Seus olhos estão transpirando ódio, seu coração esta ardendo em chamas, seu rosto expressa raiva. Tudo ao seu redor esta queimando em um baile de fogo, ele esta determinado a destruí-lo. O poder da fênix!

Para entendermos como tudo começou precisamos voltar semanas atrás...

Lá estava Ryan de 16 anos parado com seu boné preto com a aba para trás, seu all star sujo, sua calça jeans preta surrada, seu uniforme azul e mochila preta nas costas. Quando levanta seu rosto e avista do outro lado da escola na porta da xerox, Liz, a garota que ele é apaixonado e como por sincronia ela olha na direção de Ryan e começa a vir em sua direção. Ryan louco para dizer seus sentimentos e com medo do que possa acontecer, visto que mais cedo no mesmo dia ele foi ignorado várias vezes por Liz, começa sua fuga pela escola, começa a ir em direções opostas dela mas ela não desiste, continua sozinha indo atrás dele. Liz não é o tipo de garota que corre, alias ela anda de uma forma que podemos chamar de "lento demais" mas ela esta quase fazendo oque poderíamos chamar de correr. Sempre que Ryan pensa que a despistou, ela o avista e continua, até que ele entra em uma sala do terceiro ano que fica perto dos limites da escola e fica olhando pela porta, Liz, que esta a sua procura a dois corredores de distancia, ele começa a analisa-la, ela lá, parada olhando para um lado e para o outro a sua procura, como um detetive atrás do suspeito. Ryan então decide passar entre o corredor que ela esta. Disfarçando que não havia lhe visto, ele vai em direção ao corredor, então passa pelo corredor sem olhar para a ponta onde ela esta a sua procura, ele anda olhando fixamente para a frente em direção a saída da escola, tentando chamar tanto a atenção de sua paixão como tentando testar se ela iria atrás dele.

Isso pode parecer até engraçado ou infantil para um jovem de 16 anos, mas acreditem, isso aconteceu e isso não é nada para um cara que esta completamente apaixonado por uma garota e que nunca antes se declarou cara a cara e nem sabe como fazer, ele estava tremendo como um liquidificador e com borboletas em seu estomago. E como eu sei disso? Porque eu sou o Ryan e meus amigos, até o vento poderia me derrubar. Mas nem tudo esta perdido, foi então que...

–Liz: Psiu..psiuu..psiuuu!

Eu me viro e lá esta ela, tem uns 1,60 de altura, seus cabelos cacheados um pouco abaixo do ombro, magra, com seus lábios carnudos, seus olhos castanhos, braços bem juntos ao corpo como sempre, sua calça jeans clara, mochila nas costas, usando sapatilhas e uniforme azul. Ela é bastante bela e doce, muitos não achariam ela tão bonita, ela é como se fosse 1 a baixo do radar, mas para mim, poderiam coloca-la entre as 7 maravilhas do mundo.Ela é a mulher mais linda que eu poderia querer e além disso, a sua beleza interior é imensamente maior.

–Ryan: Ah, oi Liz.

–Liz: Ta fugindo de mim?

Fala com um tom chateado.

–Ryan: Que eu saiba era você que tava me ignorando e correndo de mim.

Digo chateado e ela parece compreender.

–Liz: Só fiz isso porque você ta estranho.

–Ryan: Quer saber porque to estranho?

Digo nervoso.

–Liz: Se você quiser dizer..

–Ryan: Se você quiser eu digo...

–Liz: Só se você quiser, se não quiser não precisa...

–Ryan: Vou dizer logo para acabar com isso, vamos para um lugar pra conversarmos.

Vamos para minha sala que esta vazia.

–Ryan: Senta, melhor sentarmos para conversar.

–Liz: Ta bem, mas se não quiser falar, tudo bem Ryan...

–Ryan: Não, agora vou dizer...aaah... você já imagina oque é né?

–Liz: Não Ryan...

–Ryan: ...

–Liz: ... Se não conseguir tudo bem.

Minha boca esta tão seca que parece que tenho um deserto dentro dela.

