Me sinto empolgado, cheio de energia! Não tenho a mínima ideia do que aconteceu. Oque consigo pensar é que não existia um sacrifício, oque a fênix precisava era apenas de um hospedeiro. Alguém para controlar seu poder, alguém para usa-la... Mas para qual proposito? Não faço ideia. Só consigo pensar que agora eu sou o detentor desse poder! E eu quero saber que coisas novas posso fazer! Será que cuspo fogo? Será que consigo voar? Tantas coisas passam na minha cabeça... Quando de repente o fogo se extingue...

–Ryan: Que?

Não entendo. Onde esta todo aquele fogo de agora a pouco? Ainda sinto aquela sensação dentro de mim. Mas algo esta estranho... Até que dou atenção para Arthurus.

–Arthurus: Ryan! Oque foi isso?!

Ele diz espantado.

–Ryan: Também quero saber...

Digo confuso e parcialmente desapontado.

–Arthurus: Talvez não precisa-se de duas ou mais pessoas pra trazer a fênix... Talvez apenas de um hospedeiro! E você agora é esse hospedeiro meu amigo!

Ele diz entusiasmado...

–Ryan: Certo... Mas como isso funciona?

Ele fica olhando fixo para a sua esquerda, adota uma feição séria e vejo o medo em seus olhos... Eu sigo seu olhar e vejo a imagem de um homem. Cabelo curto e negro, um porte forte, não parece ser um homem fácil de se derrubar, expressão séria e um olhar frio... Fiquei tão anestesiado com oque aconteceu comigo que me esqueci completamente o proposito de tudo isso. Deter ele e parece que Arthurus também esqueceu disso enquanto presenciava o que aconteceu de camarote...

–Arthurus: Parece que que você chamou a atenção dele...

Ele diz com um tom irônico.

–Ryan: Qual o nome dele?

–Arthurus: Segundo os registros é Téo...

–Ryan: Ok. Téo.

Me viro em direção ao homem de olhar frio e falo alto o bastante para que ele possa me ouvir, visto que ele esta a uns 10 metros de mim.

–Ryan: Téo, certo?! Que tal conversarmos e resolvermos isso calmamente?!

Ele me olha com desprezo e ouço apenas...

–Téo: Tshh

E ele começa a vir em minha direção.

–Ryan: Acho que ele não esta para conversa...

–Arthurus: Acho melhor tu começar a queimar de novo...

Ele fala se afastando... Certo, agora como faço isso? Será que estou com o poder da tal fênix mesmo? Como eu uso isso?

–Ryan: Hummmm... NÃO SE APROXIMA! EU TENHO A FÊNIX! VOCÊ NÃO TEM COMO ME VENCER! Huuummm...

Ele continua vindo em minha direção e eu vou dando passos para trás e pensando no que fazer.

–Ryan: Huummm... Que tal... Em chamas! Não? Huuum... Fênix... Vai?! Huumm.. Droga, oque eu faço agora?

Ele chega perto e com apenas uma mão segura meu pescoço e me levanta a ponto de meu pé não encostar no chão. Não consigo dizer nada, estou em pânico e a pressão que sua mão faz em meu pescoço é forte demais e estou com dificuldades para respirar! Seguro em seu braço para tentar me soltar ou me apoiar, estou vendo que não passarei vivo dessa... Quando minhas mãos começam a pegar fogo e aperto seu braço com força e ele me arremessa e vou parar uns 8 metros de distancia dele. Me surpreendo, o impacto com o chão foi forte mas não tanto quanto eu pensei que seria. Puxo a respiração que me faltava e me apoio com o cotovelo, sentido meu corpo dolorido, olho para minhas mãos e elas não estão mais pegando fogo. Olho na direção dele e o seu braço direito esta com as queimaduras mas se curando lentamente...

–Téo: Então você queima?

Ele fala confiante.

Ele é forte... Mas pelo visto sou o único que pode enfrenta-lo. Então me levanto com um pouco de dificuldade e vou na sua direção. Tento acertar um soco de direita, mas ele desvia e quando menos espero no momento de distração da minha tentativa falha, ele me acerta com o joelho no meu estomago. Fico zonzo e desequilibrado, ele acerta um soco de direita e vou ao chão.

