessa forma?! Isso era algo que Kate já nem tentava entender. Sua filha tinha uma inteligência que a enchia de orgulho.

— A lógica dela faz sentido. – Castle comentou, achando graça da expressão abobada que Kate tinha estampada no rosto.

— Não é bem assim. – ela tentou argumentar, porém o escritor a interrompeu.

— Mas é exatamente o que você está dizendo, Kate. Culpar-se pelo que aconteceu naquele dia é tão sem sentido quanto dizer que se você nunca tivesse engravidado, nada disso teria acontecido.

A capitã encarou os dois pares de olhos que mais amava no mundo, e sorriu. Sabia que sempre iria perder nas discussões com aqueles dois.

— Mamãe. – Sofia chamou, buscando sua atenção – Você é a melhor pessoa do mundo. Cuida de mim e até bate nos caras maus para me proteger, e sempre quer ficar perto de mim. Você não faria nada para separar a gente, mamãe. Eu sei disso.

Os olhos da mulher brilharam ao ouvir aquela inocente declaração. Como sua mãe sempre dizia: as crianças possuem uma sabedoria inimaginável. E ali estava a prova daquilo, seu pequeno grãozinho sempre lhe fazia ver a vida com outros olhos utilizando-se de suas puras atitudes e palavras. Ainda que sem a intenção de fazê-lo.

— Você tem razão. – elevou a mão até o rosto da menina, acariciando-o e, depois, levantou seu olhar para mirar Castle – Vocês dois têm razão.

Enfim Kate entendeu que não podia continuar se culpando por toda a vida por algo que ocorrera anos atrás e que ela não teve o menor controle sobre. Talvez ela só precisasse disso mesmo; de que a própria Sofia lhe falasse que ela não tinha culpa. Talvez ela só precisasse ouvir da filha que ela não a culpava pelo tempo que passaram separadas e por tudo o que aconteceu em consequência disso.

Pela manhã, Beckett foi cedo para o 12th, deixando Castle com a tarefa de acordar a filha e arrumá-la para o colégio. Tinha muito o que trabalhar no caso de Gaunt.

Fez seu dejejum na companhia do marido e despediu-se da filha, que ainda dormia, com um beijo na testa, partindo logo em seguida.

#

Ronald passou pela porta dupla de vidro na entrada da delegacia e correu até o elevador, apertando o botão com certa força. Os segundos pareciam não passar e, para piorar a situação, ele foi interceptado por um dos oficiais da recepção.

— Senhor, algum problema? – L.T. se aproximou dele e tocou em seu ombro.

— Não, não. Apenas preciso levar uma informação muito importante para a capitã Beckett. – Rony olhou para a mão do oficial, ainda sobre seu ombro, e depois voltou a olhar para o elevador.

— Eu te acompanho. – L.T. deixou que o rapaz seguisse para o elevador e entrou com ele.

Era evidente a sua ansiedade.

O policial apertou o botão para o quarto andar ao passo que ouvia a respiração do homem ao seu lado se acalmar. Assim que as portas se abriram, os dois saíram em direção à sala da capitã.

L.T. adiantou o passo para anunciar o rapaz, assim como lhe fora instruído a fazer diante de tal situação, no entanto, antes que pudessem ir até a sala, ambos foram surpreendidos pela superior do oficial.

— Ronald, o que faz aqui? – a mulher saía da sala de descanso, carregando um café, aparentemente estava tentando manter as energias durante aquele caso.

— Capitã, esse… – L.T. apontou para o rapaz na tentativa de mantê-lo ao seu lado até que a permissão de retirada lhe fosse dada, porém aquilo não adiantou muito, já que o garoto avançou para falar com a capitã, interrompendo o que L.T. dizia.

— Capitã, eu consegui! – Ron falou rápido, tirando seu tablet da bolsa e tocando a tela para abrir algum aplicativo – Depois de alguns minutos tentando vencer uma criptografia WPA, que na minha opinião é muito fraca para uma rede de satélite, eu recomendaria uma MAC… – vendo o olhar de desinteresse da capitã, ele voltou a falar do assunto principal – Bem, apesar do trabalho com a decodificação, eu consegui um IP para poder ter acesso a alguns email de Horácio Scamander, cliente acíduo de Igor Gaunt.

Ao ouvir o nome que mais rodeava sua mente nos últimos dias, Beckett entrou em alerta.

— Ron, deixe de enrolação e fale na minha língua.

Ele respirou fundo e abriu uma das pastas criptografadas no tablet.

