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20 Everybody Wants To Rule The World


Notas iniciais
Este é o ultimo capitulo, e nem da pra imaginar, cara... Vou deixar isso para o Epilogo que postarei amanhã, pela tarde.

É o meu próprio projeto
É o meu próprio remorso
Me ajude a decidir
Me ajude a aproveitar
O máximo da liberdade e do prazer
Nada dura para sempre

– Everybody Wants To Rule The World, Lorde.

– Você tem certeza? – pergunta Stefan, depois de Elena lhe contar sobre sua suspeita.

– Sim, 90 por cento de certeza, é um pouco obvio Stefan, como ele saberia que eu e o Damon estávamos no Canada? Como saberia em qual casa estávamos? É um espião, e o Damon não percebeu.

– O que o detetive disse? Ele vai investigar? Já tem algum suspeito?

– Ele vai investigar, com ajudas de alguns amigos, Damon pagou o suficiente pra ele fazer isso. Não tem suspeito.

A sala da casa do Salvatore ainda se faz silencio, naquela casa tinha apenas Stefan e Elena e alguns empregados que foram contratados para ajudar na arrumação do local, eles estavam sentados de frente pro outro.

Elena tinha ligado para o detetive e o mesmo prometeu ajuda-los. Vingança era algo ruim, entretanto Stefan e Elena não ligavam, era o que eles mais queriam.

Stefan avia matado Robert, e isso foi constado como legitima defesa, a perda ainda era muito sentindo e corroía o peito de ambos, contudo eles se mantem vivos, pois um depende do outro para viver, literalmente.

– Vou tomar um banho – anuncia Elena, se encaminhado para o quarto, sem espera resposta do Stefan.

Stefan vai para o escritório, senta na cadeira pensativo. Será que esse espião era conhecido? Faria isso por dinheiro? É claro que sim, todos fazem qualquer coisa por dinheiro, por poder, para mandar e se sentir superior, o mundo estava assim, Stefan chegou à conclusão.

Abriu a gaveta atrás de algo para fumar, um cigarro, charuto, qualquer coisa que o desse prazer, que o relaxasse.

Abriu as gavetas e olhou os papeis que Damon guarda ali, tinha papeis da empresa, casos inacabados, processos contra a empresa – nada muito preocupante, constatou Stefan –, papeis antigos de Joseph Salvatore, pai de Stefan e Damon, e investigações contra os Mikaelsons? Contra o Mikaelson.

***

A primeira coisa que fizeram depois de Stefan contar a Elena sobre os papeis, foi ligar para o detetive. Pegaram o carro e foram ao encontro do detetive – que já estava em Mystic Falls por conta do enterro de Damon –, assunto que ninguém quer tocar, por mais inevitável que seja.

O restaurante que marcarão o encontro era aconchegante, o chão era de piso neutro, e as paredes de tabuas de madeira com verniz, as mesas quadradas forradas com cipó, em todas as mesas tinha um jarro de tulipas, o local era pequeno e não tinha muitas pessoas.

Quando adentraram, encontraram o detetive os esperando, na mesa do canto com um copo de agua a sua frente, o terno impecável e aparência jovem. Seus olhos de camba, grandes, os cabelos eram castanhos claros, penteados para trás, seu resto era fino e tinha um furinho no queixo. Se Elena o visse em algum lugar, sem nenhum problema acontecendo, com certeza não teria pensado que ele lhe desse com algo tão serio, e tivesse uma ficha longa e privilegiada.

Sentaram-se à mesa, onde um garçom foi de imediato os atenderam, Elena pediu um suco e Stefan uma agua com gás. O Detetive, Henry, os cumprimentou.

– Qual é o documento que queriam me mostrar? Isso pode solucionar tudo? – pergunta Henry, falando tudo muito rápido, entretanto não atropelando as palavras.

Elena e Stefan se entreolharam, como sempre, tendo uma comunicação inexplicável, perguntando com o olhar para o outro, quem começaria. Stefan tomou a frente.

– Eu estava no escritório da minha casa, procurando alguns papeis no escritório que Damon costumava ficar – o nome Damon, era como uma sombra, Stefan puxou o ar, tomando folego para continuar. –, vasculhando as gavetas no escritório, um documento me chamou a atenção. Mikaelson. Por que eles estariam envolvidos nisso? Logo ele, que era amigo de Damon.

– Quando eu li, eu tive certeza, quem mais faria isso? Fomos tão estúpidos Henry, ele nos fez de idiotas – diz Elena.

Stefan entrega o documento a Henry, que analisa, a testa do detive está arqueada, o semblante mais serio que o normal, o seus olhos estão surpresos.

– Sim, isso é verdade, Damon tinha o artificio na mão, agora temos que acabar com isso, definitivamente – diz o detetive, pegando seu celular e ligando para um amigo.

– Para quem está ligando? – pergunta Elena.

– Um amigo, do FBI – responde Henry – Alo, aqui é o Henry, poderia falar por favor com o chefe de comando da unidade da Virginia? É sobre o caso de Damon Salvatore, temos que reabri-lo.