–Téo: Cadê seu fogo? Já acabou?

Ele diz imponente.

Me esforço e me levanto com muita dificuldade. No mesmo instante ele me acerta um chute tão forte que sou arremessado novamente e dou de encontro com a parede da sala dos professores e caio ao chão, me resta pouca energia para ficar de pé. Onde esta a tal força da fênix? Só funcionou naquele momento e agora? Como eu ativei? Tento pensar em algo que eu tenha feito para que minhas mãos tenham pegado fogo. Quando percebo ele esta perto de mim novamente e me segura com apenas uma mão novamente, mas agora pressionando meu pescoço contra a parede. Não posso desistir agora, ele parece estar disposto a me matar e se eu morrer com certeza ele vai matar todos da escola...

–Ryan: Liz...

Digo baixinho.

Todos da escola... Isso inclui Liz... Não vou permitir isso! E começo a pensar como alguém pode matar pessoas para conseguir poder para matar mais pessoas? Tantos morreram para as mãos dele... Deviam ser Pais de família, esposas, namorados, filhos, irmãos... Deviam ter muitas pessoas que os amavam... Ninguém tem o direito de fazer isso, destruir vidas. Qual o objetivo nisso? Começo a me enfurecer... Sinto ódio por ele, apenas por imaginar e quase sentir a dor que ele causou para várias pessoas. Não posso desistir! Tenho que lutar! Conseguir mais força... Como farei isso? E então sinto meu peito queimando, como se meu coração estivesse ardendo em chamas, o fogo reaparece. Agora meu corpo todo esta produzindo chamas e ele resisti ao calor, ainda me segurando. Então o fogo começa a fazer efeito e sua mão não resisti me segurar por conta da dor, esta ferida demais e ele me larga...

–Téo: Então agora você resolveu lutar para valer?

Ele diz com confiança.

Sua mão começa a se curar. Eu sei que ele vai me encarar, mesmo sofrendo queimaduras ele tem o fator cura a seu favor e ele irá se curar rapidamente, oque possibilita dele me bater sem problemas... As chamas estão aumentando ainda mais e eu me sinto impulsionado por algo forte... Será a fênix? Corro em sua direção, dou um soco de direita e ele desvia novamente e tenta a mesma tática de me acertar com o joelho, mas agora estou mais rápido e desvio do seu contra-ataque dando um pequeno salto para trás. Dou um giro e o acerto com um chute e ele é arremessado e ao tocar o chão continua se arrastando por alguns metros devido a força do chute. Nunca pensei ser capaz de algo assim... Então ele se levanta e eu saio correndo em sua direção, começo a atingi-lo com diversos socos de direita e esquerda, ele se defende com os antebraços e desvia de alguns golpes e é acertado por outros.

*Ilustração de Natsu de Fairy Tail que retrata um pouco da cena: https://scontent-a-mia.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/l/t1.0-9/10455575_700233556715531_7639273743818779098_n.jpg

–Ryan: Ninguém! Tem o direito de destruir vidas! Ninguém! Você merece morrer!

Minha raiva vai aumentando e junto dela as chamas, ele vai se queimando mais e mais e eu continuo dando vários socos e então a defesa dele começa a ceder, ele esta bastante ferido, acerto mais alguns socos para desequilibra-lo e acerto outro chute e ele é novamente arremessado. Tento manter a luta em área aberta e longe das pessoas que estão reunidas no pátio, não quero que ninguém saia ferido dali além de Téo. Me aproximo dele e ele tenta me acertar um soco e ele consegue. Minha agilidade sumiu e as chamas também, estou sem habilidades de novo, vou ao chão com o soco. Ele esta se curando e começa a me acertar vários golpes. Chutes, socos e me levanta e me coloca contra a parede de uma sala e me acerta do estomago e no rosto. Não entendo... Porque meus poderes sumiram de novo?! Oque há de errado? Quando dou por mim estou fraco, com as pernas bambas e estou para cair e Téo me acerta com mais um soco de direita e minha visão começa a se escurecer e me vejo caindo sobre os joelhos...

