Felicidade Envolve Loucura
38 Capitulo 38
Notas iniciais
Acordei me perguntando se Luce já estaria bem... Queria muito falar com ela.
– Bom dia Ágata. — Sawa fala bocejando.
– Bom dia Sawa.
– Como vão as coisas com o Ogawa?
– Ora, você me perguntando? Bom, sabe foi muito fofo o que ele me disse e...
– Não quero que de detalhes — ela me interrompe — Só estava esperando ouvir um sim.
– Como você é malvada Sawa! — forço uma cara de choro.
– Tá o que foi que ele disse? — ela faz uma cara de entediada, mas não ligo.
– Ele disse que gosta muito de mim!
– E?
– E? Como assim, ele disse que gosta de mim! Tá entendendo?
– Não acredito que ele falaria isso.
– Nem eu!... — a encaro — E você e o Ran? Como vão as coisas?
– Ah, bem — ela se avermelha e começa a olhar para os lados.
– Vai me conta!
– Ele me pediu me namoro.
– GENTE QUE LINDO! — pulo na sua cama — E você disse sim né?
– Disse... E pare de gritar, vai acordar os outros.
– Desculpe, mas estou tão feliz por você! — ela sorri — Vamos tomar café!
Tomo um banho, prendo os cabelos, coloco um vestido da cor da pele, sapatilhas.
– Pronta Sawa? — pergunto.
– Sim. Vamos?
Juntas vamos ao refeitório. Vejo Caio conversando com seus amigos, mas nenhum sinal da Luce.
– Caio — o chamo assim que chego perto — Onde está Luce?
– No quarto, ela estava dormindo então resolvi deixa-la — Kasumi responde por ele.
– Tá obrigada.
Vou pegar meu lanche e Caio aparece do meu lado.
– Estou pensando em pedir a Shou e os outros a animarem. — ele pega um suco.
– Vai ser bom, assim vocês podem conversar com mais calma né? — falo.
– Não sei se ela vai estar de bom humor... Mas quero que ela sorria antes de me ver.
– Caio, Luce só está magoada porque não entendeu o que tinha acontecido, mas se você explicar a ela tenho certeza de que ela escutará.
– Valeu Ágata. — ele olha para trás — Seu namorado está chegando.
Ele sai e Ogawa chega ao meu lado.
– Bom dia. — diz ele.
– Bom dia.
– Como vai Luce?
– Ela está dormindo, Caio me disse que mais tarde vai falar com ela.
– Mais tarde? Aconteceu alguma coisa?
Sentamos em um banco da praia e conto tudo a ele.
– Nossa. — é só o que ele diz — Mas ele vai se explicar, agora é só ela querer ouvir.
– Mas ela vai — digo sorrindo. — Ela gosta muito dele, claro que vai ouvi-lo.
Ficamos algum minutos sem dizer nada.
– Nossos dias aqui estão bem no fim — fala ele para quebrar o silêncio.
– É. Estou muito feliz por ter vindo aqui. — penso por alguns minutos, vamos voltar para casa — Essa não!
– O que foi?
– Esqueci de ligar para meus pais!
– Nossa que filha é essa? — ele ri.
– AH eu não tenho culpa! Só esqueci.
Pego meu celular, mas me lembro que estou sem créditos.
– Hehe, Ogawa me empresta o seu? — ele ri e me entrega seu celular.
– Alo?– ela atende no segundo toque.
– Oi mãe.
– É AGORA QUE VOCÊ LIGA FILHA INGRATA?!
– Me desculpa!! — Ogawa ri ao escutar minha mãe.
– É isso que dá, esses filhos se hoje são tudo uns ingratos... Eu te coloquei no mundo, é isso que recebo?
– Que dramática.
– Dramática? Você não sabe como é te carregar durante noves meses, te ver crescer para se transformar em um ingrata... — ela força um choro.
– Estou sem créditos, mas você poderia ter me ligado! Como você pode se esquecer da sua filha?
– Ah, eu não queria gastar meus créditos né...
– Então não brigue comigo se esqueci.
– De quem é esse numero?
– Do meu namorado.
Epa, não devia falar isso pelo celular.
–Como é que é a história?- meu pai pergunta e sei que minha mãe está sorrindo. — Quantos anos tem? Onde mora?...
– Querido agora não.– ela o interrompe do seu questionário. — E Luce?
– Também está namorando, mas vamos falar disso depois.
– Quem que conseguiu fisga-la? — meu pai pergunta novamente.
– Pai. Não precisa dizer assim! — eles riem.
– Assim que voltar para casa, quero conhece-los - meu pai diz — E no mesmo dia, hora, segundo! Quero ver os dois!
– Adeus filha — minha mãe me poupa de ouvir mais a furia do meu pai e desliga.
– Ah, devo ficar assustado? — Ogawa pergunta.
– Não. Ele é assim por gostar muito da gente. — sorrio — Mas não olhe nos olhos dele. — ele ri. — Minha mãe vai dizer "Bem vindo a família" e meu pai "Você já foi preso?"– isso o faz gargalhar.
– Já gosto dos seus pais antes de conhece-los.
Olhamos para as ondas, as árvores...
– Pera é impressão minha, ou a Luce está sendo arrastada por um hippie? — Ogawa pergunta.
– Acho que foi isso o que Caio quis dizer sobre deixa-la animada. — digo e começo a rir. — Aposto que aquele é o Shou.
– E os outros?
– São o resto dos amigos dela.
Os acompanhamos virando nossa cabeça, até que eles saem de vista.
– Eles vão fazer ela sorrir para ver o Caio? — ele pergunta.
– Esse é o plano dele. Acho que eles vão leva-la até ele... Tomara que ela não perca a paciência.
– É.
Ele pega na minha mão e começamos a dar uma volta na praia.
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