Felling
2 Defying Gravity
Notas iniciais
E desculpe pelos erros queria postar o mais rapido possivel.
Defying Gravity.
Alice,
Preciso de um tempo para pensar. Sinceramente, estou confuso. Confuso sobre tudo e todos. Preciso descobrir o que se passa na minha cabeça, e quando isso acontecer eu volto para lhe dizer o que descobri.
Não se preocupe comigo, estou bem. Por favor, não tente ver meu futuro.
Não se esqueça de que eu sempre te amei.
Jasper Whitlock.
Aquelas eram as palavras mais dolorosas que ele já havia escrito. Doía-lhe por está-las escrevendo, por ser covarde demais para fala-las. Doía-lhe por não se ter o direito de sentir aquilo, afinal, como poderia ter alguma duvida depois de tantos anos? Mas, acima de tudo, doía-lhe porque, apesar de tudo, aquela era a mais pura verdade.
Ele estava confuso sobre… absolutamente tudo. Sobre o caminho que deveria seguir, sobre sua dieta, sobre sua família… sobre sua esposa. E isso o fazia se sentir tão fraco. Logo ele, confuso sobre sentimentos.
Antes de encontrar os Cullen, antes de encontrar Alice, ele nunca se sentira em casa, nunca se sentira benquisto. Há poucos dias, ele sabia que deveria estar ali e com aquelas pessoas, mas toda certeza se fora de uma hora para outra.
Ele realmente queria estar ali? Ele realmente amava aquelas pessoas? Quer dizer, sim, ele era extremamente agradecido, eles o haviam tirado de uma vida cheia de angustia e assassinato, mas os amava? Ou era apenas conveniência por se sentir tão querido? Ou apenas agradecimento por tudo o que eles havia feito por ele? E se ele fosse capaz de ignorar o que suas vitimas sentiam, será que ele iria continuar ali, seguindo aquela dieta que tanto lhe desgastava?
E quanto a Alice? Realmente sentira algo muito forte por ela, mais forte do que ele jamais sentira, mas aquilo estava se esvaindo cada vez mais rápido, e ele não sabia mais o que era. Sempre se perguntara como eles foram acabar juntos, sempre se sentira tão sortudo. Afinal, eles eram tão diferentes, ela era tudo de bom que ele não era, e mesmo assim ela o queria, mas novamente surgia a duvida, o que ele sentia? Gratidão, conveniência ou amor?
Ele precisava de um tempo para pensar em tudo aquilo. Sabia que seu silencio estava machucando cada vez mais Alice e ele não queria aquilo, então resolvera partir. Não por muito tempo, voltaria assim que soubesse o que estava sentindo, sendo bom ou ruim, sua família merecia uma explicação.
Deixou o bilhete em cima da cama de casal, pensou uma ultima vez em Alice, ocupada demais se focando no futuro de Bella e Edward para ver a decisão do marido, e em seguida pulou a janela do quarto no segundo andar que dividia com ela e correu.
Correu para longe de sua família, de sua realidade, de suas responsabilidades e de sua Alice.
Horas antes.
Ela estava sentada no chão em um canto da sala de estar, com as costas apoiadas na parede de cor clara, enquanto rabiscava um lindo vestido em seu bloco médio de desenho.
Ainda era pouco mais de seis da manhã. Sua mão era rápida e a roupa rapidamente ia criando forma, quando estava finalizando, uma visão, um tanto rara, lhe interrompeu: Forks iria amanhecer ensolarada, e assim continuaria por boa parte do dia.
Aquilo a entristeceu. Largou o lápis sobre o caderno e bufou, atraindo a atenção de Esme, que, sentada ao sofá da sala, lia um romance.
–O que houve, Alice?
–Irá fazer sol – ela respondeu suspirando – Eu e Bella havíamos planejado fazer algumas coisas, não sei, andar pela cidade, um piquenique talvez…
–Edward não irá passar o dia com ela? – Esme disse com um meio sorriso zombeiro.
–Não – Alice disse com um sorriso pequeno, sem muita animação -, ele irá caçar, apenas está esperando Bella acordar para se despedir.