Quando abro os olhos estou deitado, no que parece ser o meio de um campo de cevada, está anoite, um clima agradável. O vento faz a cevada de mover de forma ondular, como se fosse ondas suaves do mar. No céu uma grande lua cheia. Amo a lua e aquela imagem me deixa boquiaberto. Um céu estrelado. Então me sento e vejo alguém mais a frente, me parece familiar. Me levanto e vou na sua direção, é uma garota... Cabelos cacheados... É a Liz! esta sentada apreciando a paisagem e quando me aproximo ela se vira, como se estivesse a minha espera e então ouço "Ryan... Ryan! Ryan!" e volto a mim. Abro os olhos e a voz é de Arthurus. Estou deitado em um chão de terra e cheio de mato, atrás de um dos últimos blocos de sala da escola. Ele esta ao meu lado e parece agoniado.

–Arthurus: Ah... Finalmente... Achava que tu tava morto cara.

Ele diz mais aliviado.

–Ryan: Oque aconteceu? Aquilo foi um sonho?

Digo bastante confuso.

–Arthurus: Sonho?! Cara foi demais! Tu pegando fogo e dando um sacode naquele infeliz, pena que no final tu perdeu né...

–Ryan: Eu perdi?! Então porque ainda to vivo?

–Arthurus: Cara não sei, só sei que ele te deu uma surra no final e depois que tu caiu ele disse algo e foi embora... Não entendi muito bem, ele deve ter criado algum interesse em você, pra ter feito tudo isso e ainda te deixar vivo e ir embora. Mas oque aconteceu?

–Ryan: Também queria saber... Do nada eu perdi os poderes... Será que tem algo errado?

–Arthurus: Bom, vamos investigar. Mas uma coisa que parece estar funcionando é que tu esta te curando bem rápido parceiro. Tu tava só o pó e agora ta bem melhor.

Toco em meu rosto e depois nas outras partes do corpo que foram atingidas...

–Ryan: Ai... Ta doendo, mas parece que não ta tão ruim como poderia estar. Ah cara eu tava sonhando com a Liz antes de tu me acorda... Falando nisso, onde ela ta? Ela viu tudo?

–Arthurus: Eu apaguei ela.

Ele diz em um tom irônico.

–Ryan: Que?

Digo questionando e torcendo para ele não ser louco o bastante e tenha amor a vida.

–Arthurus: Isso mesmo, mas calma. Eu apaguei a memoria dela sobre tudo oque aconteceu hoje, sobre fênix, a luta, o Téo. Alias, eu apaguei a memoria sobre isso de todos que viram além de mim.

Fico me perguntando como, mas não me admiro muito, já vi coisas demais em pouco tempo.

–Ryan: Como?

–Arthurus: Bem, no livro da fênix tem uma técnicazinha de como mudar certas memorias, então como todos estavam pasmos, foi fácil chamar a atenção de todos juntos e criei uma memoria falsa de que eles foram levados para o pátio para um aviso da direção, só que o equipamento de som quebrou, por isso não teve comunicado algum. Só tem o probleminha que você deixou muitos rastros de mato queimado por onde tu passou amigo.

–Ryan: E como vamos resolver isso?

Digo um pouco preocupado.

–Arthurus: Calma. Vamos deixar assim e vamos ver oque todos vão pensar, mas tenho certeza que jamais vão imaginar oque realmente aconteceu.

–Ryan: Já que você diz... Também fiquei curioso pra saber oque vão pensar. Mas sério que a Liz não vai lembrar de nadinha?

Digo um pouco desapontado.

–Arthurus: Nada e acho melhor assim... Quanto menos souberem melhor, acho que quem tava na pista não pode ver direito pra cá e mesmo que muitos correram com medo, mas para todos os efeitos não te conhecem e não dava pra ver seu rosto da pista, então tranquilo... Mas e teus poderes?