–Ryan: Não, agora vou dizer, só preciso de coragem... é tão difícil... oque eu quero dizer é... quero dizer... que me apaixonei por você Liz...

Liz começa a chorar e sorrir quando olho para ela, tenta esconder o rosto com uma apostila que estava em suas mãos, mas eu vejo as lagrimas caindo na mesa...

–Ryan: Eu sei do Edgard, não quero atrapalhar vocês, não jogo sujo, sei que você ama ele..

–Liz: Eu não amo ele.

–Ryan: Mas você estava chorando, se alguém chora por uma pessoal deve amar ela...

–Liz: Eu chorei de raiva

Nesse momento eu fiquei bastante confuso, algum tempo atrás, antes de me apaixonar por ela, eu tentei ajudar ela quando terminou com Edgard, ela chorou na minha frente e eu tentei raciocinar com ela e reconforta-la, por vê-la chorar logicamente pensei que ela amava ele e que ele não merecia a garota incrível que estava chorando por ele, agora ela diz que não ama ele...achei estranho ela não amar o namorado e fiquei no momento pensativo sem saber oque dizer, até que...

–Liz: Começou desde quando?

Nesse momento nos conhecíamos a 3 meses

–Ryan: Depois de 1 mês e meio.

–Liz: Oque ta sentindo agora?

–Ryan: Não sei...

Estava anestesiado, como se não estivesse lá, e com a boca seca e surpreso com oque eu havia acabado de fazer..

–Ryan: Como disse, não vou jogar sujo e tentar separar ninguém mas não aguentava mais e você estava me evitando e achei melhor contar logo, os nossos amigos dizem que sou melhor que ele, não sou eu quem diz, são eles, dizem que seriamos o casal perfeito e eu estava com medo de você se afastar, você é perfeita e não vou jogar sujo.

Ela parece ficar surpresa.

–Liz: Eu entendo, e eu só tava assim porque você tava estranho e não vou me afastar de você, já disse. Todos dizem? Quem? E eu não sou perfeita.

–Ryan: Rafael, Yumi, Ariela, nossos amigos, e sim você é perfeita, pra mim...

E ela volta a chorar...

–Ryan: Diz algo, oque você acha?

–Liz: Não sei oque dizer... Você esta bem?

–Ryan: To, só não sei oque fazer agora.

–Liz: Não me olha Ryan, olha a arvore ali — Ela fala sorrindo, chorando e continua escondendo o rosto.

–Ryan: Desculpe...

Me sinto como um erro...

–Liz: Já ta tarde, vamos fazer assim, vamos logo que o pessoal ta nos esperando e continuamos a conversa depois, é melhor.

–Ryan: Podemos conversar pela internet, assim acho que conseguimos conversar melhor sobre...

–Liz: Não, isso eu quero conversar pessoalmente.

–Ryan: Que tal você ir na minha casa hoje atarde e conversamos sobre isso? você pode ir sem problemas.

–Liz: Ta bem, então eu vou hoje atarde lá por volta de umas 3 ou 4 horas, vamos rápido.

Saímos da sala e encontramos nossos amigos e colegas, e começam a perguntar onde estávamos e oque estávamos fazendo sozinhos de forma irônica, simplesmente dizemos "estávamos conversando" e nos encaramos, ela se mantendo perto de mim e segurando em meu braço, fiquei surpreso, pois esperava uma reação totalmente inversa, e então imagino que eu posso conseguir, eu começo a querer mais ainda ela ao meu lado, então saímos da escola e vamos embora juntos, ela sempre ao meu lado...

–Arthurus: Cara, tem algo muito estranho!

Atarde Arthurus, um cara bem inteligente e com instinto investigativo, cujo eu tenho uma amizade de 4 anos me manda mensagem no chat do Facebook comentando sobre sua investigação sobre acontecimentos estranhos na região...

–Ryan: Mano, existe muita gente doida por ai e sabe como as coisas andam perigosas, deve ser um doido qualquer, como ele anda, a policia logo acha ele

–Arthures: Mas são muitas pessoas sem nenhuma ligação sendo mortas e todas tem marcas estranhas no corpo, qual o sentido disso?

