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2 Falsa coragem. A decisão.


Dez de julho de 2009

Outro dia como todos são... E finalmente criei coragem. A coragem da mudança.

Hitsugaya-taichou e eu fomos falar com Yamamoto-taichou. O medo parecia tomar conta de mim. A última vez que senti a reiatsu do comandante quase morri asfixiada, mas não foi assim dessa vez.Dessa vez, vi pela primeira vez a expressão preocupada nos olhos do comandante.

“Por que Nanao?” Ele me perguntou. Não sabia o que responder. Hitsugaya-taichou respondeu por nós dois:

“Nossos esquadrões não funcionam” Ele disse.

“E acha que essa é a melhor saída, Nanao? Abandonar Kyouraku à própria sorte?” O comandante pareceu ignorar o Hitsugaya-taichou. E eu corei da cabeça aos pés... Como Yamamoto-taichou, com toda a experiência que tinha, não enxergava a crise nos seus esquadrões?

“Ele precisa aprender a se organizar” Finalmente consegui falar.

“E acha que sem você ele fará isso?”

“É... O que eu... Espero”. Não consegui falar mais do que isso. Alguma coisa me impedia. Eu fechei os olhos e a imagem do meu taichou me invadiu a cabeça... Ele sorria triste pra mim, parecia adivinhar o que eu havia feito. Tentei não pensar nele, nem na minha decisão, mas me arrependi de ter tomado medida tão drástica.

Era tarde demais. O comandante já havia assinado e lacrado a ordem de troca. Eu agora, fazia parte do décimo esquadrão e Rangiku-san ocuparia meu lugar no oitavo esquadrão.

Acho que jamais vou esquecer o que o comandante me disse um pouco antes de eu sair da sala... “Você leva a ordem à oitava divisão, Nanao.”

Só quis morrer naquela hora.

Caminhei o mais lenta possível para o hachi bantai, a ordem estava em minhas mãos. Quando entrei na sala, por milagre, talvez, o capitão estava sentado, assinando papéis, trabalhando. Senti uma vontade imensa de chorar, pedir desculpas, mas fiquei firme, apenas fechei os olhos por um instante... Até que o taichou me chamou:

“Nanao-chan?”

“Taichou... Trago ordens do comandante Yamamoto-taichou”

“Pode trazer pra mim? Minha bela, doce Nanao-chan” Ele sorria tão gentil pra mim, que não pude deixar de imaginar a expressão que faria ao ler a ordem, a expressão de alguém traído... Deus, como desejei morrer antes de entregar a ele o papel... Seria aquele o último sorriso gentil dele comigo?