Particularmente eu estava mesmo é querendo ver a Liz, mas vistos meus ferimentos e o risco de as chamas aparecerem e eu não conseguir controlar, achei melhor continuar a conversa com Arthurus.

–Ryan: Não sei, não entendi muito bem, uma hora funcionaram e outra não... Tenho que descobrir como isso funciona.

–Arthurus: Temos que treinar então amigo...

–Ryan: Temos? Amigo? Tu foi o primeiro a correr na hora do cara cair em cima de mim.

Digo aborrecido.

–Arthurus: Como você disse, ele caiu em cima de você, não de mim, eu tenho amor a vida e eu que fui atrás das coisas e ainda te dei poderes. Devia me agradecer...

Ele tenta se defender.

–Ryan: Primeiro que ele só veio parar aqui porque tu foi te meter na casa dele, se não, ele ficaria na dele.

–Arthurus: Cara, ele é um assassino, matou várias pessoas e eu tinha que saber mais disso e você agora com poderes, acho que podemos parar ele. Só falta você conseguir controlar direito.

Tenho que concordar com ele.

–Ryan: Ta, por esse ponto você está certo...

–Arthurus: Bom, que tal você ir pra casa e deixar a escola por hoje? Depois da surra que tu levou é melhor você descansar. Eu pego as coisas na tua sala, você vai embora e amanhã a gente conversa mais sobre e tenta não por fogo em nada.

Ele fala e rir.

–Ryan: Ta idiota, vamos que preciso descansar um pouco mesmo, to todo dolorido...

Depois que pego minhas coisas vou embora. Todos estão dentro das salas de aula, então ninguém repara em mim, não vejo nem Liz mais, deve estar dentro de sala também. Saio da escola e vejo na pista pessoas andando novamente por lá, alguns carros acabados... Téo fez alguns estragos no caminho, mas estou cansado e dolorido demais e me preocupo em chegar logo em casa e me deitar. Chegando em casa vou direto para a cama, pego meu celular, coloco os fones e começo a ouvir o álbum The Poison da banda Bullet For My Valentine, vou relaxando e pego no sono.

Lá estou parado na beira de um vulcão. Não faço a menor ideia de como fui parar lá, esta quente mas não parece quente o bastante para me ferir. Parece de certo modo inofensivo. Fico olhando ao redor e checando se tem alguém por perto, mas não há ninguém.

–Ryan: Quem me trouxe aqui?

Então sinto uma grande curiosidade de olhar dentro do vulcão, ele esta cheio de magma, julgo estar prestes para entrar em erupção. Então vejo olhos dentro do magma, oque poderia ser? O magma começa se agitar e algo esta saindo de dentro dele. Uma águia de fogo gigante sai e levanta voo, vem em minha direção com suas garras preparadas para me perfurar e então. Abro os olhos e me levanto assustado. Tudo um pesadelo, muito clichê para falar a verdade. Já é fim de tarde e decido tomar um banho, cheguei e simplesmente me joguei na cama, então melhor da mais uma relaxada no chuveiro. Penso na sorte que minha mãe trabalha a tarde e quando eu cheguei ela não estava em casa e minha irmã estava para a escola, ninguém viu o que restou dos ferimentos por eu estar coberto. No banho fico pensando em tudo oque aconteceu, então reparo meu corpo e os ferimentos que eu tinha em sua grande parte já se curaram, agora oque resta são hematomas que devem sarar rápido também... Então me lembro! Liz! Deve estar online como sempre, então agilizo o banho e deixo os pensamentos para depois, preciso ir para o computador falar com ela. Logo que termino me visto rápido e vou para o computador e faço login na minha conta e como esperado ela estava online.

–Ryan: Olá moça e.e

–Liz: Olá moço e.e kk

–Ryan: kk Tudo bem?

–Liz: To sim e você? Não foi para a escola?

Ela realmente não lembra de nada, nem de ter falado comigo.

–Ryan: To bem, fui sim, mas tive que ir embora cedo, mas oque anda fazendo?

–Liz: Ouvindo música e aqui no face e ocê? e.e

–Ryan: Só no face e conversando com você kkk música? Tem alguma banda pra me sugerir?