–Ótimo, eu estava mesmo precisando caçar, eu ia esperar para ir com Carlisle, mas acho melhor acompanhar logo Edward – ela planejou, mas então se lembrou de Alice – Não se preocupe filha, o tempo estará fechado em Port Angeles, tenho certeza que há muito mais coisas para você e Bella fazerem lá.
–Serio? E como você…? – Alice perguntava, quando foi cortada por Rosalie.
–Ela tem um poder – ela disse descendo as escadas com Emmet – Eu chamo de “Assistir a previsão do tempo no jornal da noite” – ela falou com naturalidade — Não se preocupe, eu estou procurando um nome menor, quem sabe A.A.P.D.T.N.J.D.N. Perfeito.
Emmet gargalhou alto, enquanto Alice e Esme analisavam a loura.
–E eu achando que Emmet era o palhaço da família, Rosalie. – Alice comentou irônica – Talvez a convivência com o seu marido a esteja afetando.
Rosalie apenas deu de ombros, como se aquilo não fosse realmente importante, mas não sabia realmente o que a tinha feito falar algo como aquilo. Deu um beijo demorado no marido, enquanto Alice subia às escadas, antes de entrar em seu quarto, a pequena vampira ainda conseguiu ouvir a irmã se despedir do marido e da mãe.
Alice não se surpreendeu ao ver Jasper sentado em uma poltrona no canto mais isolado do quarto que dividiam, lendo um grosso e usado livro sobre a História Americana, ele adorava ver o próprio nome em livros como aquele. Ela achava aquilo um pouco egocêntrico demais, mas relevou. Sem falar que, nos últimos dias, ele não estava fazendo muita coisa senão ler.
Suspirou pesadamente. Ela não era boba, a relação deles não estava muito boa e ela sabia disso. Eles não brigavam ou discutiam, mas fazia tempo desde a última vez que eles tiveram uma conversa de verdade e desde a última vez que eles, bom, tiveram uma boa noite de sexo.
–Oi Jazz.
Alice falou tentando esconder a tristeza mesmo sabendo que seria impossível enganar o marido. Jasper tirou os olhos do livro distraído, como se tivesse acabado de nota-la ali.
–Olá Alice.
Ele falou com um sorriso no rosto, mas ela sentiu falta de algo, algo importante. Emoção.
Logo em Jasper, pensou. Ele que, quando está feliz, emana felicidade de seu corpo, e, quando está triste, todo o aposento se entristece. Naquele momento não vinha nada dele, ele parecia apenas… indiferente.
Sim, era assim que ele estava. E ele sabia que ela tinha notado, porém, por mais que tentasse, não encontrou em si mesmo vontade de disfarçar, por isso não o fez.
Alice achou melhor não puxar assunto, ou apenas ficou com medo de descobrir que não tinha assunto para conversar com o próprio marido. Resolveu tomar um banho demorando enquanto esperava Edward chegar para avisar que Bella tinha acordado e depois sair para caçar com Esme.
A pequena vampira foi bem criativa: lavou o cabelo com shampoo e condicionador duas vezes, depois passou um bom tempo lavando cada centímetro do seu corpo perfeito, em seguida se enxaguou e se secou com uma toalha, passou hidratante no corpo, secou o cabelo, depois o desarrumou em um tipo de “bagunçado sexy”, passou uma maquiagem leve e foi se vestir.
Tudo para não enfrentar o silêncio ensurdecedor de Jasper, ou, então, os olhares questionados de Esme e Rosalie, que já haviam percebido que algo estava errado entre eles.
Isabella acordou pouco depois das sete. Era sábado, mas ela não sentia vontade de dormir até tarde. Como sempre, encontrou um corpo duro e gelado ao seu lado. Sorriu antes mesmo de abrir os olhos.
–Bom dia, Bella – Edward disse e ela sentiu necessidade de olha-lo. Sorriu ainda mais.
–Bom dia – ela disse, sentindo-o se aproximar para beija-la, ela imediatamente colocou as mãos sobre o peito dele, dizendo-o para parar – Um momento humana, por favor – pediu, quando viu o olhar confuso dele.
Imediatamente pulou para fora da cama, se dirigindo ao banheiro do lado de fora do seu quarto. Encarou-se no espelho e perguntou-se como ele podia aguentar olha-la daquela maneira.