–Ryan: Como falei, deve ser um louco, se ele já matou muita gente, logo a policia acha ele, acha não? então não liga pra isso, quem tem que ver essa situação é a policia, oque podemos fazer é ter cuidado, mas não vou negar que é estranho

–Arthurus: Eu vou continuar investigando isso, me interessei por esse caso, já sei, vou procurar informações daquelas marcas

–Ryan: Beleza, se conseguir algo novo dessa tua investigação me diz, flw manim

Coisas estranhas estavam acontecendo na região onde moro, mas eu não ligava muito, afinal desde criança vejo a crueldade humana e minha mente só estava em Liz.

–Liz: Ryan, já to indo na sua casa

–Ryan: Esta bem, estou esperando Liz

–Liz: e.e fui

–Ryan: foi kk

Estava nervoso esperando ela chegar. Me preparei todo, tomei um banho demorado para ter certeza que estava bem, me arrumei e então sentei na frente do computador esperando relaxar antes dela chegar, oque não ajudou nada e então ouço palmas no meu portão..

–Ryan: Já estou indo!

Olho pela janela e vejo ela escondida atrás da parede e o nervoso aumenta, saiu pelos fundos de casa e enquanto vou na direção do portão fico pensando no que vou dizer, quando a vejo, bela como sempre, agora com uma blusa de alguma banda que não conheço que deixa os ombros a mostra, um pequeno short jeans, sapatilhas e uma leve maquiagem para realçar a sua beleza...

–Ryan: oi.

Digo sorrindo.

–Liz: oi.

Ela responde sorrindo e com seu jeito doce.

Assim que abro o portão e ela entra nos dirigimos para o meu quintal, coloco cadeiras para nós sobre a grama, uma de frente para a outra e nos sentamos, eu tento reunir coragem..

–Ryan: então...

Digo sorrindo e abaixando a cabeça e ela sorrir.

–Ryan:Não sei como falar do assunto..

Digo ainda sorrindo.

–Liz: Não se preocupa, podemos falar de outras coisas..

Ela diz e sorrir.

–Ryan: esta bem, tem umas bandas que queria te mostrar...

Ficamos a tarde toda conversando sobre os diversos assuntos, mas sobre o mais importante eu não consegui.. Chega o início de noite e estamos no total escuro apenas sendo guiados pela voz um do outro..

–Ryan: Melhor você ir antes da minha mãe chegar e antes que fique mais tarde Liz.

–Liz: Acho melhor também Ryan.

Nos dirigimos ao portão e quando vou abrir...

–Ryan: Vem cá.

Vou e beijo sua testa..

–Ryan: Só faço isso com pessoas especiais.

Digo nervoso.

–Liz: Posso te da um beijo na bochecha, quer?

Particularmente eu gostaria de um beijo de verdade, então só digo...

–Ryan: Não, tudo bem Liz.

Me despeço dela e entro, vou para o quarto e me deito, começo a ouvir bandas de power metal e hard rock enquanto penso nas conversar entre mim e ela e de minhas gafes causadas por meu nervosismo.

Mais tarde vou para o computador tanto para falar com Liz sobre eu não ter conseguido me expressar, tanto para falar com minha melhor amiga cherry e contar tudo oque aconteceu no meu dia. Arthurus aparece para contar que descobriu novas coisas da sua nova investigação mas que precisa pesquisar mais informações para me passar tudo de forma completa, eu concordo e tenho que admitir que começo a me interessar mais sobre isso.

Dois dias depois na escola Arthurus vem me informa de suas descobertas...

–Arthurus: Cara, essa história é muito mais intrigante do que eu pensava...

Ele fala de forma séria e pensativa.

–Ryan: Me conte, oque você descobriu?