–Liz: AAAAH tem uma que eu acho que ocê vai gostar e.e kkkk

–Ryan: É ein? kkkk qual?

–Liz: Unisonic, acho que vai gostar kkk lembrei de ocê e.e ela é do tipo que ocê gosta kkkk

–Ryan: Sonic? Sério? kkkkkkkk

–Liz: Aham kkkk ela só tem um álbum e um EP

–Ryan: kkkk me sugere umas músicas deles

–Liz: Ouve Souls Alive, Star Rider e My Sanctuary acho que vai gostar e.e

Começo a ouvir e sinceramente gosto bastante do que ouço, então pego o link de download do álbum completo da banda com ela e continuamos a conversar. Conversamos sobre essa banda e sobre mais outras e nos divertirmos com nossas palhaçadas, sempre somos bem humorados, fazendo graça e criando cada coisa sem sentido na nossa imaginação. Ela é daquelas pessoas que você tem prazer em conversar, é bem humorada, doce, inteligente, delicada, louquinha, diversas coisas e além de ser muito boa para criar assunto, mesmo que seja coisas sem sentido. Continuamos conversando até umas meia noite ou uma da manhã, então eu vou dormir e como sempre ele fica até mais tarde.

No dia seguinte acordo cedo e me arrumo para ir para a escola. Chegando lá vou direto para minha sala, ela é no bloco que fica no centro da escola, as paredes são feitas com os tijolos de uma forma que deixa os buracos do interior deles amostra, como uma tentativa de deixar a sala mais ventilada. Eu sento no final da sala na última fileira do lado direito, onde através dos buracos dos tijolos eu tenho visão da porta da sala de Liz que fica em outro bloco, isso é bom e ruim, é bom porque consigo ver perfeitamente quando ela esta na porta, visto que ela senta na primeira cadeira da primeira fileira, praticamente do lado da porta para ser mais preciso, o ruim é que muitas vezes eu não dou muita atenção para a aula por ficar a todo momento olhando pra tentar vê-la. Como a aula ainda não começou, dou uma volta pela escola e encontro meu amigo Caio. Caio é um cara um pouco mais magro que eu, moreno, da minha altura, e usa formas de penteados para cima, todos beirando um topete. Ele é um cara bem humorado, humorado até demais, muitas vezes eu e nossos amigos brincamos de como as piadas dele são sem graça, e além disso ele não é um exemplo de um cara bom para relacionamentos, nem um relacionamento que ele teve durou mais que uns 4 meses e ele tem o grande defeito de tentar garotas que ele acha que acharam ele interessante e normalmente não é bem assim. Lembro de mais ou menos 1 ano e meio atrás quando participávamos da rádio da escola, nós tínhamos que vir para a escola alguns dias em turno diferentes e uma garota do turno da tarde ficou olhando muito para nós, não tirava o olho e ele achou que ela tinha achado ele interessante e ele encheu o ego dele, ficou todo animadinho e foi puxar papo com ela e depois ele foi saber que ela tinha na verdade se interessado por mim, foi bem engraçado o desapontamento dele e isso de certo modo transforma ele em uma pessoa digamos infantil, na cabeça dele ele é demais mas não é bem assim. Mas foi por conta dessas "infantilidades" dele que eu conheci a Liz. Como eu gosto de investigar, eu fui procurar saber de uma garota chamada Narumi que ele havia tentado mas não deu certo. Ele jurava que ela ainda gostava dele, então como a Liz é amiga dela, eu fui perguntar para ela se sabia se a Narumi gostava mesmo do Caio, ela não quis falar sobre para não entregar a amiga dela, mas isso deu oportunidade de iniciarmos uma conversa e bom, acabou que me apaixonei por ela. Nunca imaginei conhecer uma garota como Liz por causa desse mané.

–Caio: E ae mano

–Ryan: E ae

Nos cumprimentamos como sempre e fazemos um toque de mãos.

–Caio: Viu aquelas marcas no chão?

As marcas que deixei no chão...

–Ryan: Vi sim... Estranhas né?