Penteou os cabelos rapidamente e escovou bem os dentes. Ligou a torneira forte demais, molhando toda a calça do pijama que vestia, em um ato totalmente impensado e vindo de um lugar desconhecido, ela a tirou, ficando apenas com o blusão que ia até a metade da bunda e uma calcinha rosa pequena.
Voltou para o quarto e sorriu nervosa ao ver os olhos de Edward se arregalarem.
–Momento humana, você disse? – ele perguntou.
–O que? – ela disse dando de ombros – Eu estou com calor… não gostou? – perguntou dando uma volta no mesmo lugar para que ele pudesse olha-la.
Ela sabia o que viria a seguir: meia hora de sermão sobre responsabilidade e perigo.
–Na verdade, eu também estou com calor. – ele disse, surpreendendo-a.
Em um movimento mais rápido do que ela poderia captar, ele se levantou, e quando ela deu por si, estava presa contra a parede do seu quarto com a porta trancada, com seu rosto a centímetros do dele.
Dessa vez, ela arregalou os olhos e ele sorriu. Seus rostos se aproximaram e o beijo, incrivelmente, começou como qualquer outro: calma e delicado, mas, ainda sim, deixando-a com o coração acelerado.
Não demorou para o beijo se aprofundar e Edward, pela primeira vez, pedir passagem com a língua. Ela não pensou duas vezes para permitir. O gosto dele era maravilhoso. Não podia haver nada melhor.
Suas mãos criaram vida e ela se percebeu arranhando o troco nu e definido de Edward. Quando ele tirara a camisa? Não importava. Ela puxou o cabelo dele com força, enquanto ele descia a mão por sua cintura.
Ela soltou um suspiro pesado, quando ele separou suas bocas e passou a beijar seu pescoço, enquanto acariciava suas coxas. Ela suspirou novamente quando ele chegou a base de sua orelha, e isso pareceu estimula-lo, que apertou a bunda dela com força.
Porém aquilo não teve o efeito esperado, ela gemeu de dor, afastando-o por reflexo. Ele havia a machucado. Isso pareceu trazê-lo de volta.
Ele pulou para longe dela, respirando pesadamente. Seus olhos estavam negros, mas sua sede não era o problema naquele momento. Na verdade, ele perdera a cabeça a tal ponto que sequer sentira sede. Ele não sentira nada, além do desejo por Bella. Além da luxuria.
–Edward… me… me desculpe – ela pediu – Eu realmente não achei que… eu estava… Me desculpe – ela disse se aproximando, mas ele fez o sinal para que ela permanecesse longe.
–Não ouse pedir desculpas – ele disse com a voz sem emoção, ele encarava o chão – Eu… eu perdi o controle. Eu não deveria… poderia ter te matado, Bella. Eu te machuquei.
–Não machucou – ela mentiu, mas nem ela acreditou naquilo.
Eles permaneceram em silencio por vários minutos, sem sequer se mexerem.
–É melhor eu ir – ele disse, mais calmo, mas não ousou se aproximar de Bella – De qualquer forma, eu apenas estava esperando que você acordasse. Eu irei caçar. Já deveria ter ido há muito tempo.
–Vai demorar? – ela perguntou triste.
–Não mais de dois dias – ele disse, ainda sem olha-la – Eu… realmente me desculpe.
–Não há o que desculpar – ela disse andando para perto dele.
Ele pegou sua camisa no chão, deu-lhe um beijo na testa e pulou pela janela antes que ela pudesse dizer algo. Ela suspirou, detestava quando ele era frio dessa forma. Quem diria que eu iria sentir falta da meia hora de sermão?, pensou.
Pegou os pedaços de pano espalhados pelo quarto que há minutos fora seu blusão – quando a pobre roupa havia se reduzido a aquilo? –, pegou uma toalha e foi tomar seu banho.
Como havia, literalmente, previsto: Edward chegou a casa no momento em que Alice calçou seu último Christian Louboutin Bianca, prontapara ir para a casa da melhor amiga. Mais de uma hora depois de entrar no banheiro.
Desceu animadamente as escadas, pensando em como seria o seu dia com Bella, e tentando desesperadamente fazer com que só isso lhe ocupasse a mente.