— Esses são os emails dele com um possível parceiro de Igor Gaunt. O doutor é citado na maioria deles como “o líder da operação”. Hermione disse que você ficaria feliz em ler o que tem aí.

Beckett analisou os e-mails, rapidamente, e um sorriso atravessou seu rosto. “Doutor Gaunt, dê adeus para sua carreira de horrores”, ela pensava enquanto passava o dedo na tela do tablet, descendo a página. Kate pediu ao rapaz que a acompanhasse até sua sala para analisar melhor todo o conteúdo e, assim, ele o fez.

Com esse material coletado por Ronald – e já todo incluído no sistema da DP pelo mesmo –, eles já estavam bem à frente de Igor Gaunt, e só precisariam que o advogado abrisse uma pequena brecha para ser pego de vez. E Beckett sabia que a prisão de Junior Crouch era motivo suficiente para deixá-lo preocupado.

— Espo! Ryan! – Kate chamou, saindo de sua sala na companhia de Rony – Preciso que vocês descubram onde Igor Gaunt está e o que ele anda fazendo.

— Agora mesmo. – Espo respondeu, sendo seguido pelo parceiro, que deu um aceno positivo com a cabeça.

Ryan sentou na cadeira de frente para o computador e passou a teclar rapidamente, acionando as redes das antenas para tentar localizar o celular de Igor Gaunt.

— Detetive, por que você não tenta esse recurso aqui... – Rony pôs a mão sobre o mouse, mas Ryan o impediu de ir em frente, batendo de leve na mão dele.

— Se você tocar nesse computador, eu juro que você vai parar do outro lado da rua. – o detetive continuou a olhar a tela, ativando o recurso de localização.

Beckett e Espo precisaram segurar o riso para não constranger o rapaz.

Ryan continuou teclando e ignorando os conselhos de Rony, que permaneceu parado ao seu lado, de braços cruzados e com um pequeno biquinho emburrado nos lábios. Em alguns minutos, um som alto invadiu a delegacia e Ryan apoiou o cotovelo na mesa, colocando o queixo na palma da mão.

— Feito.

— Eu poderia ter feito isso em trinta segundos. – Ronald resmungou e se jogou na cadeira ao lado da antiga mesa de Beckett.

Ryan fez uma careta e Espo bateu no ombro dele, impedindo-o de falar algo inapropriado.

Com o endereço em mãos, os dois detetives saíram em busca do advogado, deixando Kate e Rony buscando informações mais profundadas acerca do parceiro de Gaunt.

O localizador do GPS os levou diretamente para uma velha cabana não muito longe de Nova Iorque. Avistaram o carro do advogado estacionado em frente à casa e decidiram parar com uma distância segura para não serem vistos.

— O que você acha que ele veio fazer aqui? Não parece um lugar onde ele trataria de negócios... – Ryan comentou, pegando um binóculo para tentar ter uma visão mais privilegiada.

— Não sei, bro, mas, considerando os reais negócios dele, esse parece sim um bom lugar.

— É... pode ser aqui que ele encontre o parceiro do tráfico.

— Está vendo algo? – Espo questionou, forçando sua vista.

O local estava silencioso e deserto. Apenas o carro de Gaunt se encontrava na propriedade. Não havia nenhum sinal de ter outra pessoa ali.

— Não...

— Enquanto a gente espera... – Espo virou-se para o banco de trás e pegou uma caixa.

Abriu a tampa e tirou um donut coberto com açúcar de lá, levando-o à boca em seguida. Ryan o encarou e meteu a mão na caixa, pegando uma das rosquinhas para si.

— Hey... – Espo ia reclamar, mas Ryan o calou, colocando a mão para tapar sua boca e indicando com a cabeça que alguém vinha.

O latino pegou o binóculo e o levou aos olhos, tentando identificar quem eram as pessoas que saíam da cabana.

— É ele. Pegue câmera, tem um homem com ele. – pediu, indicando o porta-luvas com a mão.

Ryan apressou-se em pegar a máquina e tirou várias fotos dos dois.

— Quem é esse com Gaunt? – questionou, ainda fotografando-os.

— Não sei, bro. Tire mais fotos e vamos dar o fora daqui. Beckett gostará de saber o que encontramos.

O detetive irlandês fez um aceno positivo com a cabeça e tirou mais algumas fotos, focando bem o rosto do homem com o qual Igor Gaunt conversava. E, logo em seguida, os dois saíram dali, fazendo o caminho de volta para a delegacia.

Beckett precisava tomar conhecimento daquilo.

Notas finais
E então? Comentemmmmm, please?! :)