Notas iniciais
Ola, esse cap ficou um pouco curto, mas garanto que o proximo terão maiores acontecimentos, não se esquecam, a exposiçao de Danny esta bem perto hahaha e me contem, o que acharam de Antonia? O primeiro amor a gente nunca esquece né? E eu sei, sempre rola uma quimica louca quando o reencontramos. Espero que curtam e beijos de luz a todos!

ESTÃO NO APARTAMENTO de um dos caras. Denise não sabe se é a casa de Antonia ou de um dos amigos dela. Onde quer que estejam, obviamente foi decorado por alguém solteiro: móveis de design contemporâneo, como uma poltrona de couro branco enorme, caixas de som de última tecnologia com adaptador para iPod, uma televisão de LED gigantesca ofuscando as parcas obras de arte penduradas na parede, uma mesa de jantar de vidro nada propícia para crianças e cadeiras de couro cor creme, dispostos em estilo minimalista. Deve ser o apartamento de um dos homens mais novos. Não há o menor sinal de algo que poderia pertencer a uma menina de sete anos de idade. Se fosse a casa de Antonia, certamente teria algo de Lúcia por ali, certo? Estão bebendo tequila, o que é sempre um risco, ao menos para Denise, ainda mais depois da quantidade de caipirinhas que beberam no restaurante brasileiro.

É inacreditável que esteja sentada ao lado de Antonia, sobretudo depois que a destratou no restaurante. Parece que o álcool é o maior apaziguador de ressentimentos, porque agora ela está feliz de estar ao lado dela. Está mais uma vez atraída pela presença dela. Antonia está flertando com ela abertamente e é bom ser desejada. A memória de Marilia passa rapidamente pela sua cabeça. Deveria esquecê-la. Deixá-la em paz com Scarlett.

O grupo se entretém com um jogo proposto por Peter, um dos ingleses. Cada um, por sua vez, tem que “confessar” três fatos sobre si mesmo, mas só um pode ser verdadeiro. Cabe aos outros adivinhar qual. É a vez de Tia Isabella. Ela está sentada nas pernas do cara de camisa azul, Rupert — sua saia já subiu até as coxas e ela está com olhos de bêbada. Denise acha que ela está maravilhosa. Mesmo tendo quase o dobro da idade do parceiro, Tia Isabella confia na própria sexualidade, sem preconceitos.

— Ok — Isabella diz, mostrando três dedos. — Eis as minhas três: num certo verão, quando era estudante, trabalhei como garota de programa em Milão.

— Ah, com certeza é essa! — Anita grita.

— A melhor transa da minha vida foi com outra mulher — Isabella continua, piscando para Denise com cara de travessa.

— Ah, não, acho que não — Anita faz careta.

— E, finalmente: transei com o advogado do meu ex-marido, sobre o capô do carro do meu ex-marido, no estacionamento do escritório do meu ex-marido.

— Qual era o carro? — Antonia pergunta, enchendo novamente os copos.

— Uma Ferrari, meu bem. Tá pensando o quê?

— É o verão como garota de programa. Tem que ser — Anita cantarola animadíssima. — Sempre soube que você tinha um passado negro, titia.

— Acho que é a transa com outra mulher — Peter diz.

Rupert está ocupado demais dizendo segredos de liquidificador dentro da orelha de Isabella e não tem a menor ideia.

— Sexo no capô do carro… — Denise diz porque sabe que é o tipo de coisa que sua mãe teria feito.

— Acertou! — Isabella grita.

— Sério? Nossa, tia, que mulher má você era…

— Deve ser de onde você herdou aqueles genes, então — Isabella pisca para a sobrinha.

— Sua vez Denise – Diz Tia Isabella, animada.

— Hum....não sei se quero participar...- Denise estava insegura, não queria se comprometer falando sobre sua vida,mesmo que seja numa brincadeira.

— Mas você aceitou, agora vai ter que participar. – Respondeu Anita,curiosa.

— Ok! La vai os meus....- Ela para por alguns segundos,mas logo continua — Perdir minha virgindade com 15 anos.

— Essa eu duvido. — Falou Antonia, ela sabia que Denise blefava, pois ela que foi a primeira pessoa com quem Denise tinha feito amor e ela tinha 19 anos na época.