–Alice, você sabe que tem muitas coisas pra vigiar.
–Oi maninho, bom dia pra você também, estou ótima, obrigada por perguntar.
Ela respondeu com a voz sarcástica e um sorriso irônico, logo depois ficando séria e passando pelo irmão, chateada demais para lhe dar uma resposta verdadeira. Ele insistiu.
–Alice. – repreendeu-a.
–Eu sei, Edward – ela o cortou, irritada, voltando a encara-lo. – Eu tenho que vigiar os Volturi, para saber quando irão decidir vir ver se Bella já é uma de nós, tenho que vigiar Victoria, para saber quando ela virá tentar matar Bella, e tenho que vigiar todo o resto do mundo, para saber qual a próxima catástrofe que Bella irá atrair, tentando, incondicionalmente, acabar com a própria vida, e ainda tentar bloquear todas as outras visões que não sejam uteis para a proteção da Bella. Eu sei, eu sei, não precisa ficar me perturbando.
Edward suspirou pesadamente, sentindo-se culpado por cobrar tanto da irmã.
–Desculpe Alice, não posso e não quero pedir a você que seja onisciente, é só que…
Ele deixou a frase inacabada, mas Alice compreendeu o que ele queria dizer.
–É, eu sei. Edward eu amo e me preocupo com ela tanto quanto você, e nunca deixaria que algo de ruim acontecesse, eu estou sempre atenta a tudo relacionado a ela, se eu puder evitar que algo aconteça, eu irei. Me magoa você duvidar disso.
Edward sabia disso, porém não podia evitar, era um instinto forte demais para ser ignorado, mas se sentia melhor sabendo que a irmã o entendia e fazia de tudo para que nada acontecesse com sua amada. Ele precisava protegê-la de tudo. Inclusive de mim mesmo, pensou lembrando-se do que acontecera há poucos minutos.
Ao pensar nela, ele sentiu mais vontade ainda de estar com ela, ponderando seriamente cancelar a caçada. Mas não poderia arriscar mais, há muito não caçava e ele realmente estava precisando. Além de ainda não se sentir seguro o bastante para voltar a aproximar-se.
–Esme, você vai comigo? – perguntou lendo o pensamento da mãe.
Ela assentiu se colocando ao seu lado. Ela se despediu dos filhos dando um beijo na testa de cada, enquanto Edward apenas acenou com a cabeça e deu um leve sorriso para Alice, sua irmã preferida. Os dois saíram pela porta dos fundos que dava diretamente para a floresta fechada.
Alice aproveitou para ir também, foi até a garagem onde encontrou seu Porsche conversível, amarelo. Entrou e seguiu direto para a casa de Bella, tomando bastante cuidado de ir com o teto levantado e estacionar na sombra.
Bella estava saindo do banho quando ouviu o barulho de carro. Aproximou-se da janela e acenou sorrindo para Alice, que fez o mesmo. Fazia tempo que não se encontravam fora da escola.
Desceu as escadas, ainda de toalha, e abriu a porta para a melhor amiga.
–Bom dia Bella – ela cumprimentou, enquanto abraçava-a.
–Bom dia Ali – disse sorrindo.
–Não me venha com esse sorrisinho – ela disse, quando a soltou, fazendo um biquinho – Nós só nos vemos quando meu irmão vai caçar, mocinha. Você acha o que? Que Alice Cullen é segunda opção? – perguntou séria, fazendo Bella rir. Como aquela vampira conseguia ser tão fofa?
–Não é como se você me convidasse para fazer alguma coisa enquanto estou com ele – ela disse sorrindo, dando espaço para Alice entrar na casa.
–Eu sou vidente. Não preciso perguntar – ela disse, subindo as escadas.
–Pois deveria. Amo Edward, mas ele não é a pessoa mais divertida que existe. – disse. Alice riu.
–Ok, desculpe. Vou fazer um teste quando ele voltar, mas enquanto ele está fora você é toda minha – Alice disse, sentando na cama de Bella, encarando a mesma só de toalha.
Bella teve a impressão de ver um estranho sentimento aparecer nos olhos de Alice, mas sumiu com a mesma velocidade que apareceu. Alice se levantou e abriu o guarda roupa da amiga, procurando algo.