–Arthurus: Falei que ia pesquisar as marcas dos corpos não foi? Então, aquelas marcas eu só conseguir achar referencia a um livro bem antigo, tempos medievais ou quase isso, talvez antes, enfim, o importante é que é algo bem antigo e que descreve algo como uma lenda e nesta lenda fala de uma técnica que é feita usando aquelas marcas, são uns tipos de símbolos que absorvem a vitalidade das células dos seres vivos e essa vitalidade é transmitida para a pessoa que fez as marcas, mas claro que pra dar certo tem que ser seres vivos da mesma espécie, é algo meio que biológico, por mais que pareça magia, não é, imagina como se fosse em um game e nos games sempre tem macetes para ativar habilidades, esses símbolos funcionam do mesmo modo. Assim que a pessoa que fez as marcas em outra pessoa começa a receber a vitalidade da vitima sua vitalidade aumenta e se aumentar bastante ela vai chegar em um nível que suas células meio que evoluirão e ela ganha habilidades como mais velocidade, força, um nível de cura muito alto, entre diversas outras, pode-se dizer que ela pode conseguir quase que a imortalidade em um nível muito alto, imagina se isso for verdade? Se o assassino descobriu como os símbolos funcionam e com tanto de vítimas que já acharam, que nível ele pode estar?

Fico surpreso e imagino se isso fosse verdade.

–Ryan: Isso tudo é incrível e meio difícil de acreditar que exista algo assim, mas digamos, se existir mesmo, como parar uma pessoa que é praticamente imortal?

Ele parece satisfeito com a minha pergunta.

–Arthurus: Diz na lenda que quem usou essa técnica foi parado por alguém usando a força da fênix.

–Ryan: Certo, mas como se consegue essa força da fênix?

Ele parece novamente satisfeito com minha pergunta.

–Arthurus: Isso é ainda mais interessante, eu pesquisei, só que não há todas as informações completas, mas funciona assim pelo que eu entendi, tem outro livro que fala sobre o modo de conseguir o poder da fênix e que obviamente é outra lenda que creio ser da mesma época, nesse livro no fim há páginas falsas que na verdade são como um lugar para guarda o mecanismos que esse livro trás, o mecanismo é cheio de anéis que formam um circulo que é totalmente preenchido no interior, nos anéis tem gravados símbolos que eu diria serem semelhantes da técnica do outro livro, mas com algumas mudanças e é preciso descobrir a combinação correta dos anéis pra supostamente ser produzido um portal, digamos dimensional, e pelo oque entendi mas não tenho certeza, uma pessoa tem que se sacrificar para a fênix sair do portal e depois uma pessoa teria que domar a fênix..

Ele parece convicto do que diz.

–Ryan: Quem iria morrer para trazer uma coisa que poderia nem sequer ajudar e ainda pior, ajudar na destruição?

–Arthurus: Se isso tudo for verdade? Se um assassino com habilidades iguais a um anime cara, viesse e estivesse para matar muito mais pessoas e só tivesse a opção de uma pessoa se sacrificar para salvar outros, mesmo com mínimas chances do sacrifício dela da certo, tu acha que não teria alguém que faria isso? Para salvar pessoas importantes para ela?

Tenho que concordar com o argumento dele e aceno com a cabeça de forma positiva.

–Ryan: É... Você tem razão, mas mesmo assim, essa historia parece irreal demais...

Ele concorda com a cabeça.

–Arthurus: Pode até não ser real, mas é o mais próximo de verdade que tenho sobre esse caso, irei pesquisar mais e ver o registro de pessoas que possam ter pegado esses livros, se tudo isso for verdade a pessoa teve acesso a pelo menos ao primeiro livro.

–Ryan: Tudo bem, qualquer coisa nova sobre isso me informa, isso esta interessante...

Nos despedimos e ele vai embora pensativo, eu fico realmente intrigado, se isso for verdade? mas parece algo impossível demais, até para mim. Mas no momento tenho assuntos mais importantes para mim, preciso continuar a minha conversa com Liz. Vou na sala dela e ela esta conversando e sorrindo com a sua melhor amiga Kimy, que aliais não vai nem um pouco com a minha cara e o melhor amigo Rafael, fico com receio de interromper a conversa deles, então fico lá por uns instantes calado, até que acho oportuno e a chamo para conversar...