— Ja transei com tres pessoas da mesma família. – Essa era engraçada, e todos ali presentes sabiam que Denise sempre foi aberta a varias experiências, movida pelo desejo e espirito de aventura, sabiam que essa poderia ser a verdade.

— Aposta nessa....- Falou Anita, levando o copo de tequila ate a boca.

— E por ultimo, só amei uma pessoa ate hoje na minha vida. ­

— Eu aposto nessa, com certeza. – Tia Isabella respondeu, sorrindo e lançando um olhar intrigante para Denise. Peter estava distraído mexendo no som, Rupert so tinha olhos para Isabella.

— Confesse Denise, qual a verdadeira? – Anita falou, impaciente.

— Já transei com três pessoas da mesma família, historias do meu tempo de ‘Danny Bond’, a família Drummond era bem interessante.

— Isso foi interessante...- diz Antonia, com um sorriso no canto da boca.

Anita se levanta, cambaleante.

— Já cansei desse jogo, vamos dançar.

— Sua amiga é hiperativa, né? — Antonia sussurra no ouvido de Denise.

Peter põe uma música e Anita dança com ele envolta dela, mas Denise nota que a atenção do rapaz está mais voltada para Isabella e Rupert se beijando no sofá.

Denise se levanta um pouco trôpega. Tem que ir. Tem que ajudar Anita a se recompor, pelo menos. Quanto a Isabella, tem a impressão de que vai passar a noite aqui. Elas têm as chaves da casa dela, então podem chamar um táxi. Realmente, elas têm que ir embora.

Vira para Antonia:

— Onde é o banheiro?

Denise se inclina sobre a pia e se olha no espelho. Sua expressão é impassível, sem emoção.

Sente-se um pouco enjoada e sem equilíbrio. Não deveria ter tomado tequila. Sorri quando se lembra de como Antonia estava olhando para ela. Ouviu com atenção cada palavra que ela disse durante a noite, na boate em que foram beber, no táxi, aqui neste apartamento. De repente, vê claramente que não vai para casa. Sabe exatamente o que vai acontecer. Fica feliz. Vai ajudá-la a se esquecer de Marilia.

Alguém bate na porta do banheiro.

— Denise? Você está bem?

Ela abre a porta e Antonia está apoiada na parede. Não é muito mais alta do que ela, mas ainda está em forma e, para a idade dela, até que bem gata. Um olhar mais atento agora revela rugas em seu rosto: as linhas de expressão que se formam ao redor dos olhos quando ela ri a deixam ainda mais charmosa. Ela se belisca. Desejou estar com ela durante tanto tempo e agora Antonia está bem a sua frente, oferecendo-se. Lógico que é tarde demais, já que seu coração pertence a Marilia, mas pode ajudá-la esquecer algo por essa noite. O seu passado? O seu apego a Marilia? Ela não tem certeza.

Antonia puxa Denise para fora do banheiro e a beija no corredor escuro. Ela entreabre os lábios para ela. Com Leticia, nunca beijou direito. É a regra delas. Percebe que faz meses que não deixa uma mulher beijá-la desse jeito. Desde que Marilia a deixou. Antonia a segura pela mão e a leva pelo corredor. A porta da sala de estar está aberta. Denise fica surpresa com o que vê, afinal as coisas mudaram bastante desde que foi ao banheiro.

Tia Isabella está de quatro, apenas de meias, sem vestido nem lingerie. Está chupando Peter, que mantém os olhos fechados, a boca entreaberta e a cabeça inclinada para cima, em êxtase.

Enquanto isso, Rupert está por trás dela, segurando-a pela bunda e movimentando o quadril para cima e para baixo, de modo a roçar a boceta em seu pau.

— Cadê Anita? — Denise pergunta, alarmada. Ela não está lá. Será que fugiu noite afora, sozinha?

— Acho que ela exagerou um pouco na bebida, só isso — Antonia fala baixinho, com os olhos brilhando no escuro. — Coloquei-a na cama. Não se preocupe, ela capotou. Está em total segurança…

Antonia pega Denise de jeito e ela sente seu corpo amolecer. Ela imagina como deve ser senti-la dentro de si de novo, depois de tanto tempo.