–Hum, não… não… não, também não… por Deus, nunca… não… — disse enquanto passava as roupas – Já volto – disse.
Correu até o próprio carro e voltou com um pacote na mão, deixando Bella levemente atordoada
–Aqui Bells, vista isso – ela falou entregando para ela a roupa* que havia dentro do pacote.
*Exceto pela bolsa.
–Não entendo por que você tem sempre que escolher minhas roupas, antes de nos conhecermos eu o fazia sem dificuldade alguma.
–Não sei como permitiam você fazer isso – Alice disse, rindo — Agora vamos, não discuta comigo – ela falou dando um beijo na bochecha da amiga.
Bella bufou, vestindo a roupa. Aquela até era razoável.
–Então – a humana começou -, como vão as coisas com Jasper? – perguntou.
Alice encarou-a.
–Por que a pergunta? – Bella apenas olhou-a como se não precisasse responder aquilo e voltou a vestir o short. Alice suspirou. – Até você percebeu.
–Obrigada. É bom saber que você tem um alto conceito sobre a minha pessoa. – disse em uma voz falsamente animada.
–Desculpe.
–Tudo bem – ela disse, sorrindo – E então?
–Eu não sei – suspirou – Ele anda tão… frio. Já faz quase duas semanas. Ele apenas fica lá, lendo, em algum canto da casa, aquele maldito livro de história. Eu sei que nós não somos tão… quentes, quanto Rose e Emmet, ou amigos como Esme e Carlisle, mas nós costumávamos ser transparente um para o outro. Sabe, nós nos entendíamos tão bem que não precisávamos verbalizar o que falávamos ou sentíamos.
–E agora?
–Nós continuamos sem precisar verbalizar, porque aparentemente… ele não sente nada.
–Então, ele não fala nada e você vai na onda? Você já tentou, não sei, conversar com o seu marido? Eu sei que vocês nasceram em uma época completamente diferente, mas estamos no século XXI, tome a inciativa, garota.
–Ou eu posso apenas perguntar à Edward o que Jasper está pensando – disse dando um sorriso amarelo.
–Alice…
–Ok, ok. – sorriu -, mas, agora, vamos às compras.
Bella sorriu. Já estava acostumada com os picos de humor de Alice. Nunca virá antes outra pessoa que pudesse ficar animada com algo tão rapidamente. Sua melhor amiga era única.
Alice puxou a humana para seu carro e seguiu em direção ao melhor shopping de Port Angeles. Não demoram quarenta minutos no caminho que normalmente levaria uma hora para ser percorrido. Essa era outra coisa com a qual Bella estava se acostumando: os Cullen dirigiam, em sua opinião, como loucos.
–Não se preocupe Alice, as lojas não irão fugir para lugar algum – falou apenas por implicância, enquanto a amiga estacionava.
A vampira apenas sorriu, conferindo seu reflexo no retrovisor, antes de sair do carro. Como se ela pudesse estar menos que incrivelmente perfeita. Pensou Bella, sorrindo.
Grande parte das lojas estava fechada, por ainda ser relativamente cedo, porém isso não desanimou Alice – ou animou Bella -, as duas gastaram bons minutos em cada lugar que já estava aberto e quando saíram da quarta loja, já carregando algumas sacolas, o shopping já estava ganhando vida.
Ao meio dia, Bella estava cansada, faminta e com a nítida impressão de que haviam entrado em todos os estabelecimentos existentes naquele lugar. Alice apenas riu quando a amiga deu voz a esse pensamento, só estavam ali há quatro horas, ainda tinham muito o quê fazer. Porém a vampira não pode negar uma parada para o almoço quando ouviu sem dificuldade o estomago de Bella roncar.
Seguiram para a praça de alimentação lotada, compraram comida japonesa e sentaram em uma das pouquíssimas mesas vagas. Alice falava animadamente, enquanto Bella apenas acenava com a cabeça e fazia alguns comentários, quando a primeira resolveu experimentar um sushi. A humana jogou a cabeça para trás gargalhando da amiga.
Vida emanava de Bella e Alice achava aquilo fascinante.
–Você não se incomoda com toda essa atenção?
A vampira não precisou olhar para os lados para saber sobre o que ela estava falando.