–Caio: Pior... Será que foi raio que caiu e queimou? sei lá ou o tocha passou por aqui...

Ele diz tentando por um humor no comentário.

–Ryan: Verdade, desvendou tudo gênio.

Comento de forma humorada pra não corta o cara.

–Caio: Mas e ae cara? como ta indo com a Liz?

–Ryan: Não sei cara... Ela não falou mais nada sobre...

–Caio: Vou fazer assim, eu tenho conversando bastante com a Kimy, a gente virou bastante amigos e eu pergunto pra ela se ela sabe algo, já que ele é a melhor amiga dela...

–Ryan: Sério? Pergunta por favor e não esquece de me dizer ein.

–Caio: De boa mano, talvez eu pergunte pra ela hoje e te digo.

–Ryan: Pergunta mesmo ein, por favor e não deixa a Liz saber disso.

–Caio: Tudo bem, se acalma.

Ele diz rindo e tirando um pouco de sarro da minha cara.

–Ryan: Ta, bora no vadião?

O vadião é o nome que foi dado ao pátio da escola pelo simples motivo que todos vão pra lá basicamente para lanchar, receber avisos da direção e ficar passando tempo conversando ou qualquer coisa do tipo, ou seja, vadiar. Chegando lá nos sentamos no mini palco, ele fica na direção contraria as cantinas, bebedouro e aos banheiros. De forma formal ele é chamado de teatro, apesar que de teatro não tem nada, é um mini palco com paredes e uma escada de 1 degrau, a maioria das pessoas gosta de sentar lá, inclusive eu e Caio. Lá nós conversamos sobre diversas coisas, como bandas, desventuras, passeios, gafes, garotas, ou seja, todo tipo de coisa e sempre escutando alguma música e claro as vezes paramos para cantar partes das músicas que gostamos, é divertido.

–Ryan: Ei, eu tava falando com a panda e ela me disse de uma banda chamada Fall out Boy, curtir bastante, já ouviu?

Panda é como chamo minha amiga Maíra. Ela alto se chama de panda e desde quando eu conheci ela, eu comecei a chamar ela assim. Ainda mais que ela é branca e cabelos negros e fica sendo como um apelido carinhoso.

–Caio: Tu ainda fala com a Maíra?

Ele diz um pouco surpreso.

–Ryan: Sim, a gente se da muito bem, só oque me irrita é que ela nunca vem puxar conversa, sempre é eu que tenho que ir falar com ela.

–Caio: Hum... É, ela gosta de ser bajulada, só quer que os outros vá falar com ela...

Ele fala de forma humorada mas sei que ele ta falando sério.

–Ryan: Aham... Mas já ouviu Fall out Boy?

–Caio: Já sim, acho que já até te mostrei... Lembra não?

–Ryan: Pior que não... Então me passa umas depois. Mas ai, vou ver se já tem professor na minha sala.

–Caio: Beleza mano, depois a gente se fala.

Chego na sala e já estava o professor na sala, perder uns minutos de aula pra não perder o costume né. Me sento e fico assistindo a aula mas eu fico palpitando e olhando diversas vezes pelos buracos da parede para ver Liz, eu tento controlar. Tenho que assistir e prestar a atenção na aula, mas parece ser mais forte que eu, quando me distraio estou olhando de novo e meu coração sempre palpitando e me dando vontade de vê-la e quando menos espero, minhas mãos! Fogo!

–Ryan: Droga... Apaga...

Fico batendo minhas mãos, droga... Preciso de água!

–Ryan: Professor... Licença! Preciso tomar meu remédio!

Vou correndo ao bebedouro e ligo a torneira, coloco minhas mãos debaixo da água e felizmente apaga, então volto pra sala de aula e toda vez que meu coração começa a palpitar acontece, então tento me controlar o máximo possível, será que o poder esteja ligado ao que eu sinto? Talvez.

Então chega a hora do intervalo e vou dar uma volta e encontro o Arthurus.

–Arthurus: E ae

–Ryan: E ae, tudo certo?

–Arthurus: Tudo certo e pelo visto você também... Ta novo em folha.