***

Há um lugar onde a luz não encontrará você
Dando as mãos enquanto as paredes desmoronam
Quando isto acontecer, estarei bem atrás de você

Tão contente por termos quase conseguido
Tão triste, pois tivemos que abandonar

Todos querem governar o mundo

– EWTRW, Lorde.

Damon a chamaria de idiota, e ela rebataria que idiota era ele. Eles foram idiotas. Se fosse em outra ocasião estaria rindo. A verdade era, Elena estava se sentindo traída, ela estava se sentido um lixo.

Elena tentava controlar as lagrimas, por que ela tinha que chorar por tudo? Como era tola. Neste momento estavam no aeroporto, esperando o Mikaelson, estava tudo planejado, tudo esquematizado. Tinha policiais, do FBI, escondidos por todo o aeroporto.

O aeroporto não era usado por qualquer pessoa, era exclusivamente para quem tem avião ou meio de transporte aéreo. Elena, Stefan, Henry e seu amigo da FBI – Nicolas— estavam escondidos dentro do avião, onde o Mikaelson iria decolar.

Stefan percebeu que as mãos de Elena estavam tremulas e pego as mãos dela, na tentativa que aquecê-la pois estavam geladas.

– Ira ficar tudo bem amor – confortou Stefan. Elena o olhou, encarando seu rosto, o avaliando, guardando cada traço bem desenhado dele – Minha pequena Diana.

Elena se aproximou de Stefan e o beijou, colocando mão no peito dele, fechando os olhos com força, não importando se tinha mais dois homens ali, ela queria segurança e conforto, e beijando ele, ela encontra isso.

– Nunca mais me chame de Diana, você sabe que eu não gosto – ela viu Stefan sorrindo, pela primeira vez depois de muito tempo, era um premio –, e se repetir esse nome, lhe chamarei de Joseph – Elena riu quando Stefan fez um bico e fechou a cara, olhando para frente novamente, Elena viu que o Mikaelson entrava pela porta.

A tensão era quase densa no local, Stefan colou sua mão nas costas de Elena impulsionou para frente, Elena saio cambaleando e olhou para trás, onde Stefan lhe dava confiança com apenas um olhar, viu Henry e Nicolas com as armas em punho, e decidida, Elena pisou firme em direção ao Mikaelson.

Quando ele a viu, ficou surpreso, botou a pasta no banco creme do avião e olhou para a Gilbert ingênua.

– Elena, oque faz aqui? – perguntou.

– Sabe Finn, eu encontrei uma pasta muito interessante no escritório de Damon. – Elena sorriu, quando viu a cara dele – E tem umas informações... um tanto que interessantes.

– Não mecha com fogo Gilbert, isso é uma coisa grande, não para criança igual a você! – vociferou Finn, indo em direção a Elena.

– Eu deixei de ser criança a muito tempo, eu cresce no meio desse turbilhão, e você tem culpa! E não vai sair dessa – Finn chegou mais perto, encarando a Gilbert com raiva.

– Prove. – Nojo, Elena sentia nojo, nojo da proximidade dele, nojo do hálito dele, nojo dele.

– Você estava desviando dinheiro da empresa Mikaelsons, e Damon, como advogado principal da empresa, descobriu, depois de uma investigação pedida por Elijah, e quando ele falou com você, você disse que faria qualquer coisa e pararia de roubar, e Damon aceito e se tornou seu amigo durante um tempo, mas você, você era um crápula falso! Damon confio em você, confio em você sobre Robert! E você o traio, ajudando o cara que matou ele! Por que Finn? Meu Deus, porque você fez isso?

– Inveja, raiva, ter poder, é tão obivio pequena Gilbert... Meus irmãos não iriam me dar um cargo bom o suficiente, eu era só um contador! Eu também sou um dos donos, mas eles não valorizavam, e quanto a Damon, foi vingança ele não tinha nada que se meter onde não era chamado, só lamento por ele. Agora me de o documento e você sai daqui viva.

– Não – Elena diz, dando um passo para atrás, ainda muito atordoada pela revelação assombrosa de Finn, então ele, Finn, levanta a mão, e Elena não se defende, se sentindo incapacitada.

Ela fecha os olhos com forças, apertando as mãos em ponho, espera a dor do tapa, ela espera a ardência da agressão mas não chega, e Elena só escuta a voz de Henry, sem velo.

– Acabou desgraçado!

***

Os braços de Stefan estão ao seu redor, a protegendo do frio, Elena está com a cabeça apoiada nele, descansando, ela observa as arvores passando rapidamente que sua visão mal consegue acompanhar, eles estavam voltando para casa.

Depois de tudo, Elena queria ficar fora de encrenca por um bom tempo. Então ela se permite a chorar, finalmente libera sozinha no banco de trás do carro, somente com Stefan, e o motorista que está muito concentrado na estrada para presta atenção neles.

Ela chorou em silencio, sentiu Stefan a apertando mais em seus braços, de forma aconchegando mais.

– Agora acabou? Podemos viver normalmente? – sussurra Elena.

– Sim, vamos viver meu amor, juntos.

Notas finais
Espero que comentem oq acharam... Fic Nova Stelena ( http://fanfiction.com.br/historia/542493/Familia_Salvatore/)