–São ossos do oficio – deu de ombros – Apesar de ser bem desconfortável, você acaba se acostumando com o tempo.
–Eu ficaria bem com ciúmes se fosse Jasper? Quer dizer, eu e Edward não saímos muito para lugares com tanta gente, mas ainda sim ele chama bastante atenção.
–Sim, Jasper realmente não gosta, mas não é como se eles fossem fazer alguma coisa. Nós somos os predadores, lembra? Apesar de nós sermos bonitos aos humanos, o extinto de sobrevivência fala mais alto… Você, é claro, é um exceção.
–Eu sempre achei que tivesse algo errado com minha cabeça – Bella disse, rindo nervosa.
–Não fale isso como se fosse uma coisa ruim – Alice repreendeu – Você é única, Bella. Nunca se esqueça disso – ela disse, séria.
Isabella sentiu seu rosto esquentar, deu um sorriso tímido, encarando o chão. Alice riu da timidez da amiga.
–Que tal irmos pra casa? – Bella perguntou alguns minutos depois – Eu estou realmente cansada.
–Mas nós não fizemos nada. Acabamos de chegar. – protestou.
–Você é louca – disse com sinceridade, se levantando e indo pagar o estacionamento.
Alice riu a seguindo.
Como andava na frente, Bella chegou primeiro ao carro, foi direto para a porta do passageiro, tentando abri-la. Estava trancada. Ela se virou, vendo a amiga caminhar calmamente em sua direção.
–Abre o carro, Ali.
A vampira apenas sorriu e continuou andando. Bella não ia dar corda, então não falou mais nada, apenas observando a outra.
Era impressão ou ela estava rebolando mais do que o normal?
–Eu tenho um proposta única para você? – Alice falou, quando estava a alguns passou da amiga – Quando nós chegamos, você, novamente, reclamou sobre o quão rápido eu dirijo, então… — ela estendeu a mão, segurando a chave do Porsche – Você quer entender a paixão dos Cullen por velocidade?
–V-você está falando sério?
–É claro que estou falando sério, Bella. É o meu filho que estou entregando na sua mão, nunca brincaria com isso – disse, segurando um sorriso.
–M-mas…
–Apenas dirija, garota. – disse jogando a chave para Bella, que, com algum esforço, agarrou-a no ar.
A humana analisou o objeto em sua mão por alguns instantes, mordendo o lábio inferior, e, então, levantou os olhos para a amiga, sorrindo.
As duas entraram na casa rindo. Bella estava extasiada. Como podia reclamar tanto sobre uma coisa tão boa? Ela nunca tinha experimentado nada como aquilo antes: a sensação de poder, de liberdade, de que você consegue fazer qualquer coisa que de vontade de fazer.
Alice ria da felicidade da amiga, era como uma criança que tinha acabado de descobrir um novo brinquedo.
–Vou me arrepender de ter feito isso? – a vampira pergunto, sem soltar um sorriso.
–Vamos apenas dizer que você vai ter que aprender a lidar com o ciúme do carro. – Bella disse devolvendo a chave e subindo para seu quarto.
–Você tem que me deixar levar você em uma corrida qualquer dia. Você vai amar. – Alice comentou sentando na cama antes mesmo da amiga conseguir chegar ao aposento.
–Dispenso, obrigada. Edward sempre me leva. Eu enjoo.
–Sinto muito, você por acaso me ouviu tocar no nome dele? Você tem que entender uma coisa Bellinha – ela disse, levantando-se e caminhando até a humana -: não importa o quão perfeito você acha que Edward é. Eu sou melhor.
Um sorriso iluminou a face de Alice e Bella não conseguiu evitar acabar com a distancia entre elas com um abraço.
–Obrigada, Ali – disse sem solta-la.
Alice estremeceu, fazendo com que Bella se sentisse extremamente culpada pela aproximação sem aviso e tentando separar-se, mas a vampira apenas envolveu a cintura dela e respirou fundo.
–Talvez você tenha razão. Você é melhor que Edward.
Alice gargalhou. Elas se separaram minimamente apenas para que pudessem olhar-se nos olhos, continuando com os braços envoltos na outra.
–Ele nunca teria me deixado dirigir o carro. Não acho que ele confie em mim o bastante para isso.