— Você quer assistir, Denise? — sussurra, segurando a cabeça dela com as mãos e fazendo com que veja o momento em que Rupert penetra Isabella. — Ou você quer participar?

Denise solta-se dele, dá um passo para trás e fecha a porta.

— Não, não quero assistir, nem participar.

— O que você quer, então? — olha para ela, irônica.

— Quero que me mostre que se lembra… de nós.

— É claro que eu me lembro… Já te disse que pensei inúmeras vezes em você nos últimos anos — suspira. —Denise, foi minha obsessão por você que arruinou meu casamento.

— Não quero que você me diga isso… apenas mostre.

— Como?

— Quero que você faça exatamente como da primeira vez em que fizemos amor. Quero que me mostre como tirou minha virgindade, tudo de novo.

Antonia respira e fica sem dizer nada por um momento.

— Você esqueceu?

— Claro que não — fala quase na mesma altura de sua respiração. — Só estou pensando em como posso fazer isso.

Pega a mão dela e seguem pelo corredor até a cozinha. É toda de aço inoxidável e com eletrodomésticos modernos, muito diferente da cena delas no passado. Antonia solta a mão dela e abre o compartimento de gelo do freezer.

— Que sorte que, por acaso, tenho exatamente o que precisamos aqui — diz, tirando um pote de sorvete.

— Então esse apartamento é seu?

— Claro — diz, abrindo a tampa do pote de sorvete. — Mas, Denise, vamos ter que improvisar. Não tenho mais um carro.

— Tudo bem, a gente imagina.

Fecha os olhos e volta para o verão em que tinha dezenove anos. Antonia tinha levado Denise para fora da cidade em seu New Beetle. Queriam ir até os lagos, mas não chegaram tão longe. No caminho, ela parou para comprar sorvete, pedindo que Denise segurasse um em cada mão enquanto dirigia por um caminho sacolejante até encontrar um local para parar. Abriu o teto do carro, mas isso as deixou ainda mais quentes. Comeu o sorvete dela, beijando seus lábios cremosos entre uma mordida e outra. Encheu a língua com sorvete de creme gelado e a chupou.Ela se derreteu na boca dela.

— Como você é doce — disse.

O couro quente do assento grudando na pele nua delas e o sorvete escorrendo pelo corpo foram a perdição de Denise.

Não disse que era virgem, mas ela logo percebeu. Quando a penetrou, sentiu como era apertada e ouviu-a arquejar, em seguida, veio uma pequena contorção de dor e a explosão da sexualidade dela.

A lembrança da inocência do seu amor por essa mulher faz com que Denise queira dar para ela mais uma vez. Naquela cozinha modernista, deixa-o colocar sorvete de creme na sua boca e, quando não aguenta mais sorvete, quando não aguenta mais o aroma quente e melado, ela a coloca sobre a mesa e se ajoelha. Coloca uma colherada de sorvete na boca e abre as pernas dela, pressionando então os lábios gelados na xoxota quente. Denise se lembra de como ela a lambia e a adorava. Quando ela está perto de se perder completamente em memórias, ela se afasta e limpa a boca no braço, deixando um rastro de creme em sua pele escura. Antonia se levanta e elas se entreolham. Juntas, olham para o passado de seus corações e celebram a paixão que um dia sentiram uma pela outra. A transa é mais calculada, menos urgente do que naquela época, de muito tempo atrás, mas dura muito tempo, vão cada vez mais fundo uma dentro da outra.

Toda essa delicadeza é demais para ela e, em vez de ficar uma nos braços da outra, se abraçando e acariciando, Denise se vira, fincando de costas para Antonia.

— Quero que me coma de novo — ela sussurra com os dentes cerrados — Como você nunca fez.

Antonia responde, encaixando seu corpo semi nu nas costas de Denise, segura uma de suas pernas, a trazendo para o alto e a penetra com três dedos. Ela está ofegante, sem fôlego, mas Denise não dá descanso, sem parar, se empinando mais e mais.

Estão ligadas como um único ser contorcido, como o coração partido e conflituoso de Denise. Ela está buscando a si mesma: a garota que amava Antonia. Não seria melhor voltar a ser essa garota do que a pessoa que é agora?

Notas finais
E ai, comentem e me digam se estao curtindo, ate a proxima.