Fica Comigo

19 Safe & Sound


Notas iniciais
HAHAHA!

Eu me lembro das lágrimas escorrendo pelo seu rosto
Quando eu disse:''nunca te deixarei ir''
Quando todas aquelas sombras quase mataram sua luz
Eu me lembro que você disse:''não me deixe aqui sozinha''
Mas tudo está morto e enterrado, e passou esta noite

– Safe & Sound (feat. Taylor Swift)

Imagens passavam, e ela não conseguia distinguir, ouvia gritos e tiros, sentia lagrimas e dor. Tudo muito confuso. Forçou seus olhos a se abrir, mas não conseguiu, era como se estivesse tentando rasgar algo, era dolorido tentar abri-los, então desistiu, preferindo a escuridão.

Encarar as coisas quando abrir os olhos não era uma prioridade. Tentou fazer algum movimento com sua mão e conseguiu, primeiro os dedos, depois levantou suas mãos doloridas, sem abrir os olhos, então, automaticamente sua mão foi de encontro com sua barriga, com o objetivo que um relevo estivesse ali, mas não estava, então elevou a outra mão e passou, com o objetivo de que estivesse enganada, de que todo tivesse sido um terrível pesadelo.

Quando passou as mãos pelo seu ventre novamente, se assustou, não tinha, realmente, nada ali. Sentiu sua barriga dolorida, uma pequena pontada de dor no ventre e deixou cair uma lagrima. Com todas as forças tentou abrir os olhos, e conseguiu, a luz a cegou por um momento, forçou sua cabeça para frente e viu o ambiente que estava. Um quarto branco, maquinas estavam ligadas a ela, tinha um soro, uma TV, vestia uma camisola branca de hospital, e lá também tinha Stefan, dormindo, e Elena pode observar o quão magro e abatido ele estava. Forçou seus olhos a se fecharem esperando que Damon estivesse ali, ela precisava dele, ele não podia deixa-la. Então a dor veio, apertando a garganta dela á sufocando, á deixando sem permissão de salvação, sem luz.

As lagrimas desceram sem sua permissão, um som estridente sai de sua garganta, ela queria gritar, precisa gritar, não aguentava mais guarda tudo pra si. Puxou os fios que a conectavam com á maquina, tirou o soro, não se importando com a agulha, se levantou na cama com desespero. Muito confuso. Não se importou de Stefan está dormindo, então gritou. Gritou tão alto, não se importando com nada, sua visão estava embasada por conta da lagrimas, ela se debatia. Sentiu braços tentando acalmá-la, mas não se importou, sabia que era Stefan, mas nesse momento ela queria alguém pra jogar sua raiva. Seu peito estava doendo, como se estivessem apertando seu coração, se debateu nos braços de Stefan.

– Meu amor, por favor, se acalme – sua voz estava dolorida, queria consolar ele, mas quem iria consolar Elena?

Tentou se acalmar, sua respiração estava rápida, fechou os olhos na tentativa de controlar seus batimentos, sua respiração.

– Preciso ver ele, preciso sentir meus bebês – ela olhou nos olhos de Stefan, esperando que ele desse á resposta que ela queria, contudo, no olhar dele encontrou a verdade – Não! Eu não acredito em você!

– Elena, por favor, ouça – diz Stefan, botando seus braços ao redor de Elena, sentando ao lado dela na cama – Damon não ira volta, ele se foi. E nossos bebês também, você não tem ideia o quanto está doendo em mim, quer dizer, você tem ideia o quanto dói sim.

– Stefan, me de uma esperança – pediu Elena, desfrutando do abraço de Stefan, apoiando sua cabeça no seu peito.

– Vamos superar amor, eu prometo – diz Stefan, acariciando os cabelos de Elena. – Eu te protegerei, sempre, não importa oque aconteça, e isso é uma promessa.

– Por favor! Não prometa, ele também prometeu.

– Só que essa promessa eu irei cumprir.

***

Alaric cuidou de tudo, cuidou em pegar a autorização para levar o corpo de Damon em um avião, ele seria enterrado em Mystic Falls. Não demorou muito, cuidaram de tudo e embarcaram no avião dos Mikaelsons, sem brincadeiras sem briguinhas, apenas o silencio, respeitando o luto.

Elena estava sentada, com os olhos desfocados tentava não pensar em nada , mas era difícil, não conversava com ninguém e evitava aproximação os únicos que conseguiam tocá-la são o Kol e o Stefan. Stefan. Ele não está nada bem, é oque mais sofre, perder um irmão, sangue do seu sangue é como perder um pedaço de si, dói mais que perder um amor.

Ele estava de um lado do avião, bebendo, tentando transforma seu sangue em álcool, perder a consciência pela embriagues. Caroline se aproximou de Stefan, tomando o copo e a garrafa de bebida de sua mão e sentando em sua frente.

– Não vou deixar você fazer isso – diz Caroline e Stefan a olha indignado, querendo sua bebida.

– Me devolve isso Caroline – pediu, tentando tomar a garrafa da mão de sua melhor amiga.

– Não, eu, como amiga e protetora, não deixarei você fazer isso!

– Oque? Não beber? Já sou maior de idade! – fala Stefan se encostando na cadeira e rindo, rindo de alguma coisa, efeito da bebida.