–Não é essa a questão. Ele só é… intenso demais. Nós todos lhe amamos, mas ele é exageradamente protetor, mas quem pode culpa-lo? Ele tem você. Eu também ficaria com medo de perder algum tão… única.
–Eu sou uma humana, Alice. Há milhões como eu. E, além do mais, não é apenas ele que tem a mim. Você também.
Elas já haviam se soltado do abraço, porém ser perceber mantinhas as mãos dadas. Alice apenas sorriu, seus olhos desviando para o chão.
O resto da tarde foi relativamente menos intensa. Elas apenas ficaram sentadas na cama conversando sobre o que quer que lhes viesse a mente. Quando Charlie chegou da pescaria, ambas estavam na cozinha preparando comida.
Pouco antes de se sentarem a mesa, Alice se desculpou e dizendo que tinha que ir.
–Esme está fora da cidade e Carlisle não gosta de delivery. E aqueles garotos incendiam a casa antes de fazer um ovo.
–Rosalie não pode cozinhar por você? É sempre bom ter você por perto.
Bella segurou uma risada. Charlie nem ao menos tentava esconder seu encanto por Alice. A vampira riu.
–No dia em que Rose usar aquela cozinha é o dia em que eu vou aprovar a roupa de Bella.
–Cuidado Al, você sempre foi boa com previsões – Bella brincou.
A vampira piscou pra ela, sorrindo, enquanto se despedia de Charlie.
Não demorou sequer vinte minutos até que chegasse em casa. Estava determina a falar com o marido: ter uma conversa madura e clara.
Porém assim que colocou o pé dentro de casa notou que estava vazia. Ela sabia que Edward e Esme ainda estavam caçando, que Carlisle estava no hospital e ainda demoraria três, quatro horas para chegar.
Sobre a mesa de centro da sala de estar encontrou um bilhete de Emmet para Jasper, avisando que havia saído em encontro da esposa, com uma nota indiscreta típica do “irmão mais velho”.
–Jasper? – Alice chamou sem obter resposta.
Olhou pela janela da sala, observando a floresta sob a luz prateada do luar. Ela e o marido compartilhavam a admiração por aquela paisagem.
Concluiu que ele apenas havia saído para uma caminhada para desfrutar um pouco melhor daquele cenário.
A vampira se dirigiu ao quarto que dividia com Jasper. O cheiro dele estava mais forte ali do que nos outros cômodos, o que a fez se sentir bem. Pensando em o que e como falaria, deitou-se em na cama de casal.
Ouviu com perfeição o barulho de papel sendo amassado, percebendo que havia deitado em uma folha, pegou-a.
Um bilhete.
Hesitação. Mal estar se apoderou dela. De alguma forma ela não precisava de fato ler para saber o que estava escrito. Ela sabia. Soube no instante em que seus olhos vislumbraram a elegante e familiar letra.
N/A (sei que ficou grande, mas a parte final é importante, nao deixe de ler. É SÉRIO.)
Mil desculpas àquelas que estão há meses esperando a atualização. Se eu for ser completamente honesta, tenho que adimitir que eu havia esquecido completamente. Eu estou mais em uma fase de ler do que escrever, além de que Twilight não tem um espaço tão grande na minha cabeça. E obrigada aquelas que comentaram no ultimo capitulo.
Agora com relação a história. Isso é importante. A maioria dos casais aqui serão alternativos, ainda não sei quem vai ficar com quem no final. Pode ser que voltem os casais originais, pode ser que continue os alternativos. Porém o que eu quero alerta-las é que eu odeio cliche, não há nada que destrua mais uma historia do que isso. Pensando nisso, eu talvez vá criar um casal gay feminino. Já deixei algumas brechas para isso durante esse capitulo, mas ainda é só um talvez.
Sendo assim, me deêm a opiniao de vocês sobre isso nos comentarios. Isso seria algo que faria voce correr para longe da fanfic ou não? Quão explicita eu posso ser sem deixar todo mundo desconfortavel?
E mais uma coisa: me deixem saber se o capitulo estir grande e cansativo demais, eu posso diminui-los. Até o proximo capitulo, que vai sair no final de semana, beijo.
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