Ele diz de forma humorada mas pensativo.

–Ryan: Aham. Gostei disso, mas quero saber como eu controlo o fogo...

–Arthurus: Então... Bora treinar hoje a tarde? Acho que eu sei um bom lugar pra gente treinar.

–Ryan: Sério? Claro, quero ver se consigo fazer isso logo.

Digo animado.

–Arthurus: Mas ae, tu não tocou fogo em nada né?

–Ryan: Bom... Quando meu coração acelera minha mão começa a pegar fogo... Será que ta ligado com o emocional?

–Arthurus: Talvez... Quando aconteceu isso?

–Ryan: Bom... É... Na aula agora a pouco... Eu ficava pensando na Liz e bom... Começava....

Digo um pouco sem jeito.

–Arthurus: Oque mulher não faz ein?

Ele fala rindo.

–Ryan: Cala a boca idiota...

Digo sem jeito e com um sorriso.

–Ryan: Mas ae, falando nela, vou ver ela, até mano.

Ele me puxa pela camisa.

–Arthurus: Opa, pode parando, se de pensar nela tua mão pega fogo, imagina perto dela! Vamos acabar tendo um incêndio na escola. Enquanto tu não controla isso direito é bom tu não chegar muito perto dela.

–Ryan: Mas eu quero vê-la, tenho que ver ela cara...

Digo desapontado.

–Arthurus: E se nessa tu ferir ela? Tu quer isso?

O argumento dele é bom...

–Ryan: Ok, você venceu, então vamos agilizar o treinamento logo.

–Arthurus: Atarde cara, não se preocupa...

–Ryan: Tudo bem. Vamos pra trás da copa pra conversamos de boa?

–Arthurus: Bora lá.

Nos sentamos atrás da copa onde só tem uma sala que tem coisas velhas e o resto ao redor é apenas mato e grande que eu facilmente poderia me esconder dentro. Poucas pessoas vão lá, então é um bom lugar para se conversar sem intromissões. Decidimos conversar sobre outras coisas. Falamos da ex-namorada dele que o relacionamento só acabou por ela ter ido morar em outra cidade, ele conhece ela desde pequeno e sempre tiveram um clima, quando tocamos no assunto falamos sobre as garotas que gostamos, ele fala da ex-namorada e eu da Liz e sempre damos uma analisadas nas situações, não só sobre as garotas, mas analisamos qualquer pessoa, nossos amigos, pessoas que sabemos só a reputação, colegas de classe e etc...

Quando o intervalo termina voltamos para nossas salas e eu sempre com cuidado e atento para Liz não me ver, se não terei que ir falar com ela e não sei oque pode acontecer... Chego na sala e assisto a aula, e de novo fico me distraindo olhando na direção da sala dela, mas começo a conversar com meu colega Marcelo e isso me distrai de ficar olhando pra sala dela. Marcelo gosta de animes assim como eu, talvez nem tanto, um dos animes favoritos dele é Naruto e ele começa a me mostrar AMV's muito legais. Depois de ver alguns AMV's, conversar e prestar um pouco de atenção na aula, finalmente a aula termina. Já não aguentava, não posso vê-la e ultimamente as aulas tem se tornado bastante chatas...

Mas antes de ir embora tenho que falar com o Arthurus para saber onde nos encontrar atarde. Vou até a sala dele e ele ainda esta tendo aula, chamo para perguntar rápido.

–Ryan: Onde a gente se encontra e que horas?

–Arthurus: Eu vou na tua casa e te levo, antes vou ver se o lugar que to pensando vai esta livre para treinarmos, beleza? E talvez eu apareça lá umas 3 da tarde.

–Ryan: Beleza, falou cara.

Vou embora da escola com pressa, preciso descansar, afinal se for para treinar vou ter que me esforça. Estou tão animado, se eu conseguir controlar minhas chamas! Que coisas incríveis eu poderei fazer assim?! Estou temeroso se eu vou conseguir e também que se isso possa sair do controle, mas estou mais pensando positivo. Eu vou conseguir!

O treinamento vai começar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.