–Ryan: Liz, vamos continuar aquela nossa conversa?

Ela fica sem jeito, eu fico com receio novamente mas é algo que quero muito.

–Ryan: Vai ser rápido...

–Liz: Tudo bem, vamos lá.

Vamos ao corredor no final do bloco de salas para ficar sozinhos, nos sentamos e eu fico de cabeça baixa e me tremendo de nervosismo...

–Liz: Se não conseguir falar não tem problema...

Eu não quero ficar limitado aos meus medos e me esforço..

–Ryan: Não, dessa vez eu vou falar, bom...Gostaria que você falasse algo sobre, você sabe a coragem que tive pra falar oque sinto e eu acho você perfeita...

Ela não quer se comprometer dizendo algo, ela tem medo...

–Liz: Não sou perfeita e não sei se devo falar...

Fico mais interessado, ela tem algo a dizer, será que é ao meu favor? Não sei, mas tento incentiva-la a falar.

–Ryan: já disse, você é perfeita.. para mim... Eu tive coragem para falar oque falei, tenha coragem e diga também.

Ela não consegue, se nega, mas depois de muitas tentativas ela diz algo...

–Liz: Não vou dizer, porque não sei se seria certo, não tenho certeza, mas posso dizer que você fala que sou perfeita, mas você também apareceu todo perfeitinho pra mim, só isso que consigo falar...

Ela sorrir e fica sem jeito, eu fico satisfeito com oque ouço, mas queria saber mais.

–Liz: A professora ta entrando na minha sala, vamos Ryan.

–Ryan: Ta bem, por agora esta bem, mas vou querer saber mais ein? Vamos.

Os dias se passam e procuro não tocar no assunto, acho que estaria sendo inconveniente, mas ela não sai da minha cabeça, enquanto Arthurus não aparece na escola a alguns dias e logo quando eu estava interessado nas teorias dele.

Estava na escola tendo uma aula chata de história, o dia estava calmo e do nada o silencio se quebra por uma forte explosão vindo da pista que fica em frente a escola, todos saem das salas para tentar ver oque esta havendo, vejo uma fumaça em algum lugar fora da escola na direção que houve a explosão, ouço pessoas gritando e correndo na pista, todos na escola começam a ser perguntar "Oque esta havendo?" inclusive eu. Quando no meio da multidão alguém me puxa.

–Arthurus: Vem rápido! Ele ta atrás de mim!

Ele fala assustado e com presa.

–Ryan: Oque esta havendo? Quem ta atrás de ti?

Falo impaciente e com certo medo.

–Arthurus: Apenas venha, vamos nos esconder para ganhar um tempo, vou explicar oque houve, rápido!

Nesse momento todos da escola saem correndo em direção do pátio da cantina que fica na direção contraria a da explosão, todos parecem ter visto algo assustador, alguns gritam "É um demônio!" outros "Oque é aquilo?!" e eu não tenho tempo de ver ao certo quem é ou oque é, decido que é mais importante eu acompanhar Arthurus para entender oque esta havendo. Nos escondemos atrás de um bloco de salas e ele começa.

–Arthurus: Lembra que eu ia pesquisar o registro e ver as pessoas que pegaram nos livros? E adivinha, apenas uma pessoa pegou em uns 10 anos e foi justamente como eu havia pensado, apenas o primeiro livro! Eu peguei o nome e fui investigar e achei a casa dele e droga! Ele me descobriu! Ele me achou dentro da casa dele vasculhando as coisas, ele quer me matar! Mas eu tenho um plano... sim eu tenho...

Ele fala completamente tomado pelo medo, vejo na sua voz o medo da morte...

–Ryan: Certo, certo. Então era tudo verdade? E qual seu plano agora? Não vai dizer que é...

–Arthurus: A fênix! É o único jeito... Não consigo pensar em um modo diferente de parar ele, ainda mais ele em cima de mim! E ainda que todos viram ele, agora ele vai querer matar todos!