– É maior de idade mas parece um adolescente, aja como o homem que é Stefan, eu sei que você é oque mais sofre, ou você se esquece que eu pedir meu pais há alguns anos? Você – ela aponta para ele –, está tentando fugir da responsabilidade.

– Não aguento tanta responsabilidade – diz Stefan se levantando e abrindo a geladeira para pegar algo para comer, botar no estomago.

– Aguenta sim! Você, de todos aqui é oque mais aguenta – Caroline suspira, abaixando a cabeça e contendo as lágrimas que teimavam para descer, tinha que ser forte, pelo seu melhor amigo, ela tinha que aguentar – Precisamos de você, sei que estou sendo injusta te pedindo isso, mas precisamos de você.

Stefan afirma com a cabeça, não sabendo se poderá cumprir com o pedido da amiga.

Caroline se levanta e olha para trás, procurando um lugar qual sentar, olha para Tyler e Klaus, onde tem duas cadeiras vazias, mas por fim escolheu sentar ao lado de Bonnie.

***

Toda a população estava ali, para da os pêsames. Por que? Oque eles querem? Mal conheciam o Damon, pensou Elena. Bando de hipócritas. Há todo momento vinha alguém falar com a mais nova viúva da cidade, com apenas dezoito anos viúva. Elena riu sem humor. Só podia ser piada.

Elijah tinha fechado as portas, deixando somente os familiares, Stefan estava com o copo de uísque na mão desde a morte do Damon era assim, ele ainda tinha que superar os filhos que tinham perdido, os filhos que mal nasceram.

Ao lembrar-se de seus bebês Elena sentiu a dor voltando, a garganta apertando e a vontade de chorar veio, ela ainda tinha lagrimas para chorar? Realmente é surpreendente como o mundo é uma merda, e só de lembrar que a ultima conversa que teve com Damon foi uma discussão, e ela o magoou, ela magoa tanto as pessoas.

Estavam todos de preto, em forma de luto, nada de maquiagem, Elena mal comiam Stefan só bebia, os dois no fundo do poço.

– O Damon deixou uma carta – disse o advogado presente. – Vão querer ler?

– Sim – Elena foi a primeira a dizer, a curiosidade lhe matando, ele sabia que iria morrer? Todos se reuniram ao redor do advogado, e ele deu inicio a leitura:

Meu nome é Damon Salvatore,isso vai parecer estranho depois do que eu ouvir da Elena mas acho melhor me precaver. Se vocês estão lendo essa carta agora eu provavelmente estarei morto, acho que é melhor, está morto, essa caçada com o Robert é muito cansativa, e estava acabando com minha vida e princípios.

Querida Elena, minha Eleninha, me desculpe se arruinei seu namoro com meu irmão, vocês tem uma vida tão longa pela frente, eu acho que realmente estava em desespero quando pedir que fizesse isso, por mim, se casar comigo, te agradeço, compartilhar um segredo desse porte com uma pessoa que se ama é mais fácil que carregar o fardo sozinho. Obrigado por ter sido minha companheira e me amado do seu modo, saiba que eu te amei e cumprir minha promessa até onde pude, agora por favor, viva sua vida, você é a pessoa mais fiel, amável, bonito e honesta que já pode conhecer.

Irmãozinho, acho que sei o quanto me odiou durante esse meses, tenho uma ideia do quanto – ou talvez você nem tenha me odiado, do jeito que é, acho que você devia está se perguntando o porque. Agora você já sabe, e deve se perguntar novamente o quanto estupido eu sou de não ter falado do problema da família com você. Merda Stefan! Porque você se faz tantas perguntas chatas? Por favor, para de ouvir Miley, a Taylor é melhor. E por favor cuide de todos, cuide da Elena.

E, para minha família que não me suporta, mas sei que me amam, saibam que agradeço vocês por terem me acolhido, por ter me dado tantos dias de felicidade. Espero que não esqueçam de mim.

Com amor e ironia, Damon Salvatore.

A porta de abriu, saindo de lá Finn Mikaelson.

– Oque está fazendo aqui? – pergunta Klaus. Na sala ninguém tinha coragem de dizer nada, depois daquela carta...

Finn olhou para Elena que o encorou de volta, ele sempre soube, ele sempre ajudou...

Elena começou a pensar consigo, como Robert sabia que eles estavam no Canada? Como ele poderia saber se eles estavam bem escondidos, Damon tinha contratado as melhores pessoas nesse departamento. Ainda mais, como sabiam que estavam em Toronto? Que estavam naquela casa? Que todos estariam ali?

Elena se aproximou do caixão de Damon e olhou para seu rosto pálido e interligou as pontas. Saio correndo do salão e todos a olharam assustados, Stefan ameaçou ir mais Caroline o impediu:

– Elena precisa de um tempo só, vai por mim – foi oque Caroline disse.

Então Elena foi até o celular, discando o numero que Damon tinha dado a ela para casa acontece alguma coisa.

– Alo? Detive? Sou eu , Elena Salvato... quero dizer, Gilbert.

Oh, sim. Sei quem é a senhora, precisa de algo? Aconteceu algo?

Sim detetive – Elena suspirou encarando o céu negro pela janela – Ainda não acabou.

Notas finais
Realmente espero comentários, pois ninguém mais comenta a fic, só ler e pronto, poxa! Não é assim, eu não gosto de leitores fantasmas - ainda mais quando a fic está acabando - espero uma boa quantidade de coments, até o próximo.