Notas iniciais
huhu dois capítulos em um dia :)

É agora... Percebo que estou andando rápido demais quando escorrego e acabo parando em cima dele.

– Não sabia que você queria me ver tanto assim — fala ele sorrindo e me ajuda a sentar ao seu lado.

– Sabe... Er... — espero um tempo até conseguir dizer — Eu queria me desculpar por ter te socado... Por não ter entendido o que...

Ele me abraça, impedindo que termine de falar.

– Caio? — pergunto surpresa.

– Desculpe se não te contei antes... Mas posso contar agora se você quiser.

– Tá.

– Bom, vou contar tudo do começo... Sabia que estudamos juntos?

– O que? Quando?

– Quarta série.

– AH! — começo a me lembrar — Não me diga que você era aquele que usava aparelho?

– Sim.

– Er... Não me lembro de tudo...

– Eu vou contar então como nos conhecemos.

Caio

Eu tinha onze anos. Usava aparelho, o cabelo preto e bem liso ficava bagunçado (eu tinha muita preguiça de pentear). Como de costume coloquei uma blusa vermelha e a calça preta.

– Caio? — minha vizinha chama. — Já está pronto?

– Sim. — ela me dá carona.

Chegando na escola sigo para minha sala e sento na minha carteira.

– Ei? — uma garota bem pequena, de cabelo preto curtinho, olhos grandes.

– O que você quer?

– Tem alguém sentado aqui? — aponta para a carteira a minha frente. (que está vasia).

– Está vendo alguém ai por acaso?

– Não.

– Então, por que pergunta?

– Eu só queria saber! — ela fala nervosa.

– A culpa é sua.

– O que? Você quer apanhar? — ela levanta seu punho.

– Você é movida a violência por acaso?

– E se for?

Nos encaramos por alguns segundos, então o professor entra.

Depois disso nos declaramos inimigos. Eu o nerd da sala e ela, batia em todos.

Estudamos só até a quinta série.

XxxxXxXxXxXx

Sétima série quatorze anos. Ainda estava de aparelho, meu cabelo agora batia um pouco nos meus olhos, era mais alto que a maioria e também o mais zoado pela escola toda.

Jasmim uma garota da mesma sala que eu era a mais popular. E era a que mais me perseguia.

– E então nerd emo? — era assim que me chamava — Ainda gosta de mim?

– Nunca gostei. — respondi e muitas pessoas riram dela.

E em troca, ela se jogou em mim para dizer que fui eu. E assim dizia ela me deu um fora.

Na metade daquele ano já estava cansado se continuarem com suas piadas sem graça, me mudei para uma escola masculina e lá fiz amigos: Shou, Mok, Soo e Myung.

Primeiro ano dezesseis anos. Tirei o aparelho, comecei a arrumar meu cabelo e fiquei mais alto.

Encontrei alguns colegas de escola e eles só me recolheram quando eu disse quem era.

– Nossa está mais gatinho — Disse uma garota que nem lembro o nome — Volta para a antiga escola.

– Estou na escola que agora é mista. — respondo e assim vou embora os deixando para trás.

E foi assim que eu a vi, mas ainda não me lembrava quem era só sabia que conhecia. Alta, cabelos pretos longos e lisos, seus olhos não eram mais aqueles grandes, agora combinam com seu rosto magro.

– Força do demônio! — diz um dos meus colegas que tinha levado um caderno na cara.

A encaro, é movida a violência por acaso? Então me lembro... Sorrio nos encontramos novamente garota violenta.

Luce

Quando ele termina de falar o encaro.

– Por que não me disse antes? — pergunto.

– É que eu não ia com a tua cara...

– Éramos inimigos.

– Como eu poderia saber que me apaixonaria pela minha rival? — ele ri — Mas mesmo quando começamos a namorar achei que não precisava contar.

– Se tivesse me contado não teria levado um soco na cara.

– To sabendo.

Olho para ele, seu rosto ainda está esta vermelho toco no lugar e ele se afasta. Ainda me sinto culpada por tê-lo socado.

– Desculpa, doeu? — pergunto.

– Não, eu só fiquei surpreso. — ele percebe o que estou pensando — Ei esquece isso tá? E nem doeu tanto assim.

O encaro, sei que é mentira.

– Tá. Sua força não é humana.- rio com isso — Doeu na hora, mas depois só ficou latejando. Tenho certeza desde antes: você é movida a violência.

Beijo o lado que dei o soco — Eu já pedi desculpas, mas se defender aquela garota novamente não pedirei desculpas.

– Mas nunca a defendi.

Pego em sua mão e começamos a andar pela praia.