Isso me atingi, e digo.

–Ryan: Droga... Liz!

Tenho que encontra-la, possivelmente ela esta no pátio com o resto da escola...

–Arthurus: Eu acho que consigo acertar a combinação do mecanismo e abrir o portal, eu pesquisei, tenho quase certeza..

–Ryan: ARTHURUS! Abre a droga desse portal! Temos que tentar isso! Vamos levar o livro para o pátio onde todos estão, deve ter alguém que esteja disposto a fazer isso ou se não...

Tudo que consigo pensar é que Liz esta em risco.

–Arthurus: Vai na frente, eu tenho que ir com cuidado pra ele não me ver e pensar em como vou abrir o portal, vai e toma cuidado, sei que você tem que ver aquela garota.

Eu aceno com a cabeça e saiu correndo por trás dos últimos blocos de sala, onde julgo ser mais difícil do monstro que talvez vá tirar minha vida me achar. Corro sem olhar para qualquer direção, só me importo em chega o mais rápido ao pátio e encontrar Liz. Quando chego entro em pânico, como vou encontrar uma garota baixa no meio de tanta gente? Entro no meio da multidão que esta apavorada e que ao menos sabem do perigo que esta andando pela escola, depois de uns 5 minutos de me espremer no meio de todos, acho Liz.

*Sugiro que esta parte você leia ouvindo Impossible — Manafest.

–Ryan: Liz!

–Liz: Ryan! Oque esta acontecendo?!

Ela esta muito assustada e apavorada.

–Ryan: Algo muito ruim esta acontecendo, não sei ao certo oque...

Ela se vira, os amigos dela estão apavorados como todos no pátio. Algo me chama atenção, nos espaço gramado logo a frente do pátio aparece Arthurus correndo e com o livro em mãos, ele o coloca no chão e começa a mexer no mecanismo, ele esta apavorado e tremulo, e ouço ele gritando "DROGA! DROGA! VAI!" e quando de repente o livro começa a brilhar e ele grita "ISSO!" ele sai de perto do livro e logo acima do livro um circulo surge de forma vertical, ele tem um brilho azul e símbolos iguais aos do livro... É o portal da fênix! Ele me olha com uma expressão de como se não soube-se oque fazer.. Todos no pátio se espantam com aquilo e ficam imóveis de medo. Eu vejo Liz a minha frente e tudo oque quero é protege-la e como se eu estive-se me movendo automaticamente, me aproximo do seu ouvi e digo...

–Ryan: Aquele idiota tinha razão... Agora tudo oque quero é te proteger... Se ao menos minha vida valer para isso, eu ficarei satisfeito...

Ela me olha com uma expressão confusa, mas esta tudo bem, porque em breve ela vai saber o significado do que eu disse. Saio correndo convicto do que irei fazer, me sacrificar para salvar a garota que mais me importa e todos os outros que nem sabem quem sou...

–Ryan: Arthurus! Eu deixo o resto com você!

Me lembro a alguns anos que o Arthurus disse que eu poderia ser um herói, se eu quisesse... Será que ele já sabia que tudo isso aconteceria? Não sei. Chego ao círculo que trará o fim a minha vida e me jogo nele de modo que encosto minhas costas nele e sinto um calor abrasador, ouço um grito de águia, então fecho meus olhos para receber a morte... Sinto uma sensação estranha, meu interior esta como se fervendo, pensou que irei morrer queimado, sinto uma grande energia em mim, uma mistura de dor e de uma sensação prazerosa de força. Não estou morto e muito menos morrendo, abro meus olhos, um brilho forte esta emanando de mim, não sei oque esta havendo... Então o brilho começa a diminuir e vejo chamas fortes ao meu redor e estão aumentando, me apavoro pensando que vou ser queimado, quando me dou conta que o fogo esta saindo de mim e eu não estou me queimando. Olho para o pátio e todos estão me olhando espantados e perplexos. O fogo se transforma em uma grande águia e eu estou no seu interior, oque houve? Não me importa, nunca me senti tão bem na minha vida!

A fênix chega.